História Specialist in love - Capítulo 17


Escrita por: ~

Exibições 25
Palavras 3.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


E ai terráqueos viciados em fanfic's. Pensaram que mais cinco meses iam se passar né?
Não, nunca mais.
Espero que gostem.

Capítulo 17 - Until the second round


Fanfic / Fanfiction Specialist in love - Capítulo 17 - Until the second round

ZoeOn

Meu corpo todo estava eletrizado, eu não conseguia ficar quieta nem um minto se quer, a ansiedade do que veria estava me matando. Lotte estava abaixada olhando para dentro do banco através do telhado de vidro, estávamos apenas esperando algum sinal de que os meninos tinham chegado, no momento que eles tentassem machucar alguém, iriamos interferir. Eu e Lotte estávamos quebrando a cabeça para descobrir um jeito de impedir eles e ainda por cima não sermos descobertas, ainda não tínhamos completado a nossa missão, nossos disfarces não podiam ser comprometidos. E então, como um anjo vindo nos salvar, Bill chegou e nos entregou uma roupa que seria toda a solução dos nossos problemas. Ela era toda de couro, bem justa no corpo, cobria tudo dos pés até o pescoço, tinha lugar de sobra para por as armas e o toque mais legal, um casaco de couro com um capuz. O capuz cobria quase todo o rosto, mas ainda não era o bastante, por isso eu optei por lentes de contato castanhas e uma peruca platinada, pois todo detalhe era importante.

_Eles já não deviam ter chagado?- perguntei e logo depois bufei.

Lotte olhou seu relógio de pulso para ver a hora, depois suspirou e se levantou.

_Eles disseram 21:30 e já se passaram uma hora depois disso- respondeu ela sem paciência.

_Isso é estranho. Eles nunca perderam a hora para roubar algo- franzi a testa e bufei.

Lotte fez sua famosa cara de pensativa, eu não era muito boa em entender as coisas, então deixei isso com ela. Ela pensou, pensou mais um pouco, até que levantou a cabeça para me olhar com os olhos arregalados.

_Eles acharam o escuta- disse com certeza na voz.

_Tem certeza?

_Tenho. Durante uma parte da conversa deles, onde a Raquel iria dizer o nome no banco, eles fizeram uma pausa, eu ouvi algumas coisas estranhas até eles voltarem a falar e dizer o nome desse banco. Como eu fui idiota- minha irmã estava com muita raiva naquela hora.

_Agora como vamos saber em que banco eles estão?- eu não sabia qual sentimento me dominava mais naquela hora, raiva ou preocupação.

_Eu não faço ideia- disse Lotte com as mãos na cintura, nessa mesma hora o relógio começou a vibrar em seu pulso. Era o Norman que estava ligando.

_O que foi?-perguntou Lotte aproximando o pulso da sua boca para que ele pudesse a ouvir melhor.

_Vocês tem certeza que estão no banco certo?- na mesma hora eu e Lotte nos olhamos.

_Por que?- me aproximei e perguntei sem esperar.

_A CIA me mandou as imagens de segurança de um banco. As câmeras foram destruídas, mas conseguiram capitar algumas imagens. Onze pessoas capitadas apenas.

_A policia já foi acionada?-perguntei

_Não. Parece que eles querem fazer tudo em silencio- respondeu Norman.

_Onde é o banco?-perguntou Lotte

_Vou te mandar as coordenadas- disse Norman e desligou.

Se passaram alguns segundos e logo o relógio no pulso de Lotte vibrou, ela deu um olhada para o endereço do lugar e depois me mostrou, não era muito longe, mas íamos ter que correr muito.

_Qual o jeito mais rápido de chegar?-perguntei já me preparando.

_Por cima dos prédios- disse Lotte inquieta.

_Parkour? –perguntei animada.

Lotte apenas assentiu, se preparamos e começamos correr para a ponta do prédio. Com a velocidade e o impulso que demos, foi algo fácil pular para o prédio ao lado. Era perigoso dar uma de macacas, mas era o único jeito de chegarmos a tempo no banco certo e de impedirmos que pessoas inocentes morressem.

