História Spider-Woman (Camren G!p) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony, Homem-Aranha
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Intersexual, Norminah, Trolly
Visualizações 929
Palavras 3.018
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Ficção Científica, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Primeiro dia


Fanfic / Fanfiction Spider-Woman (Camren G!p) - Capítulo 8 - Primeiro dia

CAMILA POV

Eu estava deitada em minha cama olhando o teto à horas. Eu não estava me sentindo bem, mas não era nenhum tipo de doença. Não estava bem porque Lauren não atendia minhas ligações e não retornava minhas mensagens. Eu não tive culpa do Shawn ter me beijado, eu não... Não queria beijar ele, eu não gosto dele assim. Se eu soubesse que ele ia fazer isso, jamais teria aceitado sair com ele.

FLASHBACK ON

Shawn me levou a um restaurante muito chique no centro de Miami. Era de comida italiana. Entramos e fomos recebidos por um homem alto de nariz empinado.

-Reserva para dois para o Sr. Mendes! -Shawn disse e o homem nos levou a uma mesa para dois perto da janela. -Obrigado. -Disse e o homem se retirou.

-Aqui é muito lindo! -Eu disse admirada olhando por todo o restaurante.

-É sim. Por isso te trouxe aqui! -Ele pegou em minha mão e sorriu. -É meu restaurante favorito. -Eu discretamente tirei minha mão de baixo da dele.

Sorri sem graça.

Fizemos nossos pedidos e comemos, conversamos, rimos, falamos sobre a faculdade. Até que meu celular tocou.

-É meu pai, um minuto. -Atendi. -Olá, papa.... Sim estamos jantando... Sim, papa... Tudo bem, beijos! -Desliguei. -Meu pai quer que eu vá para casa.

-Ah, tudo bem. -Ele chamou o garçon e pagou a conta. -Vamos! -Nos retiramos e fomos embora.

Chegando em minha casa, Shawn abriu a porta do carro pra mim e me estendeu a mão.

-Madame! -Ele beijou minha mão.

-Obrigada. -Respondi sem graça e puxei minha mão. Ele me acompanhou até a porta de casa.

-Está entregue. -Ele me olhou nos olhos, mas logo em seguida encarou meus lábios.

-Ah, obrigada, Shawn! Eu gostei...

-Camila, eu tô afim de você! -Ele foi super direto.

-O que? -Eu disse surpresa. As meninas me elertaram sobre isso, mas não achei que fosse sério.

-Afim não, apaixonado! -Ele sorriu. -Eu tô a noite toda querendo te falar isso, mas não tive coragem. -Ele segurou minhas mãos.

-Shawn eu não... Não gosto de você assim. -Tentei puxar minha mão, mas ele segurou com força.

-Porque não, Camila?

-Eu gosto de outra pessoa...

-Quem é esse cara? Eu conheço? -Ele ficou irritado. E apertou mais minhas mãos.

-Você está me machucando. -Disse entre dentes.

-Aposto que ele não é melhor nisso do que eu! -Então ele me puxou com força pela cintura e me beijou. Eu tentei me soltar, mas ele é mais forte. Até que ouvimos alguém me chamar.

-C-camz? -Shawn me soltou na hora.

-L-lauren? -Fui caminhando até ela. Shawn tentou me puxar pelo braço. -Me solta! -Gritei com ele. -Lauren, eu posso explicar. -Continuei caminhando em sua direção, mas ela correu. Ela havia fugido de mim e tudo por causa desse idiota. -Lauren! -Tentei gritar por ela, mas ela já estava longe demais. Me virei possessa de raiva encarando Shawn. -Qual a porra do seu problema? -Dei vários socos em seus ombros.

-Qual o problema da sua amiga ver a gente se beijando? -Ele tentava se defender.

-Seu idiota! Esse beijo nunca deveria ter acontecido. Eu não gosto de você, Shawn! -Gritei com ele e meu pai saiu.

-O que está acontecendo aqui, mi flaca? -Meu pai não estava com uma cara boa.

-Sr. Cabello, eu não fiz nada! -Shawn se fez de inocente.

