História Sou rei. - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Apenas Um Show
Tags Benson, Mordecai, Rigby, Saltitão
Exibições 211
Palavras 2.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oieeeee
Dessa vez eu demorei, e eu relamente peço desculpas.
Eu estava ocupada, estão realmente sinto muito 💔

Eu tô bastante louca hoje, e se desse eu postava o muitos caps, mas estou mesmo sem tempo esses dias kkkkk
Eu quero agradecer as pessoas que vem acompanho a fic, e comentando a mesma ❤❤❤ v6 são demais

Me perdoem por qualquer erro e ......
Espero que gostem ❤

Capítulo 7 - A festa. Parte 1.


Frustração. Era apenas isso que Mordecai sentia. 

Já estava a meia hora tentando escolher uma roupa para ir na droga daquela festa, mas, infelizmente, nem uma roupa lhe parecia agradável. Estava de saco cheio, não era como se ele se importasse, na verdade ele nunca se importava com aquele tipo de coisa. Era apenas uma festa, ele não precisava escolher detalhadamente a sua roupa, todavia era como se ele estivesse querendo se arrumar mais. 

Pensou na possibilidade de todo aquele drama ser por conta de Rigby, e corou. Ele não sabia o porquê de querer estar tão bonito para o menor, ele apenas queria causar uma boa impressão para o mesmo, não queria que Rigby se decepicionasse com aquela festa. Ele havia prometido que não aconteceria nada de grave na festa, e apenas assim o moreno aceitou ir. 

Por fim, depois de tanto escolher, acabou por vestir uma simples blusa azul, que estava combinando lindamente com sua calça moletom preta, mas nada mais se destacava tanto quanto seu olhar. 

O mesmo olhar que as vezes lhe causava problemas de tão intenso que as vezes chegava a ser, assustava algumas pessoas que não conseguiam lidar com o azul sublime daquele olhar, era um caos somente ver os mesmos. Não sabia o porquê de causar sempre uma má impressão nas pessoas, mesmo que não ligasse para essas coisas, as vezes, só as vezes, ele queria entender como ele conseguia afastar as pessoas em tão pouco tempo. 

Era sempre assim, sempre a mesma cilada. 

As pessoas o cercavam, como se ele fosse uma pequena presa, e depois de um tempo se aproximavam cautelosamente de si, querendo sempre aprofundar as coisas. Porém, as mesmas sempre desistiam quando viam o quão problemático Mordecai chegava a ser. Em como seus pensamentos quase insanos o levavam. Isso sempre as fazia recuar. 

A única pessoa que aguentou seus dramas eminentes foi CJ, mas não é como se ela soubesse tudo à respeito do maior, pois sempre havia algo que o mesmo escondia, sempre havia algo... e depois de um tempo, ele viu que CJ também não era tão normal assim, era uma perfeita companhia, era a pessoa certa para pessoas erradas. 

Mas, uma hora ou outra ele sabia que a mesma também se afastaria. Todos se afastam, e é por isso que ele não costuma interagir tanto com as pessoas ao seu redor. Seu nível de antipatia já estava bastante elevado, e ele ainda era tão jovem. 

Aconteceu a mesma coisa com... com ela. 

Ah... ela. 

Ela não era o tipo de pessoa com quem ele deveria se meter, pois ele sabia que uma hora ela lhe partiria o coração. 

Foi uma forma tão cruel e fria, e a mesma ainda tentava declarar o que tinham como "amor". Um relacionamento caótico, cheio de mentiras e segredos frios. 

Ele realmente não gostava de lembrar de coisas tão ruins, mas tem uma hora que nem seus pensamentos te deixam em paz, e te fazem lembrar que você foi um idiota no passado, e que, sim, você podia ser bem melhor. 

Talvez, só talvez ele já tenha amado, amado alguém que não o amou de volta. Ele tentava ignorar tal lembrança, tal sentimento. Sentia nojo. Sentia raiva. Sentia tudo, mas ao mesmo tempo era como se não sentisse nada. E foi nisso que ela o transformou. 

Uma pessoa fria, um coração a menos para se magoar. 

Mas a idéia de que Rigby estava o fazendo se sentir vivo não lhe parecia mais tão boa, ele estava começando a se assustar. No fundo, bem no fundo, quase no centro do planeta terra, ele tinha tanto medo. 

— Sou mesmo um completo idiota... — Falou, finalmente acordando de seus devaneios pessoais, que eram tão sombrios, tão frios. 

Foi até a sua cama, se jogando na mesma sem se importar com o impacto que causaria. 

