História Spring Day - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags +18 Pelo Gênero Yaoi, Bts, Jikook, One-shot, Yaoi
Visualizações 25
Palavras 1.879
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Herou...
Trouxe uma One Shot aqui e espero que cada um de vocês aproveite a leitura ao máximo...


. Boa leitura .

Capítulo 1 - Is a Time To Say Goodbye


Jungkook ria das palhaçadas aleatórias que eu fazia. Seu sorriso me causava certa tranquilidade e sempre fora a coisa mais linda do mundo. Os traços felizes dele me deixavam semelhante a um idiota babão.

Eu me considerava a pessoa mais feliz do mundo por ter esse garoto maravilhoso cuja aparência é semelhante a de um anjo. Os olhos e cabelos negros realçavam sua pele levemente morena e os lábios dele eram avermelhados além de serem bem afeminados, sendo automaticamente  delicados. Sua pele era tão delicada e leve quanto a de um bebê  sua flagrância me embriagava de modo enlouquecedor.

Hoje eu diria tudo a ele.

Estávamos no parque, eu havia o chamado e o outro veio de imediato, torcendo que eu não o desse uma notícia ruim – o que na verdade não acontecerá, pois para mim essa notícia não é ruim. Jeongguk era um garoto de ouro que a vida me deu; era um paraíso e um inferno tê-lo, pois ainda não é meu do jeito que eu queria. Obviamente eu fico angustiado com esses pensamentos nada otimistas. 

– Jeongguk, e-eu preciso falar uma coisa a você – engoli em seco enquanto levantava milhares de hipóteses em minha cabeça.

– Pois então diga, meu amor – respondeu carinhoso enquanto mexia com meus dedos, brincando com os anéis. 

Ele me enlouquecia. 

– Eu queria perguntar-lhe algo, m-meu bem – meu corpo já berrava tentando deixar minha aflição a mostra. – Gostaria de saber se... se gosta desse anel – maravilhoso, Jimin! Seja bem vindo a vida de um medroso.

O mais novo sorri serenamente.

– Gosto. Ele é encantador – respondeu inocente. 

Ah, mas como eu fui me apaixonar por um ser tão maravilhoso. 

Eu me deleitava com o toque dele em minhas mãos. Sabia que ele gostava de brincar com minhas mãos por serem pequenas e delicadas, mas hoje ele estava centrado de mais nelas, pois não havia parado de mexer nas mesmas desde que o coloquei deitado em meu colo. O gramado verde e macio nos sustentava e, por fim, a brisa calma do verão que balançava seus cabelos de leve. Jungkook se aproveitava dessas brisas para relaxar.

– Quer colocar? – proponho ao garoto, que passa a olhar para mim, diretamente.

– V-você deixaria?

Aceno que sim com a cabeça enquanto me esgueirava do anel e o colocava no dedo do mais novo.

Um sorriso surge em seus lábios indicando que havia gostado. Não sei bem se era do anel ou pelo fato de tê-lo colocado, mas mesmo assim; estava feliz pelo resultado. Agora o Jeon estava com um sorriso encantador. Eu o amo por isso; ele está sempre com um sorriso no rosto e procura ajudar sempre que pode.

Incrível achar um rapaz tão amável. 

– Ele é lindo – comentou encantado com o objeto em seu dedo anelar.

– É – concordo. – E agora ele é seu, Jungkook. 

Em um movimento rápido ele se desvencilia do meu colo.

– Não, Jimin, eu não posso aceitar! – e acabou por tirar o bendito anel do dedo. – Tome ele de volta.

Ele não sabe o quanto isso me deixa magoado.

– Jungkook, ele é seu e ponto – afirmo. – Estou lhe dando ele, por favor, aceite – pedi. 

Voluntariamente ele me dá um abraço apertado. Eu o envolvia em meus braços enquanto o outro me agradecia com um ato carinhoso. Bem a cara de Jungkook uma coisa dessas, já que sempre fora um rapaz incondicionalmente amoroso.

– Obrigado, hyung – agradecer ainda no abraço. 

Eu precisava contar a verdade. Não  aguento mais!

– Jungkook, eu te amo – olho diretamente para seus olhos negris.

Eu procurava uma resposta em seu olhar, qualquer coisa que me ajudasse a saber melhor sua reação, porém não conseguia.

– Jimin, eu...

O mais novo começa, me deixando tenso.

– Eu também...

