História Spring - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias K.A.R.D
Personagens B.M, J.Seph, Jiwoo, Personagens Originais, Somin
Tags Bwoo, Jiwoo, Kard
Visualizações 74
Palavras 3.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura
não revisado e nem betado pelo simples fato de qUE EU ESTOU ATRASADAAAAAAAA!111!

Capítulo 7 - Our flourish


 

 

Sai da sala gelada, agradecendo todas as criaturas existentes no céu por aquela semana ter acabado. Minha última prova de Teoria Econômica havia sido finalizada e eu, falhadamente, tentava não pensar na possibilidade de uma nota baixa. 

O som baixo do único lado do meu fone tocava, fazendo meus devaneios vagarem junto com a música calma. A verdade era que, se eu pudesse, sairia correndo dali, sem pensar duas vezes. Eu sinceramente não aguentava mais andar pelos corredores sem vida daquele prédio, parecia que eu sempre estava indo em direção  ao inferno, em palavras simples. 

Eu deveria imaginar que meu dia seria péssimo assim que notei que me fone havia quebrado. Nunca, em hipótese alguma, um dia pode ser bom quando seu fone quebra. 

Ou talvez eu estivesse apenas exagerando. Mas, a tensão pós-prova e meu atual estado sentimental de garota-apaixonada não estava ajudando muito. Somando com os trinta graus de pré-verão e o fato que, meus pensamentos, estavam enfeitados por um certo alguém. 

Por um certo americano de um metro e oitenta qual eu não olhava há dias e que eu estava com muita saudade. 

Se eu soubesse que a paixão fosse algo tão fodidamente ruim e ao mesmo tempo bom, eu fugiria eternamente de Matthew Kim e de seu humor singular. Afinal, se eu não tivesse o visto, eu não estaria nesse momento desejando com toda a força do meu coração o ver, e sentir seus lábios novamente.

Beijá-lo era como uma droga, e eu já estava me sentindo uma dependente. 

Suspirei profundamente, sentando-me no banco do pequeno parque que tinha no campus. Um lugar calmo, qual dificilmente era frequentado — apenas quando as cerejeiras estavam dando flores. A primavera estava no fim, logo, o local era enfeitado por tons variados de verde, diferente de semanas atrás. Mas meu amor pela estação das flores durava por cada momento, desde o abrochamento das próprias, até quando elas não estavam mas lá. Até quando apenas lembranças de suas pétalas existiam. As flores tinham que enfrentar verões calorosos, outonos chuvosos e invernos congelantes, para chegar, mais uma vez, e colorir o mundo. 

Apoiei minha cabela entre minhas mãos, sentindo uma rajada de vento soprar. O que eu havia me tornado?! Uma fucking de uma garota apaixonada que a cada segundo vislumbrava seu eu amado. E mesmo que eu fosse uma escritora de romance, apaixonar-me não estava nos planos. 

Abri o caderno velho, anotando coisas aleatórias, enquanto observava os peixes de espécies desconhecidas por mim, desejando jogar-me ali e ficar lá até que Matthew saísse dos meus pensamentos. 

  — Queridos amiguinhos aquáticos, agradeçam todos os dias da curta vida de vocês por não se apaixonarem! — Falei, jogando uma pedra em direção ao lago, na esperança dos meus novos amigos notarem minha existência. — Apaixonar-se é uma merda. —  Continuei, sem me importar com o fato que, provavelmente, eu estar parecendo uma louca. — Além de aumentar seu vocabulário de palavrões em 100%, e te deixar em um estado totalmente estranho, você quer estar com a pessoa vinte e cinco horas por dia! — Gritei.  

Olhei novamente para o lago e notei que os peixes continuavam a nadar tediosamente. Soltei o ar preso em meu peito, rindo de mim mesma logo depois. 

Eu estava ficando louca, só pode. 

