História Soulmate. - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fifth Harmony
Exibições 12
Palavras 3.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


HALLO!
Hoje temos duas musiquinhas pro capítulo.

Parachute - Kiss me slowly
Jessie J - Flashlight


Enjoy (:

Capítulo 21 - Twenty one.


Fanfic / Fanfiction Soulmate. - Capítulo 21 - Twenty one.

 Lorenzo Miguel

 

Acordei na manhã seguinte sentindo todos os meus musculos reclamarem, dois corpos estavam embolados junto ao meu, sorri negando com a cabeça. Tentei me soltar sem acordá-las, mas foi em vão, logo Ally estava despertando, soltando-se também de Dinah que estava agarrada a cintura da baixinha e logo também acordou.

 

:- O que? Como? Nós...? - Dinah perguntou

 

:- Eu não faço ideia. - falei rindo

 

:- Puta merda, estou doendo até em lugares que ainda não foram nominados. - resmungou Ally.

 

Começamos a rir e o celular de Dinah começou a tocar, arregalamos os olhos quando vimos o horário.

 

:- Ai caramba, ai meu Deus, nós não devíamos ter dormido tanto. - falou apavorada. - Espere, me deixe atender.

 

:- Vai, atende essa joça, garota. - falei andando de um lado pro outro.

 

Atendeu a ligação e logo colocou no viva-voz.

 

:- Oi, amor. - falou Normani.

 

:- Oi, babe. Bom dia! - falou carinhosa.

 

:- Bom dia! Eu espero que esteja tudo pronto porque nós já estamos no aeroporto. - arregalei os olhos e engoli o grito que queria escapar.

 

:- Oh. - Ally falou. - Acho que não devíamos estar aqui mais. - levantou-se rapidamente correndo pro meu quarto.

 

:- Está tudo pronto, amor, e como nós vamos fazer pra nos encontrarmos? Camila não pode sonhar que eu estive aqui esse tempo todo. - falou Dinah passando a mão pelos cabelos.

 

:- Volta pro hotel. O que você está fazendo na casa do Lorenzo uma hora dessas? Era pra você ter vindo com o tio Ale. - ralhou Normani.

 

:- É, eu... nós acabamos dormindo ontem, estávamos bem cansados. Desculpe. - falou baixinho.

 

:- Tudo bem, amor. Só saia daí antes que Camila chegue. - pediu.

 

:- Tudo bem, eu vou pro hotel e você me encontra lá. Tchau, babe.

 

E a ligação finalizou.

 

Eu andava de um lado pro outro, parecendo uma barata tonta. Estava claramente nervoso, apavorado, ansioso e tudo mais. Dinah parou-me no lugar, colocando as mãos em meus ombros, os olhos fixos nos meus.

 

:- Seus olhos estão cinzas, que lindos. - Sacudiu a cabeça. - Enfim, se acalme. Vá tomar um banho pra relaxar, já está tudo pronto. Ally vai ficar pra te ajudar a preparar o almoço, mas antes coma alguma coisa pra que você não passe mal, tudo bem? - assenti. - Ótimo. Agora eu vou indo, buena suerte, branquelo. - deixou um beijo molhado em minhas bochechas e se foi.

 

Soltei uma lufada de ar, caminhei até a sacada do apartamento, o céu estava lindo, e as nuvens em todas as suas belas formas navegando pela imensidão azul.

 

:- Lo? - Ally chamou-me. - Por que você não vai tomar um banho e relaxar? Eu começo a organizar as coisas por aqui enquanto isso.

 

:- Obrigado, Ally. - abracei-a fortemente. - De verdade!

 

:- Vá logo, sua garota daqui a pouco chega com seus sogros. - deu um tapinha em minha bunda e gargalhou.

 

:- Allyson! - cerrei meus olhos em direção a baixinha.]

 

:- Banho, Lorenzo. Agora! - gritou e eu corri pro quarto.

 

Cheguei em meu quarto e uma roupa estava arrumadinha na ponta da cama, sorri negando com a cabeça. Ally, com certeza, era meu anjo da guarda. Caminhei pra dentro do banheiro e meu celular começou a tocar em algum lugar do apartamento, corri pra saber de onde o som vinha, o encontrando na mão de Ally que sorria conversando com a pessoa.

 

:- Espere, vou passar pra ele. - fez um som nasal rindo de algo. - Tudo bem, nos vemos depois, tchau.

