História Sr. Bieber - Terceira Temporada - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Exibições 2.121
Palavras 4.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura

Capítulo 7 - É a minha vida


Fanfic / Fanfiction Sr. Bieber - Terceira Temporada - Capítulo 7 - É a minha vida

Gwendolyn Bieber 

Justin me empurra na cama e tira minha calcinha e meu sutiã com a mesma rapidez que se despiu. Ele trabalha com urgência, mas ainda não me parece rápido o bastante. Minha impaciência é minha ruína. Isso e sua gloriosa nudez diante de mim. Preciso tocá-lo. Sento-me novamente, acaricio seu traseiro duro com ambas as mãos e o puxo para mim, de forma que ele fique em pé entre as minhas pernas abertas, seu abdômen no nível dos meus olhos. Eu o beijo ali e faço uma trilha com os lábios por sua cicatriz, que não me impressiona mais. É uma imperfeição importante, um desvio na perfeição de seu corpo, mas que só o deixa mais perfeito para mim. Meu perfeito Adônis imperfeito. Meu Deus. Meu marido.

Sinto seus dedos se embrenharem pelos meus cabelos e meus olhos se fixam na firmeza de seus músculos abdominais, depois nos peitorais, antes de chegarem aos seus olhos cheios de... amor. Não é voracidade nem necessidade carnal. É amor.

Ele não vai me comer, ele vai fazer amor comigo, o que é muito bom, mas eu estou desesperada por sua ferocidade, desesperada para que ele pare de me tratar como se eu pudesse quebrar. Minhas mãos descem por seu tórax e se posicionam no V perfeito de seus quadris. Eu o beijo novamente sobre o estômago e sigo acariciando-o para cima, ficando em pé e subindo até sentir seu pescoço; então puxo-o para os meus lábios. Subo no colo dele com graça e prendo-me em sua cintura. Sinto seu braço me envolver, segurando-me, enquanto aceita minha necessidade do contato de nossas bocas.

Do contato forte de nossas bocas.

Do contato intenso de nossas bocas.

Do contato total de nossas bocas.

Ele não me deita na cama, mas me leva para o banheiro. Lá, senta-se na chaise longue e me deixa em pé, na sua frente. E olha para mim.

– Precisamos fazer as pazes – Justin me puxa para baixo e minha boca se choca contra a dele. – Ninguém jamais vai me impedir de ter você, Gwen – ele diz, em meio à colisão de nossos lábios e da batalha de línguas.

– Que bom – eu puxo seus cabelos, tentando trazer à tona seus instintos selvagens, os traços que amo tanto quanto o Justin gentil. Ele sabe o que eu quero e preciso nesse momento, ele sabe muito bem e ele vai me dar.

– Minha garota quer uma pegada mais forte – ele recua, e quem rosna dessa vez sou eu.

Ele me encara, arfando e suando, também querendo uma sessão de sexo selvagem. Posso ver em seu olhar. Seus olhos estão fervendo, as pupilas, dilatadas, em desespero. Eu o deixo desesperado.

Justin me puxa para baixo, gentilmente, e se sustenta em posição ereta, pronto para me penetrar, mas eu me reteso, impedindo-o de apoderar-se de mim. Posso estar desesperada por ele, mas ainda tenho de manter a cabeça no lugar, como tenho feito nessas últimas semanas. Ele não está usando camisinha e, a julgar pelo puxão mais insistente em meu braço, sabe exatamente por que estou me segurando. 

– Justin... – minha falta de fôlego entrega totalmente o desejo que sinto.

– Gwen, eu vou te possuir agora e você não vai me deter com pedidos bobos – ele me puxa para baixo de uma vez e sela nossos lábios, usando a boca com determinação. Eu não tento resistir e, realmente, não quero. Essa é provavelmente a transa intensa pela qual tenho esperado.

Ele mantém nossos lábios unidos e se ajeita para deslizar para dentro em um movimento certeiro. Minhas pernas naturalmente se enlaçam na cintura dele e travam-se pelos tornozelos, unindo-nos ainda mais.

– Oh, meu Deus – ele ofega na minha boca. – Perfeita. 

Perfeita mesmo. Eu sou imediatamente lembrada da sensação única de não ter barreiras entre nós. Pele com pele. Eu nele. Estou arfando em seu ombro e cravando as unhas em seus bíceps.

– Mexa-se – exijo. – Por favor, mexa-se.

