História Soulmate. - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fifth Harmony
Exibições 26
Palavras 3.297
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nenê, eu sei que que tu vai ler isso e ir surtar no wpp, mas eu quero que saiba que sou grato para um senhor caralho em ter-te na minha vida. Não tenho tido dias fáceis, você, melhor do que qualquer outra pessoa sabe disso, e você continua aqui, me apoiando, não me deixando desistir, me dando forças, me encorajando a mostrar quem eu sou, como sempre fez. Eu amo você demais, obrigado por tudo. Sempre!


Enjoy.

*REPOST PORQUE NÃO TINHA IDO O CAPITULO COMPLETO*

Capítulo 10 - Ten.


                                          Part I

 

                                                        Lorenzo Miguel

Haviam se passado um pouco mais de três semanas desde que Camila havia voltado para Boston, e a cada dia minha saudade aumentava. Meu apartamento ainda tinha o cheiro da latina, meus edredons, travesseiros, em mim. O cheiro dela estava grudado principalmente em mim. Sempre que sentia meu coração apertar, pegava uma camisa do Ed Sheeran que ela havia deixado minha mala depois do nosso fim de semana, e passava horas cheirando, isso amenizava ao menos, um pouco, minha saudade. Meus dias no trabalho estavam normais, mas eu sentia falta dela caminhando pelos corredores, os barulho de seus saltos batendo contra o chão madeirado, aquele jeito todo poderoso que ela exalava ao caminhar. O sorriso cínico quando caminhava em minha direção. Eu sentia tanta falta dela.

Me perdi em pensamentos, voltando a terra quando bateram na porta de minha sala, desviei minha atenção para onde bateram e encontrando uma Ally sorridente.

:- Entre, passarinho. - a chamei.

:- Boa tarde, Lo. Como está? - perguntou com um sorriso nos lábios.

:- Tirando a saudade? - assentiu. - Estou bem, planejando algo, mas nada muito concreto. - dei de ombros. - Mas, e você?

:- Ah, lá vai aprontar, conte comigo para o que precisar. - falou solicita. - E eu estou bem também. Camila realmente faz uma falta aqui, até mesmo as fofocas nos corredores pararam. - disse rindo.

:- Eu agradeço que tenham parado, assim, esse povo tem mais coisas úteis para fazer. - falei, também rindo.

:- Lo, como você está se sentindo com tudo isso? - perguntou. - Em relação a Camila e tudo mais?

:- Oh, feliz? - respondi incerto. - Eu estou feliz, Ally. Finalmente encontrei o meu lugar, sabe? Eu não estou ligando para o que estão falando sobre o nosso relacionamento, isso diz respeito apenas a nós.

:- Fico feliz em te ver assim, obviamente, Camila também deve estar se sentindo assim, era evidente nos olhares dela para você - falou simples. - Você a pediu em namoro?

:- Não, ainda não. E eu não faço ideia de como fazer isso.- respondi receoso.

:- Pelo amor de deus, Lo. Você está falando sério que não sabe o que fazer? - perguntou com a sobrancelha arqueada.

:- É sério, Ally. Eu disse que não queria apressar as coisas entre nós, mas eu sinto que preciso fazer isso por nós, não quero perde-la.

Ficamos em silêncio e a porta da sala foi aberta por um Alejandro curioso e um Richard bicudo.

:- Entrem, por favor. - falei.

:- Oi, Lo. Olá, Ally. - Richard nos cumprimentou.

:- Olá, Ric. - respondemos em uníssono.

:- Olá, vocês. - falou Alejandro.

:- Posso ajuda-los em alguma coisa? - perguntei intercalando meus olhos para os dois homens em minha sala.

:- Oh, na verdade, eu queria falar com você - apontou para mim - a sós, por gentileza. - falou olhando para os outros.

:- Depois nos falamos, Lo. Até, mais. - Ally saiu puxando um Richard de cara amarrada.

:- Sente-se, por favor, senhor. - apontei para o sofá ao canto da sala e me sentei ao chão, era uma mania.

:- Sem formalidade, rapaz, já estamos tanto tempo juntos e agora você namora a minha filha, não é?- perguntou com um sorriso sereno nos lábios.

:- Nós não oficializamos nada ainda, Ale, mas espero que logo estejamos. - respondi sincero.

