História Sous Le Ciel De Paris - Capítulo 7


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Categorias Julian Draxler, Sara Sampaio
Personagens Julian Draxler, Sara Sampaio
Tags Angels, Futebol!, Julian Draxler, Paris, Psg, Sara Sampaio, Victoria's Secrets
Visualizações 81
Palavras 1.447
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


e ai pessoas
mais uma capa feita pela @draxsel
boa leitura

Capítulo 7 - Sept


Fanfic / Fanfiction Sous Le Ciel De Paris - Capítulo 7 - Sept

Foi um dia longo, uma tarde com treinos puxados, mas minha cabeça não estava no PSG no momento; Onde meus pensamentos estavam? Em Sara, é claro. No nosso beijo mais cedo e agora eu estou tentando chegar ao aeroporto o mais rápido possível, acho digna uma despedida, já que antes de ir para o treino e deixa-la no apartamento de Kevin eu disse apenas um simples “tchau” agora para eu não me iludir e fazer a minha cabeça entender que tudo o que aconteceu foi apenas um beijo por diversão e nada mais preciso ir dizer adeus.

Andei pelo imenso saguão do aeroporto, tantas pessoas indo e vindo, falando em diversos idiomas que me deixou tonto. Quando eu tive certeza que eu não a acharia por mim mesmo cheguei a conclusão que era melhor ligar para ela. O seu telefone tocou por três vezes antes de ser atendido.

       -Oi Jule. - Ele resolveu me chamar agora apenas pelo meu apelido.  

      -Sara, onde você está? – Eu olhei ao redor tentando encontrá-la.

      -No aeroporto. Meu voo parte em uma hora e..  

       -Eu sei, eu sei… Quero saber em qual parte do aeroporto você está. – Eu a interrompi.

       -Você está aqui? Eu estou em frente ao portão de embarque três.

      -Já chego ai.

Desliguei o telefone, andei rapidamente por entre as pessoas. E lá estava ela, olhando de um lado para o outro, talvez tentando imaginar de que lado eu chegaria ao seu encontro. Quando nossos olhares se encontraram automaticamente um sorriso surgiu nos meus lábios, ela também sorriu, abriu os braços e veio ao meu encontro.

      -Achei que não te veria mais. - Ela me deu um abraço apertado, longo e quente.

      -Eu não poderia deixar de me despedir da minha portuguesa favorita.

Ela sorriu e me abraçou ainda mais forte. Por cima de seu ombro vi Izabel com um sorriso enorme no rosto, os olhos brilhando e fazendo vários sinais de positivo com o dedo. A torcida para que algo aconteça continua forte. Senti minhas bochechas esquentarem.

Teríamos alguns minutos antes que ela tivesse que embarcar, compramos um sorvete expresso, sentamos nas cadeiras dispostas pelo salão e conversamos, Izabel passava os olhos sobre nós dois como se quisesse decifrar o que estava acontecendo, mas é fato que nem eu mesmo sabia. Sei que quis aproveitar os últimos momentos de Sara em solo parisiense, se ela quis levar o meu beijo como recordação eu gostaria de ficar com sua presença gravada em uma memória.

Os minutos passaram depressa, quando dei por mim estávamos de pé nos preparando de verdade para dizer adeus. Não havíamos nem terminado as nossas casquinhas, quase não sobrava tempo para o sorvete em meio a tantas palavras ainda por serem ditas. A distância entre um continente ao outro é longa demais para eu criar algum tipo de expectativa com Sara, por isso eu estava ali pronto para dizer adeus e aceitar que em apenas cinco dias o máximo que acontece entre duas pessoas é alguma atração, um sentimento que o tempo leva e fica apenas a lembrança.

Eu acho que ela disfarçou bem quando abraçou Izabel e seus olhos se encheram de lágrimas. Dizer um até breve às vezes é complicado, o até breve pode se prolongar por tempo demais e fazer aquele sentimento de saudade crescer no peito, acho que era exatamente no que ela estava pensando quando deu um segundo abraço em sua amiga e falou algo em português que as duas riram. Ela veio ao meu encontro, levantou levemente a cabeça para me olhar nos olhos. Eu não conseguia mais ficar tão travado em sua presença, mas era impossível minhas bochechas não ficarem vermelhas quando ela me fitava com aqueles olhos incríveis.

      -Sabe alemão, eu já te contei sobre os meus amores?

      -Eu acho que não - Eu esperei que ela continuasse.

