História Stalker - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Winwin, Yuta
Tags Oneshot, Stalker, Yuwin
Visualizações 76
Palavras 5.365
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Fluffy, Lemon, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu devia estar atualizando todas as fics que eu tenho pra atualiza?
Sim, devia.
Mas tô aqui com essa one lindinha por que Yuwin é o novo OTP que eu quero guardar no kore.

Boa leitura, annyeong~

Capítulo 1 - Ice cream and milk shake


Fanfic / Fanfiction Stalker - Capítulo 1 - Ice cream and milk shake


Lá estava o garoto mais uma vez. Dong Sicheng andava de costas para si com uma jaqueta jeans azul, assim como sua bolsa e seus sapatos. A calça preta que usava era um tanto justa, chamando atenção para suas coxas, que se moviam vagarosamente. Os fones pendiam em suas orelhas, o volume alto o suficiente para que o japonês pudesse ouvir. Podia ver a camiseta branca se balançando enquanto o mais novo andava pelas ruas. Ah, tinha tanto desejo por aquele corpo esguio à sua frente. Continuava prestando atenção em cada detalhe do garoto que andava descontraído. 

Seguia o garoto há uma semana. Sabia que o que fazia era errado, e considerado por alguns como louco, mas não podia evitar. Assim que colocara os olhos no calouro, uma onde de desejo invadiu seu corpo. Queria possuí-lo da maneira menos pura que a palavra poderia obter. Sequer havia conseguido dormir nos primeiros dois dias que o viu. 

O chinês, que havia chegado na Coreia à pouco, era um pessoa sempre sorridente, que vivia junto à um amigo - o qual Yuta mantinha um ciúmes secreto - mas havia feito muitas outras amizades desde que chegara. A personalidade fofa e inocente do chinês atraia as pessoas, que riam com as coisas bobas que saiam de sua boca, junto à um sorriso do mais novo, que cometia muitos erros em relação à língua do país. 

Yuta não conseguiria explicar seu desejo sobre aqueles lábios fartos, apenas tinha a certeza que os queria para si. Quando não estava seguindo Sicheng, ele passava o tempo em sua casa, pensando sobre o garoto e sobre sua rotina, a qual estava começando a memorizar. Toda segunda-feira o chinês chegava cansado, se juntando com Kun, o tal amigo pelo qual Yuta morria de ciúmes e os dois passavam o dia juntos. Na terça-feira, seu humor melhorava e ele parecia mais disposto no começo do dia. Quando Sicheng tinha aula de educação física, ele passava tempo à mais no vestiário e saia feliz. Se cansava bastante jogando todos os tipos de jogos e depois voltava para o vestiário. Diferente de Yuta, que dedicava todo seu tempo ao futebol. Nas quartas e quintas, Sicheng sumia após as aulas de artes, causando no japonês algumas horas de mau humor. No fim do dia, encontrava o garoto do lado de fora, e o seguia até que ele chegasse em casa, depois indo para sua própria. Nas sextas-feiras, dia favorito de Yuta, os dois compartilhavam uma aula de educação física. O mais velho podia se deliciar com a visão do chinês cansado, suando, e respirando forte, apoiando as mãos nos joelhos, o rosto vermelho e os lábios entre abertos. Imaginava se ele ficaria daquele jeito em sua cama também. 

Aquele dia em específico, era uma de suas amadas sextas-feiras, e Yuta seguia os passos do calouro até a escola. 

Yuta passou suas péssimas primeiras duas horas do dia longe do chinês, queria xingar seus pais por terem lhe dado a luz em 1995, faria de tudo para estar ao lado de Sicheng naquele momento, mas o garoto havia nascido dois anos depois de si.

Após as tortuosas duas horas, Yuta se levantou feliz, sorrindo ao ir até o vestiário. Se colocou em uma das cabines, trancando a porta. Naquele dia, esperaria que Sicheng chegasse. Muitos garotos passaram por lá, mas nenhum deles era o chinês que o estrangeiro esperava. Quando a aula estava perto de começar, o garoto esguio entrou no lugar, junto com Kun. Aquilo frustou um pouco o Nakamoto, mas não se arriscaria a se expor naquele momento. 