— Mas eu deveria parar de me sentir assim... é bastante perigoso. 

Foi surpreendido com seu celular vibrando, indicando que ele tinha recebido uma mensagem. Ele já podia até adivinhar de quem era, e sem nem mesmo perceber, um sorriso discreto brotou em seus lábios. 

Pegou seu celular e se sentou rapidamente, querendo logo ver a mensagem de texto. 

"Já terminei de me arrumar, já pode vir me buscar. E seja rápido! Odeio atrasos." 

Nossa, como ele é nervoso. 

Mordecai riu, não queria admitir, mas Rigby era lindo até em seus pensamentos. Isso era irritante, tudo parecia gracioso vindo do menor. 

Isso é realmente muito irritante...

 

 

 

 

Rigby estava nervoso. Ele não gostava de ir em festas, na verdade, ele não gostava de nada tão animado. Ele era uma pessoa bastante energética, mas não gostava de muita movimentação a sua volta. Essa era uma das coisas que ele não entendia em sí mesmo. 

Mas lá estava ele, parado na frente de sua casa, esperando por Mordecai. 

Não fez questão de se arrumar muito, não queria que Mordecai o entendesse errado, era apenas uma festa, nada de mais. Ele não queria se acostumar com tal rotina,  e nem queria que o azulado o ficasse chamando sempre para ir em festas. 

Ele retirou seu celular de seu jins preto, que estava um pouco surrado, para ver as horas. O de cabelos azuis estava atrasado, e o moreno odiava atrasos. Já não bastava seus pais sempre se atrasarem para as reuniões na sua escola, nas suas peças de teatro, nos seus jogos de basquete, agora teria que aturar isso? 

Ele não tinha mais tanta paciência... 

Na verdade, ele nunca teve. Por isso as vezes perdia a cabeça com tudo e todos. 

Mas seu coração acelerou. 

Não porque viu um carro preto parando perto de si. 

Seu coração acelerou quando viu o dono do carro abaixar os vidros calmamente e lhe sorrir sacana, aquele sorriso que só Mordecai possuía. Era diferente de qualquer sorriso que já havia visto, até o de Saltitão ficava em último lugar. 

O moreno colocou o capuz de seu moletom vermelho, apenas para que o maior não o visse corado. Rigby nem tinha visto Mordecai estava, mas já conseguia ver o quanto ele estava lindo. E isso chegava a ser irritante, pois mesmo que tentasse não admitir, Mordecai parecia ser legal até quando não se esforçava para ser. 

— Vai ficar parado aí, me encarando? — Mordecai questionou, fazendo Rigby sair de seus pensamentos. 

— Como se eu quisesse ver essa sua cara feia.— O moreno reclamava, aos poucos se aproximando do carro. 

— Eu te garanto que todo mundo quer me ver. — Se gabou. 

E aquilo era verdade, além de ser popular com as garotas, o azulado parecia ser bastante popular com os meninos também. Várias vezes viu garotos flertando discretamente com o mesmo, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. 

— Uma vez minha mãe me disse que eu não sou "todo mundo". Então, abaixa essa bola aí, amigo. — Abriu a porta do carro e entrou rapidamente, antes que se arrependesse de ir naquela festa.

E, já no carro, o moreno podia sentir o perfume doce, e ao mesmo tempo viril, que Mordecai possuía. Ao perceber que encarava o mesmo, Rigby rapidamente desviou seu olhar para a janela. 

Já Mordecai não sabia o porquê, mas Rigby estava mais lindo do que normal. Ele estava com um toque sutil de rebeldia, suas roupas passavam levemente essa impressão. Parecia que o mesmo não havia nem se esforçado para se arrumar, mas mesmo assim estava lindo. 

— Mas, sabe? Não é como se eu acreditasse no que ela disse.— Afirmou, lembrando de como odiava lembrar de seus pais. 

Nem sempre havia sido assim... nem sempre. 

— Tá, né. Eu não me importo mesmo. — O azulado deu de ombros. 

Mas ele estava curioso, sempre era assim, Rigby sempre parecia estar escondendo algo. 

— Eu sei que não. — Riu. 

Mordecai deu partida no carro, começando a traçar rumo à casa de CJ. Não era nem tão longe, mas também não era nem tão perto. 

O silêncio constrangedor invadia cada parte daquele automóvel, fazendo o coração de Rigby bater mais forte. Ele olhou para Mordecai, a pele pálida do maior parecia estar fria, combinado com seu caráter problemático. 

