História Soul Stone - Capítulo 12


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Categorias Agents of S.H.I.E.L.D., Capitão América, Deadpool, Demolidor (Daredevil), Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Homem-Formiga, Inumanos, Os Vingadores (The Avengers), Pantera Negra, Quarteto Fantástico, X-Men
Personagens Adam Warlock, Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Personagens Originais, Phillip Coulson, Sam Wilson (Falcão), Scott Lang, Sharon Carter (Agente 13), Skye, Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Steve Rogers
Tags Joias Do Infinito, Romance, Thanos, Vingadores
Visualizações 22
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHEM QUEM VOLTOU RÁPIDINHO. PQ? PQ? PQ? PQ TEMOS UM TRAILER!!! o/
Minha amiguinha maravilhosa Blue Black aqui do Social (também)/(tenho histórias com ela) fez um trailer incrível com os personagens da história/mcu e colocou nossa música oficial da história também no vídeo. Vejam:

https://youtu.be/f2Z4uOemYcM

Boa leitura. Beijos. ♥

Capítulo 12 - Capítulo 11: SS.



O barulho dos saltos contra o assoalho chamou a atenção da vizinha adolescente de Steve e Ellie, que falava ao telefone com o namorado. Ela estava sentada no chão e ainda usava o seu pijama preferido de bolinhas. Não hesitou em menear a cabeça para o lado e respirar fundo, trazendo o cheiro do perfume forte da repórter Synthia Schmidt.


Há pouco tempo viu-a ao vivo em uma das estradas da sua cidade, que foi atingida por um meteoro. E, com certeza, ela era mais bonita pessoalmente, com sua saia social azul escuro deixando à mostra as pernas torneadas. A blusa branca, também social, estava sendo acompanhada por um sobretudo escuro que caiu-lhe perfeitamente com os sapatos negros e altos.


Na sua mão, uma bolsa marrom parecia cheia e as unhas vermelho escuro combinava com os lábios pintados da mesma cor. Os cabelos dourados estavam alinhados em um coque perto da nuca, onde podia-se notar uma pequena cicatriz esbranquiçada.


Synthia passou pela garota em passos firmes, mas as mãos totalmente trêmulas. Não desejou-lhe bom dia pois seus pensamentos voltados àquele encontro ocupava cada centímetro do seu cérebro.


Um sorriso bobo cresceu no rosto ao ver o endereço que Daniel lhe apresentou mais cedo em um papel amassado. Ao chegar na porta, levantou uma das mãos até o alto com os punhos cerrados, mas hesitou por alguns segundos. Esperou tanto por aquilo que parecia um sonho. Fechou os olhos, apertou forte as pálpebras e as abriu novamente. Não era um sonho.


Bateu.


E cada segundo que se arrastou parecia uma eternidade, uma eternidade de infinitos encontros que imaginava todas as noites antes de dormir. Encarou a madeira senil e desgastada, o número vinte oito na porta parecia brilhar ante suas íris verdes e, nesse exato momento, a porta se abriu.


Era ele.


O seu cabelo claro estava um pouco maior e úmido, penteado para trás e passando-lhe uma sensação mais amadurecido. A barba crescia na derme, ainda pequena, mas contornava seus lábios e preenchia a jugular não deixando à vista a pele naquela região. Tão diferente e ao mesmo tempo parecia o mesmo que viu há alguns anos. Ela estendeu sua mão e piscou algumas vezes.


— Synthia. Synthia Schmidt.


— Steve. — Ele retribuiu o gesto e apertou firme sua mão gélida, a julgando como alguém que era do prédio ou trabalhava no mesmo. — Deseja alguma coisa? — Percorreu os olhos, discretamente, ao redor da mulher afim de se certificar que não estava acompanhada.


— Você não deve se lembrar de mim, não é? — Ela perguntou, desfazendo o sorriso convidativo e deixando seu ar melancólico na face. — Você salvou minha vida em New York. Eu estava em frente à uma lanchonete... — Ela abaixou a cabeça e recordou-se. — E um daqueles alienígenas se jogou contra mim... — Voltou a encarar Steve e gesticulou a única mão livre. — Teria me matado se não fosse por você.


O Capitão olhou para o chão, não conseguia lembrar-se. Salvou tantas pessoas àquele dia e trazer à memória pelo menos duas era algo difícil. Já fazia tanto tempo desde os Chitauris. Porém não era isso que o assustava. Voltou observar novamente a loira e seu ar sofisticado.


— Como me encontrou? — Ele indagou. E não era a resposta que Synthia gostaria de ouvir, mas ela sorriu. Não de felicidade, e sim porque estava completamente nervosa.