Os dois chineses conversavam sobre algo que Yuta não entendia, por ser em mandarim, mas ambos sorriam, e isso já era o bastante para atiçar o ciúmes do japonês. Quando eles riram um pouco mais alto, Yuta cogitou a ideia de sair dali e arrancar à força o sorriso do rosto de Kun. Era uma linda ideia em sua mente, mas a manteve lá.

Quase perdeu sua linha de raciocínio mais uma vez quando eles se abraçaram. O Nakamoto rangeu os dentes em raiva enquanto observava quieto a cena dos dois garotos se abraçando. Infelizmente para Yuta, o contato não ficou apenas naquele abraço apertado, e logo os dois chineses passaram a trocar leves selinhos, que não duraram muito tempo pelo fato de que a aula estaria prestes a começar. 

O japonês saiu após os dois, seu rosto transparecendo uma raiva assutadora. 

Sicheng pertencia à ele, por mais que ele não soubesse disso. Precisaria dar algum jeito de dizer ao mais novo que ele era o dono de seu coração - e futuramente de seu corpo também. 

Com o passar de sua aula preferida, a que dividia com o calouro, passou a notar que, realmente, Sicheng e Kun eram muito próximos. Os dois viviam se esbarrando "por acidente ", e os olhares que eles trocavam eram tão óbvios... Como nunca havia notado antes?

Não havia parado de encarar os dois garotos, e pelo resto da aula que se passou, seus olhares não se desviaram do corpo bem moldado do chinês. 

Quando aquela aula acabou, Yuta passou todo o dia repensando sobre tudo. Sabia que os dois estrangeiros eram amigos próximos, mas não fazia ideia de que eles tinham uma relação. Faria questão de acabar com ela.

No momento em que a última aula terminou, o japonês se levantou com velocidade, indo direto para a saída, onde esperou com o olhar o chinês que tanto desejava.

Assim que colocou seus olhos em Sicheng e que ele saiu do local, se pôs a segui-lo. O garoto o viu colocar um fone enquanto colocava uma música em seu celular. O mais novo colocou o aparelho no bolso, passando a andar com um pouco mais de velocidade.

Yuta se pôs a segui-lo um pouco mais lentamente, se arrependendo no momento em que o perdeu de vista em uma esquina. Se apressou mais um pouco, mas não conseguiu localizar os fios rosas que se acompanhavam os loiros.

Estava prestes a desistir quando sentiu uma mão lhe tocar o ombro. Se virou quase em câmera lenta, encontrando os olhos escuros e pequenos do chinês lhe encarando.

- Há quanto tempo está me seguindo? - Perguntou o mais novo, sendo aquela uma das poucas vezes que suas palavras eram direcionadas para si. Ficou em estado de choque por alguns segundos, apenas encarando o olhar curioso do chinês sobre si.

- E-estou o que?

- Não se faça de idiota. Eu não sou burro, hyung. Há quanto tempo está me seguindo? - A voz de Sicheng era dura, e o olhar sobre o japonês era ainda mais.

- Uma semana. - Disse diretamente, sendo completamente sincero. A mão do mais novo ainda estava sobre seu ombro, e só notou que o apertava quando foi solto. Olhava com certo fascínio os cabelos loiros caindo sobre os olhos do chinês. 

Sicheng passou a encará-lo de volta. O olhar inocente do chinês não estava presente no momento. 

- Hyung... Seu nome é Yuta, certo? - Perguntou, surpreendendo o mais velho, que assentiu um tanto rápido, fazendo o mais novo exibir um de seus sorrisos bonitos. - Eu já sabia que você me seguia, na verdade. Era tão óbvio, hyung. - O mais novo riu baixo antes de se virar para ir embora, mas em um ato impulsivo, o mais velho o chamou.

- Ei, Sicheng! - O chinês o encarou esperando que ele terminasse sua fala. - Está com fome? - O mais alto sorriu e assentiu, segurando a alça em textura jeans de sua mochila. Se aproximou do japonês, vendo de perto o quão nervoso ele estava, suas mãos escondidas nos bolsos da jaqueta do time, para que não mostrasse o quanto tremia.

Sorriu juntamente ao mais alto e se obrigou a andar, deixando que o chinês o acompanhasse. Andaram lado a lado, os olhos do mais novo fitando os dedos finos ao lado do corpo do calouro, que se moviam a medida que ele andava. Sentia uma vontade inexplicável de segurar suas mãos. 

