História Soul Dangerous - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lucy Hale
Tags Criminal, Drama, Família
Visualizações 149
Palavras 4.090
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


-- Desculpe mais uma vez pela demora da entrega do capitulo, mas espero que realmente gostem.

-- Tradução: Acertar as contas.

Capítulo 13 - Settle Accounts.


Fanfic / Fanfiction Soul Dangerous - Capítulo 13 - Settle Accounts.

Depois daquele comunicado do meu pai dizendo que iria viajar com Patrícia eu estava sozinha em casa desde então. Jazmyn se propôs que eu ficasse em sua casa como meu pai tinha dito, mas eu já passaria bastante tempo com ela na viagem, então optei por um pouco de paz interior. Às vezes era bom ficar um pouco isolada do mundo alheio, sem pressão de provas escolares, sem as provocações de Bieber, sem aquela coisa de mensagens restritas. Eu tinha plena consciência que a pessoa continuava a mandar mensagem para mim, porém eu achei melhor não abrir mais, iriam me deixar louca com o passar do tempo, bem mais louca do que estava começando a ficar. Que tipo de pessoa mandava mensagens sem se aparecer? Descrevendo-te toda, isso me causava pavor, me fazia questionar-me todas as noites quem poderia ser. Eu até mandei uma resposta, perguntando quem poderia ser, mas tudo que recebi foi outra descrição de como estava. Então foi com essa resposta que desde então eu não abri mais nenhuma mensagem, apenas sabia que elas chegavam através das notificações.

Meu ano novo chegou, todos marcaram de sair em uma balada e no final da noite fomos até o pico mais alto da cidade, aonde todos vimos os maravilhosos fogos de artifícios se explodindo sobre o céu. Dez dias depois estava eu aqui, arrumando minha mala de viagem para embarcar rumo ao Canadá, pais onde Justin e seus irmãos nasceram. Eu não entendia o motivo de Justin ir, na noite de natal ele não parecia gostar muito de seu pai, cujo nem o nome sabia. Deixei minha mala preta com detalhes dourados no hall da casa, e subi as escadas rapidamente, tomei um banho relaxante, pois ainda tinha tempo suficiente antes de alguém vir me buscar. Eu sinceramente não sabia de quem poderia se tratar. Ao terminar meu banho, claramente eu vesti uma roupa intima logo em seguida coloquei uma calça jeans em uma lavagem mais escura, logo uma blusa branca regata um pouco longa, e por cima um colete jeans, sentei-me na beira da cama e calcei meu sapato, sendo esse em uma tonalidade preta.

Passo algo básico em meu rosto, e quando estava passando meu perfume uma buzina ecoa pelos meus ouvidos. Pego minha mochila com as coisas mais frágeis e a coloco em meu ombro, assim saiu do meu quarto o fechando por completo. Desci as escadas e puxei a alça retrátil da mala preta e assim caminhei para a porta. Abri a mesma me deparando com Justin e todo seu estilo despojado.

 – Pensei que Jazmyn ou Jaxon viria me buscar. – entortei o nariz em uma careta.

– Está insinuando minha companhia é péssima, senhorita Jackson?

– De maneira alguma! – digo dando um pequeno sorriso e entrego-lhe a mala, recebendo um olhar confuso. – O que? Achou mesmo que eu iria carregar á mala até o carro?

– Não, só...

– Vamos Justin... Nosso voo sai as 13:30hrs.

Posso ouvi-lo bufar e assim que o mesmo me dá as costas carregando a mala, eu tranco á porta de casa, logo o seguindo, até seu carro perfeitamente límpido e bonito. Abro a porta da frente me acomodando no banco de couro e assim que Justin toma seu lugar ele começa á dirigir para o aeroporto. Ao meio do caminho eu já me sentia um pouco inquieta com tudo, precisava saber o motivo de Justin citar o pai de maneira tão raivosa na ceia de natal.

– Porque você não se dá bem com seu pai?

– Aposto que foi Jazmyn que contou-lhe sobre isso né?

– Não! Eu tirei minhas próprias conclusões. – ele se distrai da estrada, agora me olhando com uma sobrancelha arqueada. – Na ceia de natal você não pareceu ter uma ótima relação com ele.

– Você não deveria sair por ai, tirando conclusões da vida das pessoas. – pareceu incomodado ao falar.

