História Soul's Mirror - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jackbam, Markjin, Yugjae
Exibições 91
Palavras 3.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoinhas.
Esta é a minha primeira fic e é 2jae, como podem ver.
Provavelmente vocês vão encontrar erros, porque sempre deixo passar, mas espero que curtam a história.
Eu estava com várias ideias na cabeça então decidi por pra fora.
Gosto que o rumo seja mais de vagar, então as coisas acontecerão assim.
Vejo vocês lá em baixo. _o_

Capítulo 1 - Chapter One


Era uma segunda feira como todas as outras, quando Youngjae saiu logo cedo do seu pequeno “apartamento” para ir trabalhar em uma lanchonete à cinco quadras dali.
Já era sua segunda semana trabalhando naquele local imundo e insuportável. Youngjae não sabia como qualquer pessoa em sua sã consciência ia até aquele local para comer ou tomar um café. Nos últimos dias, presenciou pelo menos dois ratos e umas cinco baratas passando lá, sem contar o jeito desastroso dos funcionários em deixar cair qualquer tipo de comida no chão e não limpar, o que deixava um cheiro insuportável no local. Mas o que fazia sentido para Youngjae, era que a lanchonete era muito mais frequentada por bêbados do que por qualquer outro tipo de clientes.
Até mesmo às oito horas da manhã, já havia alguns homens chegando e pedindo bebidas para o atendente. Por sorte, Youngjae conseguia aguentar aquele lugar por cuidar do caixa e também, por precisar muito desse trabalho.
Desde que sua mãe faleceu, há três anos, Youngjae tem morado sozinho em um porão alugado, que para ele, é bem caro, levando em conta o estado atual do local. Era como um ovo e só haviam dois cômodos, contando com o banheiro. Não que Youngjae estivesse reclamando, era o melhor que ele havia arrumado desde que sua mãe faleceu e a casa onde moravam ficou como posse do governo para quitar as dívidas que ele sozinho não poderia pagar.
Youngjae sentiu seu celular vibrar em seu bolso e logo visualizou uma mensagem de Yugyeom

– “Bom dia, hyung! Antes de ir para o cursinho irei passar aí. ” – Youngjae suspirou aliviado, ainda mais quando viu que o tempo estava passando depressa.

Quando fechou o caixa para o próximo funcionário, por cerca do meio dia, Youngjae esperou por Yugyeom, que havia mandado outra mensagem avisando que estava chegando. Enquanto esperava, Youngjae assistia o movimento da rua e estranhou ao ver uma garota que aparentava ter uns quinze anos de idade, com o cabelo um pouco bagunçado, cercar uma senhora que estava com a bolsa entre aberta. A senhora era baixinha e usava um chapéu devido ao sol quente. Logo, Youngjae desconfiou, mas não gostava de julgar as pessoas, então apenas observou.
Com muito cuidado, a garota conseguiu pegar a carteira da bolsa da senhora sem ser percebida. O farol abriu e a senhora estava preste a atravessar o sinal, mas Youngjae não se conteve ao perceber que a garota havia acabado de fazer.

  – Ei, você! Devolva isso! Eu vi o que você acabou de fazer! – Youngjae gritou e apontou o dedo para a garota. Todos em sua volta pararam para observar o que estava acontecendo. – Você está tentando roubar isso, devolva.  

A garota petrificou e sem saber o que fazer, apenas correu.

– Yah! Pare aí! Espere! – Youngjae correu o máximo que pôde. Passou como um relâmpago por Yugyeom que estava indo em direção oposta ao de Youngjae.

Enquanto corria, a garota olhava para traz para certificar que não estava sendo seguida, mas seus olhos encontraram um Youngjae determinado a pegá-la.
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– E então? Você vai ou não?

– Eu estou indo, não estou, Jackson? Agora cale essa boca, por favor. – Jaebum estava caminhando bem lentamente enquanto olhava o celular.

– Qual é, JB, temos que correr, já é mais de meio dia. – Jackson parou de falar assim que viu a expressão de Jaebum. – Olha, vamos fazer o que temos que fazer e depois você resolve isso, ok? Estamos atrasados, seu pai vai realmente, realmente nos matar.

– Te matar, você quer dizer. – JB sorriu cinicamente. Sabia que seu pai não iria fazer nada contra ele, já que era o seu único filho e herdeiro da empresa WorldGlass, a maior empresa de vidro da Ásia. Já Jackson, era apenas um secretário que conseguiu esse emprego graças à amizade duradoura com JB.

