História Stalker - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Perseguição, Psicopata, Rap Monster, Romance, Stalker, Suga
Exibições 415
Palavras 1.889
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Vou explicar a porra toda do Mark nesse cap, então acalmem o coração :V(ou tenham um ataque cardíaco, que né :V )

Capítulo 13 - Eu menti, e continuo mentindo.


Fanfic / Fanfiction Stalker - Capítulo 13 - Eu menti, e continuo mentindo.

 – Você vai ficar na nossa antiga casa. Eu vou morar com o Kwan enquanto estiver aqui. – Falei seco, destrancando a porta da casa onde eu morava antes de ir para os Estados Unidos, e entrando. Mark entrou logo atrás de mim, e ele olhou em volta, maravilhado.

– Esse lugar não mudou nada. – Mark comentou, sua voz visivelmente nostálgica. Eu arqueei uma sobrancelha, me encostando na parede e vendo o que ele faria a seguir. Ele caminhou pela sala, e parou a frente de um enfeite de vidro, que permanecia pendurado a sua frente. Assumiu uma expressão triste, ou pensativa, não sei ao certo. Tocou o enfeite, o observando por um tempo, antes de soltar. Então, ele sorriu. Um sorriso verdadeiro e realmente feliz.

Eu nunca entendi a dupla personalidade de Mark. Na maioria das vezes ele era frio, cínico e psicopata, mas em alguns momentos, ele se tornava uma pessoa normal. Era feliz, e até mesmo fofo. Talvez Mark não fosse de tudo ruim. Talvez ele fosse apenas alguém traumatizado pela vida, ou sei lá. A verdade é que eu nunca soube de seu passado com 100% de certeza. De certo modo, antes de mim, sua história era borrada.

O que eu sei sobre o Mark? Bem, ele era americano. De Los Angeles, mais especificamente. Na época que o conheci, ele disse que saiu da casa dos pais e se mudou para Coréia em busca de liberdade, mas algumas vezes ele deu a entender que os pais haviam o expulsado de casa, então novamente, essa parte está borrada.

Quando o conheci, ele tinha dezoito anos, e eu tinha dezesseis para dezessete. Recentemente emancipado pelos pais, eu procurava alguém para dividir as contas do meu novo apartamento, e Mark procurava um lugar para morar. Então, quando ele apareceu na minha porta e perguntou se eu ainda estava aceitando colegas de quarto, não vi motivos para negar. Nós dois sairíamos bem nisso, não é?

Eu sempre achei Mark estranho. Ele era muito quieto e misterioso, mas de certa forma eu gostava, porque eu sempre fui muito ativo. Quando eu me empolgava demais, ele conseguia me acalmar. Nós nos dávamos muito bem, e eu me lembro de ter dito algumas vezes que nossa amizade duraria para sempre. É irônico pensar sobre isso agora.

Eu praticamente não via Aya nessa época. O fato é que, mesmo eu estando no segundo ano, eu já estava me preparando para entrar na faculdade. Passava horas e horas cantando, dançando e estudando, porque eu queria ter os melhores resultados na prova de admissão, e estava me preparando para isso com dois anos de antecedência.

Mark estava no terceiro ano, e frequentava a mesma escola que Aya. Na época ela tinha apenas treze anos, e estava na sétima série. Mark sempre foi meio solitário, então a única pessoa que ele fez amizade, foi Aya. E justamente porque eu comentei com ele que minha prima favorita estudava na mesma escola que ele, porque se não, nem com ela ele teria falado.

Era estranho ver um cara de dezoito anos andando para cima e para baixo com uma pequena garota de treze anos, mas eu gostava de saber que um dos meus melhores amigos era bem próximo da menina que eu gostava.

Mark começou a falar de Aya com mais frequência, e apesar de eu achar tudo isso estranho, eu estava mais concentrado em meus estudos, então não me importava muito. Talvez ele apenas fosse muito amigo dela, e não havia nada de errado nisso, não é?