– Se não quiser dizer, eu entendo.

Ele respira fundo, retornando sua atenção á estrada.

– Eu tinha sete anos quando eu pude presenciar á primeira briga dos meus pais. Ele tinha chegado tarde do serviço, trabalhava em uma maldita estufa de carros no Canadá. Naquela noite minha mãe tinha ligado para ele três vezes, ele não atendia. Chegou em casa completamente bêbado, fez acusações para minha mãe, xingou-a e por fim bateu nela. – olhava para Justin, captando sua expressão. – Aquela não fora á única vez que ele bateu nela. Minha mãe vinha apanhando, anos após anos e aguentando calada.

– E porque ela não se separava dele? – o interrompi e como resposta recebi um olhar desaprovador. – Desculpe, vou ficar calada.

– Meus avos sempre disseram que Jeremy não era homem para minha mãe, que ela ter engravidado não queria dizer que ela precisava se submeter a morar com ele, meus avos iram dar toda assistência para ela. Mas, minha mãe era apaixonada por meu pai, nisso se casaram e depois de anos ele começou a bater nela. Minha mãe sempre foi orgulhosa, preferiu ficar apanhando dele, a se mudar para á casa dos pais e viver longe daquele inútil. – ele para um pouco e depois continua. – Só que eu vim crescendo, cada vez mais eu presenciava aquelas cenas e como uma mistura de raiva e ódio que fui ajuntando de Jeremy eu avancei para cima dele quando ele chegou com uma prostituta em casa e xingando minha mãe dos piores nomes. Ela não merecia ouvir aquele tipo de coisas, Jeremy pode ter uma cara de pessoa boa, mas na verdade, é um lixo de gente.

– Porque está indo vê-lo se não o suporta?

– Para jogar na cara daquele imundo, que estamos melhores sem ele.

Podia sentir as palavras saírem de sua boca de maneira amarga. Justin sentia um ódio inexplicável do pai, isso ninguém poderia negar. Enquanto ele contava o ocorrido da separação da mãe e do pai, podia ver que ele travava seu maxilar, marcando sua pele em pequenas ondas do músculo. Preferi não dizer nada, odiava quando todos citavam um “sinto muito”, quando contava algo da minha família, algo que fosse triste. As pessoas não sentiam, nunca irão sentir, apenas dizem para confortar o coração alheio, apenas para dizer que se importa, mas no fundo, é mentira.

Quando chegamos ao aeroporto, não precisamos despejar as malas, segundo Justin, todos usariam seu jatinho, o que era bem mais confortável do que o avião com centenas de pessoas. De fato ele estava certo. Seu jatinho era todo branco por fora e tinha um brilho bonito, denunciando que o mesmo tinha sido lavado e polido horas atrás de estarmos embarcando no mesmo. Seu interor é com poltronas macias em cor dourada, às paredes brancas com detalhes de cinza. Tudo foi uma tranquilidade, algumas vezes todos que estavam ali sendo: Justin, eu, Caitlin, Ryan, Jazmyn, Jaxon e Charles, falávamos algumas coisas. Caitlin diz que Christian e Natasha não poderão vir por motivos maiores, deixando claro que esses motivos maiores eram por conta da faculdade de Natasha que não podia deixar de frequentar por algumas semanas.

Chegamos ao Canadá depois de algumas horas, e como éramos sete pessoas, nos dividimos em dois grupos ficando Ryan, Caitlin, Charles e no outro Eu, Justin, Jaxon e Jazmyn. Não demorou para que chegássemos na residência do pai dos Biebers que ali estavam, todos calados.

– Não vejo á hora de comer aquele bolo, da mamãe. – Jazmyn disse empolgada ao ver Justin estacionar o carro em frente á uma residência grande.

– Af, Jazzy, só pensa em comida. – Jaxon reclamou e em minha mente eu dizia que Jazmyn estava sendo afetada pela comilança de Charles. Isso que dava andar com uma pessoa que só pensava em comer.

Ambos saíram do carro e eu estava pronta para descer também, porém Justin estava quieto e estático em seu banco do motorista, me fazendo enrugar minha testa questionando o motivo por ele nem se quer levantar, sendo que já havíamos chegado, até mesmo Ryan que acabara de estacionar o carro na frente do seu, estava saindo do veiculo, mas Justin ainda continua sentado, olhando para frente.

