História Special Affair - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Visualizações 181
Palavras 4.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olha quem chegou!!

nesse capitulo, revelações de levinho

livinho?
cheguei pra te amar

até lá embaixo

PS: sdds harmony no crack

Capítulo 4 - Algo sobre se sentir um rei de sangue azul e fazer bilu bilu


Fanfic / Fanfiction Special Affair - Capítulo 4 - Algo sobre se sentir um rei de sangue azul e fazer bilu bilu

Pov Camila

Não vou mentir, estava gostando da ideia de me reaproximar da Lauren.

Mesmo com o receio, com a fanfic e tudo mais, eu juro que parecia caminhar pra algo bom, dessa vez.

Será que se eu demonstrasse estar aberta e livre pra ficarmos juntas, daria certo?

Acho que posso comprar um buquê de flores, ou chamá-la pra um jantar aqui em casa.

Não, aqui em casa ainda não.

Ela estava um amor envergonhada pelo que falei, deu vontade de apertar.

Adormeci pensando nisso, e caí em sono profundo, até ser acordada pela campainha. Essa porra tinha de ser tão alta? Que ódio.

Levantei da cama e fui abrir do jeito que estava, de sutiã e calça de moletom. Eu estava dormindo, porra.

Enquanto estendia a mão até a maçaneta, pensei “puta que pariu, pode ser a Lauren”. Então resolvi olhar o olho mágico antes,vendo apenas pescoço e peitos.

Dinah.

- Que mulherão da porra. - disse assim que abri a porta. - Você tá muito gostosa, Mila. Bem falou a Lauren.

- Entra, Cheechee. Tava com saudades de você vindo na minha casa sem avisar. - ela entrou e me deu um beijinho na bochecha.Fechei a porta e sentei no sofá, vendo que ela trouxe sacolas.

- O que tem aí?

- Comida japonesa. - imediatamente meu estômago deu uma volta e reclamou da fome. Depois que desliguei com a Lauren, escolhi dormir a fazer um lanche e agora pagava por isso. - Já que a sua casa só tem leite e papinha. - ri.

- Não é pra tanto. Tô morrendo de fome.

- Falando em leite e papinha, cadê meu filho?

- Ele é meu filho.

- Mas ele gosta mais de mim, Chancho, aceita.

- Sonha mais.

- Você pariu o Oliver mas ele é mais meu filho que seu.

- Poderia ser, se não fosse a minha cara. - ri.

- Ah, não posso discordar. - abri a sacola e já fui devorando. - Cadê o dono da casa?

- Dormindo, graças a Deus, porque aí eu posso comer em paz.

- Quero dar uma olhadinha nele.

- Não vai não, vamos comer, por favor. Deixa o menino lá. - ela riu e me acompanhou, comendo também. - Como foi a festa da Lauren? - Dinah largou a comida.

- Camila, por quê?

- Porque o que?

- Você fez de novo, Mila.Não disse que não ia ver a Lauren?

- Eu achei que deveria! Não esperava fazer o que fiz, mas queria vê-la, não sosseguei enquanto não vi,e agora parece que ela voltou… Não estou odiando a ideia.

- Ela está deslumbrada outra vez. - assenti.

Eu também estava, um pouco. Se fechasse os olhos, a imagem dela era tudo o que me ocupava a cabeça.

Seus sorrisos bobos pra mim. Suas exclamações repetitivas de “que bom que voltou, Camz, senti tanto sua falta!” e coisas do gênero, que me fizeram derreter em vários momentos. Não queria que fosse tão difícil.

- E quer me seguir no Instagram.

- E daí? - daí que eu posto mil fotos do Oliver.

- Lauren não sabe que o Oliver existe, Dinah.

- Oh, é mesmo. Quase disse pra ela. Mas pode ficar tranquila, não falei. - suspirei aliviada.

- Quero conversar sobre tudo, mas tenho medo de ela achar que o Oliver e o Shawn são mais coisas que escondi dela.

- Mas são. Você transou com ela como se nada tivesse mudado.

- Por isso deixei ela ir. Não queria que ela ficasse sem entender que nada é como antes, que não estarei disponível todo o tempo para me entregar a ela. Eu não esqueci a Lauren, e adoraria que ela ficasse comigo.

- Mas será que ela está pronta pra viver uma vida como a sua? De adulto?