-Ele me beijou a força, papa, e Lauren viu! -Gritei. -Vai embora, Shawn, eu não quero saber de você! -Saí e fui direto pro meu quarto. Peguei meu celular e liguei pra Lauren, mas ela não atendeu.

Liguei pra Dinah, vai que ela foi pra lá.

-Chee?

-Oi, Camila. -Disse com a voz grogue. -Tá tarde, você não tem mais o que fazer não, rabuda? -Falou mau humorada, revirei os olhos.

-Lauren, está aí? -Perguntei esperançosa.

-Lauren? Claro que não. Achei que ela estivesse com você.

-Ela não... Não tá comigo.

-Mas ela disse que ia ver você.

-Ela veio aqui, mas...

-Mas...

-Ela viu o Shawn me beijando e saiu correndo.

-O QUÊ? -Dinah gritou e afastei o celular do meu ouvindo. -Que porra você fez, Camila?

-Eu não fiz nada. Aquele idiota me beijou a força, Cheechee, eu juro! -Falei irritada me lembrando.

-Eu vou tentar ligar pra ela.

-Eu já tentei, mas ela não atende.

-Claro que ela não vai te atender sua cabeçuda. -Suspirei. -Daqui a pouco te ligo. -Ela desligou. Eu fui tomar um banho enquanto Dinah não dava notícias.

Quando terminei ela me ligou e disse que não estava conseguindo falar com Lauren. Me desesperei e tentei ligar, mas só caía na caixa postal.

Onde será que Lauren estava?

FLASHBACK OFF

-Camila, es hora de levantarse! -Minha mãe bateu na porta.

-Ya voy, mama! -Me levantei e fui para o banheiro fazer minha higiene matinal. Quando saí vesti uma saia rodada preta com uma blusa sem mangas preta de bolinhas brancas. Coloquei um saltinho, passei uma maquiagem leve e deixei os cabelos soltos. Desci.

-Buenos días! -Falei com todos e peguei uma maçã. -Me voy, tchau! -Não dei tempo deles se despedirem. Eu tava muito atrasada e ia tentar pegar o ônibus.

Alguns longos minutos depois cheguei na universidade. Passei direto pelos corredores e fui pra sala. Dei três batidas e ouvi um "entra" baixo.

-Desculpe o atraso Sra. Hastings!

-Entre, Cabello. -Ela me deu passagem e entrei, sentei lá trás.

Não prestei atenção na aula, pois minha mente não conseguia parar de pensar em Lauren. Eu preciso fala com ela, preciso dizer que Shawn me beijou a força e que eu não queria.

Quando o sinal tocou eu saí o mais rápido possível da sala indo em direção ao refeitório. Chegando lá vi Mani e Ally sentadas. Fui até elas.

-Onde está Lauren? -Me sentei de frente para Mani.

-Não sabemos. -Ally respondeu.

-Aconteceu alguma coisa? -Mani perguntou.

-Aconteceu. -Disse triste. Olhei pra trás procurando por Lauren. Vi ela com Dinah vindo em nossa direção, mas quando Lauren me viu ela falou alguma coisa com Dinah e foi embora. -Lauren, espera! -Me levantei indo atrás dela, mas DJ me impediu. -Cheechee, eu tenho que falar com ela! -Minha voz saiu embargada.

-Chancho, deixa ela ficar um pouco sozinha. -Dinah me levou de volta pra sentar na mesa. -Ela precisa de um tempo.

-E enquanto isso eu vou ficar sem falar com ela? Não, Dinah, eu não posso! -Falei já chorando. -Ela precisa saber que eu não queria beijar ele.

-Quem você beijou? -Ally e Mani pergutaram juntas. Tinha esquecido que elas estavam ali.

-Camila, podemos conversar? -Eu reconheci aquela voz.

-O que você quer, Mendes? -Dinah falou ríspida.

-Meu assunto é com a Camila e não com você, Hansen. -Shawn falou.

-Olha como fala com ela seu idiota! -Me levantei e fui em sua direção. -Sai daqui!

-Não entendo porque ficou daquele jeito. Qual o problema de Lauren ter nos visto?

-Porque eu gosto dela! -Me irritei. Dinah se levantou e segurou meu braço. Sussurrou um "calma Camila", mas eu não queria calma. -Eu sou apaixonada por ela Shawn! E agora por sua culpa ela está me evitando!

