História Spring NY - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Frozen - Uma Aventura Congelante
Personagens Anna, Elsa, Hans, Kristoff, Personagens Originais
Tags Anna, Chuva, Disney, Elsa, Elsanna, Frozen, Newyork, Usa
Visualizações 217
Palavras 2.883
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


entãão
tive um problema com meu HD semana passada e perdi o capítulo. tive tempo de reescrever só ontem =(
e olha que esse capítulo foi bem tranquilo de escrever, enquanto eu escutava "Bate forte o tambor" do Carrapicho, "Você Partiu Meu Coração" do Nego do Borel e alguma música qualquer da Simone & Simaria versão eletrônica que meu vizinho tava ouvindo.
no mais, boa leitura gente <3

Capítulo 8 - I'd never have the strength to go very far


 

I'd never have the strength to go very far

O trânsito rugia como um leão faminto e feroz.

Mais que metade da população já havia observado a publicidade dos Messenger-biker’s, mas poucos indivíduos realmente prestavam atenção ou davam a devida importância.

Era uma nova forma de empregar e de trabalhar. Mais rápidos, ágeis, ecológicos e baratos que carros ou motos que provavelmente pegariam trânsito ou alguma sucessão de sinais vermelhos. Ciclistas que pedalavam contra o relógio nas largas ruas de Manhattan, encarando motoristas de peito aberto. De vez em quando algum desavisado abriria a porta do carro sem antes olhar o retrovisor e se certificar que nenhuma bicicleta estaria chegando. Como resultado, algumas contusões e às vezes lesões tão graves que alguém não poderia voltar ao trabalho.

Vinte e dois de junho, sexta-feira.

Mesmo de tão alto e distante, Elsa acordou com o barulho estridente de uma bicicleta de guidão curto se chocando contra um carro, com um motorista que não fazia questão de considerar bicicleta meio de transporte legal.

A loira piscou devagar, habituando suas íris com a claridade que tomava conta da sala. Movimentou com dificuldade seus dedos, sentindo a ponta dos mesmos gelados, conforme a má circulação de sangue alertava. Seu braço direito formigava e doía ao mesmo tempo, dormente. Sua perna, encolhida conforme o possível frio da madrugada, também doía.

Um emaranhado de fios ruivos faziam cócegas no pescoço de Elsa. Anna abraçava a cintura da loira de forma protetora, enquanto babava no braço da loira, que sorria diante da cena.

O que a paixão não faz.

Refletir era um dos passos mais importantes da rotina matinal da loira.

Em todos seus vinte e nove invernos, poucas vezes havia se sentindo tão plena como naquele exato momento. Seu primeiro beijo havia sido assustador e ela estava com as mãos suadas; sua primeira relação sexual, já na universidade, não havia sido tão bom quanto a loira imaginara. Não, Elsa realmente havia se sentindo plana quando seu pai reconheceu seu trabalho pela primeira vez. Ou quando se formou numa das melhores universidades do país, com um currículo invejável, o sentimento de dever cumprido. Aquele momento era seu e ela deveria desfrutar dele.

Elsa, contudo, era uma pessoa pessimista.

Tinha a sensação de que qualquer deslize podia estragar tudo que tinham construído naqueles curtos meses. Ela estava sendo guiada pelo destino e até então estava tudo certo, apesar de ser difícil. Elsa costumava fazer planos e viver de certezas. Anna não.

Como posso saber se ela quer algo mais sério...? E como posso descobrir se ela não quer? E se tocar nesse assunto torne as coisas estranhas entre nós? Estamos tão bem, ela nunca falou nada sobre isso, então... Deve ser que queira dessa maneira mesmo. Uma relação sem rótulos, mais jovial. Mas eu não sei se consigo entender exatamente... Eu estou pronta pra assumir uma relação séria? Como tua soa tão confuso, Deus...

Dirigiu os olhos até o relógio de parede.

Anna poderia dormir até tarde, mas a loira tinha trabalho a fazer.

