História Stalker: Obscure Love (Imagine Jungkook) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Personagens Originais
Tags Jeongguk, Jungkook, Medo, Personagem Original, Suspense
Exibições 118
Palavras 5.801
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem é vivo sempre aparece né?

*desvia de uma pedrada e é atingida por um objeto não identificado *

Ai em beq~

Eu escrevi o capítulo escutando o álbum Agust D
(;—ヮ—)
E o final ficou por I Need U mesmo porq çim ♡゙

Obrigada pelos favoritos e comentários, sério, eu amo vocês.
Sem more delongas :v

Boa leitura.

Capítulo 5 - Chapter V


Fanfic / Fanfiction Stalker: Obscure Love (Imagine Jungkook) - Capítulo 5 - Chapter V

Chapter V

– Despair –

 

“Maldita! Você nunca vai conseguir fugir de mim, __________! Eu vou te encontrar aonde quer que vá, nem que seja no inferno!”, aquela frase insistentemente ecoava minha cabeça, ne causando muito mais do que apenas simples calafrios.

 

O medo me envolvia, e a cada passo que dava, parecia que a porta mais distante ficava. Nada mais passava por minha mente a não ser tentar fechar a porta pelo lado de fora após passar por esta. Minhas mãos tremiam, mal conseguindo executar diretamente tal ato. Sabia que não ia conseguir trancar aquela porta por muito tempo, apenas sabia que havia a fechado com força e que, de alguma forma, esta parecia emperrada.

 

Tornava a sentir minhas pernas instáveis, estava suando frio e procurava desesperadamente saber por onde ir, uma vez que a claridade do local não era muita.

 

Tudo indicava ser uma hora da tarde, mas, por algum motivo que eu totalmente desconheço, sequer estava iluminado como deveria no segundo andar, e essa aparência lúgubre que tudo fazia questão de tudo envolver não amenizava nem um pouco o meu medo. A energia não havia acabado de vez; as luzes das lâmpadas ainda piscavam frequentemente, o que fazia esse lugar parecer digno de uma cena de filme de terror, o qual tinha eu como protagonista, que tentava fugir de algum assassino. 

 

Desde muito tempo esse colégio não tem um gerador de emergência e, até o presente momento – para aumentar o meu desespero –, não conseguia ver mais ninguém pelos corredores por onde passava; era como se todos tivessem nos esquecido aqui à própria sorte.

 

O ar escapava facilmente por minha boca, deixando-me cada vez mais ofegante e a todo momento ao correr ouvia estranhos sons que pareciam vir detrás de mim. Sentia como se fossem sussurros indecifráveis contra minha nuca; era assustador, já que olhava para trás e ninguém via. Apenas sei que nunca quis tanto que Jeongguk estivesse tão distante, como agora.

 

Meus calçados praticamente faziam-me praticamente escorregar a todo momento, mas ficar sem eles podia ser ainda mais pior. Sempre que puxava o ar para os pulmões, o som parecia soar cada vez mais alto – o que não deveria acontecer –, e ouvir todos os sons por onde passava era o pior.

“Não devia estar tão escuro! É apenas ‘uma hora da tarde!” minha mente gritava, quase deixando esse pensamento se tornar em voz alta ao pousar o olhar no meu relógio no pulso. Rapidamente desço as escadas pulando alguns degraus, ficando perto de um armário, querendo logo ver a porta de saída no final do corredor.

 

– D-Deveria ter pelo menos algum zelador ou algum professor por aqui.. – murmuro ofegante. – A menos que.. – o meu eu olhar paira sobre o relógio preso à parede. A pior constatação que poderia ter agora veio-me em seguida; não era apenas uma hora da tarde como pensava. O relógio defeituoso em meu pulso facilmente enganou-me por todo esse tempo.

 

Meu peito instantaneamente passou a apertar muito mais ao ver que estávamos uma hora a mais do que eu pensava. A escola estava fechada, esse é o porquê de não haver ninguém aqui.

 

Minha mente estava praticamente toda em branco, apenas seguia em frente por mais difícil que fosse cada vez que ouvia os sons fortes, mas lentos de sapatos contra o chão.... E definitivamente não eram os meus sapatos.

 

A biblioteca estava totalmente silenciosa em grande parte do tempo em que permaneci ali, e uma vez que todos sabiam que ela sempre ficava vazia ao decorrer dos dias e dificilmente alguém entrava no lugar a não ser um funcionário, ninguém fez questão de ir checar; como se já não bastasse, isso era o cúmulo do descaso.

 

O meu coração continuava a mil, e eu não podia lembrar que os corredores eram tão sombrios assim quando vazios. Essa cena me lembrava fortemente às mesmas daquele dia, daquele dia de incêndio que aqui ocorreu e que nunca deveria ter existido. O mesmo que era o causador indireto dessas atuais circunstâncias. E, agora, tinham dois fatores que mais agravavam a situação. Intensa e incessante chuva caindo do lado de fora, e um perseguidor maníaco atrás de mim.

 

Querida... onde será que você está? – aquela voz rouca e cínica que eu menos queria ouvir parecia vir de algum outro corredor, o qual aparentava estar próximo ao que eu estava.

 

Não sabia se poderia mesmo esconder-me em algum lugar até que Jeongguk deixasse de ir atrás de mim, pois um mau pressentimento me dizia que ele não pararia até estar frente a frente comigo de novo, era o que mais tinha medo. Quando poderia eu ter imaginado tamanha mudança de comportamento dele?!