-Você é lésbica? -Ele disse confuso. -Não pode ser Camila.

-Shawn, vai embora daqui. -Mani levantou-se e o empurrou de leve pelo ombro.

Ficamos todas encarando ele.

-Lauren não te merece, Camila. Ela nunca vai te fazer feliz como eu posso fazer. -Ele disse e se retirou.

O sinal tocou.

-Vamos, Mila, vou te levar pra sala. -Ally disse e me puxou.

Fui pra aula, mas eu tava muito indisposta. Eu queria ir embora, queria falar com Lauren. Mas tudo bem, se ela queria um tempo eu daria um tempo a ela.

Quando a aula acabou fui pra frente da universidade esperar o ônibus. Passei meus olhos pelo estacionamento e vi Lauren encostada em seu carro mechendo no celular. Dinah chegou e as duas entraram no mesmo e sairam. Peguei o ônibus e fui pra casa.


LAUREN POV

-Isso tá estranho, branquela! -Dinah estava analisando a roupa que eu havia costurado.

-Porque? Tá muito legal! -Disse me jogando na cama.

-Claro que não, trevosa, isso tá mal feito! -Dinah jogou a roupa em mim.

Dinah e eu já tinhamos feito as pases. Eu não aguentaria ficar muito tempo sem falar com ela. Então, engoli a porra do meu orgulho e pedi desculpas a minha melhor amiga.

-Ah, Dinah, faz você então!

-Nós vamos fazer. Anda, levanta essa bunda branca daí e vem me ajudar!

Dinah e eu ficamos a noite toda e madrugada fazendo aquele uniforme. Pra Dinah nada ficava bom, sempre faltava alguma coisa, um ajuste. Ela fez eu vesti e tirar a roupa varias vezes. Eu já tava ficando irritada com aquilo. Até que finalmente chegamos a perfeição.

-Uaaau, Lauren! -Dinah disse com as mãos na boca. Eu estava de frente pra ela vestida com meu uniforme.

-E então, Dinah? -Perguntei curiosa, ela não tinha deixado eu me ver no espelho. -Dinah?

-Você tá incrível! É a heroína mais foda que já vi! -Ela deu pulinhos e gritinhos.

-Shhhhh... Vai acordar meus pais!

-Desculpa, é que você tá maravilhosa!

-Posso me ver agora? -Ela balançou a cabeça freneticamente. Fui até o espelho e quando me vi, não deu pra ver minha expressão, mas eu abri a boca num perfeito "O". -Porra... -Sussurrei. -Eu estou incrível! -Dinah sorriu largo. -Mas você não acha que tá marcando demais aqui em baixo?

-Claro que não, sua maluca! Você tá linda.

Me olhei mais uma vez. Eu realmente estava maravilhosa. A roupa cobria totalmente meu corpo dos pés a cabeça, era bastante colada e ninguém me reconheceria nela.

-Amanhã vamos treinar lutas com você vestida assim. Amanhã não porque já está de madrugada e...

-Tudo bem, Dinah! -Eu ri. -Agora me ajuda a tirar.

-Eu não.

-Porque não?

-Porque não quero ver você pelada, morcegão!

-Ah, Dinah, fala sério! -Fui caminhando em sua direção.

-Nem vem com essa Jaureconda. -Dei língua pra ela, mas ela não viu por eu estar de máscara.

Depois que tirei aquela roupa nós fomos dormir. Dinah e eu teríamos muito trabalho. Eu finalmente iria treinar luta, defesa, tiro ao alvo com minhas teias, resistência e todas essas coisa. E nada melhor do que sua melhor amiga pra te ajudar em tudo.

Laurinah teria muito trabalho para que tudo desse certo.


(...)


-Por favor. Não deixa eu cair! -Eu estava no topo de um prédio vestida com meu uniforme segurando Camila que estava pendurada na sacada. Se eu a soltasse ela cairia. Estavamos à mais de 30 metros do solo. -Por favor eu te imploro, não me solte! -Camila chorava muito.

-Eu não vou te soltar. Nunca! -Falei com a voz embargada.

-Lauren...

-Eu não vou soltar você!

-Lauren...

