História S.O.S Otários Ao Mar - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Dreases, Kaisoo, Ot12, Sekai, Sos, Suchen, Taoris
Visualizações 118
Palavras 3.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Fantasia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ALÔ ALÔ, GALERA!
Eu tô muito feliz com todo amor que vocês estão dando para essa fanfic, sério <3 eu fico muito feliz com isso e abobada d+!!
EU ESPERO QUE VOCÊS ME DIGAM AÍ NOS COMENTÁRIOS O QUE VOCÊS ACHAM QUE LEVOU ESSE """ÓDIO""" (com muitas aspas mesmo qq) ENTRE CHANBAEK e perdoem o caps, foi a emoção rsrs.
Boa leitura e bebam muita água sz

Capítulo 4 - Urucubaca IV - Deuses da morte adoram maçãs


Fanfic / Fanfiction S.O.S Otários Ao Mar - Capítulo 4 - Urucubaca IV - Deuses da morte adoram maçãs

NAUFRÁGIO (AINDA PARTE 2) DIA 3 – O fantasma virgem e os índios satânicos desnaturados.

 

 

Não acredite em quem diz que vai ficar tudo bem, porque não vai. Nunca fica e a gente acaba se atolando mais na merda ainda.

Eu rezei com todas as forças presentes em mim e pedi um milagre divino pra a minha mãe aparecer ali com uma frigideira* e papocar na cabeça daqueles índios otários, sinceramente. Não fazia muito tempo que eu estava com eles, contando pelo lado segundos, minutos, horas, e eu já estava ficando de cabelos brancos.

— Eu já disse que essas orelhas são grandes de nascença e são o meu charme, para de apertar, maluco — estapeei a mão daquele índio parecido com uma boneca de porcelana e empinei o meu nariz, me achando o gostosão da cidade grande.

— Jongdae-sunbae, você entende alguma bufulha que esse feioso diz?  — perguntou para o outro índio bonitinho, que estava muito empenhado em analisar o rosto do Junmyeon, este se encontrava desmaiado e branco feito um fantasma. Medo do hyung ter tido um infarto.

— Eu não entendo não, Lu, e nem quero entender, pra ser sincero — sorriu minimamente — até que ele não é tãaao feio.

— Caraca, Chanyeol — Baekhyun, aquele mesmo que eu pensei ter morrido após o índio com cara de porcelana ter derrubado de uma pedra estranha lá, se pronunciou com um som de risada abafada e eu pensei: vai falar merda. — até as pessoas não-civilizadas te acham horrível, socorro.

— Quem está passando mal aqui? — um cara com os olheiras profundas like a panda apareceu de detrás dos matos e ficou nos encarando com uma cara de espanto (mais espantado estava eu, com aquela “lança” apontando pra mim).

— Ninguém, chefe-mãe.

Eu nem tentava mais entender, sabe? Eu estava numa situação pior do que a da minha primeira prova de física (um 4,5 e um tapa bem dado) e do que quando eu fiquei bebinho da silva pela primeira vez, mas são memórias que eu não quero falar. Pelo menos não agora, quem sabe no meu leito de morte?

— Esses caras são loucos — Baekhyun falou, olhando pra mim com os olhos bem arregalados e eu me benzi.

— Um ato profano, Kyungsoo-ah, ele profanou contra o nosso Deus! — o porcelana gritou desesperado apontando pra mim. Hoje alguém morre e, infelizmente, esse alguém sou eu.

— Ele não profanou contra o seu Deus, idiota satânico! Ele fez uma coisa pro nosso Deus, vê se para com esse seu egocentrismo.

Arregalei tanto os meus olhos que eles quase saltaram. Seria um sonho (pesadelo) o Baekhyun estar me defendendo?

— V-você acabou de me-e defenderrr? — perguntei, mas eu juro que tentei muito não parecer um idiota apavorado assombrado e surpreso. Em resposta, ele apenas piscou pra mim e o índio começou a gritar e a pular no lugar que estava.

— Você ‘tá bem, Lu? — espera, o que o Sehun estava fazendo aqui e com toda essa intimidade?

— Eu preciso saber o que está acontecendo aqui, agora — gritei e todo mundo olhou pra mim assombrado. Eu que sou o Chefão.

 

XxX

 

 

— É mais viável que falem um de cada vez! — gritei e dei um peteleco na cabeça do tal Lu, que tagarelava feito uma galinha.

