História Spin-offs - A liberdade e a escuridão - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Elsa, Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Once Upon A Time
Exibições 8
Palavras 2.742
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Continuando...
kkk Só pra constar: eu não gosto do casal charming, ok?! =P

Notas finais, por favor! =D

Boa leitura!

Capítulo 13 - Emma - Parte II


Eu acordei bastante assustada com as batidas e os gritos que vinham de fora da casa, meu coração disparado não deixava que eu raciocinasse, logo veio à cabeça as vagas imagens de meus pais correndo pela quando eu era criança - será que nos mudaríamos novamente?

Ouvi a voz de meu pai. Seus passos pesados pela casa indicavam sua insatisfação. "Eu não acredito!" - com aquela exclamação minha mãe deixou-me mais alerta dentro do quarto. Eu não sei quem estava chamando por meu pai um hora daqueles, mas pude supor que Neal tinha alguma coisa a ver com aquilo tudo. E não demorou para que minha suspeita se confirmasse - mamãe abriu a porta do quarto bem devagar, pois pensou que eu ainda estivesse dormindo.

— Emma, querida, precisamos sair e não vamos nos demorar. Não terá problema se ficar sozinha, não é?! - seu tom cauteloso mostrava uma preocupação sem tamanho, eu assenti e ela veio até mim dando-me um beijo na testa - Voltamos logo.

Assim que mamãe fechou aporta do quarto eu corri até a janela. Quem chamava meu pai era o dono da taverna, então, o problema era realmente com Neal. Senti uma angústia tão grande que voltei para a cama com lágrimas nos olhos - não sabia o que era, apenas gostaria que meu irmão estivesse bem.

Mesmo na cama não consegui dormir de novo. Qualquer barulho na rua pensava ser meus pais. Eles demoraram bastante, tanto que quando dei por mim ouvi pássaros cantando - voltei até a janela e abri a cortina - as primeiras luzes da manhã já davam um brilho ainda fosco nas folhas das árvores e uma brisa leve e fria começava a deixar-me mais aflita - esfregava os braços encolhida de frente para a janela observando qualquer movimentação diferente. Nada. Talvez se preparasse o café da manhã o tempo passaria mais ligeiro e logo saberia o que estava acontecendo. Fui até a cozinha e coloquei o pequeno caldeirão no fogão - era tudo o que eu precisava naquele momento - um pouco de calor e café bem forte.

Depois de tomar a terceira caneca de café ouvi a porta da frente se abrir "Chegaram!" - corri até a sala e, para minha agonia, meus pais voltaram sozinhos.

— E o Neal? - mamãe lançou-me um olhar triste e sentou-se numa poltrona próxima à porta, meu pai colocou as mãos na cintura andando de um lado para o outro de cabeça baixa - Digam alguma coisa, por favor! - aumentei o tom da minha voz e parei de frente para os dois.

— Emma, o seu irmão foi encontrado muito machucado essa madrugada perto da taverna. - meu pai atirou as palavras sobre mim não escondendo o nervosismo - Parece que ele discutiu com alguns homens e eles o esperaram sair da taverna para espancá-lo. - pronto, nenhuma palavra mais. O silêncio retumbou na minha cabeça, eu esperava mais.

— Onde esta o Neal?! - eu já esperava uma notícia bem ruim. Caminhei até a porta, queria que alguém me respondesse onde ele estava. Mamãe nesse momento se levantou agitando os braços tentando contar-me o restante da história.

— Ele está bem, Emma. Agora está bem. - olhou para meu pai de modo que eu duvidei que ele estava bem de verdade, mas ela continuou a história - Seu pai e eu fomos até a casa da quitandeira, ela o acolheu depois que o taverneiro encontrou Neal caído. - então estava tudo resolvido, eu sorri ainda meio confusa e quis sair realmente dali direto para a casa da minha patroa.

— Então vamos até lá! Eu quero vê-lo!

— Não, Emma! Você não pode! - o grito de David Nolan entrou pelos meus ouvidos como um trovão fazendo com que minha ansiedade se calasse de vez. De olhos arregalados e segurando uma lágrima de raiva eu não disse ou reagi a mais nada. Minha mãe abraçou-me e tentou confortar-me.

