História Soul Stone - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Agents of S.H.I.E.L.D., Capitão América, Deadpool, Demolidor (Daredevil), Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Homem-Formiga, Inumanos, Os Vingadores (The Avengers), Pantera Negra, Quarteto Fantástico, X-Men
Personagens Adam Warlock, Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Personagens Originais, Phillip Coulson, Sam Wilson (Falcão), Scott Lang, Sharon Carter (Agente 13), Skye, Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Steve Rogers
Tags Joias Do Infinito, Romance, Thanos, Vingadores
Visualizações 32
Palavras 6.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AAAAA Capítulo 10!!! É para se emocionar mesmo, gente. Eu que não esperava chegar no terceiro, já estou no décimo sendo essa minha fanfic mais xodozinho eveeeerrr!

Dedico o capítulo à Alucard, que a conheci através dessa mesma história e hoje somos bem amiguinhas, em nome de Odin e Peggy, amém. Ela também beta meus capítulos e surta comigo nesse Universo de Heróis.

O capítulo ficou grande? Ficou. E confesso que o escrevi em uma única noite porque estava com saudades, e como assisti Thor: Ragnarok, um balde de inspiração caiu sobre minha cabeça.

Espero que gostem e comentem fantasminhas, além de ser muito importante para a história, me ajuda a continuar firme e forte. Quem quiser favoritar ou recomendar, sinta-se abençoado por mim, Ellie e Steve. Vamos recebê-la de braços abertos e vários mimos.

Beijos e boa leitura.

Capítulo 11 - Capítulo 10: Cavalaria Na Cidade.


Ele não entendia.


Rogers sentou na poltrona e Bucky no sofá à sua frente. Ele havia tomado banho e vestido roupas secas que eram do Capitão; uma blusa leve e marrom que disfarçava os músculos volumosos, assim como uma calça jeans surrada e a jaqueta de couro. Barnes não trazera mala ou bolsa. Ele não tinha nada, somente seu nome, sua história, e Steve.


As duas íris azuis do loiro vagavam pelo ambiente. Embora demonstrasse felicidade em ver os amigos, intimamente, não entendia o porquê de James ter saído antes do previsto de Wakanda. T'Challa havia o oferecido abrigo em um dos lugares mais seguros da terra, e agora, ele estava novamente em seu país de origem, onde era procurado.


— S.H.I.E.L.D. — respondeu James. Já havia notado a inquietude na face do homem. — Eles disseram que precisavam ir ao país, e Sharon nos avisou. T'Challa conseguiu contato com a Romanoff que me buscou e trouxe até a você. É a única pessoa que confio, Steve. Não poderia ficar com mais ninguém — comentou.


O Capitão passou uma das mãos embaixo do queixo e olhou fixamente para o amigo, sabia que ele ainda lutava internamente contra os resquícios de maldade que a HIDRA induzira-o a cometer quando era o Soldado Invernal. Confiar nas pessoas, assim como o próprio líder da equipe dos Vingadores Secretos, era algo difícil.


Eles eram homens fora de seu tempo, mas não fora de si.


— Eu vou fazer o meu melhor para mantê-lo seguro, amigo. — afirmou Steve. Seu coração cheio de afeto e carinho pelo parceiro ainda pulsava forte. Bucky sempre o ajudou quando eram garotos e seria sua vez de retribuir. Não por um tempo, mas enquanto estivesse vivo.


Steve correu os olhos por seu braço de metal, coberto pelo couro escuro, deixando somente os dedos reluzentes à mostra.


— Adamantium? — perguntou.


— Sim. — Ele sorriu e o ergueu na altura da cabeça, levantando a manga da blusa até o cotovelo, e posteriormente, movimentando os dedos até fechá-los em punho. — Tão forte e resistente quanto o outro. Eu tenho o metal mais poderoso da Terra como um braço. — O abaixou e respirou fundo, um pouco satisfeito por ter perdido o outro, não queria olhá-lo e lembrar da organização nazista. Essa nova parte do seu corpo também representava uma nova caminhada. — E você? O que tem feito aqui? Barton avisou que estava demorando para voltar.


— É complicado. Eu achei que a joia estivesse guardada em alguma caixa, mas para minha surpresa, tinha se alojado nela... — Ele apontou para o seu próprio peitoral e James levantou as sobrancelhas. — Ela é a própria contenção da joia. Eu ainda não disse diretamente, mas o fato de ser a escolhida para abrigar essa pedra faz dela um ser importante. Um humano normal não conseguiria suportar tamanho poder — suspirou. — E ainda tem problemas com confiança desde que o pai sumiu. Não a julgo, e acho que posso convencê-la futuramente a ir até nossa nova base.


— Futuramente? Se isso é tão importante, não só ela como você, estão correndo perigo. É uma pedra cósmica e a ameaça pode vir dos céus também, Steve. Wanda me atualizou das últimas notícias — explicou-se.