 

:- Allyson. Allyson. - a olhei sério e ela deu de ombros, gargalhando em seguida.

 

:- Atende e VÁ PRO BANHO, LORENZO. TEIMOSO. - gritou, arregalei os olhos e corri.

 

Entrei no banheiro rindo com o celular na mão, até tinha esquecido que havia alguém na linha.

 

:- Alô?

 

:- Oi, meu amor. - a voz de Camila soou sonolenta e baixinha.

 

:- Oi, meu neném. - falei baixinho também. - Como você tá?

 

:- Estou com muito sono e cansada. E você? -

 

:- Estou bem, amor. Com muita saudade do meu coalinha. - falei divertido.

 

:- Idiota. - riu - Eu também estou com saudade, mas não vou ir pro teu apartamento agora, tudo bem? - falou e eu arregalei os olhos. - Meus pais comentaram sobre um almoço que vocês combinaram hoje, então, vou descansar um e ir com eles.

 

:- Tudo bem, amor, descanse e venha com eles. - falei calmo. Liguei o chuveiro e deixei que a água caísse.

 

:- Você está no banho? - perguntou sussurrando.

 

:- Estou entrando agora. - respondi.

 

:- Vou desligar e fazer vídeo chamada. - gargalhamos.

 

:- Faça, amor. Vou esperar. - e Camila finalizou a chamada.

 

Entrei embaixo d'água quentinha que relaxava todos os meus músculos, levando consigo todas as minhas inseguranças e medos. Meu celular voltou a tocar e logo atendi.

 

:- Nossa, que imagem linda que estou tendo o prazer de ver. - Camila falou divertida.

 

:- Para, amor.

 

:- É sério, é a coisa mais linda do mundo e esses olhos clarinhos, ein? - falou mexendo as sobrancelhas.

 

:- Eles estão bem claros mesmo, não sei porquê. - dei de ombros.

 

:- Eu sei. - falou e eu arqueei a sobrancelha. - É porque daqui a pouco irá me ver.

 

Gargalhei gostosamente e Camila também. Eu estava morrendo de saudade dessa gargalhada que ela dá, o som encheu meu peito de paz e segurança.

 

:- Engraçadinha. - falei rindo.

 

:- Eu sei. - jogou os cabelos pro lado. - Amor, eu vou te deixar terminar o banho e ir dormir um pouco, daqui algumas horas estarei colada em você.

 

:- Estarei esperando ansiosamente, meu amor. - falei piscando. - Amo você.

 

:- Amo você mais. - falou fazendo biquinho. - Até já.

 

:- Até, amor.

 

Terminei meu banho e me troquei rapidinho, sequei o cabelo, arrumei a bagunça do quarto, segui pra cozinha em passinhos largos. Ally estava encostada na bancada cortando alguns legumes, balançando o corpo ao som de Ginza que ecoava pelo apartamento, sorri com a cena.

 

:- Precisa de ajuda? - perguntei ao entrar na cozinha.

 

:- Não, tá tudo sob controle por aqui. - falou sorrindo. - Quer arrumar a mesa?

 

:- Claro, vou ir arrumar.

 

Peguei uma toalha de mesa na gaveta do armário e fui pra sala arrumar a mesa. Forrei-a, coloquei os pratos, talheres e copos.

 

:- LO?- Ally gritou.

 

:- Oi, baixinha. Aconteceu alguma coisa?

 

:- Não, mas tá na hora de ir buscar as flores que você encomendou e daqui 25 minutos Camila chega com os pais. Então, você tem 15 minutos pra ir e voltar.

 

Fiquei parado olhando pra ela com a cabeça pendendo pro ladinho como um filhotinho.

 

:- Tô indo, me deseje sorte pra não pegar trânsito.

 

:- Suerte. - a ouvi gritar antes de fechar a porta do apartamento.

 

Desci as escadas correndo, passei como um foguete pelo estacionamento, estaquei no lugar ao não ver meu carro na vaga de sempre, olhei ao redor encontrando-o na vaga do vizinho, mas como ele foi parar ali? Não sei.