- Meu filho não precisa de outra mãe, não é pra isso que a quero do meu lado. E pelo que conheço de Lauren, ela é madura em todos os aspectos, menos no amoroso. Não sei o que esperar.

- A Lauren ama você, Camila. Sempre amou.

- Hoje eu sei. - graças à fanfic. - Também a amo. Vai dar tudo certo.

Dito isso, terminei de comer e Dinah também.

- Posso olhar o Oliver agora? - suspirei.

- Certo, vamos. - levantamos e fomos até o quarto do bebê.

Abri a porta.

- Camila, você deixou o menino deitado sozinho e de porta fechada? - sussurrou. - E no escuro?

- A babá eletrônica tava lá comigo e ele já tinha pego no sono. - respondi no mesmo tom e entrei no quarto, vendo meu filhote no berço sentadinho, brincando com a chupeta e a etiqueta do travesseirinho. E ignorando seu brinquedo favorito que dormia com ele, uma cobra de pelúcia.

Não tem imagem mais linda que ele abraçando esse bicho enquanto dorme.

Ele me olhou assim que me aproximei.

- Então quer dizer que o senhor acordou e não fez barulho? - seus olhos vivos ainda me encaravam. - É um anjinho, não é Cheechee?

- Com certeza é.

Encostei-me ao berço, e Oliver engatinhou na minha direção. Tentou ficar de pé, conseguindo. Eu ainda fico besta com ele em pé no berço.

- Desde quando ele fica em pé??

- Semana passada. - dei de ombros, como se não fosse nada e eu não tivesse quase chorado por isso.

Oliver estendeu um dos bracinhos e tocou meu cabelo, depois o outro e segurou minha blusa. Em seguida, pra demonstrar que queria colo, ele resmungou e puxou.

- Meu Deus. - disse a Dinah, olhando a cena. Ri e peguei meu filho no colo. Ele deitou a cabecinha em meu ombro e segurou a gola da minha blusa com uma das mãozinhas. - Me dá!

- É um momento mãe e filho agora, não vê? - sorri. - Vamos pra sala.

- Como planeja contar isso à Lauren?

- Primeiramente, preciso vê-la. Perguntei se poderíamos sair qualquer dia, depois que vocês foram embora da casa dela.

- E o que ela disse?

- Que não quer beber comigo, mas sair tudo bem. - ela riu. Oliver ficou inquieto, então Dinah pegou ele no colo. - Dá pra compreender, né?

- A Lauren disse tanta coisa ontem… você não tem noção. - ri, observando-a fingir que jogava meu filho pra cima, que ria.

Acho que essa risada é o que me mantém.

- Não é um costume, mas por uma questão de curiosidade, saudades e por motivos de “Oliver dormiu cedo”, assisti à live da Veronica ontem. E li os tweets. Sei praticamente tudo.

- Socorro.

- Vi a Lauren metendo a cara no bolo, fazendo drinks, caindo, chorando, rindo na piscina… a Vero sendo empurrada na piscina foi hilário, também. - Dinah concordou. - Vi você e a Mani… tá rolando de novo? Kero.

- Estamos sempre na mesma, Mila. Seguindo esse baile juntas. - ela deu de ombros, deixando que meu filho brincasse com as mechas loiras de seu cabelo.

- Eu já teria pedido a Normani em namoro, se não fosse a Lauren e eu estivesse em seu lugar.

- É, o problema é que você sabe sempre o que fazer e dizer no relacionamento alheio e caga com os seus. - gargalhei.

- Sim!!

- E a burra da história sempre fica sendo a pobre da Lauren, enquanto você faz tanta burrice quanto. Não é, Ollie? Você concorda comigo? - ele a olhou atentamente e quase pude jurar que assentiu.

Tem dez meses de vida e já não me respeita.

- Não somos santas. E não fala “a pobre da Lauren”, primeiro que ela tem dinheiro, segundo que ela já me fez chorar várias vezes. Lembra quando eu queria me declarar??

- Nossa Senhora dos Anéis de Coco… Sapatão é uma merda.

Flashback on

- Eu preciso contar pra Lauren! Eu gosto dela, eu quero namorar, ela precisa saber! Me larga, Dinah!

Dinah sabia o que a Lauren tava fazendo. Fala muito que eu estava bêbada, mas não estava.

Se estivesse, não lembraria. Mas lembro com plena clareza e exatidão tudo o que aconteceu depois daquilo.

