História Soul - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens D.O, Sehun
Tags ?2concursoexofanfics?, Dtehospital, Hospital, Kyungsoo, Sehun, Sesoo
Exibições 98
Palavras 5.868
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente!
Bom, esse é o primeiro ou o segundo concurso que eu participo, não sei ao certo. É a maior oneshot que eu já escrevi na minha vida, o pior é que eu escrevi em semana de prova. Isso provavelmente me rendeu um zero em matemática, mas também me rendeu quase 6k de palavras!
Eu revisei, mas foi aquele revisão meio merda, então se tiver algo errado, me falem!
Não tem lemon, está como +18 por ser yaoi e ter um pouquinho de insinuação de sexo, se eu não botar +18 o spirit me gonga.
Eu espero que vocês ( e principalmente as juradas ) gostem, obrigada!

Capítulo 1 - Capítulo Único - Almas Gêmeas


Dois copos de café, jaleco amassado, olheiras e cabelo bagunçado. Era assim que Do Kyungsoo chegava ao Seoul Medical Center, um dos maiores hospitais da capital sul-coreana. Plenas oito da manhã e já via o local cheio, fosse com pessoas chorando e temendo pela vida de seus entes queridos, ou por macas passando por todos os lugares, sendo guiadas para salas de cirurgias. Também via médicos correndo afobados, e ouvia a famosa voz que chamava por tais médicos.

Argh, como odiava aquela voz. Mal tinha tempo para entrar em seu consultório e degustar seus amados copos de café, que a bendita já anunciava para que todo o hospital pudesse ouvir e presenciar sua escravidão: “chamando Doutor Do Kyungsoo na sala de cirurgia”. Se soubesse que sua vida seria tão corrida, jamais haveria prestado vestibular para medicina. Provavelmente estaria em Busan, sua cidade natal, vendendo pulseiras na praia de Haeundae.

O pior é que amava o que fazia. Por algum motivo, motivo que nem o próprio Do sabia qual era, gostava de ser um cardiologista. Tanta coisa pra fazer e ele foi cuidar do coração das pessoas. Estranho? Um pouco, talvez muito. Cuidava de doenças como hipertensão e doença arterial e, algumas vezes, realizava algumas cirurgias. Não sabia o porquê de estar fazendo aquilo, talvez por gostar de salvar vidas e receber a gratidão das pessoas em troca. Óbvio que também adorava o salário imenso que recebia, mas preferia não falar isso para não tornar-se menos ético.

Ficava por exatas quinze horas no hospital, chegando às oito da manhã e indo embora apenas às onze da noite. Sem contar os dias em que fazia plantão durante a madrugada. Era cansativo, mas pelo menos sua conta bancária aumentava no final do mês. E, para sua infelicidade, aquele era um dos trágicos dias no qual ficaria até duas horas da manhã, para então ter cinco horas de sono e sair de casa às sete e meia. Chegaria ao hospital às oito e então tudo se repetiria.

Já estava acostumado com aquela rotina cansativa, então não era tão afetado pelo cansaço e dores. Porém, quando o relógio em seu consultório marcou uma e meia da manhã, apenas sorriu em euforia, começando a contar os minutos para que pudesse, finalmente, pegar no sono. Sabia que não estava bem para dirigir, então dormiria ali mesmo, na sala ampla. Apenas queria dormir, já que não o fazia por praticamente quinze horas.

Mas então, ela surgiu. A voz. A tão odiada voz.

“Chamando Doutor Do Kyungsoo no centro cirúrgico.”

Enquanto o médico bufava, apenas ouvia a maldita voz repetir aquela mesma frase. Não, não era possível que lhe chamassem para realizar uma operação em plena uma e meia da madrugada. E ela continuava lá, a maldita voz continuava chamando por seu nome.

“Chamando Doutor Do Kyungsoo no centro cirúrgico”

— Argh, eu já vou! Mas que inferno.

Tratou de sair rapidamente de seu prédio, indo em direção ao centro cirúrgico. Ao entrar no corredor externo, correu em direção à rouparia, pegando sua roupa, máscara, luvas e sapatos, tratando de vesti-los de uma vez. Antes de vestir a luva, lavou a mão com uma solução bactericida.

Obvio que uma cirurgia que não era agendada necessitava cuidados especiais, visto que era raro terem informações. A maioria das pessoas que chegavam lá naquele horário da noite havia sofrido um acidente de carro e eram identificadas por meio de documentos. Assim que entrava no centro cirúrgico, era informado por uma equipe especial o nome, idade e problema do paciente. Era o problema perfeito para que pudessem trabalhar em conjunto, visto que não podia escolher com antecedência quem trabalharia consigo.

— Informações. — pediu, ao que andava para a sala de cirurgia que lhe fora informada.

