História Spring days - Capítulo 14


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Asia, Bangtan Boys, Bts, Colegial, Coréia Do Sul, Hoseok, Jeon Jungkook, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Makne, Namjoon, Park Jimin, Rap Monster, Seokjin, Suga, Tae, Taehyung, Yoongi
Visualizações 18
Palavras 1.097
Terminada Sim
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, eu estava muito sem idéia pra fazer dessa capa e peguei a primeira imagem que me lembrou Spring Days.
Esse é o último capítulo da história, como vocês viram na minha bio (ou não) eu vou fazer um especial de natal, a história que ter mais favoritos até uma semana antes do natal ganha o bônus, por enquanto essa história está na frente mas isso pode mudar.
Como vocês sabem nenhuma história minha acaba muito bem explicada então nem venham pedir para que eu fale o que acontece depois.
Eu vou colocar uma história para ficar no lugar de Spring Days, se tudo ser certo ela será atualizada essa segunda, o nome é Chaos Theory, já foi publicada.
Boa leitura.

Capítulo 14 - Letter


Fanfic / Fanfiction Spring days - Capítulo 14 - Letter

Do lado de fora da sala do hospital eu ficava nervoso, Ayame ficaria em observação por um tempo, eu queria mas não poderia ficar com ela.

Então o jeito era ficar do lado de fora da sala, até que os médicos me certificassem de que estava tudo bem.

Suspirei e me sentei novamente, o clima estava frio, os garotos estavam bem agasalhados.

O médico saiu da sala, nos levantamos.

-Ela está bem, só estávamos resolvendo uma papelada, podem entrar na sala-Jogou sua prancheta para um enfermeiro qualquer que seguiu ele com passos largos.

Entramos na sala, mas Ayame não estava bem, uma enfermeira a ajudava a passar um pano molhado no corpo, provavelmente era desse jeito que agora a garota iria tomar banho.

O rosto de Ayame ficou rubro em alguns minutos, me virei para sair da sala, fui direto para as máquinas de refri, estava calor, e aquela visão de Ayame me deixou triste, precisava pensar, mesmo que fosse difícil.

Entrei no quarto só depois da enfermeira sair, enquanto entrava notei que tinha um espelho ao lado da porta, eu tinha ficado mais magro, e meus ombros pareciam ter encolhido, pelo menos meu rosto continuava o mesmo.

Os garotos entraram logo atrás de mim, tão tristes como eu mas bem agasalhados e não pareciam tão magros.

-A minha cirurgia é essa noite-Ayame se virou para mim, forçou um sorriso.

-Isso é ótimo-Bocejei-Eu vou dormir aqui no canto, ok?-Perguntei, me sentando em um poltrona e a inclinando.


Quando acordei já era noite, não fazia idéia de quanto tempo se passara mas conseguia ver a neve caindo do lado de fora, Ayame já estava na sala de cirurgia, eu resolvi dormir em casa, na verdade só foi mais agoniante, sentia como se o fantasma dela me perseguisse, em cada sombra, em cada espaço vago, como se o amanhã nunca tardasse a vir.

Não tinha um sopro de vida naquela casa, estava sozinho, o tic-tac vago do relógio de parede era como um sussurro gritante aos meus ouvidos, um aviso sem importância em meio a eternidade que se passava apenas dentro de mim mesmo.

Me deitei no sofá, tinha algo em baixo da almofada, uma carta, escrita por Ayame, sabe se lá quando ela esvreveu.

Eu nem sequer tinha lido mas precisava de ar, o relógio parecia me sufocar, o tempo encurtando mas continuava eterno e eu pensava de mais como se fosse mudar algo.

Andei pelas ruas frias, sem rumo, passos tranquilos, olhando para as estrelas solitárias, queimando em vermelho lá em cima.

Parei em frente a linha de trem, esperando as barreiras abrirem mas um trem passaria, demoraria muito, peguei a carta.


Querido Kim Taehyung,

Eu não sei escrever cartas, ainda mais pelo simples fato de que você está dormindo no seu quarto, aqui no cômodo ao lado.