Mas os olhos azuis do azulado estavam mais escuros por conta da noite, e mais brilhantes, mais intensos, mais maliciosos. Eles estavam fixados na rua, mas os olhos castanhos de Rigby estavam fixados no maior. Mordecai eraa tentação em pessoa, pois sua sensualidade era algo que precisava ser explicado pela ciência. 

— Vai ficar me encarando descaradamente? — Perguntou com um sorriso malicioso no rosto, sem nem mesmo olhar para Rigby.

O mesmo corou violentamente, desviando mais uma vez seu olhar do maior.

— E que... e que você parece diferente hoje. — Tentou arrumar uma desculpa, mas já sentia o nervosismo em seu corpo. 

— Eu sei que estou lindo, na verdade, eu sou lindo. — Se gabou por sua beleza, fazendo Rigby murmurar algumas coisas frustrado. 

— Devia parar de ser convencido. 

— E você devia parar de me encarar desse jeito, ou eu vou pensar que você está apaixonado por mim.— Brincou. 

— Para com isso! Será que você não consegue ficar um minuto sem encher a minha paciência? — Questionou frustrado. 

Mordecai parou o carro no sinal vermelho, e olhou para Rigby, analisando cada parte do corpo do moreno. Mas seus olhos acabaram por repousar nos olhos do menor, o que fazia tudo a sua volta parar somente para aquele momento.  

Suas mãos foram em direção do menor, tocando a sua bochecha, e em seguida ficando entre o pescoço e o maxilar do mesmo. Rigby corou com aquele jesto tão íntimo, seu coração batia fortemente contra seu peito, e isso só piorou quando ele percebeu que Mordecai estava se aproximando, e que, ao mesmo tempo, estava o trazendo para mais perto. 

— O-oque está f-fazendo? — Se odiou profundamente por ter gaguejado, mas ele não conseguia pensar em mais nada com coerência. 

— É que você é tão lindo, as vezes da vontade de fazer umas coisas bem desagradáveis. — Confessou, seu olhar sério fez com que Rigby sentisse um arrepio em sua espinha. 

— Você é um cara bem estranho. — Tentou manter a calma, e até que sua voz soou calma, porém sua respiração já estava ficando ofegante. 

— Você ainda não viu nada. Você ainda não sabe de nada. — Avisou, se aproximando um pouco mais. Já sentia a respiração do menor contra o seu rosto. 

Rigby se encolheu, abrindo os olhos ainda mais, estava sentindo algo que jamais havia sentido. Algo que estava fazendo sua consciência gritar para que ele parasse, porém algo dizia para ele arriscar. 

Porém, Mordecai parou. 

No momento Rigby ficou tenso. Ele sabia que Mordecai gostava de brincar com ele daquela forma. 

— O sinal abriu.— Disse, sorrindo como se estivesse parado apenas pelo sinal ter abrido. 

— É c-claro que abriu, s-seu idiota.— Falou, empurrando Mordecai, e virando o rosto o mais rápido possível. — Não faça mais isso. Que merda, eu não gosto desse tipo de brincadeira. 

O carro voltou a andar, e Rigby não queria mais falar nada, mas estava com o coração a mil, e seus pensamentos nunca foram tão irreais. 

— Eu sei que não, é por isso que eu faço isso. — Sorriu debochado. 

— Vai a merda. 

 

 

 

 

 

Mordecai parou o carro na frente de uma casa enorme, havia um portão branco em frente a casa, mas o mesmo não podia abafar o som que vinha de lá de dentro, era bastante audível. 

Os dois saíram do carro, e Rigby já sentia a sua respiração falhar a cada passo que dava em direção aquela casa. Mordecai percebeu que o mesmo estava ansioso, estava até tremendo um pouco. Não perderia a oportunidade de bagunçar com o menor. 

— Quer que eu segure a sua mão? — Perguntou, com seu tom de sarcasmo eminente. 

— Vai se foder.— Empurrou Mordecai levemente. 

— Vai, não é tão ruim assim. Somos amigos, é assim que funciona. — Seu tom sarcástico já estava irritando o menor, mas este apenas tratou de ignorar tais brincadeiras. 

Eles foram andando até o portão, e quando finalmente chegaram, perceberam que haviam alguns jovens, que já estavam bêbados, fora da casa, alguns riam e falavam alto demais, outros, de tão bêbados,  estavam jogados no chão; vomitando ou inconcientes. 

— Nossa, a festa mal começou e já está desse nível?— Perguntou Rigby. 

— Vai por mim, vai ficar pior depois que passar das onze. 