Mas o que eu poderia fazer? Eu precisava desabafar. Contar para YoungJi estava fora das hipóteses, afinal, ela começaria a planejar meu casamento com o americano antes mesmo de algo a mais acontecer. Somin havia sumido há dias, o que era completamente normal. E deixar tudo isso entalado em minha garganta, definitivamente, não estava em meus planos. Arg. Apenas peixes do lago da universidade sobraram. 

  — Não se apaixonem, mesmo que isso exista no mundo dos peixes. —  Falei, concluindo a "conversa". 

E antes que eu pudesse agir como se nada tivesse acontecido, escutei uma voz que costuma aparecer sempre em momentos inoportunos. 

— Meus dados sobre você foram atualizados, Bela. —  Matthew disse, sentando-se ao meu lado. —  Além de dormir em lugares estranhos, você também fala sozinha! —  Ele, sorrindo, fazendo minhas bochechas atingirem um tom rúbio. Revirei os olhos. Esses dias me fizeram esquecer o senso de humor do americano. — As princesas coreanas são assim, é? 

—  É uma característica única encontrada nos contos de fada coreanos. —  Falei sarcasticamente. —  Também há uma lenda neles que, as princesas, jogam americanos de um metro e oitenta no lago, quando eles estão sendo engraçadinhos demais. — Concluí, escutando a gargalhada alta do rapaz ao meu lado. 

  — Eu senti sua falta. —  Ele disse, enquanto depositava suas mãos no meu rosto. Logo,  minhas mão encontraram a suas, e os pelos de cada parte do meu corpo, atissaram-se. Senti o toque dele, como se minha vida dependesse daquilo. 

  —  Eu também senti. —  Retribui, fechando os olhos, sentindo os lábios de Matthew chocarem com o meu. Fora apenas um selar, mas que pareceu salvar todos os últimos dias. 

  —  Queria poder ficar o resto do dia aqui ou em qualquer lugar, com você. —  Falou, olhando nos meus olhos, que agora estavam abertos. —  Queria que fugir fosse uma opção, no momento. — Disse sinceramente. —  Mas infelizmente não é pois em menos de cinco minutos tenho uma prova com o Sr. Lee, e se eu não sair daqui em alguns minutos, estou completamente ferrado. —  Falou, pegando algo dentro da mochila. Era uma sacola em tons claros, que pareciam ser de uma loja de maquiagem, estendendo-a  em minha direção logo em seguida. —  Abra quando chegar em casa, por favor. É algo importante. —  Peguei de sua mão, tentando ver o que tinha dentro, por estar dentro de uma caixa, falhei, bufando mentalmente.  —  Prometa para mim que não irá abrir antes. — Agachou em minha frente, fazendo cara de cachorro pidão.— Por favor.  

— Eu prometo. —  Falei, cruzando meus dedos mentalmente. 

— Então agora eu vou... —  Disse tristonho e saiu correndo em direção a saida do lugar. Mas antes que eu pudesse sentir-me triste por ele ter ido tão rápido, o vi voltando na mesma velocidade qual ele foi. —  Ah, foda-se, já estou ferrado mesmo. 

E beijou-me, como da primeira vez. 

 

 

 

Joguei minhas coisas juntamente com meu corpo em cima da cama bagunçada do meu quarto. Exausta com o fim da semana de provas, agradeci aos céus pelo fato que a viagem do metrô tenha durado menos de vinte minutos — quais eu gastei tentando achar um jeito de fazer meu fone de ouvido voltar a funcionar normalmente. E por está concentrada em meu desafio-do-fone-de-ouvido, ao menos me lembrei da sacola qual Matthew havia me dado, mais cedo. 

Mas logo a procurei dentro de minha mochila; continuava intacta, da mesma forma que o americano havia me entregado. Não tão intacta, pois eu havia a socado dentro da minha bolsa um pouco depois pois eu estava atrasada para o ensaio do clube — qual eu finalmente havia resolvido aparecer. Suspirei, colocando a caixa em cima da cômoda. 

