História Soulmate - (Mileven) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler
Tags Broods, Eleven(onze), Mike, Mileven, One-shot, Sleep Baby Sleep, Stranger Things
Exibições 52
Palavras 1.296
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu tive uma semana tediosa e por essa razão estava dando uma olhada sobre o conceito de "Soulmate" no Tumblr, e tinha coisas realmente muito interessantes. Daí eu pensei, por que não fazer uma one de Mileven com isso? Eu achei a coisa toda muito bonitinha, foi uma das ones mas fofinhas que escrevi também, então sei lá, espero que gostem.



Ouçam Sleep Baby Sleep do Broods enquanto lêem 💕

Capítulo 1 - Dream


Soulmate ou Alma gêmea em português. É uma pessoa na qual nos gera um sentimento de pura e/ou natural afinidade. Isto pode ser relacionado com a similaridade, o amor, romance, a intimidade, sexualidade, espiritualidade, compatibilidade e confiança.













 - Não vejo nada - Mike olhou atentamente para o grande espaço negro em sua volta. 

- Tente mais uma vez. Concentre-se em minha voz - Ouviu Eleven sussurrar para sua mente. 

Aquilo era algo realmente novo para ambos. Quase pode sentir um arrepio frio percorrer por sua espinha. 

Ele forçou seus olhos, até começar a ver pontos de luzes se formando. 

- Está acontecendo! Posso ver algo! - Gritou eufórico, a ponto de gargalhar de felicidade. 

- Está fazendo progresso, continue. 

Os pontos estavam agrupando-se lentamente, e então simplesmente formaram uma imagem, um cenário para ser mais exata. 

Podia ouvir o barulho das águas chicoteando a rugosidade das pedras, e até mesmo o aroma da água salgada do mar invadindo suavemente suas narinas. Piscou seus olhos algumas vezes, incrédulo, como se quisesse ter certeza de que realmente haviam conseguido. 

Olhando a sua volta, pôde vê-la caminhando em sua direção. Usava um vestido branco leve, que balançava no ritmo dos ventos. Seus cabelos curtos faziam carinho em sua face, Mike podia quase sentir ciúme, porém tudo pareceu sumir quando ela sorriu para ele. O mundo parecia ter sido iluminado pelo branco de seu sorriso. 

- Estava com tanta saudades! - Ele correu de encontro a ela, encaixando sua face sobre seus ombros nus, enquanto suas mãos enlaçavam sua cintura. 

Haviam meses que os dois não se viam. Terry morava muito longe de Hawkins e Karen obviamente não o deixava sair da região sozinho e nem ao menos tinha tempo para levá-lo, ele só podia visitá-la uma vez por mês e claro, isso não era o suficiente para ambos.

 Eleven então lhe dera uma ideia baseada na teoria de um livro que lera. Nele narrava-se sobre a teoria dos Soulmate's que traduzindo para o português significava "Alma-gêmea". Segundo o livro as almas gêmeas eram capazes de compartilhar sonhos com o auxílio da mente. Nesses sonhos, toques podiam ser sentidos, vozes podiam ser ouvidas, e até mesmo ter controle de seu próprio corpo e de seus pensamentos, como numa realidade paralela. No entanto era necessário as pessoas serem predestinadas uma a outra, caso o contrário, todas as tentativas se tornariam nulas. 

 A alegria de Mike foi enorme ao descobrirem que podiam se conectar através dos sonhos, e mais ainda ao se tocar que de algum jeito, os dois se pertenciam. 

- Mike - Os braços de El o envolvia. 

- Você realmente conseguiu. Estou tão orgulhoso de você. 

- Você também conseguiu - Ela permanecia sorrindo, tão docemente que ele mesmo tinha vontade de sorrir também. 

- Está tão linda - Mike suspirou em êxtase voltando para encará-la - Seus olhos parecem mais suaves, seus cabelos estão bem maiores - Seus dedos deslizaram por seus fios, como o movimento de uma escova se cabelos. 

Eleven fechou seus olhos, sentindo-o. O tecido de seu vestido branco batia contra o corpo de Mike, podia senti-lo tão perto, tão real. Tinha certeza que se aquele tormento não tivesse um fim o mais rápido possível, acabaria doente de amor. 

Seus dedos deslocaram-se aos poucos para os de Mike, deslizando-os para dentro de sua mão, encaixando seus próprios dedos nos espaços dos dele, terminando todo o movimento num aperto. Ele permeneceu durante toda a ação em silêncio com suas pálpebras fechadas, como se quisesse gravar cada segundo de tudo aquilo. 