— Como vamos entrar? — Perguntou após chegarem no portão.  

Mordecai apenas abriu o mesmo, e olhou para Rigby com um olhar debochado. 

— Não sei, que tal voando? — Respondeu com uma pergunta, e em seguida entrou, sendo logo acompanhado por Rigby. — Não se afasta de mim, aqui é grande, a casa também é grande, você pode se perder, e, acredite, não vai querer se perder no meio dessas pessoas. 

Estava ficando cada vez mais difícil de ouvir o que o maior dizia, a música estava alta demais, e a havia muitas pessoas em um lugar só, dançando loucamente. Ver também era bastante complicado, pouca luz no local dificultava as coisas. 

Era uma mistura de luzes coloridas com um pouco de escuridão. 

Aquilo era realmente uma festa enorme, e Rigby estava se sentindo tão pequeno. Ele não queria se perder, e tentava acompanhar Mordecai o tanto que podia, com medo de perde-lo de vista. 

Mordecai olhou para trás e percebeu que o moreno estava com dificuldade de caminhar dentre aquelas pessoas dançando, então, em um ato completamente impulsivo, pegou na mão do menor, o puxando para sí logo em seguida. Segurou sua mão fortemente, como se estivesse garantindo que não o soltaria, e aquele ato fez Rigby ficar com o rosto todo vermelho, ele agradeceu a luz não estar tão forte. 

— Mordecai, aonde estamos indo? 

— Vamos encontrar a CJ, depois pegar umas bebidas. 

— Mas eu não bebo...— quase gritou, por conta da música. 

— Mas hoje você vai beber, qual a graça de vir pra uma festa e não beber? 

Rigby não falou nada, apenas deixou que o maior o guiasse. Se sentia tão diferente daqueles jovens, não era como eles. Apertou a mão se Mordecai ainda mais, como se estivesse com medo, e realmente estava. 

— Ali está ela. — Disse, apontando para perto da piscina, onde CJ se encontrava. — Vamos. 

Puxou Mordecai até ir ao encontro de CJ, e Rigby já podia ver a menor. A mesma também havia visto os dois, e acenou divertidamente 

Ela é linda. 

Pensou ao ver a mesma vindo na direção de Mordecai. 

— Mordecai, você veio, achei que não ia vir.— Disse abraço Mordecai. 

— Eu disse que ia vir, não disse? — Afirmou.— A propósito, esse aqui é o Rigby. — Disse apontando para o moreno.  

Foi então que CJ pôde notar Rigby escondido atrás de Mordecai, e que estava segurando sua mão. 

— E aí, Rigby, de boa?  — Perguntou. 

O menor corou na hora, CJ era linda, e nunca uma garota linda como ela havia falado tão abertamente e diretamente assim com ele. Ele se sentia estranho, e ao mesmo tempo bem. Era como se tudo estivesse começando a dar certo. 

— O-Oi.  — falou, meio sem graça. 

— Nossa, ele é muito lindo, Mordecai. Finalmente arrumou alguém que realmente faz seu tipo.— Disse, zuando Mordecai. 

— Qual é, CJ? Se eu sou gay, você é a sapatona mais macho que eu já vi na vida.— Devolveu sarcástico. 

— Ah, fala sério. Não sabe brincar, não brinca.— Fingiu-Se de ofendida. 

— CJ, onde estão as cervejas? Quero beber logo, e depois ir dançar. 

— Estão lá dentro de casa, tem uma galera que 'tá distribuindo perto da cozinha. — Disse, apontando para a sua casa. 

— Rigby, vou buscar algumas cervejas pra nós dois, fica aí com a CJ por enquanto. — Falou, soltando a mão de Rigby. Foi então que percebeu que havia ficado aquele tempo todo segurando a mão do moreno. — Volto já. 

Aos poucos Mordecai foi sumindo no meio daquelas pessoas, deixando Rigby sozinho com CJ.

O menor engoliu em seco, estar perto de uma garota o deixava desconfortável. Ele era realmente um cara estranho. 

— Então, Rigby, quer dançar enquanto Mordecai busca as cervejas? 

— Mas eu não sei dançar direito, e-eu não consigo. 

— Vamos lá, você não vai morrer, nem nado do tipo. —Falou, puxando Rigby para dançar, o guiando até onde todos estavam dançando.

 

 

Continua...

 

 

 


Notas Finais


Hahahahahahaha
Estão gostando? A opinião de vcs é super importante, qualquer dúvida estou aqui ❤❤
Quem acha que o Rigby tava fofo nesse cap, levanta a mão \^ - ^/


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