História Sr. Stewart (Meu Chefe) - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Autoritarismo, Ceo, Chefe, Comedia, Preconceito, Querido Chefe, Rude, Secretária
Exibições 50
Palavras 2.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Espero que gostem. Beijinhos 😚

Capítulo 2 - Complicado.


Fanfic / Fanfiction Sr. Stewart (Meu Chefe) - Capítulo 2 - Complicado.

Acordo com uma expectativa para o primeiro dia na empresa à mil. Afinal, não é todo dia que conseguimos um emprego como assistente pessoal do dono da empresa não é mesmo?
Me dirigo ao banheiro e faço todas as minhas higienes. Antes de tudo, hidrato minha toda minha pele com meu maravilhoso creme corporal, ponho minha langerie cor de salmão, e minha meia-calça do mesmo tom de minha pele. Visto uma blusa social branca de seda, saia azul marinho, e um terninho da mesma cor. Para completar o look de primeiro dia, escolho um par de sapatos de salto baixo pretos do modelo scarpin... Acho que já deu pra notar o meu tão incondicional amor por esse modelos.
Me olhando no espelho, percebo que o único jeito é amarrar toda essa cabeleira cacheada em um coque alto e perfeito. Me maqueio levemente, com um batom cor de malva.

Você está ótima para um primeiro dia, Jane. Digo olhando meu reflexo no espelho.
Passo a mão na minha bolsa contendo todos meus pertences que irei precisar. De último, meu capacete.
Tranco a porta e desço de elevador até o térreo.

Ótimo. Como eu vou subir na moto de saia?
Burra, eu sou uma burra.

Dane-se, eu dou um jeito. Nem morta que vou andar apé nesse sol escaldante para chegar no meu primeiro dia de trabalho suada. Muito menos pegar um ônibus abafado. Nem morta. Prefiro minha linda BMW.
Ponho meu capacete com a consciência de que irá desarruma o meu cabelo todo. No elevador da empresa eu o arrumo. Subo na moto giro a chave na  intuição, e dou partida. O sensor se ativa automaticamente e a porta da garagem é aberta, nesse momento saio a toda velocidade em direção ao meu mais novo emprego.

        
                             ***

— Srta. Morrison, na minha sala. — ouço sua voz quando interfona para minha mesa. Me achei importante agora. Minha mesa. Você podendo Jane.
Me levanto rapidamente da cadeira e vou até sua sala.

— Sim?

— Desmarque a reunião com Marcus, e remarque para dia 22 do outro mês. Diga à ele que me ligue, para poder explicar o por quê. — diz com os olhos pregados no computador e em papeis na mesa.

— Ok. Apenas isso? — digo anotando suas palavras mentalmente.
Neste instante, ele para o que está fazendo e me encara de cima a baixo e sorri.

— Sim. — abro a porta para sair, mas ele me chama de novo. — Vejo que está mais apresentável hoje, Jane. — que intimidade é essa que ele pensa ter comigo?

— Hoje, senhor Stewart, eu felizmente não tive o desprazer de levar um banho de água de poça da chuva — digo sorrindo falsamente. Ele parece se divertir internamente — Precisa de mais alguma coisa?
Seus olhos se estreitam por uns segundos e depois fala:

— Não, pode se retirar.
Aceno de leve com a cabeça, e saio de sua sala tão desconfortante.

Mas que homenzinho irritante.

Antes de voltar para minha mesa, sigo para a área de café para beber água. Que ironia. O lugar é para tomar café e eu vou beber água. De preferência gelada para acalmar meus nervos.
Escoro meu quadril na mesinha de biscoitos, e bebo a água calmamente.

— Dia difícil? — uma voz grave soa perto da minha orelha me fazendo arrepiar inteira e engasgar com a água. Depois de poucos instantes tossindo, levanto a cabeça para saber de onde a voz tinha saído. E puta merda, eu engasguei de novo. Dessa vez com a saliva. — Você está se sentindo bem? — ele fala sorrindo com a mão nas minhas costas, o que piora mais ainda minha tosse. Finalmente a maldita tosse cessa.

— Eu... Eu estou bem agora, obrigada.

Inclino minha cabeça para cima e dou de cara com um homem absurdamente lindo. Descrever? Vou começar dizendo meu Deus. Claro que meu chefe é bem mais bonito... E por quê eu resolvi comparar os homens à minha volta com o meu chefe?
Voltando: claramente esse cara deve beirar aos 1,80 e alguma coisa, loiro — LOIRO —, olhos azuis — todo mundo agora resolveu ter olhos azuis? —, com um terno cinza e impecável. Resumindo, lindo.

— Muito prazer, sou Jeremy. — ele estende a palma da mão para me cumprimentar. Exito mas o comprimento também.

— Jane. — retiro minha mão da sua.

Ele me observa e eu baixo meus olhos para o chão.

