História Special Affair - Capítulo 4


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Categorias Cody Christian, Fifth Harmony, Holland Roden, LaLi Esposito, Max Carver
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Cody Christian, Dinah Jane Hansen, Holland Roden, Lali Esposito, Lauren Jauregui, Max Carver, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 291
Palavras 2.361
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Chapter 4


Fanfic / Fanfiction Special Affair - Capítulo 4 - Chapter 4

Lauren’s POV

Endireitei os ombros e encarei a porta da casa de Dinah, no West Village. Tomas me olhava curioso esperando que eu tocasse a campainha ou apenas entrasse sem ser convidada como já fiz algumas vezes. Não fiz nada disso, obviamente. Todas as minhas energias estavam focadas na ação de digerir a última mensagem de Camila que me informava o endereço do restaurante onde nos encontraríamos e, posteriormente, receberíamos sua mãe, irmã e o noivo, Cody. Não deu pra evitar a pequena onda de nervosismo. Tudo não passava de encenação, fato, mas a latina parecia tão ridiculamente ansiosa que, aparentemente, eu estava começando a me deixar afetar.

Quatro dias depois do nosso encontro, eu soube que provavelmente a parte sensata pareceu ter desaparecido no momento que disse sim àquela farsa.  Em alguma parte do meu cérebro, eu sabia que deveria recursar, pedir desculpas e aconselhar que ela preservasse um pouco da sua dignidade. Em vez disso, lancei um sonoro aceito e vi seus olhos castanhos se encherem de esperanças. Como alguém poderia ignorar aquele brilho no olhar? Definitivamente, não era a razão que estava no comando do meu cérebro, nem no dela.

Era desespero. E eu era a solução.

Só que, ao contrário do que eu havia planeja inicialmente, eu não iria mais pedir por algum tipo de cachê. Seria sujo demais e, de repente, não pareceu certo. Minha tarefa era canalizar toda a minha capacidade de atuação, que não era tanta, mas teria que ser suficiente. Ser a namorada perfeita não deveria ser tão difícil assim, era? Os pais das minhas ex-namoradas gostavam de mim e costumavam dizer coisas gentis sobre como eu me comportava, mas o modo como Camila descreveu sua mãe me fez temer por ela. Não era à toa que estava tão nervosa. Afinal, tinha muito a perder. Já eu, nada tinha.

– Laur? – volto meu olhar para porta e vejo Normani parada na soleira pronta para sair. – O que está fazendo aí fora? Por que não tocou a campainha?

Era uma tarde de tempo muito ruim, com nuvens baixas e cinzentas, uma ventania fria batendo sem piedade nas janelas, e estava difícil de imaginar que o sol voltaria a brilhar em algum momento. As poucas pessoas que andavam pelas calçadas tentavam a todo custo aquecer seus braços e proteger-se do vento, mas era praticamente impossível. Eu não me importava, gostava do clima louco de Nova York e via beleza nos tons daquela tarde nublada. Normani, por outro lado, veio de Los Angeles e preferia uma boa praia para curtir o dia. Só que compartilhava do mesmo amor que eu tinha por aquela cidade e, por isso, nunca fora capaz de voltar para a Califórnia.

– Eu estava prestes a fazê-lo. – Tomas sorri e solta minha mão para abraçar as pernas compridas da morena.

– Olá, tia Mani. – Normani o pega no colo e enche seu rosto de beijos o fazendo gargalhar à plenos pulmões. Não havia dúvidas, meu irmão amava suas tias postiças.

– Oi, Tommy. Sua tia Dinah está fazendo biscoitos para você e Regina, que tal ir lá dentro comer alguns? – o pequeno se remexe todo em seu colo a fim de ser colocado no chão rapidamente. Assim que seus pés tocam o piso de madeira, observo-o correr em direção à cozinha. – E você, bebê, quer biscoito também?

– Sai fora, Mani! – puxo-a para um abraço apertado e escondo meu rosto no seu pescoço. – Senti saudades.

– A culpa é sua, descarada. – solta um tapa no meu braço assim que nos separamos. – Eu tenho que ir até sua casa para te ver e você nem vem nos visitar. E agora aqui está! Por que eu acho que está aprontando alguma coisa?

Normani, definitivamente, era como um cão de caça. Todos os seus sentidos ficavam aguçados à primeira gota de sangue. Principalmente quando se trata de mim ou de Dinah, sua noiva. Ela deveria ser detetive; conseguia pegar até as menores incoerências em uma história. Então, eu havia descartado a hipótese de mentir para ela sobre minha mais nova loucura. Obviamente, minha amiga veria nos meus olhos que eu não estava sendo completamente honesta em minhas palavras. Então, para evitar um constrangimento, optei por contar. Camila não havia pedido sigilo e o importante era que sua mãe não soubesse. Minhas amigas não contariam a ninguém, fato.

– Por que você acha que eu sempre estou aprontando algo? – pergunto já entrando. Retiro meu casaco e penduro. – Eu hein!

