História Stalker - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Perseguição, Psicopata, Rap Monster, Romance, Stalker, Suga
Exibições 461
Palavras 2.195
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Seu tempo está acabando :D


– Deixe eu te ajudar a cuidar disso. – Namjoon pediu, enquanto eu abaixava as mangas de minha blusa, sentindo meus ombros arderem. Ele se sentou ao meu lado, limpando minhas lágrimas com o polegar. – Ei, não chore mais, ok? Prometo que nunca mais vou deixar aquele idiota te machucar.

– O-Ok. – Tentei me manter forte, porque no fundo, eu sabia que Namjoon estava sofrendo tanto quanto eu. E o sofrimento dele podia ser ainda pior que o meu: era psicológico. Ele estava vendo o amigo cometer todas essas barbaridades. Como a cabeça dele estava nesse momento?

De qualquer forma, Namjoon sorriu para mim, se levantando e indo até o banheiro de seu quarto. Ele voltou com um kit de primeiros socorros. Colocou curativos sobre as marcas roxas em meus ombros.

Ele achou melhor que eu mesma cuidasse de minhas pernas, e me ajudou a chegar ao banheiro de seu quarto. Eu me sentei sobre a tampa da privada, enquanto ele saia do banheiro e fechava a porta.

Comecei a tirar minha calça, e eu sentia minhas pernas arderem quando o tecido raspava pela pele. Observei atentamente o estado de minhas pernas. Incontáveis marcas roxas, e algumas inclusive sangravam um pouco.

Suspirei pesadamente, limpando os roxos e colocando curativos. Coloquei minha calça novamente, e chamei Namjoon. Ele me ajudou a me deitar na cama, e disse que faria o possível para que eu ficasse bem, pelo menos por hoje.

Ele se deitou ao meu lado, ligando a TV e colocando em um filme qualquer. Acho que ele queria que eu me sentisse o mais confortável possível na situação em que estava, e apesar do evidente incômodo e do ar pesado a nossa volta, eu sabia que ele estava se esforçando.

E isso já o tornava uma pessoa incrível.

POV Baekhyun

Meu estômago revirou, e por um segundo senti como se houvesse uma montanha russa dentro dele. Minha cabeça girou, e eu me apoiei na parede para não cair. Que barulho tinha sido aquele? Por que o telefone ficou mudo de repente?

Pensamentos positivos já não era algo que existia em minha mente, embora eu estivesse tentando mantê-los. A possibilidade de Aya estar morta neste exato momento fazia eu querer pular desse avião e ir nadando até a Coréia, pois naquele momento parecia ser a solução mais rápida para se chegar até lá. Isto é: Se eu não morresse com o impacto.

– Senhor, você deve voltar ao seu assento agora. – A aeromoça bateu na porta do banheiro, e eu demorei longos minutos para processar o que ela estava tentando me dizer. Com toda essa confusão, eu esqueci que tinha corrido para o banheiro para poder conversar com Aya sem que ninguém escutasse meu desespero.

De qualquer forma, tentei relaxar meus músculos e coloquei uma máscara de tranquilidade, quando na verdade, eu estava em pânico. Abri a porta do banheiro e caminhei calmamente até meu assento, me sentando novamente.

Apertei o braço do assento com todas as minhas forças, e talvez tenha cravado as unhas nele também. As coisas que Aya dissera martelavam em minha cabeça, e eu me xingava mentalmente por não ter perguntado o nome do cara antes. Mesmo assim, eu já tinha informações úteis. Precisava apenas ligar os pontos.

Gostaria de dizer que já tinha um plano em mente, mas infelizmente não, eu não tinha. Eu sempre fui bem inteligente e tenho um raciocínio rápido, mas já havia ficado evidente que, seja lá quem fosse esse cara, ele era um psicopata, e eu não entendia a mente de pessoas como ele. Como poderia? Nunca nem ao menos matei um inseto(não por falta de vontade, apenas por medo mesmo).

Eu precisaria pensar sobre o que iria fazer. A verdade é que eu tinha uma idéia, mas eu sentia todos os pelos de minha nuca de arrepiarem apenas em pensar sobre isso. Porém, esta parece ser a melhor idéia que eu tenho no momento. Eu não poderia bater de frente com esse cara sem ajuda. E é como dizem: apenas um louco para entender a cabeça de outro louco.

Horas depois, o avião pousou. Desembarquei no aeroporto, e após pegar minhas malas, caminhei apressadamente para fora. Chamei um táxi, e mostrei o endereço para o taxista. Eu não iria para casa. Não ainda, pois eu precisava resolver tudo isso de uma vez.

