História Sou Luna - Depois do beijo - Capítulo 40


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Cato, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Rey, Ricardo, Sharon, Simón, Tamara, Tino, Yam
Tags Gastina, Lutteo, Simbar
Exibições 268
Palavras 2.661
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, oi!!

Perdão pela demora, tive problemas com internet, e por ser um capítulo delicado demorei um pouco para escreve-lo. Mas enfim, aqui está o capítulo frexxxquinho para vocês ♡

Espero que gostem. Boa leitura e um grande beijo :)

Capítulo 40 - Decisão


Fanfic / Fanfiction Sou Luna - Depois do beijo - Capítulo 40 - Decisão

Luna

No carro estávamos em silêncio, apenas ouvindo a música que tocava na rádio. Balançava meu corpo conforme a música e Matteo desviou seu olhar da estrada e olhou pra mim por dois segundos e sorriu voltando a se concentrar no trajeto. Olhei para trás e vi Ámbar dormir tranquila no ombro de Simón, sorri para ele, e ele devolveu. Voltei a olhar a longa estrada.

Me sentia contente, fiquei presa naquele lugar por um dia, um longo dia. Eu não gostei nem um pouco, mas as vezes algumas coisas acontecem para nos ajudar. Estando naquele local, descobri que a minha melhor amiga era a garota que me detestava, irônico. Realmente, o destino nos prega peças, algumas boas outras ruins.

Depois que saímos de lá ligamos para a Polícia, e finalmente Sharon e Rey estavam presos, todos esperávamos que ficassem por lá pelo resto de suas amargas vidas.

Depois de horas no carro finalmente chegamos. Matteo nos levou até a mansão e chegando lá dei um beijo nele, e um longo abraço em Simón. Ámbar e eu entramos. Minha mãe e meu pai estavam sentados no sofá, a nossa espera.

-Onde estavam? - perguntou meu pai sério se levantando juntamente de minha mãe.

-Hum, na casa da Jazmín - respondeu Ámbar.

-E-eu estava na casa da N-Nina... - falei nervosa.

-Vocês nos deixaram preocupados - falou minha mãe.

-Ah, não é pra tanto, Monica - falou Ámbar, já subindo as escadas.

Assim que Ámbar subiu pelas escadas dei um abraço forte em meus pais, eles se olharam confusos, mas retribuíram da mesma forma.

-Uau! - exclamou minha mãe rindo. - O que foi?

-Estava com saudades - respondi ainda os abraçando.

-Bom, nós pedimos para ligasse, não lembra? - perguntou meu pai.

Me separei do abraço tentando formular uma resposta plausível.

-Ai, eu... Eu... - bati a mão na testa. - Me esqueci, vocês sabem como sou, não é? - dei uma risada sem graça.

-Sabemos - responderam em coro se entreolhando.

-Você tem que tentar ser menos distraída, meu amor - ele me aconselhou.

-Eu tento, de verdade, mas não consigo - abaixei a cabeça por um instante e logo a levantei rápidamente. - Bom, vou me deitar, estou cansada.

Fui andando até as escadas.

-Cansada? - ela perguntou em um tom desconfiado.

Parei no meio do caminho com sua pergunta.

-É... Eu estudei bastante... - fechei os olhos torcendo para que ela acreditasse.

-Tudo bem.

-Ufa - sussurrei e continuei a subir as escadas.

Passando pelo corredor olhei a porta do quarto de Ámbar e resolvi entrar. Ela estava sentada na cama mexendo em seu notebook.

-Seus pais não te ensinaram que tem que bater na porta antes de entrar? - ela perguntou, batendo os dedos nas teclas rapidamente.

-A verdade é que ensinaram e muito bem - dei de ombros e sentei ao seu lado. - Mas queria te perguntar algo.

-Pergunte logo - ela exigiu fechando o notebook e voltando sua atenção para mim.

-Você reatou com Simón? - perguntei, na verdade aquela era uma pergunta retórica.

-Está tão na cara assim?

-Óbvio! Da pra ver em seus olhos. Você gosta mesmo dele, não é?

-Gosto, Luna, de verdade.

-Ele também gosta muito de você. Simón é um cara muito legal.

-É, faz até eu me questionar se  realmente mereço alguém legal como ele - ela disse e abaixou a cabeça em seguida.

-Bobagem - dou de ombros mais uma vez. - Você só não descobriu como é bom ser legal com os outros.