:- Sei que sim, é evidente o quanto vocês se pertencem. - disse e piscou um dos olhos. - Mas enfim, não foi para isso que eu vim até aqui. - se ajeitou no sofá e pigarreou. - Lorenzo, lembra-se do projeto que pedi-lhe? - assenti. - Pois então, é para um quarto, o de Camila para ser sincero, e suponho que já tinha uma ideia de que realmente fosse isso ou algo perto, não é? - perguntou.

:- Sim, senhor. - respondi firme.

:- Eu adorei o que você fez com apenas alguns rabiscos, de verdade, mas eu acho que depois de ter conhecido mais como Camila é, pode dar mais um toque, como posso dizer, dela. Entende? - assenti. - Então, podemos dar uma repaginada?

:- Mas é claro que podemos, eu adoraria deixar mais a carinha dela. - respondi empolgado. - Quando começamos? - perguntei eufórico.

:- Agora mesmo, meu rapaz. Vamos. - assenti.

Saimos de minha sala atraindo alguns olhares curiosos, outros fofocando sobre não me importava o que, e tinha Ally e Richard que estavam boquiabertos por verem Alejandro tão solto naquele lugar, era raro vê-lo andando pelo escritório ou tão falante como estava. Fomos para a grande sala de apresentações, abri o projeto, esticando-o sobre a mesa, conectando meu notebook no projetor para termos uma ideia mais elaborada de como ficaria quando estivesse pronto. Alejandro estava ao telefone, andando de um lado para o outro, sorrindo, e eu acabei sorrindo também. Logo ele me perguntou se podíamos desconectar o notebook do projetor por alguns minutos e eu assenti, ele conectou o Ipad que estava mais ao canto da mesa e segundos depois apareceu a imagem de uma Camila sonolenta, com os cabelos presos em um coque simples com alguns fios, soltos, suspirei e sorri.

:- Oi, Lo! - me cumprimentou.

:- Olá, Camz. - falei sorrindo.

:- OK, casal. Foco aqui, por favor, depois vocês namoram a vontade. Camila, nós precisamos de alguns ajustes no projeto do Lorenzo para o seu quarto, eu queria que ficasse mais a sua cara e, como vocês se envolveram, ele pode conhecer mais sobre você, eu decidi mudar algumas coisinhas. - falou num folego só.

:- OK, papa. Do que precisam? - perguntou coçando os olhinhos.

:- Cores, tons, tipos de moveis, essas coisas. - respondi sorrindo.

:- Tudo bem, vamos lá. - falou simples. - Lo, lembra da cor que nós vimos no quarto de hotel quando fomos para o Fort? - perguntou e eu assenti. - Então, em uma das paredes, a da janela para ser mais exata, eu gostaria daquele tom, ou um pouquinho mais escuro. - falou coçando a cabeça, aparentemente tentando se lembrar de mais alguma coisa. - AH, quase me esqueço. Sobre moveis, inspire-se nos da tua sala, amor.

:- OK, Camz. Terei que voltar ao Fort para saber qual o tom e nome da cor, mas isso posso fazer ainda hoje. - pensei um pouco alto. - Enfim, os meus moveis? - perguntei olhando para a grande tela.

:- Sim, amor, eu gostei dos teus moveis. E vai deixar meu quarto com um toque seu também. E sobre a cama, eu não queria uma cama, sabe? - a olhei curioso. - Eu queria aqueles pallets enfeitados e o colchão por cima, um pouco rústico, mas charmoso. - assenti entendendo.

:- Tudo bem, posso opinar também? - Alejandro falou divertido arrancando risadas.

:- Claro, pai.

:- Tive uma ideiazinha de tirar o closet do lugar e coloca-lo em outro, usando assim o espaço para fazer-te um mini escritório, o que acha? - perguntou sereno.

:- Eu adorei a ideia, tinha pensado em algo parecido, mas isso me parece bem melhor. - falei calmo.

:- Fechado, eu adorei também, até consigo imaginar.

:- Sendo assim, acho que já concluímos mais um projeto. - Alejandro falou apertando-me o ombro com um sorriso orgulhoso.

:- Sim. - exclamamos no mesmo segundo e gargalhamos.

