História Spit out the bone - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Metallica, Slipknot
Personagens Corey Taylor, James Hetfield
Tags Banda, Corey Taylor, James Hetfield, Lemon, Metal, Metallica, Nu Metal, Rock, Romance, Slipknot, Yaoi
Exibições 20
Palavras 1.511
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ecchi, Lemon, Romance e Novela, Slash
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Minha primeira fanfic de Slipknot e de Metallica <3
Esse é o primeiro capítulo, essa fic terá dois ou três capítulos, ainda não sei como vou dividir o próximo.
Não escrevo fanfics há muuuito tempo (só escrevia originais), espero que gostem <3


~
Também postada no nyah: https://fanfiction.com.br/historia/716510/Spit_out_the_bone/

Capítulo 1 - Dead Memories


Fanfic / Fanfiction Spit out the bone - Capítulo 1 - Dead Memories

Corey estava confortavelmente sentado na poltrona do Hall de entrada do hotel em que estava hospedado. De mau humor, mexia no celular e ignorava as mensagens que Shawn mandava para ele, insistindo que ele fosse jantar com o resto da banda.

O jantar era para comemorar o último show do mês. Tinham acabado de se apresentar num festival grande, junto com outras bandas famosas, como Metallica e Disturbed. Os integrantes das três bandas estavam hospedados juntos no mesmo hotel, mas os rapazes liderados por David Draiman resolveram sair para conhecer a arquitetura da cidade, deixando apenas os membros do Slipknot e do Metallica naquele jantar.

O frontman da banda mascarada suspirou ao abrir a foto que Jim mandou para ele: um enorme e apetitoso T-bone steak.

“Talvez eu devesse mesmo ter ido com vocês”, digitou rapidamente, teclou enter e logo sentiu o estômago reclamar do jejum prolongado.

“Pela comida você se interessa, é?”, o guitarrista respondeu e enviou um emoji de coração partido em seguida. “O Shawn tá perguntando por que você tá ignorando as mensagens dele.”

“Não vi.”, mentiu. A verdade era que ele só não estava com paciência para responder os trinta e sete “deixa de frescura e vem logo comer com a gente” que o palhaço tinha enviado.

“Então tá.”, Corey visualizou e não respondeu. Guardou seu celular no bolso, mas o aparelho vibrou e era outra mensagem de Jim. “Estamos aqui com o pessoal do Metallica. O Hetfield tá voltando para o hotel, você quer algo daqui? Ou tá de dieta? Hahaha”

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios de Corey. Não importava o que acontecesse, seus colegas de banda sempre se preocupavam muito uns com os outros. Eram, realmente, uma família.

“Não precisa.”, digitou, enviou e voltou a digitar a continuação da mensagem para Jim. “Vou jantar no restaurante do hotel, tô de boa, fica tranquilo. Até depois.”

Com uma sobrancelha levantada, Corey se ajeitou na poltrona e começou a observar o local. Algumas pessoas entravam no hotel caminhando preguiçosamente até o balcão fazer o check-in, outras desfilavam com trajes de banho até a saída lateral, onde ficava a área externa, que contava com uma sauna e um bar dentro de uma das piscinas, e outras pessoas, assim como ele, ficavam apenas sentadas no hall conversando ou observando a vida noturna da cidade por trás dos vidros da entrada.

Usar máscara durante os shows o poupava de boa parte do assédio que artistas sem máscaras sofriam com a fama. Claro que sua vida estava longe de ser comum, mas ele podia desfrutar de momentos em que ficava sozinho e deixava sua mente vagar por aí sem direção. Inclinou a cabeça para trás, apoiando-a no encosto da poltrona, fechou os olhos e passou a mão pela testa, esfregando os olhos num sinal de cansaço.

— Oi. — A voz conhecida o cumprimentou.

Mesmo sem enxergar, Corey sabia quem era. Abriu os olhos e levantou a cabeça, olhando para cima, em direção à voz.

Como esperado, era James Hetfield.

— Mas já? — Corey perguntou, surpreso, flexionou seu tronco para a frente e apoiou forte os pés no chão.

— Sim. — James coçou o cavanhaque, pegou seu celular do bolso e olhou o horário. — Preciso ligar para a Cella.

— Cella? — Corey franziu as sobrancelhas e de repente fez uma expressão de surpresa. — A tua caçula? — Ele abriu um largo sorriso. — Quanto tempo faz que eu não a vejo, nossa! Como ela tá?

— Ela mesma. — James retribuiu o sorriso. — Tá com um pouco de gripe, nada demais, mas prometi que ia ligar para ela antes do horário que ela tem que dormir. — Ele desviou o olhar para o celular novamente. — Vou lá, já tá na hora. Você vai ficar aqui embaixo ou vai logo para o seu quarto?

— Não sei. — Respondeu dando de ombros. — Ainda não decidi o que vou jantar. Acho que vou pedir alguma coisa no quarto mesmo.

— O restaurante desse hotel é ótimo. Depois que eu falar com a Marcella, posso voltar aqui e ir contigo, se você quiser.

— Não precisa. — Corey se levantou e se espreguiçou. — Vou lá agora.

