História Spin-offs - A liberdade e a escuridão - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Elsa, Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Once Upon A Time
Exibições 8
Palavras 2.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Já peço desculpas se esse capítulo estiver um pouco repetitivo.
Confesso que escrever os mesmos fatos de 3 maneiras diferentes não foi tão fácil, mas é um mal necessário =D
Mais informações nas notas finais!

Boa leitura!

Capítulo 14 - Emma - Parte III


Aquela viagem seria, sem dúvida nenhuma, desagradável. Eu não estava com a mínima vontade de conversar com meus pais por mais que quisessem falar comigo, era inútil - na maior parte do tempo ia deitada na parte de trás da carroça ou sentava-me do outro lado vendo a estrada por onde passávamos. Uma vila ou outra com intervalos longos de distância e à medida que avançávamos eram mais raras à beira da estrada. Paramos poucas vezes e quando a tarde chegava meu pai escolhia uma estalagem para passarmos a noite.

— Não pode continuar nos ignorando dessa maneira. - minha mãe tentava arrancar qualquer palavra minha - Precisamos que compreenda, Emma, quem sabe com o tempo poderemos estar juntos novamente.

— Já parou para pensar que seria muito tarde? - naquele momento eu ainda relutava com toda aquela situação de ser apartada da família e nem sequer pude ver se Neal estava bem de fato.

A primeira noite foi longa, não consegui pregar os olhos e rolava na cama agitada com minha insegurança - como seria o lugar para onde estavam levando-me? Comecei a imaginar um lugar agradável para o meu próprio bem ou ficaria louca. Quem sabe não seria tão ruim como pensava? Eram tantas perguntas sem respostas que o dia amanheceu e nem percebi quando minha mãe anunciou que estávamos novamente de partida para continuar o caminho. 
Seguimos pela estrada e a paisagem começava a dar indícios de mudança, o sul ficava para trás e o frio começava a nos receber aos poucos. As campinas eram um pouco mais verdes e a desolação do caminho conflitava com a beleza das montanhas.

— Será que o convento é bonito? - sem querer aquela pergunta saiu alta e olhei para meus pais sentados na frente da carroça.

— Vamos saber quando chegarmos, filha, mas aquela senhora garantiu que o lugar é seguro. - meu pai respondera calmamente e decidi abrir a guarda pelo menos para tentar fazer com que as horas passassem mais rapidamente.

— Ela conhece o lugar de perto?

— Ao que parece ela já esteve lá, Emma. - mamãe logo levantou-se equilibrando no ombro de meu pai e foi sentar-se ao meu lado - Pensava sobre o que dizer quando chegarmos lá.

— Isso é necessário? - novamente as histórias vagas e mentiras começavam a se formar, mas mamãe não se importou com minha pergunta.

— Talvez se mostrássemos devoção pela fé deles, sua estadia lá não seria tão penosa, o que acha?! - era tudo incompreensível, ficaria mais fácil se contassem o que realmente havia acontecido para que eu participasse das decisões sobre a minha vida.

— Faça como achar melhor, mamãe.

Assim ela deixou-me só e voltou a falar com meu pai sobre a história que contariam quando chegássemos a Albiano. Sem querer acabei adormecendo e deixei que eles resolvessem já que haviam tomado a frente de tudo desde muito antes, não seria agora que minhas opiniões fariam alguma diferença entre o casal exemplo de sensatez que se configurava até então.

No terceiro dia, numa manhã de primavera, olhei para o céu e vi um azul singular quando chegamos ao alto da encosta que vimos daquela pequena vila. Receberam-nos com alegria, e nossas expressões não correspondiam aquilo tudo, eu estava muito assustada. Passamos por corredores e chegamos até um lindo jardim interno que tinha várias borboletas zanzando pelas rosas. Logo uma freira veio até nós. Era morena, muito bonita e um sorriso encantador. Feitas as apresentações ela tornou-se à mim.

— E você... - estava distraída com as borboletas e pensando o que aconteceria comigo ali dentro e nem percebi que ela falava comigo.

— Meu nome é Emma.

— Viemos de muito longe para trazer nossa filha, irmã. Somos do sul, um vilarejo próximo à Roma. Queremos muito que ela se torne uma esposa de Cristo, irmã! - minha mãe começou a tagarelar e eu tentei fechar meus ouvidos, queria que fossem embora logo.

— … Ah, claro!… - a freira sorriu mostrando atenção.

— Desde muito jovem escolhemos esse caminho para Emma e agora conseguimos trazê-la aqui.