– Não vai descer? – perguntei antes de sair.

– Preciso dar uma volta antes de encarar ele. – ele diz calmo.

– Hum... Quer que eu vá? – pergunto um pouco acanhada de sua resposta.

Diferente do que eu achava que Justin poderia dizer, ele apenas virou seu rosto para mim e depois de um bom tempo disse:

– Quero.

Esbocei um sorriso castro e assim ele esperou que Jazmyn e Jaxon tirassem as coisas do porta-malas, e sem avisar ele saiu com o carro em direção seja lá onde. A cidade era mil vezes melhor do que por fotos que já vi pela internet. Confesso que não hesitei em dar uma leve pesquisada na cidade de Stratford, principalmente onde era localizada. Seria adorável passear pela cidade onde Willian Shakespeare nasceu, imagina só quanta historia que aquela cidade trazia.

– E então aonde iremos? – perguntei.

– Vou te levar ao Lago Erie. – é tudo que ele diz, antes de acelerar seu carro.

Embora Justin dirigisse feito um maluco em uma rua quase sem pessoas, eu gostava de sentir a velocidade que seu carro ia. Não é algo que eu ame, mas corridas sempre me fascinou, sentir o vento batendo, as coisas fora do carro passar através de um borão era ótimo. Assim que ele estaciona, posso ver um lugar calmo, com poucas pessoas andando pelo gramado muito bem cuidado aparentemente. Saímos do carro e eu fechei a porta do mesmo, assim caminhei ao lado de Justin ate que ele parasse com suas mãos no bolso da calça quase na beira do lado que tinha uma coloração límpida.

– É lindo aqui. – digo após sentir uma brisa fria atingir minhas bochechas.

– Sim, é. – ele se senta no gramado e eu aproveito para fazer o mesmo. – Quando eu sai do Canadá para morar em Atlanta, esse foi o ultimo lugar que visitei, antes de embarcar para uma vida nova e longe de Jeremy.

– E porque quis vir primeiro aqui? – juntei minhas pernas abraçando as mesmas.

– Precisava de algo calmo, para enfrentar alguém que não vejo á anos. Eu sinto que para Jeremy eu não sou seu maior orgulho apesar de ser o primogênito. Sei que ele gosta mais de Jazmyn e Jaxon.

– Ele pode ter mudado Justin. Ter se arrependido.

– Se ele tivesse se arrependido, ele teria ligado, mandando uma mensagem ou até mesmo ter ido pedir desculpas pessoalmente. Mas tudo que ele fez foi fazer dois filhos e se casar com outra, esquecendo que ainda tinha um filho. E por ironia mandou os filhos estudarem e morarem na minha cidade. – ele diz olhando um ponto fixo do lado, o por do sol que estava se pondo. – Não pense que eu odeio Jazmyn e Jaxon, mas é complicado saber que ele construiu uma família com facilidade, e não sente remorso do que fez.

Confesso que era uma grande novidade ouvir aquelas palavras de Justin. Ele não parecia ligar para o que o pai pensava muito menos para o que os outros pensavam. Mas enquanto ele tinha aquela mascara de forte e de um homem que não ligava para os sentimentos, por dentro ele ainda chorava por uma desculpa do pai que não se importou com ele e nem com a mãe.

– Não conheço seu pai, nem passei pelo o que você passou, mas sei que independentemente do que possa acontecer quando você chegar, eu sei que você é capaz de erguer á cabeça e mostrar que cresceu e que não é o menino desamparado de antes. – minha mão foi ate seu rosto puxando seu queixo para o lado deixando que Justin tivesse agora o rosto virado para mim. – E se você precisar eu te empresto meu colo para você chorar.

– Por que eu deveria acreditar em você? Você me odeia.

– É eu te odeio, mas não quero seu mal. – digo soltando uma risada baixa.

– Como pode me odiar e não querer meu mal, Claire?

– Eu não sei Justin. Não faz pergunta difícil. – digo soltando seu queixo e virando meu rosto para frente, sentindo a brisa agora vir com mais força. – Se eu soubesse que esfriaria tanto, tinha trazido uma blusa.

– Você que é fresca. Nem esta tão frio. – olhei para ele e fechei a cara no mesmo instante.