— Oh Sehun, vinte e oito anos. Acidente de carro em Gangnam, estava sozinho. Outras pessoas viram o acidente e ligaram para a emergência.

Oh Sehun.

Há quanto tempo não ouvia aquele nome? Não, não era o seu Oh Sehun. Droga, não poderia ser. Simplesmente não era seu primeiro amor ali, seu primeiro namorado. Em questão de segundos, sua cabeça começou a revirar em meio à lembranças diversas. Não chore, Kyungsoo. A vida dele depende de você, pensava. Não poderia lembrar-se de todos os bons momentos que tiveram, não naquela hora.

Em sua cabeça, eram automáticos os “eu te amo” que sua mente havia guardado, juntamente às outras declarações que o maior havia feito para si. Os momentos que passaram juntos, a primeira vez maravilhosa que tiveram, o relacionamento perfeito e de dar inveja a qualquer um. Os beijos, abraços, os toques. Droga, ainda amava Sehun e era consciente disso.

Fez o que pôde para prestar atenção nas informações que lhe eram dadas, inclusive no tipo de cirurgia que seria realizada. Parou em frente à porta da sala de cirurgia de número sete, a que seria realizada o procedimento. Respirou fundo, entrando e fazendo toda a higiene necessária. Cumprimentou os colegas e o assistente, Jongdae.

— A anestesia já foi aplicada? — perguntou, o olhar em direção ao anestesista.

Quando o médico fez que sim com a cabeça, soube que era o momento perfeito para começar a cirurgia. Tinha uma equipe de quatro pessoas mais Jongdae, caso precisasse ser substituído por este.

Torre de equipamentos, carrinho de medicamentos, foco cirúrgico, cesto para materiais usados, mesa cirúrgica e bisturi elétrico, estava tudo preparado. Respirou fundo, dando início à cirurgia. Uma manta térmica cobria o corpo do ex, e o rosto era tampado por uma espécie de cortina.

Tratava de Sehun como se fosse um paciente normal, não seu ex-namorado. Concentrava-se apenas na cirurgia, seu foco estava em salvar a vida deste. Pedia os instrumentos ao instrumentador, contando-os e descartando-os logo depois. Daria tudo certo, sabia daquilo. Estava salvando a vida de Sehun e aquilo era como uma motivação para que continuassem.

Não estava contando, mas deveriam estar, no mínimo, há três horas naquela operação. Estavam a ponto de acabar, quando um dos auxiliares de enfermagem acabou esbarrando na cortina que tampava o rosto de Sehun. E ver aquele rosto ferido por causa do acidente, despertou em si todas as lembranças do relacionamento que tinham. De um instante para o outro, havia se esquecido de tudo o que aprendera na faculdade de medicina. Todas as técnicas, todos os instrumentos, foram todos substituídos por lembranças do namoro perfeito que tinham.

 

— Você tem mesmo que estudar essa coisa chata? Não vai me dar atenção, Kyunggie?— o maior falava enquanto e deitava em seu colo, tentando pegar o livro de medicina.

— Essa “coisa chata” vai me garantir um futuro, então, tenho sim que estudar.

— Mas pra que estudar corações? A gente podia estar estudando anatomia!

Davam risadas e beijos, como sempre faziam. Os sorrisos do mais velho eram sempre maiores quando estavam ao lado de Sehun, sentia-se protegido ao lado deste. O loiro depositava mordidinhas em sua face, fazendo-o rir devido às cócegas.

— Você é um idiota. Eu te amo.

O maior abraçou-o, retirando o livro das mãos pálidas de Kyungsoo. Selou os lábios nas bochechas cheias, depositando também leves mordidinhas.

E Kyungsoo se sentiu, pela primeira vez, seguro.

 

 

Lá estava Sehun com um terno e um buquê no dia de sua formatura, era notável o sorriso orgulhoso. Era o reitor da turma, mas apenas conseguia olhar para o loiro. Mordia os lábios ao que via ele sussurrar um “eu te amo” em sua direção.

Quando a cerimônia acabou, correu em direção aos braços de Sehun, beijando-o e dizendo que o amava. E, ao invés de curtirem a festa, fizeram amor no terraço do salão de festas. Deus, como amava Oh Sehun.

Sentia-se como uma princesa ao notar o modo que o loiro o tratava. Droga, como amava aquele pirralho. Amava sentir o sabor dos lábios finos deste, amava sentir o cheiro do perfume amadurado que ele nunca abandonava. Abava a sensação de acolhimento que tinham ao abraçarem-se.

Sehun o proporcionava uma sensação de acolhimento, ao mesmo tempo em que fazia com que se sentisse em perigo constante.

 

— Kyungsoo! Kyungsoo! Preste atenção, ele está perdendo muito sangue! — saiu de seus devaneios ao ouvir a voz de Jongdae.