Aquela situação me deixou completamente irritada. Quando eu pusesse as mãos naqueles que me fizeram passar por idiota eu prensaria na parede e depois arrastaria a cara deles no asfalto. Certo, muito inteligente quem teve a ideia de passar a informação errada, mas isso não se faz comigo, eles iriam se arrepender. A raiva me subiu a cabeça e tudo que eu queria era chutar a primeira coisa que me aparecesse a frente. Meu peito ardia, a minha roupa e o capuz me protegiam do frio daquela noite.

 Pulávamos de um prédio para o outro, aterrissávamos com cambalhotas, mas com a velocidade que estávamos nós voltávamos a ficar em pé em segundos. Quando o prédio era muito distante, pulávamos e tínhamos que segurar na ponta, impulsionar o pé na parede e fazer força para subir, logo depois começar a correr, sem perder o ritmo, pois cada segundo era precioso. Eu tinha esperança que iriamos chegar a tempo no outro banco, caso o contrario, boas pessoas iam se machucar feio.

Com mais um salto e uma cambalhota, pisamos no terraço do banco, o certo dessa vez. Havia 4 meninos  lá, Jacob e Shawn concentrados em olhar para dentro do banco para ter certeza que tudo estava bem, e Taylor e Hayes, que olhavam pra gente com os olhos semicerrados.

_Rapazes, olha o que temos aqui. Duas fãs de Arrow- brincou Taylor, logos todos os meninos voltaram à atenção para nós.

Eles pareciam nem desconfiar de quem éramos, isso queria dizer que a capa estava funcionando. Olhei para Lotte e a mesma acenou com a cabeça, assim eu já soube o que fazer. Num movimento rápido e totalmente sincronizado, tiramos os arcos de nossas costas, trazendo junto uma flecha cada e posicionando no arco. Erguemos os arcos e apontamos para cima na direção deles. Atiramos e a ponta de flecha explodiu, liberando acetona em estado gasoso. Os meninos caíram no chão já inconscientes. Corremos até o lugar onde Shawn e Jacob olhavam, que dava total vista para dentro do banco.

As pessoas estavam de joelhos, com os braços pra cima e as cabeças abaixadas. O primeiro a apareceu no meu campo de visão foi Cam, depois Matt e Nash. Os meninos conversavam sobre algo que eu não conseguia ouvir, mas pareciam planejar alguma estratégia. A Raquel foi se aproximando dos garotos, sempre com a sua postura superior e um sorriso sínico nos lábios, como se ela fosse imortal. Então mais alguém foi se aproximando dos meninos. Um garoto, provavelmente mais velho que eu e Lotte, asiático. Tinha uma expressão séria, seus olhos eram castanhos, uma franja verde cobria levemente as suas sobrancelhas. A boca era levemente rosada e sua pele era extremamente branca, como açúcar. O garoto passou suas mãos pela cintura de Raquel e deu um aperto firme, mostrando para os meninos na sua frente que ela era sua.

Algo começou a coçar. Sabe aquela sensação de que algo é família pra você e que você tem que lembrar, mas não consegue? Logo atrás do suposto parceiro da Raquel, mais seis garotos aparecerem, todos asiáticos, só que por incrível que pareça, um era mais diferente do outro. Eles pararam na frente da Raquel, ela disse algo e eles se curvaram para ela em concordância. Sete garotos asiáticos e apenas um mestre.

_Não pode ser- disse para mim mesma. Minhas pernas paralisaram e a minha boca se abriu de espanto.

_O que?- Lotte perguntou

_Não pode ser eles- eu mal conseguia falar, com o espanto parecia que as minhas cordas vocais tinham sumido.

_Eles quem?- Lotte perguntou mais uma vez, um pouco mais irritada.

Desajeitadamente puxei Lotte para longe do teto. Por nenhum motivo nós podíamos ser escutadas.

_O que você tá fazendo, loca?- perguntou Lotte se soltando da minha mão.

_Lotte, não sei se podemos fazer isso- disse deixando claro o receio em minha voz.

_Do que você tá falando? Já lutamos com números maiores de pessoas.

_Você não sabe mesmo quem eles são, né?

_E devia?

_Claro. Eles são os Bangtan Boys- disse histérica, mas Lotte continuou com uma expressão confusa- BTS? Garotos a prova de balas?