– Justin você esta com uma jaqueta e eu não. Então cala a maldita boca. – bufei o vendo rir. – Por que está rindo idiota?

– Você brava é hilária.

– Você deveria me dar sua blusa.

– Por que? A blusa é minha. – reviro meus olhos.

– Porque isso é um gesto de cavalheirismo. – digo como se fosse obvio.

– Não sou cavalheiro! – ele da de ombros e eu o olho chocada.

– Foda-se, me da à blusa Bieber. – ele negou com a cabeça e eu avancei nele exigindo sua jaqueta, porém ele segurou meus pulsos e rolou comigo na grama ficando em cima de mim, deixando meus braços acima da cabeça. – Você não é tão leve assim, sabia?

– Você é bem chata sabia?

– Mas você gosta! – sorri de modo covencido.

– Quem disse? – ele diz com sarcasmo.

Desvencilho meus pulsos de sua mão fazendo agora ele se apoiar na grama. Seus olhos castanhos claros ainda me olhavam esperando por minha resposta, molhei meus lábios devagar e assim minha mão pega na sua jaqueta o puxando mais para baixo, deixando agora seu rosto próximo ao meu.

– Vai negar Bieber? – digo e logo em seguida mordo meu lábio devagar. Sabia que ele tinha seus olhos nos meus lábios e isso foi crucial para que ele me beijasse.

Era impressionante como o alvoroço estava ali novamente. Sua língua percorria pela minha boca de maneira lenta e deliciosa. Troquei as posições na qual estávamos, pois eu gostava de sentir suas mãos em mim, era algo que fazia meu corpo entrar em chamas. Eu não sabia o que Bieber tinha, mas de qualquer forma, era bom de mais. Seu beijo, assim como sua pegada, era algo que me contagiava. Ele se sentou na grama e assim eu entrelacei minhas pernas na sua cintura, e com minha mão em sua nuca, eu o trouxe de encontro á mim. Como se lesse minha mente, ele não hesitou em suas mãos bobas, o que me faz intensificar nosso beijo, enquanto meus dedos raspam por sua nuca. Sentia meu pulmão necessitado de ar, e então eu afasto nossos lábios, tomando um pouco de ar assim como ele.

Abri meus olhos vendo seus lábios avermelhados, pela intensidade que nosso beijo levou. Justin também olhava para mim, e vendo-o lamber seus lábios um pouco inchados e vermelhos, me faz piscar algumas vezes, céus como ele podia ser tão beijável naquela proporção? Não espero por mais um minuto, para que eu possa estar o beijando novamente, e Justin não hesita em apertar minha bunda com força, sem se importar se tinha pessoas passando por nos. Eu também não me importava, apenas queria sentir aqueles lábios e suas mãos grandes e firmes em mim. Podia parecer loucura, mas eu estava me viciando em seus beijos quentes e intensos, em seus toques que muita das vezes me fazia imaginar nos dois em algo mais intimo.

– Onde estavam? Por que saiu sem antes nos avisar Justin? – as perguntas de Jazmyn fizeram com que eu e Justin empacássemos na porta da casa do pai do mesmo.

– Há Jazmyn, pelo amor de Deus. Chega de pergunta e deixa nos entrar. – Bieber diz um pouco irritado com as perguntas da irmã mais nova.

A mesma bufou com as especulações do irmão mais velho e liberou a passagem, Justin passou direto me deixando para trás e tudo que sobrou para mim foi uma Jazmyn curiosa e segurando meu pulso.

– Nem pense. Pode me contar agora o que andou fazendo com meu irmão todo esse momento. – ela semicerrou seus olhos, mas logo esboçou um sorriso. – Me diz que estão namorando, por favor.

– Que? Jazmyn, não viaja. – riu com ela toda agitada com ideia.

– Há qual é, vocês vivem se pegando. Deixa-me sonhar um pouco horas. Mas vai me diz, o que fizeram a tarde e o começo da noite? Por que eu sei que vocês não ficaram jogando um jogo idiota das 15:00hrs da tarde até as 20:30hrs. – ela confere o horário em seu relógio.