– No devido tempo, menina. Deixe-me sentir você por um momento – ele diz, pegando minhas mãos e colocando-as em torno do seu pescoço, onde meus dedos naturalmente se enfiam em seus cabelos e os puxam de leve. Então, suas mãos grandes descem por meus seios e pousam na minha cintura. Ele me deixa imóvel. Os únicos sons no recinto são os da nossa respiração pesada. Sons ofegantes. Desesperados.

Apertando mais minha cintura, ele me ergue com um gemido profundo, antes de me deixar descer sobre ele outra vez. Meus olhos se fecham de pura satisfação e suspiro, tirando as mãos dos cabelos dele para apalpar seu peito firme. Depois, deleito-me em seus músculos sólidos e tensos, toda essa impecável dureza diante dos meus olhos, gritando para ser tocada, implorando para que eu sinta sua perfeição. Minhas mãos insaciáveis o acariciam por inteiro e se demoram em seus peitorais, enquanto sou empalada, lenta e meticulosamente.

– Não venha me dizer que isso não é bom – ele geme. – Nem tente me dizer que não é assim que devemos ficar – ele faz círculos com os quadris, sempre buscando me satisfazer. – Nunca.

– Não goze dentro de mim – digo, pois posso estar maravilhada com sua potência, mas uma pequena parte de mim ainda se mantém consciente.

– Não me diga o que fazer com o seu corpo, Gwen. Beije-me.

Ele me cega com suas palavras sensuais e seu poder sobre mim, e meu corpo se recusa a negar-lhe qualquer coisa. Ele tem o poder, e sabe disso. Minha boca cola na dele, assim como meu corpo, em um convite claro para que me tome como quiser. Ele recua com a cabeça, para manter nossas bocas em contato, enquanto me ergue e baixa mais uma vez. Solto um gemido alto dentro de sua boca. Não estou pensando direito. Minha mente está embotada por sua energia, por seu timing perfeito e pelas investidas de seus quadris, levando-me ao êxtase.

Sigo gemendo enquanto subo e desço sobre ele seguidas vezes. A pressão que ele exerce em minhas mais profundas entranhas são o prazer personificado.

– Você é tão gostoso – digo, ofegante. – Justin, quero que você me coma – preciso de mais força.

– Olha a boca, Gwen – vem a bronca. – Assim. Vamos ficar assim – ele fecha os olhos e enrijece ao meu toque. 

Está sendo suave demais e eu preciso de um ataque brutal. Preciso que ele me pegue com vontade. Há semanas que as nossas transas têm sido assim... suaves... e sei bem o motivo.

– Por que está sendo tão gentil comigo? – eu o acaricio com o rosto, beijando e chupando o pescoço dele.

– Sexo sonolento – ele geme.

– Mas eu não quero sexo sonolento – digo, sabendo que não vai surtir o efeito desejado. Sim, eu vou gozar, vou gemer de prazer e tremer sobre ele, mas quero mesmo é gritar quando chegar ao orgasmo. Preciso que ele me agarre, não que me acaricie. – Me fode, Justin!

Ele respira fundo e eu me forço para baixo, com força.

– Olha a boca, Gwen! Jesus!

– Sim! – confirmo minha intenção e me levanto, baixando-me determinada.

– Gwen! – ele me segura. – Não!

Posso senti-lo latejando dentro de mim, seu peito se expandindo contra o meu. Estou ofegando em seu pescoço, com os punhos cerrados em seus cabelos. Eu o abraço ainda mais.

– Pare de me tratar como se eu fosse de vidro!

– Mas pra mim você é, Gwen. Delicada.

– Não vou quebrar. Se não quebrei duas semanas atrás, não vou quebrar agora. – Tento me erguer, preciso de movimento, mas ele está me segurando. Essa é mais uma razão por que torço para não estar grávida. Não suporto isso. Levanto a cabeça e olho nos olhos dele.

– Mais forte. Preciso que você me penetre com mais força.

Ele balança a cabeça, negativamente.

– Suave, querida...

– Por quê? – pergunto. Será que ele vai admitir o que já sei?

– Porque não quero te machucar – ele sussurra.

Tento manter a calma. Não quer me machucar ou não quer machucar o bebê que ele pensa que existe, mas que pode nem existir?

– Você não vai me machucar – sinto-o relaxar ligeiramente e aproveito a oportunidade para me levantar e sentar sobre seu membro, com um grito de satisfação. Ele também grita. Sei que ele quer me penetrar com muito mais força, que quer ser mais brutal e possessivo, mas não o faz, e isso está me deixando louca.