Um grande dilema surgiu em minha mente: abrir agora ou não? O trato era abrir assim que eu chegasse em casa porém, eu estava necessitada de um banho — ainda sentia o suor do longo ensaio de três horas. Suspirei, deixando-a lá, e torcendo para ninguém  — lêr-se YoungJi — entrar no meu quarto e xeretar minhas coisas. 

Entrei debaixo do chuveiro gelado, sentindo um choque térmico. Deixei que todo o cansaço qual eu estava a sentir fosse embora juntamente com uma sensação de aperto no peito que eu estava a sentir. Era daquilo que eu estava precisando; recarregar minhas energias, que estavam esgotadas.  Uma imensa vontade de chorar tomou conta de mim. 

TPM... 

Balancei minha cabeça, desligando o chuveiro, e passando o sabonete em meu corpo, aproveitando o cheiro de lavanda ali presente. Imaginei Mathew tocando cada parte do meu corpo, deixando suas marcas, fazendo-me sua. Eu simplesmente não consigo ficar longe dele, e isso é fato. 

Ele é dono de mim, dos meus pensamentos, do meu corpo, do meu amor. 

E eu só queria que ele ficasse comigo, de hoje em diante. 

 

Sai do banheiro, e procurei uma pijama, falhadamente. Faziam dias que eu não ia na lavanderia, o que resultou em todos meus pijamas confortáveis de personagens de desenhos animados sujos. Bufei, me amaldiçoando mentalmente. Se minha mãe estivesse aqui, provavelmente me faria lava-los com minhas lágrimas. 

Por fim, vesti uma camisola de seda qual YoungJi havia me presentado no meu último aniversário — ela era amarela, com detalhes brancos e extremamente delicada. Não teria problema usá-la para dormir somente por uma noite, certo? 

Sentei na cama que agora estava arrumada e peguei a caixa em minhas mãos. A observei de cima para baixo; era rosa, com alguns detalhes em dourado. Sorri, vendo que meus gostos estavam mudando junto com a estação. Se fosse há alguns meses atrás, eu provavelmente estaria julgando e soltando a frase "se fosse preta, seria mais bonita". 

Assim que a tampa foi retirado, meus olhos arregalaram-se: ao contrário do que eu estava pensando, não era mais um presente. Era diferente, assim como ele. 

Lá estava um pacote de sementes, um fone de ouvido e um papel que não prestei atenção pois meus olhos captaram o que estava escrito ali.

"Encontre-me, no último andar. Estou esperando você, Bela. "

Olhei o relógio que tinha na cabeceira da minha cama. 

Onze e meia. 

Quanto tempo ele devia estar lá, me esperando? 

Deus!

Levantei da minha cama, vestindo um sobre-tudo pesado ignorando o fato que estava fazendo calor lá fora. Subi as escadas sem perceber que eu havia saído descalça. 

O que Matthew Kim fazia comigo? 

Abri a pesada porta do terraço, sem o encontra-lo lá. Suspirei fundo. 

  —  Idiota, idiota, idiota, idiota! —  Falei pra mim mesma. Eu tinha que demorar tanto num banho? Porque diabos decidi ir no ensaio, justamente hoje? — Grande e completa idiot... 

—  Já está me xingando, Bela? —  Escutei uma respiração perto de mim. — Olha quem ficou esperando aqui foi eu... 

—  Oppa! —  Virei, o abraçando. Graças aos céus, ele ainda estava ali.  Senti o seu perfume amadeirado entrar em meu pulmão, e meus braços finos tentavam o trazer cada vez mais para perto de mim, como se fossemos nos difundir. Os seus braços foram de encontro com minha costa, depositando ali suas mãos carinhosamente. — Desculpe ter demorado... eu não sabia, quer dizer, você não avisou. Arg! 

