História Soulmate - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 114
Palavras 1.745
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY EY EY EY!
OLHA QUEM REAPARECEU HAHAHA
Com um pouquinho mais de sofrência para vocês, claro, e para piorar um pouco mais, sugiro que escutem Hold On, do Shawn, durante o capítulo. Sério, gente, deixarei o link nas notas finais porque a música muda tudo no cap!
Boa leitura o/

Capítulo 5 - Hold On


Fanfic / Fanfiction Soulmate - Capítulo 5 - Hold On

Decido não retornar ao quarto de Shawn e, após verificar o estado dos meus outros pacientes, me vejo perdida no hospital. Depois de tomar notas sobre a traqueostomia da Sra. Perkins, do pós operatório da apendicite do Sr. Keith e do parto da Sra. Williams e da pequena Paige, a única coisa que consigo fazer é seguir até a sala dos médicos e me atirar num sofá, respirando em paz pela primeira vez no dia.

E se ele…

As lágrimas invadem os meus olhos e deixo que saíam enquanto me inclino, escondendo o rosto nas mãos. As passo pelos cabelos e mantenho o olhar fixo no chão conforme o choro pinga, me fazendo soluçar.

Impeço minhas lembranças de me levarem até Michael e travo a mandíbula, tentando recobrar meu próprio controle quando decido que já liberei emoção suficiente..

Vamos lá, Mira. Inspire, segure, expire.

De novo.

Inspire, segure, expire.

Refaço devagar os três movimentos, sentindo meus músculos relaxarem e a névoa nos meus pensamentos se dissipar. Apoio a mão na nuca e fecho os olhos por alguns instantes, tentando focar meu raciocínio em aproveitar meus minutos de paz. Não sei quanto tempo terei até que alguma catástrofe aconteça e as vítimas invadam o hospital, então é melhor usufruir do meu pouco tempo.

Respiro fundo uma última vez antes de me levantar, seguindo até o meu armário e abrindo minha bolsa. Vasculho a mesma até encontrar minha antiga polaroid, e pego um café antes de seguir de volta para o sofá. O líquido fumegante aquece tudo em seu caminho, me fazendo relaxar de vez enquanto miro a câmera nos meus tênis e tiro uma foto deles. Eles são velhos e provavelmente já devo ter umas dez fotos deles, mas não consigo me cansar da mesmice dos meus tênis cinza cheio de carinhas do Mickey Mouse.

É o Mickey, quero dizer, o melhor desenho já inventado!

A porta se abre, atraindo minha atenção, mas assim que vejo Carter passar por ela, crispo os lábios e volto a me focar na próxima foto.

— Fiquei sabendo que o moleque sobreviveu. — diz ele, mas o ignoro e miro a câmera na mesa da máquina de café. — Você deveria estar comemorando. — bato a nova foto, ouvindo o barulho da polaroid imprimindo a mesma e então vendo a foto cair no meu colo, sobre a dos meus tênis. — Qual é, Mira!

Observo a sala a procura de um novo cenário, só notando que Carter se atirou ao meu lado quando ele segura meu queixo e beija minha bochecha.

Me esquivo no mesmo instante.

— Vai ficar brava agora? — ele resmunga, se reaproximando e fuçando meu pescoço com o nariz. — É só um paciente, Mir.

— Você é nojento, grosseiro, estúpido e machista. — disparo, me virando para ele com a cara fechada e então me pondo de pé. — E o paciente é meu, você não tinha que opinar em nada!

— Só me diga uma coisa. — Carter sorri sacana e se inclina pra frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. — Está brava porque me intrometi na sua cirurgia ou porque está apaixonada por um paciente cujo qual você sabe que não vai acordar?

Arregalo os olhos, sendo tomada pelo impulso de atirar o resto do meu café na cara dele.

— Mira! — ele grita, ficando de pé no mesmo instante enquanto se perde entre limpar o rosto ou arrancar a camisa. — Porra, essa merda tá quente!