— Eu já pensei nisso, Bucky, a ameaça pode vir e destruir quem ela ama: Doss e Claire, seus amigos; Sam, o irmão caçula e a mãe, Maria, e mesmo que não tenhamos vínculo direto, eu e você. Estamos na linha de frente, soldado. E eu acho que ela ainda não percebeu o tamanho da destruição que pode causar ou que pode ocorrer ao seu redor. Não posso forçá-la a ir comigo.


— Eu te entendo. Você já sabe o que fazer depois que ela aceitar, se aceitar? — questionou Bucky.


— Não posso enviá-la a um hospital e pedir para médicos fazerem uma cirurgia. Não sei como a joia vai reagir, às vezes tenho impressão que as vidas coletadas dentro dela a controlam até o momento em que serão controladas... por ela.


O clima de tensão espalhou-se como um vírus e só foi quebrado quando a Romanoff entrou no local — que já estava com a porta aberta.


— Vou contar para o Stark que está o traindo, Steve — zombou. Ele revirou os olhos e sorriu fraco, a nova loira não perdia uma piada. Ela se aproximou da dupla e sentou ao lado de Bucky.


O cheiro do shampoo que carregava estava impregnado no cabelo dourado, assim como o perfume nas roupas que branco. Rogers não deixou aquilo passar em branco, era o cheiro de Ellie, bom e atraente.


— Você viu? — indagou Steve. Natasha sabia que ele se referia à Joia do Infinito.


— Sim. É bonita. — Lembrou da mulher mostrando a joia encaixada perfeitamente na derme. Tinha o formato de uma gota e a metade dela para dentro da pele. Laranja e lampejante, brilhava como um diamante exposto a qualquer luz. Natasha lançou um olhar desafiador e perspicaz ao loiro. — É bonita igual ela... — Bucky percebeu o que a antiga ruiva queria insinuar e também encarou o amigo com seus olhos claros, em busca de respostas.


— O quê? Não! Não é nada... — Quis parecer inocente para tentar convencer aos amigos, e principalmente a ele mesmo, mas o sentimento já estava plantado, e com o tempo, assim como uma flor, havia criado raízes e se aflorava.


— Eu sou uma ex-agente, sei ler as pessoas sem que me digam uma só palavra. Não estou dizendo que é errado você ficar com a criatura mais poderosa da Terra, você mais do que ninguém sabe que torço por sua felicidade. — Virou-se para Barnes. — Ela parece ser uma boa pessoa, não é Bucky?


— Não estamos... — Rogers tentou argumentar, mas os parceiros pareciam querer se divertir com o seu constrangimento.


Bucky o interrompeu:


— Sim. Poderiam casar futuramente... Ela manipularia as almas dos membros governamentais e não precisariamos mais viver fugindo.


— E se tiverem um filho homem poderiam homenagear seu amigo Stark e chamá-lo de Tony. Ou se for mulher, de Sharon... — Natasha quase gargalhou junto com Bucky, mas estava concentrada nas reações de Steve.


Ele corou.


— E você, vai ficar conosco? — inquiriu Rogers, a fim de mudar o assunto.


— Não. Eu preciso me esconder tanto quanto vocês e a minha ideia de esconderijo é ficar em constante movimento. Vou embora nessa madrugada ainda... — respondeu. — Isso não quer dizer que eu vá sumir do mapa. Você tem meu número agora, Rogers. E só ligue se realmente for importante, como por exemplo, alguém querendo destruir a Terra — sorriu.


Embora não admitisse em voz alta, estava orgulhosa das escolhas do Capitão América.


×××××


Ellie se manteve estável na presença de Natasha, principalmente depois de ouvir as vozes. Não queria deixar a loira preocupada e resolveu que os próximos minutos, até que ela fosse ver os amigos, seriam com um sorriso amigável no rosto.


Sua cabeça latejava de dor e embora quisesse tomar alguns analgésicos, sabia que não passaria tão cedo. Ouvir aquelas vozes novamente lhe enchia de cansaço e exaustão, mas principalmente, a deixava com mais dúvidas. Se tudo estava complicado antes, agora, era como se outro balde de informações e teorias tivesse caído sobre sua cabeça.


Passou as mãos pelos cabelos ralos assim que a Romanoff saiu e logo fechou a porta. A presença da amiga de Steve não era ruim, mas só queria ficar sozinha e poder ir à loucura com os próprios pensamentos.


Virou pelos calcanhares assim que seus dedos macios pousaram nas têmporas e esfregou-as forte.


Respirou profundamente no meio do caminho até a sala e trouxe o ar doce de Steve que estava impregnado em toda parte da sua casa. Ousou pensar no turista com seu jeito estranho e atraente ao mesmo tempo, mas era egoísta demais para dar-se o luxo de se relacionar com alguém que conhecera há pouco tempo.


Ela sentou no canto do sofá e pensou nas vozes: "Você ganhou isso do seu pai, pequena Ellie. É um presente dele para você?" E se o seu pai estivesse vivo como sua esperança gritava nos seus ouvidos? Quem ele realmente era?