 

Acelerei pelas ruas calmas de Miami, devo ter passado por um ou dois sinais vermelhos, sem querer querendo, cheguei na floricultura a tempo, o buquê estava lindo, os arranjos, tudo perfeitinho. Os coloquei no banco ao meu lado, com todo cuidado do mundo pra não desmanchar. Tive todo o cuidado pra voltar pra casa e eles não escorregarem e irem parar no chão do carro. Besteira? Talvez... No caminho passei em uma casa de doces pra pegar também a torta de banana com nutella que Camila adora, só o cheiro me enchia a boca d'água. O caminho fora calmo, sem preocupações e desastres, agradeci aos deuses por isso. Entrei correndo em meu apartamento, com sacolas com sobremesas, o boquê colado ao meu peito, seguro e protegido, os outro arranjos dentro da caixinha, intactos. Suspirei aliviado.

 

:- Olá, olá, cheguei. - falei alto, rindo.

 

:- Olha, nem se atrasou. - Ally zombou. - E em tempo record.

 

:- Sim, senhora. - falei rindo. - Ally?

 

:- Fale, Lo.

 

:- Eu estou bem? Minha roupa tá boa? - perguntei envergonhado.

 

:- É sério? - assenti. - Seu puto, eu escolhi sua roupa e você está lindo.

 

:- Obrigado, Allycat. - a abracei forte. - Me faz um favor?

 

:- Claro. Qual é?

 

:- Ligue pro Ric, chame-o pra vir almoçar conosco.

 

:- Já o chamei, ele deve estar chegando.

 

:- Nossa, muito obrigado. Eu tinha esquecido de avisar a ele ontem.

 

:- Eu posso imaginar como sua cabeça deve estar. - falou com um sorriso terno nos lábios. - Fique tranquilo, estarei aqui pra te ajudar em tudo.

 

:- Não precisa de ajuda na cozinha?

 

:- Não, eu já acabei, na verdade. Já está tudo pronto, só falta a carne dourar um pouco.

 

:- Eu não sei o que eu faria sem você aqui, Allycat. Não tenho palavras pra te agradecer.

 

:- E nem precisa, nós sempre ajudamos um ao outro. - assenti. - Eu estou me sentindo uma mãe orgulhosa do filho, nem acredito que irá se casar.

 

:- Nem eu acredito, nem eu. - sorri grande.

 

Fomos nos sentar na sala enquanto esperávamos o pessoal chegar, Ric foi o primeiro e já chegou fazendo bagunça, alguns minutos depois Camila chegou acompanhada dos pais e de Normani e Dinah. Apresentei Ally e Ric devidamente a Normani, e como Camila não poderia desconfiar de nada, os apresentei a Dinah também.

 

:- Eu devo me preocupar por estar todo mundo aqui reunido? - Camila perguntou cerrando os olhos em minha direção.

 

:- Não, amor. Eu precisava conhecer sua mãe e nada melhor do que um almoço. - dei de ombros.

 

:- Que coisa mais linda. - apertou minhas bochechas.

 

:- Então, vamos comer? - Ally falou animadamente.

 

:- Vamos. - berraram em uníssono.

 

Nos acomodamos nas cadeiras, nos servindo logo em seguida. Eu observava todos eles com um sorriso tranquilo brincando nos lábios, mas por dentro estava tremendo de medo e ansiedade. Logo estávamos todos comendo entre piadinhas e histórias contadas por Sinuhe e Alejando, meus sogros fizeram com que Camila ficasse completamente sem jeito ao contar algumas coisas da infância e adolescência da latina, e toda vez ele se escondia em meu pescoço negando com a cabeça.

 

:- Amor? - chamei Camila baixinho.

 

:- Oi? - sussurrou

 

:- Amo você! - falei olhando-a nos olhos

 

:- Eu amo você muito mais. - selou nossos lábios.

 

O resto do almoço seguiu tranquilo, cheio de risos frouxos, gargalhadas espalhafatosas, cheio de felicidade. Depois do almoço fomos nos acomodar na sala pra termos mais conforto e o papo rolar solto. Notava o olhar de Sinuhe em cima de mim toda vez que eu enlaçava meus dedos nos dedos de Camila, um sorriso tranquilo brincava em seus lábios, os olhos transbordando felicidade, Alejandro não estava muito diferente da esposa.

 

:- Por que vocês estão nos olhando desse jeito? - perguntou direta.

 

:- De que jeito, mija? - perguntou Sinu

 

:- Vocês estão aprontando... - cerrou os olhos.

 

:- Quem tá aprontando? Quero ajudar. - Dinah falou animadamente.