– Caramba! – ele berra. – Puta merda, Gwendolyn! Não faça isso!

– Então, faça você! – Seguro seu rosto entre as mãos e o beijo com voracidade. Se eu me mantiver resoluta, posso convencê-lo. – Possua-me! – ordeno, deslizando minha boca por sua face.

Quando meus lábios voltam para a sua boca, ele os captura e sua língua me invade, frenética e urgente. Eu estou quase vencendo.

Em uma manobra maliciosa, afasto os quadris, deixando-os cair sobre ele outra vez, incitando um grito seco.

– É gostoso, não é? Diga que está gostoso.

– Por Deus, Gwen, não faça isso!

Eu subo e desço com mais força, mais intensamente.

– Hmmm, como é bom! – digo, sabendo que o estou enlouquecendo. Sei que é isso o que ele quer, porque, se não quisesse, já teria me impedido de continuar. – Preciso de você. 

Essas palavras são seu ponto fraco, como eu sabia que seriam. Ele solta um brado frustrado e assume o controle, apertando minha cintura e fazendo-me cavalgá-lo.

– Assim? – ele grita, quase com raiva, e sei que é porque não consegue resistir a mim.

– Sim! – eu grito também.

Ele se levanta de repente, com minhas pernas ainda firmes em torno de si, e caminha para o outro lado do banheiro, empurrando-me contra a parede.

– Você quer sexo selvagem, é?

– Quero... Quero que você me foda sim – eu berro, em frenesi, apertando o laço de minhas pernas e agarrando seus cabelos.

– Caramba, Gwen, pare com os palavrões! – ele se afasta e depois se enterra em mim com toda a força, uma vez e outra e mais outra. Meus gritos de satisfação ecoando pelo ar. – Está melhor assim? – ele vocifera, penetrando-me profundamente. – Foi você quem pediu, Gwendolyn. Assim está melhor? – ele está fora de si.

Estou presa contra a parede, recebendo seu ataque feroz e querendo muito mais. Tive duas semanas de Justin doce e já foi o bastante, mas não posso reclamar. Faço força para ir de encontro a cada uma de suas estocadas, sinalizando para ele que quero ainda mais forte. Quero muito mais selvageria.

– Responda, Gwen!

– Mais forte! – grito, puxando os cabelos dele.

Seus quadris movimentam-se repetidamente, e ele me penetra com ritmo e vigor surpreendentes. Vou ao delírio a cada uma de suas possantes investidas. Preciso compensar as duas semanas de suavidade e cuidado.

Meu ventre começa a queimar e eu sou tomada por um orgasmo que vem à tona tão rapidamente que nem me dá a chance de me preparar. Eu explodo e fecho os olhos bem apertados, a cabeça pendendo para trás e um grito desesperado saindo de mim.

– Ainda não acabei, Gwen – ele ofega, mudando a posição das mãos sob minhas coxas e avançando novamente.

Nem eu. Aquele orgasmo me deixou tonta, mas há outro a caminho, auxiliado por sua potência incessante. Busco seus lábios e o beijo com volúpia, apertando o enlace de minhas pernas a ponto de doer e baixando os quadris a cada subida dos dele, nossos gritos colidindo entre as bocas.

– Assim! – solto a cabeça para trás. 

– Oh, meu Deus!

– Olhe para mim! – ele ordena.

Obedeço imediatamente e aperto mais seus cabelos quando ele para, arfando e suando. O fogo em meu ventre diminui na hora, mas logo ele rosna e recua um pouco, o que me faz pensar que devo me preparar para mais força. E ele vem, mais poderoso que nunca. Minhas costas batem contra a parede e eu grito ainda mais uma vez, mas ele não me dá tempo para me recompor. Ele repete todo o movimento, recuando e depois me invadindo com determinação. Ele perdeu completamente o controle. Posso esperar todo o seu poderio. Ajeito meus punhos em seus cabelos e tento flexionar as pernas, dando-lhe o acesso que seu corpo demanda.

– Forte o bastante para você, Gwen? – mais um berro, acompanhado de outra estocada pesada.

– Sim! – berro em resposta. Eu não sonharia parar com isso. 

Ele está impiedoso. Penetra-me repetidas vezes, com mais violência a cada uma delas. Minha mente está turva e meu corpo mole... Estou nas nuvens de tanto prazer. Então, sinto minhas costas saírem da parede e sou levada para o quarto. Ele praticamente me joga em cima da cama e me coloca de quatro, antes de ficar em pé atrás de mim e agarrar meus quadris. Aí, me penetra de novo com uma investida ainda mais brutal e um urro frenético, puxando-me para ele a cada avanço de seu corpo. Meu rosto se enfia nos lençóis e minhas mãos se agarram ao tecido. Estou suando sem parar. Estou ensopada.