-O que eu ganho sendo legal com os outros? - ela perguntou me olhando nos olhos.

-Aí é que está! - exclamei me levantando. - O bom de ser legal com os outros é não querer nada em troca, e logo serão legais com você.

-Patético - ela deu de ombros.

-Eu sei que você sabe que é bom, porque eu sei que você já foi legal com alguém, e sei também que ficou feliz pelo ato - disse sorrindo.

-Eu detesto essas suas palestras de boa moça - ela disse abrindo novamente o notebook. - Agora me de licença que tenho coisas importantes a fazer, Luninha.

-Tudo bem.

Me virei e fui até a entrada, olhei pra ela mais uma vez e sorri, então segui até meu quarto e me deitei na cama cansada.

Nunca passou pela minha cabeça ter uma conversa amigável e franca com Ámbar, não da parte dela, mas as coisas haviam mudado. Sempre que olhava pra ela conseguia ver em seu interior que na verdade a loira metida, mandona e até cruel, era na verdade uma jovem encantadora, e simpática, bom, não tão simpática assim, mas enfim. Ela só precisava da ajuda de alguém para nos mostrar a verdadeira Ámbar Smith, alguém cujo nome era Simón, o jovem encantador que um dia sofreu por amor. Quanto a ele, eu estava extremamente feliz por ver meu melhor amigo amando e sendo amado no mesmo sentido.

Em meio a tantos pensamentos acabei adormecendo

Nina

Apreensão e felicidade era a junção de sentimentos que brigavam dentro de mim. Estava apreensiva, porque minha amiga tinha acabado de sair de um sequestro, e estava feliz, porque minha amiga tinha finalmente saído daquilo.

Eu fiquei praticamente o dia todo andando em círculos pela casa, até que Simón me mandou a mensagem dizendo que Luna estava bem, o que me deixou mais tranquila. Eu iria até a casa dela, porém, minha mãe e Mora resolveram me interrogar sobre meu relacionamento com Gastón, eu até achei legal da parte delas, mas eu realmente queria falar com minha amiga.

-Então, como foi o primeiro beijo de vocês? - perguntou Mora, empanturrando muitas batatas em sua boca.

-Mora! Você não pode comer tantas batatas! - minha mãe a repreendeu. Mora por sua vez apenas deu de ombros e balançou a cabeça para que eu contasse.

-E-eu beijei primeiro... - sussurrei.

-O que? - elas perguntaram em uníssono.

-Eu beijei primeiro! - exclamei e tive a certeza que estava mais vermelha que uma pimenta.

-Filha! - exclamou ela surpresa. - Estou surpresa.

-Estamos - corrigiu Mora.

-Bom, não foi um beijo, beijo sabe? - elas balançaram a cabeça positivamente. - Mas depois ele me beijou e foi incrível.

Apenas em pensar naquele beijo me lembrava exatamente o que senti, até porque era a mesma coisa que sentia sempre que tocava seus lábios.

-Ai, filha, estou tão feliz por você - minha mãe disse com um lindo sorriso no rosto.

-Eu também, Nina - falou Mora. - Todos nós ficamos muito, mas muito felizes em ver que está feliz com esse rapaz.

-DROGA! - meu pai gritou da sala, espantando minha mãe.

-O que foi isso? - ela perguntou.

-Hum... - Mora terminou de mastigar sua batata. - Ele está no chefão.

Minha mãe riu.

-Faz sentindo - ela comentou.

Continuamos a conversar por algumas horas e depois Gastón me chamou para ir ao cinema. Fui até meu quarto, tomei banho e me troquei. Mora invadiu o cômodo de repente.

-Ai, não - ela disse. - Essa roupa não, Nina.

Me olhei no espelho. Estava usando uma saia preta com uma blusa branca e um cardigã também preto.

-O que tem ruim nela? - perguntei voltando meu olhar para ela.

-Tudo! Parece que você está indo à feira comprar legumes pra sua mãe.

Ela andou devagar com a mão nas costas, por conta da barriga, que já estava grande, e mexeu em meu guarda roupas, e tirou de lá um vestido de alça florido. Mora jogou a roupa em mim, então me troquei no banheiro. Depois que vestida me olhei no espelho.

-Eu não estou nada feia... - comentei.

-Nina, - ela se aproximou e acariciou meu rosto - você é uma garota linda.

-Obrigada, Mora - respondi sorrindo.

-De nada... Ai! - ela disse e passou a mão na barriga, me preocupando.