Quando aquela freira perguntou porque viajamos de tão longe, minha mãe encheu-se de nervosismo e gaguejou, mas a freira tentou reconfortá-la e contasse o que estava acontecendo, mas eles fizeram um juramento de não falar nada sobre o assunto.

— Temos um filho mais jovem, Neal, mas não pode vir conosco. - era o melhor que Mary Margaret poderia fazer. A irmã continuou a falar com a voz suave, mas meu pai estava aflito. Eu não consegui fingir que ficaria com saudades, sem mais demoras nos despedimos e eles se foram.

Irmã Ana levou-me até uma cela e confesso que fiquei assustada com a pequenez do lugar, ali eu fiquei sozinha por algum tempo e aproveitei para acalmar meu coração e também evitar pensar na minha família - a partir daquele dia a família que eu teria eram aquelas mulheres dentro do convento. Depois irmã Ana levou-me para as orações e, enfim, conheci o tal abade.

— Quando chegou?

— Poucos minutos antes da oração, senhor, então achei melhor que a apresentasse quando terminássemos.

— Qual seu nome, filha?

— É Emma, senhor.

— Tem belos olhos! - isso foi um tanto abusado para um homem religioso, mas tentei abstrair aquilo também - Já tem cela e hábito, irmã Ana?

— Sim, senhor, providenciei tudo antes de virmos para cá.

— A senhora como sempre muito eficiente! - a irmã afastou-se dali deixando-me na presença daquele homem estranho. Sim, desde o princípio achei Rumple muito estranho, o que depois só acabei confirmando.

Eu passei um bom tempo quieta, apenas aceitando minhas tarefas. O abade começou a solicitar meu auxílio em suas tarefas e isso consumia minha paciência, pois eu não sentia-me bem perto dele, logo que percebeu que eu não era boa com latim foi mais um motivo para ter-me por perto.

Comecei a ficar muito incomodada, cheguei a pedir irmã Ana que eu ficasse com trabalhos que pediam mais atenção e tempo para ficar longe do homem, mas era inútil, ele parecia perseguir-me. Quanto mais eu sentia isso, mas calava-me - só uma pessoa inspirava-me confiança ali dentro e fui atrás dela para desabafar. Bati na cela de irmã Ana assim que as atividades do convento cessaram.

— Precisa de ajuda, Emma? Aconteceu alguma coisa? - com aquela recepção doce, entrei devagar e muito envergonhada.

— Irmã, preciso conversar, mas não sei por onde começar... - encolhi os ombros, a freira sentou-se na cadeira e cheguei mais perto dela. Quando as mãos de irmã Ana seguraram as minhas senti um arrepio - ela queria confortar-me, mas eu estava queimando por ser tocada por ela.

— Emma, não se sinta acuada. Eu posso ajudá-la de alguma maneira? Algo incomoda você? - abaixei a cabeça, tentei controlar minhas emoções por estar ali com ela e segui.

Contei que o abade Rumple estava exagerando sobre ter-me como auxiliar e isso estava incomodando-me. Ele não havia feito qualquer coisa mais grave, mas era estranho seu comportamento, por mais que eu soubesse que tínhamos obrigação de auxiliá-los enquanto ele fosse nosso orientador. Senti uma facilidade em contar tudo o que sentia para aquela freira que eu mesma duvidei que poderia fazer aquilo. A irmã era uma mulher jovem e muito bonita e isso deixava-me com mais vontade de ficar próxima à ela. Além disso, era muito atenciosa e prometeu que teria uma solução para minhas angústias. Antes de sair ainda pude olhar naqueles olhos castanhos profundos e senti uma paz arrebatadora.

Depois daquelas queixas eu ficava responsável pela organização da capela - ornamentos, os paramentos, cuidar do cálice, galetas, cuidar das imagens e deixar tudo pronto para as orações ao longo do dia - aprendia rápido e não me envergonhava de pedir ajuda ainda mais que era a própria irmã Ana que vinha em meu auxílio e isso deixava-me cada vez mais próxima e desejosa por estar junto dela todo o tempo. Os dias seguiram, nossos trabalhos também. Visitas à doentes, compras na vila, limpeza, leitura.