-Não vou te soltar, Camila! -Eu sentia a mão dela escorregando da minha. Eu já começava a chorar. -Aguenta firme! Só mais um pouquinho... -E aconteceu tudo muito rápido. A mão de Camila soltou da minha.

-Lauren!

-NÃO! -Dei um grito e levantei da cama assustada.

-Ei, se acalma. O que houve? -Dinah perguntou preocupada e sentou ao meu lado.

-Eu sonhei que tinha deixado ela cair. E-ela segurava minha mão, m-mas eu não conseguia sustentar e ela caía, Dinah! -Falei um tanto desesperada.

-Quem, Lauren?

-Camila. Eu a deixava cair do prédio! -Então, eu comecei a chorar.

-Tá tudo bem, Laur! Foi só um sonho. -Dinah me abraçou. Ela fez carinho em meus cabelos, ficou um tempo me acalmando. -Tá melhor? -Respirei fundo, saí de seu abraço, balancei a cabeça positivamente. -Então vamos levantar que já está muito tarde. E hoje a gente tem muito trabalho.

-Tudo bem. -Levantei e fui pro banheiro fazer minha higiene.


(...)


-Anda, Lauren, bate aqui! -Dinah estava na minha frente em posição de luta. Me provocando. -Quero ver se tu sabe se defender ou tem que chamar a mamãezinha! -Ela veio até mim e tentou me socar com a mão direita, mas eu esquivei. -Anda!

-Eu não vou bater em você! -Disse com o cenho franzido.

Estávamos no meu quarto treinando ataque e defesa, mas até agora eu não fiz nada. Eu não queria bater em Dinah, com a força que eu tô é capaz de eu desmontar ela. Mas ela insistia de que eu deveria atacar ela.

-Bora porra! Me bate! -Dinah veio em minha direção e disferiu alguns socos em minha barriga. Eu tentei me defender.

-Dinah, qual é? Isso é ridículo! -Quando eu falei na mesma hora Dinah parou e me fitou tão sério que eu engoli em seco.

-Ridículo? -Ela levantou a duas sombrancelhas. -Tá bom... -Ela virou de costas pra mim, mas quando eu ia dar um passo, Dinah virou de uma vez e me deu um gancho de direita. -TOMA ESSA SUA VAGABUNDA! AINDA ACHA RIDÍCULO?! -Eu estava com a mão no rosto.

Aquela porra doeu. Me virei pra Dinah e a fitei intensamente.

-Minha vez! -Avancei em Dinah e vi ela se afastar. -Não corre agora, Jane! -Dei um soco, mas ela desviou.

-Lauren, calma aí, você é mais forte do que eu! -Ela corria por todo o quarto.

-Pensasse nisso antes de me socar, sua vadia! -Eu corria atrás dela.

-Eu precisava motivar você, aranhona! -Ela estava de pé em minha cama. Quando eu avancei ela correu em direção ao banheiro.

-Agora você não escapa! -Disparei minhas teias por todo o corpo de Dinah e ela caiu no chão antes de chegar ao banheiro. Fui em sua direção e ri convencida. -Quem é a vagabunda agora?!

-Isso foi golpe baixo. Não era pra usar suas teias ainda! -Ela disse tentando se levantar. -Me ajuda aqui! -Ela tentava tirar as teias.

-Se vira, Dinah Jane Hansen! -Entrei no banheiro e a deixei ali.

Ficamos a tarde toda treinando. Dinah estava muito ansiosa pra eu ir para as ruas e combater o crime. Eu confesso que estava com medo, mas se minha amiga acredita que eu consigo, então, eu consigo.


(...)


-Trouxe sua roupa?

-Sim. Está dentro do carro.

Dinah e eu estávamos no estacionamento da universidade. As aulas já tiam acabado, então estava vazio.

-Se troca. Coloca o uniforme por baixo dessa sua roupa aí, mas não põe a máscara. -Dinah disse e eu entrei no carro pra me trocar. Eu estava parecendo um peixe numa lata de sardinha. Perdi as contas de quandas vezes bati a cabeça no teto do carro. Quando eu estava pronta saí. -Tudo certo?