— Estão me ouvindo? — disse, com os olhos esverdeados fixos nas mãos trêmulas. Será que a responderiam? Suas orbes se encheram de água conforme os segundos passavam e ela se esforçou para as lágrimas não rolarem por seu rosto. — Sei que estão aí e sei que me ouvem. Você disse que meu pai me deu essa joia. Ele está aí? Com vocês? Ou estão mentindo?


O silêncio foi sua resposta.


— Mer... — Sua palavra brusca não se completou, as batidas na porta interromperam o repertório de xingamentos que as quatro paredes ouviriam. Ellie levantou sem hesitar, provavelmente era Natasha, que esqueceu algo, ou Steve que sempre mantinha-se por perto, perto demais.


A morena, ainda de roupão, caminhou até a entrada e abriu a porta. Sua feição de frustração foi tomada pela surpresa: era a proprietária do prédio, depois do seu marido. Ela estava carregada com as joias mais brilhantes que Ellie já havia visto, seu perfume tinha o cheiro de vários dólares e a bolsa Chanel que trazia no braço esquerdo dava o acabamento perfeito para o saltos, calça jeans clara, blusa escura de algodão e o cachecol rosa envolta do pescoço claro e fino. Na casa dos quarenta anos, Maggie estava melhor que Ellie com pneumonia; este pensamento passou pela cabeça da jovem e ela não pôde deixar de dar um sorriso.


— Sra. Hawke? Sou Maggie Thompson. Você deve me conhecer... — Anunciou e estendeu a mão para a hacker, que retribuiu o gesto com um aceno de cabeça. — Eu sei que já é madrugada e você deveria estar dormindo, mas... — respirou fundo — Eu preciso urgentemente dos seus serviços. — Antes que Ellie pudesse pensar em recusar, Maggie voltou a falar: — Eu tenho uma amiga que me indicou você. Ela disse que é boa e resolveu o caso do homem que... fez aquilo com a filha dela ano passado. Você conseguiu em horas o que os policiais daqui não conseguiriam em um mês... — Ela deu uma pausa para respirar e analisar as reações da garota, que balançava a cabeça. — Eu preciso de você.


— Eu resolvi tirar uma folga de tudo ultimamente, então, se quiser, podemos marcar esse caso para o próximo mês dependendo da gravidade que é, me entende? — disse Ellie. A mulher não respondeu, pareceu triste demais com aquela decisão enquanto rodava o anel de casada no dedo.


As risadas vindas do apartamento de Steve lhe causaram uma sensação estranha. Não queria resolver um caso sem avisá-lo ou ele ter que ir com ela, como fazia ultimamente sendo seu guarda-costas. Mas, os amigos pareciam mantê-lo ocupado.


Ellie não queria atrapalhar, e ao mesmo tempo, seria bom se distrair com algo que não fosse a Joia da Alma.


— Ok. É seu marido, não é? — Maggie balançou a cabeça positivamente. — Preciso de algumas informações, como por exemplo, o nome inteiro dele e o telefone pessoal.


A mulher tirou de um dos bolsos da calça um papel branco e da bolsa uma caneta de tinta escura. "O preço daquela bolsa daria um belo concerto no prédio inteiro" Ellie pensou.


— Ele tem agido estranho ultimamente? Não atende ligações? Volta para casa tarde? Sempre avisa que está com os amigos? Desliga o telefone ao sair de madrugada? — Enquanto perguntava, Thompson balançava a cabeça e escrevia no papel com rapidez. — Não estou insinuando que ele esteja te traindo, mas precisa se preparar para o que vier.


— Eu estou... — Entregou o folheto e depois encarou a hacker. — Eu sempre me dediquei ao máximo a esse casamento e será essa minha recompensa? Uma traição? — Ela abaixou a cabeça e tirou novamente da bolsa um envelope médio e cheio. — O pagamento é adiantado, querida. E no folheto está as informações que pediu, junto com um endereço do possível "amigo com câncer terminal" que ele iria visitar hoje e passar a noite. Meu email também está aí, não hesite em enviar mensagens.


Ellie conversou mais um pouco com Maggie sobre como era a rotina do casal, e assim que a viu descer pelo elevador, tão elegante e rica, fechou a porta novamente. De qualquer forma, ela não parecia se importar com o luxo no momento em que seu marido supostamente a trocava por outra.


— Vou trabalhar nas minhas férias, que legal! — exclamou Hawke enquanto colocava seu notebook na bolsa junto com aparelhos celulares e algumas roupas. Depois de investigar o Sr. Thompson, iria passar o dia com sua amiga, Claire. Há tempos não tinham uma longa conversa no meio dos filmes de ficção científica com amendoins e cervejas espalhadas pelo chão da sala dos Bing's. Estava com saudades.