De qualquer forma, por conta de meus estudos, eu passava muito tempo fora de casa. Ficava na escola até mais tarde, pois eu sabia que aquele era o único lugar onde teria paz para ensaiar. Por esse motivo, eu geralmente chegava só depois das nove em casa, e Mark já estava acostumado a ficar sozinho a maior parte do tempo, porém ele sempre me esperava chegar em casa.

No entanto, um dia, eu estava extremamente cansado. Toda essa dedicação havia acabado com meu corpo, e eu resolvi dar um tempo. Se esforçar é bom, mas se esforçar demais faz mal, não é? Então eu resolvi sair da escola e voltar direto para casa. Pretendia assistir alguns filmes com Mark, e quem sabe dormir um pouco também.

Eu estava a caminho de casa. Mark também fazia esse caminho para voltar para casa, e eu achei estranho o fato de não vê-lo pelo caminho. Imaginei que ele tivesse saído mais cedo que eu, então apenas continuei andando.

Uma movimentação chamou minha atenção em um beco ao lado, e mesmo preocupado, resolvi me aproximar. A cena me assombrava até hoje, e tudo que eu queria era poder esquecê-la. Mark beijava uma garota, e eu pude ver quando ele puxou uma enorme faca de seu casaco, e fincou no pescoço da garota. Ela nem ao menos teve tempo de gritar, apenas morreu.

Mark se afastou, lambendo o sangue em seus lábios, já que ele não parou de beijá-la em nenhum momento. Ao finalmente notar minha presença ali, ele me encarou friamente, e tudo que passava pela minha cabeça era: "O que houve com o meu amigo?".

Tentei mover minhas pernas, mas eu estava paralisado. Tentei gritar também, porém minha voz não saiu. Eu estava paralisado de medo. Então, ele começou a se aproximar. Ele mirou o faca em meu pescoço, e apenas então meus músculos foram destravados e eu consegui me abaixar. 

Tentei correr para longe, mas senti a lâmina sendo enterrada em minhas costas. A dor me enlouqueceu, e eu perdi ar instantaneamente. Minha pernas fraquejaram, e eu não encontrei mais forças para correr. Cai no chão, tentando de algum jeito respirar.

Senti o peso de Mark ser colocado sobre mim quando ele sentou em minhas costas, fazendo a falta de ar piorar. Ele enterrou a faca mais um vez, e eu gritei. Perdi as contas de quantas vezes ele afundou aquela faca em minha pele. A única coisa que sei, é que escutei sirenes antes de apagar.

Acordei dias depois no hospital. O pulmão totalmente perfurado, e mantido vivo apenas por um aparelho de respiração. Eu não faço a mínima idéia de como sobrevivi a tudo isso, mas eu me sentia melhor, de alguma forma. Talvez eu tivesse algo do que me orgulhar. Dizer que eu sobrevivi.

Mark estava preso, e após alguns testes psicológicos, constataram que ele era insano e incapaz de conviver em sociedade. Precisavam o mandar para um manicômio, mas a questão era que, precisavam da assinatura de alguém para colocá-lo lá dentro, e apenas essa pessoa poderia tirá-lo de lá, o que pessoalmente eu nunca achei que aconteceria.

Os pais de Mark não deram um único sinal de vida, e a única pessoa sã que eles encontraram para fazer isso, fui eu. Eu o mandei para aquele lugar pelo que eu achei que seria a eternidade, mas após três anos, eu preciso dele novamente.

Aya nunca soube de tudo que aconteceu, talvez porque eu não queria traumatizá-la. Eu disse a ela que Mark havia voltado para Los Angeles, e acho que nunca a vi tão triste. Por um tempo, ela não se conformava com o fato de seu melhor amigo ter ido embora sem nem ao menos se despedir dela.

Foi a partir daí que eu comecei a me aproximar mais dela, porque ela estava frágil, e eu também estava, de certo modo. Eu escondi meu corpo dela por todos os anos, mas quando ela finalmente decidiu se entregar a mim, eu tive que inventar alguma desculpa sobre as inúmeras cicatrizes que eu possuía em minha costas e em meu peito(já que a faça era grande ao ponto de ter atravessado completamente minha carne).