- Pra onde vamos? - Perguntou o mais novo, ainda que Yuta não fizesse ideia, então teria que improvisar. Se lembrou de uma sorveteria que havia ali por perto, e fez questão de levar o mais novo até lá. Assim que alcançou as portas brancas com vidros transparentes azuis, as abriu para que o chinês pudesse passar, entrando logo após seu convidado.

Se viram dentro do lugar de cores neutras, com várias mesas em tons de branco e azul, e Sicheng, animado como uma criança, se jogou na primeira cadeira disponível que viu na frente. Yuta achava adorável a disposição do garoto mais novo.

- Esse lugar é tão bonito.

- Nunca havia vindo aqui?

- Não fui em muitos lugares na Coreia ainda. - Sorriu com o sotaque do mais alto, que ainda parecia maravilhado com a loja, olhando cada parte com atenção e brilho nos olhos. - Hyung, por que me chamou pra sair? - Perguntou inocentemente, olhando fundo nos olhos do mais velho, o deixando sem resposta por alguns segundos.

- V-você parecia cansado...

- Ah... Obrigado. Eu estava mesmo com fome. - O impedindo de responder, uma garota deixou na mesa dois cardápios, um pego por Yuta e o outro por Sicheng. O mais velho não conseguia deixar de reparar cada sorriso que escapava de seus lábios algumas vezes, suas mãos animadas virando as páginas do cardápio, até que parou em uma página colorida em azul. O garoto tinha alguma coisa com aquela cor que aos olhos do japonês era a coisa mais fofa que ele já havia visto.

Yuta tentou se focar um pouco em seu próprio cardápio, escolhendo para si um milk shake de morango, enquanto o mais novo escolheu uma das bebidas azuis na página em que estava.

Após algum tempo naquele silêncio, suas bebidas chegaram, sendo colocadas em sua mesa. Sicheng olhava encantado para a bebida azul.

- Do que será que é?

- Você não viu o sabor?

- Não, só pedi por que era azul. - Yuta riu do jeito desleixado do mais novo e sentiu uma vontade imensa de o abraçar naquele momento. Sentiu seu corpo esquentar quando viu os lábios fartos tocarem o canudo azul, haviam tantas coisas possíveis para se imaginar com aquela cena. O jeito como as bochechas ficavam finas ao se contraírem quando sugavam o sorvete, ou como sua língua descia por toda a extensão do canudo. Estava começando a suar.

Os lábios do mais novo soltaram o canudo com um barulho estalado, e um pouco do líquido escorreu pelo canto de sua boca, sendo limpo por sua língua alguns segundos depois. Yuta estava delirando com aquela cena, seu corpo começava a esquentar cada vez mais. Enquanto o chinês se ocupava em limpar seus lábios com a língua, o japonês se ocupava em encarar seus lábios com desejo.

E sua situação só piorou quando Sicheng se encostou no estofado e cruzou as pernas, acidentalmente encostando na parte interna da coxa do Nakamoto. Aquilo lançou uma onda indescritível sobre o corpo do mais velho. Observou enquanto o garoto a sua frente terminava sua bebida, sendo que a sua não estava nem na metade.

- Não vai beber, hyung? - Sicheng perguntou, usando o canudo para mexer o resto da bebida azul.

- Claro, vou sim. - Yuta sorriu ao ser tirado de seus devaneios pela voz doce e calma do mais novo. Agora já não tinha mais certeza se o garoto que tanto desejava o estava provocando ou apenas fazendo tudo com inocência. Não, sua inocência em si era algo provocante.

- Sabe, eu queria perguntar uma coisa.

- À vontade.

- Se você é meu stalker, deve saber muito sobre mim, certo?

- Sei um pouco sim, por que?

- Apenas curiosidade. Essa coisa de stalker é tão injusta. Você sabe tudo sobre mim, e eu sei tão pouco sobre você...

- O que você quer saber sobre mim?

- Hm... Olha, eu realmente só sei que seu nome é Yuta.

- Nakamoto Yuta.

- Nakyu... Nakamoto. Ah... É um nome bonito. Você é japonês, certo?

