História Spilled Blood - Capítulo 8


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Yui Komori, Yuma Mukami
Visualizações 142
Palavras 4.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Musical (Songfic), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um cap de Spilled Blood, eu não sei se estou errada ou certa, mas acho que ficou um pouco grande.
Booom, espero que gostem <3 Por favor, comentem para eu ver o que posso fazer para melhorar.
Quem tiver ideias, mandem também, agradeceria pakas *3*
Beijos de Nutella <3
Desculpa qualquer erro <3

Capítulo 8 - New School.


Fanfic / Fanfiction Spilled Blood - Capítulo 8 - New School.

“Os sorrisos mais doces guardam os segredos mais sombrios.”

 

Point Of View Narradora.

 

Faltando apenas três horas para Centauri ir à escola, estava nervosa e animada ao mesmo tempo. Não foi almoçar, pois não se sentia bem o suficiente e nem estava com fome, culpa da ansiedade. Seria a primeira vez depois de muitos anos, e iria ver um novo momento. A ruiva estava de olhos fechados pensando em como seria estudar novamente perto de muitas pessoas. Parou de frequentar a escola e escutar quando tinha oito anos, e apenas voltou aos treze anos. Quando conheceu Tougo, para proteger sua linda garotinha, decidiu contratar professores particulares.

- Deseja alguma coisa? – Pergunta a ruiva ainda de olhos fechados.

- Como sabe que estou aqui? – Ayato estava um pouco surpreso, nenhum humano conseguiria perceber.

- Apenas sei. – Centauri se senta na cama e olha para o ruivo a sua frente. – O que deseja?

- Bom. – Ele se aproxima lentamente da cama. – Estou com sede.

 - Tem água na cozinha. – A garota dá de ombros.

- Eu quero sangue. – Ayato pula em cima da jovem prendendo seu corpo, ele segura suas mãos para ela não se debater.

- Não sou sua bolsa de sangue. – Tauri fala de maneira rígida.

- Não me importo. – Ele sorri sarcasticamente. – Desde o momento que “ele” falou que não éramos para nos envolver com você, fiquei com uma vontade absurda de lhe provar.  

Ayato como sempre sendo o garoto rebelde, querendo quebrar as regras só para mostrar para os outros a sua volta que ele não se importa. Tougo avisou aos seus irmãos que só iriam beber o sangue da ruiva, se a mesma quisesse dar, caso contrário haveria uma certa “punição” vindo da parte da jovem. Mas ninguém acreditava que uma simples humana seria capaz de fazer algo com vampiros sádicos sedentos. Centauri começa a rir fazendo uma expressão confusa surgir no rosto do garoto.

- Acho que o Tougo falou que se eu quisesse, você tomaria meu sangue. – A jovem estava com um sorriso debochado no rosto.

- Você não tem que querer. – Ayato abre seu sorriso sarcástico. – Eu te obrigarei. – Ele vira o a cabeça da garota para o lado, deixando exposto todo seu pescoço. Se aproxima devagar com suas presas já para fora, estava pronto para morde-la.

- Péssima escolha. – A ruiva sussurra e em questão de segundos, o corpo do garoto é jogado para trás batendo suas costas na parede. Com o grande impacto, ele cai no chão e estava quase desacordado, o ruivo estava com a visão embaçada pois bateu a cabeça com muita força. O garoto sente uma presença ao seu lado mas não consegue identificar quem, então algo frio toca sua testa e tudo começa a ficar escuro, mas não antes de escutar as últimas palavras.

“- Não deveria ter mexido com a minha ursinha.”

Centauri apenas observava tudo atentamente, a mesma possuía um sorriso de lado. Sabia que Ben não iria deixar nada acontecer com ela, por isso apenas ficou parada enquanto via seu ursinho jogando o corpo de Ayato para longe.

“ – Você está bem?”

- Sim. – A jovem sorri abertamente. – Obrigada por me proteger.

“- Esta é a minha função.” – A ruiva se levanta e vai em direção a Ayato que estava jogado no chão. – “Por que não o impediu quando estava quase mordendo seu pescoço?”

- Por que eu sabia que você iria impedi-lo. – Ela dá de ombros e passa a mão no rosto do ruivo desacordado. – E não quero machuca-los, não pelas minhas mãos. – Respira fundo.

“- Me desculpe se esta pergunta te incomodou.”

