História Sr. Bieber - Terceira Temporada - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Exibições 1.522
Palavras 3.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura !!!

Capítulo 21 - Monstro


Fanfic / Fanfiction Sr. Bieber - Terceira Temporada - Capítulo 21 - Monstro

Gwendolyn Bieber

O local não é mais uma casca vazia de gesso e chão de madeira rústica. Agora, é um espaço suntuoso, adornado com material de primeira qualidade, todo preto e dourado. Caminho por ele com cuidado, olhando em volta, absorvendo o espaço deslumbrante. A enorme cama que desenhei adquiriu forma e domina o quarto, arrumada com uma colcha de cetim dourado, com copos de leite negros bordados em toda sua extensão. As janelas são protegidas por cortinas pesadas, do mesmo material que a colcha, e o chão é macio, fazendo meus saltos afundarem. Olho para baixo e vejo que estou sobre um tapete imenso e grosso, tão espesso que quase não consigo ver meus pés. Nas paredes, encontro o papel que escolhi em uma delas e, nas demais ma pintura dourado-suave, combinando com a roupa de cama e as cortinas. É quase uma réplica do meu primeiro esboço. Viro-me para olhar para Justin.

– Foi você quem fez isso?

Ele fecha a porta silenciosamente.

– Dei o seu desenho a uma pessoa para que o criasse. Está próximo?

– Está. Quando? – pergunto.

– Não importa quando. Você gostou? É isso o que importa – ele está tentando obter uma reação, parecendo um tanto cauteloso e talvez um pouco nervoso.

– Está perfeito.

Ele estava mesmo nervoso, porque agora relaxou visivelmente.

– É nosso.

Arregalo os olhos.

– Nosso? – o que ele quer dizer com isso? Quer que moremos aqui? Eu não vou morar aqui.

Ele deve ter percebido minha preocupação, porque sorri de leve.

– Ninguém esteve nem jamais estará neste quarto. Ele é nosso. Se eu estiver trabalhando e você estiver aqui comigo, talvez queira dormir ou descansar.

– Você quer dizer quando eu estiver com os tornozelos inchados ou exausta por carregar muito peso?

Começo a contemplar o fato de que vamos ter um bebê, estamos começando uma família e o Hotel será uma presença importante em nossa vida. O pai do meu bebê é dono de um clube de sexo. Depois que ele nascer, nunca o trarei para cá, e com Justin trabalhando, jamais o verei. Ele dificilmente nos verá. Os sentimentos de insegurança aterrorizantes ainda estão dormentes, mas com essa súbita realização, eles podem aparecer com força e me fazer recuar. Ele nunca vai vender esse lugar, já confirmou isso. Era o filho de Adam.

– Digo, se precisarmos, ele estará aqui.

Não quero precisar desse quarto. Se nunca estivéssemos aqui, jamais precisaríamos dele. Não digo isso em voz alta, no entanto. Ele fez tudo isso por mim; então, tiro os olhos de seus olhos mel pensativos e os dirijo para as paredes dourado-claras. Não há objetos de arte, telas ou peças decorativas.

Exceto a cruz.

Meus olhos se fixam no imenso crucifixo de madeira escura e noto que, em cada extremidade da parte horizontal, mais ou menos a dois terços da altura total, há algemas douradas e brilhantes. Pedaços de metal gravados com uma decoração intrincada, presos às pontas para manter algo no lugar.

Para manter alguém no lugar.

Volto-me lentamente para Justin e vejo que ele não tirou os olhos de mim, observando com cuidado, buscando minha reação à peça de arte.

– Por que isso está aqui? – pergunto, em voz baixa.

– Porque eu mandei colocar – a voz dele é tão fraca quanto a minha, e suas mãos estão escondidas nos bolsos, as pernas ligeiramente abertas.

– Por quê?

– Pensei que pudesse... ajudar – seus olhos estão cheios de intenções e ele morde o lábio.

Ajudar? Com o quê? E como um crucifixo de madeira pode ajudar em quaisquer dos problemas que temos, ainda que eu não saiba muito bem no que precisamos de ajuda? No entanto, minha confusão não impede meu coração de acelerar. Ele está ali, parado, com o desejo escrito em seu rosto perfeito, e isso causa estrago em meus sinais vitais.

– E nós precisamos de ajuda com o quê? – minha voz é um murmúrio rouco, cheio de excitação.

Todos os sinais vitais despertam ainda mais quando ele vem lentamente em minha direção.