— Eu te encontro lá em 15 minutos, então. — James já estava com o celular encostado na orelha ligando para a filha. — Precisamos conversar. — Completou, falando sem som, apenas mexendo os lábios.

Corey franziu a testa confuso com a afirmação de James. Não fazia a menor ideia sobre o que o frontman do Metallica gostaria de conversar com ele, mas estava muito curioso com isso. Se fosse um pedido de "featuring", aceitaria sem pensar duas vezes.  

Entrou no elevador e apertou o botão correspondente ao último andar, onde ficava o restaurante do hotel. Assim que chegou, foi conduzido por um garçom até uma mesa pequena.

O restaurante era tão bonito quanto caro. Corey sentiu que a roupa que usava — uma camiseta do Iron Man, calça jeans e All Star preto — talvez não combinasse com aquele local, mas não se importou e logo fez seu pedido.

Não demorou mais que quinze minutos para que seu prato de espaguete à primavera chegasse. Pouco depois de começar a comer, James chegou e se sentou na cadeira livre.

— Não falei que era um bom restaurante?

— Bom mesmo. — Corey assentiu com a cabeça. — Marcella tá bem?

— Tá melhor do que eu. — James riu. — Acho que ela só queria atenção do paizão aqui.

— Que bom. — Ele limpou a boca e o queixo com o guardanapo. — Tem que aproveitar agora, porque depois eles crescem e sabe como é, né?

James gargalhou.

— Claro que sei! O tempo passa voando, temos que aproveitar. Mas vamos mudar de assunto? Essa conversa é meio deprimente. Não quero lembrar que a minha pequena já tá com catorze anos. Parece que foi ontem que ela nasceu!

— Sei como é! — Corey riu. — Griffin tem a mesma idade. Mas o que você queria conversar comigo?

— Ah, — O mais velho riu um pouco desconcertado. — era mais pra jogar conversa fora, mesmo. Lá no jantar eles estavam bebendo e eu não quis ficar muito tempo junto, você sabe.

— Sei, claro que sei... — Ele suspirou. — Você fez bem. Nunca se sabe quando vamos ter uma recaída. Começa com uma dose e... — Não terminou de falar, apenas fitou James e sorriu triste. 

— Era muito mais fácil antes. — Hetfield coçou o cavanhaque grisalho. — Apesar de tudo, o início foi muito bom. — Ele apoiou os cotovelos na mesa, sorrindo. — Eu e os rapazes do Metallica ficamos famosos muito novos, assim como você e os meninos do Knot. Uma coisa leva a outra e, quando nos damos conta, estamos quase em overdose num quarto de hotel com três garotas de programa desmaiadas no chão. — Riu e balançou a cabeça negativamente. — Hoje em dia, tudo isso tem um peso muito maior, nem se compara. Família, amigos, fãs que se inspiram na nossa recuperação...

— Realmente, tudo era mais simples, concordo com isso. — Corey afastou de leve seu prato, deixando-o de lado, e franziu a testa. — Mas eu não sinto falta de nada. Você sente falta desse tempo? Parecia bom, mas era horrível. Perdi anos da minha expectativa de vida por causa do modo que vivi naquela época.

James riu.

— Você é muito extremista, sir. — Ele ainda sorria e se levantou assim que Corey pagou a conta. — Claro que muita coisa precisa ser deixada no passado, mas certas experiências nós devemos levar para a vida, huh?

Visivelmente desconfortável, Corey saiu na frente e chamou o elevador. James o seguiu.

— Você se arrepende? — O frontman do Metallica insistiu. — Não sente falta de nada?

— Aonde você quer chegar, cara? — Irritado, encarou James e desviou o olhar só quando o elevador chegou e eles entraram. — Sentiria falta do quê?

— Você sabe. — Hetfield, sem sorrir, o fitou do alto de seu um metro e oitenta e seis centímetros de altura, que contrastavam com o um e setenta do vocalista do Slipknot.

Aquilo, — Corey frisou a palavra, começando a falar entre os dentes e olhou para a porta de metal fechada. Seus braços estavam cruzados em frente ao seu peito, mas suas mãos estavam fechadas com tanta força que suas unhas faziam cortes nas palmas. — ficou no passado. Eu não sou mais assim, James.

— Tudo bem. — O outro concordou. — Eu só queria te falar que... — Ele fez uma pausa, respirou fundo e sorriu. — “aquilo” foi o que eu me referi quando falei que sentia falta de certas experiências.

Ouvir aquilo vindo de James foi totalmente inesperado para Corey, que ficou sem palavras para responder. O elevador parou e a porta abriu, mas o menor não se mexeu, ainda estava com a cabeça confusa.

— Corey? — James chamou, estalando os dedos na frente de seu rosto. — Esse é o seu andar. Vai ficar aqui?

— Ahn? — Ele balançou a cabeça, saindo da imersão de pensamentos que estava antes. — Sim, é o meu andar. Boa noite. — Disse, já saindo do elevador.

— Até mais. — James sorriu e levantou uma mão, acenando de leve. — Ah, à propósito, estou no quarto 505.

Corey observou a porta metálica fechando até que não conseguisse mais ver James. Olhou para a porta do quarto 604, o que estava hospedado, mas não se mexeu.


Notas Finais


Próximo capítulo sairá em breve <3


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