— Foi tudo obra do Yifan-sunbae, Chano — o outro índio, cujo nome descobri ser Jongdae, se pronunciou.

— Meu nome é Chanyeol, Park Chanyeol — corrigi entredentes.

— Tanto faz.

— E quem é esse tal de Yifan? — Junmyeon, que estava desmaiado até então, resolveu acordar e entrar na rodinha.

— É o nosso rei — Jongdae respondeu.

— E eles também tem uma espécie de Rainha, que na verdade é um Rei, porque é um homem. Ah, eu ‘tô confuso. — o abestanado do Sehun se embananou todo e eu fiquei com uma interrogação (maior do que a espinha que o Jongin tava nas costas, por sinal) na minha cabeça.

— É o ZiTao — riu e eu ri também, bem sem graça mesmo. Que vergonha.

— Chanyeol não deve estar entendendo nada! — Baekhyun falou e eu comecei a pensar que ele estava mudando, a hora chega pra todos. — Deixa eu falar na língua dele, pra ver se ele entende. Chanyeol, OINC OINC OINCCCCCC.

Seu arrombado...

 

XxX

NAUFRÁGIO DIA 4 – O tal Deus da morte.

 

 

Eu não estava compreendendo toda aquela agitação na tribo. Alguns dos meus amigos foram chamados para conversar com o príncipe local e saíram de lá amedrontados.

— Olá, Sehun! — o cumprimentei assim que o avistei sair da cabana.

— Não quero falar nada — foi a resposta.

Dei de ombros e continuei a comer umas uvas que haviam sido deixadas ali, para fins da gente não morrer por fome ou virarmos canibais para poder sobreviver.

Orelhudo, sua vez — Jongdae me chamou e eu fui andando com um pressentimento ruim até a cabana.

Quando eu entrei, não vi nada de mais. Apenas tinha umas caveiras estranhas espalhadas, umas folhas e uma cesta de frutos, com uma mesinha feita de madeira no centro e o príncipe de costas à ela.

— Os esqueletos são reais, são de pessoas intrusas que tentaram roubar o nosso tesouro. — ele começou a falar, uma voz calma, mas que me dava medo ao mesmo tempo.

— O-oi pra você também, Príncipe — falei, porém com muito medo de ser enforcado ali mesmo e virar mais uma caveira para a coleção.

— Não fale enquanto eu não permitir, invasor — virou-se e apontou o dedo em minha direção. Senti um líquido descer e quando fui conferir, percebi que havia mijado nas calças.

Muito bom, Park Chanyeol.

— Bem, como você já deve ter percebido, eu sou o Príncipe dessa tribo. Sou eu quem comanda absolutamente tudo, sou eu que diz quem morrerá e quem ficará vivo, sabe? E, Chanyeol, eu tenho sérias dúvidas se sua existência é realmente útil para a humanidade.

— Você pegou pesado...

— Calado! — um tapa na testa — Mas eu também tenho sérias dúvidas se sua existência será agradável para o Céu ou para o Inferno.

— Então você é burro — dei de ombros.

— Como ousa desafiar o Deus da morte? — gritou comigo e a cabana se estremeceu, assim como todo meu corpo. — Gostei de você, ESSE AQUI VAI FICAR VIVO — gritou para uma índia que estava parada na porta da cabana e ela gritou para outro índio e assim sucessivamente.

— Espera, algum dos meus amigos vai morrer? — perguntei, com o coração super apertado.

— Não, eu gostei de todos eles, principalmente do Jongin. Ah, nós iremos comunicá-los uma coisa ao anoitecer. Estão liberados para se divertir nas redondezas, alguns de nós irá com vocês para garantir que voltarão.

— Glória! — sorri — Afinal, qual o seu nome, príncipe? — perguntei.

— Kyungsoo, Do Kyungsoo — sorriu e eu percebi uma coisa: um verdadeiro Deus, só que da morte.

— Até mais, Kyung!

Eu até gostei dele, mas eu ainda estou tentando entender o motivo dos outros terem saído amedrontado.

— Ah, Chanyeol, só mais uma coisa, seja honesto com o seus sentimentos — falou sorrindo.

Arregalei os olhos, ‘tá amarrado.

 

XxX

 

 

— Como foi sua conversa com o Soo? — Jongdae me perguntou, enquanto estávamos todos andando pela Ilha, sem rumo.

— Ah, foi legal. Só que eu acho que ele é um pouco assustador, né? — ri, mas foi de nervoso.