– Você quer sexo selvagem – ele diz, em um fio de voz –, e eu não me sinto muito confortável em fazer isso com você esperando um filho meu. – Ele tira os sapatos e as meias, depois o paletó, colocando-o sobre a cama. – Então, pensei com carinho e criei a transa de compromisso.

Minha respiração falha na garganta e, por alguma razão que desconheço, dou um passo para trás. Não sei por quê... Confio nele, mas fico um pouco chocada com suas intenções óbvias.

– Não entendi.

Ele tira a gravata e começa a desabotoar a camisa lentamente.

– Você vai entender – ele deixa a camisa aberta, provocando-me com apenas uma faixa de pele à mostra, e atravessa o quarto, abrindo um armário e mexendo em algo. Então, o quarto todo é tomado por uma música espiritual e provocante.

Fico tensa.

– O que é isso? – pergunto, mas ele se volta para mim, buscando o meu corpo e respirando em mim.

– Isso é “Sexual Afterlife Mix”, de Amber. Bem apropriado, não acha?

 Eu não poderia concordar mais, mas a minha boca se recusa a funcionar para que eu possa dizer isso a ele.

– Não precisa sempre ser selvagem, Gwen. Eu estou no comando, independentemente de como faça sexo com você – ele me faz recuar alguns passos e me posiciona diante da cruz. – De qualquer forma, não é da pegada selvagem que você gosta, mas de eu te possuir assumidamente.

A voz dele é grave e decidida como deveria ser. Ele tem toda razão. É o poder que ele tem sobre mim, não apenas o poder de seu corpo.

– Nunca mais terei uma transa de lembrete? – pergunto, tão grave quanto ele, mas nem de longe tão decidida quanto.

Seus lábios se abrem em um sorriso disfarçado.

– Você pretende me desafiar de novo?

– Provavelmente – suspiro.

– Então, é claro que terá, minha sedutora – ele responde, pondo o dedo sob meu queixo e levantando a minha cabeça para ficarmos cara a cara. – Se eu quiser te foder com força e te fazer gritar, eu vou fazer isso. Se eu quiser fazer amor com você, Gwen, e te fazer ronronar, eu vou – ele pousa os lábios nos meus e eu fecho os olhos, já sem fôlego. – E se eu quiser te prender nessa cruz, eu vou – ele desce o zíper do meu vestido devagar, antes de tirá-lo e de agachar com ele para que eu saia de dentro da peça. Ao se levantar, ele segura as minhas mãos e beija meu anel de casamento. – E você é minha, então, posso fazer o que quiser com você.

Meus olhos ainda estão fechados e eu estou de cabeça baixa. Minha respiração está fraca e superficial e meus ouvidos, saturados com os tons sensuais da música calma. Minha pele grita por seu toque. Ele pode fazer o que quiser. Pode me possuir como achar melhor. 

Sinto que ele tira o meu sutiã e ergue minha mão com cuidado para prendê-la à primeira algema. Um clique indica que ela está no lugar, e ele me beija antes de guiar minha mão livre para a outra algema.

Estou exposta na cruz, à mercê dele, mas estou cem por cento segura e cem por cento confortável.

 – Olhe para mim, Gwen – ele sussurra, acariciando a minha face.

Minhas pálpebras pesadas se abrem e me deparo com mares mel de puro amor.

 – Diga-me que nunca fez isso antes. Este é o único pensamento em minha mente que poderia me distrair. No tempo em que fiquei no salão aberto, não vi nem traço dessa intensidade ou grau de intimidade entre duas pessoas, mas foi por poucos minutos; embora eu tenha testemunhado bastante intensidade, não havia o amor. Nós temos esse amor.

Ele me segura pela nuca e traz meu rosto para bem perto do dele, sem que se toquem.

 – Nunca – sua boca encontra a minha com ternura e eu fecho os olhos, abrindo-me sem reservas para seus lábios carnudos, mas sem agitação. Sinto-me calma e serena enquanto ele explora languidamente a minha boca, rolando a língua, lambendo-me e afastando-se, antes de mergulhar em mim novamente e continuar me seduzindo sem pressa. Não consigo tocá-lo, mas isso não me incomoda em nada. Ele me segura firme pela nuca, beijando-me como se eu fosse de vidro, enquanto eu não tenho o menor contato físico com ele. Sua boca me oferece tudo de que preciso. Não tenho urgência de querer um contato mais firme. Assim está perfeito.

 Levando a boca ao meu ouvido, ele passa a língua pela minha orelha e eu pressiono o rosto na direção dele, sua barba por fazer me conforta, bem familiar. Estou arrepiada, cada parte de minha pele vibrando com a dança erótica de seus lábios. Então, eles deixam a minha orelha e ele se afasta.