- Sim. E você, Dong Sicheng, é chinês. - O mais novo arregalou um pouco os olhos e sorriu.

- Como você sabia?

- Já falei, eu sei algumas coisas sobre você.

- Isso é incrível... Sei que devia ser assutador, mas é incrível. - O mais velho riu com a admiração do chinês, que havia finalmente terminado sua bebida e parado de torturar o pobre japonês visualmente. - Para as coisas ficarem justas, posso fazer algumas perguntas? 

- Claro. - Viu um sorriso infantil tomar conta dos lábios fartos, enquanto o dono das linhas rosadas parecia pensativo.

- Deixe-me ver... Você namora? - Yuta negou com a cabeça. - Mora muito longe daqui? - Negou mais uma vez, um tanto surpreso pelas perguntas audaciosas direcionadas a si, mas que não continham un pingo de malícia. - Por que você me segue? - E lá estava a pergunta que ele queria tanto evitar. A resposta é que nem ele mesmo saberia dizer. Gostava demais do calouro, de seu corpo, sua voz, seus atos, cada mínimo detalhe era atrativo para si, mas não conseguiria explicar a razão pela qual sentia a necessidade se seguir seus passos.

Sicheng olhou para si com um pouco de ansiedade, enquanto Yuta tentava desviar o olhar.

- Ah, olha a hora! - Levou seu relógio próximo ao rosto, analisando que haviam passado um bom tempo ali. - Você não deveria ir pra casa?

- Não sou uma criança, meus pais sabem que se eu ainda não cheguei em casa é por que estou com alguém, normalmente com o Kun. - O japonês não pôde evitar fechar a cara ao ouvir o nome do terceiro garoto, e aquilo não passou despercebido pelo loiro. - Mas você deve saber quem é ele, então não há necessidade de explicar.

- É seu namorado, certo? - O mais novo o encarou confuso.

- Kun? Não, de jeito nenhum. Kun e eu somos apenas amigos. 

- Não precisa mentir, eu vi, Sicheng. 

- Estou falando sério. Claro, já trocamos um beijo ou dois, mas apenas isso. Eu não gosto dele do mesmo jeito que ele gosta de mim. Não gosto dele do mesmo jeito que gosto de você. 

- De mim? Mas você sequer me conhece.

- Isso não me impede de gostar de você. Já ouviu falar de amor a primeira vista? Ainda que a expressão seja um pouco forte para o caso, é isso. - O Nakamoto não conseguia expressar sua surpresa pela declaração repentina. Havia sido muito rápido, rápido demais para que pudesse acompanhar aquelas palavras saindo dos lábios tão chamativos. Um sorriso pequeno se estampou no rosto do chinês, que se levantou, pegando a garrafa de sua bebida enquanto oferecia ao mais velho ajuda para levantar. Yuta não recusou o contato, gostando da maneira como Sicheng apertou sua mão para ajudá-lo. 

Os dois foram até o caixa, sendo que Sicheng foi impedido pelo mais velho de pagar por sua parte, ficando bravo no começo, mas agradecendo no final.

Sairam ao mesmo tempo do lugar, Yuta ainda terminava a bebida no copo plástico, enquanto Sicheng estava com as mãos dentro do casaco da jaqueta, a alça jeans da mochila jogada de qualquer jeito no ombro.

- Hyung.

- Sim?

- Por que você achou que eu namorava o Kun? - Como dizer que ele o estava espionando no vestiário?

- Eu... Acabei vendo vocês dois se beijando no vestiário. Sem querer. - Mentiu, esperando que o mais novo entre os dois não notasse, e pareceu ter funcionado, levando em conta que ele apenas assentiu em silêncio. - Desculpe.

- Não precisa se desculpar. Essas coisas acontecem. Eu acho. De qualquer jeito, está cansado?

- Não. E você? 

- Também não. Ah, hyung!

- O que? - Sentiu o olhar do chinês sobre seu rosto, e seu sangue esquentou assim que um dos dedos finos de Sicheng tocaram seu rosto, passando perto de seu lábio. 

- Estava sujo. Tudo bem? Seu rosto está vermelho.

- Sim, estou bem. - Yuta não estava bem. Viu um pouco de chantilly no dedo do calouro, que logo sumiu quando este foi colocado em sua boca.

