História Spice - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Jungkook
Tags Açúcar Tempero, Bangtan Boys, Bts, Jin, Jinkook, Jungkook, Tudo Que Ha De Bom
Visualizações 49
Palavras 1.225
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Min dexa
É a primeira vez que me arrisco num ship totalmente não canon e com um tema tão desesperadamente fluffy

E um aviso

Vamo parar de ver Seokjin como uma princesa all the time? Ele é tão homão da porra quanto os outros e quando tu percebe isso, fica até meio trouxa de saber que perdeu esse tempo todo com misconceptions
E JinKook é tão amorzinho, poxa, se vcs pararem pra prestar atenção, é uma coisinha deliciosa

ENFIM
Boa leitura

(vou deixar o link da música que inspirou essa ficlet nas notas finais)

Capítulo 1 - O tempero da curiosidade irá despertar algo


Havia um enorme e lustroso pote transparente de balas sobre uma mesinha vintage. Naquele lugar, tudo era deliciosamente doce e cobiçado por qualquer pessoa que adentrasse o recinto, deleitando seus paladares com as mais diversas formas de quitutes açucarados. Tudo era divino, mas aquelas balas redondas e enormes – tanto quanto bolinhas de gude – chamavam a atenção dos olhos curiosos. A fama aumentou tanto depois dos clientes começarem a voltar para comprar sacolas da bala especial que a área onde o pote ficava foi até modificada; redecorada, parecia um pequeno pedaço de céu na Terra.

Porém, por mais que tudo à volta parecesse respirar glicose e cores fantásticas, apenas Seokjin não havia sentido sequer o gosto de algum daqueles doces. Era irônico ele trabalhar em uma confeitaria e não aproveitar nada quando podia, mas todas as coisas têm um porquê.

Ao contrário de seu jovem dongsaeng, Jungkook, ele apenas observava as pessoas. De seu cantinho confortável atrás do balcão, não deixava nunca de sorrir e ser agradável com todos que lhe dirigiam a palavra, mas ao fim de cada interação, o rostinho tornava a ficar sério, vazio como uma tela em branco.

Ele ouvia críticas demais. Constantemente era apontado sobre sua aparência, especialmente debochado por seu porte desengonçado e injustamente provocado por seu peso toda vez que tinha de realizar refeições em frente às mesmas pessoas cruéis. Padrões sociais podiam ser tão horríveis quando concentrados todos em uma só pessoa que acabavam tendo consequências. Seokjin cuidava cada porção de comida que ingeria. Bebia água de hora em hora e saía todos os dias antes do expediente para correr no parque central da cidade. O guarda-roupa, simples e discreto, tinha como objetivo esconder todas as suas imperfeições e torná-lo invisível, passível de não chamar a mínima atenção.

A única pessoa que o via debaixo daqueles hábitos cronometrados, roupas largas e sorrisos forçados era Jungkook. Mesmo tendo cinco anos menos que o hyung, não podia acreditar em como se sentia grande e confiante perto dele, ainda mais quando os garotos maus do bairro escolhiam a dedo os momentos para importuná-lo. Jeon era duro na queda, não deixava nada passar batido. Quando conheceu o colega de trabalho mais velho, tomou-se de amores pela pessoa que ele era, tão ou mais doce que aquela loja inteirinha.

Andavam juntos para cima e para baixo, lado a lado, sempre à parte do que acontecia no mundo real, porque no mundinho deles, aquelas tristezas bobas não tinham vez, e tudo era lidado da melhor e mais positiva maneira. Seokjin nunca entendeu o quê o jovenzinho vira nele, uma pessoa tão sem graça e sem sal que jamais seria do almejo de ninguém como amizade ideal. Era difícil ver-se do jeito que o dongsaeng o via. Jungkook vivia dizendo-lhe que se ele nunca tentasse experimentar o que a vida realmente tinha a oferecer, nunca saberia como ele verdadeiramente era. Assim como um doce surpresa, não valia muito a pena ficar especulando sobre o sabor, ou o formato, ou a textura, o melhor era abrir logo a embalagem e deixar que a língua fizesse seu trabalho de decodificar a identidade do objeto açucarado. Se seria bom ou ruim, aquilo era o menor dos males; o que traria angústia constante seria a dúvida.