Recompôs-se, pedindo desculpas para a equipe e dando continuação à cirurgia. Mas droga, não se lembrava de mais nada. Sua mente era ocupada por Oh Sehun, e não era a ocupação certa para aquele momento, não quando ele estava numa sala de cirurgia, com o tórax aberto e um coração que deixava, aos poucos, de pulsar.

Tentava acabar com aquilo de uma vez, mas assemelhava-se a uma pessoa que nunca havia pisado numa sala de cirurgia, que nunca havia pegado um bisturi.

— Kyungsoo, pelo amor de Deus! Você quer matar o paciente? Ele está perdendo muito sangue!

— Eu... Me desculpe. Me passe o bisturi, por favor.

Pegava o instrumento, mas suas mãos estavam trêmulas. De repente, o cheiro de sangue tornava-se enjoativo e o frio na sala tornava-se incômodo. Sua equipe e até mesmo Jongdae, seu melhor amigo e assistente, tornavam-se estranhos. Não podia continuar com aquela ilusão de que terminaria a cirurgia, não quando sabia que havia risco de matar Sehun.

— Jongdae, continue para mim, por favor. Eu não consigo, me perdoem.

O amigo suspirou, não entendia por que Kyungsoo estava agindo assim do nada. Mas ele era o líder ali, apenas deveria acatar suas ordens. Já estava devidamente vestido, apenas pegou a máscara especial que apenas o cirurgião usava, assumindo de onde estavam.

O Do saiu de lá, as lágrimas escorrendo de seus olhos. Descartou seu material, sentando-se numa das cadeiras que havia ali e chorando. As mesmas malditas lembranças insistindo em voltarem para sua cabeça e rodarem. Droga, odiava aquilo mais que tudo. Logo ele, que havia como principal lema o profissionalismo acima de tudo. Poderia ter acabado com a vida da pessoa que mais amava, e mesmo assim continuou com aquilo. Havia pegado num bisturi com as mãos trêmulas, algo que nunca, em toda sua vida, havia feito.

Olhou o relógio e viu que já se passava das quatro da madrugada. Tanto tempo gasto para, no final, quase matar Sehun. Nunca se perdoaria por aquilo, tanto emocional como profissionalmente.

Após uma hora, Jongdae e a equipe saíram de lá, informando que o Oh estava bem e que seria encaminhado para a sala de recuperação. Suspirou aliviado, pedindo desculpas para toda a equipe. Sabia de seu erro, era claro que não estava bem e que, mesmo assim, havia insistido em continuar aquilo.

— Não é sua culpa, Doutor. Todos aqui notamos o quão cansado está esses dias.

Sorriu, dispensando a todos. Jongdae sentou ao seu lado, abraçando-o e o olhando com aquela cara de “pode contar”. O Do suspirou, sabendo que seria impossível fugir do melhor amigo.

— Não sei se você chegou a conhecer, mas eu namorei uma pessoa. E, droga, eu ainda amo essa pessoa com todas as minhas forças, um amor que mesmo com o tempo, não acabou.

O Kim assentiu com a cabeça, num sinal para que prosseguisse.

— Hoje eu estava no final do meu turno, quase dormindo, quando me chamaram na ala cirúrgica. Eu fui, e quando cheguei lá, me disseram o nome e informações do paciente, como sempre fazem. Você sabe o nome do meu ex, Jongdae?

— Não, qual é?

— Oh Sehun — pôde ver a cara de espanto de Jongdae, suspirando e continuando sua fala —. Eu estava fazendo a cirurgia como faço em qualquer um, mas quando acabei vendo o rosto dele, foi como se eu tivesse esquecido tudo que não fosse Oh Sehun. Eu amo tanto ele, amo como nunca amei ninguém. Era como se eu tivesse pulado a faculdade, como se eu não soubesse como operar alguém.

— Kyungsoo, eu... Eu não sei o que dizer. Você foi forte.

— Obrigado por salvar ele.

O mais velho suspirou, analisando o estado do melhor amigo. Via as olheiras, a palidez, o cansaço evidente em seu rosto. Suspirou, afagando os cabelos negros. Levantou, olhando para o amigo, num sinal para que fizesse o mesmo. Seguiu para fora do centro cirúrgico, sendo acompanhado pelo Do.

— Aonde vamos?

— Na direção do hospital.

— Por quê?

— Você precisa de uma folga de, pelo menos, uma semana. E se você tentar argumentar, eu te bato! Olhe para si mesmo, está um desastre!

Sabe-se lá como, Jongdae conseguira a tal semana de folga para o amigo. Kyungsoo, por algum motivo, não conseguia relaxar. Queria ficar ao lado do ex e cuidar dele, mas não como médico. Queria dar todo o cuidado possível que não pôde dar quando namoravam, já que estava ocupado com a faculdade.