Talvez eu tivesse sorte em Aya ser tão inocente. Ela acreditou naquela história extremamente mal contada sobre eu ter sofrido um acidente a um tempo. Ou talvez ela não tenha acreditado, mas preferiu deixar isso de lado. O fato é que as vezes eu me sentia culpado por ter mentido por tantos anos para ela. Eu menti e continuo mentindo.

– Você não respondeu a minha pergunta. – A voz rouca me tirou de meus pensamentos, e eu encarei Mark. Ele me encarava sem expressão, e por um minuto, assumi uma expressão confusa. – Como vai seu pulmão?

– Muito bem para um órgão que praticamente foi destroçado por você. – Respondi curto e grosso. Aquele assunto ainda me irritava, porque querendo ou não, eu ainda tinha medo de Mark. Eu ainda tinha medo das coisas que ele podia fazer.

– Sabia que eu te considero minha obra prima? – Ele perguntou, se sentando em uma cadeira. Pôs os pés sobre a mesa, e cruzou as mãos atrás da cabeça. Mostrou seu típico sorriso debochado. – Depois de você, eu passei a gostar de esfaquear mais vezes. É simplesmente divertido.

– Você é doente Mark. – Eu respondi, o encarando com nojo. Eu gostaria de entender como ele conseguiu esconder toda essa doença de mim por tanto tempo. Ou melhor, gostaria de entender como já fui capaz de o considerar meu amigo.De qualquer forma, seu sorriso se alargou.

– Eu gosto de ser doente. – Ele respondeu. Parecia divertido com o desespero que crescia dentro do meu peito, fazendo a falta de ar tão comum se apoderar de mim. Querendo ou não, aquelas perfurações em meu pulmão deixou consequências.

– Se gosta tanto assim, por que sempre escondia isso quando estava perto de mim? – Perguntei seriamente, tentando controlar minha respiração. Peguei em meu bolso, a bombinha de ar, e senti um alívio instantâneo me preencher após usá-la.

– Eu escondia? Talvez você apenas fosse muito cego para me ver como eu realmente era. – Ele sorriu de lado. – Eu me lembro que você passava o dia inteiro fora de casa. Ah, o pobre Baekhyun, sempre tão dedicado! – Ele fez um bico, falando de forma irônica.

– Ao menos eu fazia algo bom, enquanto você gastava suas tardes matando pessoas inocentes. – Eu me sentia ridículo discutindo com o Mark, porque eu sabia que era inútil. Ele sempre saia por cima em todas as situações.

– Acha mesmo que eu apenas matava pessoas? – Ele soltou uma risada. – As vezes, eu trazia a Aya aqui também, quando você não estava em casa. – Ele comentou, me olhando de um jeito sugestivo. – Infelizmente não conseguimos evoluir muito, mas quem você acha que deu o primeiro beijo nela? – Ele sorriu de um jeito malicioso. – Ah, eu ainda lembro do gosto dos lábios dela! E de como ela ficava vermelha quando eu passava as mãos em seu corpo...

– Cala a porra da boca! – Eu gritei, tão irritado como nunca antes estive. Quem ele pensava que era para falar assim da minha Aya? Me aproximei a passos pesados dele, e ergui a mão, pronto para dar outro soco nele. Porém, desta vez, ele segurou meu pulso.

– Se eu fosse você, tomaria cuidado com o que faz. – Ele se levantou, me encarando de um jeito sombrio, sem soltar meu pulso. – Não pense que porque me socou uma vez, pode fazer de novo. Eu estava com as mãos presas, não estou mais. – Ele apertou meu pulso e o virou para baixo, causando uma dor incomoda. Mais um movimento, e ele quebraria meu pulso facilmente. – Não se esqueça de quem eu sou. Já  tentei de matar uma vez, porque não faria de novo? A diferença é que dessa vez, eu vou acertar direto seu coração.



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