— Ele é assustador mesmo, Chanel.

— Quantas vezes eu vou ter que repetir pra você que o meu nome é Chanyeol?! Park C-h-a-n-y-e-o-l — soletrei, pra ver se o burro entendia.

— Pera, Chen, eu irei traduzir o que ele disse pra você, porque ninguém é obrigado a entender a língua de porco dele. O nome dele é Chanyeol — Baekhyun, o ogro versão brinquedo da Barbie, me difamou.

— Certeza de que ele também não entendeu sua língua de cavalo parido. — rebati.

— Crianças, parem com isso! — Junmyeon se meteu no meio de nós — Se lembrem que Kim Hyun-joong existe e fiquem calmos.

— Verdade, homãaaao — Sehun, que estava depressivo desde a conversa com o Kyung, também entrou na conversa com um animo melhor.

— Se eu não fosse hétero, eu até o pegaria — falei, dando de ombros.

— Mas você não é hétero... — Baekhyun... vontade de dar um tiro nesse satanás.

— Quem te disse?

— O Sehun — respondeu.

— Mas o Sehun não sabe de nada — rebati.

— Ei!

— Ficou nervosinho foi, Park Chanyeol? Por que eu coloquei sua masculinidade em risco?

— Junm-hyung, ele ‘tá me provocando! — praticamente pulei em cima do Junmyeon, que deu um peteleco na testa de Baekhyun, satanás que estava no nosso lado.

— Provoque ele de volta, frango de supermercado!

— Deixe eu te dar um beijinho, Chanyeol. Vem, faz biquinho, bebê, faz pro seu daddy.

Deu uns coiso em mim e uma coisa subiu em minha cabeça. Nem preciso dizer que todo mundo ficou pistola com o Byun por brincar de sugar daddy com um cara heterossexual (mesmo que eu ache que a minha sexualidade não interviu nisso) e começamos a correr atrás dele e a batê-lo. Otário.

— Você é um otário feioso — falei.

— Parem de bater nele — Luhan, que estava abraçado no Sehun, se pronunciou.

— Onde vocês estavam enquanto nós batíamos no Baekhyun? — perguntei aos dois, que estavam próximos demais pro meu gosto.

— N-não te interessa! — Sehun respondeu.

— Achei que amigos compartilhassem as coisas uns pros outros! — praticamente gritei, com os olhos cheios de lágrimas de tamanha falsidade.

— É, Sehun, amigos compartilham. Onde vocês estavam? — Jongin, que se manteve calado e nem bateu no Byun, perguntou com um tom de... ciúmes?

— Não te interessa, Kim Jongin, não te interessa. Aliás, eu não te devo mais satisfação — esse não é o meu melhor amigo.

— Gente, o que está acontecendo aqui? — Yixing perguntou, até quem fim alguém fez esse trabalho por mim.

— Pergunta pro Jongin, Xing, mas toma cuidado ao confiar nesse babaca, ele pode te contar mentiras.

E saiu. Oh Sehun estava triste e, dessa vez, eu não podia consolá-lo.

— Você é um idiota, Jongin — o xinguei, mesmo sem saber o motivo, e saí dali, sendo seguido por Yixing.

 

XxX

 

 

— Você acha que eles terminaram, Chan? — Yixing me perguntou, enquanto jogava umas pedrinhas na cachoeira.

— Eu acho que sim, mas eu espero que eu esteja errado muito mais que errado, Xing — respondi com toda minha sinceridade.

Escutei um barulho de galho quebrando e me virei na pose de virgem samaritano amedrontado.

— E-eu não tenho nada a oferecer, s-só o Chany-eol! — Yixing, um bom amigo da onça, gritou e me empurrou para cima do galho, o que me fez cair em cima do Kyungsoo.

Meu Pai eterno, mal anoiteceu e eu já (quase) morri umas trocentas vezes.

— D-desculpa, Príncipe Kyungsoo — me curvei desesperado e quase quebrei as costas, olhei para o safado do Yixing pelo canto do olho e dei língua pra ele, bandido.

— Sem problemas, Chanyeol — Kyungsoo começou a rir. — Eu só vim pra cá pra comer minhas maçãs em paz.

— Maçãs?! — Yixing perguntou, voando em cima do Kyung.

— É-é, mas eu não irei dar nenhuma pra vocês. Nada pessoal, mas é que eu amo maçãs.