×××××


As ruas de Edinburg eram largas e raramente viam-se prédios altos como nas grandes cidades. Os pequenos edifícios que haviam eram contados nos dedos. Para Ellie, era notável como o céu ficava limpo e vasto naquele lugar sem construções grandes para igualar-se às estrelas.


Sua picape vermelha chamava atenção no beco escuro e úmido pelas últimas gotas que caíam do céu estrelado. O automóvel estava entre duas casas de andares e Ellie tinha sua visão para uma rua de esquina, onde algumas prostitutas trocavam beijos e carícias com motoqueiros.


Talvez o cônjuge de Maggie estivesse lá dentro, mas o ambiente era "diferente" demais do seu estilo de vida. Se realmente quisesse trair sua esposa, ficaria com a pessoa em outro lugar.


Ellie abriu o notebook em cima das pernas magras, cobertas por um moletom cinza e conectou através do cabo USB um dos celulares falsos que carregava consigo. A localização apontava para a mesma que Maggie escrevera no papel, a casa ao lado daquele estabelecimento.


Não pôde deixar de dar um sorriso vitorioso, que logo se desfez com um dos telefones tocando dentro da bolsa.


E depois de segundos procurando, achou o seu aparelho. Era Maria. Ellie agradeceu mentalmente por não ter que ficar sozinha com os pensamentos sobre as vozes ou Thompson. Trouxe o telefone para si e atendeu a ligação.


— Alô? Filha? — A voz calma da mãe fez a jovem sentir, em dias, um acalento para o corpo, como se uma brisa suave e leve a envolvesse e não quisesse soltar. — Eu estava preocupada, não mandou notícias e não veio no final de semana.


Desde o incidente não haviam se falado muito e com certeza a mulher estava preocupada, assim como Samuel que estaria chateado por ela não ter ido assistir à chuva de meteoros no céu. Se ele soubesse o que aconteceu aquele dia, a perdoaria, mas era algo que Hawke não iria contar. Não tão cedo.


— Eu sei. Eu sinto muito, vou recompensá-los de alguma forma. Não sabe o quanto estou morrendo de saudades — falou. — Avise ao Sam que eu não pude ir naquele dia porque o carro deu pane no meio da estrada.


— Ele ficou decepcionado, mas vai entender. Você precisa ver como está se saindo na escola, ele é tão inteligente, Ellie. E também está deixando a timidez de lado, começou a conversar com uma menina do orfanato St.Claire's.


— Mãe! — Ellie sorriu ao ouvir a repressão dele contra Maria. — Já é a quarta pessoa que você conta isso!


— Eu aprovo... — A irmã mais velha respondeu, e ao levantar o olhar, através do vidro da janela, viu Billy Thompson sair da casa e entrar no bordel ao lado. Estava acompanhado. — Eu preciso ir dormir, amanhã vou ao Doss bem cedo. Saiba que em breve vou aí ver vocês porque tirei folga.


— Você tirou folga para ficar com o rosto na frente do computador, Ellie? — indagou Maria. A mais velha tinha seu celular próximo ao ouvido, sendo sustentado pelo ombro enquanto as mãos ocupadas batiam uma massa de bolo.


— Você sabe que os computadores são mais legais que algumas pessoas, mãe! — sorriu ao admitir.


— Não lembro de você ter dito isso quando namorou o irmão da Claire... — Ela gargalhou do outro lado do telefone.


— Maria! — Repreendeu-a.


— Perdão. Não pude me conter. Vamos esperar você por esses dias então, filha. Amo você.


— Também amo vocês.


Ellie desligou a chamada e saiu apressada do carro. Poderia ter tirado as fotos sem ter que levantar do banco, agora, iria ter que entrar no lugar que nunca pensou chegar perto, tudo isso para ter provas o suficiente que pudessem denunciar o marido de traição.


Atravessou a rua ao mesmo tempo que batia o dedo na tela do celular para o pôr no modo câmera. O cheiro de álcool e sexo misturado à alguns gemidos em becos próximos lhe causava náuseas. Não que odiasse os dois, ao contrário, só não os fazia ao mesmo tempo.


Vestia uma camiseta da saga Star Wars que ganhara do seu irmão. Nunca imaginou usá-las, mas para esconder a joia, tudo era válido. Inclusive o filme que nunca vira e que Samuel era viciado.


Suas sapatilhas escuras lhe deram um bônus por não deslizar no asfalto molhado, e pela primeira vez, pensou nos sapatos como algo rotineiro, e não as botas de couro que era acostumada.


— Ah, sapatilhas. Amo vocês.


Passou pelos casais que não se importaram com seu jeito desajeitado, estavam concentrados demais nos movimentos das línguas e das mãos dos parceiros.


O segurança da porta também havia entrado na festa dos amigos do lado de fora e sussurrava no ouvido de uma morena alta e esbelta algo que Ellie não queria saber e pouco importava.