— É a nova assistente dele?

— Do senhor Stewart? Sim. — respondo com uma careta disfarçada. Ele sorri novamente.

— Sinto muito por você. — diz rindo

— Como assim sinto muito? — questiono curiosa

— Aquele lá tem um gênio que só Deus na causa. — solto uma risada — Digo isso porque o conheço desde quando éramos crianças.

— Vocês são irmãos? — pergunto disconfiada por não ver nenhuma semelhança entre os dois a não ser os olhos. E mesmo assim os olhos do Lu... Digo, meu chefe, são mais claros.

— Pode-se dizer que sim. Somos amigos, mas nos tratamos como irmãos desde a infância.

— Hum...

Passo um tempo calada, mas a curiosidade é mais forte que eu.

— Por quê ele demitiu sua última secretária? Digo, se não for intromissão demais de minha parte. — ele ri

— Não, imagine. Fico surpreso que ele não tenha falado isso com você. — ele passa a mão pela barba por fazer... Se controle Jane — Ele a demitiu porque ela simplesmente derrubou café em seu terno. — fico pasma.

— Tá brincando? — ele balança a cabeça negando.

— Não, por incrível que pareça.
Suspiro.

— Mas que merda... — murmuro para mim mesma, por não ter notado onde eu tinha pisado.
Me toco e realmente eu já passei tempo demais jogando conversa fora.

— Agora, tenho que voltar ao trabalho. — digo sorrindo.

— Até mais, Jane.

— Até.

Digo e volto para meu lugarzinho, já lembrando e imediatamente ligando para esse tal Marcus — que eu descobri ser irmão do sr. Stewart por uma de suas secretárias. Ao contrário do irmão, ele foi bem simpático pelo telefone.

— Então Jane, vai fazer o que esse sábado à noite? — Diana, minha colega pergunta se encorando na mesa

— Pretendo fazer pipoca e assistir minha série da Netflix. — digo virando a cadeira para ficar de frente à ela.

Ela faz uma careta — Como assim, você deveria aproveitar a noite de sábado isso sim. Que tal ir comigo e alguns amigos numa boate próxima?

Penso um pouco. Afinal, faz quanto tempo que eu não me divirto de verdade? Meses talvez?

— Ta certo. Onde fica essa boate?
Ela bate palmas e joga os cabelos loiros e lisos para trás, contente.

— Você me dá seu endereço e eu passo na sua casa de carro e nós vamos juntas.

— Claro.

Ouvimos o barulho da porta da sala do chefinho abrir, e Diana quase salta voltando para a mesa dela.

— Srta. Morrison, na minha sala, agora.

Meu Deus, o que eu fiz de errado?

Ouço Diana murmurar um "boa sorte" antes de eu entrar na sala dele.

— Por quê a senhorita não ligou para Louise dizendo que eu cancelei nosso jantar? — ele diz com a gravata no pescoço frouxa e os cabelos desarrumados.

— Como? — que merda de na cabeça desse homem?

— Quer mesmo que eu repita porra? — ele se altera. Respiro fundo e continuo.

— Respondendo à sua pergunta, eu não liguei para a Luiza por...

— Louise. — ele me corrige se aproximando de min

— Ok. Eu não liguei para a Louise porque o senhor não me avisou.

— Como assim e não a avisei? Eu disse exatamente para a senhorita ligar para ela...

— Não, o senhor não disse.

Ele fica de frente para mim perfurando meus olhos, à ponto de poder sentir seu perfume. Que droga de Aramis...

— Que seja.
Ele diz se afastando de mim como se tivesse levado um choque.

— Se não for intromissão demais, o senhor me responderia quem é essa Louise?
Ele se vira pra mim de novo com os olhos escuros.

— Minha noiva.

— Ah sim. — falo com um desgosto desconhecido na voz

Mordo o lábio ficando confusa sem saber o que devo fazer, se saio ou se fico.

Ele pega o porta canetas e o joga com raiva na parede.

Espera ai. Por que ele ficou tão nervoso por jantar com essa Luiza? Ela não é noiva dele?

— Qualquer coisa é só chamar. — falo vendo que já ta mais que na hora de sair daquela sala. Ele olha pra mim como se pedisse desculpas pelo transtorno.

O que foi aquilo meu Senhor?

— O que aconteceu? — Diana chega perto de mim.
Peço pra ela me seguir até a sala de café.

— O que deu nele?

— Eu sei lá. Ele ficou estressado por causa do jantar com uma tal Luiza...

— Louise.

— É, isso. Ele achou que tinha me mandado cancelar o jantar com ela, mas ele não disse nada. Pelo menos, não comigo.

— Ah!

Ela fala como se já esperasse minha resposta.

— Qual o problema dele com essa mulher?
Ela me puxa para um canto.