O amigo deu uma carona para casa, já que também deveria largar serviço naquele horário. Quando estavam na porta na casa de Kyungsoo, este perguntou algo que estava querendo perguntar desde que saíram do hospital.

— Quando ele vai poder receber visitas?

— Eu devia te dar uns tapas para tirar essa sua mente daquele lugar, mas não posso te impedir de ver quem ama. Apareça no hospital daqui a quatro dias, ele já poderá receber visitas. Mas se você ficar lá o dia inteiro, eu juro que te caço até o inferno.

 

 

~*~

 

 

Por quatro dias, Kyungsoo ficara inquieto, querendo saber como o ex se recuperava. E agora que estava finalmente pisando naquele local novamente, temia que Sehun fosse reagir mal a sua presença, ou até mesmo que não fosse lembrar-se de si. Sabia que o acidente não havia afetado seu cérebro e sistema nervoso, mas nunca era bom rejeitar uma possibilidade.

Foi direto para a sala de recuperação, onde Sehun se encontrava, sendo acompanhado da enfermeira e fazendo silêncio para não acordá-lo. Riu ao ver que o ex mantinha o mesmo cabelo loiro de anos atrás e aquela mesma feição infantil.

Acariciou o rosto machucando, lágrimas descendo por seus olhos. Droga, durante o namoro, sempre lembrava Sehun de mínimos cuidados no trânsito, como usar cinto de segurança e não falar ao celular. E depois de anos sem se verem, reencontravam-se justamente por causa de um acidente de carro.

— Você não toma jeito — sussurrou enquanto seus dedos trêmulos passavam pela face pálida e machucada —. Eu sempre lhe alertava para ter cuidado no trânsito, e olha no que você se mete. Ainda é uma criança irresponsável.

— E você ainda é um chato reclamão. — ouviu a voz falha dizer e abriu os olhos, olhando para o ex-namorado e sorrindo — Eu senti saudades, baixinho.

— Sehun! Desde quando está acordado? Eu... Meu Deus, eu estava tão preocupado! Já ligaram para sua família? Já lhe deram os antibióticos? Trocaram seu curativo?

— Sim, eles fizeram tudo isso que você perguntou. Nossa, quantas perguntas. Pelo visto ainda continua obsessivo.

— Você é um idiota! Eu estou aqui preocupado e você me chama de obsessivo.

— Não é como se eu estivesse mentindo. Mas, mudando de assunto, por que não tratou de mim? O médico com cara de dinossauro era legal, mas confesso que esperava te ver aqui, usando aquele jaleco que te deixa igual um pingüim.

— Você é um idiota. É minha folga, mas achei que seria legal te visitar. Então, como está?

— Pelo que tudo indica, operado.

— Esqueceu de dizer que continua infantil. — riu, dando um tapinha no ombro do mais novo.

— Eu achei que já tinha dito isso. Normalmente, depois de muito tempo sem se ver, as pessoas dizem “oi, quanto tempo”, não “você é uma criança irresponsável”.

— Não é como se eu tivesse mentido. Mas, então, você tem que me contar como estão as coisas desde que a gente não se vê. Faz quantos anos? Acho que quatro.

— Ei, você vai me fazer sentir culpado.

— É a intenção. Eu me lembro claramente de você dizer que poderíamos ser amigos, assim que terminamos. Você ao menos me procurou! Seu babaca.

— Eu também me lembro de você jogando um... Era um estetoscópio? Enfim, você jogou aquilo em mim e disse que não queria ser só meu amigo.

O Do riu, constrangido. Era, de fato, um pouco esquentadinho, mas não se recordava de ter jogado um estetoscópio em Sehun. Até porque, um estetoscópio era demasiado caro.

— Acho que somos todos babacas, afinal.

Por Deus, há quanto tempo não se sentia tão seguro, tão protegido? Apenas uma conversa com o maior fazia-o sentir no paraíso. Todos os sorrisos que não fora capaz de dar por quatro anos, conseguia dar em questão de minutos, senão segundos, desde que estivesse ao lado do Oh.

Naquele dia, o plano do Do era esquecer-se de que era um médico renomado e de que aquele era seu ambiente de trabalho. Queria curtir com o ex, queria fazer tudo o que não puderam na época em que namoravam, já que estavam ocupados com suas respectivas faculdades.

Ao menos contou as horas, mas viu que em um momento, a voz do Oh não estava mais falha e ele não aparentava estar abatido. Admirava-o por ter lutado tanto para salvar a própria vida e por estar se recuperando tão bem. Ah, como amava aquele pirralho idiota.

— Ei, se você não tivesse feito uma operação importante, eu pediria para dançar comigo. Quer dizer, você está meio fora de forma, será que ainda dança como antigamente?

— Pff, eu sou o melhor dançarino que você já teve o prazer de conhecer. Considere-se muito sortudo por ser uma das primeiras pessoas que me viu dançar.