Tentou de maneira branda remover seu braço pra fora e encaixar a ruiva de volta no sofá. Sem muito sucesso. A garota piscou uma sucessão de vezes e limpou a saliva seca no canto da boca. Esfregou os olhos com força e passou as mãos no cabelo despenteado.

“Bom dia” sussurrou no ouvido da garota “Muito dolorida?”.

“Com toda certeza” Anna respondeu com a voz rouca e arrastada “Mas acho que valeu a pena”.

“Acha?” Elsa contestou.

“Ainda estou pensado se acordar ao lado da loira mais sexy da cidade valeu esse torcicolo” Anna sorriu, se espreguiçando, fazendo sua camisa subir e sua barriga salpicada de sardas aparecerem.

Elsa não sabia se ficava atordoada com a cena ou com a declaração.

A loira caminhou até seu quarto, desabotoando a camisa amassada. A água quente tratou de destravar seus músculos doloridos e as essências do sabonete de rosas lhe tomaram o espaço nos pulmões. Fechou os olhos e se concentrou no som da água batendo contra sua pele pálida e contra o chão. Deixou-se reencostar as costas contra a cerâmica fria da parede, suspirando de forma lenta e dolorosa. Nem em um momento harmonioso conseguia manter sua mente passiva.

Será que estou criando muita expectativa?

Recordou-se das vezes que pensou em trazer alguém até seu apartamento. Este lugar era seu refúgio de todo o mundo, único lugar no qual Elsa poderia ser quem realmente era.

Mas ao lado de Anna também sinto ser quem realmente sou.

Seu porto-seguro.

Elsa não pensou muito no que vestir.

Ao voltar para a sala, pôde sentir o cheiro de café fresco e torradas que vinha da cozinha.

“Pensei em retribuir o jantar de ontem” exprimiu Anna, entregando uma caneca verde e de interior marrom, com café preto até a metade.

A mulher mais velha não buscou se certificar do quão quente o líquido estava. As bordas laterais e a ponta da língua rapidamente foram tomadas por uma sensação de queimação instantânea. Elsa engoliu rapidamente, sentindo seus olhos arderem. Soltou uma risada nervosa, identificando sua língua áspera e irritada.

“Puta merda” a jovem garota gritou, tirando a caneca das mãos da outra.

“Está tudo bem Anna” Elsa conseguiu falar.

Anna concordou com a cabeça.

“Juro que não fui contratada por alguém de uma empresa concorrente para te matar Elsa. E mesmo que tivesse sido eu não te mataria assim”.

“Imaginei” Elsa riu “Me dê um copo d’água, por favor,”.

A situação parecia fadada, pois enquanto Anna buscava água e mantinha sua atenção focada em Elsa, as torradas queimaram, adquirindo uma grossa camada amarga e escura.

“Pra alguém que trabalha num restaurante, sou péssima na cozinha” Anna afirmou, aparentando aborrecimento “Acho que nem de graça você ia me querer no seu restaurante, né?”.

“Hm...” Elsa se aproximou, pegando uma madeixa ruiva entre os dedos, sentindo sua textura “Acho que... Se você se concentrar bastante, dá conta da recepção”.

“Idiota!” Anna fez bico, socando o ombro da mulher mais alta, que aproveitou para beijá-la e saciar sua vontade daqueles lábios uma vez mais “Vamos sair e comprar donuts” sugeriu.

“Oh, vamos lá Anna Simpson”.

Anna mostrou a língua pra loira enquanto buscava sua mochila. Já havia penteado o cabelo e resolvendo por deixá-lo solto. Tirou da mochila uma camisa branca e dobrada com o logotipo da MTV, que havia ganhado em uma promoção. Calçou seu tênis e afirmou estar pronta para sair.

“Vai trabalhar hoje?” a ruiva questionou, segurando o botão para chamar o elevador.

“Irei sim. Se quiser pode ficar com uma cópia da chave do apartamento”.

“Seria adorável, Elsa” Anna ficou na ponta dos pés para beijar a testa da mulher que usava salto alto “Vou passar a manhã inteira assistindo Courage the Cowardly Dog e The Powerpuff Girls na Cartoon Network”.

