História Squeeze play - Capítulo 2


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Categorias Originais
Exibições 12
Palavras 1.741
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eu sei que o começo ficou bem enrolado, mas eu queria fazer com que os ambientes não mudassem tao rapidamente, srry por qualquer erro.

Capítulo 2 - Première réunion


Mesmo sabendo que meu trabalho começava apenas as dez horas, meu corpo automaticamente levantou as sete eu não vi mal algum nisso, aliás preferia, gosto de aproveitar bem o dia e deixar as coisas tudo em ordem (Virgiano feels). Estiquei meus braços por cima da minha cabeça e sorri.

-bonne journée para mim – fui ate a piazinha do banheiro e minha cara estava toda inchada e meu cabelo bagunçado, peguei a escova de dentes e espremi a pasta nas cerdas e enfiei na boca escovando rápido, o chão estava bem gelado e úmido eu brincava com os dedos dos pés encolhendo eles. Quando terminei limpei a boca e sai pra sala pegando o notebook e o ligando enquanto me jogava no sofá. Novos emails de pedidos de impressão e fanarts  NO.06 ? ». Depois de pesquisar mais um pouco sobre o tal pedido da fanart enviei o preço e olhei pro relógio que dizia que eram sete e oito da matina.
 
Maionese e Mignon começaram a arranhar meus pés miando, os dois são gatos persas, Maionese tem o pelo branco e olhos azuis, Mignon é amarelo com os olhos da mesma cor. Eu os encontrei a um ano na praça em meio a umas plantas, volta e meia os dois saem pela janela de casa e depois voltam. As pessoas podem considerar eles domésticos, mas são duas pestes que não param.. mes passado quase acabaram com meu carregador de novo.
 
Me levantei e fui abrir a porta da varada para os dois saírem, me encostei na sacada de ferro enferrujado e fechei os olhos para sentir o sol esquentando o meu rosto e a brisa fresca passava beijando minhas bochechas e meu pescoço. Apoiei meu rosto em meus punhos e abri os olhos, percebendo que alguém que passava na rua me olhava, como estava sem os óculos não pude ver quem era, entao apenas sai da varanda e andei ate a cozinha, enchi um copo com leite e esquentei no microondas, liguei o rádio e começaram a tocar umas músicas para "acordar", me encostei ao balcão e retirei o caneco de dentro do aparelho e bebi o leite.
 
~~
 
-Se você não beber leite, não vai crescer nunca idiota
 
-e-eu vou crescer sim, voce vai ver !!!- bufei enchendo as bochechas com ar
 
-hahahaha
 
~~
 
-Ahm.. porque lembrei disso agora ? –pendi a cabeça para o lado e soltei um riso
 
 

Bebi o último gole e lavei a louça, fui até o quarto e peguei a mochila e coloquei a minha carteira um pen-drive, camera e um caderno de esboço com uns lapis e borrachas junto. Fechei a mochila e a deixei na cama, entrei no banheiro e tomei uma ducha rápida e logo sai e me vesti. Joguei a bolsa nas costas calcei um tenis e sai. Do lado de fora no corredor a vizinha tinha acabado de chegar com uma sacola que saia um cheiro maravilhoso de pão.

 

-Vai sair Marc ?- disse girando a maçaneta

-Oui.. voce poderia..

-Abrir a porta para os gatos ? – ela fechou os olhos e sorriu- Claro !

Quando eu ficava fora por algumas horas e pra evitar que os gatos fiquem muito tempo sem comer , ela os deixa entrar na sua casa para comer ou dormir, as vezes sinto que é um grande incomodo.

-Bom.. eu já estou indo. Plus tard – ela acenou e eu fui em direção as escadas
 
Sai do prédio e fui em direção a estação de trem, esperei ele por doze minutos, peguei e fui pro oeste da cidade, tinha um lugar que eu gostava de ir pela parte da manhã, era perfeito para tirar fotos e só eu o conhecia. Mais dez minutos de viagem até lá, enquanto esperava senti um arrepio e meus pelos da nuca ficaram em pé. Ce que le baiser. Olhei ao redor com a sensação de estar sendo vigiado, mas era impressão minha, o vagão estava quase vazio, me sentei e encostei a cabeça no vidro da janela, deixando meu queixo empinado. 
 
- - - - - - -
 
Era um campo aberto que dava para o Mar, ficava logo atras de uns prédios abandonados, tinha um lindo jardim florido e arvores. O vento passava correndo por ali como se gostasse de brincar com as folhas, me sentei no chão e escorei as costas no tronco da arvore, joguei a bolsa na minha frente e tirei o caderno de esboço com meu material, desenrolei os fones de ouvido e conectei no mp3, selecionei a música de finalização de NO.06 : Roku tousei no Yoru.
E comecei a desenhar. Levei vinte minutos fazendo o esboço principal, eu estava usando o campo como base de fundo para a Fanart^. Quando terminei guardei caderno e tirei a câmera da bolsa, fotografei o lugar de vários ângulos, era algo que eu já queria fazer faz um tempo, continuei andando mais a frente até que vi uma pessoa deitada na grama, não me arrisquei de chegar perto. Era um rapaz de cabelos cinzas e pele alva, usava um casaco preto grande e seus braços estavam abertos como se esperasse que o céu lhe abraçasse os olhos estavam fechados e na sua bochecha esquerda tinha um sinal.
 