— Deuses da morte adoram maçãs, vou até anotar pra quando eles vierem me pegar de noite e eu conseguir voltar a vida. — pensei, mas acabei pensando alto e os dois olharam pra mim com uma cara de surpresa. — F-foi mal.

 

XxX

 

NAUFRÁGIO DIA 4 – “Ao anoitecer, Oh Sehun virará Bela adormecida” – Chanyeol Park, 2017.

 

 

Eu estava muito empenhado em descobrir o meu mais novo enigma: como Baekhyun consegue esconder os seus chifres?

Sem brincadeira nenhuma, eu tenho muito medo de acabar indo pro Inferno e o ver com chifres lá, ao invés de sem aqui. Não sei o que é pior, mas descobrir o meu enigma ganhava de 1000 à zero nesse caso.

— Chanyeol, eu estou com fome. Me dá um pouco da sua banana, por favor — o diabo sem chifre se aproximou de mim e se sentou ao meu lado, eu fiquei com a minha cara de atordoado com as bochechas vermelhas.

— B-baekhyun, como você p-pode me ped-dir uma coisa dessssas? — perguntei, tentando ao máximo não parecer uma pessoa nervosa.

— Ué, mas você tá com essa banana aí e ainda não deu uma mordida. Me dá, por favor, eu estou faminto — apontou com o nariz para a banana que estava em minhas mãos e eu me senti aliviado, mas um pouco tenso.

— Não, eu ‘tô com fome — falei, mesmo que eu não estivesse com nenhum um pouco de fome, mas é Baekhyun! Então, convenhamos.

— Mas você nem ‘tá comendo. Me dá a sua banana, cara de cu de macaco babuíno! — começou a gritar e a pular pra tentar tirar a banana das minhas mãos, mas o Baekhyun é tão anão que só conseguiu chegar até a minha cabeça (e no nariz!).

— Não vou te dar a minha banana, Baekhyun, nem que você me peça de joelhos! — ri sarcástico, me sentindo um verdadeiro mandante.

— Eu sempre soube que isso de vocês dois era amor incubado cheio de viadagem. Veja só, querendo ter relações sexuais aqui na tribo, com todos os amigos presentes! Que pouca vergonha! — o Junmyeon, ou a praga da Ilha (escolha o apelido que você achar melhor), começou a falar e eu percebi que ele estava se referindo a mim e ao Baekhyun, vê se pode!

— Hyung, não diz essas coisas! O Chanyeol pode achar que eu realmente gosto dele e vai começar a sentir o centro do mundo — riu.

— Como se eu quisesse que uma pessoa como você gostasse de mim, idiota — mostrei minha língua e se não fosse pelo Luhan nos chamando para a cerimonia, eu teria mostrado o meu dedo do meio.

 

XxX

 

 

As festas de Do Kyungsoo me davam medo.

A decoração era uma coisa um tanto mórbida e um tanto peculiar. Com muitos cestos cheios de frutas espalhados em algumas mesas, uma bebida (que supus ser um tipo de vinho, já que havia um índio tipo “Adão” virando ele e ficando doidíssimo) e muitas caveiras espalhadas pelo local. Me pergunto quantas pessoas esse cara já matou, que gótico.

No centro, havia três cadeiras uma do lado da outra e duas tochas de fogo, além de um monte de folha espalhada como se fosse um tapete.

— Sejam Bem-Vindos, meus queridos! — o Rei Yifan (viram como eu sou bom em decorar nomes e aparência?) nos cumprimentou.

Nós apenas demos uns sorrisos meio amedrontados e alguns ainda deram “oi”, o Minseok.

— Bem, hoje nós queremos comunicar-lhes uma coisa, que eu já estava esperando desde que o meu filho lindo nasceu. — gabou-se e riu, Kyungsoo apenas abaixou a cabeça envergonhado e afundou na cadeira que estava sentado. — Nós, eu e o meu marido, ZiTao, encontramos o par perfeito para o Kyung, alguém que tem uma beleza extraordinária para ser apenas um mero humano.

— Meu Deus, eu ainda sou muito jovem para casar — Baekhyun sussurrou pra mim e eu revirei meus olhos. Como pode um ser tão pequeno ter uma autoestima tão grande?

— Cala a boca, besta.

Yifan continuou falando um monte de coisa sobre a vida do Kyungsoo e sobre como aquela pessoa era especial e essas coisas de doido romântico. Como ele disse que só iria revelar a identidade ao fim da festa, eu resolvi ir dançar com umas índias bem bonitas e flertar com elas, se elas souberem o que é isso.