– Não seja maldoso, hyung. – Jackson trincou os dentes e apertou o passo. Precisavam chegar à gráfica em menos de dez minutos para pegar um banner importante que seria o foco da reunião que começaria há uma hora da tarde. Por que esse banner ainda não foi pego? Porque Jaebum esteve “ocupado” a manhã toda, com compromissos desnecessários, como zerar o seu novo jogo, ler o seu mangá favorito, etc.

Jackson seguiu o caminho que os levariam direto ao carro de JB, a gráfica não era tão longe, mas com o tempo apertado, o mais ideal seria busca-lo de carro, mas JB provavelmente não pensava assim.

– Onde está indo? O seu carro está para lá! – Jackson apontou para o lado contrário de JB.

– Vamos apé.

– Você só pode estar brincando. – Jackson olhou no relógio, era meio dia e quinze, o presidente Im pediu que o banner estivesse na sala dele meio dia e meio, para as preparações. – Hyung, por que se ofereceu para busca-lo se não queria ir? – Disse por fim.

– Não é obvio? – JB respondeu.

– Não! – Jackson tentava alcançar o passo de JB, mas suas pernas eram consideravelmente menores. Com Jackson já sem folego, ambos pararam na faixa de pedestre, esperando o farol abrir para continuarem.

– Com certeza a essa altura, meu pai já deve estar enlouquecendo. – JB respondeu, olhando no relógio calmamente.

– OMO, não diga isso. – O farol abriu e Jackson quase correu enquanto JB atravessava sem pressa. – Você ainda está tentando tirá-lo do sério? Poderia pelo menos não me envolver nessa missão?

– Infelizmente, não. – JB disse por fim, chegando do outro lado da avenida seguido por um Jackson sem ar.

Após dar alguns passos, JB avistou uma garota, aparentemente era nova e corria descompassadamente de um garoto que pedia licença para as pessoas enquanto costurava a multidão. Sem pensar muito, JB deixou a garota passar e segurou a blusa do garoto que estava atrás da mesma, fazendo ele recuar e tentar se livrar da mão de JB.

– Me solte! Ela vai escapar! – Youngjae empurrava JB, mas era como empurrar uma parede.

– O que você pensa que está fazendo? Perseguindo menininhas em plena luz do dia? Mas é muito sem vergonha em moleque? Quantos anos você tem? Dezessete? – JB empurrou Youngjae que caiu de bunda no chão, reclamando da dor do impacto.

– Hã? – Youngjae não entendia porque aquele homem havia lhe parado, não entendia porque estava sendo tão escroto sem nenhuma razão, nem o conhecia.

– Você estava assediando aquela garota? Perguntei quantos anos você tem.

– Eu tenho vinte! E eu não estava assediando aquela garota, por favor, saia da minha frente. – Youngjae tentou se levantar e seguir seu caminho, mas JB o empurrou para o chão mais uma vez.

– Hyung, deixe-o! Estamos atrasados, pelo amor de Deus! – Jackson se meteu, puxando JB para prosseguir.

– Não está vendo a situação, Jackson? Este garoto disse que tem vinte anos, mas estava perseguindo aquela garota que deveria ter o que? Quinze anos? – JB puxou seu braço e se desvencilhou dos puxões de Jackson.

– Olha aqui, seu idiota! – Youngjae chutou a canela do mais alto fazendo-o gemer. – Graças a você eu perdi a garota de vista. – Logo em seguida, Yugyeom chegara e ajudara a levantava o amigo.

– O que está acontecendo? – Yugyeom perguntou e Youngjae se levantou, logo voltando a correr na direção em que a menina havia desaparecido. Sem mais perguntas e ainda confuso, Yugyeom correu atrás do amigo. 

– Mas o que? – JB ficou agarrado em sua canela, gemendo enquanto Jackson tentava levantá-lo. – Que menino mais rude, como pôde me chutar?

– JB, esqueça isso, o banner! – Jackson puxava ainda mais o mais velho para seguir o caminho oposto dos meninos que estavam ali a poucos segundos atrás.

 – Pare de me puxar, Jackson! – JB se levantou e puxou novamente seu braço contra o amigo. – Vai estragar minha camisa!

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– Já fiz a minha boa ação do dia, chega né? – Yugyeom disse enquanto estava se recuperando do cansaço.

– Não fique contando, Yuggie. É feio. – Youngjae caminhava em direção à sua casa contente. – Conseguimos pegá-la com a ajuda de um policial e, apesar de ter sido difícil, encontramos a dona da carteira e conseguimos devolver para senhora. Foi bem difícil, principalmente porque um idiota me parou quando eu estava quase.... Mas valeu a pena.

