História Spirit Of Love - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Rap Monster
Exibições 4
Palavras 1.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei amém _/\_

Capítulo 3 - Aposta


"Muitas vezes quando estamos diante de uma situação desagradável usamos a expressão "quero morrer" e comigo não foi diferente, no calor do momento eu tinha uma convicção do que queria mas depois eu nem ligava ou esquecia. O resultado? Bom, as palavras exercem um certo poder no final…"


            […]


         P.O.V Cath

- Você quase desmaiou? Quando foi isso? - Os olhos da Mel estavam arregalados diante da situação que eu acabara de contar. 

- Sim - Respondi sem animação - Ontem, Não foi nada demais, eu apenas esperei um pouco, comprei uma água e voltei para hotel.

- Como tu consegue tratar isso como se fosse a coisa mais natural do mundo Hein menina? - Seu riso ecoava em meu quarto pelo computador. 

- Porque é - Dei de ombros - Eu estou viva.

Me sentei na cama, colocando o aparelho em meu colo. O relógio na tela marcava oito horas da noite. 

- Bem que poderia aparecer um carinha nessa hora não? - Falou animada e eu lhe mostrei meu dedo do meio fazendo a mesma bufar em reprovação. 

- Querida os desmaios não são como nos filmes tá? - ironizei. 

- Então nada, ainda? - Perguntou, eu até que poderia falar do cara chato do elevador e as palavras que ele me disse porém tudo aquilo foi perca de tempo e eu tenho mais o que fazer. 

- Não - Respondi - Agora, Preciso escrever, ou pelo menos tentar. Beijos - me despedi. 

- Certo, eu vou fazer uma corrida, assistir, fumar e essas coisas que você já sabe - Argumentou. 

- Ok Tchau.

- Tchau. AMO VOCÊ AMIGA - Gritou e eu ri de sua infantilidade. 

- Também Chata - E desliguei. 

Me joguei na cama, onde comecei a encarar o teto enquanto absorvia idéias. Mais de uma hora depois eu consigo, enfim, criar o que eu chamo de "mundo literário" em seguida abro meu computador e começo a fazer pequenos relatórios do que eu quero. 

Duas mil e quinhentas palavras depois eu já estou exausta porém meus pensamentos se voltam para o ocorrido de ontem, algo realmente estranho tinha acontecido, algo que não sei explicar, embora fosse um simples mal-estar, meu cérebro apitava como se quisesse avisar que não era só isso.

Respirei fundo e abri a porta do quarto. 

        

           […]


      P.O.V Namjoon

Direcionei meus olhos para o centro da cidade, que vista da minha sala parecia minúscula. Enfiei a mão no bolso da calça enquanto bebericava um copo de Whisky e fingia prestar atenção no que o Yoongi me relatava. 

Pensamentos preenchiam minha cabeça como uma teia de aranha. 

- É possível você olhar para uma pessoa e enxergar outra? - Perguntei interrompendo suas palavras. 

- O que? Como assim? - Ele parecia confuso, me virei o encarando e o mesmo mantia-se sentando em uma das poltronas. 

- Tipo avistar uma pessoa que te lembra exatamente outra como, por exemplo, o jeito que ela olha para você ou como se movimenta - Tentei argumentar em palavras embaralhadas. 

- Cara - Tentou encontrar uma resposta concreta - é possível sim, tem pessoas da mesma família que se parecem e…

- E se elas não tiverem nada haver, ambas desconhecidas, sem nenhuma aparência similar - Retruquei e ele parecia mais atordoado que eu. 

- Aonde você quer chegar com essas perguntas? - Arqueou as sobrancelhas. 

- Deixa para lá - Coloquei o copo em cima da mesa e peguei o terno que estava apoiado na cadeira - Estou indo embora, te vejo amanhã.

E saí, talvez eu esteja ficando louco.  

Disparei pelas ruas lotadas que pareciam que queriam testar minha paciência. Aquela garota, não consigo parar de pensar nela, alguma coisa me atraí. Bati no volante com força. Raiva e desgosto circulavam pelo meu corpo me fazendo morder os lábios. 

" - Eu amo você tá legal? - Falei entre nossos beijos e carícias. 

- Eu sei bobo - Ela passa suas mãos em meus cabelos e eu a beijo como se não houvesse amanhã - Te espero em meu quarto, quando meu expediente acabar - Sussurra em meu ouvido enquanto mordo seu pescoço, sinto o prazer emanar nossos corpos. 

- MAS QUE PALHAÇADA É ESSA? - O grito do meu pai faz estremecer meus ouvidos e acelerar meu coração. 

- Não tem nenhuma palhaçada aqui pai, estávamos apenas namorando - respondo friamente e ele solta uma gargalhada irônica.  

- Sua vadiazinha - rosna e ao meu lado lágrimas de vergonha e medo estampam o rosto dela - Eu te dou um teto e você já parte para cima do meu filho. SUA VAGABUNDA! - Ele vai se aproximando dela mas eu me atiro na frente. 

- NÃO FALE ASSIM DELA SEU DESGRAÇADO, PELO MENOS EU ESTOU SENDO DIGNO AO CONTRÁRIO DO SENHOR QUE VIVE TROCANDO MINHA MÃE POR PROSTITUTAS - Grito e ele me da um soco na cara me fazendo cair no chão desnorteado, começo a ver as coisas em dobro. 