     -Eu tenho dois amores. - Ela sorriu enquanto terminava seu sorvete de baunilha. 
     -Ah é, e quais são? - eu mordi a casquinha crocante de meu sorvete. 
    -Meu país e Paris. Eu amo Paris nas flores, eu amo Paris nas cores, eu amo Paris a cada momento, a cada temporada, a cada estação do ano, e agora eu amo muito mais Paris, porque agora eu tenho um ótimo motivo para voltar aqui toda hora. - Ela me fitou com um sorriso lindo em seus lábios. 
    -E qual seria esse motivo? - Meu coração se acelerou com as possibilidades. 
    -Um alemão.

E então ela me abraçou forte, como sempre são os seus abraços. Eu não pude evitar e lhe dar um beijo de despedida. Ela retribuiu com carinho. Eu poderia me acostumar na forma em que seus lábios fartos se encaixam aos meus. Mas eu preciso deixar essa ideia pra lá.

       -Nos veremos em breve. - Ela disse ainda com os lábios colados aos meus. - Não se esqueça de mim. - Ela me abraçou novamente e pousou sua cabeça em meu ombro.

Eu por minha vez afaguei seus cabelos e sussurrei “Não irei” quase inaudível.

Eu não quis me iludir, mas mesmo assim o fiz. Ela segurou a alça de sua bolsa em seu ombro. Deu um último aceno para mim e para Izabel, pareceu triste por um milésimo de segundo, mas sorriu. E assim ela se foi para o outro lado do mundo me deixando aqui sem saber o que significou os nossos cinco dias juntos.

Depois de toda aquela cena e enquanto fazíamos a caminho do saguão do aeroporto até o estacionamento Izabel me interrogava sobre o que de fato estava acontecendo, ela estava com um sorriso enorme em seu rosto, pareceu satisfeita com a breve narrativa que eu contei sobre o nosso último almoço e sobre o beijo. Ela prometeu matar Sara por não ter contado sobre o ocorrido, mas estava feliz e pareceu desejar que ficássemos juntos, não quis dizer o contrário, mas quais as chances de isso virar um relacionamento?

Os dias desde a despedida voltaram ao normal, eu treinava, ficava boa parte do tempo em meu apartamento, à única exceção eram as conversas com Sara ora pelo facetime, ora por mensagens ou ligações. Havia virado um hábito conversar com a portuguesa.

 

***

Os meses não passaram exatamente do modo como eu queria, se arrastaram até o fim da temporada e o começo da copa das confederações, talvez fosse que eu estava muito ansioso com a ideia de ser capitão da seleção alemã ou talvez por querer rever Sara. As coisas entre mim e a garota portuguesa continuavam do mesmo modo de quando ela se foi, às vezes eu lhe enviava flores e nossas conversas nunca caiam na rotina, mas as vezes o tempo e o fuso horário atrapalhavam. Eu não sei dizer se ela pensa em mim como penso nela, mas entre o sim e o não eu iria visitá-la assim que terminasse os meus compromissos com a seleção alemã. Será que ela gosta de surpresas? Será que eu devo mesmo ir depois de muito tempo nos falando apenas virtualmente? Eu estava em duvida sobre isso, mas Kevin me incentivou a seguir com a ideia.

Para focar melhor nos jogos eu decidi tirá-la por um tempo da minha cabeça, conversamos menos, mas ela sempre me mandava uma mensagem antes do jogo me desejando boa sorte e tudo mais. Eu sorria com esse tipo de mensagem principalmente quando ela dizia que iria me assistir. Lutamos bravamente a cada jogo, mostramos nosso valor ao técnico e principalmente ao povo alemão. Por mais que tivéssemos ido para Rússia com uma seleção extremamente jovem e sem as estrelas alemãs mostramos que poderiam confiar em nós, levamos o título para a Alemanha. Foi tão surreal que eu não acreditei quando fui nomeado o melhor jogador da competição. Parecia um sonho, um sonho fantástico que por mim eu viveria nele para sempre. É muito bom vencer, melhor ainda saber que há pessoas torcendo pelo sucesso. Depois que a adrenalina de ser campeão baixou um pouco, quando meus companheiros seguraram por alguns segundos os gritos extasiados de “Campeões”, dentro do vestiário verifiquei meu celular, havia tantas mensagens, principalmente Sara, assim que comecei a respondê-la surgiu uma chamada sua no facetime, ela estava eufórica, usando a camisa da seleção alemã que eu havia lhe enviado, suas bochechas pintadas com as cores da Alemanha. Ela falava sobre o jogo, sobre mim, me dava os parabéns. Ela realmente parecia feliz por mim e isso colou um sorriso enorme em meu rosto.

“-Estou tão orgulhosa de você, querido. Estou com tanta saudade também... Você foi fantástico. Queria abraçar você agora.” Ela tinha um sorriso tão verdadeiro nos lábios e um olhar tão sincero que era impossível não cogitar que deveria acontecer algo entre a gente.

 


Notas Finais


até o proximo
xoxo


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