Mas ninguém sabia onde estava a Lauren, procurei em todo o espaço da festa.

Aí vocês perguntam: “toda hora uma festa?”???

Lauren e eu só ficávamos em festas. Depois de uns meses ficando que passamos a fazer quando dava vontade. E ela sempre parecia ter mais vontade, porque eu sempre tentava me conter.

Eu ainda não tinha posto minhas mãos no Ryan. Digo, no Professor Reynolds ou Sr. Reynolds, homão da porra extremamente inteligente e engajado. Apenas tínhamos beijado no baile de inverno (não na frente das pessoas, ele me trouxe em casa). E eu ainda ficava nervosa em lembrar, e em vê-lo nos corredores e nas aulas. Estava evitando-o do jeito que podia.

Hoje em dia eu sei que nunca deveria ter correspondido e levado a frente o flerte com o professor, porque o que eu sentia era platônico, ou seja, feito pra ser utópico. No momento que se tornou realidade, eu vi que não era nada daquilo que eu sonhei. Mas não me arrependo, e isso é assunto para outro momento.

Voltando à Lauren, naquele fatídico dia eu apenas bebi três copos de alguma coisa que não me recordo. Mas eram 00h00 e eu olhei no relógio.

Opa, faça um pedido, Camila!

Quis fazer um pedido relacionado à minha vida amorosa. E pensei imediatamente em Lauren.

Minha mente deu um estalo e eu disse:

- Caralho, é isso! Eu sou lésbica! E é ela! - eu já tinha dito algumas vezes que era lésbica, mas dessa vez eu estava certa, sentindo, e apaixonada.

Nenhuma das minhas amigas entendeu nada. E nem ficaram surpresas com a minha epifania, a Dinah inclusive já sabia que eu lambia e queria lamber a Lauren de todos os jeitos. E eu nunca fui boa em disfarçar a minha viadagem.

Desde que sou adulta, tento ser discreta,mas a verdade é que nunca fui boa em disfarçar nada.

Por isso a Lauren era um poço de lerdeza, e isso eu posso afirmar.

Dinah tentou me segurar e me impedir, mas eu segui determinada à procura de Lauren Jauregui pela casa de alguém.

Achei.

Achei Lauren com uma garota na despensa.

Até então nós tínhamos dado incontáveis beijos, inclusive passado horas se beijando, coisa que eu não tinha feito na vida até então. Eu era virgem, e o único orgasmo que tive acompanhada de alguém foi o que ela me deu, com um oral, no banheiro de uma bela festa quando as coisas esquentaram demais.

Lauren foi a primeira a pôr a boca em mim. E eu me senti especial por isso.

Ela me disse que eu era uma delícia. Que eu era gostosa. Que era a melhor que ela provou.

Quando abri a porta da despensa, encontrei-a com aquela garota desconhecida. Lauren estava ajoelhada entre suas pernas, e sussurrou “gostosa” enquanto a chupava.

Exatamente como fez comigo.

Ela me olhou e deu um sorriso meio constrangido, e eu fechei a porta. Me sentindo, no mínimo, enganada. No máximo, um objeto sexual descartável.

O mais foda é que Lauren só saiu de lá duas horas depois.

Eu chorei muito, no colo da Dinah.

E ainda estava muito triste quando ela apareceu de novo. A Dinah fez o favor de entrar na frente quando ela vinha em minha direção.

- Por que a Camz tá triste?

- Lauren, vai procurar o que fazer. - disse a Dinah.

- Vai você, DJ. Ninguém deixa minha Pink Princess triste. - eu estava sentada quietinha, com os olhos cheios de lágrimas de novo agora que ouvia sua voz inocente e protetora, como se ela não tivesse nada que ver com isso. Ela não tinha.

Eu ter me apaixonado era culpa minha, porque eu sabia que Lauren era daquele jeito.

Ela não teve o mínimo de responsabilidade afetiva ou noção na primeira vez, isso é fato. E me apaixonar, infelizmente, tornou-se um problema só meu.

E naquela hora ela não fazia ideia.

- Ei, Camz. O que te deixou triste? - disse, ajoelhada em minha frente, com as duas mãos em minhas coxas. - Conta pra mim, meu amor.

- Nada demais, Lo...

- Conta, Camz. Não vou julgar você. - a olhei.  - Prometo. - ela não estava pronta pra ouvir que eu me apaixonei. Não mesmo.