-Tirando a parte que eu estou desconfortável, com medo, insegura, incomodada, e meu "Big Jauregui" tá coçando, tá tudo bem! -Dinah gargalhou. -Não tem graça, DJ, é sério e se eu quiser ir no banheiro? -Dinah riu mais ainda.

-Não vai! -Revirei os olhos. -Toma. -Ela me entregou um pequeno aparelho. A olhei confusa. -Isso é um ponto que vai ficar no seu ouvido, vou me comunicar com você através dele. -Ela colocou em meu ouvido. -E isso... -Ela me entregou outro aparelho que parecia uma pulseira. -Ele apita quando tem algo errado. Alguma pergunta?

-Onde conseguiu essas coisas? -Dinah apenas riu. -É serio. Me fala!

-Você não vai querer saber.

...

Caminhamos até uma parte do centro da cidade. Andávamos pela rua quando derrepente alguém passa correndo por nós. E bem atrás dois guardas viam correndo gritando "pega ladrão".

Olhei pra Dinah e ela me olhou de volta acenando com a cabeça. Coloquei as mãos em meu bolso e entrei num beco. Tirei minha roupa normal e fiquei com a de herói, coloquei as luvas e a máscara.

-Ora da ação! -Falei pra mim mesma e escalei a parede de um prédio. Fui até o topo e pulei de prédio em prédio até achar o assaltante. Ele estava escondido em um beco muito escuro. Lancei minha teia no prédio da frente. -É agora, Lauren, vamos lá garota, você consegue! -Respirei fundo e me joguei, mas eu dei de cara no muro e caí de costas no chão. -Ai! -Reclamei de dor.

-Quem é você? -Uma voz masculina veio até mim. Me levantei e fiquei de frente pra ele. -Que porra é você? -Ele sacou uma faca do casaco e apontou pra mim.

-Eu sou seu maior pesadelo! -Dei um soco no nariz dele que o fez cambalear para trás.

-Eu vou matar você! -Ele veio em minha direção e conseguiu fazer um corte em minha barriga. Coloquei a mão no machucado que stava sangrando.

-Não devia ter feito isso no meu primeiro dia! -Ele veio em minha direção de novo, mas eu pulei na parede e fiquei de frente pra ele, lancei minha teia na mão dele o desarmando. Lancei teias com as duas mãos e o enrolei todo. Ele caiu no chão. Fui até ele. -Isso! Toma seu otário! -Comemorei e ouvi o barulho de sirenes. -Droga! -Logo em seguida apareceram uns policiais e apontaram suas armas pra mim.

-Parado. Polícia! -Eu levantei as mãos em rendição. Mas que porra eu tava fazendo? Eu sou o mocinho e não o vilão. Olhei pra cima e lancei minhas teias no prédio a minha frente. -Atirem! -Mas eles não me acertaram porque eu já estava longe.

Me balancei por alguns prédios até entrar no beco onde eu tinha deixado minhas roupas. Desci pelas paredes pra não chamar atenção. Dinah estava lá quietinha.

-Psiu! -Chamei ela baixinho.

-Porra, cara, que susto! -Dinah estava com a mão no peito. Eu fui até ela pegar minhas roupas. -Você está sangrando? -Dinah arregalou os olhos quando viu o corte em minha barriga.

-Não foi nada, DJ, tá tudo bem! -Coloquei minhas roupas normais por cima da de herói. 

-Como assim nada? Vamos pra um hospital! -Dinah me puxou pelo braço. Mas eu me soltei.

-Tá louca? Se eles perguntarem como fiz isso eu vou responder o que? Que eu tava bancando a heroína e lutando contra um assaltante? -Encarei ela.

-Tem razão! Mas precisamos dar um jeito nisso.

Saímos daquele beco e fomos em direção ao meu carro. Deixei Dinah em casa e fui pra minha.

Chegando no meu quarto eu fui direto pro banheiro tomar um banho bem gelado. Saí apenas de top preto e um short moleton cinza. Sentei na cama com uma caixinha de primeiros socorros. Fiquei ali cuidando daquele corte.

-É, Lauren, daqui pra frente você vai fazer muito isso. -Falei pra mim mesma. Quando terminei, guardei as coisas e fui dormir. 


Notas Finais


Até o proximo!!


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