_Não- Lotte negou com a cabeça mostrando estar completamente confusa.

_Vem cá, tu tem problema? Por acaso tu vive numa bola?- eu estava indignada com a ignorância de Lotte com aquele assunto.

_Zoe, quem são eles?- perguntou Lotte já sem paciência.

_Sabe o bicho papão que os pais falam pros seus filhos? Bem, o BTS...eles são os nossos bichos papões.

_Como eu nunca ouvi falar deles?

_Porque na CIA eles usavam as histórias dos meninos para por medo nos espiões que não se comportavam, o que não era o seu caso- revirei os olhos .

_Tá, mas quem são eles?- perguntou Lotte parecendo mais interessada no assunto.

_Eu só sei o que me contaram. Eles são lendas. Um tipo de Cavaleiros das Trevas, comandados por um único senhor, ou nesse caso, senhora. Eu não imaginava que eles eram reais, pra mim eles eram só histórias pra por medo.- expliquei já sentindo todo o meu corpo se arrepiar ao lembrar de todas as histórias que me contaram sobre eles.

_Se eles são tão perigosos assim, temos que os deter- disse Lotte dando de ombro e indo na direção do teto.

_Ta locona de pão de queijo?- segurei seu braço e a virei pra mim- Tu não me escutou não? Nós não podemos brigar com eles. Não podemos os vencer. Eles são imortais Lotte.- naquela hora já era o medo que falava por mim.

_Cala a boca Zoe. Eles são pessoas, podem sangrar como a gente- Lotte não parecia nem ao menos um pouquinho preocupada, o que me deixou só mais irritada.

_É, mas nesse caso, a gente que vai sangrar e...- antes que eu pudesse terminar a minha frase, vários gritos foram ouvidos vindo de dentro do banco.

Eu e Lotte corremos para o teto de vidro aberto para ver o que tinha acontecido. Um homem já de idade estava jogado no chão, seu pescoço estava completamente virado, os outros ao seu redor tampavam a boca por causo do espanto, os olhos de uma mulher ao seu lado se enchiam de lagrimas, sua mulher. E na frente do homem caído, sendo provavelmente seu assassino, estava Namjoon. Como eu sei os seus nomes? Bem, digamos que por um tempo eu fiquei obcecada em saber tudo sobre eles.

Percebi algo se mexendo num canto, olhei na direção e vi uma mulher jovem, devia ter nem 30 anos. Ela se mexia cuidadosamente até o alarme silencioso. Não, não, qual o seu problema? E como previsto, antes mesmo dela apertar e de eu e Lotte pensarmos em fazer alguma coisa, Seokjin agarrou seu braço. A mulher nem teve tempo de ficar assustada, logo o coreano a arrastou para longe dos outros. Jin agarrou a sua cintura e a levantou para ficar na vista de todo mundo. Vindo de um canto afastado, Jungkook ficou na frente da mulher. Ele olhou para Raquel e a mesma concordou com a cabeça. Num movimento rápido, ele circulou as costas da mulher com os seus braços, que nem uma cobra circula sua presa, então usando toda a sua força, as quebrou. O barulho de ossos quebrando foi se ouvido de longe, o que assustou todos ali, inclusive eu e Lotte, que estávamos com os olhos arregalados sem nenhuma reação. Jungkook deixou a mulher cair no chão como se não fosse nada, só mais uma das suas vitimas, a sua expressão era indiferente. Aquilo não tinha sido só uma morte, e sim uma demonstração para os demais do que aconteceria caso eles também tentassem o que a mulher tentou.

Eu estava com medo, por mais que eu não quisesse admitir. Pra mim, se descêssemos lá nos iriamos se ferrar muito, podíamos até mesmo não sobreviver, tudo dependia da Raquel e seu humor a nosso respeito. Duas pessoas já tinham sido mortas, mesmo a gente estando lá para impedir. Olhei para Lotte, agora a mesma intendia o que eu estava querendo dizer, e com certeza ela estava preocupada. Ela me olhou e eu já soube o que ela estava pensando. Não podíamos deixar mais ninguém morrer, éramos espião e o nosso dever era proteger e lutar ate o ultimo suspiro pela nossa causa.