 – Olhos nos olhos, Gwen.

 Abro os olhos imediatamente, com um pouco de esforço, e o vejo tirar a camisa, a pele macia, tonificada e ligeiramente bronzeada invadindo a minha visão, que explora cada centímetro da vastidão de seu peito, passando pelos músculos peitorais, pelo abdômen, pela sua cicatriz... Essa paisagem me faz procurar uma posição melhor e desejar não estar presa. Ele me distrai de minha necessidade de tocá-lo desafivelando o cinto, abrindo o botão da calça e descendo o zíper, em seguida baixando a calça por suas coxas robustas.

Ele está diante de mim, nu e implacavelmente fenomenal. Não estou mais serena. Tento reprimir o instinto de me rebelar contra as algemas e gritar para que ele me toque. Justin deve ter notado que estou a ponto de perder o controle, porque imediatamente pressiona seu corpo contra o meu e olha em meus olhos desesperados.

– Deixe que a música te domine novamente, Gwen. Controle-se.

Eu tento, mas com seus músculos envolvendo meu corpo contido é bastante difícil.

 – Não consigo – admito, sem me envergonhar. Não sinto vergonha dele. Estou consumida. Fecho os olhos outra vez, tentando tirar forças da minha fraqueza para poder obedecê-lo. De repente, minhas mãos estão quentes e percebo que suas palmas cobrem meus punhos cerrados. Flexiono-os, sem dizer nada, demonstrando cooperação, e ele me solta e corre os dedos suavemente pela parte interna dos meus braços. Uma onda de arrepios segue seus gestos, até ele chegar ao meu peito e cobrir meus seios com as mãos. Ainda estou de olhos fechados, mas sei que sua boca vem para mim. Posso sentir seu hálito na minha pele à medida que ele se aproxima. Sinto o calor inconfundível de sua boca sobre meu seio direito. Sua tática é exata. Ele me suga profundamente, depois rola a língua em torno do mamilo e se afasta para beijá-lo com carinho antes de repetir os movimentos de sugar, lamber e beijar. Minha cabeça pende para trás e dou um suspiro grave, um ruído rouco de entrega. Absorvo as carícias que ele me faz com tanta atenção e apenas suspiro, deixando a cabeça pender livremente. Uma vibração se instala entre as minhas pernas e cria uma pulsação constante.

Sinto seus dentes se fecharem dolorosamente em meu mamilo e levanto a cabeça, com um gritinho. Ele não me solta, embora seja óbvio que está doendo. Ele apenas assiste, por baixo dos longos cílios, meu esforço para sublimar a pressão. Não vou me render. Não vou lhe pedir que pare. Então, bloqueio a dor e retribuo o seu olhar com determinação, e quando ele sorri, sem tirar os lábios de mim, vejo que estava certa em enfrentá-lo. Ele solta meu mamilo e o sangue volta a circular, graças à forma como ele o suga de volta à vida, e eu dou um gemido baixinho.

 – Minha menina bonita está aprendendo a se controlar – ele pondera, tirando minha calcinha e dando um toque em cada tornozelo para que eu levante os pés, um de cada vez. Faz uma trilha de beijos entre meus seios, subindo pelo meu pescoço e de volta aos meus lábios. Enquanto isso, me apalpa delicadamente e introduz dois dedos em mim. Começo a arfar imediatamente.

 – Shhhh... – ele sussurra. – Apenas sinta, Gwen. Sinta todo o prazer que te proporciono – ele retira seus dedos e depois os introduz outra vez, com mais profundidade. Ele é doce e comedido, mas meus músculos internos se moldam a ele com urgência. Eles logo desaparecem, mas, antes que eu possa protestar, sinto a glande úmida roçar a ponta do meu clitóris. Ele inspira rápida e profundamente, o que não me passa despercebido, mas estou inebriada demais com seu toque cálido para pedir que se controle. Adoraria dizer-lhe para se controlar. Ele se orienta, rolando a cabeça rija pela minha fenda, aproximando o rosto do meu e arfando sobre os meus lábios. Nossos olhares se cruzam em completa adoração, enquanto ele lentamente baixa a boca até a altura da minha e me beija. É um beijo apaixonado, cheio de calor e devoção.

 Desta vez, nós dois grunhimos, perdemos o fôlego e buscamos uma posição melhor para nos manter em pé.

– Tudo bem com os seus braços? – ele murmura na minha boca.

– Sim.

– Está pronta para eu te possuir, Gwen? Diga-me que está pronta.

 – Estou pronta – estou flutuando.

