História Spring day - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook, Yoonseok
Visualizações 10
Palavras 1.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Na sua estante


— Eu sei,YuBi. — bufou irritado — Ela é minha filha também. Ela vai passar as férias aqui, comigo, o pai dela. Ok. Tchau.

Suspirou longamente, era irritante falar com YuBi — mãe da filha de Taehyung —, eles nunca entravam em um acordo e ela fazia o Kim perder totalmente a paciência. YuBi é uma atriz com quem o Kim teve um caso — que não durou —, na tentativa de esquecer definitivamente Jeongguk, o que como é perceptivel não deu certo. Bom, uma coisa boa saiu desse relacionamento, Kim Hyuna de quatro anos.

Escutou o celular tocar novamente e pensou ser a ex-mulher novamente, mas surpreendeu-se com o nome “coelho desgraçado”  na tela. Ignorou a chamada mais uma vez, do mesmo modo que fizera com as mensagens e ligações anteriores.

Foi para o estúdio de gravação, para iniciar as gravações de seu dorama, onde atua como um príncipe de um reino e toda aquela baboseira de finais felizes que ele deixou de acreditar há anos atrás. A gravação levou a tarde inteira e rendeu ao Kim elogios pela atuação, não é de se surpreender que é o rosto da Coréia ultimamente, Taehyung é bonito e talentoso.



∞ ∞ ∞




Uma semana passou corrida, Taehyung se afundava nos compromissos de trabalho. Uma semana sem Jeon Jeongguk.

Pensou que talvez estivesse começando a superar, ao menos não havia cedido às tentações do Jeon e nem sequer atendeu suas ligações ou respondeu as milhares de mensagens.

A chuva forte começara a cair do lado de fora da emissora. Taehyung ficou preocupado já que emprestara seu carro para Jimin, um amigo de longa data e no ponto de vista de ambos, irmãos de alma.

Parou em frente a cobertura da empresa e tentou ligar para um táxi, mas lembrou-se que o maldito celular estava sem bateria. Bufou, aquele era seu dia de azar, só pode.

Antes de chegar na empresa pela manhã, foi informado que as gravações haviam sido adiadas pelo mau tempo, mas aproveitou para resolver outros assuntos pendentes. Derramou café na blusa de frio nova e teve que ficar apenas com a camisa. Bateu o dedo na mesa do escritório e seu celular descarregou. Um péssimo dia, será que viu um gato preto e não se lembra?

Achou que não podia piorar, pelo menos não até ver um guarda-chuva cobrindo sua cabeça. Estaria tudo bem, se o dono do tal guarda-chuva não fosse Jeon Jeongguk.

— Vamos Tae, meu carro está lá. — apontou para o outro lado da rua.

— Por que eu iria logo com você? — o Kim respondeu irritado.

— Porque está chovendo, você está sem carro e usando só uma camisa fina. Sem contar o celular descarregado e não pode pegar trem ou ônibus, por motivos óbvios.

Taehyung ficou assustado, como o moreno sabia tanto sobre si? Ele é tão fácil assim de ler ou Jeongguk era um stalker que o perseguia escondido. É, a segunda opção parece fazer sentido.

— Tae — o de fios castanhos o olhou e ficou surpreso ao ser abraçado, o coração de Taehyung bateu acelerado — Você está tremendo e está gelado. Vamos logo.

Pensou nas opções que tinha e percebeu que estava sem alternativa, se continuasse ali provavelmente pegaria um resfriado e isso estava fora de cogitação. Decidiu por um bem maior aceitar a carona do outro, o destino definitivamente o odeia só pode.

— Ok... — falou baixo, mas Jeongguk o ouviu por estar perto o suficiente.

O moreno abriu a porta do carro vermelho para Taehyung e depois sentou-se no lado do motorista. A viagem iniciou em um silêncio constrangedor de ambas as partes, mas Jeongguk logo fez questão de quebrá-lo. No passado era sempre Taehyung que iniciava as conversas, bons tempos, sentiu-se nostálgico ao lembrar.