JUSTIN BIEBER P.O.V

De fato ter passado um bom tempo fora de casa, antes mesmo de dar de cara com Jeremy, foi uma opção plausível a meu ver. Não precisar encarar a fase dele logo de cara quando chegasse ao Canadá era tudo que eu mais precisava. Ao invés disso estava fazendo coisas melhores, como dar uns pegas em Claire. Apesar de ser chata e metida, era gostosa e beijava bem, isso é o que realmente me importava no momento.

– Justin... Até que enfim chegou, meu filho. – a voz grave tinha mudado, mas a falsidade não. Ver Jeremy depois de tantos anos era uma coisa meio que chocante. Ele não parecia sentir nenhum remorso do que vez com minha mãe e comigo.

– Oi. – é tudo que eu consigo dizer, ao passar por ele.

– Que horror de oi. – ele diz, mostrando-se horrorizado. – Como vai sua mãe? Por que ela não veio?

– Jeremy, não precisamos fingir ser uma família feliz como antes. Até porque veja só... – abro meus braços observando o corredor que interligava a cozinha e a sala de jantar. – Estamos a sós.

– Não entendo Justin. – ele se faz de idiota e se não fosse por uma mulher morena adentrar no recinto eu teria acertado-lhe um soco em no meio de sua face. Ele merecia.

– Olá... Deve ser o Justin, né? – ela questiona olhando-me cima a baixo. – Prazer... Sou Cristal, mãe de Jazmyn e Jaxon, é um prazer recebê-lo em minha casa.

– Obrigado, Cristal. – era tão estranho ter aquela mulher sorridente para Jeremy, fazia me perguntar se ele já a traiu ou bateu nela. – Pode-me dizer onde seria meu quarto?

– Claro querido. – ela diz sorridente mais uma vez. O que essa mulher tem?

– Ainda precisamos conversar Justin. – Jeremy diz assim que estou de costas.

– Quem sabe outra hora.

Apesar de ser a casa dele, eu estava pouco me importando para ele. Era inútil eu estar ali, mas eu iria fazer a vida de Jeremy um belo inferno no meio tempo que ficaria ali. Quem sabe provocar uma bela briga entre a mulher e ele? Não seria sacanagem com Jazzy e Jaxon, de fato não, apenas uma pequena e prazerosa vingança com Jeremy.

A noite tinha caído no Canadá e todos, menos Jaxon que saiu com uns amigos mais cedo, resolveram irem a uma boate, eu não á conhecia, pois quando eu morei aqui, não entendia muito sobre essas coisas de baladas e noites com bebidas e garotas, nem para isso Jeremy serviu na minha vida.

– Mulheres demoram muito. – Ryan se jogou no sofá. Ele vestia um jeans despojado claro e uma camiseta preta, no pé usava um tênis baixo.

– Pode apostar que quando vê-las, você ira agradecer cada segundo de espera. – Charles comenta, bebendo seu uísque. Ele vestia um jeans preto e uma camisa social azul, nos pés um tênis azul que chamava atenção.

– Como foi com ele? – Ryan pergunta ao me notar calado demais. Ele falava de Jeremy.

– Normal. – digo e me levanto colocando em cima de uma mesinha meu copo.

– Normal? – Charles curioso, como sempre. – Normal tipo bizarro ou normal tipo normal?

– Há Charles, normal. – disse o obvio.

Podia ouvir tilintares de saltos no andar de cima. Logo pela escada quem passou foi Caitlin. Ela estava linda. Seu corpo exibia um belo vestido preto com mangas longas, mas que tinha um decote provocante na frente. Em seus pés um clássico em tom nude, combinando com seus brincos grandes. Não era a toa que Beadles cursou moda, ela é uma das mulheres mais elegantes que conheci. Jazmyn descia atrás com uma bota a altura do joelho e algo que me lembrava como uma blusa mais larga que o corpo dela pedia. Seus cabelos estavam soltos e volumosos deixando aquele ruivo natural, ganhar vida do visual dela. Já Claire usava algo de renda na parte de cima e sua saia de coro tinha uma fenda na coxa, deixando a mesma exposta, em seus pés uma sandália delicada. Posso dizer que ela fizera uma escolha plausível diante do corpo que tinha. A fenda a trouxe um ar sensual e muito provocante, quem a visse daquela forma, não diria que ela tinha dezesseis anos.

– Eu não disse que era bom esperar. – Charles diz admirando, especialmente Jazmyn.