- Não precisa de desculpar. – Sorri abertamente se virando para seu ursinho que estava em cima da cama. – Ben, por favor, faça com que ele pense que tudo o que aconteceu aqui, não passou de um sonho. E quando terminar, leve-o para o quarto.  

“- O que desejar, minha ursinha.” – Centauri vai em direção a cama e se joga fechando os olhos.

A ruiva não quer usar sua força para machucar os filhos de Tougo, mesmo sabendo que não possuem uma boa relação. E também não queria expor o que é de verdade, apenas uma garota que foi obrigada a ser uma cobaia de laboratório.

Batidas na porta interrompem os pensamentos da jovem.

- Entre. – Senta-se novamente na cama e percebe que o corpo de Ayato já não estava mais ali.

A porta é aberta e fios de cabelos loiros aparecem, Yui passa de cabeça baixa com uma grande caixa em suas mãos. Estava a todo custo evitando olhar para Centauri, ainda estava com vergonha pelo que aconteceu na noite anterior. Fechando a porta atrás de si, respira fundo e conta até dez mentalmente, levanta a cabeça. Tauri apenas estava com um sorriso simples no rosto, entendia o porquê da loira estar daquele jeito.

- E-eu queria m-me des-desculpar por ontem. – Yui gagueja, seu rosto estava completamente corado.

- Não se preocupe, você apenas entendeu errado a situação. – A loira olha para a ruiva confusa pelas suas palavras. – Laito estava em cima de mim fazendo cosquinha, por isso eu estava vermelha e sem fôlego.

- O Laito? – Ela pergunta não acreditando na resposta, pelo que Yui conhecia do ruivo, não fazia parte do seu feito fazer tal coisa. – Me desculpe, é porquê pelo que sei, ele não é assim tão divertido.

- Para mim ele é. – Dá de ombros, a loira queria fazer mais perguntas, mas não queria incomodar a ruiva.

- Pediram para te entregar. – A loira entrega a caixa para Centauri que sorriu em agradecimento. – Bom, tenho que ir, Ayato deve estar me procurando.

- Tudo bem. – Centauri tenta esconder a risada ao ouvir ela falando sobre o ruivo. - Qualquer coisa pode vir falar comigo. – Yui sorri em agradecimento antes de se retirar do quarto.

Centauri coloca a caixa em cima da cama e começa a abri-la, não conseguiu evitar um sorriso no rosto ao ver que dentro tinha seu violão, um presente que ganhou de Tougo quando a mesma tinha começado a fazer aulas de música.

- Não acredito que ele fez isso. – A ruiva estava mais do que feliz por ver que seu pai de coração lembrou-se de seu presente favorito.

“- Ele sabe como te fazer feliz.” – Ben mesmo com ciúmes, estava feliz por ver sua ursinha sorrindo, se importava demais com a garota para deixar com que algo bobo incomodasse.

- Sim, ele sabe. – A garota começa a dedilhar em seu violão e antes de começar a cantar, ouve batidas na porta novamente, achando que era Yui que se esqueceu de falar alguma coisa. Então apenas continua tocando seu violão. – Entre.

A porta é aberta revelando Reiji, o mesmo se impressionou um pouco ao ver Centauri tocando o violão. Ela sorri e faz um gesto com a cabeça para que ele se aproxima-se, e assim faz. Vai para perto da garota e deixa em cima da cama o uniforme e uma caixa grande. A ruiva começa a cantar fazendo o garoto focar em sua voz.

 

Quando eu era jovem eu vi

Meu pai chorar e amaldiçoar o vento

Ele partiu seu próprio coração e eu assisti

Enquanto ele tentava consertá-lo

E a minha mãe jurou que ela

Nunca mais se deixaria esquecer

E foi nesse dia que eu prometi

Que eu nunca cantaria sobre amor se ele não existisse

 

Centauri olha para Reiji que estava em pé a encarando, mesmo não conversando com ele, começou a sentir um certo carinho pelo mesmo a partir do momento que viu a preocupação em seu rosto quando soube que a mesma tinha desmaiado na noite anterior.