-O que foi, Mora? - perguntei assustada.

-Seu irmão acordou - ela disse.

-Ai, Mora - suspirei aliviada. - Me assustou.

Mora voltou para sala e eu terminei de me arrumar. Depois de pronta passei pela porta, me despedi de meu pai e Mora e fui até a praça. Lá vi Gastón, ele estava lindo, como sempre. Me aproximei e vi seus lábios formarem um belo sorriso.

-Amor, você está linda! - ele disse pegando em minha mão e me girando.

Ajeitei os óculos e abaixei a cabeça envergonhada.

-Obrigada.

Ele pegou em meu queixou e levantou minha cabeça. Sorri quando vi seu sorriso.

-Vamos?

-Vamos.

Ele passou o braço pelo meu ombro e com o mesmo entrelaço nossas mãos.

O filme foi agradável, porém, não pude prestar muita atenção, pois Gastón vidrou seus olhos em mim, e por isso ficamos nos olhos várias vezes.

-Gastou do filme? - ele perguntou enquanto íamos até o Roller.

-Sim, e você? - perguntei.

-Nina! É sério?! - exclamou ele parando e se virando para mim. - Eu não consigo me concentrar em nada quando estou com você.

-Isso é bom ou ruim?

-Não sei, ao meu ver parece ser bom.

-Exatamente por isso que acho que você deve fazer faculdade ano que vem.

-Não, não, não, não, eu consigo me concentrar.

-Gastón, você tem certeza disso?

-É claro que sim.

Ele se aproximou e passou meu cabelo para trás da orelha e juntou nossos lábios lentamente, iniciando um calmo, porém, muito, muito apaixonado beijo.

Matteo

Estava sentado no sofá do Roller. Luna estava do meu lado e meu braço estava envolta de seu ombro. Ela falava sem parar, porém não me incomodava nada, muito pelo contrário, eu realmente adorava ouvir a voz dela. Mas a cada palavra que saía de sua boca me lembrava que a poucos dias não teria o prazer de escuta-las.

-Mauricinho! - ela me chamou me tirando de meus devaneios.

-Oi - respondi um pouco aéreo.

-Você está passeando pela lua? - ela riu.

-Na verdade sim - sorri. - Estava pensando um pouco.

-É, eu observei que estava pensativa esses últimos dias - ela disse séria.

-Sim, sim! - comecei a rir. - Você é uma garota muito observadora, não é?

-Que engraçadinho, Matteo Maurício Balsano - ela disse irônica.

Ri com sua resposta, então ela pôs-se a rir junto.

Depois de mais um tempo conversando com ela avistei Gastón chegando com Nina, então fui até ele conversar um pouco e Luna ficou conversando com sua amiga.

-E ai, amigão? - falei me escorando no balcão. - Parece ter uma estrela nos seus olhos de tão apaixonado!

-Você não é muito diferente, certo? - ele riu e eu assenti também rindo. - Já falou com Luna?

Suspirei alto com sua pergunta.

-Ainda não - respondi.

-Cara, você sabe que eu acho isso uma loucura - ele disse seguido de um gole no suco de laranja.

-Não é loucura, amigo, eu só acho que não seria justo com ela.

-Bom, se você tem tanta certeza é melhor ser ágil, pois isso é um assunto bem sério - me aconselhou.

Pensei por um tempo e Gastón tinha razão, se não terminasse logo depois não teria coragem. E ele meio que estava certo sobre ser uma loucura terminar com Luna sendo que a amava, mas eu não queria que ele se prendesse a mim, eu só queria que minha garota fosse feliz, e por mais que seria doloroso partir e a deixar, teríamos que seguir nossas vidas, e nos acostumar a viver um sem o outro.

Gastón e eu conversamos por mais alguns minutos e depois fui até a mansão levar Luna. Assim que chegamos lá disse á ela  precisávamos conversar, então ela me levou até seu quarto.

Ela se sentou na ponta da cama, eu puxei uma cadeira e me sentei em sua frente. Olhei profundamente em seus olhos e afastei uma mexa de cabelo que caía sobre seu rosto.

-Matteo... Por que está sério?

Ao ouvir sua voz triste não pude conter a lágrima que pedia para sair. Ela levou sua mão macia até meu rosto e varreu de lá a lágrima.

-Luna, eu vou ir para Itália. - falei.

-Eu sei, você vai ir com seus pais passar férias lá e vai voltar - ela disse sorrindo, o que acabou completamente comigo.

