História S.O.S. Mommy - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Diretora, Executivas, Lesbicas, Lgbt, Mãe Do Chefe, Romance, Sela Ward, Tainá Müller
Exibições 72
Palavras 3.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Visual Novel, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Era pra ter postado ontem, mas meu computador ficou desligando toda hora.

Agora, aqui está o capítulo para vocês.

Boa leitura.

Capítulo 9 - Capítulo IX -Um pouco de coragem, por favor!


Fanfic / Fanfiction S.O.S. Mommy - Capítulo 9 - Capítulo IX -Um pouco de coragem, por favor!

Capítulo IX

Um pouco de coragem, por favor!

Diferente do último almoço em família, que apenas os filhos compareceram, a casa de dona Maria Odete e Miguel estava bastante movimenta. Tanto os filhos como os netos do casal estavam presentes. Em um canto estavam os gêmeos, Pedro e Heitor, conversando com a prima, filha mais nova de Miguel, Veridiana Luísa, no outro estavam os “homens” da casa, Senhor Miguel, seu filho e o genro, Rogério.

Ana Luísa e Verônica estavam na cozinha com a mãe e a filha mais velha de Miguel. Enquanto cozinhavam, elas conversavam sobre amenidades e as novidades, mas o foco do assunto era a gravidez da futura mamãe.

— E esse bebê, não vai nascer não? – Verônica questionou.

— Nem eu aguento mais. Não vejo a hora. A barriga pesa muito, meus peitos não param de doer e meus pés estão muito inchados.

— Por isso mesmo que eu só tive um – Ana respondeu rindo da sobrinha.

— Ai, tia, tô pensando seriamente se terei mais. O Tarso tá com uma ideia fixa de querer uns três filhos.

— Bota ele pra cuidar do bebê, Eulália, que ele desiste rapidinho dessa ideia.

— Vou fazer isso mesmo, tia Nica.

O cheiro de alho refogado silenciou as bocas nervosas, atraindo a atenção das mulheres para a matriarca da família.

— Que cheiro bom, vó! Vai fazer o que aí?

— Uma farofinha de carne de porco bem molhadinha, pois sei que você gosta – disse sem tirar os olhos da panela.

— Que puxa-saco! – Veridiana falou do portal da cozinha. — Tia Verônica, a Joana tá chorando.

— Ai, meu deus! Deixa eu ver minha Joaninha.

— Veridiana, ajuda a dinda aqui a picar esse temperos – Ana Luísa pediu.

— Dinda, só você me chama por esse nome horroroso. Me chama de Luísa – fez cara de chateação e desgosto.

— É feio nada. Seu nome é lindo e eu escolhi o Veridiana. Sua mãe que quis colocar o Luísa por eu ser sua madrinha.

— Eu não gosto, parece nome de velha.

— Hey, olha como fala, mocinha – repreendeu a garota e a entregou uma cebola.

— Cebola? Jura?

— Não reclama e pica isso, Veridiana Luísa.

— Esse nome fica pior assim. Me chama de Vê ou de Lu. Tá ótimo assim.

— Vocês parem de reclamar e ajudem. Vovó e eu estamos fazendo tudo sozinha e eu estou grávida.

— Mas não tá doente – Ana e Veridiana disseram juntas, caindo na gargalhada em seguida.

— Deixa elas, Eulália. Na hora de comer são as primeiras – Dete ralhou.

Em meio a toda barulheira, a colunista sentiu seu celular vibrar, abrindo um enorme sorriso ao ver que era uma mensagem de Paola. Afastou-se um pouco para ter mais privacidade e, com cara de boba apaixonada, respondeu. Sua afilhada percebeu sua euforia e apenas deu um risinho. Sabia bem reconhecer uma cara de apaixonada, mesmo com apenas 15 anos.

Cibele arrastava a diretora por todos os cantos do shopping, como ela dizia a todo instante, “em busca do presente perfeito”. Paola já não aguentava mais andar e anunciou que aquela seria a última loja que visitariam. Enquanto a designer explicava a situação para o vendedor, Biancchi observava as joias em exposição. Queria algo delicado e discreto; algo que combinasse com Ana. Foi nesse momento que ela avistou uma pulseira lisa com apenas um coraçãozinho cravejado de pedras em ouro branco.

Foi esta que ela comprou.

Não satisfeita por ter feito Paola praticamente correr uma São Silvestre no shopping, Cibele fez a amiga pagar seu almoço.

— Já decidiu onde comer? – Paola questionou, sentando-se em uma das poltronas que ficam espalhadas pela praça de alimentação.