Ele flexiona as pernas e paira à minha entrada, e então deixa os meus lábios.

 – Abra os olhos para mim, Gwen.

 Eu obedeço instantaneamente, o magnetismo dos olhos dele puxando os meus para onde deveriam mirar. Sinto-o abrir-me sem pressa e deslizar para dentro de mim.

 – Oh, Deus! – mal consigo respirar. Mantenho o contato visual e me recuso a quebrar a incrível sensação de intimidade.

 – Jesus... – ele enche as bochechas de ar, balança a cabeça de leve e uma camada de suor surge em sua testa no momento em que se agarra firmemente à parte de trás das minhas coxas e me levanta para enlaçá-lo pela cintura. Ele se afasta ligeiramente e me invade com um gemido grave e gutural, baixando a cabeça e mordendo o meu pescoço. Minha cabeça pende para o lado naturalmente, meus olhos se fecham, e ele desenha com a língua uma linha reta que vai até logo abaixo da minha orelha, terminando com um beijo. – Eu dito o ritmo... – ele murmura – e você me segue.

Suas palavras me fazem engolir em seco e capturar sua boca em total idolatria, enquanto ele me premia com as investidas consistentes, calmas e controladas de seus quadris.

Dentro e fora. Dentro e fora. Dentro e fora.

 Quando estamos assim, nada nem ninguém mais existe. Estamos cercados por essa música relaxante, estamos calmos, mas também estamos suados, um corpo deslizando no outro, e tresloucados de prazer.

Ele sai e entra novamente, preenchendo-me totalmente a cada estocada perfeita. Meu coração também está repleto. Repleto de um amor feroz, poderoso e imortal.

Ele me penetra mais uma vez, mas agora ouço uma inspiração clara e forte.

– Você vai gozar – minhas palavras saem num fôlego só.

– Ainda não – observo seus olhos se fecharem, bem apertados, e a ruga de expressão marcar sua testa de um lado a outro, mas ele mantém seu ritmo estável. Está notavelmente controlado, mas eu busco rapidamente o que quero. Só de olhar para aquele rosto, sou lançada em uma espiral descendente, e agora temo chegar lá antes dele.

 Tomo fôlego e colo meus lábios nos dele outra vez. Agora sou eu quem o provoca e ele aceita prontamente. Sua língua entra na minha boca e imita os círculos grandes que varrem o interior dela. Ele crava os dedos nas minhas coxas e me ergue mais um pouco, para ter mais apoio. Em seguida, me ataca com firmeza e grita em minha boca. Eu liberto seus lábios e encontro refúgio na junção de seu ombro e pescoço, com um grito abafado, enquanto sou tomada por espasmos febris. Ele se esfrega em mim com força, retira-se lentamente e volta a me golpear, completamente sob controle.

 – Meu Deus do céu! – ele murmura, recuando para, em seguida, me penetrar, com precisão e experiência, mais uma enlouquecedora vez.

 – Justin! – mordo seu ombro com força, enquanto desfruto das pulsações violentas que irrompem por todo o meu corpo. Ele se contorce, grita e aperta as minhas coxas quando goza. Sinto sua essência tórrida me preencher, aquecendo-me, completando-me. Estou mole, com a cabeça nas nuvens, mas, estranhamente, sinto-me mais forte do que nunca.

 Seu rosto está enterrado no meu pescoço e o meu no dele, e, apesar da calma dessa sessão de sexo, o final não foi uma progressão calma em direção ao orgasmo nem uma frenética corrida em busca da explosão. Nós encontramos um meio-termo, um misto do Justin puro e gentil e do senhor dominador que eu adoro.

 – Isso foi perfeito – eu sussurro ao seu ouvido. Preciso muito abraçá-lo, mas não preciso pedir. Ele já está me segurando com um braço e libertando-me com o outro. Depois, troca o braço que me apoia e liberta minha outra mão. Apesar da leve dor e da dormência em meus braços, eu, ainda o abraço, segurando seus ombros fortes. Prendo-me totalmente a ele, minhas pernas se apertam e meu rosto se aninha em seus ombros, e ele me leva para a cama e me deita, antes de vir sobre mim. O cetim frio é uma sensação bem-vinda em minhas costas quentes e suadas e não escapa à minha percepção que ele não solta todo o seu peso sobre mim, optando por se segurar na área que cobre a minha barriga.

 – Gostando do nosso quarto? – ele pergunta, com o rosto nos meus cabelos.

 Dou um sorriso para o teto.