- Acho que vou reprovar… - foi o que escolhi dizer.

Pior que não era nem mentira.

- Tá bem. - assentiu e levantou, estendendo a mão em minha direção. - Vou te animar, sweetie. Vem.

- Pra onde?

- Confia em mim? - assenti e segurei sua mão.

Lauren me puxou de vez e meu corpo colidiu com o dela, que aproveitou para me dar um selinho.

Não evitei a cara de nojo e muito menos o ato involuntário de limpar minha boca, ela tava com a boca na boceta de alguém!

- Juro que escovei os dentes. - riu e seu hálito de menta confirmou.

- Por que trouxe escova de dentes? E onde ela está?

- No carro. E para o caso de vomitar. - sorriu e eu também, ela era tão preparada.

Selei nossos lábios de novo.

Não, nessa época ninguém tinha a Dua Lipa e eu era trouxa mesmo.

Dinah deu um muxoxo audível, que fez Lauren olhá-la sem entender, mas ninguém explicou nada porque eu beijei a boca em minha frente antes que ela se abrisse pra perguntar.

Lauren dançou comigo, como se fosse uma valsa. Estávamos um pouco longe de onde estava a música, por isso ela cantou baixinho em meu ouvido uma diferente.

Algum arrocha que dizia algo sobre se sentir um rei de sangue azul e fazer bilu bilu.

Obviamente, isso me fez rir, e quando eu o fiz, ela me beijou e disse em meu ouvido:

- Você não é pra ficar triste, Camz. Nunca. Mas quando ficar, não esquece desse momento. E de que eu amo você. - suspirei, apaixonada. - Eu te amo muito, Camila. E vou cuidar de você e estar lá com você sob qualquer circunstância.

- Mesmo?

- Claro. Não se sinta mal pela escola ou qualquer outra coisa, tudo isso é besteira e passa. O que importa mesmo é o que se sente. E com quem você pode contar. Eu sinto amor e você pode contar comigo. - me abraçou.

- Eu também te amo… - deitei em seu ombro e jurei sentir seu coração.

Ou o meu batia tão forte que batia por nós duas.

Nesse momento, amávamos juntas.

Mas pelo resto da noite e até o fim dessa primeira fase, eu amei por duas.

Não exatamente, mas como uma das partes não estava dando devida atenção ao amor, eu tinha de administrar sozinha meus sentimentos que transbordavam.

Flashback off

- Pois é, ninguém é santo nessa merda, infelizmente. É fácil pôr a culpa em um dos lados. Ele vai puxar seu cabelo. - avisei, porque meu filho estava lá maravilhado com as mechas loiras de Dinah.

- Ai!

- Eu avisei. - ri e peguei meu bebê no colo.

- Que moleque forte! Seth vai dar uma lição nele.

- Oliver ainda é muito pequeno pras brincadeiras que você ensinou ao Seth. - ela riu, concordando.

Levantei e pus Oliver no cercadinho com dois brinquedos daqueles que tocam música.

- Vem ver as fotos de ontem. - disse Dinah.

Sentei com ela e perdemos horas naquilo, entre vendo fotos, conversando sobre Lauren e sua possível reação ao fato de que eu sou uma mãe solteira, sobre Lauren ontem, sobre Normani…

Recebi mensagens da Vero, falando sobre uma ideia que ela teve pra o vídeo comigo. Não vou mentir, amo o canal da Veronica, dou muita risada com ela.

Não sou a única, ela tem mais de dois milhões de inscritos.

Os melhores vídeos são aqueles que ela entra ao vivo e pede pra dizerem sobre o que ela deve falar no video. É hilário, porque Vero é naturalmente engraçada.

Depois que a Dinah foi embora e o Oliver resolveu cochilar, fui assistir mais alguns vídeos dela de novo.

Ok, admito, fui rever pela milésima vez os vídeos que a Lauren participa.

E isso lembrou-me de seu tumblr, fui lá checar a fanfic.

Capítulo novo!

Pus-me a ler empolgadíssima, porque bem no início Michelle dizia “Não vou desistir da Karla dessa vez, eu vou conquistá-la. Ou pelo menos vou a fundo descobrir por que ela não me quer.”, e isso foi animador.

Como era a Lauren escrevendo, presumi que talvez “Karla” batesse a porta em sua cara.

Ou melhor, na cara da Michelle.

