História Sorvete de Morango - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Mime de Benetnasch, Personagens Originais
Tags Fluffy, Fofa, História, Mime De Benetnasch, Mime X Ana
Exibições 34
Palavras 1.077
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Bishoujo, Colegial, Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello, pípol! Essa historinha surgiu de forma muito despretensiosa, a partir de uns comentários feitos por mim e pelo @MimeFalk em nossas fotos de perfil, onde postamos nossas fotos de crianças para o Dia das Crianças.
É uma história levinha e fofa. Espero que gostem. Kissas.

Capítulo 1 - Sorvete de Morango


Fanfic / Fanfiction Sorvete de Morango - Capítulo 1 - Sorvete de Morango

A primavera em Asgard era uma época do ano muito aguardada por seus habitantes. A neve dava lugar a tímidos raios de sol e a cor branca, monótona e fria cedia espaço ao verde das gramas e o colorido alegre das flores. O clima ameno, as cores e a luminosidade deixavam todos mais alegres e festivos.

O pequeno Mime caminhava pela floresta que ficava nos arredores de sua casa. O calor daquele dia castigava e o pequeno aspirante a guerreiro deus, no alto de seus oito anos de idade, caminhava pela floresta que ficava nos arredores de sua casa. Sua intenção era deliciar-se de um saboroso e refrescante sorvete de morango.

Com sua harpa debaixo do braço, o menino havia aproveitado a ausência de seu pai para realizar essa estripulia.

Diante de uma macieira, algumas folhas caíram pelo chão e em seguida um bagaço de maçã, desviando a atenção do menino para a copa da árvore.  Olhou para cima e encontrou dois olhinhos azuis curiosos.

A menina de olhos expressivos em tom de azul profundo desceu da árvore. Sua pele alva, contrastava com os cabelos vermelho intenso e juntamente com aquele sorrisinho bobo, espontâneo e com a ausência de um dos dentinhos de leite.

-Oi, o que faz aqui? - A ruivinha iniciou o diálogo. Mime ainda a fitava um tanto bobo, mas logo abanou a cabeça e a respondeu com um sorriso.

-Eu? Er….-ele ponderou o que falaria.

-O gato comeu sua língua? - ela abriu mais o sorriso, deixando Mime corado.

-Não. Eu estou indo até a mercearia aqui perto.

-E o que é isso embaixo de seu braço? -indagou a pequena curiosa, apontando com o dedinho. 

-Isso é uma harpa. Bem, eu preciso ir. Não diga a ninguém que me viu aqui com a harpa, tudo bem?

-Mas por que?

-Meu pai é bravo e ele briga comigo porque não gosta que eu toque música.  - o menino abraçou o instrumento.

- Puxa, vida! - nesse momento o sorriso dela morreu e a cumplicidade fora instantânea. -Não quero que seu pai brigue com você. Prometo que não conto nada.

-Quer ir à mercearia tomar sorvete comigo?

-Só se for sorvete de morango, que é o meu preferido.

-O meu também!

Mime segurou a mão da ruivinha e os dois correram alguns metros, estacando diante de um armazém em estilo rústico, que parecia ser bem antigo. Entraram no estabelecimento e foram saudados por uma simpática e amável senhora que vestia um avental sobre o vestido e tinha os cabelos brancos presos em um coque.

-Oh que surpresa vocês aqui. Ao que devo a visita?

-Queremos sorvete de morango. - disseram uníssonos.

Os olhinhos arregalados e entusiasmados, demonstravam a ansiedade das crianças por aquela sobremesa. Assim que estavam com suas casquinhas na mão, os pequeninos sentaram-se em um dos degraus da entrada da mercearia e se deliciavam com o sabor e a refrescância do doce.

A garotinha com as mãos inquietas, não se conteve e puxou uma das cordas da harpa. Sorriu com o som que fez.

-Que engraçadinho hihihi!  Por que carrega essa harpa? - perguntou com a boca suja de sorvete.

-Porque ela é minha melhor amiga. - Mime respondeu com a boquinha cheia. -Não consigo me afastar dela, é como sorvete de morango, sabe?

-E você você disse que seu pai é bravo. Ele não gosta de música? - ela limpou as mãozinhas meladas na saia do vestido. - Música é algo tão bonito.

-Ele é bravo. Ele me treina muito e quer que eu me torne um guerreiro deus para proteger Asgard e as princesas. - a ruivinha curiosa mexeu novamente na corda da harpa. -Você é uma das princesas?

-Não…-as bochechinhas da menina graciosa coraram. - Não sou uma princesa, eu gostaria de ser um herói e ter um unicórnio que voa e dar a volta ao mundo. -ambos riram.

-Eu queria ser músico e viajar pelo mundo. - o garotinho loiro limpa a boca na manga da túnica e volta a abraçar a harpa. - para alegrar as pessoas com música.

- Que legal! Você pode tocar alguma música para mim?

O jovenzinho empunhou a harpa e começou uma melodia alegre. A garotinha viu alguns bichos como coelhinhos e passarinhos se aproximarem e também trouxe a dona estabelecimento para a porta, que admirava os dois ali. O som delicado e muito alegre embalava aquele dia quente e condizia bem com  aquela estação do ano.

A menina pegou em seu colo um coelhinho branco e voltou a sentar-se ao lado de Mime. Assim que a música acabou, ela bateu palmas efusivas para seu novo amigo.

-Que lindo! Adorei! Você tem muito talento!

-Obrigada. - respondeu corado.

-Eu preciso ir, está tarde. Ficamos amigos e nem perguntei seu nome.

-Me chamo Mime, e você?

-Me chamo Ana. - ela deu um beijinho na bochecha dele e foi se afastando. -Adorei essa tarde, Mime. Até mais.

O menininho ficou abobado e acabou tocando a bochecha. Acenou timidamente e voltou a se sentar, extraindo da harpa algumas notas.  Suspirou e notou que já estava tarde e deveria voltar para sua casa.
 

*******

Anos depois, Mime adentrava o palácio de Valhalla. Vestia sua robe e debaixo de seu braço trazia sua inseparável harpa, hoje sua arma de combate. Passou pelos corredores e se dirigia para o escritório de Hilda para entregar o relatório de uma missão.

Depois de toda burocracia, o asgardiano resolveu ir até o jardim, já que estava dispensado de seus deveres por aquele dia. Perto de uma fonte, o loiro sentou-se para se refrescar. Aquele dia quente o remeteu ao famoso sorvete de morango da mercearia para onde fugia quando era menino. Iniciou uma caminhada para reviver aquele momento de sua infância, quando deparou-se com uma figura que há muito povoava seus pensamentos.

-Ana? -ele corou ao ver a bela mulher a sua frente. Os cabelos vermelhos, a pele alva e os olhos azuis eram características que nunca saíram da mente do loiro. O sorriso infantil, angelical, se tornou doce, porém sensual. Ambos haviam crescido e mudado.

-Mime? -a ruiva corou e abriu mais ainda seu sorriso, diante do reencontro de seu amiguinho de infância.

-Quer ir a mercearia tomar um sorvete comigo?

-Só se for de morango, o meu preferido.

-O meu também!

Ele ofereceu o braço a ela e naquele dia uma bela amizade foi retomada, mas de um jeito diferente. Aquele encontro despretensioso virou uma linda história de amor.


Notas Finais


Espero que tenham curtido. Kissas!


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