- Ah. É bom. - Exclamou o mais novo sorrindo com o gosto doce. - Ei, hyung, quer ir até minha casa? Não é muito longe daqui, mas não vamos ter nada melhor pra fazer de qualquer jeito.

- Claro. Por que não? - Concordou, apesar de achar estranho o convite repentino, mas feliz por ter sido convidado.

Sicheng sorriu, tocando levemente sua mão na de Yuta, e entrelaçando seus dedos em seguida. O mais velho sentiu seu coração disparar com aquele simples toque, e queria mais, muito mais do que aquela aproximação simples.

Os dois andaram de mãos dadas, sem falar um palavra sequer. A casa do chinês realmente não era longe do lugar onde estavam antes, levando apenas alguns minutos daquela caminhada silenciosa. A casa do mais novo era relavativamente grande, o que não surpreendeu Yuta - já sabia onde ele morava desde a primeira vez que o seguiu.

Relutou um pouco quando Sicheng abriu a porta, mas acabou entrando quando foi puxado por suas mãos ainda juntas.

Ao que parecia, não havia ninguém na casa, que parecia grande demais para apenas duas pessoas. A casa tinha apenas um andar, portanto aparentava ser ainda maior. O mais novo levou-os direto para seu quarto, que era o menor de todos os cômodos da casa, já que como sempre, se contentava com pouco.

Yuta se sentia especial por poder entrar no quarto do garoto que tanto desejava daquele jeito, porém tinha certeza de que assim como ele, Kun já havia entrado naquele quarto, e não poderia evitar ficar com ciúmes. Muito provavelmente tendo notado o certo desconforto no japonês, Sicheng o deixou sentado em sua cama, indo em direção à cadeira giratória que havia perto de seu computador.

- Está com fome, hyung?

- Acabamos de tomar um milk shake, Sicheng. Obrigado, mas não estou.

- Certo. Que tal jogarmos alguma coisa? - Perguntou, se virando para o console abaixo da TV que haviam em seu quarto. O mais velho sorriu ao assentir e se sentou no chão ao lado do calouro, que acabou os deixando incrivelmente perto um do outro, suas pernas se tocavam quase inteiras, mas nenhum dos dois parecia incomodado com aquilo.

O mais novo colocou o jogo que já estava lá, e os dois começaram uma competição acirrada, onde Sicheng perdia de Yuta por dois pontos. O japonês pode notar que o loiro não gostava de perder, pela cara que fazia, e quase riu do descontentamento do garoto ao seu lado.

O chinês via seu hyung quase rir de si e isso o deixava ainda mais irritado. Em uma tentativa de atrapalhar seu convidado, Sicheng se levantou, se sentando por trás do Nakamoto e abraçando seu pescoço. 

- O que está fazendo?

- Te atrapalhando. - Sentiu sua nuca de arrepiar ao ouvir a voz do chinês tão perto de seu ouvido. - Mas não está funcionando. - Os braços em seu pescoço se soltaram ao notar que agora estava três pontos distante da pontuação de Yuta.

Sem deixar com que o japonês reagisse, Sicheng se sentou em seu colo, de costas para si, e dizer que o coração e a mente do mais velho travaram era pouco. Seu corpo todo se recusou a se mexer. Já o corpo do mais novo, ao contrário, não parava por um segundo de se mover contra o colo de Yuta, que sentia uma corrente percorrer todo seu corpo desde sue baixo ventre até sua boca, que tremia, enquanto seus olhos observavam os pelos da nuca do chinês se arrepiarem quando sua respiração se chocava com sua pele.

Os dois ainda jogavam - Yuta na medida que os movimentos contra seu quadril permitiam - quando finalmente, Sicheng ganhou aquela disputa, se virando feliz para o mais velho abaixo de si, mas perdendo seu sorriso assim que encontrou o estado do rosto do japonês. Suas bochechas estavam vermelhas, sua respiração falha e seus lábios entre abertos. 

Era uma visão tentadora para Sicheng. 

- Sabe de uma coisa, hyung?

- O-o que? - Se amaldiçoou por ter gaguejado em um momento como aquele.

- Você ainda não me disse por que me seguia.

- Por que, é?