— Claro... Que não. Tem o japa, o BK, essa churrascaria aqui do lado, tem o podrão fitness, vulgo subway. Eu comeria uma coisa de cada.

— Eu não duvido. Já que você está tão indecisa, eu escolho – dito isso, levantou-se e foi para o restaurante japonês.

— Okay, vamos comer no japa. Japa é sempre bom, mas eu vou querer um mcFlury ou um milk-shake.

— É claro que você quer – riu.

Ao sentir o telefone vibrar, Paola abriu a bolsa desesperadamente, parando de pegar a comida, o que gerou uma pequena fila no estabelecimento. Os clientes, incomodados, começaram a reclamar.

Quié? Nunca apaixonaram não? Eu hein! – Cibele retrucou. — Quê que ela disse, Polete? – questionou praticamente encostando o queixo no ombro da diretora.

— Ela só respondeu a minha pergunta e disse que tá com saudade – respondeu sorrindo.

— Aham que é só isso. Ela passou o endereço?

— Passou sim, mas eu não vou lá. Não hoje.

— Medrosa.

— Cala a boca, Cibele. Não sei por que eu ainda te escuto.

— Porque você sabe que eu tô certa – fez um “joia” com o polegar e uma cara de confiante. Paola revirou os olhos e riu.

— Me segue e para de gracinha – disse seguindo para uma mesa mais afastada.

— Não vai mostrar a mensagem? – Cibele insistiu.

— Não.

— Poxa...

Sentaram-se e ficaram conversando enquanto comiam. Cibele mais reclamava que falava, pois ainda queria ir aos outros restaurantes.

Já com o almoço serviço na casa da família Arantes e Lima, as pessoas se acomodaram à mesa e os adolescentes foram para a sala, menos Veridiana que deu falta de sua madrinha e foi a procurar. Pegou seu prato de comida, contendo apenas sua comida favorita, salpicão, e muita carne assada e saiu pela casa atrás da tia. Encontrou-a sentada na escada que dava para o jardim dos fundos, com a cabeça escorada no corrimão enquanto olhava para o nada.

— Tia Lu, tá triste por que o Getúlio não vem? – sentou-se ao lado da tia.

— Não estou triste, meu amor. Só pensativa – respondeu e só depois olhou para o prato da afilhada. — Você vai comer isso tudo?

— Vou, ué – deu de ombros. — Pensando em que, tia? No cara que te mandou mensagem mais cedo? – arguiu verdadeiramente curiosa.

— Cara? – uma interrogação surgiu na testa de Ana. — Não tem cara nenhum, Veridiana.

— Sei – riu. — Então você ri à toa pra tela do celular. Tá bom.

— Estava prestando atenção em mim, mocinha? – apertou o nariz da jovem e sorriu. A menina meneou a cabeça positivamente e aguardou a resposta da tia. — Não tem nenhum homem, de verdade.

Aproximou-se da jovem e segredou:

— Posso te contar um segredo?

— Claro, dinda! – levou o garfo à boca e colocou os ouvidos à disposição.

— Quem me faz sorrir assim é uma linda e encantadora mulher.

— Mentira! – gritou aos quatro cantos.

— Veridiana! – ralhou.

— Desculpa. Só é muita informação. É que você sempre teve cara de careta, tia. Nunca pensei que você fosse a tia maneira – disse tranquilamente enquanto comia.

— O que quer dizer com isso?

— Ué, que posso contar dos meu rolos pra você. Se eu falar pra minha mãe que pra eu gostar a pessoa só precisa ter boca, ela vai surtar.

Peraí... Me explica isso direito.

— Tia, pra eu beijar, só precisa ter boca. Gosto de gente.

— Sua irmã sabe?

— Nem desconfia e nem pode, ou torraria meu saco.

Ana Luísa abraçou a menina e deu um beijo em sua cabeça.

— Pode falar o que quiser para mim, meu amor. Você sabe que é minha segunda filha e que eu te amo muito.

— Também te amo, tia. Agora vem cá. Deixa eu ver seu contatinho. Quero ver se ela está a sua altura.

Ana Luísa pegou o smartphone e abriu a foto do contato para a sobrinha ver. Veridiana ainda tentou ver as mensagens, mas Ana Lu não deixou.

— Só a foto – repreendeu-a.

— Aaah, tia, só umazinha.

— Não.

— E por quê? – insistiu e Ana ruborizou com a insistência.

— Porque é muito íntimo. Toma – pegou uma garfada de comida e levou à boca da menina –, ocupa sua boca com comida.

Exa Poola é inda mesmo – disse de boca cheia.

— Agora repete de boca vazia – Ana riu.