Eu não estava crendo. A coloração em sua bochecha era tão linda quanto o brilho em seus olhos.

– Eu também amo...

E foi a última coisa que disse antes de começar a tossir.

– Jungkook, você está bem? – coloco a mão em suas costas. 

Parecia estar tudo bem, afinal, ele poderia ter se engasgado ou tossindo involuntariamente. Estaria tudo bem, se da sua boca não tivesse saído sangue.

– J-Jeongguk... – murmuro espantado. – O-o que é isso? Isso é sangue? – pergunto ainda espantado. 

O mais novo, por sua vez, estava com gotículas de sangue espalhadas na região da sua boca e havia um pouco do sangue de Jungkook no gramado, que agora estava manchado com seu sangue.

– D-desculpe, J-Jimin... – disse sôfrego antes que voltasse a tossir de novo.

Novamente o sangue do garoto saía pela sua boca. O que diabos ele tinha? O que devo fazer?

O mais novo cai em meu colo, pálido como folhas de papel. Seu sangue escorria pela grama perto de nós que se espalhava aos poucos. 

– Jungkook... Jungkook! – balanço o mais novo em meu colo, porém não havia resposta alguma. Sua voz não se manifestava, seu corpo não reagia e Jungkook não me ouvia.

Longos segundos de desespero depois, e eu já estava com o celular em mãos chamando uma ambulância. 

O Jeon estava sendo retirado do parque. Tudo era tenso, o ar rarefeito. Pareciam reflexos de um espelho ou de um caco de vidro.

Eu não conseguia senti-lo mais. Jungkook parecia estar cada vez mais longe daqui, cada vez mais distante de mim.

Infelizmente eu poderia ter me saído melhor na tentativa de acompanha-lo até o hospital. Me impediram de continuar com si, o desespero fora aumentando cada vez mais em meu interior.

Jungkook se afastava cada vez mais, dentro do veículo de socorro.

Eu puxava meus cabelos de forma brutal, por raiva, por ódio, por medo de perder o amor da minha vida no dia que deveria ser o mais feliz. 

Eu não o abandonaria.

Corro o mais rápido possível até o hospital que o levaram. Minha vida não dependia disso, mas talvez a vida de um outro muito importante dependesse.

Na recepção acontece o que eu menos queria. Uma velha chata reclamando dos meus modos e da forma de entrar no estabelecimento.  Mas era óbvio que eu – ou qualquer um – entraria daquela forma desesperada em um hospital! 

Opto por ignorar essa velha e entrar de uma vez. Talvez eu me perdesse e jamais o achasse, mas era minha única alternativa.

Olhando um por um dos milhares de quartos. Olhando uma sala por uma, indo em todos os corredores que encontrei. 

Onde estava meu amor?

– Com licença – digo para o médico que estava rondando pelo corredor – Você sabe onde está Jeon Jungkook? – pergunto em desespero.

– Ah, você é o rapaz que estava com ele antes de ser levado? – assinto freneticamente. – Jungkook não está bem, garoto.

– Mas o que ele tem?

– Câncer no pulmão – meu chão caiu. Ele tinha um câncer e nunca havia contado para mim! – Sendo mais exato, Jungkook tem sangue no escarro do pulmão, que é também uma lesão das cavidades respiratórias – eu não entendia metade do que ele dizia, mas eu podia saber que ele havia pronunciado "câncer no pulmão", e isso era o bastante.

– Mas como ele não havia contado para mim? – murmuro.

– Aparentemente ele não parecia saber – disse e eu ergui a cabeça. – Pelo que soube, ele não sabia o que estava acontecendo consigo, porém não procurou ajuda.

Isso era inacreditável.

– E eu posso vê-lo? – quis saber.

– Talvez mais tarde. Agora ele está passando por uma série de exames.

Droga.



Quatro horas!

Que tipo de exame demora quatro horas para ser feito? 

O que eu tenho feito? Andado de um lado para o outro, digerindo a situação. 

Ainda não engoli o fato do Jeon ter um câncer. Não que isso atrapalhasse ou mudaria o que sinto por si, mas era meio delicada, essa situação, por mais que eu queria dizer e pensar o contrário.

– Park Jimin – ouço meu nome ser chamado e corro na direção do médico. 

– Eu posso vê-lo? – ele assentiu.