— Eu ia dizer que foi coincidência ter te encontrado e ter dado uma carona. Mas Jimin me ligou pedindo para que eu te buscasse.

— Aquele anão fofoqueiro. Ele não devia ter te dito nada. Eu daria um jeito. — dissera o Kim enquanto olhava a chuva pela janela do veículo.

— Sempre orgulhoso — riu anasalado — Posso colocar uma música?

O outro apenas deu de ombros.

— O carro é seu, faça o que quiser.

— É nosso, o que é meu é seu, Taehyung. Essa é uma das promessas inquebraveis que fizemos. — respondeu Jeongguk.

— Você já quebrou tantas que uma a mais, uma a menos não faria diferença. — Taehyung destilava veneno quando queria.

— Aqui, vista isso. — o Jeon deu a ele uma blusa de frio para se aquecer, fingindo não ter se abalado com as palavras do outro.

Taehyung colocou a blusa entregue pelo moreno e sentiu o perfume inebriante, o cheiro maravilhoso que exalava de Jeongguk e entrava nos poros do Kim.

Nothing like us tocava no carro e Taehyung teve a certeza que Jeongguk havia feito propositadamente. Quis derramar uma lágrima teimosa, mas não o fez.

Não vou desabar na sua frente

Continuou olhando a paisagem, fingindo que o motorista não o afetava, que suas palavras não o afetavam, que a música que ecoava não o afetava, que o perfume naquela blusa não o afetava. Um ótimo ator, atuando para seus próprios sentimentos como se pudesse convencer seu coração a parar de acelerar toda vez que via Jeon Jeongguk.

Aquela viagem parecia não terminar, não sabia que sua casa era tão distante. Minutos pareciam horas. Sufocantes segundos. Uma esquina virada e o carro fora estacionado na frente da casa — vulgo mansão — do Kim.

— Venha, não vou entrar. Apenas vou levar você até a porta. — disse-lhe Jeon.

Abriu a porta do passageiro e levou Taehyung até em casa sendo amparado pelo guarda-chuva que compartilhavam.

— Está entregue. — disse quando o acastanhado destrancou a casa.

— Hm...obrigado Jeongguk. — agradeceu Taehyung envergonhado.

— Para mim é um prazer ter sua companhia e te socorrer quando precisar. — deu um sorriso de lado.

— Adeus.

— Espera — segurou o pulso de Tae sentindo um choque percorrer seu corpo. O Kim deve ter sentido o mesmo porque o olhou com os olhos arregalados. — Quero que me ligue quando precisar, não hesite.

Hesitar, isso é o que Taehyung mais estava fazendo. Ele sabia bem que era o que tinha que fazer, porém ao ouvir tais palavras, o Kim ficou duvidoso.

— Apenas me prometa que vai me ligar, Taehyung.

— Chega de promessas que não podemos cumprir, promessas quebradas. Adeus Jeon.

— Até mais Taehyung. Fique bem.

— Vou ficar. — dizendo isso, Taehyung entrou e fechou a porta.

Estava sendo mais difícil do que imaginara. Jeongguk parecia uma marca grudado em sua pele, na verdade ele era, uma cicatriz dolorosa demais, uma que não curava. E tinha Jimin também, talvez não fizera de propósito, mas Taehyung tinha que ter uma conversa séria com ele.

Taehyung estava disposto a colocar sua armadura e proteger seu coração de Jeongguk, prometeu a si próprio que jamais seria novamente um troféu na estante do Jeon.


"Você ta sempre indo e vindo tudo bem

  Dessa vez eu já vesti minha armadura 

E mesmo que nada funcione eu estarei de pé, de queixo erguido 

Depois você me vê vermelha e acha graça

 Mas eu não ficaria bem na sua estante"



(Na sua estante, Pitty)








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