— Você é um exibido, Oh Sehun. Então, o que está fazendo da sua vida?

— Eu sou coreógrafo.

— Hm, se ainda estivéssemos juntos eu pediria para fazer uma dança sexy para mim, como nos velhos tempos. — riu, ao que mordia os lábios, lembrando-se do maior dançando para si quando namoravam.

Só então, com a risada estridente de Sehun, o mais velho notou o que havia dito. Praticamente pedira para que o Oh fizesse uma dança sexy para si. Não pôde evitar que as bochechas, antes pálidas, tornassem-se avermelhadas. Os olhos grandes arregalaram-se e os lábios em formato de coração abriram, tentando formular uma justificativa.

— Eu... Me desculpe, eu não quis dizer isso. Quer dizer, eu quis, mas não desse jeito. Você sabe de que jeito eu estou falando — parou de se explicar quando viu o loiro tentar não rir —. Ah, você entendeu!

Droga, o médico se sentia tão único, tão amado. Lembravam juntos de momentos engraçados do relacionamento que tiveram, e de como se divertiam juntos. Riam um do outro, recordando-se dos momentos em família que tiveram enquanto estavam juntos.

Como deixei ele escapar?, se questionava. Sehun era o homem perfeito que havia lhe proporcionado o relacionamento perfeito. Quando deu por si, já era quase oito horas, o horário em que as visitas deveriam ir embora. Tinha certeza de que nunca havia se divertido assim em toda sua vida.

A enfermeira já havia avisado ao Do que estava no horário de sair quando ele se pegou admirando o rosto do maior. Droga, até machucado ele era lindo.

Como eu o perdi?”

“Por que deixei Sehun escapar?”

“Ah, eu amo tanto ele!”

—Sehun, antes de eu ir... O que aconteceu conosco? Digo, por quê?

— Eu...

O Do era um pouco impulsivo, e isso fez com que não pensasse muito ao se aproximar do ex-namorado e selar seus lábios. Nem mesmo havia língua, mas sentia que era o melhor beijo de sua vida. O beijo não durou muitos segundos, porque logo recuperou a consciência e teve noção do que estava fazendo. Separou seus lábios dos do Oh, engolindo seco, sem saber o que fazia.

— Sehun, eu... Me perdoa, eu não sei o que me deu. Mas de repente nós estávamos tão próximos e eu estava com tantas saudades, e eu apenas queria sentir o gosto do seu beijo, porque eu não sentia isso há quatro anos. Me desculpa, eu... Acho que está na hora de eu ir embora.

— Kyungsoo, fica calmo. Foi só um beijo.

Naquele momento, o mundo de Kyungsoo parecera cair. Havia sentido tantas coisas, tivera a sensação de estar novamente completo. Então Oh Sehun chegara e dissera que havia sido só um beijo, ignorando totalmente seus sentimentos.

Não sabia o que falar ou como agir. No fundo, esperava que Sehun fosse o acalmar e tomar seus lábios novamente. Ah, grande ilusão.

— Sim, foi só... Só um beijo. Eu vou embora e, tome cuidado com a operação. Descanse bem e-

— Amanhã você volta? Digo, hoje foi legal e... Seria legal se a gente repetisse isso.

— Sim, eu volto. Até amanhã, Hunnie.

 

 

~*~

 

 

Riu ao perceber as lágrimas descerem por seu rosto. Fazia vinte minutos que estava no estacionamento do hospital, dentro de seu carro, chorando por causa das palavras do ex-namorado.

“Só um beijo.”

“Só um beijo.”

“Só um beijo.”

Então era aquilo que um beijo seu significava para o Oh. Enquanto para si, um beijo dele era como o céu, como uma sensação indescritível, para ele, era apenas um beijo. Será que Sehun já havia o amado?

— Do Kyungsoo, você é o maior otário do mundo.

Martirizava-se por ser tão idiota assim. O que havia dado em sua cabeça? Beijara seu ex, uma pessoa que não via há quatro anos. Pior, quando ele tinha acabado de passar por uma cirurgia. Era um egoísta idiota que só pensava em si mesmo.

Decidiu voltar para casa, afinal, era muito melhor chorar por entre seus lençóis quentinhos e tomando um pote de sorvete do que no estacionamento frio, onde sua única companhia era o ruído de alguns grilos que estavam ali.

Quando chegou em casa, não tinha forças para nada que não fosse deitar e chorar. Nada de tomar banho, nada de jantar, apenas cama e lágrimas. Nada de sorvete, nada de filmes românticos para lembrar a si mesmo como era um idiota.

Droga, quando é que havia ficado tão fraco? Tão dependente? Deus, apenas queria se esquecer daquele maldito beijo. Daqueles malditos sentimentos que cercavam tal beijo. Queria esquecer, principalmente, Oh Sehun.