Claro que Elsa não tinha ideia de que programas eram esses.

Por insistência da ruiva, ambas decidiram caminhar e evitar qualquer Starbucks no caminho. Era pouco mais de oito e meia, o que significava que Elsa estava atrasada. Felizmente não estava se preocupando tanto com isso. Era um avanço pessoal se sentir tão leve assim.

Esmeralda logo lhe ligaria.

Torcia para que não.

Na esquina, perto do Madison Square Park, uma cafeteria sueca chamou atenção da garota. Os pedidos anotados foram café gelado para Elsa e chá de limão para Anna, acompanhados de Pannkakor com recheio de frutas vermelhas e creme.

“Que tal?” Anna apontou o parque com a cabeça.

“O que?” Elsa perguntou, terminando seu café.

“O Parque. Parece fresco, calmo... Você precisa de um pouco de sol mesmo”, a ruiva brincou de forma maldosa.

“Acha que estou muito pálida?” Elsa encarou o próprio pulso.

Só tem algumas... Muitas veias a vista.

“Não, só acho que precisa de vitamina D. Vamos lá, Els, sei que você deve chegar sempre no horário. Ligue e diga que está... gripada!”.

“Gripada em pleno verão?” A mulher mais velha apoiou o rosto na palma da mão “Jura?”.

 “Gripe de verão?” sorriu torto, se apoiando na mesa para levantar “Ohh, o sol está tão quente e eu estou tãão mal” sibilou, levando o pulso dobrado a testa e fechando os olhos, encenando uma cena de desmaio “Acho que vou... Desmaiar” sorriu de forma travessa, tamanho era o drama de quem recitava uma peça shakespeariana.  Anna deixou-se cair no colo da loira, que a segurou firme.

“Tudo bem” Elsa concordou “Mas só até as dez”.

“E meia...?”.

“Só se você recitar Sonho de Uma Noite de Verão, inteira”.

“Sabe que isso não vai acontecer”.

“Temos um acordo então”, Elsa terminou o assunto com um beijo nas bochechas coradas de calor.

O pequeno pedaço de terra virgem em meio ao distrito era bonito. Um gramado úmido da noite anterior, árvores altas, bancos de madeira e um piso escuro, que levavam até uma pequena fonte d’água no centro. Era possível observar as pessoas caminharem com pressa e o ouvir o som da borracha queimando no asfalto quente. Os prédios altos não deixavam observar além.

“Será que podemos deitar no gramado?”.

“Acredito que a placa de ‘não pise’ especifique isso, Anna...”.

“E quem liga?” a garota caçoou, puxando a loira pela mão e se jogando no gramado fofo. Elsa pegou o moletom de Anna e se sentou em cima, sentindo os fracos raios solares bater contra seu rosto, esquentando ligeiramente. Seus olhos se encontraram por um par de segundos, o que fez Elsa deitar sob os cotovelos e apoiar a cabeça no próprio ombro, encarando Anna, que exibia um enorme sorriso rebelde.

 “Transgredir regras é bem sua cara”.

“Obrigada, eu me esforço”.

O momento de contemplação que veio a seguir perdurou. A importância do vazio em suas vidas, a importância da pausa pareceu para Elsa mais real que nunca. Não tinha a necessidade de puxar assunto com a garota ruiva. O simples fato desta estar ao seu lado era mais que suficiente.

Será que devo?

 “Então” A loira iniciou a conversa com um tom de voz ameno e receoso “Namorando muito, visitando bares e shows de rock amador?”.

Talvez a melhor estratégia fosse jogar verde.

Ou se fazer de tia chata em pleno natal.

Anna mudou de semblante. Seu sorriso desapareceu em questão de segundos e uma ruga de expressão surgiu entre suas sobrancelhas.

“Como?”.

“Digo... Você é linda. Deve ter um monte de gente atrás de você”.

“Hã... Não? Por que a pergunta Elsa?”.

