História Como uma poeira... - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Romance
Visualizações 19
Palavras 510
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.
Boa leitura! *-*

Capítulo 1 - Capítulo único - Poeira


Sinto-me inteiramente fraca, com a pressão baixando, a respiração falhando aos poucos, o ar faltando em meus pulmões, os batimentos tão lentos que estão quase parando, as pálpebras pesadas, não por sono, mas de tanto chorar. Como se a qualquer momento eu pudesse simplesmente apagar, sumir como uma poeira jogada ao vento, levada para um lugar qualquer, completamente esquecida

Você era alguém que eu sabia que jamais abandonaria-me, que sempre estaria lá por mim e que cumpriria todas as promessas feitas. Agora vejo que, sim, sempre esteves, isto é verdade, mas que o teu "para sempre" era bem mais curto do que o meu. Entre inúmeras promessas, uma delas foi sobre nunca deixar-me sozinha e olhe só o que estás fazendo agora mesmo.

Colocaria minha mão no fogo por você, diria alto e claro para o mundo inteiro que eras a pessoa mais sincera e verdadeira que já conheci. Mas aqui estamos nós e estou sentindo-me sem rumo por perceber que estava errada. Entre inúmeras promessas, uma delas foi sobre nunca esconder as coisas, nunca mentir para mim. Entretanto, ainda que não saibas, sei o que faz pelas minhas costas e noto como olhas em meus olhos e diz que nada ocorreu, que nada mudou.

Eu disse para todos que você nunca me desapontaria desta forma e agora sinto-me ridícula por enganar a todos, e principalmente a mim mesma.

O nosso amor era aquilo que me mantinha de pé, um dos poucos pilares que ainda sobraram nesta casa abandonada que sou eu e, como todos os outros, este também caiu, lentamente, fazendo-me sucumbir ao chão como se fosse um amontoado de nada, apenas restos de algo que já foi incrível, apenas uma poeira pairando no ar.

O fato é que me perdia nestas tuas histórias de "almas gêmeas", que adorava contar-me, àquelas que eram apenas uma alma, mas foram separadas e desde então buscam ardentemente encontrarem-se novamente. Acreditava fielmente que éramos, assim como você dizia também o fazer, mas, nas minha constatações, as almas gêmeas jamais se separariam depois que finalmente se encontrassem. E aos poucos noto-te partindo sem que eu possa fazer nada para lhe segurar, para lhe impedir de partir. Vejo-lhe escapando entre os meus dedos, como outrora o fez e voltou quando percebeu que eu estava sozinha, mas, vejas bem, não desejo prender-lhe a mim por pena, desejo que fique porque queres estar comigo.

Estou sozinha novamente, como você prometera tantas vezes que jamais deixaria-m. Vejo-me caindo na escuridão de minhas próprias lamúrias, não sinto vontade de comer, meus sonhos tristes não dão lugar ao sono e nem mesmo sinto meus pulmões se encherem de oxigênio, você era o meu oxigênio. Sinto-me como se fosse uma poeira divagando junto ao vento...

Sozinha.

Perdida.

Sem rumo.

Você... você está vivendo o que desejou ao longos dos anos, mas entenda, nunca disse que magoaria-me em te ver sonhando acordado, o que me dói na alma são tuas promessas vazias, teus amores temporários e tuas mentiras vividas.

eu... eu sou como uma poeira, estou afundando-me em meu próprio tormento, como um grão de poeira faz depois de ser espanado. 



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