 

Mas, querido, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

 

Talvez eu saiba que em algum lugar

No fundo da minha alma que o amor nunca dura

E temos que achar outras maneiras

De fazer isso sozinhos, ou ficar com uma expressão séria

E eu sempre vivi assim

Mantendo uma distância confortável

E até agora eu tinha jurado a mim mesma que eu estava satisfeita com a solidão

Porque nada disso algum dia valeu o risco

 

Reiji estava fascinado e completamente hipnotizado pela beleza e voz da ruiva. Nunca sentiu nada parecido, ela conseguia encanta-lo de uma maneira completamente impressionante.

 

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

 

Eu tenho muita noção de realidade, mas eu não consigo

Deixar o que está na minha frente

Eu sei que você estará partindo quando você acordar de manhã

Me deixe com algum tipo de prova de que isso não é um sonho

 

Sem perceber, o garoto estava sorrindo para Centauri. Ela o olhava impressionada, nunca imaginou que iria vê-lo assim. E também gostaria que permanecesse em seus lábios o lindo sorriso que ele insiste em esconder.

 

Você é a única exceção

Você é a única exceção

Você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

 

Você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

E eu estou a caminho de acreditar

Oh, e eu estou a caminho de acreditar

 

Ao terminar a canção, o som de palmas invade o quarto, quem visse o garoto agora, não o reconheceria. Reiji nunca se envolveu com ninguém, sempre foi sozinho e sério. Nem ele mesmo acreditava no que estava começando a sentir.

- Você parece um anjo. – Centauri cora com suas palavras, só depois ele percebe o que falou e cora junto. – Quero dizer, você canta muito bem.

- Obrigada. – A jovem sorri abertamente para ele que retribui disfarçadamente, ela faz sinal para que se sentasse na cama. – Gostaria de falar comigo?

- Sim. – Senta-se um pouco longe de Tauri. – Este é seu uniforme, hoje começará suas aulas e quero que siga algumas regras.

- E que regras seriam essas? – A ruiva observa cada detalhe do rosto do jovem. A beleza de Reiji é bem notável, seus óculos o deixava com um estilo mais charmoso e certinho, mas ela sabia que ele ficaria melhor sem os mesmos.

- Assim que chegar na escola, se apresente para sua turma como nossa prima ou irmã. Não comente a ninguém sobre o que acontece nesta casa e sobre nós. Evite confusões e tente não chamar atenção.

- Tudo bem. – A ruiva sorri abertamente. Reiji estava hipnotizado pelo sorriso de Centauri, tentava a todo custo agir normalmente, mas ao lado da garota sempre era difícil. – Reiji? – Ele sai do transe e encara as duas esmeraldas a sua frente. – Tem mais alguma coisa para falar?

- Sim. – Ele responde depois de longos segundos em silêncio, aponta para a grande caixa ao seu lado. – Karlheinz mandou te entregar.

- Obrigada. – A jovem sorri em forma de agradecimento, Reiji sorri disfarçadamente e se levanta da cama.

- Preciso ir. – Ele vai em direção a porta, abre e antes de passar se vira para a ruiva. – Esteja pronta as dez horas. – Passa e fecha a porta atrás de si.

 

 

Point Of View Centauri Sakamaki.

 

Reiji é um garoto um tanto interessante, o que é hoje em dia, são consequências do que aconteceu no passado. Todos os irmãos são assim, não os culpo por isso. Sei como é ter uma infância onde você é ignorado, abusado, maltratado, acusado por coisas que nunca fez e pressionado. Sei o que cada um deles passou, e se eu pudesse, voltaria no tempo e modificaria toda a história, pois ninguém merece sofrer como sofri.

Abro a caixa grande que estava em cima da minha cama novamente, estranho eu estar recebendo tantas coisas hoje. Dentro dela estava o meu baú, não sabia se eu traria ele ou não, então deixei em casa, mas me arrependi quando cheguei aqui, então tive que pedir para Tougo mandar alguém trazer ele. O baú estava trancado por um cadeado, a chave estava dentro de um dos meus livros na estante. Vou em direção a mesma e pego um livro de capa azul que possuía um fundo falso, abro e pego o colar que tinha a chave como pingente. Prendo o mesmo no pescoço, escondo o colar por dentro do vestido. Pego o baú e coloco-o debaixo da cama, assim ninguém iria acha-lo.

“- Não se sente mais incomodada com a sua história?”

- Não. – Respiro fundo. – Por um momento cheguei até pensar em jogar tudo pelos ares, mas eu só estaria fugindo da minha realidade.

