História Stalker - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Perseguição, Psicopata, Rap Monster, Romance, Stalker, Suga
Exibições 492
Palavras 1.489
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Isso é amor?!


–  Responde! –  Ele gritou em plenos pulmões, e eu tentei desesperadamente soltar minhas mãos, sem sucesso. Ele percebeu isso, e me soltou. Tentei me levantar e correr, porém ele me segurou pelos cabelos, me fazendo soltar um grito de dor. –  Eu vou perguntar só mais uma vez, e se você não me responder agora, eu não garanto que vá sair viva daqui. –  Ele avisou, ameaçador. Apertei minhas mãos ao redor das dele, tentando fazer com que ele soltasse meus cabelos, sem sucesso. –  Quem foi que tirou sua virgindade?

–  Vá para o inferno! –  Eu gritei. Sim, eu provavelmente havia acabado de assinar meu atestado de óbito, mas eu estava cansada. Cansada dele, de tudo a minha volta. Foda-se o que vai acontecer comigo.

Ele me joga contra sua estante cheia de inúmeros objetos, e não parece se importar quando eles caem no chão. Sinto minha cabeça girar, e tenho certeza de que vou ficar roxa depois com o impacto. Isto é: Se eu sair viva.

Cai no chão, e enquanto tento me recuperar, o vejo colocar novamente suas calças, e caminhar até sua cama. Ele se abaixa ao lado dela, puxando uma caixa preta de debaixo dela. Vejo quando ele tira uma espécie de chicote dali, e tento fugir.

Pego minhas roupas que estavam no chão e as visto enquanto tento correr até a porta ao mesmo tempo. Giro a massaneta, porém está trancada. Eu deveria prever que isso iria acontecer. Respiro fundo, fechando os olhos. Não há para onde fugir.

– Sabe, meu pai usava esse chicote para me bater antes de ele morrer.– Sua voz ecoou pelo quarto, e eu me virei vagarosamente. Ele passava os dedos pelo chicote, o analisando. Sorriu. – E eu o usei para enforcá-lo.

Levei minhas mãos a boca, em puro horror. Ele havia enforcado e matado o próprio pai? Aquele sorriso quadrado e bonito não lhe saia do rosto, e isso me assustava. Como alguém pode ser tão feliz, matando alguém de seu próprio sangue? Minha cabeça girou, e eu quase cai pela tontura.

– Eu ainda não sei ao certo o quanto vou te bater. – Ele pareceu pensar por um momento. – Talvez muito, assim como meu pai fazia? – Ele perguntou, levantando sua camisa. Suas costelas eram cheias de marcas. A essa altura eu não sabia do que tinha mais horror: De Taehyung, ou do pai de Taehyung. – Ou pouco, como eu sempre quis que ele fizesse? – Ele assumiu uma expressão pensativa novamente.

Eu apenas aceitei que teria de passar por tudo aquilo. Não é como se eu nunca tivesse sido agredida por minha mãe. Também tinha minhas marcas, mas elas nem se comparavam com a quantidade de marcas que Taehyung tinha. Ele era apenas um garoto traumatizado, que mesmo tendo tudo do bom e do melhor, apanhou da vida.

Novamente meu lado bom me atacou. Por que eu sempre tento ver o lado bom das pessoas? Eu não faço a mínima idéia. A única coisa que sei, é que Taehyung estava se aproximando. A parte boa é que eu tinha colocado minhas calças, então talvez o dano fosse diminuído, mesmo que pouco.

Uma chicotada, um estalo. Atingiu meu ombro esquerdo, e a dor faz um choque percorrer meu corpo. Taehyung provavelmente sabia que não devia marcar meu rosto. A muito tempo ele deve ter aprendido isso quando apanhava de seu pai.

Mais um estalo, e dessa vez em meu ombro direito. O choque volta novamente, porém não tão forte como no outro. Taehyung usou toda a sua força em meus dois ombros, e pelo que vejo, já está ficando roxo.

Ele me obriga a ficar de pé e acerta o chicote inúmeras vezes em minhas pernas. Começo a chorar baixinho, pois tenho medo que ele escute e se irrite. Ele parecia extremamente bem fazendo tudo aquilo, o que só reforça a hipótese de que ele é completamente louco.

– Você me odeia, não é? – Ele segura meu queixo com força, me obrigando a olhar para ele. Não quero responder. Ele pode me bater ainda mais se eu falar a verdade. Fecho os olhos, deixando algumas lágrimas teimosas escaparem. – Sim, eu sei que você me odeia. Eu vou apenas acabar com seu sofrimento agora, ok? – Eu abri os olhos, a tempo de ver uma lágrima solitária escapar de seus olhos tristes.