Ela revirou os olhos e passou do clima gélido para o ar quente de dentro do estabelecimento. A massa de pessoas se esgueiravam uma nas outras ao som dos ritmos sensuais que tocavam alto. A luz vermelha tornava o trabalho da hacker mais dificultoso, e ela forçava as vistas para poder ver melhor quem estava ao seu redor e, principalmente, qual deles era Billy Thompson.


Não demorou para que chegasse ao outro lado do lugar e se apoiasse na bancada de onde serviam álcool. O fluxo de pessoas era menor e consequentemente tinha uma visão melhor de todos dentro do salão. Resolveu pedir um uísque, que desceu queimando pela garganta em um só gole, alternando os devaneios no marido de Maggie e nas vozes.


Segunda dose: Steve.


Terceira dose: Joia da Alma.


Quarta e última: Seu pai.


Ao virar sua cabeça para o lado com o quarto copo da dose, viu o que procurava: seu alvo aos beijos com a amante ruiva.


Esqueceu a bebida em um canto qualquer.


"É, eu estava enganada. Você frequenta lugares assim..." Sua voz saiu grogue, porém não estava bêbada, ainda.


Levantou seu celular na direção dele e cautelosa apertou o play diversas vezes enquanto coçava a orelha direita e sorria disfarçadamente para qualquer pessoa distraída na sua frente.


Pelos cliques que ninguém ouviu, mas que ela sabia mentalmente que foram realizados, teria por volta de vinte fotos. Não enviaria todas, somente o suficiente para que Maggie tirasse as próprias conclusões.


E ainda de costas, se apoiou novamente na bancada e começou enviar os arquivos para o seu notebook. Por alguma razão ou efeito da joia, sentiu a aproximação de alguém atrás de suas costas. Não se virou. Bloqueou seu celular e esperou a sensação passar. Nada.


O momento seguinte foi sobrecarregado por um olhar de ódio, assim que a mão do indivíduo que não conhecia encontrou a parte esquerda de sua nádega. O tapa havia sido forte o suficiente para que Ellie sentisse arder de imediato, com certeza ficaria vermelho e na pior das hipóteses, a curvatura da mão pesada do homem.


Ela se virou lentamente para o lado enquanto mordia o lábio inferior. O rapaz na casa dos trinta anos passava a língua nos lábios e movia-se devagar ao som da música.


— Vem aqui... — chamou Ellie. Lançou um olhar sedutor enquanto ele se aproximava, cantando vitória por ter conseguido uma mulher essa noite. A hacker passou os braços em volta do seu pescoço e encostou sua cabeça perto do ouvido. — Isso não é um convite... — Referia-se à sua bunda. — Na próxima que bater de novo, será a última vez que terá dedos. — Ela se afastou lhe dando um sorriso irônico e o empurrou com delicadeza para trás, virou-se para ir embora o mais rápido do ambiente.


Deu dois passos para sentir o tapa novamente, no mesmo lugar que o anterior e bem mais forte que o primeiro, fazendo-a se inclinar para frente e segurar na cadeira vazia ao lado a fim de não cair no chão.


— Você pediu... — sussurrou. Não era mais alta que ele ou forte fisicamente. Porém tinha algo a seu favor: Joia do Infinito. Defendeu-se contra Charles Pilgrim dias atrás e não precisou pedir, agora, bastaria tocá-lo e pensar em sua alma esvaindo-se do seu corpo. Não para que morresse, e sim ficasse inconsciente.


Ela virou novamente, e ao cerrar os punhos, Rogers surgiu na sua frente. Não a encarou, pelo contrário, segurou o homem pelo colarinho da blusa xadrez e o jogou contra a bancada. Os copos e garrafas se quebraram em cima da madeira e o dono dos tapas levantou as mãos ousadas em rendição.


— Se você fizer isso de novo... — disse Steve e começou a apalpar os bolsos do sujeito até achar sua carteira de motorista, depois guardou-a em sua blusa de frio.


— Eu sei! Eu sei! Vou ficar sem os dedos... — A voz dele saiu trêmula e fanhosa. Ellie balançou a cabeça negativamente.


"Babaca"


— E é bom nossos caminhos não se cruzarem novamente, camarada. — Avisou Steveo soltando. — Vamos, Ellie. — Disse sem encará-la e ela pôde sentir que ele estava chateado, mesmo assim lhe estendeu a mão para que não se perdessem na multidão. Os dois caminharam juntos à saída, até ela decidir se soltar e cruzar os braços como uma criança mimada.


— Como me encontrou? — indagou. Rogers não respondeu, sua expressão era de aborrecido. Atravessaram a rua e Ellie resolveu perguntar mais uma vez: — Que porra! Como me encontrou?


— Olha essa boca suja... — disse e os dois pararam em frente à picape vermelha. — Me dá a chave ou quer ser multada por dirigir alcoolizada? — Ele tinha razão.


Ela entregou sua chave para ele e nem percebeu que Rogers já havia aberto seu carro minutos antes com a ajuda de Bucky, que estava no banco de trás sorrateiro e sereno.


