História Soul Mate - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Soul Mate, Soulmate
Visualizações 3
Palavras 951
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Soul Mate


Fanfic / Fanfiction Soul Mate - Capítulo 1 - Soul Mate

Pousei a minha cabeça sobre o travesseiro e fechei os meus olhos. No segundo seguinte, já estava dentro daquele mundo a que toda a gente chama de sonho.

Foi só esperar um bocado para que um moreno aparecesse do meu lado.

Sorri-lhe e ele logo retribuiu.

—Sabes, pensei que tivesse que esperar meia hora por ti que nem nos outros dias.

—Como se eu demorasse! – Falei. Seus olhos azuis desviaram-se do meu olhar para o lado esquerdo, fazendo-o olhar assim em frente.

—Não... É que, sabes, enquanto eu costumo esperar por ti, sou obrigado a dormir até no próprio sonho! Exatamente aqui! – Falou enquanto apontava para o chão.

—Pára de ser pessimista! – Falei entre pequenas e fracas risadas.

—Eu estou apenas a falar aquilo que tu me fazes passar durante duas horas!

Continuámos a conversar. Jason conseguia ser bem engraçado. Completamente o oposto de Jayden, o popular que se faz a mim só porque tenho um corpo e um rostinho bonito. De certeza que não sou mais do que isso para ele!

Já Jason... Começámos a ter estes encontros noturnos à mais ou menos um ano. E já falávamos um com o outro como se tivéssemos crescido juntos!

E decerto que ele não me vê só como um rostinho bonito e encantador.

E, com ele, é tudo espontâneo. Houve uma vez que quase aconteceu algo entre nós, coisa que nunca ira ocorrer com Jayden.

Talvez seja por isso que andemos a agir estranhamente perto um do outro.

Mas, diga-se de passagem, com ele, as horas passam rápido. Dava até vontade de, quando eu voltasse a abrir os olhos, o visse ali, deitado do meu lado.

Mas não era isso que acontecia.

A noite inteira passou num piscar de olhos. Jason fazia-me rir a todos os segundos. Pessoa mais perfeita que ele talvez fosse impossível de existir.

Ele próprio estava feliz como nunca o vi.

Talvez ele estivesse a preparar algo. Mas o quê?

O som do despertador ecoou. Hora de abrir os olhos para mais um dia na minha fútil vida!

Ergui-me lentamente, coçando ligeiramente meus olhos.

Vesti algo básico. Tal como a minha vida. Básica e simples, acompanhada de nada demais.

Desci as escadas e entrei na cozinha. Minha mãe preparava o pequeno-almoço.

Eu devo ter entrado pela porta com um sorriso bobo estampado em meu rosto, pois a mulher logo se virou para trás a perguntar-me se era de novo o "ele".

Eu nem respondi, pois já sabia o que ela iria falar de seguida. Simplesmente peguei em algo para acabar com a minha fome e voltei para cima, para o meu quarto.

As únicas quatro paredes que nunca me julgariam por acreditar que algum dia o encontraria. Ou as únicas que jamais me dirão que Jason é apenas um rosto criado pelo meu subconsciente para me entreter durante o sono.

Passei a manhã inteira a ouvir a chuva bater abundantemente no vidro da janela de meu quarto, enquanto a via cair do tejadilho até ao chão de cimento.

Mas mesmo assim, concentrada no som da força da àgua, consegui ouvir o meu pai abrir a porta e entrar em casa.

Talvez tenha reparado mais na sua chegada por causa do seu grito, a chamar-me.

Mas, quando cheguei à sala, os meus pais estava ambos sentados no sofá. Seus rostos carregavam uma expressão diferente da normal. Triste, desapontada talvez. Mas o que fez o meu corpo gelar e arrepiar-se completente foi quando a minha mãe proferiu as seguintes palavras:"Precisamos de falar.".

Me sentei do lado dos dois, esperando o pior desta conversa.

—Filha... – Começou ela. – Eu e o seu pai estivémos a falar e achamos que é melhor você... – Franzi a testa, permitindo que ela continuasse. – Cuidar-se.

—O quê?!

—Sabe. O cara de que só falas. O tal Jason. Tememos que ele não seja real. – Desta vez, foi a hora de o meu pai se pronunciar. – Talvez ele seja apenas um esboço de sua mente para te manipular. Mas insistes em que ele é real. Caroline... Esse "moreno" não é real.

—Estão a chamar-me de louca? É isso?

—Não, filha...

—Não. Não quero ouvir mais nada! Chega! Se me acham louca, digam logo que não me querem como filha! – Levantei-me rapidamente do sofá e saí de casa.

Corri pela enorme rua, rumo ao local em que eu sempre ficava. Onde eu refletia sobre tudo e desabava em lágrimas, pensando que isso talvez me ajudasse.

A chuva caía sobre os meus fios dourados de cabelo. Lágrimas escorriam-me pelo meu rosto.

Eu nem acreditava no que tinha acabado de ouvir.

Preciso de o encontrar.

Preciso de encontrar o meu 'Soul Mate'.

Preciso de encontrar o Jason.

Mas e se, ele não for real?

O que eu estou a pensar?! É claro que ele é real!

Meti-me em baixo da enorme árvore, o que impedia que a chuva caísse ainda mais sobre mim, por causa da sua folhagem densa.

As lágrimas acalmavam agora um pouco. Fechei os meus olhos e respirei fundo.

Porque é que eu lhes contei?

Porque é que eu fui falar para eles?

Senti uma mão pousar sobre o meu ombro direito. Abri os olhos e voltei-me para trás, dando de caras com um vulto de cabelos castanhos, completamente molhados por causa da chuva, e um par de olhos azuis hipnotizantes.

—Caroline? – Eu conhecia aquela voz.

—Jason? – Foi a única coisa que eu consegui dizer. Ele existia. Estava mesmo à minha frente. Com os seus cabelos castanhos e os seus olhos azuis. Pela primeira vez, vi-o fora de um sonho.

—Finalmente te encontrei. – Falou. Abracei-o logo em seguida. Eu precisava de alguém do meu lado naquele momento. E esse alguém era ninguém mais, ninguém menos que Jason.

O meu Soul Mate. 



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