“- E por que ainda continua com isso?”

- Por que eu prefiro trancar meus sentimentos em outro lugar, do que me sufocar com eles. – Olho para Ben.

“- Gostei do seu uniforme.” – Ele muda de assunto o que me faz sorrir. – “Mas não parece seu estilo”

- Não parece mesmo. – Faço uma careta e ele ri. – Acho que Reiji não se importaria se eu fizesse umas alterações.

“- Espero que não, se ele ousar te punir por isso, estarei pronto para puni-lo também, igual fiz com o ruivo.”

- Eu também espero que não. – Falo brincando. - Mas você iria punir ele pelo que?

“- Por machucar minha ursinha. Prometi que iria te proteger para sempre, e assim será.” – Acabo sorrindo com essas palavras.

- Não sei o que seria de mim sem você.

“- Você é razão por qual estou aqui hoje, não faço mais do que meu dever.”

- Você é definitivamente o melhor. - Vou em direção ao banheiro, paro de frente para o espelho e fico me encarando, tem algo de diferente em mim, não sei o que, mas sinto que tem.

“- Você está bem, minha ursinha?” – Sinto algo tocar nos meus cabelos, mesmo não podendo ver, sei que é o Ben.

- Sim. – Digo sorrindo. – Só sinto que alguma coisa irá acontecer hoje.

“- Por que pensa isso?”

- Não sei. – Me viro e saio do banheiro.

“- Sabe o que é?”

- Não, mas espero que seja alguma coisa boa. – Me deito na minha cama e olho para o teto.

 

 

Agora, neste momento eu estou descendo as escadas para o jantar, mesmo não sentindo fome de qualquer jeito, precisava marcar presença pelo menos. Assim que chego na sala de jantar, percebo que o olhar de todos foi para mim. Me sento ao lado de Laito e Reiji, em poucos segundos começamos a nossa refeição. Olho para Ayato que estava resmungando falando sobre uma dor de cabeça que o incomodava, tento ao máximo não rir disso. A mesma sensação de estar sendo observada me atingiu, mas desta vez era apenas o olhar de uma pessoa, Subaru. Eu o encaro e percebi que no seu olhar tinha preocupação, não sei o porquê, mas sei que tinha.

- Está tudo bem? – Laito sussurra para que apenas eu possa ouvir, desvio meu olhar do albino e encaro o ruivo sorrindo, assinto com a cabeça e ele sorri.

Acabo a minha refeição primeiro que todos, peço licença e saio sendo acompanhada pelo olhar de todos. Vou para meu quarto começar a me arrumar. Chegando no mesmo, vou em direção ao banheiro, começo a me despir enquanto a banheira estava começando a encher. Depois de cheia, entro e fico tomando meu banho calmamente, pela primeira vez iria para a escola depois de anos. Vai ser algo diferente e não sei como ficarei, mas espero que dê tudo certo.

Saio da banheira e começo a me secar com a toalha. Enrolando-me mesma, volto para o quarto e me aproximo do uniforme que estava em cima da cama.

“- Já tem ideia do que vai fazer?”

- Acho que sim. – Sorrio de lado.

O uniforme consistia em um blazer preto e um colete da mesma cor, uma camisa branca com alguns babados perto do decote, uma gravata em formato de laço rosa, a saia é preta e tinha alguns babados da mesma cor que a camisa.

Realmente espero que Reiji não se importe com o que irei fazer. Começo vestindo uma lingerie preta rendada. Ao invés da camisa branca, escolho usar uma preta que tenho, a única diferença é que a mesma não possui babados. Troco o blazer por uma jaqueta da mesma cor, um colete vinho, apenas tirei os babados que a saia possuía, uma gravata da mesma cor que o colete e deixei folgada no pescoço, por último a meia 7/8 preta e um tênis da mesma cor. Devo admitir que estou usando muito a cor preto ultimamente, mas não me importo, é minha cor favorita. Deixo meu cabelo solto, ele estava batendo abaixo da minha cintura.

“- Está linda.” – Sorrio e olho para Ben. – “Essa roupa faz mais o seu estilo.”

- Eu também acho. - Vou para o banheiro e me olho no espelho para dar uma última conferida. – Estou pronta.