-Eu não vou voltar, Luna - sua expressão feliz se transformou em triste. - Meus pai vão se mudar, e eu vou ir junto.

-Não... não, não, não! - ela disse em desespero. - O que vai ser da nós, Matteo?

-Olha pra mim - pedi e assim ela fez - eu quero que enquanto eu estiver fora que você seja feliz, que ame e seja amada...

-Eu não quero ser amada por mais ninguém, Matteo! - exclamou me interrompendo.

-As vezes o destino nos prega peças, perdemos pessoas, ganhamos pessoas, as vezes nos esquecemos de pessoas que nunca imaginamos viver sem - expliquei.

-Eu nunca vou me esquecer de você, Matteo.

-Eu também não, Luna - acariciei seu rosto. - Mas precisamos seguir nossas vidas.

-Você quer dizer que... Temos que terminar? - ela perguntou e eu apenas confirmei com a cabeça deixando com que as lágrimas caíssem.

Ela engoliu a seco e em seu rosto as lágrimas percorriam desesperadamente.

-É muito difícil tomar essa decisão, mas eu te amo muito pra deixá-la presa a mim e triste!

-Matteo, eu não quero ficar sem você. - ela disse, em tom fraco.

-Veja bem - sorri fraco - eu quero que, não importa o que aconteça, que você continue sendo essa Luna radiante, que você sonhe alto, e eu prometo que mesmo estando longe sempre que você realizar seus sonhos nós dois vamos sentir como se estivessem juntos mais uma vez, tudo bem?

-Eu te amo. - ela disse chorando.

Sorri de leve e acariciei seu cabelo apreciando seu belo rosto.

-Eu também te amo, minha Menina Delivery - sussurrei.

Juntei nossos rostos e beijei sua boca intensamente, como se fosse o último beijo que daria nela. Nos separamos, mas nossas testas permaneceram coladas, então beijei sua testa e em seguida me levantei.

-Matteo...

-Eu te amo, muito.

Abri a porta lentamente e com o coração partido a deixei lá.

Fui caminhando até minha casa. Eu nem estava me importando se as pessoas estivessem achando que eu fosse um maluco por chorar tanto, apenas chorei me lembrando da primeira vez que me esbarrei com Luna...

"Estava exibindo meu ótimo dom de patinar quando ouço alguém gritar "cuidado!" e logo sinto um impacto.

-Ei, ei, ei! - exclamei a olhando, até que era bonita a menina. - Da próxima vez toma cuidado, tá?

-Me desculpe, eu falei cuidado - ela disse séria.

-Tá, tá bom - dei de ombros arrumando minha munhequeira.

-Aliás, foi você que passou na minha frente. - ela afirmou e colocou as mãos na cintura.

-Eu? - perguntei sorrindo irônico e me aproximei dela. - Acho que você que quis trombar comigo.

-Como é que é? - ela se afastou e se virou para mim. - Se quer saber não me interessa trombar com você.

-Certeza? - perguntei, dei uma pequena risada e me aproximei mais uma vez, ela cruzou os braços. - Muitas meninas se interessariam.

-Ah, é? - a garota se afastou novamente e me olhou da cabeça aos pés sorrindo. - E por quê?

-Olha pra mim.

-Eu tô trabalhando - ela sorriu e se virou.

-Ah, é? Onde? - perguntei curioso e ela se virou mais uma vez para mim.

-Isso não te interessa! - ela disse e foi patinando.

-Bom, eu gostaria de fazer um pedido! Pelo menos me fala seu nome! - gritei, mas a garota distraída já estava longe.

Confesso que fiquei interessado na garota, ela me parecia diferente das outras. Os lábios rosados eram lindos, os olhos verdes, encantadores.

"Matteo, o que está pensando? Você tem todas as garotas ao seus pés, se lembra?" - pensei.

Balancei a cabeça e sorri sozinho, e então fui patinando até a mansão de Ámbar."


Notas Finais


Ain </3 bem bad esse capítulo, também acharam?
Essa lembrança eu tentei fazer igual da novela, vocês gostaram? Eu particularmente achei muito fofo da parte dele se lembrar, mas fiquei arrasada em fazer meu personagem favorito chorar tanto :'(
Por outro lado tivemos Gastina, e vamos combinar que esses dois são uns fofos.

Enfim, preparem seus corações para o próximo capítulo e até a próxima! :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...