– Tá, agora já podemos ir. – digo.

Ryan puxou Caitlin para fora dando alguns beijos na namorada que realmente estava linda, Charles cochichava com Jazmyn e eu me aproximo de Claire.

– Esta gata, Claire. – disse olhando para ela.

– Obrigada Bieber. – ela sorri. – Espero que eu vá com você hoje.

– Esta se alto convidando para que eu te leve? – dei uma risada.

– Claro, sua presença é agradável. – ela piscou e apertou o passo passando em minha frente andando de maneira graciosa. Era impressão minha ou ela estava flertando comigo?

Chegamos à boate e por pagar uma boa quantidade de dinheiro ao segurança furamos a fila. Eu não era dono e não queria ficar em uma fila no frio. A boate era jeitosa, mas não se comparava á minha. Escolhemos uma área vip por querer um pouco mais de privacidade e conforto da multidão lá em baixo. Como estávamos em uma área com poucas pessoas, as garçonetes que nos serviam, nos facilitando á não ter que ir á um bar. Sentamos em um banco meia lua, e assim que uma musica com batida de rap e eletrônica começa a soar pela festa, Ryan e Caitlin somem, e depois é a vez de Charles chamar Jazmyn para dançar.

– Não é estranho Charles e Jazzy, andando todo dia juntos? – pergunto a Claire, após dar um gole no moonshine.

– Não. – ela responde.

– Lógico que é. – prontifiquei. – Ele nunca foi grudado a ninguém, a não ser comida, e nos últimos dias só da Jazmyn.

– Qual o problema? – ela questiona. – Eles fazem um casal lindo.

– Lindo até Charles achar uma gostosa e se enfiar em um banheiro e transar com ela. – digo e ela aparece assustada com a declaração. – Que foi? Ele só tem cara de santo, baby.

– Mas você se importaria se ele estivesse namorando sua irmã? – estreito os olhos.

– Sim. Somers é um vadio.

Ela assentiu bebendo a bebida que tinha em seu copo. Olhei para a pista de dança procurando por Charles e Jazmyn. Se estivessem dançando não me importaria, mas se ele der em cima dela, eu o mato. Ele era como eu, porém não respeitava a mulher que estava namorando. Em seu primeiro namoro, Somers se demonstrou todo afetuoso, mas foi só sairmos para uma noite dos homens que ele se enrabichou com um rabo de saia barato. Traia a namorada tola na cara dura, e eu não quero que minha irmã passe por isso.

– Justin? – a voz de Claire soa e eu a olho.

– O que?

– O que esta olhando?

– Vendo a libertinagem de Charles. – dou de ombros.

Volto minha atenção para a pista de dança no andar de baixo e o que vejo não me agrada. Como ele podia fazer aquilo?  Charles não podia estar beijando Jazmyn bem ali debaixo do meu nariz. Ele deveria saber que eu o mataria caso soubesse. Apesar de Jazzy ser minha meia irmã, ela ainda é minha irmã. Minha única irmã. E Somers iria se considerar um homem morto, a partir de hoje.

– Eu mato o Somers.

Foi tudo que disse antes de sair do banco e passar por Claire que gritava meu nome tentando me parar. Eu não daria ouvidos á mesma naquele momento. Tudo que eu queria no mento era acabar com a festa de Somers. Ele não tinha um pingo de vergonha na cara? Jazmyn é minha irmã. Ele devia a respeitar e não a fazer de uma vadia barata. Antes de chegar até eles eu sinto uma mão me puxar, fazendo-me desequilibrar.

– Pare! – ela disse recuperando o fôlego. – Ela gosta dele Justin, estará sendo um idiota estando indo lá.

– Não interessa. Você não conhece o Charles, não sabe o que ele já fez com as namoradas dele. Eu jamais me perdoaria se ele fizesse o que fez com Jazmyn. – larguei a mão dela da minha camisa e me distanciei. – Não se intrometa, não é da sua conta.

Eu virei às costas para ela e puxei Charles pela gola da camisa social que ele usava. Ele me olhou assustado e tudo que faço é o arrastar para uma parte isolada da boate. Não queria uma confusão, não queria chamar atenção das pessoas, apenas queria acertar as contas com meu adorável amigo.

WinterDreams


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...