Na manhã seguinte começamos a dar vida ao projeto, a cada dia estava ficando mais lindo, consegui o tom de tinta que Camila havia pedido, alguns dos moveis chegaram em tempo recorde, estava tudo perfeito. E eu só precisava colocar o meu outro plano em prática.

****

Mais uma semana se passou e eu estava com tudo pronto para poder viajar. Minha surpresa finalmente estava pronta, eu só precisava colocá-la em prática, e torcer para que nada desse errado. Eu estava nervoso, ansioso e muito inquieto, tomei um remédio natural para acalmar. Minhas malas estavam prontas, Ally estava sentada no sofá com Léo no colo.

:- Você vai abrir a porra de um buraco nesse chão se não sossegar. - estaquei no lugar e olhei para a direção onde vinha a voz.

:- LUCY. - berrei correndo para os braços da minha amiga. - O que? Como? Quando? - perguntei afobado.

:- Vamos nos acalmar, sim? - pediu rindo do meu estado.

:- Ih, pedir para essa pessoa se acalmar é a mesma coisa que falar com uma porta. - Ally falou bufando.

:- Que calúnia é essa aqui? Eu ein. - resmunguei cruzando os braços.

:- Como você está, Lo? - Lucy perguntou me arrastando para o sofá.

:- Nervoso. - respondi com uma careta. - Não vejo a hora de ir para o aeroporto, mesmo tendo que enfrentar horas de voo, o que, obviamente, não gosto. - suspirei. - Eu espero que ela goste da surpresa.

:- E quem é que não ia gostar de uma surpresa dessas? Pelo amor de Deus, né. - Ally falou

:- Concordo com o pintor de rodapé ali, até eu iria gostar se Veronica fizesse isso comigo, e olha que não sou nem um pouco romântica, você sabe. - assenti, mordendo a ponta do dedo.

:- Vai se foder, Lucia. - Ally ralhou mostrando o dedo do meio e eu gargalhei.

:- OK, chega. Vamos para o aeroporto. - falei, levantando-me do sofá. - Amor, papai vai viajar por alguns dias, mas a tia Ally e a tia Lu vão cuidar de você, te amo. - falei para o pequeno filhote, depositando um beijo na cabeça do mesmo e recebendo um latido em resposta.

:- Vai ir para morar, é? - Lucy perguntou ao pegar uma das malas.

:- Não, idiota. Mas eu não sei como tá o clima por lá, eu não sabia o que levar, exatamente, e deu nisso. - falei apontando para as duas malas e a pequena mochila.

:- Pesquisasse antes, anta. - falou revirando os olhos.

Não respondi ao elogio, peguei a outra mala e saindo o apartamento, trancando-o em seguida. O caminho para o aeroporto era silencioso, mas não no sentido ruim, unica coisa que se era ouvida era a música saindo baixinho do som. Aproveitei para descansar e dormir, pelo menos um pouco. Acordei com Lucy me chamando, avisando que já estávamos no aeroporto, passei as mãos pelo rosto, espantando o sono, desci do carro carregando a mochila.

Caminhei em passos contados até o balcão de check in, fazendo-o logo em seguida, despachei minhas bagagens, e encontrei Lucy e Ally no caminho para a sala de espera. Nos envolvemos em uma conversa trivial, sem eira nem beira, completamente sem noção, era bom tê-las por perto. Eu estava feliz e ansioso e elas estavam me ajudando a distrair-me.

*Passageiros do voo 727 com destino a Boston, por favor, embarcar no portão oito*

Levantei-me do banco em que estava num pulo, arrancando algumas risadas das minhas amigas, abracei-as fortemente.

:- Faça uma boa viagem, Lo. Nos avise assim que chegar lá. - Ally falou

:- Vai ganhar tua garota, não me envergonhe. Faça direito, como lhe ensinei. - Lucy falou e eu gargalhei sendo acompanhado por Ally.

:- Pode deixar garotas, mandarei noticias e respostas. - falei calmo. - Eu amo vocês.

:- Nós também te amamos. - Ally falou me abraçando.

:- Tchau, nos vemos em uma semana. Se cuidem, não destruam meu apartamento, isso é para você, Lucia. - apontei em direção a minha amiga que estava rindo.