- Sim. Normalmente as pessoas fazem isso por que gostam das pessoas que elas seguem, certo? - O japonês não pôde fazer outra coisa a não ser assentir. - Então você gosta de mim? - Perguntou em tom inocente, se ajeitando sobre o colo do mais velho, que novamente assentiu. - Entendo... Ei, eu também gosto de você. 

- Você não gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto de você. - Respondeu o japonês, já ciente de sua paixão platônica. 

- Você sente vontade de me beijar?

- Muita.

- Então eu gosto de você do mesmo jeito que você gosta de mim. - E com isso, Sicheng selou seus lábios nos do garoto abaixo de si, surpreendendo Yuta pela atitude, mas logo retribuindo com sentimento o beijo que lhe era dado.

Ainda não acreditava no que acontecia naquele quarto, mas tentava aproveitar o máximo que podia da língua do mais novo sobre a sua, seus lábios se tocando sem pudor algum, as mães de Yuta segurando cuidadosamente em sua cintura, aproximando ainda mais seus corpos.

Sicheng se perguntava o quanto Yuta sabia sobre física. Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar ao mesmo tempo, mas isso parecia ter sido deixado para trás por ambos os garotos, quando por instinto, o chinês ondulou seu corpo sobre o colo do mais velho, que abafou um baixo gemido sem soltar seus lábios. 

O mais novo havia gostado do som que ouviu, e queria ouvir de novo, então repetiu o ato com um pouco mais de força. Yuta gemeu mais alto por acidente, separando completamente o beijo, com a cabeça jogada um pouco para trás, deixando a pele de seu pescoço exposta, que não foi poupada pela curiosidade dos lábios alheios, que tocaram delicadamente seu pescoço, deixando um trilha de beijos pelo local, e depois, em uma tentativa mais ousada, sentiu os dentes pontudos do mais novo morderem sem muita força sua pele.

Yuta não deixava barato, fazendo questão de gemer perto do ouvido de Sicheng, já que esse parecia ter gostado tanto do som que saia de sua boca. 

Mas Yuta queria fazê-lo gemer também. 

Segurando o chinês pelas coxas, o levantou um pouco, pegando o impulso que precisava para se levantar com ele pendurado em sua cintura, e deitou seu corpo sobre a cama, sem parar de beijá-lo durante o trajeto.

Yuta agora se encontrava entre as pernas do garoto, que insistia em maltratar a pele de seu pescoço, arrancando do japonês gemidos cada vez mais altos.

Com uma das mãos, o mais velho puxou a camiseta branca que o mais novo usava, exibindo aquele corpo que ele já havia visto tantas vezes e ainda assim e encantava. Era sua vez de maltratar o pescoço do outro, e começou com selinhos leves pela tez branca, descendo seus lábios perfeitamente pela linha em seu abdômen, deixando algumas mordidas em uma parte de sua pele, até que sentiu os dedos finos de Sicheng se enroscarem em seu cabelo, levando seu rosto de encontro aos seus lábios, trocando mais um beijo estalado, que não durou muito tempo, pois o mais novo os separou, ainda mantendo seus lábios próximos.

- Hyung... - Sussurrou de maneira melódica no ouvido de Yuta. - Eu quero que você me marque. - O mais velho separou carinhosamente suas mãos da cintura do chinês, o olhando com um misto de suspresa e curiosidade. Seus olhos brilhavam com uma inocência coberta de desejo, algo que seria estranho se não fosse encantador. 

Atendendo os pedidos do dongsaeng, Yuta levou seus lábios até a pele branca e intocada de seu pescoço, distribuindo alguns leves selares sobre sua clavícula atraente, para depois deixar lá uma marca que com certeza ficaria vermelha por um tempo, sentindo o corpo do garoto abaixo de si se contorcer, e continuou com aquelas marcas, o gosto adocicado da pele de Sicheng entre seus dentes era algo viciante. 

As mãos do chinês tocaram cuidadosamente a barra de sua própria camiseta, a qual segundos depois fora parar em alguma parte do quarto do garoto que Yuta não estava interessado em saber. Sicheng apreciava a visão do corpo do mais velho sobre o seu, sendo tentado a deixar marcas naquela pele um tanto morena, mas esquecendo de seus desejos momentâneos quando o japonês "acidentalmente" pressionou se joelho entre as pernas do calouro. 