Em meio à tantas lágrimas, não soube distinguir, ao certo, o momento em que dormiu. Apenas deixou que seus olhos fossem se fechando aos poucos e que as memórias fossem tomando conta de seu subconsciente.

 

Era meia noite quando havia voltado da residência no hospital. Esperava encontrar o namorado dormindo na cama do casal, com os fios alourados caindo sob seus olhos e deixando-o com uma face angelical.Sentia-se extremamente culpado ao que fazia com que o menor esperasse tanto por si ao ponto de acabar dormindo.

A sala estava escura, o que sinalizava que Sehun estava dormindo. Foi em direção ao seu escritório, assustando-se ao ver o loiro sentado em sua cadeira, lendo um de seus livros didáticos. Estranhou ao ver que no rosto do maior não havia nenhum resquício de felicidade ou de outros sentimentos positivos.

— Sehun, que susto! Desde quando se interessa por medicina?

— Eu não me interesso — deu um sorriso fraco, fechando o livro —. Eu te esperei porque precisamos falar de algo sério.

— Está me deixando assustado, do que quer falar?

— Do nosso namoro.

— Você é direto. Pode falar.

— Não está dando certo, Kyung.

Se, a esse ponto, o menor já não estivesse sentado numa das cadeiras do escritório, teria caído. Namoravam desde o ensino médio e do nada Sehun chegava em si, dizendo que deveriam terminar? Não, aquilo não podia ser real.

— Calma, o que você disse?

—Eu estou trabalhando, você está trabalhando, não temos tempo para namoro. Nós mal nos vemos durante o dia, Kyungsoo! Estamos deixando esse relacionamento virar algo mecânico! Por favor, tente me entender!

Demorou a formular uma resposta, já que as lágrimas caíam insist entes e atrapalhavam seu raciocínio.

 — Te entender? Não somos os adolescentes de anos atrás, Sehun! Ninguém te disse que seria daquele jeito para sempre, e na primeira crise você já pensa em desistir de nós?

— Não é questão de desistir! É muita pressão, Kyungsoo! Eu não consigo!

— Acorda, Sehun! Você não é mais aquele garoto de dezesseis anos que só pensava em sexo e dança! Você tem vinte e quatro anos na cara, um emprego, contas para pagar! Deixa eu te contar um segredo, a vida dos adultos não é fácil!

— Você não entende, Kyung! É muita pressão pra cima de mim, muita coisa que eu tenho que agüentar! Já faz meses que seus pais estão enchendo meu saco pra te pedir em casamento e eu não agüento mais, é muito pra mim!

Então era aquilo? Não queria continuar o que tinham por medo de criar uma família consigo? Droga, Kyungsoo ao menos estava bravo como antes. Apenas queria se isolar do resto do mundo, pois agora tinha a certeza de que Sehun não o amava realmente.

— Sai da minha casa. Agora.

— Merda, eu não quis dizer isso! Kyungsoo, eu...

— Você é um idiota que só pensa em si mesmo! Então você vai terminar porque não quer se casar? Eu nunca te cobrei um casamento, Sehun!

— Vamos... Vamos pelo menos sermos amigos.

Como Oh Sehun conseguia ser tão cara de pau? Ser babaca ao ponto de propor aquilo! Não hesitou em pegar o estetoscópio que estava em cima da mesa e bater com ele no rosto de Sehun, sem ao menos ligar se a borracha do instrumento estava machucando o Oh.

— Amigos? Você não tem noção do que diz! Sai daqui! Sai e não aparece mais! Eu não agüento mais sofrer, Sehun! Sai, sai, sai! Me deixa, eu te odeio.

Então o Oh saiu. E nunca mais voltou.

 

Acordou suado, o relógio marcava cinco da manhã. Visitaria o Oh às duas da tarde, até lá tentaria fazer algo para distrair sua cabeça, visto que era de sua certeza que não conseguiria mais dormir. Sabia que devia ser, no mínimo, muito trouxa para visitar Sehun mesmo após o sonho que tivera.

Tentava não lembrar-se do namoro que tiveram, ou dos momentos bons que tiveram. Mas não conseguia, não quando Sehun havia voltado de modo tão impactante em sua vida Por algum motivo, não era capaz de se esquecer do beijo trocado na noite passada. Sabia que estava escrito “eu ainda te amo” em sua testa, mas não é como se pudesse evitar.

Amava tanto o Oh que não via limites no que sentia. O que dificultava sua situação é que havia apenas um dia que o havia reencontrado. Vinte e quatro horas e fora capaz até mesmo de dá-lo um beijo.

A verdade é que desde que haviam terminado, vivia como um robô sem emoção alguma. Mas foi só Sehun voltar que ficou tão maluco ao ponto de dar um beijo em sua boca. Poderia se enganar e dizer que aquele simples selar não havia significado nada para si, mas não havia por que mentir, não quando sabia que ficara, sim, afetado.

