História Sou Luna - Depois do beijo - Capítulo 39


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Categorias Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Cato, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Rey, Ricardo, Sharon, Simón, Tamara, Tino, Yam
Tags Gastina, Lutteo, Simbar
Exibições 299
Palavras 2.179
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!

Gente, esse capítulo está muito fofo, espero que gostem ♡
Boa leitura e um beijo :)

Capítulo 39 - Poder feminino


Fanfic / Fanfiction Sou Luna - Depois do beijo - Capítulo 39 - Poder feminino

Luna

Já devia ser por volta das seis da manhã. Estávamos morrendo de sono e fome, durante a noite Sharon e Rey só nos deram água, e nada mais. Ámbar e eu tentávamos nos soltar, ficamos nos mexendo tanto que nossas respirações estavam altas.

-Não tem como... - Resmungou Ámbar, já desistindo.

-Não podemos nos dar por vencidas, Ámbar! - falo tentando disfarçar meu desânimo e cansaço.

-Luninha, você não vê que não tem como?! - ela pergunta.

-É claro que tem!

-Eu só quero meu namorado de volta - ela resmunga fazendo voz de choro como uma criança.

-Pois bem, se não sairmos daqui pode esquecer o namorado - eu digo com intuito de fazê-la não desistir.

Voltamos a nos mexer, mas nada soltava aquelas cordas, então pensei, pensei em como poderia sair de lá, mas nada me vinha na cabeça. Já sentia minhas mãos queimarem. "Me ajuda, Lily", pensei.

Eu tentava me soltar, mas a verdade é que estava com muito medo, estava louca de vontade de pular nos braços dos meus pais, pois, não importa a situação, nossos pais sempre nos trazem a segurança.

-Consegui! - Ámbar gritou.

-Shhhhh, eles vão nos ouvir - falo em tom baixo.

-Perdão, mas consegui - ela abaixou a voz.

-Ok, agora temos que disfarçar para que eles não descubram - expliquei.

Ela concordou, então enrolamos as cordas em nossas mãos mais uma vez, e comecei a arquitetar um plano.

Eu pensei, pensei e pensei, quando finalmente tive uma ideia, nos iríamos esperar Sharon e Rey saírem para que pudéssemos sumir daquele lugar horroroso.

Depois de algumas horas passadas, Rey nos levou água e depois ouvimos a porta bater com força e logo nos soltamos. Ajudei Ámbar a soltar a corda que amarrava seu ombro e ela fez o mesmo comigo. Nos levantamos de pressa.

-E agora o que vamos fazer? - ela perguntou passando a mão na outra, onde tinham machucados por conta da corda.

-Não sei, vamos tentar abrir... - Tentei abrir a porta, mas estava trancada. - Está trancada.

-É claro que está trancada, Luninha - ela diz olhando as unhas. - Você acha mesmo que eles iriam deixar aberta?

-Não custa tentar.

Senti um vento forte sobrar e balançar o lençol que tapava a janela.

-É isso! - falo indo até ela. - Temos que pular a janela.

-Que?! - exclamou ela.

-Você não quer ficar aqui, certo? - pergunto, e ela nega com a cabeça. - Então, temos que fazer isso.

-Certo, mas se eu vou ter que pular por aquela janela, eles não vão ficar soltos.

-Ai, Ámbar, o que quer fazer?

-Coloca-los no mesmo lugar que nos colocaram.

Ámbar fez uma expressão maligna, sendo criada por Sharon Benson, a loira era ótima no quesito vingança. Ela então começou a me dizer o que tinha em mente, e eu escutei com atenção, e até fiquei assustada com algumas coisas que ela dizia.

-Entendeu? - ela pergunta.

-Sim - afirmo.

Dito isso fomos para o lado da porta a esperava de Sharon e Rey. Eu segurava um bastão e Ámbar não segurava nada. Assim que ouvimos a porta abrir nos preparamos. Ámbar olhou pra mim e balançou a cabeça. Franzi a testa e balancei minha cabeça de volta. Vimos a maçaneta girar, então segurei firme no bastão e quando Sharon entrou bati em sua cabeça com o mesmo e o soltei imediatamente. Olhei assustada para Ámbar e ela depositou um belo soco no rosto de Rey. Levei as mãos na boca surpresa, e ela começou a rir chacoalhando as mãos.

-Ai, o rosto dele é duro! - ela disse me fazendo rir.

-Certo, agora precisamos amarra-los - falo colocando as mãos na cintura os olhando caídos no chão.

-Acho que vai ser um tanto difícil - ela disse.

Senti o vento novamente. Olhei para a janela e sorri.

-Vamos conseguir - falei.

