História S.O.S: Uma babá em minha vida. - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Alfonso Herrera, Anahí
Tags Aya, Babá, Ceo, Hot, Ponny, Romance
Visualizações 11
Palavras 1.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 4 - Anahí


Aquela noite estava prometendo ser um saco! Depois que passei o resto dia me preparando para o meu próximo cliente, que aliás, me mandou um vestido perfeito - Ele era branco, com um decote enorme até no meio dos seios em formato de pico, o vestido era justo e deixava minha cintura fina, ia até o começo dos joelhos e de manga comprida. De acessórios ele enviou uma clutch incrustada de cristais swarovski e pequenos brincos de diamantes. Completei meu look com um par nude de Christian Louboutin, meu cabelo estava um estilo clássico, com ondas marcadas e jogado por cima de um ombro.

Dulce estava sentada na minha cama, me observando dar os toques finais e folheando uma revista.

- Voce está perfeita Any, não sei porque precisa se arrumar tanto pra um velho asqueroso. – eu a observei através do espelho e lhe dei a língua infantilmente.

- Voce sabe que esse é meu trabalho Dul, e outra, eu sei me cuidar sozinha. – a olhei e sorri, sentei ao seu lado na cama e tomei suas mãos. – Amiga, eu preciso de dinheiro. Eu não sou inteligente igual você pra arrumar um emprego de jornalista.

- Pare de se menosprezar Anahí, essa história de novo não. Voce pode ser quem você quiser, sabe que posso te ajudar por uns tempos - ela abraçou a revista contra o peito – Amiga, pensa bem por favor.

- Eu já pensei Dul e quer saber? Eu nem fiz meu serviço ainda e olha só o que eu estou vestindo! Quando eu poderia comprar um vestido caro desses, sapatos de marca e acessórios assim? Nunca! Você sabe que eu gosto de coisas boas e caras, esse é o preço querida. – me levantei da cama, dei uma última olhada no espelho. Eu estava perfeita. – Preciso ir, fique bem ok? – dei um beijo na testa dela e me encaminhei pra porta – NÃO ESQUEÇA DE TRANCAR! – gritei do corredor.

Ela provavelmente ainda estaria chateada quando eu voltasse, pelo menos uma vez por semana eu escuto a mesma conversa vindo dela. Às vezes é tão irritante ter alguém que se preocupa com você. Eu nunca fui acostumada a isso, meus pais só queriam saber se eu estava por perto pra pagar as contas e dar-lhe seus remédios na hora certa, mas a Dul não. A Dul queria saber se eu estava me alimentando bem, se eu voltava inteira de cada trabalho, se não me faltava nada em casa. Ela era mais que uma amiga, era uma irmã que o destino me deu.

Desci as escadas do meu prédio, sorte que eu morava no terceiro andar porque descer ou subir escadas com esses saltos não era nada fácil! Uma limusine me esperava na calçada e enquanto o motorista abria a porta a Dul me chamou da janela.

- Vai com Deus Any! Coloquei o spray de pimenta na sua bolsa hein! – levantei a cabeça para olha-la e soprei um beijo, entrei no carro e fui pensando no que me aguardava essa noite.

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PUTA QUE PARIU! Era pra ser chato, mas dessa vez se superou. Eu nunca fiz plástica e me considero com um pouquinho de cérebro, mas essas garotas com peitos do tamanho de uma bola e que riem de toda piada sem graça que esses caras falam. Deus, se não for pedir muito me leva!

Respirei fundo, sentindo a mão do Ricardo apertando minha cintura. Eles conversavam ao fundo, mas minha mente viajava pra milhas longe dali.

- Não é verdade minha doce Anahí? – Ricardo me perguntou e eu afirmei com a cabeça dando meu melhor sorriso. 

Na verdade nem sabia do que raios se tratava, essa era a única parte chata do meu serviço. Ter que aturar essas conversas toda noite, as cantadas dos clientes e tudo mais. Graças a Deus nenhum deles nunca forçou nada, mas a maioria dos caras fizeram ofertas grandes pra passarem a noite comigo. Sempre recusei gentilmente, afinal, nunca se sabe quando eles vao me chamar pra algum serviço de novo.

Nos primeiros serviços eu me sentia ultrajada por me oferecerem tal coisa, mas eu vi que quando você diz que é uma acompanhante as pessoas logo pensam em prostituta de luxo. 

Isso é fato.

Nós jantamos e a comida estava realmente deliciosa. Quando chegou a hora da sobremesa eu recusei, já tinha comido demais.

- Ric, vou ao toilet e não demoro. – dei um beijo demorado na sua bochecha, ele adora se mostrar para seus amigos. Ali é o jogo de "quem tem o pedaço de carne mais novo e mais quente!". Me levantei e perguntei pro garçom onde era o banheiro.

Quando entrei o banheiro estava vazio, entrei em um box e fiz minha magia. Fazia uma semana que aquilo estava voltando, eu não conseguia mais parar. Aquela compulsão, doença, chamem do que quiser... estava me dominando e eu como uma escrava atendia aos seus desejos. Me ajoelhei diante do vaso e forcei meu vômito. Eu suava frio e quando terminei eu dei descarga.

- Olá, tem alguém ai? Você precisa de alguma coisa? Está passando mal? – quando eu ouvi a voz de uma mulher, observei seus passos por debaixo da porta. Eu fiquei mais branca do que papel. Me levantei rapidamente e sai do box indo em direção da pia pra lavar minha boca e escovar meus dentes. Banheiro de gente rica sempre tinha de tudo. – Ei, você está bem? – ela voltou a repetir – Meu Deus, você está pálida querida, melhor se sentar – Eu sou Maite e você? – Deus, tantas perguntas...minha cabeça girava com a agitação dela.

- Eu sou Anahí, pode me chamar de Any. Eu acho que foi algo que comi no jantar que me fez mal, mas agora eu já estou bem. Muito obrigada pela gentileza. Eu só preciso me limpar e vou ficar bem – eu sorri. Ela não parecia uma acompanhante e sim uma mulher de negócios, mas eu não seria indelicada a ponto de perguntar em qual dos dois papeis ela se encaixava né. Fui até uma mesa, que tinha tudo que eu precisava, colocando pasta na escova comecei a tirar aquele gosto amargo de bile da minha boca. Ela ficou me observando escovar os dentes sentada em uma poltrona chiquérrimo que tinha no canto banheiro, eu definitivamente poderia morar lá. - Olha, fica tranquila eu juro que estou bem. – lavei minha boca e retoquei meu batom.

- Toma – ela abriu minha mão e colocou um cartão, deveria ser o dela. – Se você precisar de algo algum dia, me liga. – ela sorriu docemente e saiu do banheiro. Eu guardei o cartão na minha bolsa sem nem mesmo ler.

Quando eu saia do banheiro foi tão rápido que não percebi um par de mãos me puxando pra uma sala escura do restaurante. Eu tentei gritar, mas minha boca foi tampada e eu ouvi o "clique" da porta sendo fechada.



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