Um gemido alto ecoou por todo o quarto.

- Você está tão sensível, Sicheng. - Yuta não moveu sua perna, que ainda estava entre as pernas do outro, e continuou com sua missão de marcar seu corpo, mas o chinês queria mais daquele contato, movendo o quadril contra sua perna, fazendo com que o mais velho notasse o quão exitado estava. O mais novo fechou os olhos com certa força, fazendo uma cara adorável com o rosto corado enquanto não conseguia controlar os sons que saiam de sua boca.

Yuta observava a cena sem se mover. Sicheng era lindo demais aos seus olhos, mesmo com o rosto vermelho e um pouco suado, não o cupava, também estava com calor, os fios loiros grudando sobre a testa, a boca semi aberta, os gemidos nada baixos que saiam por ela, aquela cena servia apenas para que o japonês sentisse seu baixo ventre formigar em excitação, aquilo era demais  para ele, era demais para qualquer um.

Sem hesitar, afastou sua perna das de Sicheng, recebendo um resmungo de desaprovação, e desceu suas mãos por todo o corpo do mais novo, passando vagarosamente por sua cintura, apertando quando era possível, chegando até a barra da jeans preta que cobria suas pernas, abriu lentamente o zíper, ouvindo um suspiro alto e irregular da parte do chinês. Escorregou o tecido pelas pernas brancas, pelas quais ele se sentiu extremamente atraído. Nunca havia visto suas pernas expostas daquela maneira, com uma ereção aparente entre elas, a qual ele daria atenção mais tarde.

Não tardou a provar de toda a pele leitosa que estava a sua disposição, deixando chupões nada leves por toda a coxa do calouro. 

Foi parado pelas mãos do mais novo segurando com força seus ombros, afastando seus corpos o suficiente para que Yuta se sentasse, enquanto Sicheng ficava ajoelhado em frente a si, levando suas mãos em direção ao zíper da calça do mais velho, a tirando sem muita complicação, se sentando mais uma vez sobre seu colo em seguida. Passou os braços pelo pescoço do japonês. 

- Y-yuta...

- Sim?

- Eu quero...

- O que você quer, Sicheng?

- Hm, e-eu quero você... Dentro de mim... - Já não se surpreendia com os pedidos do mais novo, mas olhou fundo em seus olhos.

- Tem certeza que quer isso? - Sicheng balançou a cabeça várias vezes, confirmando o que queria. - Você ao menos já fez antes? - Sentiu um certo desapontamento ao ver o garoto assentir, o que não faria para ser seu primeiro... 

Ainda assim, se deitou novamente sobre o corpo do chinês, levando as mãos que estava em sua cintura até aquela última peça que cobria seu corpo, a tirando vagarosamente, observando cada parte da pele que lhe era apresentada, decorando todo o corpo do mais novo em sua mente.

Os dedos quentes de Sicheng foram até a última roupa que restava em seu corpo e a tirou assim como o Nakamoto havua feito consigo.

- Sicheng, eu não quero te machucar, então vou fazer uma coisa, feche os olhos, ok? - O chinês o obedeceu fechando os olhos na mesma hora, sentindo a respiração pesada de Yuta descer por todo seu corpo, parando em suas pernas e se colocando entre elas.

O som que saiu de sua boca ao sentir algo úmido e quente em sua entrada podia se assemelhar à um grito, mas um grito que levava o nome de Yuta.

- H-hyung! - Exclamou sem ter um motivo para aquilo, e sua voz soava como um pedido, e entendo à ele, Yuta o penetrou cuidadosamente com a língua, e quase ao mesmo tempo, os dedos finos de Sicheng se enroscaram em seu cabelo, os puxando com certa força. 

E por todo tempo que Yuta explorou a entrada do mais novo, esse gemeu em alto e bom som, deixando bem claro para qualquer um o que estavam fazendo ali.

- Y-yuta, p-pare, eu vou... - Não conseguiu terminar sua frase, pois assim que a começou, os lábios do japonês se soltaram de si e uma ardência horrível se fez presente em seu corpo, resultado de um dedo que o havia penetrado. Quase gritou ao jogar a cabeça para trás, sentindo o corpo do mais velho se colocar sobre o seu, deixando vários selares em seu rosto e sussurrando coisas fofas em seu ouvido, no intuito de distraí-lo daquela dor.