Senti uma alegria incomensurável quando irmã Ana começou a visitar-me quase todas as noites em minha cela para verificar se estava tudo bem. Se o abade ultrapassava o limite de tempo comigo em seus aposentos contava tudo à ela, porém, ele tinha seus méritos já que meu latim estava fluindo, melhorei o desempenho e durante os grupos de estudos e, minha freira protetora - era assim que chamava irmã Ana em meus pensamentos - ela deixava com que eu conduzisse a leitura, textos difíceis, mas eu dava conta. Após algum tempo eu notei que irmã Ana começou a ficar distante a ponto de evitar olhar diretamente para mim - isso causou-me uma tristeza muito grande, pois eu gostava muito de estar na presença dela e essa distância torturava-me. Comecei a visitá-la em sua cela para conversar, na maioria das vezes inventava algum pretexto para chegar até ali e olhar para ela e contemplar sua beleza.

Porém, não demorou muito para que procurasse por ela, mas para relatar algo que deixou-me muito assustada - o abade procurou-me para conversar. Ele elogiava meus cabelos desde que cheguei ao convento, mas naquele dia ele foi mais incisivo, dizendo que eu era a única loira ali dentro e não poderia deixar de notar a minha beleza e o dourado dos meus cabelos.

— Ele disse que são como o sol. - eu contava para a irmã Ana em sua cela à noite sobre aquela investida do abade, mas não esperava ouvir a frase que saiu de sua boca.

— E seus olhos são como grandes esmeraldas... - fiquei muda com aquela revelação e ela tentou consertar - Emma, eu não quis... - eu não queria ouvir desculpas, quis sai dali, mas não pude, aquele desejo estava deixando-me enlouquecida - Desculpe-me, não deveria ter dito isso. - a voz da freira causava-me arrepios.

— E eu não deveria fazer isso, mas é mais forte do que eu. - me virei rápido e num impulso selei seus lábios nos meus. Para minha felicidade meu beijo foi correspondido. Passei as mãos pela sua cintura e ela entrelaçou os dedos nos meus cabelos. O tempo parou naquele instante, eu não queria sair dali, mas era preciso.

— O que aconteceu? - perguntou-me assustada.

— Eu sei que é errado, mas não pude me conter... Eu me sinto segura quando você está por perto e não consigo ficar longe de você por muito tempo.

— Emma, desde quando isso está acontecendo? - irmã Ana estava muito agitada, mas eu não poderia recuar, não depois de ter tomado aquela coragem toda.

— Eu não sei, irmã, mas quando percebi já não podia voltar atrás e negar para mim mesma... Negar que estou apaixonada por você! - dei-lhe outro beijo, dessa vez mais intenso que o primeiro. Novamente fui correspondida e enchi-me de alegria mais uma vez. Nos afastamos e ela pediu que eu fosse para minha cela, precisávamos dormir.

Para minha tristeza, irmã Ana passou a ignorar-me com mais veemência, depois daquela noite evitava-me em tudo. Eu sentia-me cada vez mais triste e cansada por aquela situação, não entendia sua recusa e pouco me importava a nossa condição, não conseguia controlar meus impulsos, parecia um garoto despertando para seus instintos sexuais.

Irmã Ana veio até a porta da minha cela certa noite. E, justamente naquela hora eu estava perdida em meus pensamentos, chorosa por não ser correspondida por ela.

— Estava chorando? O que está acontecendo, Emma?

— Você sabe a resposta. - lancei aquela frase acusadora e percebi que ela assustou-se.

— Emma, sabe que não podemos... Como podemos? Não é certo.

— Tem certeza disso? - vendo que ela andava pela cela transtornada dizendo-me o que não queria ouvir eu notei que ela também não estava certa do que afirmava - Veja, você não tem certeza! - fiquei muito nervosa e segurei suas mãos geladas não me importando que minhas lágrimas caíssem bem ali na sua frente.

— Emma, você trouxe de volta recordações sobre mim que ficaram adormecidas há muito tempo. Eu não posso negar que senti algo diferente quando a vi de pé no jardim na manhã em que chegou... Era como se a Regina que eu tentei apagar voltasse naquele momento. Depois quando nos beijamos naquela noite eu entendi que não poderia lutar contra isso, mas mesmo assim eu tentei.

Então, vendo que Regina, e agora sabia seu nome, estava tão confusa quanto eu, chorando por não poder se conter eu decidi que iria em frente.

— Não tente mais, por favor. Nós não planejamos isso, apenas aconteceu. - nos beijamos ternamente.

Naquela noite nos entregamos àquele sentimento que ardia dentro de nós.