“Curiosidade”, Elsa pigarreou.

O assunto morreu e foi enterrado ali mesmo.

Talvez jogar verde não fosse a melhor estratégia, no fim das contas.

O relógio finalmente bateu dez horas e Elsa se levantou. Sentia um incomodo aperto na boca do estômago, como quem esperava o furacão pós-chuva. Anna a acompanhou e levantou, batendo no jeans molhado. Tinha uma expressão irritadiça e não parecia de tão bom humor como quando acordara.

 “Tenha um bom dia de trabalho” Anna desejou, acenando com a cabeça, antes de sair andando na direção oposta que Elsa tomaria. A mulher mais velha sentiu os lábios secos e sua cabeça girar um pouco. Seu blazer estava com as costas e os cotovelos molhados quando um vento rígido e aleatório soprou e a fez arrepiar a nuca.

Estraguei tudo.

Alguns minutos depois, chegou a conclusão que ficar ali parada, remoendo a situação não ajudaria em nada. Entrou no primeiro táxi que apareceu na rua, com a luz ligada, alertando estar disponível.

O elevador pareceu mais devagar que o normal.

Seus pensamentos pareciam mais rápidos que o normal.

Talvez eu devesse praticar interação social... Como abordar pessoas.

Esmeralda tinha um sorriso simpático nos lábios, como ‘quem sabia o que você fez verão passado’. Levantou-se e encostou-se à parede oposta à porta do elevador, enquanto raspava a unha contra o brinco de argola dourada que enfeitavam suas orelhas e realçavam seus olhos absurdamente verdes.

“Hã” A presidente pensou rapidamente em uma desculpa plausível, não localizando nenhuma em seu arquivo pessoal “Sou a presidente e posso chegar no horário que me der na telha, sem interferência de ninguém?”.

“Bela tentativa” Esmeralda riu “Não a bipei porque acho que precisa de descanso, mas... Parece mais abalada que nos últimos dias”.

Maldita seja Esmeralda.

“Gripe de verão?”.

“Nossa” A morena exibiu um semblante de descrença “Claro! E esse é o apelido carinhoso da tal universitária ruiva?”.

“Tsc” Elsa balançou a cabeça em negação. Sentia seus ombros doerem, rígidos, além de sentir o sapato de salto alto mais apertado que o comum. Caminhou em passos decididos em direção ao seu escritório.

Esmeralda se pôs na frente.

 “O que está acontecendo?”.

“Nada, Esmeralda. Só estou atrasada e tenho documentos a ler”.

 “E nunca esteve tão animada para lê-los, certo?”.

E é isso que acontece quando faço um buraco no tal muro de cristal. Fico vulnerável e mais fácil de irritar ou magoar. Agora me recordo porque sempre evitei interações humanas ao limite do possível.

 “O que aconteceu, Elsa?” perguntou de maneira franca.

“É estúpido”.

E era mesmo.

Confuso. Na mente de Elsa, a pergunta que havia feito à Anna era mais que rotineira. Na universidade, os populares tinham festas regadas a sexo e bebidas. Não imaginava que Anna fosse do tipo, mas nada a impedia também. Elsa se sentiu extremamente idiota e desejou ter um manual de instruções sobre relacionamentos, mesmo que este tivesse mais de vinte mil páginas. Anna estava irritada porque Elsa quis saber da sua vida íntima com outras pessoas? Isso poderia doer em ambas as mulheres.

Mas era de se considerar.

Jogar verde era uma péssima tática.

“Perguntei se ela estava saindo com mais alguém”.

“Por quê? Você achou uma cueca e uma camisinha na mochila dela?”.

“Queria saber se ela quer algo sério ou só curtir seus vinte anos...”.

“Por que simplesmente não perguntou?” Esmeralda questionou, como se a resposta estivesse mais que óbvia. Ela odiava ser tratada como criança.

“Achei que entrar no assunto numa conversa casual era melhor que pedir para ter uma conversa séria com ela. Se eu chegasse ao ponto de pedi-la em namoro e ela me recusasse, as coisas ficariam estranhas e acabariam. E eu não quero isso...”.