— Querida, sente-se aqui. - colocou-me na poltrona em que estava - Aquela mulher está cuidando dele agora, por isso não podemos ir até lá, não até que ela termine. - não estava entendendo qualquer palavra que ela dizia. Eu trabalhava naquela casa e tinha um grau de intimidade com a dona bem maior do que eles dois, mas não insisti, meu pai estava bem alterado para que eu tentasse.

— Minha cabeça dói um pouco... - disse bem baixo - Vou voltar para o quarto. - olhava meu pai desconfiada - Assim que puder eu quero ver o Neal. - caminhei devagar pelo corredor até entrar no meu quarto. Deitei-me na cama e virei as costas para a porta. Comecei a pensar em tudo o que estava acontecendo e aquela velha sensação de estar fugindo voltou ao meu coração. Minha cabeça girava tentando compreender o que estava acontecendo com Neal e o que minha patroa tinha a ver com aquilo tudo. Eu devo ter passado um bom tempo dentro daqueles pensamentos ou pouco tempo, não sei dizer porque adormeci profundamente - olhava para a janela acompanhando as sombras da manhã e de repente tudo foi ficando mais silencioso e mais calmo. Dormi. As imagens chegavam como sonhos e tornavam-se pesadelos - eu vi uma linda moça morena sorrindo e de repente sua imagem sumia na noite de lua cheia, ouvia risadas e um homem chamando meu nome insistentemente; de repente Neal aparecia tão logo a quitandeira o retirava da minha frente usando magia e o som de um animal que eu não sabia dizer o que era.

Abri os olhos rápido e continuei piscando bem rápido para acostumar com a luz que vinha da janela bem na minha frente. Meu coração estava acelerado com todas aquelas imagens do sonho - eu ri por um momento, minha cabeça misturou todas as informações possíveis para fazer aquele sonho confuso e sem qualquer sentido. Porém, eu não estava angustiada por Neal. Não mais. Queria muito vê-lo, mas naquele momento eu tinha certa noção de que ele estava realmente bem. Levantei-me da cama num salto e espreguicei-me lentamente - abri a janela observando o sol num céu muito azul e poucas nuvens - senti um cheiro bom de assado entrando pelo quarto - meu pai abrira a porta e eu nem notara a sua presença.

— Está tudo bem?! - ele passou a mão pelas minhas costas e continuou ao meu lado observando a paisagem pela janela.

— Sim, dormi bastante e, apesar do pesadelo, estou tranquila. - sorri e recostei minha cabeça em seu peito.

— Pesadelo? - sua voz parecia sumir devido ao cansaço e preocupação - Com o que sonhou, filha? - contei a ele o que deveria - Neal com a quitandeira e a forma com a qual ela desapareceu com ele da minha frente. Meu pai sorriu e apertou-me num abraço - Ainda bem que foi pesadelo, não é?! Agora venha, vamos almoçar. - puxou-me pelas mãos para sair do quarto.

— Depois vamos até o Neal? - ele parou e tirou o sorriso dos lábios.

— Preciso saber quando poderemos, Emma, não fique aflita. - ele já esperava alguma objeção, mas eu continuei tranquila, até mesmo para mim isso era estranho - não questionei nem ameacei fazer o contrário - apenas sai com ele direto para a cozinha, pois meu estômago estava reclamando já a algum tempo.

Minha mãe preparava a mesa para o almoço quando chegamos na cozinha - ainda estava triste, fui até ela, dei-lhe um abraço e pedi que tivesse calma, pois logo Neal estaria em casa novamente. Ela não respondeu e durante toda a refeição continuou em silêncio. Penso que Mary Margaret não imaginaria estar naquela situação há anos atrás quando abandonou o conforto da casa da sua família para fugir com meu pai - meu avô tinha muito dinheiro e um título de nobreza nas terras altas do norte, mas não esperava que sua filha se apaixonasse por um camponês de procedência duvidosa - sim, meu avô era preconceituoso e jamais permitiria que a filha se casasse com um descendente de eslavos, para uma família puramente germânica isso era um insulto. Mas, minha mãe pouco quis compreender esse rigor e deu de ombros para às ordens de meu avô, saltou na garupa do cavalo de meu pai e vieram parar em terras do sul para dificultar a perseguição do barão de Blanchard.