était un ange? – sussurrei para mim mesmo enquanto apalpava meu peito a procura da camera
 
Inconscientemente  tirei uma foto sua, aquela cena era tão bonita e me fez pensar se poderia desenhá-lo depois. Me lembrava de um livro com contos mitológicos que ganhei do sr. Luis no meu aniversário.  

Senti meu rosto formigar e minha orelhas queimarem ao imaginar como uma cena do próximo capitulo do mangá.Me assustei quando vi que ele tinha se levantado, por sorte estava sentado de costas para mim. Seu cabelo estava balançando fazendo com que a nuca ficasse nua e uma marca fosse revelada, sua mão massageou o ombro direito "é agora" pensei e tirei outra foto. (Algo um tanto estranho, tirar fotos de um desconhecido)

Me levantei rápido e sai de forma que ele não escutasse. Olhei de novo para trás e o rapaz havia sumido.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - -

 

Passei o meu expediente todo pensando no que tinha acontecido pela manhã, clientes chegavam e eu conseguia deixar esse ocorrido longe de minha mente. O Sr. Luis percebeu que eu não estava concentrado o suficiente e me perguntou se estava bem, eu dei um sorriso quadrado e respondi que sim

Arrumei todos os mangás por ordem alfabética e limpei os fundos, consegui vender mais de 37 exemplares de shoujo, bati meu próprio recorde. Quando estávamos perto de fechar chegou mais clientes pedindo por livros de literatura, como o meu colega de trabalho tinha saído cedo por problemas pessoais (ele que cuidava da literatura) eu o substitui. Uma moça de cabelo castanho claro queria comprar um livro para presente.

-Voce tem “O Morro dos ventos uivantes?” – sua voz soou rouca

-Oui! – a acompanhei até o local e retirei o livro para ela

-Obrigada – sorriu com os olhos fechados. Levei ela até o caixa e fiz a operação.

-Quer que eu embrulhe?

-Sim, porfavor... vocês tem marcadores?

-Oui! – peguei uma caixa cheia deles e a mostrei

-Todos são únicos? – me encarou

-Apenas esses aqui – mostrei dois marcadores, um branco com as bordas em prateado com o nome da livraria no rodapé e um vermelho com azul com o mesmo nome. A moça olhou e apontou para o branco

-Quanto é esse?

-Eu posso deixar incluído junto ao livro você não pagaria separado- expliquei

-Ohh!!

Eu embrulhei o livro com o marcador dentro e a entreguei, ela agradeceu e saiu da loja. Eram dezessete e quarenta, faltava vinte minutos para fechar. Fui para a seção infantil onde vários livros estavam espalhados, me sentei no banquinho e comecei a arrumar tudo. Ouvi a porta da livraria abrindo e quando ia me levantar para ir atender o Sr. Luis me interrompe

-Pode deixar Marc, eu atendo!

-Oui!

Terminei de colocar os últimos livros e fui até a frente da loja

-Sr. Luis posso terminar por aqui? – cheguei perto dele tirando o avental e levantando o rosto

Ele estava com um cliente, olhou pra mim e assentiu com a cabeça.

Sorri e fui aos fundos guardar o uniforme. No caminho de volta para casa passei em uma gráfica e imprimi o mangá para enviar para a cliente, esperei por 20 minutos para deixar tudo bem bonito e dentro de um envelope amarelo.

- - - - - - - - 

Cheguei no prédio onde morava e fui a casa da vizinha pegar os gatos, quando ela me atendeu Maionese escalou e posou em meu ombro, Mignon saiu e esperou a frente do meu apartamento.

-Desculpe o incomodo - abaixei a cabeça

-Oh! Querido.. não se preocupe -ela riu

-Tenha uma boa noite - girei sob os calcanhares e fui a minha porta, bati a mão nos bolso do casaco e tirei a chave. Entrei em casa e joguei o par de tenis e a mochila junto ao sofá, tirei o casaco e pendurei atras da porta. "Oh céus eu apenas tomei um copo de leite durante o dia todo". 

Fui até a cozinha e um prato de carne moída com arroz que estava guardado pra casos de "emergência", pus o prato no microondas e o deixei esquentar por quarenta segundos, tirei um copo de suco de uva  e o deixei encima da mesa. Peguei meu celular para ver as novas mensagens "Droga.. eu deixei ele em casa" . O aparelho piou avisando que a comida estava pronta, me sentei a mesa e comecei a comer enquanto via o que eu tinha perdido. Quatro chamadas perdidas, todas de Emilie. Nove emails novos: Pedidos.. pedidos.. e ... um e-mail de uma escola?????

Arregalei os olhos e me engasguei, tomei um grande gole de suco de uva e me levantei da mesa batendo o joelho na perna da mesma. Abri o e-mail rapidamente e comecei a ler.

"Boa Tarde. Me chamo George Horze e sou parte da equipe de RH da escola Saint Mary High School. Desculpe por ser intrometido, mas foi me informado que o Sr. está a procura de um cargo como professor de artes. Queria pedir se seria possível que comparecesse o mais rápido possível para uma entrevista para coletarmos as informações necessárias para poder lhe dar essa oportunidade. Att. Diretor da equipe de RH"

 


Notas Finais


bonne journée - Bom dia
Plus tard - Até mais tarde
Ce que le baiser - Mas que porra
était un ange? - era um anjo?
- - - -

Eu realmente tentei deixar ela mais longa mas acho que me enrolei um pouco. Espero que tenham gostado <3


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