Rio baixo e miro a câmera nele, tirando uma foto de sua confusão e me esgueirando na direção da saída antes que a situação piore para o meu lado. Guardo minhas polaroids no bolso do jaleco e sigo pelo corredor com a câmera em mãos, ignorando a situação que deixei para trás.

Talvez Carter tivesse ganhado algumas queimaduras, e sorrio ao decidir que não tenho absolutamente nada a ver com isso.

Quando estou prestes a fazer meu caminho até a lanchonete para pegar um novo café, meu pager apita nos bolsos, me fazendo girar sobre os calcanhares no mesmo instante. Apanho o aparelho enquanto já movo meu corpo na direção da outra ala do hospital, pronta para o que quer que seja.

Mas o pager me indica…

Ah não.

Nego com a cabeça e acelero meu passo até a emergência, já encontrando uma fila de atendentes e enfermeiras correndo para lá também.

— Houghton. — Nichols cumprimenta assim que passo ao lado dela.

— Sra. McGee de novo? — indago, vendo os paramédicos moverem uma maca na direção de uma cama vazia. Suzie está entre eles, o olhar baixo e concentrado na paciente.

— Mira! — a mulher se senta na maca, abrindo um sorriso radiante.

Vejo seus pulsos cortados e arregalo os olhos, correndo para lá.

Glória McGee é uma senhora de 78 anos que nos visita mais do que qualquer outro paciente em Seattle. Por conta do alzheimer, ela acaba se metendo em mais problemas do que posso contar, mas ainda assim tem uns momentos de lucidez que felizmente ainda acontecem com frequência.

— O que aconteceu? — me aproximo, visualizando a profundidade dos ferimentos.

— Cortes profundos no pulso. — Suzie diz o óbvio, comigo arqueando a sobrancelha. — Os funcionários da casa de repouso disseram que foram causados por um prego.

— Administrem a antitetânica. — Nichols diz o óbvio. A última coisa que precisamos é de uma infecção bacteriana.

— Precisamos de uma SO? — indago, conferindo os sinais dela.

— Ah não, eu vou ficar bem… — diz a Sra. McGee, mesmo que pareça prestes a dormir a qualquer instante.

— Não precisamos de SO, estou conseguindo conter o sangramento. — baixo o olhar, vendo Nichols e outra residente trabalharem na paciente, cada qual pressionando um pulso.

— Artérias? — insisto, com a minha residente se virando pra mim com a cara fechada.

— A paciente está estável, Houghton. — ela pisca devagar. — Mas vamos movê-la para um quarto e mantê-la em observação essa noite.

— Eu estou bem. — a Sra. McGee insiste. — Aqueles rapazes da casa de repouso que são muito preocupados.

— Por que você se cortou, Glória? — indago, arrumando uma mecha de seu cabelo grisalho fora do lugar.

— Eu… — ela pisca por alguns instantes, alternando o olhar entre os médicos. — Não me lembro.

Nichols sorri e segura devagar a mão dela.

— Está tudo bem, Sra. McGee. — a residente assente, se voltando para os médicos. — Levem-na para um quarto vazio e contate os parentes. — seu olhar recai sobre mim e ela me encara de cima a baixo. — Acompanhe a subida e… — seus lábios se crispam. — Tente não bancar a heroína.

Engulo em seco e aceno, observando enquanto os enfermeiros começam a se preparar para movê-la. Carter ressurge no final do corredor, me olhando feio antes de começar a falar com Nichols, com ambos seguindo para longe da minha vista.

Hm, provavelmente conseguiu se redimir e vai ir para alguma cirurgia.

Que mundo injusto!

— O que a senhorita tem aprontado?

Abaixo o meu olhar para a Sra. McGee, rindo fraco e a acompanhando conforme sua maca começa a se mover.

— Nada demais. — dou de ombros, apesar de ainda ter um sorrisinho. — Apenas tive minha primeira experiência como paramédica ontem.

— Jura? — ela pisca rapidamente. — E então?

— Salvei um garoto de 18 anos. — é impossível esconder o meu orgulho, mas ele se dissipa ao me lembrar de Shawn há alguns andares acima. — Ou… Quase salvei.