“- Não esqueça seu celular.” – Meu ursinho fala e vou novamente a estante pegar um livro verde de fundo falso, retiro de dentro o celular que Tougo tinha me dado. Apenas o usava para escutar música. – “Assim poderei falar contigo.”

- Obrigada por me lembrar. – Sorrio e abraço meu ursinho. – Não faça nenhuma bagunça.

“- Você quem costuma se meter em confusão.” – Ele diz brincalhão.

- Estou falando sério, Ben. – Tento ficar séria, mas acabo rindo.

“- Tudo bem, mas se alguém mexer com você, terei que tomar certas atitudes.”

Sorrio antes de sair do meu quarto com o aparelho eletrônico na mão. Vou andando calmamente pelo corredor, não estava atrasada, então sem problemas. Desço as escadas olhando para cima, a mesma sensação de antes, volta. Olho para frente depois de ter descido o último degrau, todos os irmãos Sakamaki estavam me olhando de olhos arregalados. Sinto minhas bochechas começarem a corar.

- O que aconteceu com seu uniforme? – Pergunta Reiji me encarando ainda com os olhos arregalados.

- Eu não sabia se podia personalizar o uniforme, então fiz. – Abaixo a cabeça envergonhada. – Desculpe, se quiser posso voltar para o quarto e...

- Está tudo bem. – Sinto Reiji se aproximar, olho para cima e ele estava com um sorriso de lado. – Está linda. – Pega minha mão e a leva em direção a sua boca selando a mesma, o que faz com que eu sorrisse com seu ato.

- Tauri. – Olho para o lado de Laito estava com um sorriso aberto no rosto. – Não existe garota mais perfeita que você. – Ele me abraça fazendo com que meus pés saíssem do chão.

- Você é um bobo. – Reviro os olhos e acabo sorrindo no final. Olho para o canto da sala, onde estava Subaru encostado na parede, o mesmo me encarava de uma maneira intensa.

- Está atrasada. – Me desperto dos meus pensamentos quando olho para a escada e Yui estava descendo as mesmas correndo.

- Desculpe. – Fala recuperando o folego.

- Agora que estão todos aqui, vamos. – Saímos da mansão e fomos andando em direção a limousine que já estava a nossa espera. Todos foram entrando e eu fico sendo a última, me sento no meio de Shu e Yui. Coloco meus fones de ouvido e começo a ouvir a voz de Ben.

“- O que acha do nosso meio de comunicação.” – Sorri disfarçadamente para que ninguém percebesse. – “Muita falta de educação ignorar alguém, minha ursinha.” – Acabo revirando os olhos com isso.

- O que você tá escutando? – Sinto retirarem um fone do meu ouvido e de repente começa a tocar uma versão instrumental de Bohemian Rhapsody. Shu fica apenas apreciando a música até ela acabar. – Você tem um bom gosto musical.

- Obrigada. – Sorrio de lado e ele me devolve o fone.

“- Essa foi por pouco.” – Reviro os olhos disfarçadamente e sorrio minimamente.

Fiquei ouvindo Ben conversar comigo o caminho todo, eu apenas sorria de lado ou respirava fundo como resposta. Depois de um longo tempo, chegamos na escola, e eu devo admitir que fiquei impressionada com o tamanho dela.

 

 

Point Of View Narradora.

 

De repente gritos começam a ser ouvidos do lado de fora da Limousine, a ruiva olhou para Laito confusa e ele apenas dá um sorriso reconfortante.

“- Está acontecendo uma guerra lá fora e ninguém me avisou?” – Centauri sorri de lado, mas depois o desfaz quando vê que a loira do seu lado estava nervosa.

- Yui. – A chama e a mesma olha. - Está tudo bem? – Ela apenas assente tentando sorrir.

Os irmãos Sakamaki começam a sair do carro, a loira sai em seguida e por último a ruiva. Só do lado de fora, Tauri consegue perceber que a limousine estava rodeada por várias garotas sorridentes e animadas. Até o momento que o olhar delas para em cima de Centauri, a feição de felicidade mudou para surpresa e raiva. A ruiva tentava entender o que era tudo aquilo, sente alguém segurar sua mão e vê que é Yui, a mesma estava tremendo. Centauri um pouco preocupada, começa a puxar a loira para fora daquela rodinha.