“Você já tem sua resposta, ao menos”.

“Como?”.

“Ela ficou irritada e foi embora?”.

“Sim...?”.

“Elsa veja... Mesmo que vocês não tenham nenhum acordo, parecem ter o mínimo de sentindo uma pela outra e podem simplesmente não ter rotulado ou oficializado nada. O simples fato de você perguntar a ela se tem outro alguém, é tipo... Perguntar se ela está te traindo. Ou... Como se você tivesse alguém fora ela e quisesse saber se estavam em pé de igualdade, entende? Você atingiu exatamente o contrário que você queria”.

Talvez eu não tenha entendido cem por cento, mas...

 “Ligue e peça desculpas. Anna vai entender”.

“Por que sentimentos são tão difíceis de lidar?” Elsa resmungou mais para si própria que para Esmeralda, que cerrou os olhos.

“Questão de prática. Você, infelizmente, não tem tanto tato” Esmeralda piscou pra mulher, antes de voltar a se sentar e mexer no computador.

Elsa se sentiu pessoalmente ofendida.

No horário do almoço, pensou em ligar para Anna, mas ela provavelmente estaria começando seu expediente. Começou a digitar um SMS atrás do outro, salvando alguns no rascunho. Queria enviar um poema de desculpas ou um ursinho abraçado em um coração.

Isso era brega.

- lamento muito mesmo anna.  
[excluir/sim].

- eu sou uma idiota insensível, anna. almoço?
[excluir/sim].

- gostaria de conversar. posso passar no seu serviço depois?
[excluir/sim].

- está chateada comigo?
[excluir/sim].

Maldito seja quem colocou o limite de 120 caracteres. Poderia mandar um e-mail explicando tudo que estou sentindo e porque fiz aquela pergunta estúpida, mas... Não tenho o endereço de email dela... Anna possivelmente não tem um FAX, mas o Eight Legend pode ter! Mas... Acho que isso não seria eticamente aceitável. Será que se eu aparecer em seu apartamento o porteiro me deixaria subir? Eu poderia esperar no lance de escadas ou em sua porta, ou... Me sinto uma maldita stalker fodida.

A loira decidiu que não estava com fome suficiente para sair e buscar almoço em algum restaurante da região. Observou o momento em que Esmeralda entrou no elevador para descer e saiu do seu escritório, descalço e esticando as pernas. Usou a chave mestra para abrir as gavetas da mesa, buscando o controle da televisão da sala de espera. Buscou o canal MTV, a fim de descobrir do que se tratava.

Não estou contigo, mas posso te manter próxima, Anna. Amenizar a dor.

Finalmente localizado, o canal exibia o rosto da Madonna quatorze anos mais jovens. No canto inferior direito, o nome da música: LIVE TO TELL, 1986. Indicado ao American Music Award de Single de Pop/Rock Favorito, era a música do quadro de Músicas Que Marcam.

- If I ran away I'd never have the strength to go very far.
Se eu fugisse não teria força para ir muito longe,

- How would they hear.
Como eles poderiam escutar

- The beating of my heart?
As batidas do meu coração?

 “Mas que merda” Elsa protestou de prontidão, desligando a televisão e jogando o controle em cima da mesa, que soltou um baque alto antes de cair no chão e perder as pilhas. A loira revirou os olhos e entrou no escritório, batendo a porta com uma força desproporcional.

O que a paixão não faz [2].

13 de agosto de 2017

 


Notas Finais


Queria agradecer e das as boas-vindas às novas leitoras Jesyth e KarenEladia <3
A música é uma das poucas que eu conheço da Madonna. Eu tinha colocado outra, recomendada pela Tia dos Romances, mas como perdi o capítulo eu não consegui retomar a ideia que eu tive. Desculpa tiaaa, mas obrigada por recomendar as músicas. São lindas.
No mais, deixem comentops gente, porque só quem é top comenta né nom?
Até o próximooo


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