História Spring day - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook, Yoonseok
Visualizações 19
Palavras 926
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Amanheceu



  Uma multidão se formava para ver o rapaz que havia acabado de embarcar do avião, mas também pudera, quem não olharia o ator mais famoso da Coréia. Kim Taehyung andava como se estivesse em um desfile, o movimento que fazia a cada passo dava a impressão que ele flutuava.

Os flashes de câmeras de revistas de celebridades e paparazzis, quase o cegavam,não que o Kim não estivesse acostumado, na verdade a vida do jovem se resumia nisso. Seus cabelos castanhos claros e brilhosos, balançando a cada movimento, sua pele dourada combinando numa sincronia perfeita com a roupa que usava. Uma camisa xadrez, uma calça preta e seu blaiser escuro longo dando-lhe um ar de modelo — não que ele não fosse —, Taehyung tem todos as características para ser tachado como perfeito.

Kim Taehyung, ator e modelo, acaba de retornar à Coréia, após três anos morando na Califórnia (EUA)”.


∞ ∞ ∞


Taehyung acordara bem disposto aquela manhã, mas sentia que algo estava errado. Sim, o erro estava no corpo quente que dormia sereno a seu lado na cama. Suspirou. Havia caído na armadilha novamente — uma com nome e sobrenome —, o Kim prometera para si mesmo que não cederia outra vez aos desejos que lhe tomavam toda vez que encontrava o rapaz de cabelos negros. Um dos motivos que fizera o ator morar nos Estados Unidos por três anos fora justamente a pessoa com quem dividia a cama agora, dono dos seus sonhos e pesadelos.

Amaldiçoou-se por ter se entregado tão facilmente, logo em seu primeiro dia de volta para a terra natal. O que uma noite de bebedeira e música não faz, não é mesmo?

Levantou-se sentindo o mais pesado sentimento de culpa e foi ao banheiro, pensou que um banho morno em sua banheira o faria bem. Olhou-se no espelho do banheiro e viu seu reflexo, o confronto entre o Taehyung do passado e o atual, mesmo corpo, pessoas diferentes.

Alguns flashes de memória da noite anterior inundaram sua mente, lembrando ao Kim, o gosto do beijo — que por mais que negue é o melhor que já provou —, os toques, as carícias e os gemidos prazerosos que ressoavam como uma melodia pelo quarto quente do garoto. Olhou para a banheira e lembrou-se de algo relacionado com ela, sexo na banheira?

Queria que a água levasse embora consigo todos esses sentimentos estranhos, mas como se até a banheira tinha vestígios do pecado que cometera. Viu seus dedos enrugados e esbranquiçados, saiu da água e se trocou ali mesmo, tinha medo que o outro lhe visse despido. Riu de sua ingenuidade, fala sério ele já tinha visto muito mais do que apenas seu corpo nu. Tinha ido além e explorado cada parte daquela pele macia e dourada.

Voltou para o quarto e nada encontrou, além dos lençóis bagunçados que o recordara que deveria mandar trocar mais tarde. Dormir todas as noites com o cheiro do moreno não estava nos planos do Kim.

Um barulho na cozinha o despertou de seus pensamentos avoados — estava muito agitado desde que soube da viagem de volta para a Coréia —, desceu as escadas e entrou na cozinha dando de cara com um belo homem de cabelos escuros e olhos negros e profundos, estes que hipnotizavam Taehyung. O rapaz preparava o café da manhã tranquilamente, vestido apenas com a cueca e a camiseta branca do dia anterior, seus cabelos estavam uma bagunça — o que o deixava ainda mais bonito —, assim como os pensamentos do Kim.

— Prefere suco de laranja ou de uva? — perguntou despreocupado com um sorriso no rosto.

— Prefiro que vá embora — respondeu secamente o Kim.

— Vamos comer primeiro e depois conversaremos.

— Não quero comer e nem conversar, só quero que saia, Jeon Jeongguk.

— Passamos a noite juntos, fizemos amor e você simplesmente me manda embora. Não consigo te entender Tae. — Jeongguk o olhava com lágrimas nos olhos, tudo que queria é passar um tempo com o Kim, como antigamente.

— Eu estava bêbado, foi um erro. E não, nós não fizemos amor. Foi apenas sexo casual. Agora vá embora, por favor. — Taehyung proferia essas palavras com um pesar, porém suas feridas abertas não cicatrizaram o suficiente para fazê-lo voltar atrás.

— Sexo casual? — uma lágrima escorreu no rosto claro do Jeon.

— Sim. — respondeu, essas mentiras o sufocavam. Sentia como sendo perfurado por espadas.

Pareceu firme ao empurrar Jeongguk até a porta, mas por dentro hesitava, por dentro a dor lhe consumia. Por outro lado estava cansado de sofrer, cansado de ceder e como fantasmas ouvia sussurros em seu ouvido dizendo-lhe que é o único que estava se destruindo.

Subiu correndo e desceu tão rápido quanto foi, trazendo a calça do moreno. Não deixaria Jeongguk sair por aí usando apenas uma cueca e uma camiseta.

— Estou indo, mas não vou desistir de você, de nós. — o mais novo falou depois de trocado. Saiu sem nem deixar que o Kim retrucasse algo.

Assim que o outro saiu, Taehyung caiu sentado encostado na porta. Chorou. Gritou. Uma maré de sentimentos afogando-o, tristeza, raiva, amor, ódio, saudade e culpa.

Deixou o escoro da porta e foi para a cozinha, o café da manhã pronto estava ali, lembrou do sorriso do Jeon enquanto lhe perguntava qual sabor de suco queria. Jogou fora o café feito pelo outro, assim como prometeu que o amor que sente estava sendo jogado fora também.

Taehyung não vai mais baixar a guarda, não vai mais hesitar, não vai mais chorar de saudade e principalmente não vai mais ceder. 



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