Todos encaravam a ruiva junto com a loira, tanto garotas quanto garotas. Não apenas pelo fato de estar acompanhada pelos Sakamaki, mas sim pela sua beleza fascinante. Seria impossível não repara-la, seus cabelos e seus olhos chamavam atenção de qualquer pessoa. Garotas estavam com inveja de sua aparência, garotos a olhavam surpresos e com malicia no olhar. Assim como aconteceu com os vampiros, Centauri conseguiu deixar as pessoas a sua volta hipnotizados.

- Obrigada. – A voz de Yui chama a atenção da ruiva, ela parecia melhor do que antes.

- Não precisa agradecer. – Sorri abertamente, e este ato faz com que todos a volta ficassem encantados por ela.

- Tauri. – Laito aparece na frente das duas garotas. – Você está bem? – Ele segura o rosto da jovem o olhando atentamente para ver se tinha algo diferente, uma certa preocupação era notada em seu rosto.

- Sim. – Ainda com um sorriso no rosto. – Só acho que será difícil me acostumar com tudo isso.

- Você consegue. – O ruivo sorri de lado.

- Por que demoraram? -Yui pergunta para Ayato que apareceu um tempo depois junto com os irmãos.

- Não demoramos, o Laito que saiu correndo para ver se a Tauri estava bem. – Ayato fala zombando do seu irmão.

 - Não é de menos, Centauri ainda não está acostumada com nossa rotina escolar. – Reiji arruma seus óculos. – Seria irresponsabilidade da nossa parte se algo acontecesse a ela.

- Reiji preocupado? – Ayato coloca um sorriso debochado no rosto. – Essa é nova.

- Você é da mesma sala que o Subaru, 1-A. – O segundo mais velho muda de assunto rapidamente olhando para a ruiva.

- Certo. – A jovem olha para o albino que tinha um sorriso escondido nos lábios.

- Estou indo para sala, boa aula. – Laito dá um beijo na testa da ruiva e se vira para sair com Kanato e Ayato.

- Boa aula, Tauri. – Yui sorri e começa a andar acompanhando os trigêmeos. Shu neste momento já está em qualquer canto da escola dormindo.

- Qualquer problema que tiver, me chame. – Reiji pega a mão da ruiva e deposita um beijo, sorri de lado e vai em direção a sua sala.

Todos que observavam a ruiva ficaram abismados com aquela cena, nunca viram Laito e Reiji tratarem alguém daquela forma. As garotas que observaram tudo, ficaram com um ódio maior da ruiva. A jovem olha para o albino que tentava disfarças o ciúmes, ele respira fundo antes de olhar para a ruiva.

- Vamos. – Subaru começa a andar pelos corredores sendo acompanhado pela ruiva. A cada olhada de garoto para ruiva, era uma porcentagem de raiva a mais.

Chegando na sala, a ruiva passa o olhar a sua volta e percebe que apenas eles tinham chegado. Em passos calmos, sentasse no fundo da sala ao lado da janela, logo o albino se senta ao seu lado. O silêncio dominava a sala, até o momento em que o sinal toca e os alunos começam a entrar.

Alguns alunos que ainda não tinham visto Centauri se surpreendem pelo fato dos boatos que rodavam a escola serem verdadeiros. Outros que já tinham a visto estavam felizes por saberem que iriam ter a beleza da jovem como vista todos os dias. Mas nem todos ficaram tão contentes, ainda mais por verem-na sentada com o Sakamaki mais novo. As garotas sentiam uma raiva inigualável pela cena que presenciaram na entrada da escola. Cochichos sobre a ruiva começam, a mesma estava distraída olhando para a lua pela janela que nem percebeu o olhar de Subaru sobre ela.

Minutos depois o professor passa pela porta a fechando em seguida, coloca suas coisas em cima da mesa e olha para turma. Seus olhos se arregalam levemente ao ver a aluna nova, até ele se encantou com sua beleza radiante.

Fuyuki Takahashi. Homem alto, olhos pretos, cabelos escuros, corpo bem definido, 25 anos. O sonho de toda aluna da escola, mas ele nunca se importou em dar bola para alguma antes, até ver Centauri a sua frente. Abre um sorriso para a jovem que não percebe, pois ainda estava distraída observando a lua.

- Pelo visto temos uma aluna nova. – Chama a atenção da ruiva que o encara, só então ele pode ver a cor dos olhos da jovem, seria mentira se falasse que não sentiu-se atraído. – Por favor, venha aqui e se apresente. - Centauri um pouco nervosa se levanta da cadeira e vai para frente da sala.