– Aliás, o que foi aquilo? – Yugyeom riu e parou, indicando que havia chegado em seu cursinho.  Estava todo despenteado.

– Também não sei. Algumas pessoas são realmente sem noção. – Youngjae ajeitou os fios bagunçados do menor, fazendo-o corar.

– Mas no fim deu certo, isso que importa. Agora preciso ir, hyung. Estou atrasado. Mais tarde passo lá na sua casa e conversamos com calma, ok? Preciso te contar uma novidade.

– Ok! Boa aula, maknae. Se cuide. Quero saber sobre essa novidade. – Youngjae acenou para o mais novo e continuou o seu caminho de volta para casa.

– Psiu! Ei, você! Menino de moletom preto! – Youngjae olhou para a própria blusa, confirmando que estava de moletom preto e logo se virou, procurando pela voz.

– Aqui, aqui! – Uma senhora sentada na calçada chamava pelo moreno e Youngjae se perguntou novamente se ela estava falando com ele. – Sim, você, venha aqui.

– O que? Eu? Por que? – Youngjae se aproximou e se agachou até ficar na mesma altura da mais velha.

– Você acredita no amor? – A senhora perguntou e Youngjae ficou ainda mais confuso. Aquilo era uma piada?

– Sim, acredito. – Youngjae respondeu por fim.

– Existe alguém que você ame, meu jovem? – A senhora portava um sorriso que era difícil decifrar devido ao grande chapéu que ela usava.

– Eu só tenho o meu melhor amigo, eu amo ele.

– Não é esse tipo de amor, querido. Um amor quente.... Paixão. – A senhora que estava sentada a poucos centímetros de Youngjae começara a sussurrar, seu chapéu cobria seu rosto e seu cabelo totalmente branco. Seu vestido era comprido como de uma cigana. 

– Paixão? Tipo de namorados?

– Isso! Você tem uma namorada ou um namorado?

Youngjae tentou se lembrar se alguma vez na vida já teve algo que pudesse se aproximar disso, mas desde que era pequeno, sempre foi muito sozinho, estava sempre ocupado cuidando de sua mãe e a ajudando, não tinha tempo para manter amizades. Yugyeom fora seu único amigo, o único que insistiu o suficiente para Youngjae se sentir preso a ele.

– Leve isto. – A senhora misteriosa retirara uma garrafa de sua coleção exposta na calçada onde havia uma placa escrito “Amor Eterno, consiga aqui”. – É de graça para você.

– Eu não posso aceitar, além disso, eu nem sei o que é isto. – Youngjae segurou e olhou a garrafa nas mãos, era transparente e feita de um vidro bem resistente, seu liquido era rosa e parecia brilhar.

– Meu jovem, aceite esse presente já que você fez uma boa ação importante hoje. Nesta garrafa, há uma bebida importante, tenha atenção, você deve bebe-la apenas quando encontrar alguém que te faça sentir paixão. Tome este liquido com essa pessoa.

Youngjae franziu o cenho. Como aquela senhora sabia que ele havia feito uma boa ação? Pensou em recusar, mas ela tinha razão, havia feito uma boa ação hoje e se ela queria lhe dar, não havia porque recusar, afinal, uma bebida cairia muito bem hoje, estava realmente querendo beber algo “forte”, mas na situação em que se encontrara, só poderia mesmo beber água.

– Tudo bem. Mas não irá fazer falta para a senhora? Vejo que está vendendo todas essas garrafas. – Youngjae olhou em volta e viu duas garotas com uniformes escolares escolhendo garrafas de cores diferentes, pareciam excitadas em compra-las.

– Apenas aceite, meu jovem, lembre-se, apenas beba com alguém que valha esta garrafa.

Youngjae achava aquela senhora muito estranha, mas não iria ficar discutindo. Pegou a garrafa e colocou em sua bolsa, agradeceu e seguiu o seu caminho direto para casa.
 
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– Hyung? – Jackson já estava comendo as carnes de suas unhas enquanto esperava em pé ao lado da mesa de JB.

– Hm? – Jaebum estava calmo descansando as pernas em sua mesa e procurando mais algum mangá para ler em seu celular.

– Como você pode estar tão tranquilo depois do que aconteceu? Eu vou morrer, a gente vai morrer. – Jackson andava de um lado para o outro, preocupado.

– E o que aconteceu mesmo? – JB se fez de sonso.

A porta da sala de JB foi aberta sem permissão, por ela, adentrou um senhor bem mais velho, seu cabelo era grisalho e vestia um terno com uma grava elegante. Seu rosto não era nada amigável e ele segurava um pôster em suas mãos. Jackson que estava “passeando” pelo escritório congelou no mesmo instante.