— O que houve? — ela segura minha mão sobre a grade, e preciso respirar fundo para não cair em prantos de novo.

— Ele está em coma. — aceno com a cabeça, ainda tentando digerir a informação.

Seus dedos ossudos apertam os meus, com a senhora fazendo uma careta pela dor.

— Está tudo bem, ele é forte. — sorrio o máximo que consigo. — Não se preocupe.

— Garotos nessa idade são resistentes. — ela pisca. — Daqui a pouco ele vai estar correndo pelo hospital.

É impossível não rir, comigo contendo o impulso de explicar que Shawn já é um pouquinho grande demais para sair correndo pelos lugares feito uma criança, apesar da imagem parecer engraçada. Ajudo os enfermeiros a colocá-la na cama e insisto para que ela descanse, com a mulher se recusando a fazê-lo até que eu lhe deixe me dar um beijo na testa.

Em outra visita, a Sra. McGee já havia me dito que era um costume que ela mantinha com os netos.

Instruo os enfermeiros a manter um olho nela e então deixo o quarto, pronta para finalmente fazer meu caminho até a lanchonete. Meu corpo agora parece arrependido pela minha decisão de ter desperdiçado café com o Carter.

Mas um coro incomum me faz parar no mesmo instante.

Mas que diabos?

Sigo até o corredor que dá para frente do hospital, onde há uma janela enorme que cobre toda a parede. Vejo alguns médicos, enfermeiros, pacientes e parentes parados diante do vidro, inclusive os pais e a irmã de Shawn. Franzo o cenho e caminho até eles, até porque é só ali onde conseguirei visualizar o que está acontecendo. Todo o resto do vidro está ocupado por bisbilhoteiros curiosos.

Não que eu também não seja uma, mas isso não vem ao caso.

Quando finalmente alcanço a brecha, dou uma olhada para o lado de fora, abrindo a boca completamente embasbacada.

O céu está arroxeado e há um mar de garotos e garotas na frente do hospital, ocupando até mesmo uma parte da rua. O fluxo de veículos foi interrompido por eles, mas ninguém buzina, ninguém xinga. Eles permanecem ali, cada qual segurando uma vela enquanto cantarolam uma música que eu sequer ouvi antes, mas que ainda assim deixa tudo mais bonito.

Não há uma única voz fora do coro, e todos eles encaram o hospital e seguram a vela com as duas mãos, a maioria derramando algumas lágrimas.

Mas sem nunca parar de cantar.

— Chama-se Hold On. — a irmã de Shawn diz, atraindo minha atenção. Ela chora junto aos pais, mas ainda consegue falar sem soluçar tanto. — Ele cantava… — seus olhos se apertam e ela engole o choro. — Canta muito bem, sabe? E compõe também… Na verdade, acho que não tem muita coisa que ele não possa fazer. Ele é incrível, é meu irmão e…

Michael.

Engulo em seco quando ela desaba a chorar, com os pais a puxando para um abraço. Aceno com a cabeça e observo meus tênis por alguns instantes, logo notando que devo ser a última pessoa que eles querem encarar nesse momento, então, apenas aperto minha câmera entre minhas mãos e sigo para fora do corredor.

Não sem antes aproveitar uma brecha mais distante deles para poder tirar uma foto.

As velas reluzem quando a foto sai da polaroid.

Vamos lá, Shawn.

Acorde.


Notas Finais


Hold On: https://www.youtube.com/watch?v=Lx6y4jK1HGc
TEM UM OLHO NA MINHA LÁGRIMA!
E, pra lascar com a vida de vocês só um pouquinho mais, vou dizer também que SAIU O TRAILER DE SOULMATE HAHAHA vocês podem encontrá-lo aqui, espero que gostem -> https://www.youtube.com/watch?v=Zfy7iFAvGXU

Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
Grupo do WhatsApp: Nome e DDD+Número por MP!
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes
#WAKEUPSHAWN
Nos vemos em breve, amores!
Xx


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