Levantamos Sharon primeiro e a colocamos na cadeira. Depois de muito custo conseguimos colocar Rey, e então os amarramos firme e logo eles começaram a abrir os olhos.

-O que está acontecendo?! - Sharon esperneou.

-Parece que o feitiço virou contra o feiticeiro - falei erguendo a sobrancelha.

-Contra a bruxa você quis dizer - corrigiu Ámbar dando de ombros.

-Sol Benson, você vai se arrepender! - falou ela cheia de raiva.

-Eu não vou ficar presa aqui, Sharon, e sabe por quê? - perguntei sorrindo. - Porque eu sou livre, e não sou essa Sol Benson, eu, sou eu, sou Luna!

-Vá em frente, vocês não tem a chave - falou Rey.

-Mas temos o poder! - Ámbar falou colocando a medalhinha do sol em seu pescoço, e eu fui até a janela e tirei o lençol de lá dando passagem para os raios solares invadirem o cômodo.

Nos entreolhamos sorrindo e erguemos nosso corpo para pular a enorme janela. Assim que fizemos tal ato Ámbar gritou:

-O sol torna a brilhar!

Comecei a rir e abri os braços para ela.

-Não gosto de abraços - ela disse. Eu ignorei a abraçando.

-Todo mundo gosta de abraço.

Ela deu uma risada e retribuiu.

-Mas ainda temos um problema - ela fala assim que nos afastamos do abraço. - Como vamos sair daqui?

Matteo

Depois de horas sem dormir e dirigindo não sabia mais o que estava fazendo, então acabei fechando os olhos por alguns segundos e bati o carro em uma porteira. Com o pequeno impacto despertei a mim e Simón.

-Ui - falei segurando o volante.

-Cara! - exclamou Simón. - O que você está fazendo?!

-Sei lá - falei meio sonolento.

-Podia ter acontecido algo pior!

-Relaxa, Guitarrista - dou de ombros. - Está tudo certo.

Sai do carro e olhei em volta, eu não fazia ideia de onde estava e de como encontraria Luna. Fui até o capô do carro e me sentei lá, fiquei olhando o céu e depois de alguns minutos Simón me fez companhia sentando-se ao meu lado.

-O que vamos fazer? - ele perguntou.

-Não sei.

Parecia loucura até poderia ser, dois adolescentes rodando por aí para encontrar duas garotas perdidas. Nós não fazíamos ideia de onde estávamos, mas o amor nos fez arriscar sem medo do que poderia acontecer.

Simón e eu não éramos tão amigos, mas tínhamos algo incomum, nos éramos capazes de arriscar nossa própria vida pelas nossas garotas.

Simón olhou pro céu e depois para mim.

-Matteo, quero te pedir algo - ele disse. Olhei pra ele e assenti para que ele dissesse. - Não machuque ela, Luna é uma garota incrível, e eu confio em você, por isso não a machuque.

-Eu não vou - olhei pra ele. - Vou ama-la cada vez mais todos os dias. E quanto a você, Guitarrista - sorri - , não desista da Ámbar, ela é uma garota incrível. Sabe? Eu nunca fui capaz de ama-la aponto de muda-la, mas você foi, e mesmo que as vezes surte um pouco, ela possui um grande coração e você é o dono dele. Eu sei disso tudo, porque os olhos dela nunca brilharam tanto quando estava comigo.

-Obrigado, mas não sei se quero continuar com ela assim - ele diz cabisbaixo.

-Eu aprendi um coisa com uma certa pessoa - falo me referindo à Luna - que nunca devemos desistir do que queremos, por mais difícil que seja. Você só precisa ter fé, e ama-la cada vez mais.

-Obrigado, de verdade - ele sorriu. - Mas agora temos que ir.

-Ok, mas você dirigi, ou então vamos morrer - falei descendo e entrando no carro e me sentando no carona.

-Tudo bem - ele riu.

Ele entrou no carro e deu partida no mesmo virando-o.

Eu dormir o trajeto todo e sonhei com Luna, sonhei que patinava com ela e me encantava com seu sorriso, que ia de orelha a orelha. O sonho foi tão bom que acordei sorrindo.

-Espera! - gritei e Simón parou bruscamente.

-O que foi?! - ele perguntou assustado.

-Marcas de carro! - apontei pra estrada.

-Você acha que...

-Vai logo!

Seguimos todas marcas e chegamos em um campo onde tinha uma casa pequena e velha. Simón parou o carro e então descemos, fomos até a entrada, tentamos abrir a porta, mas estava fechada. Então fomos à procura de janelas, fomos até os fundos e para nossa surpresa vimos duas garotas, uma loira e a outra morena, ambas estavam deitadas no gramado olhando o céu, elas pareciam exaustas. 