  — É impossível eu não te desculpar com você me chamando de oppa. —  Ele disse, olhando em meus olhos. —   E não se preocupe, Jiwoo. Eu imaginei que iria demorar. —  Colocou uma mecha do meu cabelo para trás, segurando minha nuca, logo em seguida. — Por você, eu ficaria aqui até o amanhecer. —  Disse. Meus olhos foram de encontro com os seus, que apesar de negros, brilhavam com a luz da lua.  Senti eu rosto queimar assim que os dedos polegares de Matthew foram de encontro com meus lábios, deixando lá, um rastro, como se ele tivesse tentando redesenhar minha boca em sua mente. Fechei meus olhos, sentindo os lábios dele agora no lugar de seus dedos. O beijo foi calmo porém cheio de emoção; pude sentir que ele chamava por mim, assim como eu chamava por ele.

Matthew me empurrou lentamente até a parede fria do terraço, me prendendo contra o seu corpo. Minhas mãos foram até seu tronco e deixei-as ali, enquanto acariciava-o por cima da fina blusa.  O beijo foi ficando lento pois nossos corpos precisavam de ar entrentanto, BM continuou ali, e só nossas respirações eram ouvidas.

  — Jiwoo, eu não sei por onde começar... —  Disse ele, de olhos fechados. Pude sentir em sua voz aflição, medo. —  Eu tenho tanta coisa para falar. —  Suspirou. —  Mas não queria ter nada para dizer, sinceramente. —  Ele disse, pegando minha mão, me guiando até é o fim do terraço. Sentamos um ao lado do outro, vendo a vista de Seoul. 

Encostei minha cabeça no ombro largo dele. O americano não moveu-se, apenas continuou a respirar lentamente. Ora ou outra, abria a boca para falar algo, mas nada saia. 

O que de tão sério ele tinha para falar? 

  —  Se não sabe como começar, tudo bem. —  Disse, quebrando o silêncio. — Pode começar me explicando o porque daqueles presentes, é... não convencionais. —  Finalizei,  e Matthew soltou um sorriso fraco. 

 — As sementes são para plantar, ora... —  Ele disse rindo, fazendo-me revirar os olhos. — Eu já lhe dei flores, mas elas já murcharam; e isso é um ciclo. Porém, desta vez, eu queria lhe dar algo semelhante mas que precisasse de muito mais. Você terá que plantar, regar, esperar... —  Fez uma pausa, segurando minha mão. —  Para poder uma dia ver-la dando flores, na primavera. Eu quero que lembre de mim, assim que olhar para o vaso qual ela ficará. Sempre que estiver na sua estação favorita, sempre que uma margarida desabrochar.   

  —  Matthew... —  Falei baixo e ele interrompeu-me.

  —  Eu quero que lembre que nos conhecemos quando as flores estavam enfeitando a cidade, na sua melhor época.  —  Virou-se para mim. —  E que eu fui, assim como elas, quando o verão chegou.

Engoli em seco. Era sério aquilo que ele estava a dizer? 

Ele estava indo embora? 

  —  Você está brincando, né? —  Falei, vendo o suspirar. —  Eu já entendi o significado das sementes, oppa. Não precisa disso tudo... — Continuei, tentando acreditar em minhas próprias palavras. 

No entanto, assim que vi os olhos do americano que até então estavam brilhando por conta da luz, completo de lágrimas presas, tive a certeza que não era só brincadeira. 

Ele estava indo embora. 

  —  A flor durará anos, se bem cuidada. —  Ele disse. Repousei minha mãos seu seu rosto, limpando a lágrima solitária que escorria em sua bochecha. —  Ela será como nossa paixão. Resistirá até, um dia, desabrochar. — Finalizou. 

Sem mais esperar, o beijei novamente, depositando ali todos os meus sentimentos. Um nó estava formado em minha garganta, a vontade de chorar era inevitável. Não queria imaginar como seria o dia que ele fosse embora, que atravessasse o oceano. 

Quis chorar ali mesmo, e almodiçoar o dia qual conheci Matthew. Talvez, tudo isso teria sido evitado. Eu não me apaixonaria por alguém que iria voltar para o outro lado do mundo, logo em seguida. 