— Essa Paola é linda mesmo. É a tal diretora da empresa do Getúlio que meu pai fala?

— É ela sim. O que seu pai fala?

— Ah, melhor que você não saiba.

Ana Luísa não gostou de escutar a afirmação, mas tinha de concordar com a sobrinha, ou causaria um estrago no almoço.

— Você gosta dela, tia?

— Acho que gostar já não se encaixa mais – suspirou ao recordar seus momentos com a diretora.

— Já disse isso pra ela?

— Não, menina, tá doida?

— Eu acho que você deveria contar ou vai perder ela de vez.

Ana queria continuar a conversa, mas foram interrompidas por Pedro, que foi as chamar a pedido de dona Odete. Sentaram-se à mesa com o restante da família e participaram da conversa animadamente, até entrar no assunto relacionamento. Verônica, dos três filhos, era a única que ainda estava casada. Miguel divorciou-se após 6 anos de casamento e nunca mais se uniu de tal forma a outra mulher. Ana era divorciada há 7 anos e também nunca se comprometeu com outra pessoa, até encontrar Paola, apesar de não ter nada firmado.

— Eu não tô amarrado, mas não fico sem uma mulher.

— Você trata as mulheres como objetos, pai – Veridiana disse.

— Mas mulher só presta pra isso mesmo.

— Olha como você fala, porque você tem uma mãe, irmãs, uma sobrinha e duas filhas.

— Ai, Ana, eu só tô brincando.

— Respeita as mulheres dessa família, Miguel – dona Maria Odete disse.

— Mas eu respeito, mãe. Pra isso tem as da rua. Agora eu tô cogitando a hipótese de visitar meu querido sobrinho na empresa dele e conhecer essa tal diretora.

Veridiana imediatamente segurou a mão da tia e a apertou, tentando reconfortar sua madrinha e acalmá-la.

— Ela deve ser bem fácil, aquela gostosa – colocou a língua para fora e a mordeu, irritando ainda mais Ana Luísa.

Ela queria gritar e estapear o irmão, mas não valeria um fio de cabelo que aquele homem tinha na cabeça.

— Você é um porco nojento, Miguel – disse e saiu do cômodo.

Voltou a se sentar na escada para findar sua raiva e buscar tranquilidade. Logo em seguida, sua mãe se sentou ao seu lado.

— Você gosta muito dessa moça, não é, Ana Lu? – segurou a mão da filha.

— Eu só acho o Miguel bem nojento.

— Não minta pra mim, meu amor. Essa não é a primeira vez e eu te conheço tão bem. Eu já reparei, filha.

Ana olhou para a mãe e sorriu com os olhos umedecidos pelas lágrimas.

— Pensei que fosse se envergonhar ou se chatear.

— Ana Luísa, você já é uma mulher feita e eu já vivi tudo o que queria. Você deve fazer o que tem vontade e seguir seu coração. Se ela te faz feliz, fale isso pra ela.

— A senhora tem razão, mamãe. – abraçou a pequena senhora fortemente e a beijou no rosto. — Eu te amo, mamãe.

Ficaram mais algum tempo do lado de fora conversando sobre Ana Luísa e seu coração, com dona Maria Odete fazendo todas as perguntas que tinha e não tinha direito.

Já em casa, Paola tomou um banho e foi se deitar na rede de sua varanda. Ficou olhando para o mar e refletindo tudo o que aconteceu em tão pouco tempo. Parecia que se conheciam há uma eternidade, quando, na verdade, tinha menos de um mês. Ana Luísa era maravilhosa e não podia negar mais que estava apaixonada por ela. Sorriu e pegou no sono admirando o mar.

Acordou beirava às 16hs horas e a primeira coisa que fez foi enviar uma mensagem para a mãe de seu chefe:

Ei, minha linda. Já está em casa?

E rapidamente a colunista respondeu:

Ainda estou na casa de mamãe. Devo sair daqui uns 30min.

Paola pensou um pouco, sorriu e continuou a conversa:

Aonde sua mãe mora mesmo?

Ana Luísa respondeu a todas as perguntas de Paola sem nenhuma maldade, enquanto a diretora não parava de maquinar sua mente. Despediu-se de Luísa e rumou para o banheiro. Aprontou-se e, em pouco mais de dez minutos, saiu de casa cantarolando. Colocou o presente de Ana Luísa no porta-luvas e deu partida no carro.

Quase vinte minutos dirigindo, Paola encostava o carro em frente a uma casa, na praça do bairro Praia de Gaivotas. Não tinha erro, era aquela casa. Mandou uma mensagem para Ana, pedindo que ela saísse no quintal e olhasse para a rua. Não demorou muito para a mulher aparecer na esquina da varando com a expressão de surpresa e sorrir ao avistar Paola encostada no carro.