– Justin! – grito o nome dele em delírio e deleite.

– Foi você quem pediu, Gwendolyn. Agora não reclame – ele me arrebata outra vez, com muito mais força. Ele está liberando toda a sua energia animal acumulada, uma energia que ele vinha reprimindo há tempo demais. Ele perdeu mesmo o controle, e parte de mim se pergunta se ele estaria fazendo isso de propósito, tentando me chocar, para que eu, por medo, queira voltar ao sexo sonolento. Se esse é seu plano, está falhando miseravelmente, pois meu corpo precisa disso. Eu preciso disso.

Trago minha mente pervertida de volta ao momento presente e me concentro em aceitar seu poder. Eu o aceito, assim como aceito o violento acúmulo de pressão dentro de mim, pronta para detonar. Isso vai fazer minha cabeça explodir.

– Mais forte! – berro, agarrando-me aos lençóis.

– Gwen! – seus dedos apertam meus quadris, mas o domínio dele em minha área mais sensível não me incomoda em nada nesse momento. Estou ocupada demais com o orgasmo lancinante que se aproxima.

E então ele chega, pegando-me de surpresa outra vez e lançando-me em órbita de tanto prazer. Eu grito e ele também. Depois, desabo sobre a cama, com Justin em cima de mim, seu corpo cobrindo totalmente o meu. Sua respiração pesa em meu ouvido, e nossos corpos suados se contorcem, quentes e ofegantes. Sinto-me plena. Estou absolutamente exausta, mas muito melhor. Somos nós outra vez.

Ele grunhe e seus quadris fazem círculos profundos. O fogo de seu gozo me ataca e me recompõe. Eu tive saudade disso.

– Obrigada – digo, buscando ar, fechando os olhos e encontrando imenso conforto em seus batimentos cardíacos fortes e frenéticos nas minhas costas. Nem sequer consigo ter forças para me preocupar com o fato de ele ter gozado dentro de mim. Isso, agora, não importa.

Ele não diz nada. O único som na suíte máster colossal é o da nossa respiração errática, ruidosa, pesada e satisfeita. Então, ele se afasta de mim, e a falta de seu calor cobrindo meu corpo faz com que eu me vire imediatamente para ver o que está acontecendo. Ele caminha para longe, com as mãos na cabeça, e fico olhando seu corpo nu seguindo para o banheiro. Ainda luto para estabilizar meu coração e meu fôlego, mas, em vez de me sentir saciada e feliz, sinto-me insegura e culpada. Eu o fiz perder o autocontrole. Eu o provoquei e o mandei para além da tentação, e agora, ainda que tenha conseguido o que queria, sinto-me culpada. Ele vinha lutando para controlar a necessidade de comando que tem sobre o meu corpo, embora eu ache que deva me preocupar com o motivo disso acontecer. Eu sei por que ele está agindo assim, e isso deveria eliminar qualquer culpa minha, mas não está. Já aceitei que nunca vou entendê-lo totalmente. Já aceitei todos os seus defeitos e complicações. Entendo que são todos parte do homem a quem amo profundamente – um homem com quem compartilho uma conexão tão poderosa que nos enlouquece, mas, também, uma intensidade que nos enfraquece.

Ele surge na porta do banheiro, ainda nu, molhado de suor e ainda com o peito expandindo com a força de sua respiração. Eu o encaro e ele também a mim.

Sento-me, trazendo os joelhos de encontro ao peito, sentindo-me pequena e constrangida. As coisas não deveriam ser assim entre nós.

– Tenho escondido as suas pílulas – ele aperta a mandíbula e tensiona os músculos do pescoço.

As palavras, ditas sem remorso ou arrependimento, me fazem arregalar os olhos e endireitar as costas. Seu rosto é impassível, e, embora eu já soubesse, estou perplexa. Ouvi-lo dizer em voz alta, confessar, faz meu coração bater ainda mais rápido.

– Eu disse que tenho escondido suas pílulas – ele parece zangado.