Mas, se eu naõ tivesse o conhecido, provavelmente nunca teria sentido sensações quais senti com ele. Não teria me apaixonado.

Joguei esses sentimentos para o alto, tentando concentrar-me apenas em Matthew, que me beijava como se o mundo dependesse aquilo. Senti os lábios macios e únicos dele sobre o meu, e o gosto de menta que deixava tudo mais perfeito. 

Eu serei capaz de lidar com tudo isso quando ele for? 

  — Oppa... —  Minha voz saiu como um sussurro. —  Não vamos pensar nisso agora, tá bom? Isso de você ir embora. —  Engoli o nó que estava formando-se em minha garganta.  Ele concordou, e um pequeno sorriso brotou nos seus lábios, fazendo com que meus olhos brilhasse como as poucas estrelas que eram percebidas no céu. 

  —  Eu estava lembrando aqui... —  Ele disse, puxando-me para perto de si, com seus braços em torno do meu pescoço. —  Alguém estava me devendo um café... — Ele começou a rir, enquanto eu tentava lembrar do que ele estava falando.

—  EI! Seu caloteiro! — Gritei. —  Eu já paguei minha dívida. Estamos quites, Matthew. —  Falei. 

—  Eu não me recordo disso, Bela! —  Ele falou, fazendo biquinho. — Talvez se você me pagasse uma pizza, sabe... eu talvez, talvez, pudesse tentar lembrar. —  Me olhou com cara de cachorro pidão fazendo-me revirar os olhos. 

E há algo que Matthew Kim peça sorrindo e que não faça chorando? 

— Uma pizza de frango com catupiri, por favor. — Falei para a atendente eletrônica, vendo o garoto de um metro e oitenta pular feito criança.   

...

O plano de esquecer-me por pelo menos algumas horas do fato que BM iria embora, estava dando certo. Mesmo que, ora ou outra, as palavras dele martelavam em meus pensamento, fazendo-me ter vontade de sair chorando até desidratar-me. No entanto,  no momento que meus olhos encontravam-se com o dele, a única coisa que passava em minha mente era que: preciso aproveitar cada segundo. 

Estávamos deitados no chão frio do terraço, devorando cada pedaõ da pizza que eu havia comprado. BM contava sobre sua vida, pois afirmou que não sabíamos nada sobre o outro - o que não deixou de ser realidade. 

As horas passavam e eu não me importava de ficar ali por mais tempo, se pudesse. O ouvir, o sentir perto de mim. Era daquilo que eu precisava no momento. 

 — Meu irmão mais novo, Daniel, é um ótimo garoto. Ele ama jogar futebol e está no primeiro ano da faculdade de Educação Física. — Falou, enquanto fazia carinho em meus braços. — Eu queria te levar comigo, para que conhecesse toda minha família, a idade onde fui criado, meus lugares favoritos... — Falou, suspirando. 

— Não se preocupe, oppa. Iremos fazer isso, um dia. —  Falei, querendo acreditar nas palavras que eu disse. 

Um dia. 

— Continuando, eu também tenho um irmão. Ele é mais velho. No momento ele está morando nos Estados Unidos, estudando relações internacionais. Sungjae é o orgulho da família, sem dúvid... 

Ouvi o barulho de um celular tocando, encontrando meu aparelho dentro do bolso do cassaco. O som estava ecoando em minha cabeça, fazendo com que a vontade de jogá-lo predio abaixo aumentasse. Bufei, pronta para ignorar. Era YoungJi. 

— O que foi? —  Falei ríspida, ouvindo Matthew rir no fundo. 

—  Quem estar com você, cretina? —  Ele parou, pensando por momentos. —  O americano? Safadinha... —  Riu. —  Isso não importa agora.  Aonde você está? São duas horas da manhã! Eu fui no seu quarto e encontrei tudo aberto, jogado pelo chão. Você não sabe o significado da palavra organização, não?! Aish. — Bufou, revirei os olhos. — Procura é voltar para seu quarto, não esqueça que amanhã teremos coisas a fazer. Beijinhos. Use camisinha. Tchau!