– Porque você é Lauren Jauregui e eu te conheço desde a faculdade, então nem tente me enganar, mocinha. – se ela já estava farejando em busca de problemas, ia acabar deduzindo em breve quando lhe contasse sobre Camila Cabello. – Estou de saída agora, mas quando eu chegar prepara-se para o meu questionário.

– Sim, senhora.

Bato continência a tempo de vê-la se despedir e fechar a porta. Esfrego minhas mãos no jeans a fim de aquece-las enquanto faço meu caminho até a cozinha onde encontro Tomas e Regina comendo biscoitos com chocolates quente. Dinah, encostada no balcão, apenas os observa com um sorriso discreto na boca. Ergue a caneca e beberica o líquido antes de voltar seus olhos para mim.

– Está servida? – assinto mesmo sem saber do que se trata. Logo, a polinésia me entrega outra caneca contendo café forte e eu suspiro satisfeita. Eu bem estava precisando de uma bebida quente naquele dia frio. – Você é uma babaca, sabia?

 Sim, eu tinha total conhecimento sobre isso. Há uma semana, eu havia faltado ao jantar de noivado das minhas amigas porque não consegui sair a tempo do Highline Ballroom por ter pego horário extra e quando cheguei ao local, um pessoal já arrumava tudo. Eu era madrinha e não havia presenciado o pedido oficial. Esquivei-me dos ataques de fúria de Dinah nos últimos dias, mas agora não havia escapatória. Eu teria que enfrentar a fera e apenas aceitar tudo o que ela tinha para me dizer. Podia lidar com isso.

No entanto, quando olhei em seus olhos castanhos, não encontrei nada além de orgulho estampado. Logo me vi confusa. Não é agora que ela me enche de socos e diz que não sou mais sua madrinha de casamento? Seu olhar era tão intenso que, por um momento, esqueci que ela, na verdade, deveria estar com raiva. No segundo seguinte, senti um tapa forte acertar meu braço quase derrubando a caneca no chão.

– Dinah! – esfreguei a mão livre no local do tapa. – Isso doeu.

– Era para doer mesmo, palmito. – dito isso, ela largou sua bebida e me puxou para um abraço desajeitado pelo fato de eu ainda estar segurando meu café. – Eu queria muito que você estivesse lá, mas eu entendo que você precisa do seu trabalho. Só não vou me desculpar pelo tapa.

Claro que ela não iria, essa não era a Dinah que eu havia conhecido por intermédio de Normani, durante a época da faculdade. Desde a primeira vez que nos encontramos, nossa relação era baseada em farpas e apelidos toscos, mas não era uma coisa ruim, na verdade. Eu a amava da mesma forma que ela me amava. Não era à toa que sempre corria para seus braços quando precisava de colo ou conselhos. Só demonstrávamos isso do nosso jeito: nos “odiando” em boa parte do tempo. Acabei sorrindo, o que não era novidade. Dinah sempre arrancava de mim sorrisos espontâneos. Na verdade, ela, Normani, Ally e Tomas. Talvez, até Camila.

Camila.

Era sobre isso que eu queria conversar com Dinah.

– Há algo que eu preciso te falar. – espio as duas crianças para ter certeza que elas estavam tão concentradas em seus lanches que não prestariam atenção na nossa conversa. – Talvez você não concorde.

– Isso é trabalho da Ally e da Normani, você sabe. Eu sempre estou do seu lado quando quer aprontar. – respirei fundo e bebi mais um pouco de café antes de vocalizar tudo o que se passava na minha cabeça.

– É o seguinte, conheci uma mulher...

– Não me surpreende. Quando a história começa a ficar boa?

– Você mal me deixou começar, Hansen! – Dinah dá de ombros gesticulando com a mão para que eu prossiga. – Continuando. Conheci essa mulher no Highline Ballroom há cinco dias e, de início, ela chamou minha atenção pela beleza e postura. Você sabe, tenho uma queda por latinas.

Caliente.

– Muito, nem queira saber. Só que do nada ela me perguntou se eu queria ser sua namorada de mentira! – assim que vejo a expressão de incredulidade no rosto de minha amiga, começo a me perguntar se foi essa a mesma reação que tive quando Camila soltou sua descabida pergunta. Possivelmente. – Então, marcamos de nos vermos no dia seguinte, o que aconteceu há quatro dias. Confesso ter ficado bem curiosa. Você teria ficado também se tivesse visto o desespero nos olhos dela. Eu precisava entender toda a situação e ter certeza que aquilo não era uma brincadeira sem graça.

– E então? O que rolou nesse encontro?

– Bom, ela me explicou os motivos para aquele ultimato. Resumindo, seu ex-namorado vai se casar com sua irmã mais nova e os dois, acompanhados pela mãe, chegarão aqui em quatro dias para iniciar a preparação do casamento, este que vai acontecer em quatro meses. Só que ela precisa apresentar alguém como seu namorado, no caso namorada, que também irá acompanha-la no evento. E como quatro dias não é o suficiente para conhecer alguém e começar um relacionamento, decidiu que um fingimento seria sua solução mais rápida.