— Eu dei seu número para a Natasha e ela conseguiu rastrear. Não é a única que sabe fazer mágicas com um computador ou celular. Inclusive foi embora e deixou um abraço. — Ele continuou. Entraram no carro e o Capitão deu partida, levando-os para longe daquelas quadras.


— Por que está falando assim comigo? — Ela balançou as mãos. — Você está chateado porque eu estava num bordel? Eu não sou uma prostituta. Estava fazendo meu trabalho como hacker, rastreando o número do marido infiel e as mensagens de textos que ele mandava para a amante! — Gritou sem perceber a presença do novo amigo logo atrás.


— Ah, espere. Por que me iriam me chamar para investigar? Eu não sou a única que sabe fazer mágicas com isso... — Levantou o celular e depois o abaixou, a visão ficou turva de repente. — Não acredito que pensou isso de mim...


— Eu não pensei isso de você. — Retrucou.


— Eu não pensei isso de você. — Ela repetiu enquanto Bucky alternava o olhar entre eles.


— Quer saber mesmo o por quê de estar chateado? Quer mesmo saber, Ellie? — Parou o carro em frente ao sinal fechado. — Você e eu combinamos de ficar "Juntos" até achar o lugar certo dessa Jóia.


— Juntos, não grudados! — Falou mais alto.


— Talvez não se lembre, talvez não tenha sido nada para você, mas eu cumpro minha palavra e te avisei que ficaria de olhos abertos em tudo ao seu redor. Você se lembra disso? Eu acho que não porque assim que virei as costas, quis se aventurar com seus casos e essas coisas que eu nem sei o nome. Sabe por que estou chateado? Porque eu me preocupo com você.


Ela quis dizer algo, mas nada saiu. Resolveu que acalmar os ânimos seria o melhor.


O sinal abriu e Rogers voltou a dirigir, levando o automóvel até ao bar de Doss. Ele estacionou e saiu rápido do carro sendo acompanhado por Bucky, que até o momento, permanecia calado ante a discussão do “casal”.


Steve abriu a porta de Ellie, que vagava em seus pensamentos e ainda sob efeito do álcool. Decidiu que ficar calada era a melhor opção, esse foi seu pensamento mais sóbrio no caminho.


— Eu vou pegar você, Olivia... — ele sussurrou ao abaixar o tronco e levantá-la no colo para fora. Ellie colocou um dos braços em cima do seu ombro juntamente com a cabeça e abriu um sorriso travesso.


— Você é bonito nesse ângulo. — Gargalhou e passou o dedo indicador no nariz pontudo e fino do turista. — Parece até o Popeye. — Sorriu novamente como se fosse a coisa mais engraçada que viu e voltou a fingir que dormia.


— Tem certeza que quer deixá-la aqui? — perguntou Bucky abrindo a porta do bar. Dois clientes tomavam cerveja no balcão, sendo servidos por um senhor de idade com cabelos grisalhos. Rogers balançou a cabeça.


— O que houve, Steve? — Doss inquiriu alto por trás do balcão, preocupado com o estado da garota. Viu Bucky ao lado do loiro, o melhor amigo do capitão.


Ele acenou amigavelmente e Barnes retribuiu o gesto, um pouco mais retraído do que sua feição nas fotos ao lado do patriota.


— Está um pouco bêbada, Doss. Posso levá-la para cima? — perguntou e Bing balançou a cabeça indicando as escadas ao lado, avisando que Claire havia saído, mas logo voltaria.


Bucky resolveu ficar em uma mesa separada e olhar o cardápio, afinal Steve voltaria logo. As comidas nas folhas eram diferentes do que já havia visto na H.Y.D.R.A. e durante sua época nos anos quarenta. Por fim, resolveu pedir dois hambúrgueres e refrigerantes, e enquanto os lanches da madrugada ficariam prontos, tomar café era o seu devaneio.


Steve subiu com a garota no colo, que assobiava uma canção. A porta de entrada estava aberta e o primeiro cômodo era a sala.


— Você me trouxe até o Doss? — Ela perguntou confusa e o encarou com os orbes cerrados, sensíveis à luz das lâmpadas da sala espaçosa dos Bing's. — Por que você me trouxe até aqui, Steve Popeye Rogers?


— Sua amiga vai cuidar de você e acho que precisa passar mais tempo com ela... — Ele a colocou no sofá branco e se ajoelhou para tirar as sapatilhas. Os pés miúdos ficaram à mostra.


— Você lê pensamentos? — Estendeu a mão e balançou os cabelos dele. — Eu não tô tão bêbada assim, só um pouquinho. — Sorriu. — Sabe do que preciso? Tomar um banho, um banho bem quente. — Se levantou, mas não foi muito longe. Acabou pisando nos próprios pés e caiu no chão atapetado.