Eu temo que o pior aconteça, sei que esses podem ser nossos últimos dias juntos, que o pôr do sol que vi ontem contigo pode ser meu último, e isso me deixa feliz, passei meus últimos momentos ao seu lado.

Eu acreditei por sua causa, acreditei que poderia viver, acreditei que a vida era bela, acreditei que poderíamos apostar corrida com o trem e ainda ganharmos dele, acreditei em você e em tudo que me disse.

A primeira vez que te vi foi no quarto ano, meus cabelos eram presos em um logo rabo de cavalo, não falava contigo porque você também tinha os seus amigos e todos eram muito juntos.

Você é idiota, tolo e burro, egoísta também, sem contar que consegue ser irritante e às vezes extremamente antipático quando quer.

Quando eu falei com você, vi que era diferente, claro que continuava sendo tolo, idiota e burro, mas sua voz parecia mais grossa, seus ombros largos e os olhos bicolores eram incríveis, eu sempre odiei as cores das suas íris, mas elas combinavam perfeitamente com você.

Você é empático, burro e desempenado, positivo também, sem contar que consegue ser irritante com seus comentários, sempre positivos.

Eu gostei de tudo, de te entregar as rosas, de te ver no hospital e sair correndo de lá, de ter subido na sua moto, de ter te beijado na praia, de ter minhas memórias preciosas envolvendo você.

Me desculpe, acho que você sofreu de mais, desculpe por não comer sua comida (você é horrível na cozinha), por não aceitar seus sentimentos por tanto tempo, por não ter aparecido naquele parque mais cedo, antes de você apanhar, assim ficaria sem nenhum hematoma, desculpe por nunca ir atrás de você depois de receber sua carta, eu sabia que era você, nunca confundiria aquela letra, mas não queria e não sabia como te encarar, o que responder ou como arrumar o meu cabelo na hora de te encontrar.

Desculpe um milhão e mais um milhão de vezes.

Eu devo ter aberto uma feridinha no seu coração, eu sei, nosso amor foi tão lindo quanto o nosso término, mas no próximo inverno, quando for o nosso primeiro inverno sem olharmos na cara um do outro, você já vai estar amando alguém, eu acho, talvez me esqueça.

Menti para mim mesma nesse inverno, não queria admitir que era dona da sua tristesa, coloquei a culpa nas estações, porque amávamos a primavera.

Eu não posso chorar, você já aguentou de mais.

Eu estou com sono, agora vou me enrrolar na coberta e te abraçar a noite inteira.

Eu te amo, Taehyung.

Á propósito, acho que eu realmente serei o seu anjo da guarda.


Levantei meus olhos, ponderando o céu escuro, tentando conter as lágrimas ácidas que insistiam em me pertubar.

O trem passou, as barras amarelas e pretas levantaram, a luz verde se acendeu, uma figura feminina estava do outro lado dos trilhos.

A garota era pequena, tinha os cabelos curtos em Chanel, usava uma saia cor creme, blusa branca e botas marrons claras com um salto discreto, a bolsa azul era a única coisa que tinha para carregar suas coisas.

Chamo estava na minha frente, as luzes amareladas do poste a iluminava, flocos de neve caiam em seus cabelos, prendendo.

Suas palavras de vinte dias atrás me acertaram como um soco.

Taehyung você suportava as coisas calado, isso me irritava, caso precise de ajuda pode vir falar comigo, faz alguns anos desde a última vez que conversamos mas nada mudou, ok?

-Taehyung?-Ela me olhou.

Não me movi mas ela andou até mim com passos desajeitados, ela não andava direito sobre a neve, ainda mais com aqueles saltos.

-Oi...-Sorri fraco, começamos a andar.

-Você tem alguma coisa para me dizer? Que papel é esse?-Sua pergunta foi pior do que o tic tac do relógio, elas me apunhalaram direito no peito.

Algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto, manchando o papel, caindo por cima de algumas palavras, doía, eu ficava sem ar.

Idiota, eu que deveria pedir desculpas.

Ela seria o meu anjo da guarda.



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