Eleven o puxou suavemente, induzindo-o a segui-la. Ela soltou seus dedos aos poucos, sentando-se sobre a areia enquanto seus dedos dos pés afundavam cada vez mais contra a areia. 

Mike fizera o mesmo 

- Ainda faltam 15 dias - Ela disse soando um pouco contrariada. Havia algo como angústia em sua voz. 

- Espero que passe logo - Mike apertou seus dedos. 

- Eu também - El virou-se para ele, sorrindo de forma suave. 

As ondas iam e vinham lentamente, a espuma da maré fazia cócegas contra os pés do ambos, fazendo-os rir. O cenário aos poucos foi se desmanchando, como vapor, outro foi se remontando em seu lugar.  

De repente, estavam de mãos dadas em um campo extenso com diversos tipos de flores e árvores diferentes. Mike arregalou seus olhos de forma suave, surpreso. 

- Eu estava pensando em algo exatamente assim. 

Os lábios de El se comprimiram num sorriso tímido. 

- Eu sei. 

- Está ficando verdadeiramente boa nisso, parece tão real... 

 - A parte de montar as paisagens é até fácil - Permanecia sorrindo, voltando seus olhos para as folhas batendo uma contra as outras, numa espécie de dança em que os sopros do vento ditavam os passos da dança. 

- Fácil? 

- Sim, difícil mesmo é conseguir me conectar à sua mente. É como se existissem portas nela e a maioria dessas portas, estejam trancadas com um cadeado, para abri-las, uso a telecinese. Nem sempre dá certo - Ressaltou. 

- Há alguma forma de tornar isto mais simples pra você? 

- Não sei - Ela lambeu os lábios que outrora estavam secos. 

Os finos fios dos cabelos de Eleven entraram na mesma sintonia da brisa do vento. Balançavam descontroladamente debatendo-se um contra o outro, alguns deles iam de encontro a face de El. 

Mike os observava fixamente, quase como se estivesse enfeitiçado. 

Os olhos de Eleven entraram o de Mike. Suas bochechas tomaram a cor avermelhada. 

- O que foi? Há algo de errado?

- Estou observando você. 

- Por que? 

- Não sei exatamente, eu só sei que gosto. 

O vermelho nas bochechas de Eleven se intensificou. Mike gargalhou. 

Ela se viu desviando o olhar em busca de qualquer coisa que pudesse usar como desculpa para mudar de assunto. A coisa toda de se sentir envergonhada, era de certa forma novo para ela também, anteriormente simplesmente não entendia o que Mike lhe dizia e por essa razão não havia motivo para se acanhar, no entanto tudo isso havia mudado.

- Qual o nome daquelas? - Ela perguntou, gesticulando com a ajuda de seu queixo para um punhado de flores que estavam logo um pouco mais atrás dr Mike. 

- Aquelas? - Ele virou-se para trás - Ahh, chamam-se amor perfeito. 

 - São lindas. 

- Sim - Os dois compartilharam de um sorriso gentil. 

- O que houve? - Mike notou a feição na face de El mudar.

- Está amanhecendo... - O sorriso em seus lábios foi se desmanchando aos poucos. 

- Você tem que ir? 

- Sim, temos que acordar. 

Nenhum dos dois pareciam felizes. A fisionomia estampada na feição de cada um, era de desapontamento e tristeza. 

- Feche os olhos - Ela sussurrou. 

- Eleven, não quero acordar. 

- Iremos nos rever amanhã, eu juro - Sorriu enquanto usava suas mãos para fechar as pálpebras de Mike de forma delicada. 

Seus dedos traçaram uma rota contra sua face. Logo estava segurando sua rosto quase como uma preciosidade, como se Mike a qualquer momento ele fosse partir ao meio e se quebrar. 

- Estarei esperando ansiosamente por você. 

- Eu sei, também estarei. - Voltou a sorrir, mesmo sabendo que ele não podia ver. 

Ela pressionou seus lábios contra os dele, sentindo a respiração de Mike se acelerar aos poucos, até que chegou um momento em que tudo virara um enorme vazio, desfazendo-se como areia escorregando dentre seus dedos. 

Ele abriu seus olhos. Estava em seu quarto, deitado de barriga para cima encarando seu teto azul-claro. 

Uma lágrima percorreu por toda a extensão de seu rosto, pingando em seu pescoço. Fora algo tão dolorosamente bom. 

Um sorriso se formou lentantamente em seus lábios. Mal podia aguardar para que a noite caísse logo e pudesse vê-la ou tocá-la novamente. 

- Boa dia, El.


Notas Finais


Ficou meio curto mas, bem, é isso 💕


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