Não era tolo de negar seus sentimentos pelo Oh, não quando os manteve guardados por quatro anos. Ah, como amava aquele homem com alma de garoto e cabelos alourados cujo nome era Oh Sehun. Porém, não podia ficar todo bobo por uma pessoa que havia voltado de um dia para o outro e tinha consciência disso.

Tudo o que podia fazer era chorar, sonhar, e, principalmente, amar.

 

 

~*~

 

 

Era o último dia de Kyungsoo como visitante. No dia seguinte, voltaria à sua rotina anterior. Mais café, noites em claro, pacientes e cirurgias. Se bem que, achava que ficaria afastado da ala cirúrgica

Já havia passado alguns dias desde que o Do havia visitado Sehun pela primeira vez desde que ele havia sofrido o acidente. Quinze, para ser exato. Kyungsoo havia o visitado todos os dias, sem exceção. Sentia-se tão bem na companhia deste que estava com dó de ter que parar de vê-lo para voltar a ter de encarar seus clientes e relatórios médicos.

Odiava ter que admitir aquilo, mas encontrava-se cada vez mais apaixonado. O beijo do primeiro dia era um assunto proibido cujo não foi falado por nenhum dos dois, visando não causar constrangimento.

Sehun não havia demonstrado resquício algum de sentimentos por si. Confessava que, algumas vezes, pensava que o loiro poderia chegar em si e dizer “hey, vamos começar de novo”. Porém, não havia acontecido. O que mais lhe angustiava é que não sabia se ele estava fingindo ou falando a verdade. Lembrava muito bem de que, no inicio do namoro, Sehun era bem fechado em relação aos seus sentimentos.

Naquele dia em especial, lembrou-se de passar na cafeteria do hospital e comprar duas caixas de leite. Lembrava muito bem de que Sehun era louco por leite, um verdadeiro maníaco. Queria dá-lo o dia perfeito, algo que sempre se recordaria.

Como Sehun já não estava mais na sala de recuperação, não havia necessidade da enfermeira vigiando-os. Os pais do Oh não foram visitá-lo, estavam fazendo um cruzeiro na Tailândia. Logo ele seria liberado e não gostava de idéia de passar seus cinco dias até a alta, sozinho, já que nem sua família nem Kyungsoo viriam.

Kyungsoo entrou no quarto, acenando para o ex. Agitou uma das caixas de leite, mostrando-o. Sorriu e sentou-se ao lado deste, entregando-o uma e agitando a outra.

— Você ainda lembra? — o mais novo perguntou, rindo e bebendo um gole do liquido esbranquiçado.

O menor assentiu. Até uma simples caixa de leite traziam à tona as melhores lembranças de sua vida. A verdade era que qualquer simples objeto fazia-o recordar daquele namoro e de como Sehun era a pessoa perfeita. Na verdade, qualquer coisa era um gatilho para que o mais alto viesse à sua cabeça.

Um lápis de cor azul fazia com que se lembrasse de Sehun, já que esta era a cor favorita deste. Um papel fazia com que se recordasse de como ele gostava de desenhar. Quando tinha tempo para ir a festas, via as pessoas dançando e ria, pensando consigo mesmo que o ex-namorado dava de dez à zero nelas. Ao ouvir uma música legal, pensava em como ele ficaria ao dançar para si.

Dava risada ao ouvir as piadas sem graça deste. Dava risada, também, ao que recordavam enquanto juntos, dos momentos engraçados de seu relacionamento. Mas o sorriso nos lábios de coração do menor não era por achar graça naquilo, era por estar ao lado da pessoa amada.

— Lembra no aniversário do seu irmão, quando a gente transou no meio da festa?

— Como não me lembrar do sermão que ouvimos? ‘É aniversário do seu irmão e você fica fazendo safadeza? Ele ficou chorando, dizendo que tinham seqüestrado seu Hyung!”— riu enquanto imitava a voz aguda da matriarca.

”... E você, Kyungsoo! Eu jurava que era um bom menino e está aqui, fazendo essas coisas promíscuas!” — Riu enquanto completava a imitação do maior.

Davam risada juntos, não importava o assunto. Até mesmo sexo deixava de ser um tabu para eles. Na verdade, havia deixado de ser um tabu há muito tempo. Nada era bom demais ou ruim demais para conversarem sobre. Apenas falavam. Se não ficassem constrangidos era bom, se ficassem, paciência.

Gostavam da presença um do outro e aquilo era fato. As horas passavam mais rápidas e os momentos eram guardados em suas mentes. Gostavam tanto um do outro, ou melhor, ainda se amavam. Quem dera tivessem coragem de se declarar, quem sabe poderiam até mesmo reatar o namoro.