*Passageiros do voo 727, embarcar no portão oito, última chamada*

Corri para o portão de embarque olhando algumas vezes para trás encontrando minhas amigas acenando. Eu, finalmente, estava indo ao encontro da minha garota. Eu estava inquieto e muito ansioso, peguei o fone de ouvido no bolso e coloquei no aleatório, como sempre fazia, busquei por um livro dentro da minha mochila, ao poucos estava ficando mais calmo. O voo não demorou tanto quanto imaginava que iria, pouco mais de três horas e meia depois, finalmente estava pisando em Boston. Era uma cidade totalmente nova para mim, mas senti-me em casa. Chamei um táxi, pedi para que me levasse para o hotel em que havia reservado, o caminho não fora longo, e o motorista era um senhor muito animado e cativante e o sembrante calmo, contou-me sobre alguns pontos turísticos da cidade e entregou-me um cartão com seu telefone, caso eu quisesse passear. Ele me ajudou com as malas e me abraçou, fiquei sem reação, mas retribui o abraço na mesma proporção. Me senti mais feliz ainda. Fiz o check in no saguão do hotel e logo subir para o quarto, joguei-me na grande cama, buscando pelo meu celular em alguns de meus bolsos, achando-o no de trás de minha calça. Mandei uma mensagem para as meninas avisando que já estava no hotel e que o voo foi tranquilo. Tinha algumas mensagens de Camila, ela estava louca atrás de mim, eu não havia respondido nenhuma mensagem desde o dia anterior, respondi as mensagens dela para não deixa-la mais preocupada e fui tomar um banho. Não demorei muito no banho porque tinha que colocar um plano em prática e isso estava me deixando nervoso, mas no sentido bom, aquele friozinho na barriga para encontrar logo Camila e tê-la em meus braços. Terminei de me trocar, o tempo estava fresco, uma calça, camiseta e um cardigan estava ótimo. Liguei para o senhor do táxi, poucos minutos depois ele estacionava em frente ao hotel em que estava hospedado, passei-lhe o endereço do apartamento onde Camila morava, e não ficava longe do hotel onde eu estava.

O porteiro já estava informado de minha visita, Alejandro havia me ajudado com a minha surpresa para Camila. Logo minha entrada fora permitida. Caminhei pelo extenso saguão, em direção aos elevadores, aguardei até que chegasse para poder entrar na caixa metálica, poucos segundos depois eu já me encontrava no andar de Camila. Minhas mãos começaram a secar, minhas pernas a bambearam, minha garganta secou, e provavelmente, gaguejaria. Parei em frente a porta de Camila, minhas mãos tremiam, toquei a campainha e aguardei.

Dei um passo para trás, abaixei a cabeça, os segundos pareciam horas, cruzei minhas mãos na frente de meu corpo, a porta se abriu, levantei meu olhar e encontrei uma Camila com os cabelos bagunçados, os olhinhos vermelhos e a boca aberta.

:- LO. - gritou e seu corpo chocou-se contra o meu.

:- Oi, meu amor. - a abracei forte, com toda a minha saudade. - Surpresa.

:- Que surpresa maravilhosa. - falou com os olhinhos brilhando em lágrimas.

:- Ei, não chorar, por favor. - pedi, passando a mão sobre seu rosto, ela fechou os olhos.

:- Como, quando, que? Isso está realmente acontecendo? - perguntou ainda me agarrando.

:- Sim, meu amor, está acontecendo. - falei sorrindo.

:- Vem, vamos sair daqui, entre. Só não repare a bagunça, as meninas ainda estão aqui e está tudo uma zona. - falou envergonhada.

:- Tá tudo bem, amor. Desculpe-me por te acordar, mas eu não queria ligar ou mandar mensagem. - falei calmo.

:- Não se desculpe, eu adorei ser acordada assim, amor. - disse entrelaçando nossos dedos. - Vem, vamos acordar as meninas. - me puxou em direção a sala.

No caminho para a sala puxei Camila para um beijo transbordando minha saudade e ela respondeu na mesma intensidade.

:- Ei, suas putas. Acordem. - bateu palmas e as meninas nem se mexeram, sorri com a cena. - Não ria, Lorenzo. - arregalei os olhos

:- Mas eu nem fiz nada, amor. - fiz bico. - Quer ajuda? Que tal jogarmos água? - Camila me olhou horrorizada. - Quê?

:- Não, amor, sem jogar água. Vou puxar o edredom. -falou e caminhou para a ponta do colchão.