Nossos encontros ficaram mais frequentes, assim como as investidas do abade que agora recaíam também sobre Regina - ela era mais cobrada e eu mais solicitada à sua presença. Minha querida poderia jurar que ele percebia nosso envolvimento e eu tentava não me abalar com aquilo tudo. Decidimos que faríamos o jogo dele, talvez assim pudéssemos compreender o que ele realmente queria de mim.

Uma noite após a celebração ele pediu que eu o acompanhasse até uma sala que tinha acesso apenas pelos seus aposentos. Quando eu entrei notei o altar, mas não vi nenhum crucifixo na parede ou em qualquer lugar, não encontrei nenhum vestígio de aquele lugar pudesse ser um ambiente cristão. Só vi alguns livros de capa escura sobre uma mesa e os castiçais eram de metal negro. Sobre o altar eu notei um pequeno amuleto, uma medalha dourada e quando me aproximei não consegui ler, aquilo não era latim.

— Sabe, minha querida, aqui nessa sala eu posso fazer qualquer coisa que desejar. Há muito eu conheci uma outra fé muito mais poderosa e que me deu outros tantos poderes, desse modo eu preciso praticar cada vez mais para sempre adquirir mais poder. Não quero ser um eterno servo da Santa Sé, preciso de tomar a dianteira das coisas, mas não poderia concluir minhas experiências e estudos sem você.

— Eu?! - aquela conversa toda estava deixando-me zonza e ainda mais depois de descobrir que ele precisava de mim. Afinal, o abade não me queria da forma que pensávamos, eu era parte de algum plano maligno.

— Preciso concluir um ritual dentro dessa nova fé, mas antes quero saber se poderei contar com você.

— Mas por que justamente eu?! - parecia até perseguição que as pessoas quisessem-me para fazer parte de algo sem contarem toda a história.

— Ah, queridinha, é muito simples, você é a única mulher de cabelos dourados dentro do convento e quero que perceba que o que estou oferecendo é a oportunidade de ter um poder nas mãos que ninguém aqui dentro jamais pode imaginar que existe. - seus olhos sobre mim deixavam-me com muito medo - Você quer provar esse poder?!

Como eu havia combinado com Regina, deveríamos concordar com o que ele dissesse. Firmei-me nas pernas e levantei a cabeça em sinal de imposição, apesar de estar gelada por dentro.

— Sim. Eu quero, só me diga o que tenho que fazer. - a expressão de satisfação de Rumple diante da minha resposta era demoníaca.

— Fico feliz com seu discernimento, minha querida. Precisamos de um rito de união e depois concluiremos o ritual, somente um fato que será um pouco desagradável, mas poderemos superar isso. - apesar do meu espanto não disse nada e ele continuou - Infelizmente haverá um sacrifício de sangue, uma das noviças deverá compor essa parte do ritual.

Levei as mãos à boca diante da notícia, não poderia compactuar com um assassinato, mas àquela altura não deveria desistir ou não conseguiríamos provar que aquele homem era um bruxo maligno usando do convento para esconder suas práticas.

Contei toda aquela história à Regina, mas antes não tivesse o feito, pois ela foi até o abade expressar sua indignação e ameaçá-lo dizendo que exporia suas atitudes à Santa Sé.

Naquela noite encontrei um bilhete que julguei ser de Regina “Venha até a capela assim que ler isto” Fui até a capela assim como foi solicitado no bilhete. Para nossa infelicidade não passava de uma armadilha de Rumple - ele ficara furioso por eu ter contado sobre nossa conversa e resolveu vingar-se. Trancou-nos dentro da capela. Regina e eu provamos um pouco dos poderes malignos do abade.

Sofremos com uma maldição lançada por ele naquela noite sob a lua cheia e véspera de um eclipse solar. Recordo da figura do abade postar-se diante de nós. Balbuciava qualquer coisa em uma língua estranha e depois começou a repeti-las cada vez mais alto. Quando dei por mim sentia um formigamento pelo corpo todo e depois era como se tudo queimasse ao meu redor. Regina caiu ao meu lado e contorcia-se revirando os olhos. Eu não era capaz de chegar até ela, minha audição desapareceu e minha visão turvou-se. Perdi todos os meus sentidos tentando chegar até ela.


Notas Finais


Notem que existem diálogos que não fazem parte de "A liberdade e a escuridão".
Como eu disse, seria uma visão da Emma com mais detalhes do que contara a Henry.
Quem ainda não leu a fic principal, corre lá que o tempo tá acabando pra segunda parte! =D
O próximo capítulo vamos tratar de como Zelena entrou na vida delas

Até o próximo! Bjusss


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