Agora estávamos todos ali próximos às celebrações da igreja em comemoração à morte e ressurreição de Cristo e pensando sobre como trazer Neal de volta à vida que tinha junto de nós. Conversávamos sobre como seria sua volta para casa quando bateram à porta o que fez minha mãe assustar-se. Meu pai havia saído e eu prontifiquei-me em atender - quisera eu não ter tomado a iniciativa de abrir a porta - quando vi aquele homem parado na minha frente senti as pernas esmorecerem e o ar faltar. Ouvi minha mãe gritar querendo saber quem era, mas eu não conseguia emitir qualquer som, apenas olhava para o monge que estivera na casa da quitandeira, ele estava ali parado diante de mim com um meio sorriso não demonstrando qualquer reação ao meu susto. Logo mamãe apareceu.

— Por que está tão pálida? - ela chegou rápido como que adivinhando meu desconforto e franziu o cenho quando olhou para o homem - David não está aqui. - pensava ela que poderia fazê-lo ir embora com aquela informação, mas estava enganada.

— Preciso falar com a senhora. - depois colocou os olhos sobre mim e mamãe entendeu.

— Emma, por favor, vá para seu quarto e só saia de lá quando eu chamar. - nem sequer olhou para mim, sua atenção era apenas para os movimentos do monge. Eu obedeci sem reclamar, seria um alívio sair da presença daquela figura que arrancava de mim mais medo do que poderia pensar.

Aquele dia havia dobrado de tamanho - qualquer coisa que eu fizesse naquele quarto não ajudava o tempo passar - a manhã já fora angustiante, agora aquele homem estava dentro da minha casa falando sabe-se lá o quê com minha mãe. Eu começava a ficar incomodada com aquele comportamento dos meus pais - eu era um pássaro domesticado que entrava e saía da gaiola apenas com o comando dos dois. Sentei na cama e apanhei um pequeno livro que estava no criado, era de poesias e, então, lembrei-me do que minha patroa havia dito do monge que estava na sala - era um poeta - eu começava a duvidar muito que isso fosse verdade, não só isso mas muito do que aquela mulher contara-me. O que ela estava fazendo com Neal que não podíamos vê-lo?

Para meu espanto, meu pai veio até mim, assim como de manhã.

— Emma, precisamos conversar... - bem, eu já poderia esperar algo bem ruim só pela expressão de cansaço e pesar no rosto dele. Caminhamos até a sala onde mamãe estava e, outro susto, a quitandeira estava ali em pessoa. Arregalei os olhos e perdi a fala por segundos até que ela lançou-me um sorriso cordial.

— Onde está o Neal?

— Oh, minha querida, ele está muito bem! Logo poderão vê-lo! - ela permaneceu de pé enquanto eu sentava-me em uma poltrona, mas meus pais não conseguiram ficar parados, à toda hora zanzavam de um canto a outro na sala enquanto aquela mulher ia despejando toda uma história que eu já imaginava como terminaria.

Ela explicou que Neal fora muito ferido quase não suportando àquela madrugada, mas o taverneiro foi rápido ao socorrê-lo assim ela pode fazer algo por ele. Mas aquilo eu já sabia. Levaram meu irmão para sua casa e ali limparam suas feridas e aplicaram unguentos, porém, os traumas internos eram grandes e ela precisou ir além dos emplastros e ataduras. Isso significava que as minhas suspeitas quanto à prática de magia daquela mulher tinham fundamento e ela fizera-me de idiota todo aquele tempo. Mas depois eu entraria nesse mérito, gostaria de saber, naquela hora, o restante da história de Neal.

O que eu compreendi daquilo tudo que ouvia era que Neal precisava de uma essência próxima à ele para que não deixasse esse mundo - ela usava uma expressão mais rebuscada para "morrer" e aquilo começava a irritar-me.

— Espere! - pausei seu relato com profunda descrença - Quer que eu acredite que você manipulou minha essência e a essência do Neal para que ele sobrevivesse? - procurei pelo olhar de meus pais, mas os dois estavam de cabeça baixa e mudos.