 

:- Ninguém tá aprontando, Dinah. Fica quieta aí. - Normani repreendeu a namorada.

 

Voltamos a uma conversa animada, Ally me ajudou a servir a sobremesa. Camila só faltou me derrubar no chão quando viu que era a sua sobremesa favorita. O sorriso satisfeito nos lábios dos meus sogros, os olhares orgulhosos dos nossos amigos, só me deram a certeza que eu estava seguindo no caminho certo. E havia tomado a decisão certa também.

 

:- Gente, eu posso roubar a Camila um pouquinho de vocês? - pedi. - É só por alguns minutinhos.

 

:- Claro, fique a vontade. - Alejandro falou, com um sorriso de lado.

 

:- Obrigado, fiquem a vontade. - assentiram. - Vem, amor. - peguei em sua mão a ajudando se levantar do chão.

 

Caminhamos abraçados por quase todo corredor, parei de andar e Camila me olhou com o cenho franzido, tirei um lenço do bolso e sorri.

 

:- Feche os olhos, por favor, amor. - pedi selando nossos lábios.

 

:- Lo...

 

:- Sh, confia em mim.

 

:- Não faz "sh" pra mim, Lorenzo.

 

:- Desculpa. - falei rindo. - Feche, amor.

 

:- Se tu vier de gracinha pra me assustar, vou te bater.

 

:- Eu prometo que não é susto, é uma coisa boa.

 

Camila fechou os olhos, coloquei o lenço sobre seus olhos, amarrando-o atrás de sua cabeça. Segurei em sua mão e voltamos a caminhar. Eu não fazia ideia do que Dinah tinha feito naquele cômodo vazio, seria uma surpresa pra mim e Camila. Abri a porta lentamente, segurando o grito que queria escapar de minha garganta. O quarto estava lindo, senti meus olhos marejarem, balancei o rosto pra espantar o choro. Deixaria pra chorar depois de obter minha resposta.

 

:- Eu já posso tirar esse lenço dos meus olhos, amor? - perguntou manhosa.

 

:- Um momento, babe. - caminhei em direção a caixinha de música que estava posta em cima de uma das várias almoçadas que Dinah espalhou por ali e coloquei a primeira música.

 

{ Play - Parachute - Kiss me slowly }

 

A melodia calma ecoou pelo comodo, um sorriso lindo brotou nos lábios da latina, caminhei até a porta onde Ally estava segurando a caixinha com as alianças, a agradeci rapidamente. Sinuhe estava com os olhos marejados e a mão tapando os lábios.

 

:- Eu vou tirar, mas por favor, continue com os olhos fechados.

 

:- Tá bem, amor.

 

Tirei o lenço dos olhos de Camila e o deixei no chão mesmo. Parei em frente a latina que mantinha o sorriso nos lábios rosados, brincava com as pontas dos dedos, nervosamente. Segurei a mão esquerda de Camila enquanto me ajoelhava em sua frente e abri a caixinha logo em seguida.

 

:- Amor, abra os olhos. - pedi e logo os meus castanhos favoritos apareceram.

 

Os castanhos estavam curiosos, marejados, felizes, emocionados.

 

:- Lo... - um soluço escapou.

 

:- Camz, desde o nosso primeiro encontro ou melhor dizendo "encontrão", durante todos esses anos sem nenhum contato, sem nem ao menos saber o seu nome, eu te amei. Amei como jamais poderia imaginar. Em cada canto novo que eu conhecia durante a minha viagem de auto-conhecimento, os seus belos castanhos me acompanharam, nas noites de insonia a sua voz me fazia companhia. Os castanhos mais expressivos e que tanto amo, me visitava durante os meus melhores sonhos. - meus olhos ardiam por segurar as lágrimas. - Um dia tivemos uma reunião, estavam todos afobados pra saber pra que raios era essa maldita reunião, e eu não estava nos meus melhores dias, estava mal humorado, com vontade de chutar bundas e mais bundas. - rimos. - Sabe quando você tem um dia de cão? Aquele era o meu. Só que eu não contei pra ninguém, nem mesmo pra Ally ou Ric, pra eles eu estava bem, mas eu não estava. Eu só queria sair dali logo, almoçar e voltar a me trancar em minha sala, mas o universo não concordava com isso, ele não queria que eu me trancasse naquele escritório por Deus sabe-se lá por quantas horas. Porém ao sairmos de minha sala e aguardarmos o elevador chegar, ele estava te trazendo, e eu não fazia ideia disso. - Ri negando com a cabeça. - Eu estava tão emburrado pela demora do elevador que estava quase descendo de escadas mesmo, o elevador chegou, e as portas se abriram. E lá estava você. Distraída com algo em seu celular, minhas pernas já haviam virado gelatina naquele momento, meu coração batia descompassado dentro do peito, a falta de ar se fez presente, e então, seus olhos captaram os meus. Uma explosão aconteceu. Um sorriso lindo brotou em seus lábios. E ali, eu havia me perdido no mar castanho de seus olhos.