Escutei o "tu tu tu" de fim de linha. Ela havia desligado na minha cara depois de cortar o clima! Maldita. 

— Eu acho que ela está certa, já está tarde. —  Matthew disse, levando e ajudando-me a levantar também. —  O dia foi cheio, precisamos descançar. 

— Não quero descansar. — Falei, fazendo bico. 

— Não seja teimosa, Jiwoo. Não vou embora amanhã. — Riu seco, beijando o topo da minha cabeça. Revirei os olhos. — Vamos, te acompanho até a porta do quarto. 

Matthew pegou em minha mão e ambos descemos as escadas como lesmas. Chegamos à porta do meu quarto que não estava mais escancarada, como antes. A vontade que tive foi de pedir para ele ficar, dormir comigo, abraçar-me a noite inteira. Mas não o fiz. Apenas o observei atravessar o corredor em direção ao seu dormitório. 

Entrei em meu quarto, deixando toda a tensão sair juntos as minhas lágrimas. 

Quem eu estava tentando enganar? Estava doendo, muito. 

Não quero o deixar ir, não quer lidar com o fato que não o terei perto de mim pelo resto do ano. 

Esse negócio de amor, dói né? Não é algo abstrato que aparece apenas em livros, filmes e dramas. Dói como uma facada no peito. 

Suspirei alto, ouvido alguém bater a porta. 

Levantei do chão qual eu havia me jogado, amaldiçoando o ser que quebrou meu momento de tristeza. 

Que inferno. 

Provavelmente Youngji que estava batendo feneticamente na porta do meu quarto. 

—  O que você quer, Young... —   Senti os lábios desse alguém que ao contrário do que eu pensei, não tinha baixa estatura e pele de porcelana. 

Era ele ali, devorando meus lábios como se sua vida dependesse disso. Senti-o chocar-me contra a parede do meu quarto, chamando por mim. 

  —  Você... não... pode... entrar aqui. — Falei, enquanto procurava o ar que havia fugido de mim. 

—  Foda-se. —  Ele disse, limpando as lágrimas que desciam em meu rosto. —  Não chore nunca mais, por favor. Isso me mata por dentro. V ELe disse, me abraçando. —  Preciso de você mas do que meu juízo aguenta. 

— Matthew, e-eu também preciso de você. —  Falei, entregando-me de corpo e alma para ele, sem me importar com o resto. — Eu sou sua, totalmente sua. 

 

 

 


Notas Finais


P.S.: Não sei os nomes dos irmãos dos BM e da Jiwoo, nem nunca pesquisei sobre isso, então relevem q

boatos que Spring está no final e.e
spoiler da minha nova fanfic: https://spiritfanfics.com/jornais/em-breve-10317539
Acho que pedir desculpas pela demora nem funciona mais, né?
Mas desculpa :3 de verdade. Minha vida tá corrida, tô trabalhando, estudando, sofrendo pelos comebacks e etc. Ainda perdi esse capítulo, mas graças a Deols o encontrei novamente :D

Tenho que agradecer também há todos. Já somos 145! Muito obrigada!


E DESCULPA POR NÃO TER RESPONDIDO OS COMENTÁRIOS, AINDA. QUANDO EU CHEGAR EM CASA, RESPONDO SEM FALTA, TÁ? BEIJOS NO CORAÇÃO.
Não esqueçam os comentários friends, tá bom? É um pedido especial. Esse capítulo é muito importante, então, preciso saber se ficou pelo menos aceitável.
AAAAAAAAAa to nervosa.


TCHAU QUE EU TENHO MEIA HORA PRA FICAR PRONTA
AMO VOCES

VÃO DAR VIEW PARA HONEYMOOONNNNNNNN E PARA I LOVED YOUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU


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