O assunto não pode mais ser ignorado. Minha cabeça foi arrancada de seu lugar embaixo da terra por essas palavras, e agora sinto-me exposta e furiosa. Posso sentir a raiva contida começando a ferver dentro de mim, forçando-se para fora. É como se uma panela de pressão tivesse ficado no fogo por semanas sem que eu tivesse conhecimento. Eu não tinha conhecimento, mas agora tenho. Sei que ele as vinha escondendo. Seu comportamento só reforça a minha conclusão, e, mesmo assim, não explodi antes porque, estupidamente, ignorei os fatos, como se tudo pudesse apenas desaparecer. Minha menstruação tem que descer até amanhã, e tenho certeza de que não virá. Este homem, meu marido louco, acaba de confessar, sem o menor pudor, que vem roubando minhas pílulas anticoncepcionais, e, agora, a minha negação se converte em fúria efervescente.

– Gwen, pelo amor de Deus, mulher! – ele segura a cabeça com as mãos, frustrado. – Eu tenho roubado as suas malditas pílulas!

Eu pulo da cama.

Eu explodo.

Nem mesmo tento racionalizar, porque não há nada razoável nessa situação. Caminho até ele, que me observa com atenção, com cautela. Quando estou diante dele, dou-lhe um tapa no rosto. Minha mão parece queimar na hora, mas estou colérica demais para me concentrar na dor. Sua cabeça vira para o lado, seus olhos se baixam, ouço apenas nossa respiração instável, exceto que, agora, isso não me transmite satisfação, mas ira. Ele se vira para a frente, e antes que eu me dê conta do que estou fazendo, minha mão dispara de novo, mas dessa vez ele segura meu punho antes que o atinja. Eu me liberto e passo a socar seu peito com ambos os punhos, em uma onda de fúria. E ele deixa. Ele só fica ali, parado, e aceita meus golpes em seu tórax, minhas mãos que o atacam persistentemente, enquanto grito com ele. A força com que bato em sua estrutura alta e sólida é patética, e quando penso que posso desmaiar de exaustão, dou um passo para trás e perco o controle sobre minhas lágrimas e sobre meus próprios movimentos.

– Por quê? – grito para ele.

Ele não me toca ou vem até mim. Apenas permanece parado à porta, sem emoção alguma no rosto. Nem mesmo sua linha de expressão aparece, mas eu sei que deve estar preocupado e deve estar se esforçando para não tentar conter sua esposa transtornada.

– Você estava ignorando os fatos, Gwen. Precisa tomar consciência disso – sua voz é suave e calma. – Eu precisava incentivar uma reação de você.

– Não quero saber por que você me contou. Eu já sabia! Quero saber por que você fez o que fez?

Sua linha de expressão surge, assim como as mordidas no lábio. Não sei o que tanto ele tem de pensar. Nada vai diminuir o fato de que ele estragou tudo. Ele é insano e eu sou insana por ter ignorado isso por tanto tempo.

– Você me deixa louco – ele balança a cabeça. – Você me faz agir com loucura, Gwen.

– Então a culpa é minha? – berro. – Minhas pílulas começaram a desaparecer poucos dias depois que você me possuiu – eu digo “possuiu” porque foi o que aconteceu. Ele me venceu, foi impossível escapar de sua determinação.

– Eu sei – ele baixa os olhos para o chão.

Ah, não! Ele vai ter de me encarar. Não vou deixar que desvie os olhos. Parto para cima dele outra vez e seguro seu queixo, forçando-o a levantar a cabeça, o que ele reluta em fazer.

– Você não pode fugir de suas razões para agir desse modo. Você achou que poderia ditar o rumo da minha vida, mas eu não quero um bebê! Este é o meu corpo! Você não toma decisões por mim! – os gritos fazem minha voz desafinar. – Diga-me, por que diabos você fez isso comigo?

– Porque eu queria te manter ao meu lado para sempre – ele sussurra. Solto o rosto dele e recuo.

– Você queria me aprisionar?

– Sim – ele baixa o olhar mais uma vez.

– Porque você sabia que eu fugiria quando descobrisse sobre seu trabalho e seu problema com o álcool?

– Sim – ele se recusa a olhar para mim.

– Mas eu voltei quando descobri sobre o Hotel e o seu problema com a bebida, e, mesmo assim, você pegou as minhas pílulas quando eu as substituí. – Esse homem não faz sentido.

– Você não conhecia a minha história na época.

– Conheço, agora.

– Eu sei.

– Pare de dizer que sabe! – digo, movendo os braços diante dele e perdendo o controle outra vez.

Ele levanta os olhos, mas não olha nos meus. Seu olhar vagueia pelo quarto, olhando para tudo, exceto para mim. Está envergonhado.