— Eu te levo, Olivia... — Rogers levantou rápido e a pegou no colo novamente. Ela apontou para a porta amarela no corredor ao lado, era a primeira de várias e ele concluiu ser o banheiro.


Por um instante encarou a morena com a mão em cima do seu coração, parecia senti-lo, e estava.


— Eu sinto sua alma aqui dentro, e é como se o peso quisesse brigar com a leveza na qual você insiste em mantê-la. De qualquer forma, é uma alma pura e bonita — disse. — Você já viu os jardins da minha mãe? É igual aos jardins dela. Tão lindos e surpreendentes... — bocejou.


— Você só vai dormir depois que tomar um banho, Ellie — Repreendeu-a logo abrindo porta com uma das mãos. A colocou no chão, perto do chuveiro e resolveu ligá-lo para sentir a temperatura morna. — Eu acho que está bom... — Balançou a mão molhada e se virou para vê-la atrás de si.


Ellie fora rápida, havia tirado a camiseta e a calça moletom. Steve quis desviar o olhar sob seu corpo, mas não conseguiu. Ela tinha curvas bem marcadas embora fosse magra e os seios através do sutiã branco tinham o formato pequeno e infantil, mas perfeitamente redondos e levantados. O que chamou sua atenção era o que havia acima deles: a joia.


— Vem, Ellie. Você precisa se molhar... — Voltou a encarar seus olhos esverdeados, opacos e chamativos. Ela passou por ele, parecia séria por ficar daquela maneira. Era como se quisesse ler sua mente e descobrir se os pensamentos eram de luxúria ou apenas cuidados ao seu estado de embriaguez.


— Eu vou te esperar lá fora com uma toalha. — Ele saiu de perto e caminhou até a porta, e assim que tocou na maçaneta, ouviu sua voz suave o chamando. Os pêlos de seus braços levantaram-se.


— Steve? — disse — Eu não posso gostar de você. Não me deixa gostar de você, por favor. — Pediu, com sinceridade em cada letra. — A gente quase se beijou e isso não pode acontecer novamente. Promete?


Ele abriu a boca para responder, mas a voz de Claire se sobressaiu à sua resposta.


— Hey, crianças! Vocês viram um homem meio gótico e estranho lá embaixo? — Ela perguntou com o barulho de sacolas ao fundo.


— Eu vou trancar a porta para ela não ver a joia — afirmou.


O capitão virou o rosto e saiu do banheiro. Se deparou com Claire e o olhar enfático ao mesmo tempo em que um sorriso malicioso emoldurava os lábios vermelhos. — O que estão fazendo no banheiro?


— Ela bebeu demais. Pode ajudá-la? Eu estou indo acompanhar meu amigo gótico e estranho nesse resto de madrugada... — Bing sentiu as bochechas ficarem rubras. — Daqui a pouco eu pego a bolsa dela e outras coisas para trazer até você.


A mesma assentiu.


×××××


Não foi uma tarefa fácil colocar a amiga no sofá depois de esperar ela sair do banheiro meia hora depois, com roupas que não era acostumada a usar e bastante grogue. Já havia presenciado Ellie bêbada algumas vezes, mas não era sempre. A amiga sempre dizia que manter-se sóbria era sua prioridade, de fato. Estava sempre atenta às coisas que aconteciam ao seu redor, e na roda de amigos do bar, preferia ser a que levava todos para casa em segurança.


O dia já estava amanhecendo. Os primeiros raios de sol entravam pela janela aberta da sala e iluminavam a grande tevê de plasma, que ligada no canal de notícias local, tinha Synthia Schmidt transmitindo ao vivo para sua programação em New York, uma das estradas de Edinburg.


Claire que passou a madrugada trocando mensagens com Ian no chão da sala, perdeu sua atenção no noticiário por alguns instantes.


— Bom dia, Texas. Eu sou Synthia Schmidt e essa é a sua notícia ao vivo por canal aberto através do jornalismo Clarim Diário. Hoje, iremos apresentar o novo quadro que mostra os efeitos no solo através dos meteoros... — Começou e segurou o microfone mais forte na mão.


"Você está vendo isso? Aconteceu aqui perto e eu nem sabia. Ouvi alguns comentários no bar, mas achei que fosse conversa de bêbado" Claire digitou e enviou a mensagem para Ian.


"Eu ouvir dizer que dentro dessa bola rachada ao meio saiu um extraterrestre bebê e está infiltrado entre nós" respondeu e a garota revirou os olhos sorrindo.


"Eu não duvido" enviou.


— Pode parar de namorar.


Claire virou a cabeça e Ellie estava sentada no sofá. Sua cara de ressaca era notória, nem parecia a garota que horas atrás sorria para uma foto em cima da estante.


— Eu não estou namorando! Pelo menos ainda não, mas quer saber? Eu gosto dele. — Claire pulou até o sofá e se aproximou da amiga. — O que você acha sobre isso? Sua opinião é importante para mim.


— Te ver feliz me faz feliz.