— Eu sou uma repórter, tenho contatos e durante esses anos o procurei para poder agradecer. — Mentiu. — Eu sei que você é caçado, mas eu estou e sempre vou estar ao lado da liberdade. — Explicou. — Eu não estou pedindo para confiar em mim. Eu só quero um momento para conversar.


— Contatos? — Foi a única coisa que fixou na mente. Se tem pessoas que sabiam sua localização exata era somente o seu grupo e Romanoff. Agora, sentia-se como uma ferida exposta. Voltou a olhar o corredor à procura de alguém suspeito, mas só havia uma garota presa em seus próprios pensamentos com o namorado, através do celular.


— Eu posso te explicar se me convidar para entrar... — Ela se ofereceu arqueando uma das sobrancelhas e Rogers abriu caminho para que passasse. Toda informação seria bem-vinda para uma possível e rápida fuga. Não se importaria se Ellie ou seus amigos e familiares se recusassem a ir. Estava disposto a levá-los.


— Eu não me lembro de você. Gostaria, mas infelizmente não me lembro. E fico feliz que tenha me procurado para agradecer. Não faço mais que a minha obrigação em ajudar o próximo. Agora, preciso saber sobre seus contatos. Eu sou um homem procurado. Não posso me dar ao luxo de pensar que tem alguém à espreita me observando... — Steve falava rápido enquanto analisava a loira vagar suas íris ao redor da casa.


Synthia não se importava com nenhuma das palavras, confiava que Daniel passava as informações somente para ela. E não deixou de esboçar um sorriso ao perceber como a casa do loiro era desarrumada e ao mesmo tempo lhe passava um conforto. 


— Você está fazendo tempestade em um copo de água, querido. — Afirmou. Jogou sua bolsa no sofá do Capitão e retirou o sobretudo, também o deixando no mesmo. Estava um pouco mais aliviada que minutos antes e caminhou com delicadeza até a janela na sua frente aonde havia, embaixo, um jarro de flores murchas. — É somente um contato dos milhares que tenho. Ele é o único que sabe sobre você. Não se preocupe, Daniel é um homem fiel à mim.


Ela cerrou os olhos e viu as quatro camionetes escuras da S.H.I.E.L.D. estacionadas no bar à frente. Há vários minutos estavam lá. Não sabia o porquê da organização ter vindo, mas os homens de preto retiraram a imprensa imediatamente do perímetro onde o meteoro caiu.


— Eu sinto muito, Synthia. Eu simplesmente não sei como vocês conseguiram... — Ele começou, sentindo seu peito apertar ainda mais. Schmidt se virou e esfregou as mãos uma na outra. 


— Você era um homem fácil de se achar depois que explodiu como Capitão América. Mas era impossível chegar ao seu lado sem ter a CIA, ONU e até a S.H.I.E.L.D. criando uma barreira e impedindo qualquer um que se aproximasse ao menos de um quilômetro. Infelizmente, depois do que houve naquele aeroporto eu não tive mais notícias. Você e seus amigos não assinaram o Tratado de Sokovia e sumiram sem deixar rastros, consequentemente tornaram-se inimigos dessas organizações. — Ela caminhava até ele, um pé na frente do outro e os braços balançando suavemente para frente e para trás. — Então começou surgir relatos em fóruns pela Internet de pessoas que os apoiava, diziam ter visto um grupo de heróis que agiam secretamente. Eu não fazia idéia que eram vocês, mas o que tinha a perder?


Ela parou poucos centímetros de seu corpo e o olhou de baixo para cima. O Capitão usava sapatos antigos, calças surradas e uma blusa de frio. Era tão conservador, diferente, e mesmo assim a atraía como um imã.


— Então Daniel foi atrás de repostas e encontrou, graças à... — Sorriu, não era religiosa. E se existisse um Deus, ela foi uma obra criada pelo próprio demônio encarnado. — Eu estou tão feliz, acho que posso descrever esse sentimento assim, ou apenas satisfeita por ter chegado até você depois de tanto tempo. — Colocou sua mão no ombro de Rogers e apertou gentilmente, ao mesmo tempo que dentre os dedos saiu um minúsculo besouro mecânico, do tamanho de uma formiga que caminhou até o ouvido do Capitão e entrou na superfície apertada. Era um chip para rastreá-lo e ele ignorou o leve incomodo.


— Eu não sei o que dizer...


— Não precisa. Eu estou aqui e vou ficar com você até passarmos juntos por essa situação. — Respondeu e vagou os dedos cheios de malícia desde os bíceps até a mão quente. — Você não tem idéia do quanto esperei por esse momento. — Ela inclinou o rosto e fechou os olhos.