 

:- Amor... - falou com dificuldade.

 

:- Espera. - pedi entrelaçando nossos dedos. - Eu te amei na primeira troca de olhares. No encontrão. E nos anos seguintes. E eu te amei ainda mais quando nossos olhos se cruzaram quando você estava dentro daquele elevador. E eu sigo te amando desde então, com toda a certeza que existe dentro de mim, continuarei te amando até que falte ar em meus pulmões. - respirei fundo. - Camila, você aceita se casar comigo?

 

{ Fim de Kiss me slowly }

 

Alguns soluços ecoaram pelo cômodo, mas não era de Camila. Era Sinuhe, Allyson, Dinah, Normani e Richard. Alejandro estava chorando contido.

 

{ Play Flashlight - Jessie J }

 

Camila me olhava com um sorriso lindo de lábios e olhos, a mão que segurava a minha tremia e a minha acabava tremendo também, eu estava calmo, mas ansioso pela resposta.

 

Alguns minutos se passaram, e já estava começando a me desesperar pelo silêncio da latina.

 

:- Mija? - chamou Alejandro. Camila desviou os olhos dos meus e olhou para o pai, que sorria amavelmente e assentindo levemente, como se dissesse que era o certo a se fazer.

 

Normani e Dinah estavam agarradas, era difícil saber quem chorava mais ali. Ally sentou-se no chão, os olhos também marejados de emoção. Richard estava encostado no batente da porte. Sinuhe e Ale estava abraçados próximos de onde nós estávamos.

 

:- Lo... - chamou-me. - Yes, I do. I do.

 

Uma explosão aconteceu dentro de mim e fora, como se saísse fogos do meu peito. A gritaria foi tremenda. Eu estava em choque.

 

:- Voc-cê a-acei-ita? - perguntei chorando.

 

:- EU ACEITO! - gritou em plenos pulmões.

 

:- Oh meu deus. - sussurrei. - É real? Me belisca aqui rapidinho. - Camila beliscou minha mão. - Ai, caramba.

 

Sinuhe chorava com o rosto afundado no peito de Alejandro. Dinah, Normani, Ally e Ric estavam em um abraço desengonçado.

 

:- É real, meu amor. - Camila ajoelhou-se próxima a mim e selou nossos lábios.

 

:- Eu te amo tanto. - falei em meio ao choro.

 

Tirei a aliança da caixinha e o deslizei pelo dedo magro de Camila, deixando um beijo casto em cima.

 

Busquei o buquê de lírios em cima de uma almofada e o entreguei a Camila, o sorriso alargou-se ainda mais fazendo com que os olhos ficassem puxadinhos e pequeninos.

 

Meus olhos acompanhavam cada detalhe, cada movimento, cada expressão, cada sorriso, cada olhar.

 

Meu coração batia calmo dentro do peito, uma felicidade indescritível, não era possível colocar em palavras o quão bem eu estava me sentindo.

 

Me levantei ajudando Camila se levantar também, nossos corpos estavam colados, nossas testas apoiando-se, os lábios curvados em um sorriso calmo, apaixonado, cúmplice. Logo nossos corpos foram esmagados em um abraço grupal, gargalhadas eram ouvidas, uma falação sem fim.

 

:- Vamos comemorar! - berrou Normani e Dinah.

 

:- Temos um casamento pra aprontar! - falou Sinuhe.

 

Camila me puxou pra fora daquela bolha de afobação, e caminhamos pro meu quarto, ela colocou o buquê em cima de minha cama, virou-se pra mim com um olhar sacana e um arrepio me cortou a espinha.

 

:- Hoje você é meu, não quero comemorar com eles, não hoje. - falou se aproximando.

 

E nada, além dela, me importava naquele momento


Notas Finais


All the love, Et.


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