Matt, Cam, Raquel e Nash entraram no grande cofre. Olhei para Lotte e ela me olhou, concordamos com a cabeça, já sabendo que estava na hora de deixar o medo pra trás e agir. Nos levantamos, respiramos fundo e então pulamos para dentro do banco. Aterrissamos atrás dos meninos, de frente para o cofre. Matt, Cam e Nash iriam nos reconhecer se tivéssemos um pequeno descuido, então fechamos a porta do cofre com os quatro lá dentro. Os 7 garotos ficaram a nossa frente em uma linha perfeitamente reta, todos com a mesma expressão seria na cara, mas junto o mesmo sorrisinho sínico da Raquel. Na frente deles, eu estufei o peito e tentei deixar a minha postura ameaçadora, mas a verdade era que eu nunca tinha ficado tão assustada.

_O que estão esperando?- perguntou Raquel lá de dentro- Ataquem.

Partimos ambas para ataque, chutando o ar á frente da vitima na tentativa de desviar a atenção do inimigo. Usei tudo o que eu aprendi com o treinamento de todos esses anos, usando golpes baixos e mudando aleatoriamente a sequencia de socos e chutes, sem dar pista ou tempo para que fossem descodificados. Lotte e eu lutamos com toda a nossa força, mas não podíamos revidar por muito tempo, pois éramos duas contra sete. Foi quando fiquei cara a cara com Jimin que senti uma forte e insuportável dor ao lado esquerda do meu corpo. O chute do garoto me atingiu com tudo, fazendo meu corpo pender para o lado bruscamente. Um outro garoto me segurou, Hoseok me pegou pelos ombros e me virou de costas para ele, me deixando totalmente exposta aos golpes de Taehyung e Jimin. Os que eu podia, desviada com as pernas, e outros, eu sentia no corpo. Não sei se mais alguém ouviu barulhos de costelas quebrando, porque foi bem alto na minha cabeça.

Ao longe, Lotte tentava se reerguer do chão, mas era em vão. Outros quatro garotos lhe chutavam e miravam socos nela sem qualquer intervalo, não mantendo nenhuma expressão nos rostos pálidos. Todos pareciam ser robôs humanos, tinham sangue frio e pareciam ser feitos para lutar sem dó alguma. Naquele momento, permiti sentir dó de mim mesma. Em dado momento, a dor tomou conta do meu corpo e tornou-se insuportável. Os gritos de Lotte pareceram estar a quilômetros de distancia, assim como os barulhos de chutes, socos e arfares. Minha consciência foi me abandonando aos poucos, e minha visão ficou turva, mas não a ponto de apagar completamente. Um instante depois, meu corpo foi jogado bruscamente no chão, senti a temperatura fria entrar em contato com meu corpo. Em minha boca havia um gosto forte de sangue, e minhas mão estavam completamente raladas e esfoladas. Não pude ver mais muita coisa, então fiquei apenas encarando o nada.

Foi quando meus olhos se encontraram com a de uma garotinha, abraçada a sua mãe, os olhinhos cheios de lágrimas. Eu sabia que uma vez ela tinha me olhado como a heroína que a salvaria, mas agora, me vendo jogada no chão, seus olhos mostravam decepção. A dor do meu corpo não superada a vergonha que eu sentia aquele momento e a vontade de levantar daquele chão frio e continuar a lutar. Porém, meu corpo não conseguia mover-se por mais nenhum centímetro sem ter a sensação de que meus músculos arregaçavam-se ao extremo. Tudo o que eu sentia era dor e vergonha, e talvez, naquele momento, alguma lágrima por consequência possa ter escapado por meus olhos, mas só talvez.

Os meninos se afastaram de nós, suas expressões não mudaram nem um pouco, suas respirações estavam normais, como se não tivessem feito esforço nenhum. Suga abriu a porta do cofre onde sua amada estava. Os quatro saíram com calma, sacos de dinheiro eram vistos em cada um dos seus ombros, mas não era o bastante, por isso Raquel mandou seus escravos robôs entrarem e pegarem o resto. Os capuzes ainda estavam em nossas cabeças, cobrindo nossos rostos e a nossa vergonha. Senti alguém se aproximar e estremeci.