E como a Michelle resolve começar sua caçada pela Karla?

Indo a uma balada. Aliás, indo à mesma balada do início da história.

Até que faz sentido, mas não é uma boa ideia.

Bom, eu sou a dona da casa de festas na qual a Lauren estava na madrugada do seu aniversário. E por isso ela presumia me encontrar lá. E por isso eu sabia que a acharia lá, Lauren já havia ido me procurar algumas vezes, sabendo que eu era a dona do lugar.

Mas enfim, Michelle quer conquistar a Karla, e mesmo sabendo que nunca a encontrou na balada que a pertence antes, é lá mesmo que resolve começar a procurar.

Ou seja, seu primeiro passo é ir ao seu ambiente de trabalho. Onde sentimentos não devem entrar.

Pelo menos é assim que eu penso, desde que administro o lugar.

Não era exatamente o sonho da minha vida ter uma casa de festas, mas eu adoro administrá-la. Foi um presente do meu noivo, pai do meu filho.

É, o homem noivou comigo e me deu uma casa de festas de presente pra administrar. Isso tem mais ou menos dois anos. Ele viu que eu levo jeito pra negócios e também me fez sócia de sua gravadora, porque também entendo de música.

A Lauren já sabia que eu era dona do lugar há tempos, e é uma frequentadora assídua do ambiente. Normalmente não passo lá as noites, mas quando passei ou precisei passar, fui “incomodada” algumas muitas vezes por seguranças me dizendo que uma Lauren queria me ver e eu nunca a autorizei entrar, por vários motivos diferentes, dentre eles álcool e medo.

O que explica ela dizer que entrou aqui pra gozar. E agora minha sala tem essa marca de que ela esteve ali.

Em alguns lugares, a marca é visível.

Lista de afazeres: mandar lavar esse carpete.

Suspirei e continuei lendo, a me perguntar por que Lauren não tentava uma conversa, ainda que por mensagem, pra irmos voltando à intimidade. Juro que estou aberta dessa vez e quero conversar.

Então, eu deveria chamá-la. Claro.

Abri nossa conversa e lembrei que desligamos a chamada e eu havia dito que voltaria.

[22h03] Camila: Oi! Volteiii

[22h03] Lsurwen: oi camz :)

Tenho que mudar esse nome. Ela quem salvou, bêbada.

[22h04] Camila: Tá bem?

[22h04] Lolo: Tô sim, ressaca já passou, pronta pra próxima kkkkkkkk

[22h04] Lolo: Você demorou bastante de voltar…

[22h05] Camila: é verdade, desculpa por isso.

[22h05] Lolo: Mas tá tudo bem com você?

[22h06] Camila: Sim!

[22h06] Lolo: Alguma novidade?

[22h07] Camila: de durante o dia?

[22h07] Lolo: não, Camila. Dos últimos cinco anos. O que você esteve fazendo?

[22h08] Camila: trabalhando bastante, e você? Ainda tentando a carreira musical?

Estava louca pra que ela dissesse sim e eu pudesse chamá-la na gravadora. Era só pedir que os administradores de sua carreira ficassem longe de mim e pronto, nada de misturar negócios com amor.

[22h08] Lolo: é um sonho, mas… não estou tentando muita coisa. No momento eu trabalho dando aulas de inglês. A principalmente criancinhas, mas já peguei uns pré-adolescentes. Só que eles me veem na internet com a Vero e aí é um pouco chato aguentar os fãzinhos dizendo “curiosidades” sobre ela que eu obviamente sei.

[22h09] Camila: NÃO ACREDITO QUE ENSINA CRIANCINHAS

[22h09] Lolo: Ensino, você sabe que adoro crianças. - não só adora como se dá muito bem com elas, impressionante. Eu só me dou bem com o meu, e olhe lá.

Continuamos conversando enquanto eu lia seu capítulo, quase no fim.

Até que…

“- Karla… por que não podemos conversar?

- Podemos, Mich, mas não hoje e nem agora, porque…

- Quem está aí? - soa uma terceira voz. E um homem alto aparece atrás de Camila. - Oi! - ele diz,simpático.

- Oi…

- Essa é o Richard, Michelle. Amor, essa é a Michelle.

- Tudo bem? - apertei a mão dele. - Sou o namorado dela.

- Ah… Ótimo, espero que… estejam felizes. A gente se esbarra, ok? - disse à Karla.