Foi até a jovem mulher e a abraçou apertado, dando um beijo demorado na bochecha da diretora.

— O que você faz está fazendo aqui?

— Você disse que já estava indo embora, pensei em passar aqui e te pegar. Eu tava de passagem mesmo – gracejou.

— Você é uma fofa – abraçou-a novamente e, próxima ao ouvido de Paola, cochichou: — Quero tanto dar um beijo na sua boca.

Paola afastou um pouco o tosto para olhá-la nos olhos e disse:

— Eu até te daria um beijo agora se nós não tivéssemos uma plateia.

Ana Luísa a olhou confusa e depois mirou na direção em que Biancchi olhava, avistando Veridiana e sua mãe olhando quase imperceptíveis da varanda. Quase, pois dava para ver claramente parte do corpo delas de fora da parede. Ana Luísa deu uma gargalhada gostosa e beijou o rosto da diretora.

— Elas sabem. São minha sobrinha/afilhada e minha mãe. – olhou para trás e acenou para as duas. — Venham cá. Sei que estão curiosas.

Paola estava visivelmente surpresa com as atitudes de Ana Luísa. Nunca pensou que a mulher fosse contar algo a sua família e agora, parte dela já sabia.

— Paola, estas são minha mãe, dona Maria Odete e minha sobrinha, Veridiana Luísa. Meus amores, esta é a Paola.

Dona Odete analisou a moça e depois de alguns segundos, puxou-a para um abraço.

— Ninha me falou de você. A única coisa que eu te peço é que faça minha filha feliz. Você é mesmo uma gracinha – elogiou-a após o apelo.

— Eu disse – Ana disse orgulhosa.

— Obrigada, Dona Maria Odete. A única coisa que eu quero é fazer sua filha feliz.

— Me chama de Dete, minha filha.

— Como desejar – sorriu.

— Mamãe, pare de me tratar como uma adolescente. Assim vai assustar a Paola. Adolescente aqui é a Veri, que está estranhamente calada.

— Eu tô analisando sua pretendente, tia. Quais são suas intenções com a minha tia? Vai pedi-la em namoro? Aproveita que a vovó tá aqui.

— Veridiana Luísa! – Ana a repreendeu.

Quié?

— Deixa ela – Paola respondeu. — Eu gostei de você, Veridiana. E minhas intenções com sua madrinha são as mais sérias possíveis.

— Acho bom!

— Não quer entrar e tomar café conosco, Paola? – Dete a convidou.

— Não sei se seria uma boa ideia.

— Vamos lá, tia Paola, você vai gostar – Veridiana insistiu.

— Tia, Veridiana? Eu mal apresento a Paola a vocês e você já me sai com essa?

— Deixem de falatório. Vamos todas para dentro.

Ana Luísa não estava muito confortável com a situação, tampouco Paola. Miguel ainda estava na casa e ela temia que ele falasse alguma gracinha para a diretora.

Na sala, dona Maria apresentou Paola para a família:

— Gente, essa é a Paola. Ela trabalha com o Ninha e com o Tulinho.

“Que senhora mais fofa”, Paola pensou.

— Então, você é a famosa Paola? – Miguel falou visivelmente alcoolizado.

— Famosa eu não sei, mas me chamo Paola sim.

— Arisca, você, hein?! – o homem insistiu.

— Muito pelo contrário, senhor. Eu não sou bicho pra ser ariscar, diferente do senhor.

Todos a olharam espantados, menos Veridiana – que não entendi o motivo do pai ser assim – e Ana Luísa, que achou um grande feito da diretora.

— Eu sou a Verônica, irmã da Ana, mas todos me chamam de Nica aqui. Aquele é o Miguel, nosso irmão também. Nos desculpe por isso – Verônica tratou de se desculpar em nome da família.

— Vocês não tem de se desculparem, gente. E é um prazer conhece-la, Nica – riu docemente para a sua futura cunhada.

Miguel não gostou da forma que foi tratado, mas preferiu ficar quieto e observar a aborrecer sua mãe.

Paola conheceu todos da família de Ana e, para eles, ela era apenas uma amiga de trabalho. Apenas Dete e Veridiana sabiam da verdade, porém, Verônica ficou um pouco cismada com a proximidade das duas. Todavia, pensou ser coisa da sua cabeça, uma vez que Veridiana e sua mãe estavam sempre com elas.

Tirando o início desastroso graças a Miguel, o restante da tarde foi muito agradável e perto das 19hs, Paola partia com Ana Luísa.