Ela sorriu e deu-lhe um beijo na bochecha, se afastou e encarou as orbes verdes de Ellie. Não queria ter segredos com a amiga e contar sobre seu irmão e ela ter poderes parecia propício para ocasião. Ao mesmo tempo, Hawke gostaria de dizer sobre a joia no seu peito e como isso a afetava principalmente em não dividir com a melhor amiga.


Talvez não fosse a hora, não ainda.


— Eu amo você, Claire. A rainha de todos os bailes.


— Eu amo você, Ellie. A rebelde sem causa ano após ano.


— Então me conta, quando vai sair com ele? Ou já tiveram o primeiro encontro e eu tô mais perdida que cego em tiroteio? — Ellie pegou seu notebook na mesa ao lado e o abriu em cima das pernas.


— Daqui há dois dias, estamos decidindo ainda. Eu comprei até umas roupas ontem de noite. Te liguei para ir comigo, mas provavelmente estava namorando com o bonitão...


— Se eu beijar um homem daquele, você vai ser a primeiríssima a saber, acredite — sorriu — Ontem eu resolvi um caso. Tirei algumas fotos, invadi o celular do marido e vou enviar agora à esposa que pagou caro por essas informações. — Ellie batia os dedos no teclado conforme as imagens eram baixadas assim como as conversas que o Sr. Thompson teve com a ruiva.


"Tudo que você precisa está aí. Não chore por esse babaca, querida. Faça algo melhor, arrume o prédio e os moradores vão amá-la para sempre" Ellie escreveu a mensagem e enviou-a junto com os dados.


— Eu não acredito que você disse isso. Ela acabou de saber que o marido está traindo-a, o máximo que você deveria fazer é mandá-la seguir em frente — a psicóloga disse, mas atenta ao celular e seu futuro paciente pessoal.


— Sério? Você deveria morar um mês inteiro no prédio e aí mandaria eles para outro lugar. Eu fui gentil, Claire. Quer saber, rainha? Vamos ajudar o Doss. Ele passou a noite inteira sozinho com o Jim. Está na hora de descansarem.


As duas concordaram e desceram até o andar debaixo, Ellie puxava o cabelo escuro da amiga no trajeto enquanto ela sorria e dizia seus apelidos na infância. A sintonia entre as duas era perfeita.


— Bom dia, raios de sol! — Doss levantou o braço e as duas o abraçaram com afeto. Se afastaram e o idoso olhou diretamente para Ellie. — Você está bem, querida? Não parecia em seus melhores dias essa madrugada. Graças ao seu amigo Steve, chegou bem em casa. Ele e o amigo voltaram para o apartamento, mas avisou que logo logo estariam aqui. — As lembranças na cabeça dela passava como borrões. — Bom, eu vou descansar e o Jim já está indo também. O bar é de vocês essa tarde.


Ele passou por elas, lhes dando visão ao homem robusto, pálido e divertido, que cantarolava enquanto retirava da sua cintura, um avental branco e sujo de óleo.


— É a nova música da Taylor Swift, Jim? — indagou Claire e ele afirmou com a cabeça. — Ela está em todas as paradas, né?


— Ela é uma rainha do pop, mas sabe quem é o rei e faz os melhores ovos com bacon do Estados Unidos? Você! — exclamou Hawke com as mãos atrás das costas. — Parabéns pra você! — Gritou junto com Claire e a segunda bateu palmas.


— Olha o mico, amigas! — Ele disse, com a mão no rosto e o sorriso nos lábios. Não havia ninguém no bar aquela hora. — Brincadeira! Quero abraço. — Se abraçaram e após se afastar, Ellie lhe entregou uma sacola com seu presente. Era uma blusa escrito I Love T.S.


— Só abre quando chegar em casa, viu? — gritou Claire ao vê-lo saindo de trás do balcão e caminhando até saída, jogando vários beijos e tchaus. — Eu o adoro, vou confessar aqui porque se eu falar na frente dele é capaz de eu ter isso o resto do ano sendo jogado na minha cara... — as duas sorriram.


— Eu preciso te contar uma coisa e espero que me entenda por não falar antes... — começou Ellie — Sabe o meteoro que caiu na estrada dias atrás? Então...


— Estamos procurando Ellie Hawke. É aqui que ela trabalha? — As garotas se viraram em direção à porta por onde veio o som. Era um homem na casa dos quarenta anos, com a voz rouca e fina, poucos cabelos na cabeça e uma jaqueta escura com um símbolo no topo do braço. Retirou seu distintivo do bolso e apontou para as garotas.


S.H.I.E.L.D.


Notas Finais


➸ CAPA OFICIAL: StylesLight/Wattpad | https://weheartit.com/entry/300685916

Coleção de Imagens sobre Soul Stone no We Heart It: estelarpym/collections/134041690

➸ Trilha Sonora: http://www.youtube.com/playlist?list=PLZrg29DHY5YGknHv8OxmbGJBrn7t97tDJ |


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