— Oi, gatinha — falei me aproximando de uma, dançando de um jeito estranho e tentando acompanhar o ritmo (que era uma flauta que o Luhan estava tocando, até que ele leva jeito para assoprar flautas, queria ter esse dom). Ela era tão bonita, parecia até personagem de anime.

— Não curto caras com as orelhas grandes — me respondeu friamente e saiu andando, indo dançar com o Yixing que não entendeu que ela queria dançar e ficou comendo maçã com o Kyungsoo.

— Parece que não tá fácil né, Chanyeol — Baekhyun chegou debochando de mim. O pior era que ele estava bêbado (conferi que era vinho, nunca pensei que uma sociedade sem tecnologia conseguia ser desenvolvida pra álcool assim) e eu tive uma sensação de dejá vu.

— Baekhyun, eu não sei por qual motivo você ainda bebe, se não sabe beber! — chacoalhei ele pelos ombros, que só me retribuiu com um sorriso debochado e me abraçou.

— Desculpa, Chanyeol, eu sou uma pessoa horrível — começou a chorar.

— Eu ‘tô sem saco pra te aturar bêbado, sai pra lá — o empurrei e fui pra outro lugar. Parece que nada de mulheres e nada de nada pra mim hoje.

— Eu quero um pouco de vinho! — falei, me jogando em cima de uma espécie de balcão feito um alcoólatra precisando de álcool.

— Eu acho que também irei querer —  Sehun, que estava até então quieto, se pronunciou e eu pude perceber o seu semblante entristecido.

—  Aconteceu alguma coisa? —  perguntei, enquanto esperava minha bebida chegar.

—  Ainda irá acontecer, Yeol — me respondeu e eu já pude imaginar de quem era a culpa. Quando eu quebrar os dentes do Jongin, ele nunca mais aprontará uma arte dessas.

Recebemos as nossas bebidas e viramos o copo, olhando um pro outro e sorrindo feito dois idiotas. Foi e sempre será assim: eu e Sehun, Sehun e eu. Nós somos Timão e Pumba, mas não estamos precisando de nenhum Simba aka Jongin-que-não-é-mais-pregador-da-paz no nosso caminho.

 

XxX

 

 

Eu estava mais bêbado que o Baekhyun, mas ainda estava mais sóbrio que o mesmo (que se encontrava cochilando com o Yixing no meio da festa junto com uns cocos). Quando o rei nos chamou para contar quem era o felizardo para se casar com o Soo, o Sehun ficou pálido, nervoso e estabanado. O que me fez apertar suas mãos bem firme e caminhar com ele até o centro do local, servindo-lhe de apoio.

— Eu não sei o que está acontecendo, mas vai ficar tudo bem, ok? — falei e ele apenas assentiu.

— Boa noite novamente, meus queridos. Estão aproveitando a festa? — Zitao, o marido de Yifan e o segundo rei (nem estou tentando entender mais, eu não consigo mesmo), nos perguntou e sorriu abertamente.

— É com muito prazer que eu quero comunicar-lhes o casamento do meu filho mais novo e único, Do Kyungsoo, com ninguém mais e ninguém menos que o inigualável Kim Jongin! — o Yifan soltou o tabu de uma vez só e eu não deixei de levar o meu queixo até o chão.

Olhei para a cara de Jongin, que era uma cara de um cachorro safado todo sorridente ao lado do Kyungsoo, que estava um pimentão, e acenando pra galera. Ah, mas quando eu cortar aquele braço dele e dar de sacrifício aos deuses, ele para com isso, aquele cínico.

Não deu tempo nem de pensar em mais atos psicopatas, porque quando eu olhei pra o Sehun (pra conferir se ele ainda estava vivo, sabe?) ele havia desmaiado.

Ah, se eu não mato Kim Jongin com as minhas próprias mãos, ninguém mais matará aquele desgraçado! 


Notas Finais


Eu tive que tentar postar esse capítulo três vezes, porque a internet lixo não colaborava!
Sobre a frigideira*: TANGLED. AAAAAA eu amo esse desenho com todas as minhas forças e, principalmente, quando a Rapunzel usava aquela frigideira.

QUEM ENTENDEU QUE A REFERÊNCIA FOI PARA O RYUK ME BEIJA (camille, você não!!). Obrigada por terem lido, meus anjinhos <3


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