Eu suava frio, e meu coração estava acelerado a medida que o táxi se movia para mais perto do local. Eu não sabia o que iria encontrar. Ou melhor, eu sabia, apenas não sabia como ele iria reagir ao me ver depois de todos esses anos. Pelo meu próprio bem, eu esperava que cinismo tivesse permanecido como sua principal característica.

Paguei a corrida e desci do táxi, puxando minhas malas junto comigo. Encarei a fachada do enorme prédio, e suspirei pesadamente. Hospital Psiquiátrico de Seul, o lugar onde estava a pessoa que por um longo tempo assombrou meus pesadelos. Adentrei o prédio, indo até a recepcionista.

– Mark Tuan. – Foi a única coisa que eu disse ao chegar ao balcão. Ela deu um pulo, e eu não soube dizer se foi por ouvir aquele nome, ou por não estar esperando alguém procurando por ele. De qualquer forma, ela me encarou assustada.

– Quarto 203. – Ela engoliu em seco, após pronunciar as palavras. Agradeci, me afastando. O quarto ficava no segundo andar, e eu optei por subir de elevador. Caminhei pelos corredores, e parei a frente da porta.

Uma porta completamente branca, cujo único enfeite era o número 203 pintado de vermelho sobre ela, como um sinal de alerta. Girei a chave, que permanecia pendurada na fechadura, e abri a porta. Cautelosamente, observei o interior do quarto até o avistar, antes de entrar.

Fechei a porta atrás de mim, e me encostei nela, talvez tentando me manter longe o máximo possível. Porém, ele não se mexia. Mark permanecia sentado em uma cadeira, no meio da sala. Uma camisa de força segurava seus braços, denunciando o quão perigoso ele era para usar aquilo. Ele permanecia com a cabeça abaixada, e o cabelo lhe cobria o rosto.

– Olha só quem voltou! – A voz carregada de sarcasmo e divertimento ecoou pela sala de repente, me causando arrepios. Ele levantou a cabeça, mostrando aquele sorriso cínico, e ao mesmo tempo doente, exatamente como eu me lembrava. Mark não havia mudado nada nesses últimos três anos que passou trancado aqui. – Sentiu minha falta, Baekhyun?

– Nem um pouco. – Eu respondi, tentando parecer firme, porém minha voz tremeu e minhas pernas vacilaram, tanto que eu apertei minhas costas contra a porta com ainda mais força, tentando me manter de pé.

– Assim você me deixa triste Baek. – Ele respondeu, tombando a cabeça para o lado, assumindo uma expressão fofa, e triste. Porém, logo ele se recompôs, sorrindo aquele jeito perturbador novamente. – A que devo a honra de sua visita? Achei que me deixaria apodrecer aqui para sempre. – Seu sorriso sumiu, dando lugar a uma expressão sombria. Sua voz saiu mais grossa que o normal, e eu pude sentir a raiva em sua última frase.

– Acredite, esse sempre foi o meu plano. – Novamente fui firme e indiferente, embora eu estivesse tremendo. Eu conhecia Mark, e sabia que se ele percebesse que eu estava assustado, usaria isso ao seu favor.

– E o que fez com que você alterasse esse plano? – Ele perguntou, me olhando de um jeito debochado, como se me desafiasse a contar a ele toda a verdade. – Deixe-me adivinhar... – Ele olhou para o teto por, no máximo, cinco segundos, antes de abrir seu típico sorriso novamente. – A gostosa da Aya desapareceu, não é?

– Nesses três anos, a única coisa de ruim que eu desejei para você foi que suas cordas vocais apodrecessem. – Eu comentei, revirando os olhos. Sua risada se fez presente, tão doente quanto o sorriso que ele fazia questão de mostrar.

– E no entanto, você dizia o tempo todo que eu tinha uma voz boa. – Ele sorriu de lado, talvez um pouco entediado. – Ah Baekhyun, não importa quanto tempo passe, você nunca estará livre da minha voz. – Ele me encarou um pequeno sorriso, talvez um tanto quanto maligno. – Você ainda vai pagar caro por me colocar aqui.

– Como você descobriu sobre a Aya? – Mudei de assunto rapidamente, tossindo nervoso. Uma ameaça evidente, que ele nem ao menos se esforçou para esconder atrás de outras palavras. Ele cruzou as pernas, novamente parecendo entediado.

– Entenda: eu nunca saio deste lugar, mas eu tenho diversas pessoas que são meus olhos e meus ouvidos. – Ele me encarou, sorrindo divertido. – De certo modo, eu estava sentindo que você viria me procurar mais cedo ou mais tarde. Só não achei que seria tão rápido. – Ele soltou mais uma risada.