A dificuldade foi menor com o segundo dedo, e Sicheng aproveitou que estava mais confortável para puxar o pescoço de Yuta em sua direção, o beijando assim que seus lábios se aproximaram. 

As unhas curtas do mais novo arranhavam suas costas, deixando marcas vermelhas que muito provavelmente ficariam por lá um bom tempo, lembrando à Yuta daquele dia pelo tempo que durassem.

Sicheng se sentiu vazio ao ter os dois dedos fora de si, e Yuta o beijou novamente. 

- Pronto?

- Sim. Por favor, hyung. - Pediu em uma voz manhosa, ganhando mais uma vez o coração de Yuta, que assentiu antes de se colocar exatamente entre as pernas do mais novo.

O chinês congelou ao sentir-se invadido, era uma sensações dolorosa, mas em um certo ponto, prazerosa. Ficou estático ao notar que sequer havia entrado tudo. Se segurou com ainda mais força nos ombros do japonês, que continuava a sussurrar coisas gentis em seu ouvido, o que o distraia um pouco. 

Yuta não arriscou se mover, esperando que a expressão de dor de Sicheng melhorasse.

- Me desculpa, está doendo muito? - Perguntou com uma voz doce e preocupada, beijando o pescoço do mais novo quando o viu assentir. - Eu prometo que já vai passar. - Ouviu um "aham" baixo escapar dos lábios fartos, e então apenas silêncio. 

Sicheng passou a se mover com cuidado, notando que ao contrário do começo, já não doía tanto. Se afastou um pouco do mais velho para que pudesse olhar em seus olhos. Sorriu, e então o beijou. Lentamente, subiu seu corpo e o abaixou de uma vez, seu gemido sendo abafado pelos lábios de Yuta. Tentou aquilo mais uma vez, e não pode conter sua voz ao sentir sua próstata ser tocada.

- A-ah, hyung, a-acerta aí de novo. - Pediu, ainda com as unhas curtas cravadas em sua pele, e mais uma vez, Yuta o obedeceu, buscando aquele ponto tão especial, e o acertando com força daquela vez. A respiração de Sicheng era completamente irregular, os cabelos loiros estavam bagunçados, e o rosto parecia pegar fogo.

E Yuta adorava a visão que tinha.

Era impossível negar naquele ponto, estava completamente apaixonado pelo chinês, e mesmo que não tivesse certeza se seus sentimentos eram recíprocos, sabia que o estava acontecendo naquele quarto não seria esquecido tão facilmente por nenhum dos dois garotos.

E mesmo que Yuta não soubesse, os sentimentos de Sicheng por si eram igualmente fortes.

Depois de terminar aquilo, os dois se deitaram cansados na cama do calouro. 

O mais novo se deitou sobre o peito do japonês, que não pôde conter um sorriso. Ambas as respirações já haviam se acalmado, e havia apenas um silêncio acolhedor no ar.

- Hyung, eu preciso te dizer uma coisa antes que você diga qualquer outra coisa.

- Hm? Claro, o que é?

- Eu... Realmente gosto de você. Muito mesmo. Mas eu quero que pare de me seguir. - Disse com um tom um tanto duro.

- Ah...

- Não, não fique tão desapontado, me deixe terminar. Eu quero que pare de me seguir por que quero que você ande ao meu lado de agora.

- C-como?

- Você entendeu! Eu vou ficar com vergonha de repetir...

- N-não, eu entendi, é só que... Foi meio repentino.

- Tudo isso foi repentino, hyung.

- É. Você está certo. Eu também gosto de você, Sicheng, e seria ótimo andar ao seu lado. 

- Jura?

- Sim.

- Hm... - O mais novo fechou os olhos, respirando fundo contra a pele do japonês. Se sentiam mais leves ao dizer tudo aquilo. - Ei, hyung, posso te contar um segredo?

- Claro. - Sicheng riu.

- Eu sabia que você estava no vestiário. 




>the end<




Notas Finais


Eu não revisei esse cap todo, então desculpa se tiver algum erro no meio das partes de lemon, na o foi a intenção, lovu vocês.
Annyeong~


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