:- Amor, espera. E se elas estiverem... ahm, você sabe. - falei envergonhado.

:- OH, nossa. - voltou para perto de mim. - Vou cutucá-las é mais seguro. - assenti.

:- Camila, se você não calar essa porra de boca vou te jogar daquela varanda. - a loira resmungou. Gargalhei. - Ei, espera, essa não é sua risada. - abriu os olhos e os arregalou. - Puta merda. Mani amor, acorda. - falou cutucando a morena ao seu lado.

:- Isso, acordem. - Camila falou me puxando para o sofá.

:- O que foi, Dinah? - reclamou a negra.

:- Camila tem visita. - respondeu simples, a morena deu um pulo do colchão arrancando risada de nós três.

:- Oh, merda. Oi. - falou tímida.

:- Olá, vocês. - respondi baixinho.

Camila foi tomar um banho, minutos depois ela voltou com o meu moletom e uma calça também de moletom, com os cabelos presos num coque frouxo, sorrindo em minha direção, suspirei alto.

Eu havia me apaixonado mais uma vez por Camila Cabello naquele instante.

Fui oficialmente apresentado para as amigas de Camila, nunca me senti tão envergonhado na vida. Camila estava sentada no meu colo, com o rosto escondido em meu pescoço, a respiração quente dela batia contra a pele me arrepiando inteiro, e Camila soltava risinhos baixos.

:- OK, gente, o silêncio está gostoso, mas eu preciso perguntar. - Dinah falou chamando nossa atenção.

:- Lá vem... - Normani murmurou.

:- Dinah! - Camila repreendeu.

:- O que? Eu preciso ser o pai aqui já que o tio Ale não o colocou na parede. - falou como se fosse óbvio, gargalhamos. 

:- OK, o que quer saber? - perguntei para a loira.

:- Lo, não precisa responder nada para essa troglodita. - Camila falou acariciando meu rosto.

:- Não, está tudo bem. Eu já estava esperando por isso mesmo. - falei calmo, assentindo para Dinah.

:- Quais as suas intenções? Para começar. - falou firme.

:- Bom, eu nunca parei para pensar em quais seriam as minhas intenções com ela. - respondi sincero. - Mas eu sei que quero o melhor para ela e nós dois, obviamente.

:- OK, e o que pretende construir ao lado dela? - perguntou Normani.

Olhei para os olhos castanhos que me olhavam curiosos, suspirei e sorri.

:- Um futuro, por favor! - falei firme. - Namorar, noivar, casar, e ficar velhinho ao lado dessa mulher. É o que eu pretendo construir. - falei olhando nos olhos castanhos profundos.

Era possível se ouvir os suspiros das mulheres na sala, sorri envergonhado. Camila colocou as duas mãos no meu rosto, passou o nariz no meu e sorriu, beijou-me os lábios, um simples encostar, o bastante para fazer meu coração correr feito louco dentro de meu peito.

:- Depois dessa nem vou perguntar mais nada, isso foi o suficiente. - Dinah falou com um sorriso amoroso nos lábios. - Mani, amor, vamos para casa, Camila já não está mais sozinha e temos que dar privacidade ao mais novo casal.

:- Sim, vamos, babe. - respondeu Normani, levantando-se do colchão.

Camila despediu-se das meninas com um abraço apertado e beijos, fiz o mesmo e pouco tempo depois estávamos sozinhos no apartamento.

:- Finalmente a sós. - Camila falou grudando nosso corpo.

:- Eu gostei das meninas, elas são legais mesmo me enxendo de perguntas. - falei rindo. - Elas formam um casal lindo também.

:- Formam mesmo, elas namoram desde a adolescencia. - falou com a mão no queixo. - Nossa, já faz um bom tempo.

:- Quero te levar para um lugar. - falei calmo.

:- Que lugar, Lo? - perguntou 

:- É uma outra surpresa e é só isso que vou te falar, senhorita. - me olhou com a sobrancelha arqueada. - Não adianta, vai trocar de roupa, não precisa ser nada muito elegante, vista-se confortavelmente.

:- OK, eu não demoro, babe.  

Aguardei Camila trocar de roupas, liguei novamente para o senhorzinho de mais cedo, e agora, era só esperar. 

 Vamos por em prática a segunda parte do plano.

 


Notas Finais


All the love,

eithanzinho.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...