Suspirei aliviado e pude ouvir Simón fazer o mesmo. Fomos até elas, Simón deitou-se ao lado de Ámbar com cuidado, e eu ao lado de Luna.

-Lindo dia, não é? - falei encarando o céu.

-Matteo - ela disse me olhando, virei meu rosto e a vi sorrir.

-Ah, Luna como senti sua falta - falei passando meu dedo por sua boca.

Ela virou seu corpo e me abraçou.

-Eu sabia que ia me salvar, Mauricinho.

Nos afastamos do abraço. Sua imensidão verde vagavam pelos meus castanhos olhos. Mirei em sua boca e acariciei seus lábios rosados e os beijei com doçura e paixão. Senti a vontade de beija-la até o cair da noite, e apenas aproveitar o bom sabor que tinha em seus lábios, porém, necessitávamos de ar, e por isso nos afastamos do beijo e nos olhamos sorrindo.

-Eu amo você, Luna - falei.

-Eu amo você, Matteo - ela falou.

Simón

Não pude esconder a felicidade de ver Ámbar e Luna deitadas no gramado olhando para o céu. Não pude evitar me sentir tão bem ao ver Ámbar bem. Eu não pude esconder o amor que sentia por ela quando me deitei ao seu lado e ela se virou e me olhou nos olhos.

-Você está bem? - perguntei.

-Sim - ela respondeu. - E você?

-Também.

Ficamos nos encarando em silêncio por longos minutos. A verdade é que eu queria mesmo era selar nossos lábios, mas ao invés disso me levantei e ela fez o mesmo.

-Eu vi uma lagoa aqui perto quando estava vindo - falei. - Você quer vir comigo?

Ela balançou a cabeça positivamente, e então me seguiu até a lagoa. Assim que chegamos nos sentamos e ficamos admirando o belo local.

-Você veio por mim ou pela Luna? - ela perguntou.

-Pelas duas - respondi.

-Por que? Bom, eu sei que a Luna é sua melhor amiga, mas por quê por mim? - ela perguntou.

-Eu não deixei de te amar, Ámbar. Você acha mesmo que deixei? - pergunto encarando seus verdes e belos olhos.

-Sim - ela responde.

-Mas por quê acha isso?

-Porque você não acredita que com seu amor posso mudar. Você não acredita o suficiente.

-Você só muda se quiser.

-Eu mudei, não tanto, mas mudei. É difícil para mim ser legal com os outros, porque ela não me criou para isso, ela me criou para ser a melhor, e mesmo assim todos os dias quando acordo penso que tenho que ser forte, porque eu sabia que se conseguisse no final do dia teria minha recompensa, que era estar em seus braços e beijar seus lábios.

Diante de sua resposta, refleti, e percebi de uma vez que ela não tinha culpa, e descobri o quão importante é a figura dos pais. Ela podia parecer frágil, mas muito pelo contrário, ela era forte, pois, mesmo sendo difícil ela tentava, e só eu poderia ajudá-la de uma vez.

-Quando Sharon jogou essa medalhinha em mim - ela tocou no colar do sol em seu pescoço - eu me lembrei da minha mãe e do meu pai, eu me lembrei da voz deles, do sorriso e do amor, se eles estivessem vivos eu seria uma pessoa melhor, eu seria boa o bastante para merecer o seu amor.

Suas palavras acabaram completamente comigo.

-Não... Você é incrível, e merece todo amor que o mundo pode oferecer, e as vezes coisas ruins acontecem conosco para sermos fortes. Para tudo tem um propósito, e eu estou aqui para ajudar-te, a minha missão é a fazer feliz e sentir-se amada.

Todos temos uma missão na terra, seja fazer pessoas sorrirem ou fazê-las conhecerem o real sentido da vida. Acredito que essa era minha missão, fazer Ámbar se sentir amada, e aproveitar a vida nas coisas simples.

-O único amor que quero provar é o seu, Simón - ela disse acariciando meu rosto.

Meu olhar estava vidrado no dela e pude ver um brilho, um brilho parecido com o brilho que Luna possuía. Ámbar tinha um enorme coração, e a garotinha que era amada pelos pais estava lá lutando para sair.

-Eu prometo te amar todos os dias independente de qualquer coisa - falei.

Ela sorriu e eu sorri junto. Aproximei nossos rostos tocando minha boca em seus lábios corados e macios cessando então a vontade que estava de beija-la mais uma vez. Ao nos separarmos do beijo depositei um longo beijo em sua testa. Ela encostou sua cabeça no meu peito, e eu encostei o queixo no topo da mesma. Fechei os olhos, ouvi o som da água se movimentando devagar e senti a brisa calma, aproveitando o momento.


Notas Finais


Então, o que acharam?
Vamos combinar que no quesito fofura é empate, né?
Até a próxima ♡


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