— Eu amei sua família.

— Não precisa mentir, minha vida. Eu sei que o Miguel foi bem desagradável – pousou a mão sobre a coxa de Paola.

— Foi mesmo, mas isso não estraga o resto. Amei sua mãe e sua afilhada. Elas são uns amores.

— Eu amo aquelas duas. Já chamei a Veridiana para morar comigo tantas vezes e sair da Serra, mas ela prefere ficar com a mãe.

— Você é bem coruja – comentou sorrindo. — Chegamos. – Ia pedir à Ana para avisar na portaria, mas o porteiro havia acionado o portão. — O porteiro já até me conhece – disse séria mirando a guarita.

Ana Luísa deu uma risada gostosa e beijou o rosto da diretora, perto da boca.

— É bom mesmo que ele já te conheça, afinal, você virá muito mais aqui – disse sugestivamente.

— Adoro quando você usa esse tom de voz – apertou de leve a perna de Ana e seguiu dirigindo assim que o portão se abriu por completo.

Estacionou na vaga pertencente ao apartamento da colunista e saiu do veículo junto com Luísa. Próximas à porta do hall para o elevador, Paola se lembrou que havia esquecido o presente de Ana no porta-luvas. Correu no estacionamento para o buscar.

— O que foi? – Ana arguiu assim que ela voltou.

— Nada. Só tinha esquecido uma coisa. Vamos? – ofereceu a mão elegantemente, como se a convidasse para uma valsa.

— Claro!

Instantes depois, estavam dentro do apartamento já tão conhecido por Paola. Ana Luísa foi tomar uma ducha rápida e voltou para a sala com um vestido longo, azul escuro com estampas florais pretas e calçava um par de havaianas slim na cor marrom-claro com a correia dourada. Sentou-se ao lado de Paola, que rapidamente a puxou para o colo, dando-lhe um beijo apaixonado.

— Você está tão linda.

— Obrigada. Também estou adorando te ver assim, bem simples. Com pouca roupa – alisou a perna de Paola e a olhou, sorrindo em seguida.

— Ai, Ana, assim eu perco as estribeiras antes de te falar o que preciso – fechou os olhos e mordeu a boca.

— Perde, só um pouquinho, depois você pode cantar uma ladainha inteira que eu vou escutar – segredou enquanto arranhava as costas de Paola debaixo da camiseta branca.

— Vai ser rapidinho – conteve-se e se afastou um pouco, buscando fôlego.

— Olha, tem de ser muito importante mesmo – fez biquinho.

— Eu juro – cruzou os dedos em juramento, fazendo Ana sorrir. — Eu sei que tem pouco tempo que estamos saindo. Eu sei que disse que era pra ser uma coisa sem rótulos, mas eu não estou sabendo lidar com isso... – respirou fundo para se tranquilizar e buscar a coragem de que tanto precisava. — Eu não consigo mais omitir para mim mesma que eu te amo loucamente e morro de ciúmes daquele entra e sai de pessoas da sua sala.

— Paola...

— Deixa eu acabar, ou minha coragem vai embora. – As maçãs faciais da diretora estavam coradas. Ela, que nunca se sentira assim, sentia-se numa sinuca de bico, não sabendo organizar seus sentimentos. — Eu quero acabar com nosso acordo. – Pegou a caixinha de presente e ofereceu à sua amada. — Eu quero que você seja minha namorada. Que fique comigo, nas brigas e nas gargalhadas. Quero você em minha vida.

Ana pegou o presente e se admirou ao ver a delicada pulseira com um pequeno coração cravejado de pedras. Pediu que Paola a colocassem em seu braço, para deslumbrar-se de felicidade e encanto.

— E então? – questionou nervosa.

— É claro que eu quero ser sua, assim como quero que você seja minha. Eu te amo, bobinha. E amei o presente. – Deu um abraço apertado na namorada e lhe beijou na boca. — Você está merecendo um presente também, dona diretora – proferiu sacana.

— Vou adorar recebe-lo – mordeu o lábio após falar e empurrou Ana sobre o sofá. — Meu amor.

— Seu amor e somente seu – Ana respondeu e a beijou intensamente, dando início a longa noite que teriam juntas.

- I just wanna spend the nights with you

Nights With You - Mø


Notas Finais


Olá, espero que tenham gostado deste longo capítulo.
Eu o escrevi ouvindo a música que está na citação, no final do capítulo. Super recomendo a música. Tem batida envolvente e uma letra linda.
Vou deixar o link dela aqui XD
Música: https://www.youtube.com/watch?v=ZHTCcKPmMXQ
Até mais.
Beijão no coração!!!


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