Num dia meio nublado que não dava para entender se choveria ou não, Jeon e Jin se encarregavam de organizar o caixa e cuidar da limpeza antes de fechar a loja. O mais velho não estava num dia legal. Estava pensando em agendar uma consulta com o cirurgião plástico mais famoso da cidade para ver se, mudando algumas coisas em seu rosto, pudesse se sentir mais bonito e não fosse mais alvo de chacota de ninguém. Só queria voltar logo para casa e se atirar na cama – talvez nem jantasse para não engordar ainda mais. Percebendo isso, Kook foi até o hyung e tirou-lhe o bloco de anotações e a caneta das mãos, puxando-o para o cantinho encantado que atraía tanta gente e naquele momento estava todinho disponível para os dois.

Assim que se sentaram nas cadeiras adoravelmente decoradas e estenderam as mãos sobre a toalha desenhada, Jungkook segurou com as duas mãos a mão livre de Jin, passando delicadamente os polegares sobre a pele e logo pelas juntas tortinhas dos dedos. “Sei como você é complexado com tantas coisas. Isso me machuca muito, porque toda vez que o hyung sofre, eu sofro junto.”, Jin sempre se sentia muito bem com a calma como o mais novo pronunciava as palavras, e como elas passavam certeza. “Precisa parar de se punir tanto, precisa começar a viver as coisas sem se importar com o que o resto do mundo vai pensar. Precisa arriscar sentir algo que nunca sentiu.”

Dito isso, levantou-se e foi até o pote transparente de balas e, de lá, tirou uma bem redonda e cor-de-rosa. Voltou para a mesa onde estavam sentados, mas ficou de pé, em frente ao mais velho. Pediu gentilmente que fechasse os olhos e abrisse a boca, sem dar nem um pio sobre como aquelas balas eram açúcar puro de tão doces e como ele estava evitando aquilo; Jeon disse que ele precisava esquecer imediatamente todas as coisas que o incomodavam e se deixasse levar pela curiosidade de saber como eram aquelas balas, assim como todas as coisas boas que ele estava deixando de fazer por medo. Com receio, mas disposto graças ao encorajamento do jovem, fez o pedido, sentindo de leve as digitais do garoto entrarem em contato com a sua língua ao depositarem o doce ali.

O que se seguiu foi pura novidade.

Foi-se criando um êxtase devido ao sabor da guloseima que começou a despertar sensações animadas – era como ficar bêbado de açúcar. Entretanto, a maior surpresa do dia, talvez da semana ou dos últimos meses, foi sentir os lábios delicados e ansiosos do dongsaeng sendo pressionados contra os seus, fazendo-o sentir o gosto não só da bala, mas do açúcar que jazia na boca do outro depois de ter comido cupcakes naquela tarde. Era muita coisa. Mas era muito bom!

E assim que a língua do mais novo se meteu a abrir seus lábios para que a deixassem entrar, Seokjin sabia que não tinha mais volta. Por mais que tudo fosse absurdamente inconsequente em sua cabeça, seu coração nunca esteve tão feliz. Queria que fosse tudo para o inferno. A bala que estava em sua boca, quase desmanchada, começou a ser passada entre ambos, quase caindo para fora em meio a risadinhas fofas e puxadas de lábio estaladas. Aquela bala derreteu, mas Jin rapidamente tratou de pegar outra correndo do pote – uma vermelho bem vivo – e levá-la à boca de Jungkook, que sorriu largo e recebeu, satisfeito, a bala vinda do hyung. Então trocaram mais um beijo doce e embalado de sentimentos que faziam Jin querer pular até cansar.

As balas não tinham poderes mágicos, mas abriram um mundo todo novo para Seokjin. Nada mais de dietas controladas. Nada mais de andar encolhido e escondido. Nada mais de ficar quieto quando implicavam consigo. Nada mais de medo. Ele não queria nunca mais voltar a ser aquela pessoa que nunca soube o sabor das balas que trouxeram não só Jungkook para um lugar cativo a seu lado, mas sua vida de volta, que só precisava de um pouco de tempero para ser sentida ao máximo.


Notas Finais


Tinha que ser, né non
Perfume, as donas do EDM
https://www.youtube.com/watch?v=biMO46z_VSY

E sim, a ideia das balas veio do pv, mas mais como uma alegoria, e não um treco fantástico, mágico

Ok, pessoal, té +


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