– Você está louco, Im Jaebum? – O mais velho parou em frente ao moreno sentado em sua mesa e o fulminou com o olhar.  

– Eu n....

– Você está louco sim! – O mais velho cortou o moreno aumentando consideravelmente o seu tom de voz. – Você pensa o que? Que porque faz um bom trabalho de vez em quando é dono deste lugar? Pensa que só porque é meu filho eu não vou fazer nada e vou aceitar esse tipo de comportamento vez ou outra só porque você quer me tirar do sério? Você tem vinte e dois anos, já é bem grandinho para eu ter que ficar pegando na sua mão e te pondo de castigo. Eu estou cansado de você, Jaebum. Cansado da sua teimosia, das suas brincadeiras ridículas e principalmente, cansado de ouvir os funcionários falarem que você causou isso e aquilo.  – Sr. Im parou para recuperar o folego e suspirou. – Você deveria ser um orgulho para mim, mas você é apenas.... Isto. – Apontou para o filho com uma expressão de nojo que fez até Jackson se contorcer. – E você, Sr. Jackson, não sabe cumprir uma ordem?

– Peço perdão, Sr. Im. – Jackson fez uma reverência.

– Se está cansado de mim porque apenas não me manda embora? – JB era quem se pronunciava agora e estava de pé, confrontando o pai.

– Tome cuidado com o que você diz, Jaebum. Eu te convidei para fazer parte desta empresa porque não aguentava mais ouvir sua mãe implorar sobre isso, dizendo que você precisava aprender a lidar com os trabalhos da empresa. Porém posso mudar de ideia rapidamente. Tenho funcionários mil vezes melhores que você aqui e se você está pensando que vou te privilegiar só porque você é meu único filho, acho melhor você repensar sobre isso, eu ainda posso deixar tudo isso aqui para o Jinyoung, que é meu sobrinho e guiaria essa empresa muito melhor do que você.

Os olhos de Jaebum marejaram, mas ele se negara a chorar, agora não era hora de se mostrar ferido. JB engoliu o choro e foi incapaz de responder ao pai.

– Quer saber? – O mais velho olhou para Jackson e JB. – A culpa é minha mesmo, deixei tudo muito fácil para você, tudo na sua mão. Vou deixar passar desta vez, mas é a última, ouviu bem? A última vez que suporto desaforo vindo de você. Se mais alguma coisa acontecer, eu juro que você vai para o olho da rua.  – O Sr. Im respirou fundo e abaixou o tom de voz, jogando o pôster que estava carregando na cara do Im mais novo, que deixou o pôster cair no chão. – E mais uma coisa, a partir de hoje você cobrirá o departamento de Recrutamento e Seleção, deverá fazer o que lhe mandarem lá. Sua sala também será outra, essa é muito grande para um funcionário do RH. – Virou-se e foi de encontro à porta, passando por Jackson e parando para encará-lo. – Você pode ir junto com ele. E se não souber controla-lo, vai para a rua também.

Finalmente o sr. Im deixou a sala, batendo a porta por trás de si, fazendo com que Jackson conseguisse respirar novamente e as lagrimas de JB rolassem pelos seus olhos brevemente.

– Sério, o que deu em você? Um pôster do Twice? – Jackson foi o primeiro a falar enquanto encarava o pôster ao chão.

– Cale a boca, Jackson.

– Não, você ouviu, se você for demitido eu vou junto! O que deu em você? Eu achei que você tinha pego o banner na gráfica, mas após chegarmos meia hora atrasados você me coloca um pôster de kpop no lugar do banner da reunião, na frente de todos... – Jackson agarrou os cabelos e se sentou em posição fetal.

Jaebum soltou uma risada fraca e chutou o pôster, deixando a sala sem mais palavras.
 
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Já eram por volta das dezenove horas quando Youngjae havia terminado de tomar banho e estava realmente doido para um gole de álcool. Passou o dia todo procurando emprego, já que foi demitido da academia na semana passada. Não poderia depender apenas da lanchonete, pois o que ganhava lá, não era o suficiente para pagar o aluguel, que por sinal, já estava duas semanas atrasado.

Youngjae pegou a garrafa que ganhara mais cedo e a abriu, levando a boca diretamente ao gargalo, tomando um bom gole do conteúdo, que era bem amargo inicialmente, mas logo quando engoliu, sentiu um resquício doce no final. Era diferente. Youngjae deu uma boa olhada no rótulo da garrafa. “Amour” estava escrito bem grande e algumas letras bem pequenas em baixo diziam: “Precauções: Não tome sozinho. Divida o conteúdo da garrafa com um namorado (a). Não jogue fora.  Não dívida está garrafa com terceiros ou com desconhecidos (...)”