– Podemos colocar um berço aqui? Sabe, para quando trouxermos o bebê para o hotel... – pergunto justamente para lançar uma isca, e a julgar pela tensão em seu corpo e pela mudança na respiração, a isca já está lançada e ele vai refletir sobre o que eu quero que ele reflita.

Ele se ergue nos braços e cai de lado, apoiando a cabeça na mão e no cotovelo. A ponta de seu dedo faz círculos em torno do meu umbigo, enquanto ele me estuda.

 – Já disse que sarcasmo não combina com você, Gwen.

 Assumo a expressão mais inocente que consigo. Sei que não vai fazer a menor diferença, mas ele captou exatamente o que eu queria dizer.

– Só fiz uma pergunta...

Suas sobrancelhas se erguem e seus olhos sérios descem por meu corpo para assistir à rotação do próprio dedo.

 – Sua barriga já está aparecendo.

 – Não seja idiota! Estou grávida há tão pouco tempo... – encolho-me no colchão, com um ruído ofendido.

 – Não estou sendo idiota – ele me acaricia com a mão toda agora. – É bem leve, mas está aí – ele se inclina e beija meu ventre, antes de voltar a apoiar a cabeça no braço. – Conheço este corpo e sei que está mudando.

 Fecho a cara e olho para a barriga, mas, para mim, continua perfeitamente lisa. Ele está vendo coisas.

 – Como quiser, Justin – não vou discutir com ele depois de um momento tão perfeito, ainda que eu queira lhe dar um tapa por insinuar que já engordei.

Ele se inclina outra vez e deixa a cabeça bem próxima ao meu ventre.

– Vê só, amendoinzinho? Sua mãe já está aprendendo quem manda.

 – Nada de amendoim! – levanto a cabeça e olho feio para ele, mas Justin sorri para mim. – Pense em outro apelido. Você não vai se referir ao nosso filho com o nome de algo terrível pelo qual você tem obsessão e que devora todo dia.

 – Eu tenho obsessão por você. E também te devoro diariamente, mas não vou chamar nosso bebê de sedutorazinha teimosa.

– Não, isso seria errado, mas pode chamá-lo de bebê – também estou sorrindo agora.

 Ele se levanta e senta sobre os meus quadris, prendendo os meus punhos, mas ainda sem soltar o próprio peso sobre a minha barriga.

 – Deixe-me chamar nosso filho de amendoim.

 – Jamais.

– Precisando de uma transa de lembrete?

– Sim, por favor – respondo ansiosa demais, aumentando o sorriso.

Ele ri e me dá um beijinho inocente.

– A gravidez está te transformando em um monstro. Vamos. Minha esposa e meu amendoinzinho devem estar com fome.

 – Sua esposa e seu bebê estão mesmo com muita fome.

Seus olhos mel brilham e ele me puxa da cama, vestindo-me antes de colocar a cueca, a calça e a camisa. Dou um passo na direção dele e afasto suas mãos do colarinho, assumindo a ação de abotoá-la, sob o seu olhar atento. Eu o abraço e encosto o rosto no peito dele para enfiar a ponta da camisa para dentro da calça, levando o tempo necessário para fazê-lo parecer apresentável.

 – Cinto? – pergunto, afastando-me dele. Ele se agacha e o pega no chão, entregando-o para mim, com um sorriso divertido. Pego o cinto, retribuindo o sorriso, e começo a passá-lo pelos passantes da calça, antes de afivelá-lo.

– Pronto.

– Não, não estou – ele aponta para os sapatos. – Se vai fazer um trabalho, faça direito.

Ignoro sua insolência e o empurro para que se sente na cama. Depois, ajoelho-me diante dele e começo a calçar suas meias.

 – Assim está bom para você, senhor? – arranco alguns pelinhos do final de sua canela. Ele se contorce.

 – Ai, porra! – ele esfrega a canela dolorida. – Não precisava fazer isso.

– Não seja fresco, e olha essa boca. – respondo, seca, calçando seus sapatos antes de me levantar.

Ele se levanta em seguida, ajeitando os sapatos nos pés, pegando o paletó e guardando a gravata no bolso, com uma cara feia para mim o tempo todo.

 – Você é mesmo um monstro.

 Dou um sorriso doce, fazendo-o amenizar a careta e também esboçar um sorriso.

– Pronto? – pergunto.

 Ele balança a cabeça e me dá a mão, levando-me para o bar.


Notas Finais


primeiramente muito obrigada pelos favoritos e comentários, fico feliz em vê que temos algumas fantasminhas deixando a vergonha de lado.

preferem #BabyAmendoinzinho ou #BabySedutorazinhaTeimosa KKKKKKKKK Prevejo a Gwen ficando louca.

XOXO


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