- Sou Centauri Sakamaki, tenho 15 anos. – A jovem se curva e volta para a posição anterior.

Olha para o professor que a encarava hipnotizado. Sua voz delicada e calma o deixou curioso, queria saber mais sobre ela. Fuyuki pisca rapidamente acordando do pequeno transe.

- Alguém tem alguma pergunta? – Todos da sala menos Subaru levantam a mão.

- Você tem namorado? – Pergunta um garoto de cabelos azuis sorrindo. Aquela pergunta fez com que Subaru respirasse fundo tentando controlar-se.

- Não. – Responde corando levemente.

- Por que decidiu estudar aqui? – Pergunta uma garota morena sorrindo amigavelmente.

- Meus irmãos que decidiram. – Responde sorrindo, o que faz com que alguns garotos sorrissem junto.

- O que você é dos Sakamaki? – Uma loira pergunta raivosa, antes da ruiva responder é interrompida por Fuyuki.

- Está bom de perguntas. – Ele se vira para Centauri que sorria. – Pode sentar-se. – Ela assente e volta para seu lugar ao lado de Subaru que estava enciumado por ver todos os garotos da sala inclusive o professor, quase babando pela ruiva.

A aula continuou e Centauri estava gostando cada vez mais por saber que podia compartilhar seu conhecimento com cada aluno ali presente. Fuyuki estava fascinado pela inteligência e entusiasmo da garota, nunca pensou que se sentiria assim por alguma garota, ainda mais por uma aluna. Subaru e as outras garotas se irritavam cada vez mais que via o jeito que o professor tratava a ruiva.

 

 

O sinal do intervalo toca fazendo todos os alunos saírem da sala de aula. Subaru saiu rapidamente, queria descontar a raiva que teve de segurar. Na sala, ficou apenas Tauri e seu professor. A ruiva se levanta e indo em passos lentos, vai a porta. Fuyuki apenas observa cada movimento de Centauri, ele queria poder agarra-la e beija-la. Mas sabia que isso ia contra seus princípios de professor.

Tauri andava calmamente pelos corredores, pensava em como estava feliz por estar estudando em uma escola, mesmo não entendendo o motivo de algumas garotas a olharem de maneira estranha, preferia prestar atenção no que o professor falava. Quando iria colocar seu fone, é encurralada na parede por quatro garotos que começaram a disparar várias perguntas para a mesma. Ela tentava a todo custo tentar sair daquele lugar, mas não conseguia. Estava começando a sentir-se sufocada.

- SAIAM DAI. – Uma voz masculina grita fazendo todos garotos olharem para a pessoa, eles arregalam os olhos ao ver de quem se tratava. – AGORA.

Rapidamente os garotos saem correndo com medo. O garoto de cabelos alaranjados com seu irmão se aproximam da ruiva que estava com o rosto escondido entre as mãos e encolhida.

- Ei, está tudo bem, eles já foram embora. – O albino toca o ombro da garota fazendo a mesma se assustar um pouco, ela retira a mão de seu rosto fazendo os dois irmãos se surpreenderem com a mesma.

Os boatos que percorriam, era sobre uma nova aluna que tinha a beleza de um anjo. A garota mais linda que já apareceu naquela escola. Os dois irmãos achavam que era apenas um exagero vindo da parte dos outros, mas ao verem a ruiva, perceberam que estavam enganados.

- Obrigada. – Tauri sorri em agradecimento, fazendo os garotos a sua frente se encantarem com seu sorriso.

- Não precisa agradecer. – O albino diz hipnotizado pela ruiva.

- Claro que preciso, eles quase me mataram. – Sorri para os dois que se fascinam cada vez mais.

- Não deixaríamos que isso acontecesse. – O alaranjado fala sorrindo de lado.

- Posso saber o nome dos meus heróis? – A ruiva pergunta em um tom brincalhão.

- Me chamo Carla Tsukinami – O albino responde calmamente. - Este é meu irmão Shin Tsukinami. – Aponta para o alaranjado que tinha um sorriso divertido no rosto.

- E qual seria o nome desta linda dama? – Pergunta Shin interessado na ruiva, ela sorri e antes de responder é interrompida por um grito.

- CENTAURI. 


Notas Finais




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