— Querida, foi preciso e vai compreender tudo com o tempo. - desejei que ela tivesse sido queimada no lugar da curandeira, mas continuei ouvindo - Emma, lembra do que eu disse sobre a magia ter um preço? Infelizmente, minha cara, você deverá pagar, em partes, esse preço. - fiquei em silêncio para depois cair numa gargalhada alta e completamente cética.

— Quer que eu acredite nisso? É sério? - eu não tinha contato visual com meus pais e àquela altura da conversa parecia que nem a presença física deles era notada - Por que eu tenho que pagar por isso? O que acontece agora? - meu riso nervoso começa a transformar-se em desespero quando a mulher continuou a história.

— Você e Neal precisam afastar-se, Emma. Não poderá ter contato com seu irmão.

— Como é que é?! - o meu desespero aumentava a cada vez que recorria o olhar para meus pais e não tinha retorno - Vocês vão fica assim? Parados?! Estão ouvindo?! - foi quando meu pai resolveu quebrar a indiferença.

— Emma, preciso que confie em mim. - com aquela frase meu pai fez com que um abismo se abrisse sob meus pés. Meus pais não só ouviram calados, mas sabiam de tudo o que estava acontecendo, portanto, não poderia confiar em ninguém dentro daquela casa. Eu limpei as duas lágrimas escorridas nas minhas bochechas, a decepção daquele momento não foi apagada por completo e nem sei se algum dia terei a oportunidade de reverter esse sentimento.

A verdade era que as lembranças remotas da minha infância estavam materializando-se naquele instante, apenas com uma diferença - eu iria embora sozinha. Voltei os olhos para a quitandeira e ironizei:

— Por que eu não consigo sentir absolutamente nada? Magia?! - realmente eu não conseguia sentir qualquer emoção mais forte, apenas decepção e ela tirava-me qualquer reação mais forte - Eu só preciso saber para onde essa conversa toda vai me levar e depois preciso arrumar minhas coisas, não é? - lancei um olhar de desprezo para minha mãe que, diante daquilo, saiu da sala depressa.

— Querida, tente não complicar as coisas... - aquela mulher agora deixava-me enojada e sua voz entrava pelos meus ouvidos causando-me uma raiva muito grande, mas ela não percebia isso - ... Emma, você precisa sair da vila ainda hoje e aquele meu amigo monge levara você... - meu pai não deixou que ela terminasse.

— Se alguém vai tirá-la daqui que seja eu mesmo. - a mulher não disse mais nada e assentiu com um sorriso que mais parecia um deboche.

O que eu poderia fazer? Não fugiria. Depois que ouvi mamãe dizer que viajaria conosco, quis ainda mais fazer essa viagem com eles. Soube mais tarde que iríamos para um lugar bem distante dali, mais para o norte da Itália e desejei muito que fosse melhor que aquele lugar onde estávamos. O que eu não esperava era que meu exílio seria uma clausura - naquela noite partiríamos para uma lugar chamado Albiano onde eu seria deixada num convento aos cuidados de um abade e mais um bando freiras.

— Não poderia ter um fim melhor, não é mesmo?! - não perdia nenhuma oportunidade de ironizar a situação. A quitandeira já tinha partido de nossa casa e sentindo o sol se por pela minha janela eu preparava meus pertences para a viagem, mas mamãe insistia em estar ao meu lado tirando minha concentração.

— Emma, não espero que entenda agora, mas não pode nos agredir dessa forma.

— Eu poderia ter saído daqui e tomado outro rumo, mas sei que não sobreviveria nem um mês. O que me consola, mamãe, é a oportunidade de ter três dias para mostrar à vocês o quanto eu estou feliz com essa partida inexplicável!

— Você ouviu tudo o que... - eu não deixei que ela terminasse a frase e nem pronunciasse aquele nome na minha frente.

— Chega! - fechei o pequeno baú - Podemos ir?

Assim saíamos dali para uma viagem de três dias para o convento de Albiano onde um tal de abade Rumple estava à minha espera.


Notas Finais


Viram porque eu disse que não gostava dos "encantados" =D
Ok, pessoal... daqui pra frente teremos uma visão mais pessoal da Emma com relação aos fatos que pertencem à fic "A liberdade e a escuridão", mas teremos fatos inéditos e importantes para a segunda parte

Até o próximo!


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