– Kwan, Jin, Namjoon, Baekhyun... Eu amo vocês. – Eu sussurrei, fechando os olhos. Senti ele posicionar uma das mãos em minha cabeça, e a outra em meu pescoço. Ele ia quebrar meu pescoço? Bem, talvez fosse rápido e não tão doloroso assim. A única coisa que sei, é que meu corpo inteiro doia e ardia. A dor de um pescoço quebrado não seria nada comparado a isso.

– Taehyung! – O grito de Namjoon cortou o ar, assim como o barulho dele chutando a porta do quarto, que se abriu instantaneamente. Taehyung me soltou, e eu me deixei cair, sem forças para continuar de pé. Eu não sentia minhas pernas. – O que você fez?!

– Isso é da sua conta por acaso?! Saia daqui agora mesmo Namjoon! – Taehyung gritou, novamente alterado. A única coisa que eu conseguia fazer era chorar. Aliás, essa era a única coisa que eu sabia fazer ultimamente, e eu me sentia ridícula por isso. Mas a dor era alucinante.

– É da minha conta desde que eu me envolvi nisso! Não adianta baixar o santo Taehyung, eu não vou sair daqui! – Namjoon veio até mim, se abaixando a minha frente. Ele me abraçou e encarou Taehyung de um jeito mortal, como se quisesse me proteger. – Você vê o que está fazendo?

– Eu vejo perfeitamente, e você não tem nada a ver com isso! – Ele rangeu os dentes, e a essa altura a única coisa que eu queria era correr. Estava com medo, muito medo. Porém, Namjoon não pareceu se intimidar.

– Você agrediu a mulher que ama, e pelo que eu ouvi, estuprou também. Isso é amor, Taehyung?! – Namjoon gritou, e eu me agarrei ainda mais a ele, como se pedisse para que ele se acalmasse. Se continuasse assim, as coisas iam ficar sérias, e eu temia pela vida de Namjoon.

– E o que você sente por aquele idiota que está no hospital?! É amor?! Amor entre dois homens?! Me poupe Namjoon! Olhe para si mesmo antes de falar dos outros! – Taehyung rebateu, gritando ainda mais alto.

– Ah, que belas palavras! Por acaso está pregando a palavra da bíblia agora?! Cadê a igreja evangélica para você virar padre?! – Namjoon bateu palmas e soltou uma risada irônica. – Você pode pensar o que quiser, julgar o quanto quiser! Se for amor ou não, o que importa é que eu nunca seria um monstro com ele! Você por acaso vê o que acabou de fazer?! Olhe os ombros dela! – Ele abaixou a manga de minha blusa, mostrando meu ombro, que permanecia roxo.

– Ela me provocou! Ela não se guardou para a pessoa certa! – Seu tom de voz diminuiu, porém ainda permanecia alto. Eu me sentia exposta com ele falando de mim dessa maneira. Escondi meu rosto no peito de Namjoon, voltando a chorar.

– E a pessoa certa é você?! Pelo amor de Deus Taehyung, se enxerga! – Namjoon me abraçou, tentando me acalmar de alguma forma. – Quando você deixar de ser essa pessoa violenta que você é, quando aprender que amar é cuidar de uma pessoa, quando se arrepender de tudo que você já fez, aí sim você será a pessoa certa. Até lá, não ouse dizer isso nunca mais. – Ele o olhou de um jeito ameaçador.

– Namjoon... – Eu chamei, entre o choro. Taehyung havia ficado em silêncio. Acho que ele não tem resposta para isso. Namjoon me encarou. – Está doendo... – Eu falei, sentindo as lágrimas escorrerem ainda mais.

– Venha, eu vou te levar para o meu quarto. É o único lugar seguro dessa mansão. – Ele segurou meu braço, me ajudando a levantar. Porém, minhas pernas fraquejaram e eu cai novamente. – Tudo bem, eu vou te ajudar. – Ele falou, lançando um olhar a Taehyung, como se dissesse: "Está vendo o que você fez?", e me pegando no colo com cuidado.

– Onde você pensa que vai com ela Namjoon? – Taehyung finalmente se pronunciou. Namjoon girou nos calcanhares, o encarando. – Não me lembro de ter dado permissão para você levá-la ao seu quarto. Você não deveria se aproximar da minha namorada.

– Ou então o que? Vai me matar, como fez com todos os outros que te desafiaram? Vá em frente, ao que parece eu nunca signifiquei nada pra você mesmo. – Ele suspirou triste, se virando novamente e começando a caminhar comigo.

Eu voltei a chorar como uma criança. Hoje era o pior dia da minha vida!


Notas Finais


Era pra os dois ter saído na porrada, mas fiquei com pena do Namjoon :V


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