– O que quer que eu diga? – ele pergunta, em voz baixa.

Não sei. Então, me viro e vou para o armário. Estou casada com ele há um dia e estou indo embora, mas não tenho a menor ideia do que fazer além disso. Pego meu jeans rasgado e começo a vesti-lo.

– O que está fazendo? – a voz dele está carregada com o medo que eu sabia que estaria. Ele nunca vai conseguir lidar com isso, mas, se ficar, eu também não conseguirei. De repente me dou conta disso.

Não respondo, mas concentro-me em pegar meu sutiã e minha camiseta, antes de pegar uma mala pequena.

– Gwendolyn, que diabos está fazendo? – ele tira a maleta da minha mão. – Você não vai me abandonar – seu tom fica entre uma ordem e uma súplica.

– Eu preciso de espaço – pego a maleta de volta e começo a jogar algumas peças de roupa dentro dela.

– Espaço para quê? – ele agarra meu braço, mas eu me liberto com um movimento brusco.

– Gwen, por favor.

– Por favor o quê? – pego minhas roupas com violência e as atiro para dentro da mala. Tenho de me concentrar nisso para não bater de novo em Justin. Não consigo olhar para ele. Sei muito bem o que verei se o fizer.

Medo.

– Por favor, Gwen, não vá embora.

– Já estou indo – eu me viro e passo por ele a caminho do banheiro, para pegar alguns itens de higiene. Ele não tenta me impedir, e sei por quê. É a mesma razão pela qual ele tem sido delicado comigo há semanas: porque ele pensa que estou grávida.

Sei que ele está atrás de mim, mas continuo pegando as minhas coisas e lutando contra a necessidade de soltar os cachorros, mas, ao mesmo tempo, lutando contra a necessidade de confortá-lo. Estou tão confusa.

– Gwen, por favor, vamos conversar sobre isso.

Eu me viro para ele, pasma.

– Conversar?

Ele faz um meneio de cabeça.

– Por favor.

– O que há para conversar? Você agiu da maneira mais dissimulada possível. Nada que me diga poderá me fazer compreender isso. Não cabe a você tomar decisões como essa. Você não pode me controlar a esse ponto. É a minha vida!

– Mas você sabia que eu as estava escondendo.

– Sim, sabia! Mas, talvez, por causa de toda a merda que vinha jogando em mim desde que nos conhecemos, eu não tenha considerado o quanto isso era grave. Isso é muito sério, Justin, e você não tem como se safar. Querer ficar comigo não é o bastante. Isso não é algo que você pode decidir sozinho! – tento me acalmar, mas é uma batalha perdida. – E quanto a mim? – grito na cara dele. – E quanto ao que eu quero?

– Mas eu te amo.

Meus dedos apertam a maleta até ficarem dormentes. Estou mesmo enlouquecendo. Passo por ele e desço a escada rapidamente.

– Gwen!

Eu o ignoro e sigo em frente. A raiva que borbulha dentro de mim me choca tanto quanto a Justin. Isso já ultrapassa o controle. É imperdoável. 

Eu não quero um bebê.

– Gwen, fique. Eu farei qualquer coisa – seus passos pesados me seguem de perto, mas ele está nu e, mesmo sabendo que ele não tem o menor pudor, sei que não sairia em público completamente nu.

Quando chego à porta, viro-me para olhar para ele.

– Você fará qualquer coisa?

– Sim. Você sabe que sim – seu rosto horrorizado quase me faz abraçá-lo. Mesmo agora, quando acaba de confessar ter roubado as minhas pílulas, é difícil para mim não me atirar em seus braços. Mas se eu deixar isso passar, estarei aceitando uma vida toda de manipulação. Não posso fazer isso. Precisamos de um tempo separados. Isso tudo é intenso demais, e talvez tivesse sido melhor eu pensar bem antes de me casar com ele, mas agora é tarde. Posso ter cometido o pior erro de minha vida.

– Então dê-me um pouco de espaço.

E vou embora.


Notas Finais


Primeiramente muito obrigada pelos comentários e favoritos.

Confesso que fiquei um pouco triste com o número de comentários no capítulo anterior, não quero cobrar nada de vocês, até porque vocês são são obrigada a comentar em todos os capítulos, mas é um simples comentário que motiva a gente a continuar, e é sempre bom saber o que vocês estão achando.

Um recadinho rápido, provavelmente só irei postar esse horário que é quando eu tenho um pouco de tempo.

Só mais uma coisinha: A casa caiu Bieber.

XOXO


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