O ato de Synthia fez Rogers ter uma visão mais ampla de sua explicação. Ele a salvou e ela estava extremamente agradecida. Steve a afastou antes dos seus lábios se unirem e ela abriu os olhos. Já havia esbarrado com algumas garotas que o viam no traje de super herói e logo queriam abraçá-lo ou tirar selfies.


— Eu fico feliz que você tenha se esforçado para vir me agradecer... — Ele respondeu, ainda segurando em seus ombros nus. Synthia engoliu um pouco da saliva e olhou para o chão. Nos seus sonhos ele não fazia isso. Os olhos se encheram de água, mas ela não deixou que molhasse a face.


— O quê? — Perguntou com a voz embargada. Por que ele não retribuiu ao seu beijo? — Eu não estou entendendo. Vim para ficarmos juntos depois de todos esses anos que procurei... — Ela se afastou, um pouco confusa, mas ainda encarando-o.


— Eu estou surpreendido, mas é perigoso o que fez. Eu sou fugitivo e qualquer um ao meu redor pode correr perigo também, inclusive você. — Tentou se aproximar, mas ela deu alguns passos para trás se afastando ainda mais.


— Que irônico falar isso e se encher de intimidade com aquela mulher, não é? Qual é mesmo o nome dela? Ellie Hawke? É, eu pesquisei muito antes de vir até aqui... — As palavras atingiram Steve.


O que mais ela sabia?


Por outro lado, era como se a loira se sentisse traída. Não esperava aquela reação, muito menos as palavras que no fundo ela sabia ser uma camuflagem para ele não ficar com ela agora ou futuramente.


— Eu não sei do que está falando, Synthia. — Quis transparecer convincente, mas sua voz saiu trêmula. Agradeceu mentalmente por, possivelmente, ela não saber sobre o amigo Bucky; este tomava um banho no banheiro que ficava em seu quarto.


— Não. — Gritou. — Você sabe muito bem do que eu estou falando. Eu nem me aproximei de você e já quer que eu vá embora? — Ela respondeu séria e pegou sua bolsa e o casaco, que estava no sofá ao lado. — É por causa dela, Steve? É por causa da Ellie? — Segurou as lágrimas com mais força que o normal. Steve não respondeu, ao mesmo tempo que ficava mais óbvio em si mesmo o sentimento de querer estar perto da morena. — É, acho que tenho uma resposta.


Ela jogou a cabeça para o lado e respirou fundo, voltou a fitá-lo segundos depois com mais intensidade, presa em seus próprios devaneios. Não considerava os anos que passou seguindo-o como desperdiçados. Se ele não ficaria com ela por espontânea vontade, então teria que estalar os dedos e começar seu trabalho sujo. Já tinha em mente o primeiro nome da sua lista para poder descartar e ser feliz ao lado do loiro: Ellie.


E apesar de estar destruída por dentro, como se o seu castelo de areia acabasse de ser atingido pela correnteza forte do mar, ela esboçou um singelo sorriso para ele e balançou a cabeça. Voltou a caminhar em sua direção, mas não para tocá-lo e sim ir embora.


O turista saiu do seu caminho dando um passo para o lado, estava incerto. Não gostava de magoar as pessoas, principalmente àquelas que acreditavam nele.


Schmidt parou ao seu lado.


— Se tem algo que eu possa... — Ele começou. 


— Fique tranquilo, querido. Você não vai fazer nada. Só permaneça aqui pois a S.H.I.E.L.D. está lá fora avaliando os estragos de um certo meteoro na estrada... — Rogers ficou taciturno e com a cabeça baixa. Uma fã que sabia sobre sua vida e, agora, S.H.I.E.L.D. Precisava ir embora e teria que levar Ellie e sua família consigo, inclusive Bucky. Precisava cuidar de todos eles, mantê-los a salvo, principalmente a garota com a jóia no corpo.


Synthia deu-lhe um beijo em sua bochecha e ele virou o rosto no mesmo instante. Ela recuou e saiu o mais depressa da sua casa.


Havia segurado a emoção até o momento em que parou na frente da porta e a ouviu se fechando. As lágrimas caíram cheias de dor e raiva, não do seu antigo amor. Ellie. O nome rasgou em sua cabeça como uma faca e a loira voltou caminhar pelo corredor, apertou a bolsa contra a mão e a outra livre limpou o rosto molhado. Pegou dentro da bolsa seu celular e discou o número de Daniel; ele atendeu rápido. 


— Alô? Synthia? — Disse.


— Eu preciso que vá ao cemitério local, cave um buraco e encha de aves mortas... — Respondeu sem rodeios. 


Em cada passo até o elevador, imaginou destruí-la. Não rapidamente, mas de forma lenta e dolorosa. Ela iria se arrepender por ter entrado em seu caminho, principalmente no caminho de Steve. 





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