Assim que termino de falar, Dinah apenas assente e fixa o olhar em um ponto sobre meu ombro. Eu conheço essa mania, quer dizer que ela está absorvendo tudo o que eu havia falado. No entanto, pela sua falta de expressão no rosto, eu não conseguia dizer qual era seu posicionamento sobre o assunto. Ela poderia muito bem gritar para todos do bairro ouvirem que Camila era maluca e que eu deveria tê-la dispensando ainda naquela noite no Highline Ballroom. Ou não. Eu podia esperar tudo de Dinah-Jane Hansen.

– Eu sei que parece loucura, mas Camila estava muito desesperada. Aparentemente, sua mãe é uma mulher controladora e para se orgulhar da filha mais velha, precisa vê-la com alguém que aprove. E ainda tem o ex-namorado e todo o drama de ele estar se casando com a irmã dela. Ela só não quer aparecer lá sozinha. – eu não sabia muito bem o porquê de estar me explicando por Camila, mas senti a necessidade de fazê-lo para que Dinah não julgasse a situação além do necessário.

– E você aceitou isso? – perguntou mordendo o lábio numa tentativa de conter o riso. Claro que ela queria rir. Por que eu não pensei nessa reação? A loira tem essa mania de zombar de tudo quando se trata da minha pessoa.

– Meio que aceitei. – respondo encolhendo os ombros. Não me surpreendo quando ouço a gargalhada estridente ecoando pela cozinha. Vejo-a tentando falar algo em meio as risadas, mas seus ombros balançavam tanto que a tarefa de vocalizar se tornou impossível. – Pare com isso!

– N-na-não d-a-aaa! – caminhei para longe dela, roubei um dos biscoitos das crianças e o joguei acertando sua barriga, pouco me importando com o olhar feio que Regina me deu por estrar estragando seu lanche. Murmurei um rápido “desculpa” e voltei para perto de Dinah que ainda estava se recuperando do seu ataque. – Desnecessário o lance do biscoito.

– Desculpe, mas eu precisava fazer você parar. – respondi recolhendo-o do chão. – Quer?

– Claro que não, nojenta. Joga no lixo. – fiz o que mandou. – Acredito que você queria saber minha opinião sobre... tudo isso, certo?

– É, por mais que eu ache esse seu ataque ridículo parte do que você pensa. – Dinah solta uma risadinha divertida antes de começar a falar.

– Bom, você vai mentir por quatro meses para a família de uma mulher que conhece há... O que, cinco dias? Isso me cheira a confusão. – assinto brevemente. – Que bom que aceitou!

– O que?

– Às vezes, nós precisamos de uma boa treta. E quando foi a última que você nos presenteou com uma? – franzo o cenho tentando entender até onde Dinah pretende ir com essa conversa. – Quando namorou aquela mulher casada? Foi isso mesmo! O nome dela era Alycia, certo? Foi tão hilário quando você encontrou ela com a esposa na Highline Ballroom e vocês ficaram com cara de trouxas quando descobriram uma a outra! Tudo bem que eu quis estapeá-la por ter mentido para você, mas quando se apresentou e ainda deu em cima da corna, eu realmente quis rir da cara que biscate fez.

– Isso foi mês passado e eu não quero falar sobre, eu realmente gostava da Alycia. – não consigo evitar o bico em meus lábios. – Dá pra levar a sério, por favor?

– Okay. – respira fundo antes de me olhar nos olhos. Levou menos de um segundo para saber que, dessa vez, ela diria sua real opinião. Agora, eu estava diante da famosa psicóloga Dinah Hansen. – Não parece ter sido a decisão mais inteligente do mundo, mas não vejo isso como uma situação de risco. Só, por favor, tome cuidado. Uma mentira no momento errado pode criar uma história cheia de furos e não é isso que você quer. Sei que não é o conselho que você provavelmente ouviria de uma psicóloga, mas sou sua amiga antes de qualquer coisa. E se você, a pessoa mais altruísta e determinada que eu conheço, acha que é uma boa ideia, eu te apoiarei nisso.

No segundo seguinte, eu estava nos braços de Dinah oferecendo-a um forte aperto em agradecimento. Acho que só precisava disso: conversar com Dinah do mesmo jeito que fazíamos quando tínhamos tempo livre entre as aulas da faculdade. A vida de adulto não tinha nos afastado como acontecia com certas amizades e eu era grata por isso. Mas já fazia quase duas semanas desde nossa última conversa e eu me sentia mal em admitir que estava sendo uma péssima amiga para ela e as outras. Eu queria melhorar nesse quesito, assim como havia outros que também mereciam minha atenção. E eu resolveria tudo amanhã.

– Obrigada, Dinah.

Recobrada minha persistente determinação e coragem, tirei meu celular do bolso e me pus a responder à mensagem de Camila que havia apenas sido lida.

Mal posso esperar para ser sua namorada, anjo. 

Lauren XOXO



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