_Não precisa. Eu não quero saber quem são. De qualquer forma, eles estão marcados com a vergonha de hoje- disse Cam e ouvi sua risada acompanhada da dos outros.

As lágrimas saiam não por causa da dor, mas sim pela raiva que eu sentia naquela hora, deles e de mim mesma. Eu não podia deixar que acabasse assim, com os vilões ganhando. Não é assim que funciona, o bem sempre ganha, sempre. O meu relógio de pulso vibrou, o nome de Norman apareceu na tela, logo depois uma mensagem , “Olhem pra cima”. Sentindo todos os meus ossos se contorcerem dentro de mim, eu levantei minha cabeça o máximo que pude, podendo assim ver os olhos assustados e preocupados de Norman. Uma ideia me veio à cabeça, mais loca do que qualquer coisa. Segurei a mão de Lotte, que estava completamente imóvel no chão, ela me olhou e eu olhei pra cima, a mesma seguiu meu olhar e logos seus olhos brilharam ao ver o seu salvador. Assenti para Norman e olhei para Lotte, logo ele decifrou o que eu queria dizer.

_Você se acha a fodona- disse mais baixo do que queria.

_O que?- Raquel perguntou se virando pra mim.

_Você se acha a fodona- repeti, tossindo algumas vezes e sentindo ainda mais dor.

_Eu não acho, eu sou- disse convencida.

_Não, você não é.

Com o pouco de força que ainda me restava comecei a me levantar, lentamente e quase caindo novamente, eu respirei fundo e estufei o peito na frente dela, por mais que aquilo fosse uma tortura comigo mesma, eu não me curvaria a ela. Olhei para cima e vi que Norman já estava posicionado.

_Você se acha poderosa porque controla eles, e de fato você é. Mas sem eles...- fiz uma pausa para a olhar bem nos olhos, por mais que ela não conseguisse ver os meus- Eu acabaria com você- intensifiquei a ultima frase para deixar bem claro o que eu disse.

_Vamos ver então- disse ela com um sorriso irônico.

_Que feio, querendo lutar com alguém já machucado. Você deve mesmo ser uma franguinha.

Os olhos de Raquel ferveram em cima de mim, o seu sorriso irônico sumiu de seus lábios. No instante que Raquel correu na minha direção, Norman desceu por uma corda e pegou Lotte e a colocou em seu ombro, depois pressionou um botão e a corda subiu automaticamente. Raquel acabou se distraindo com o movimento rápido de Norman, o que me deu total espaço para injetar um sedativo direto em seu pescoço. Logo a garota na minha frente foi amolecendo, e então desmaiou por completo. Mesmo todo o meu corpo discutindo comigo para que não fizesse, joguei a Raquel em meu ombro, tentando ignorar toda a dor. Uma corda com um gancho foi jogada pra mim, prendi o gancho em meu cinto e então fui puxada para cima.

Cheguei no teto e Norman me ajudou com Raquel. Lotte estava em pé, ela me olhou e sorriu como se estivesse orgulhosa. Lotte e Norman desceram com Raquel até o carro, precisávamos sair de lá rápido. Antes de ir, voltei para olhar para dentro do banco, bem a tempo de ver os sete meninos olhando para os lados procurando sua senhora.

_Ei- chamei a atenção deles- Até o segundo round.

Os olhos dos garotos se arregalaram um pouco, pela primeira vez tendo alguma expressão. Jin e Namjoon ameaçaram vir na minha direção, mas Suga os impediu.

_Eu vou te achar, e quando isso acontecer...não irá sobrar nada de você-ele falava com tamanha intensidade, todo meu corpo de arrepiou, mas de ansiedade não de medo.

_Eu conto com isso- levantei dois dedos unidos, o indicador e o dedo maior, os encostei na cabeça e os movi na sentido contrário, num aceno informe.  

Como eu disse, o bem sempre ganha. 


Notas Finais


Queria agradecer muito pelos favoritos, eu amo vocês
Comentem se estão gostando.
Pra quem ainda não viu, deem uma olhada no trailer perfeito da fanfic.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=9tmrW4dwIIg
Espero que tenham gostado. Boa Noite meus terráqueos preferidos.
(PS: SIM, KPOP É A MINHA VIDINHA)


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