Sehun sabia bem como Kyungsoo se sentia em relação a si. Sabia que este ainda o amava e sabia que sentia o mesmo. Sempre sentiu. Notou, naqueles dias, que o amor do mais velho era o mesmo de anos atrás. Pequenos atos e conversas mostravam que o moreno ainda nutria sentimentos por si, como, por exemplo, no dia em que falara de todos os seus parentes, sem exceções.

Porém, tinha medo. Tinha medo de confessar os sentimentos que estavam há anos ocultos e que reapareceram em quinze dias, como num passe de mágica. Mas não podia apenas ignorar aquelas duas semanas maravilhosas, para depois seguir seu rumo. Sentia que tinha que falar com o menor, não podia guardar aquele sentimento em seu coração.

Já o médico, sentia o mesmo. Mas estava tão ocupado com seu trabalho, não queria tentar algo novo e terminar justamente pelo mesmo problema de antes. Queria curtir um namoro e ter tempo para seu namorado, sem ficar com a cara grudada no trabalho. Ria de si mesmo ao notar que criava expectativas, mesmo que sua mente lhe dissesse que não.

O dia passava sem ao menos notarem, e logo a enfermeira lhes veio avisar que estava no horário de saída. Então era aquilo? Ficaram anos sem se ver para ficarem juntos por quinze dias, e depois seguirem com a própria vida? Para agirem como estranhos?

Kyungsoo não queria, odiava chorar da frente das pessoas. Mas foi impossível conter as lágrimas grossas que desciam por suas bochechas. Deu um abraço no maior, afagando os fios loiros e respirando forte em seu pescoço. Seus braços iam em contato aos ombros largos.

— Merda, vai acabar aqui? — perguntou enquanto direcionava o olhar ao maior.

— Se eu pedir para a gente ser amigo, você vai me bater com um estetoscópio?

Kyungsoo chorou ainda mais. Ele não queria ser amigo de Sehun, ele nunca quis. Queria o posto de namorado, queria algo oficial. Queria amar e ser amado como homem, não como amigo, irmão, ou sabe-se lá o que mais. Controlou as lágrimas, dando um sorriso falho.

— Não, eu não vou. Bom, a enfermeira vai voltar para brigar comigo, sem contar que amanhã eu tenho que trabalhar cedo e você precisa descansar. Eu... Eu já vou.

Não, não, não. Sehun não ia perder aquela chance. Não ligava se passaria, novamente, noites em claro esperando o médico voltar para casa. Não ligava se iria se machucar e machucá-lo. Apenas queria sentir, novamente, o abraço quentinho dele. O beijo ardente dele. Queria sentir o fervor que sentira, por muito tempo, ao ter o corpo deste sob o seu.

Foi por isso que ignorou qualquer resquício de seriedade, sobriedade e sabe-se lá o que havia dentro de si e que dizia para que pensasse duas vezes. O menor já ia saindo, quando gritou por seu nome. Engoliu seco, olhando para ele antes de respirar e falar o que estava guardado.

— Vamos tentar de novo. Vamos fazer as coisas certas desta vez. Eu não vou te deixar escapar como antes, Do Kyungsoo. Eu tinha um amor guardado que conseguiu sair em apenas quinze dias, isso deixa mais do que claro de que você é a pessoa que eu amo.

— Sehun, você está dizendo que-

— Você é minha alma, Kyungsoo. E eu não posso viver sem alma.

O Do queria dizer alguma coisa, mas preferiu agir. Em questão de segundos, sua boca estava grudada à do mais novo, desta vez com a permissão deste. Sentia-se no céu, como se fosse um adolescente apaixonado com mil borboletas voando por seu estômago. Mordiscava o lábio alheio, sentindo o contraste dos lábios finos destes e de seus grossos.

Aliás, eram diferentes em tudo. Era frio e Sehun era quente. Era sério e Sehun era divertido. Era calmo e Sehun explosivo. Eram como água e fogo, canções de ninar e heavy metal, leite e café. Mas quem ligava? Todos diziam que os opostos se atraiam, e era a mais pura verdade.

Além do mais, eram a alma um do outro. Davam vida um ao outro. E quem precisava da mesmice de sempre quando tinham vida e alma?

Eles não.

 

 

“Quando não ficamos com nossa alma gêmea, viramos alma perdida vagando pelo mundo, tentando suprir a solidão com outras almas que também se perderam.”

 

 

 


Notas Finais


Então, o que vocês acharam? Confesso que o final ficou meio ??, mas eu fiz a capa antes de terminar de escrever, e na hora o único nome que me vinha à cabeça era "Soul", aí tinha botar alguma coisa a ver com alma ne.
Aceito elogios, criticas construtivas e podem jogar pedras se quiserem ( e que Deus permita que vocês não queiram )
Meu twitter, caso queiram me seguir: https://twitter.com/cwsulli


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