– Woah! Quanta bobagem.... – Youngjae deu mais um gole, saboreando o sabor diferenciado. – Este tipo de produto deve fazer o maior sucesso entre os estudantes. – Youngjae se lembrou das duas meninas interessadas no produto, ambas estavam com vestimentas de colégio. – É... – Bufou – Aquela senhora pensa que me engana, deve ter me confundido com algum estudante do colegial.

Youngjae bebeu quase metade da garrafa em pouco tempo, até que ouviu Yugyeom chamar do outro lado da porta. O moreno guardou a garrafa no armário pequeno da cozinha e abriu a porta para o menor.

– Hyung! – Yugyeom entrou pela porta e se jogou no pescoço do mais velho. O mais novo era bem alto, apesar de ter dezenove anos, com certeza não aparentava ser tão novo. Seu cabelo era um castanho com tonalidade acobreada e seu sorriso sempre preenchia o coração de seu melhor amigo.

– Está feliz hoje, Yug? – Youngjae retribuiu o abraço já esperado pelo mesmo.

– Sim, eu tenho uma boa notícia, hyung. – Yugyeom foi entrando e deixando a bolsa de lado, se sentou no colchão que ficava no chão do quarto do maior, que era no mesmo cômodo da cozinha e estendeu a mão para o outro sentar-se também.
– É mesmo? E que boa notícia é essa? – Youngjae indagou.

– Você estava procurando um emprego, né? Meu pai me disse que na empresa onde ele trabalha estão procurando novos funcionários para funções gerais, você só precisa ter o ensino médio e se eles gostarem de você, está dentro.

– Sério? Eles estão contratando mesmo? Será que tenho alguma chance? A empresa que o seu pai trabalha é WorldGlass né?  – Youngjae estava mais do que empolgado, estava preste a tentar entrar em uma empresa mundialmente famosa, o que poderia significar ter um salário um pouco mais alto. Ele não poderia negar a felicidade nisso.

– Na verdade, como você me deu alguns currículos seus na semana passada, meu pai já entregou um para eles, foi uma indicação.

– Jinja? E o que eles falaram? – Youngjae ficou encarando Yugyeom com uma expressão muito alegre e surpresa ao mesmo tempo.

– Disseram que iam entrar em contato com você. Meu pai não é tão influente lá, mas quem sabe né? Eles estão precisando de pessoas, além disso, você tem tudo o que eles precisam. – Yugyeom apertou as bochechas do mais velho e logo se levantou. – Espero que te liguem, qualquer coisa você me avisa, ok?

– Você já vai? Mas acabou de chegar.

– Está tarde, preciso voltar. De qualquer forma, eu queria te ver para poder te contar sobre isso. Nos vemos amanhã? – Yugyeom vestiu a mochila e sem delongas se despediu do amigo e foi embora.

Youngjae continuou sentado na cama sem acreditar na sorte que teria em poder entrar para a mesma empresa do pai de Yugyeom. Faria de tudo para entrar, ou logo, não teria mais como viver com o pouco dinheiro que ganhara para sobreviver.

Se remexeu na cama e antes que percebesse, caiu no sono. Em seus sonhos, Youngjae costumava sonhar que estava com a sua mãe, ou trabalhando, mas esta noite foi diferente.

Ele se viu em um espelho, mas o problema, era que não era bem ele neste espelho. O reflexo era feito de um grande borrão, sem forma e sem cores. Youngjae tocou o espelho e nada aconteceu, era apenas um espelho quebrado que não refletia a si mesmo. O fundo era todo branco e Youngjae podia ouvir uma voz.

– “Youngjae”

– Olá? – Sua voz ecoou pelo local sem vida. – Quem está aí?

Por mais que olhara para todos os lados, não havia ninguém, apenas aquele espelho idiota no meio do infinito branco em que estava. Se aproximou do espelho e o tocou novamente. Nada aconteceu.  

Youngjae acordou assustado com o despertador do celular, temeu que fosse engolido por um despertador gigante e sem forma nenhuma dentro dos seus sonhos. Já eram seis horas da manhã e ele precisara se arrumar para trabalhar, afinal, precisara trabalhar para viver mais um dia. 


Notas Finais


É isso, por enquanto.
Se alguma alma estiver lendo, o que estão imaginando?
Assim que der, posto o próximo cap.
Beijos.


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