Entro cautelosamente no quarto em que ele estava. Vários aparelhos mostravam seu estado e tubos foram distribuídos pelo seu corpo. Eu sofria só de ver o estado do garoto.

– Ele está acordado. Seja cauteloso.

Concordo e volto a me aproximar.

– J-Jungkook... – minhas lágrimas começam a descer. Aquelas lágrimas gordas e sôfregas.

– J-Jimin – sua foz era falha. – Sinto muito – uma lágrima solitária desceu pelo rosto do outro. – Eu não queria que soubesse – no fundo isso me deixa magoado, mas eu não precisava pensar nisso agora. 

– Jeon Jungkook, eu quero que você entenda que eu jamais deixaria de amar você. Você se lembra, não é? Eu o amo.

Assentiu vagarosamente.

– Me dê sua mão – pediu e então o entreguei minha mão. Ele tirou o anel que eu havia dado a ele e me entregou. – É seu e sempre será – o sorriso dele não aparecia mais. – E, Jimin – ergo minha cabeça, que havia abaixado por ter começado a lacrimejar muito –, e-eu também amo você... – suspirou forte e ouviu-se um apito alto da maquina do Jeon.

O que estava acontecendo? Porque aquilo apitava tanto?

Corro para a porta e chamo algumas enfermeiras que estavam ali perto.

Fui "gentilmente" levado para fora do quarto e deixado ali, sem explicações concretas. Eu acompanhava tudo do lado de fora, já que havia um vidro transparente na porta.



Mais uma hora...

Era outra hora em que eu ficava do lado de fora. Isso era torturante. 

Estava sentado no banco com o rosto enterrado nas mãos em um momento de reflexão. 

– Com licença. Precisamos conversar, Park Jimin.

Levanto do banco e o olho em desespero. 

– Como esta Jungkook?

– Sinto muito, mas Jungkook não resistiu e infelizmente faleceu. 

Como asim? Jungkook estava morto? Havia me deixado? As lágrimas foram efeitos completamente necessários. A tristeza por ter deixado Jeongguk escapar por entre meus dedos me frustrava e a idéia de nunca mais vê-lo me matava.

– Seu enterro será realizado amanhã pela manhã – avisou.

Eu ainda não acreditava. Médicos também faziam piadas de mal gosto, certo? Me diga que eu não havia o perdido.



Ele estava lindo.

Seus cabelos haviam sido aparados de forma que deixasse sua pele pálida mais angelical. As margaridas colocadas em si eram maravilhosas.

Antes de ser levado eu devolvi o presente que sempre seria seu. "Era dele e sempre seria".

Logo seu corpo estava sendo levado. Estavam tirando você de mim, te levando para outro lugar. Você estava indo para um lugar onde eu não podia chegar. 

Agora eu apenas podia ver suas fotos sorridentes todos os dias para me lembrar do seu sorriso maravilhoso e do quanto eu o amava.

Jeongguk, eu o amo incondicionalmente e para sempre. 

 The End.


"Querido Jimin,

eu jamais citei a importância que você tinha na minha vida. Jamais disse o quanto eu gostaria de ter te beijado pelo menos uma única vez antes que eu morresse.

Eu amei você até meu último suspiro de vida. Até o vermelho em meu pulmão ser mais predominante.

Você jamais soube, mas fui eu que vi seu sorriso bobo pela noite enquanto dormia, eu acariciava seus cabelos de leve para que você relatasse, eu mandava mensagens anônimas dizendo que te amava. Porque jamais pensei que seria correspondido.

Saiba que eu vou ficar de olho em você. Quero que cresça e se lembre da felicidade e viva ela. Gostaria de presenciar os momentos em que você mostra elas se sorriso maravilhoso; o mundo merece provar desse seu sorriso delicado e angelical. Doe sorrisos para o mundo, compartilhe com todos aqueles que necessitam de uma ajuda para sorrir, que necessitam de um sorriso.

Peço a você que seja feliz mesmo que com outro. O importante é sempre provar o máximo da felicidade e eu desejo a você uma vida bela e feliz.

Por favor, sorria, Jimin.

De seu amor, Jeon Jungkook."


Notas Finais


Agradeço a leitura de vocês

~ Se achar importante, comente para eu ficar mais feliz que um girassol sorridente (:

Enfim, espero que entendam o legado dessa One Shot, né, e que tenham aproveitado cada palavrinha das poucas palavrinhas que tem aqui
Kissus, @mini_bunny


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...