- Eu te ligo!

E saí de lá me sentindo uma bosta feita pela própria bosta. Que Karla nunca me ligasse ou eu faria uma besteira.”

Eu definitivamente não estava gostando dos rumos que isso tomava.

[23h00] Lolo: Ainda bem que a Taylor me ajudou a limpar essa casa, foi foda

[23h00] Camila: Lauren

[23h00] Lolo: oi (?)

Pensei, pensei, pensei… fui digitar e, não sei por que, minhas mãos suavam.

[23h01] Camila: você tem tempo amanhã?

[23h03] Lolo: Claro!

Sim, eu praticamente morri durante os dois minutos de espera. E como estava bem difícil digitar, eu desisti e liguei pra Lauren.

Que me atendeu no mesmo segundo, como manda o figurino, já que ela estava online.

- Oi Lolo.

- Oi, e aí? O que foi?

- Nada, só tava um pouco difícil digitar aí eu liguei. Então, livre amanhã, não é?

- Sim, claro, você quer vir ou eu devo passar aí?

- Não, eu passo na sua casa. - ela riu.

- Não moro na casa dos meus pais, Camz. Posso passar na sua casa e podemos sair.

Puta que pariu.

- Faz o seguinte? Você me passa seu endereço?

- Ok, então eu passo. De qualquer forma uma das duas teria que fazer isso, porque eu não sei exatamente onde você mora agora, só sei a rua.

- Ah, ótimo. Então posso pegar você à tarde?

- A tarde inteira… - gargalhei. - Porra, não era pra você escutar isso… Desculpa.

- Lo, tudo bem. Pego você a tarde inteira já que é o que quer. - ri.

- Na verdade, eu quero mesmo conversar.

- Eu também.

- Mas a carne é fraca…

- Muito…

- Camila… vamos combinar de não fazer nada até ter tudo esclarecido, pode ser?

- Como quiser, Lo. Não vou ultrapassar nenhum limite seu.

- Ótimo, fico feliz, porque eu realmente gosto muito da nossa amizade, não queria perdê-la mais uma vez, entende?

- E concordo. Somos especiais juntas.

- Exatamente, Camz. Estou batendo um high-five contigo agora.

- Retribuído!

- E o que vamos fazer amanhã?

- Parque de diversões. Topa?

- Você vai recriar o dia da nossa primeira DR?

- Não, credo. Apesar de que aquele dia foi perfeito, até você estragar. - rimos. - Falando sério, você acha “adolescente demais” pra gente ir à um parque de diversões?

- Depende, Camz. Você vai comigo naqueles brinquedos bem loucos, né? Você é adulta agora.

- Ai, não… Melhor a gente ir jantar. - Lauren gargalhou e eu quase me repreendi por ter me sentido bem demais ao escutar aquele som.

Amizade, Camila. A-mi-za-de. Para de pensar na boca dela. Agora.

- Estou brincando, Camz. Mas ficaria feliz se fosse comigo.

- Darei a você a chance de me convencer, vamos ver se consegue.

- Ah, Camila, eu consigo tudo de você. - eu juro que não me arrepiei toda com o tom de voz e o “ah”. - Brincadeira. Mas espero conseguir isso, quero te ver gritar. - minha mente estava no esgoto, não é possível. - De medo.

- Certo, ahn… - olhei o relógio, lembrando que tinha de preparar o leite do meu filho, para o caso de ele acordar com fome. - Tenho que ir, Lo. Até amanhã.

- Até, estarei pronta às três pra você me pegar. - e riu, maliciosa.

- Perfeito. Beijo, tchau.

- Beijo.

Assim que apertei desligar, só deu tempo de suspirar até ouvir o choro do Oliver.

Intuição de mãe, porque como eu explicaria à Lauren um bebê chorando na minha casa?

- Vem, Ollie. - o peguei no colo. - Vamos encher essa barriguinha delícia.


Notas Finais


calma que vai ter foto do menino daquele instagram lá que tem um menino que é a cara da camila
e OPA TEM UM BEBÊ NA HISTÓRIAAAA

simplesmente porque eu AMO BEBES
e vou ter um!!!!



num dia bem distante de hoje

plau recebam com carinho o Oliver tá? ele não vai atrapalhar (muito) rs
sem falar nas cenas fofas
o que acham que aconteceu pra existir essa criança, algum palpite? kero ve

até mais!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...