– Não se anime tanto. Não pretendo utilizar de sua mente podre e doentia por muito tempo. Quero apenas algumas explicações sobre o que se passa na cabeça de pessoas como você. – Por algum motivo, eu estava começando a me irritar. Mark tinha essa capacidade incrível de me irritar com apenas aquele jeito cínico dele.

– Era uma vez uma menina que, no enterro de sua mãe, conheceu um homem. Ela rapidamente se apaixonou por esse homem, e os dois estabeleceram uma relação. Porém, o homem sumiu repentinamente, e alguns dias depois, a irmã da menina também morreu. Quem a matou? – Ele perguntou, arqueando uma sobrancelha. Eu parei para pensar por alguns segundos, e era óbvio que o homem havia matado a irmã da menina, mas preferi não responder. Neguei com a cabeça, indicando que não sabia. – Enquanto você não souber a resposta correta para essa pergunta, você nunca entenderá a mente de alguém como eu, meu caro Baekhyun.

– Você se acha muito esperto, não é mesmo? – Perguntei, e ele deu de ombros. Eu respirei fundo, pensando. – Tudo bem, eu realmente não entendo nada sobre isso. Então a única coisa que me resta é te tirar daqui até que eu a encontre.

– E o que te faz pensar que eu quero sair daqui? – Ele perguntou, sorrindo debochado e arqueando uma sobrancelha. Ele se ajeitou na cadeira, ficando mais perto de mim, embora ainda estivesse bem longe. – Aqui é o paraíso. Eu posso matar quem eu quiser e a hora que eu quiser, sem ninguém se importar. Pelas minhas contas, foram mais de cem pessoas em menos de dois anos. – Ele sorriu novamente, quase como se estivesse orgulhoso de sua marca. Ele encostou as costas no encosto da cadeira. – Mas eu gostava da Aya, então talvez possa fazer esse pequeno esforço.

– Não faça eu me arrepender de ter vindo até aqui. – Eu pedi, rangendo os dentes. Fechei os olhos e contei mentalmente até dez, tentando manter minha calma. O fato é que ultimamente minha paciência estava nos limites.

– Não vou. – Ele respondeu, sorrindo novamente. – Mas me diga, quem é o cara? Para você ter vindo aqui depois de três anos pedir minha ajuda, deve ser alguém bem perigoso. Ou no mínimo, interessante. – Ele sorriu de lado.

– Se eu soubesse, eu não teria vindo te procurar. Teria ido direto a polícia. – Eu praticamente cuspi as palavras, e ele me olhou entendiado. – Você não era o que tirava as melhores notas do colégio? Se vire para descobrir, gênio.

– Eu perguntei só por perguntar. – O encarei com uma sobrancelha arqueada. – Francamente Baekhyun, você é tão útil quanto um pombo. Não estava aqui nem quanto a namorada foi sequestrada.

– Cale a boca. – Eu mandei, apertando minhas mãos em punhos. Novamente tentei contar até dez, mas dessa vez não foi muito eficaz. Mark se ajeitou na cadeira novamente, sorrindo abertamente.

– O que foi, Baek? Não suporta ouvir a verdade? – Ele perguntou, debochado. – Você é tão patético, que chego a sentir pena. – Seu sorriso aumentou. – Todo mundo sabe que se você não tivesse me tirado de jogo antes, eu estaria com Aya agora, e você seria apenas mais um iludido de merda se lamentando.

– Vá se foder! – E gritei, caminhando até ele a passos pesados. Acertei um soco em seu rosto com toda a minha força, e ele apenas riu, como o louco que era. Me virei de costas. – Vou assinar a droga dos papéis para você sair daqui. – Avisei, começando a caminhar em direção a porta.

– Como vai o pulmão, Baekhyun? – Ele perguntou, com a típica ironia em sua voz. Eu parei no mesmo lugar. As lembranças passaram em minha mente com tanta velocidade que eu não consegui acompanhar.

Eu senti meu estômago revirar, e o vômito subir por minha garganta. Corri para o pequeno banheiro que havia naquele quarto, vomitando no vaso o pouco que tinha em meu estômago. Ouvi passos pelo quarto, mas não me importei no momento.

– Tic Tac, seu tempo está acabando. – A voz sombria falou atrás de mim, seguida de mais uma de suas altas risadas.


Notas Finais


Eu contei os votos e o Mark ganhou :3

Obrigada a todo mundo que participou :3. Te amo vocês ♥


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