- Esta achando que pode fazer o que? Dar o golpe da barriga no meu filho? - Falou mas ela só chorava - Eu quero que você pegue suas coisas e vá embora daqui. 

- M-mas senhor eu não tenho para onde ir - Soluçou. 

- O problema é seu - Apertou o braço dela - Se eu te encontrar aqui amanhã te mando para o inferno - a empurrou expulsando-a da cozinha. 

Me levantei para ir atrás dela porém meu pai me puxou de volta. 

- Com a empregada? Francamente seu merda! - disse com os olhos fervilhando. 

Eu juro! Se este ser não fosse meu pai eu o matava agora mesmo. 

- Te sustento a dezenove anos e desde então você só me da desgosto - Suas palavras doíam em mim.

- Aprendi com o melhor não? - Ri debochado - Desgosto nessa casa é o que não falta.

- Cala a boca! - Bateu a mão na bancada - Na sua idade eu já estava pensando em construir um império e não ficar andando atrás de rabo de saia. 

- Você é um AMARGO, AMBICIOSO, que só pensa no poder - eu sentia meu rosto vermelho de raiva - Eu nunca irei seguir os mesmos caminhos que o seu. 

Ele riu novamente. 

- Pelo amor de Deus né?! Sentimentos nunca te elevarão apenas de destruirão na hora certa ou você acha que eu me casei com sua mãe por amor? - Ele soltou um sorriso nasal e eu apertei as mãos em punho - Eu era um desgraçado, ela era filha de um pequeno empresário, vi nela uma excelente oportunidade e olhe ao redor. Somos ricos, poderosos e capazes de qualquer coisa! 

Como ele conseguia ser tão cego? 

- COVARDE - soltei e comecei a sair da cozinha quando suas últimas palavras me param.

- Amanhã você vai para Miami, logo cedo, cresça e aprenda a ser um homem de verdade - Respirei fundo quase pirando. 

Nunca tive tanta raiva em minha vida "

Freio rapidamente, quase bato em outro carro.

- Droga! 

Tento me acalmar, hoje em dia nada mais me abala. 


            […]


        P.O.V Cath

Deixei o frio embalar meu corpo, abracei meus próprios braços mas mesmo assim ainda me sentia bem aqui em cima. Desde pequena eu amo observar as coisas, ficar quietinha para colocar meus pensamentos no lugar, mamãe sempre dizia que eu preferia ficar no jardim do que sair para brincar com minhas amigas. 

Eu estava no topo do hotel. 

- O que você está fazendo na minha cobertura sozinha uma hora dessas? - Meu corpo estremeceu. 

Suspirei, vai começar…

- Um escritor nunca está sozinho. Ele sempre estará acompanhado de seus pensamentos - Respondi séria, evitando seu olhar, ele disse que a cobertura era dele? Que merda - Foi mal, não sabia que estava em seu território - Sorri sem graça sentindo uma pequena raiva, esse é o tipo de coisa que só acontece comigo, me dirigi a saída. 

- Eu disse que a cobertura era minha mas não disse que você não poderia ficar - falou e eu parei de onde estava, de costas para ele, pensei em falar algo mas apenas segui meu caminho - Esta me evitando? - ele apertou levemente meu braço fazendo com que eu me virasse para ele. 

Nos encaramos porém eu não conseguia descrever seu olhar, vai ver ele não era tão ruim assim. Ali de jeans, camiseta preta e cabelos molhados parecia até uma pessoa legal. 

- Não estou evitando você, me deixe em paz - Respondi impaciente e ele sorriu de lado demonstrando uma de suas covinhas. 

- Pois eu afirmo que está - Ficou de frente para mim, se aproximando - Assuma logo que está afim de mim - Sussurrou, e toda minha impressão que ele poderia ser legal saiu pelos ares. 

- Você é um convencido idiota - Retruquei sentindo uma raiva enorme - Eu odeio você. 

- É mesmo? - Como ele conseguia ser tão sarcástico? imbecil - Então prove. 

- O que você quer? - Perguntei e ele se afastou de mim e colocou as mãos nos bolsos, mordendo os lábios pensativo. 

- Se eu descobrir seu nome não ganho nada em troca certo? 

- Não tem para quê você saber meu nome - Cruzei os braços - De qualquer forma você é dono desde lugar pode saber meu nome de qualquer jeito.

- Esperta - Sorriu malicioso - Vamos fazer uma aposta, se você me beijar - Ri irônica - Eu faço o que quiser com você mas caso eu beije você primeiro pode fazer o que quiser comigo. 

O que eu quiser? Até dar um belo de um tapa naquela bela cara? 

- Se eu beijar você pode me levar para um hospício ou pior para sua cama - Não sei onde arrumei coragem para dizer aquilo mas já está dito. 

- Olha que vou lembrar disso - Estreitou os olhos - Não é fácil pois saiba que vai ter provocações - se aproximou novamente - E isso inclui em qualquer lugar. 

Revirei os olhos. 

- Pode se preparar porque sou um ótimo jogador - Disse e saiu deixando apenas eu e meus pensamentos.

Há uma coisa que eu não disse, que também sou uma ótima jogadora e ainda sei provocar. 








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