— Ouvi dizer que ele estava tentando terminar com ela, mas parece que ela gruda mais que chiclete.

— Vamos ser francas que, um homem daquele tamanho não conseguir dar um basta no relacionamento é bem patético, né?! — ela da uma risadinha.

— Verdade.

Voltamos ao nossos afazeres.
A única coisa que eu ainda não é o por quê de eu ficar matutando essa ideia de ele ter uma noiva durante todo meu expediente

       
                                ***

— Não Henry... Eu... Eu posso falar merda? — berro no outro lado do celular sentada no sofá assistindo meu filme.

— Ok mana. Eu deixo — Henry é meu irmão mais velho. E como já é de se imaginar, super protetor. — Como foi no seu trabalho?

— É o que eu estou tentando falar desde o minuto em que você ligou idiota... Para um primeiro dia, foi razoável.

— Como assim razoável Jane? O que aconteceu? — ele diz quase gritando. Odeio quando ele faz isso.

— Nada demais. Só o meu novo chefe que é bem esquentadinho...

— Ele te agrediu? Jane não me esconda nada!

— Claro que não seu burro! Ele não seria doido de encostar um dedo na sua irmãzinha. — falo olhando para as minhas unhas. Que coisa horrorosa. Preciso fazê-las o mais rápido possível...

— Você não está mentindo, está?

— Não, Henry. Eu não estou mentindo, que saco. Mas tem uma coisa...

— O QUÊ?

— O meu novo patrão é muito gostoso. Jesus.

— Eu não te liguei para saber de novo que você adora um pau...

— HENRY!

— Tudo bem. Parei. Mas que você gosta... — ele ri no outro lado da linha.

— E você adora uma boceta.

— Adoro não, amo! Principalmente quando eu estou dentro dela...

— Você podia parar de ser tão boca suja, não?

— Ah maninha, eu sei que você me ama.

— Só não te chamo de filho da puta porque eu estaria xingando minha mãe, seu bastardo.

— Deixa de drama mana. Vou ter que desligar, tem uma garota muito boa tocando a campanha aqui.

— Eu não acredito que você está trazendo essas vadias para nossa casa Henry!

— Nossa uma ova. Desde quando você saiu daqui, esse lugar se tornou meu por direito.

— Então vai se foder Henry. Tchau seu chato. — desligo com ele rindo de mim.

Chato.

Volto para meu filme, comendo sorvete direto do pote. Esse é um dos benefícios de morar sozinha.

Meu celular começa a vibrar em cima da mesinha de centro. Não reconheço o número, mas atendo.

— Quem está falando? — a voz do outro lado diz.

— Eu quem pergunto quem está falando.

— É o seu patrão quem está falando. — era só o que me faltava.

— Sem querer ofender, mas o senhor perdeu a noção do tempo? Já passa da meia noite.

— É eu sei, não sou estúpido Jane... — fico esperando ele dizer alguma coisa a mais. Mas ele não diz.

— Você pode ir direto ao ponto se não for pedir demais?!

— Eu preciso que você venha aqui no prédio.

— Como é que é? Você só pode estar de brincadeira.

— Meu tom é de quem está brincando senhorita Morrison?

— Você está brincando. Até amanhã senhor Stewart...

— Não se atreva a desligar na minha cara! — ele diz em tom autoritário.
Bufo alto.

— Eu não vou sair do meu apartamento para ir até à sua empresa, à essa hora da madrugada. Não mesmo.

— Eu já estou esperando.

— Eu não vou sair daqui sozinha...

— Eu estou esperando por você ao lado do seu prédio. — mas o quê...

— O QUÊ? Que porra você pensa que está fazendo?!

— Meça suas palavras ao falar comigo. Eu posso muito bem te despedir agora... Vai descer ou não? Ou você que que eu suba ai, e eu mesmo? — diz com a voz meio embolada.

— Você bebeu? — ele demora alguns instantes para responder

— Não... Desça.

— Eu não sou obrigada à me submeter à isso. — digo batendo.

— Você quem sabe.

Minutos depois da ligação — segundos na verdade, a campainha toca. E como já imaginava, vejo meu chefe pelo olho mágico.

O que foi que eu fiz para merecer isso Deus?

Cogito em deixar ele na porta e fingir que ele não esteve aqui.

E mais esse som de campainha irritante.
Ele continua tocando sem parar.

Tampo meus ouvidos com os travesseiros mas de nada adianta.
Já chega!
Levanto com raiva e abro a porta. Se não fosse por mim ele iria cair com tudo dentro de meu apartamento. Realmente... Ele está bêbado.

Ele começa a rir. Admito que fiquei hipnotizada pela sua risada mesmo que embolada.

— Mas que merda deu na sua cabeça Lucas?

Ele nada diz apena me puxa para si e me beija. É nessa hora que percebo o quão ferrada estou e ele também.



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