 

O auditório? O laboratório de biologia ou o refeitório? Não... Era extremamente óbvio para alguém como ele... Com certeza o Jeon me encontraria em lugares como estes rapidamente, sem fazer nenhum tipo de esforço, e sabe-se lá o que faria comigo depois, e se eu já pude ver um pouco do que ele é capaz de fazer, de maneira alguma iria querer parar agora para sentir em minha própria pele. Eu olhava insistentemente para trás, agradecendo por um segundo por ver o vazio atrás de mim, e ainda pedindo para tudo o que eu mais acreditava que isso fosse real e que não houvesse ninguém me caçando.

 

O que mais poderia ser “ter sorte” numa situação como esta? Uma simples e inútil superstição, a qual de fato se tornaria minha ruína caso continuasse a crer nesta.

 

Quando por um mínimo instante cheguei então a acreditar que isso poderia ser um sinal de que algo estaria dando certo para mim, ao ver que as luzes pareciam ter voltado, estas novamente começam a oscilar em apagar e acender por completo, ficando assim por alguns segundos e nesse exato meio tempo risadas ecoavam, como se houvesse algum motivo para estas. A velha porta de madeira maciça um pouco à minha frente nunca parecera tão convidativa quanto agora. No exato momento em que tudo parecia ao desconsiderar o som das trovoadas, tudo estava silencioso ao tocar na maçaneta e tentar empurrá-la com a força que me restava para abri-la e passar por ela, outro estranho som então soou, fazendo-me arfar, em pânico. Ouvia o som de uma voz que eu bem conhecia começar a cantarolar uma música infantil em tom de murmuros, vindo de algum lugar ainda mais próximo à mim.

 

Ele sabia exatamente aonde eu estava neste momento.

 

Instantaneamente tentei empurrar com mais força a porta e para minha surpresa, a mesma realmente estava destrancada – algo que nunca havia presenciado antes durante o tempo que ficava na escola. Poderia acreditar que isso era uma possibilidade maior à minha tentativa de “fuga”?

 

Não. Tola eu fui ao pensar algo assim. O mundo não conspirava ao meu favor, por que faria isso agora então? Como se pudesse adiantar alguma coisa nesse momento, eu rezava para que o meu coração não batesse tão rápido, e que eu conseguisse raciocinar direito agora, mesmo com o extremo medo que eu ainda estava sentindo.

 

Ao sair debaixo da parte coberta,  pude então sentir os primeiros pingos de chuva caírem em minha cabeça, sendo logo acompanhados de outros e muitos mais. Mesmo com tudo o que continuava a sentir em meu corpo, sendo uma mistura de dor e, ainda assim, nojo por conta dos recentes toques contra minha vontade em minha pele dando-me um enorme desconforto, comecei a ir o quão rápido eu conseguia em direção ao portão principal não me preocupando mais com o barulho que poderia fazer quando pisasse com força em contato com o chão. Pensara eu que tal portão que daria acesso à rua, estivesse igualmente da mesma forma a qual a última porta que passei, estava.

 

Não que isso fosse realmente verdade.

 

No presente momento em que fiquei mesmo de perto, vi que minha esperança foi inútil por conta de um grande cadeado trancado estar presente no local acima da fechadura. Amaldiçoei mentalmente essa situação diversas vezes como se alguma coisa pudesse amenizar.

 

Se o mesmo portão de coloração cinza não se tratasse de um totalmente liso e fatalmente impossível de se tentar passar por cima dele, faria-o eu sem ao menos pensar duas vezes. Na cabine aonde deveria estar alguém para fazer a segurança do colégio não havia ninguém. Eu questionava mentalmente, diversas vezes qual era o porquê de tudo isso.
Um barulho extremamente alto de algo sendo estilhaçado vindo de dentro do prédio principal então alertou-me que o perigo ainda continuava a ser totalmente constante.

 

Ele estava perto.

Se o Jeon me visse aqui, temia o que aconteceria.

 

Minhas roupas estavam demasiadamente encharcadas. Qualquer um pensaria que isso não era de importância alguma agora caso estivesse na mesma situação a qual me encontro e, desde que conseguisse escapar o mais rápido possível daquele ‘stalker e desse amor, que Jeon Jeongguk dizia e parecia acreditar sentir por mim.

 

“O que de tão mal teria feito eu para que isso estivesse acontecendo comigo?!” era a única pergunta que me vinha à cabeça no momento ao ter uma ideia e seguir para outro lugar o qual eu pensava que poderia ajudar a me esconder por pelo menos algum tempo.

 

Não. Jamais me renderia a ponto de pensar no que Hyeri disse; que, nas entrelinhas, algo que eu nunca poderia ter sequer imaginado uma vez, no caso algo ruim, aconteceria só porque algumas pessoas acreditam que coisas sombrias acontecem nesse dia. Estaria eu então sendo muito teimosa ao me recusar acreditar nisso? Não... O que agora acontecia era apenas uma horrível coincidência.... Tinha de ser!

 

Ao ouvir o tom da voz alheia mais uma vez se tornar alta e se fazer presente mais próxima, em desespero entro em um lugar para sair da chuva e para evitar que fosse vista. Parecia até ter dado certo, eu não ouvia mais nenhum som suspeito próximo à mim.

 

De fato não posso negar que o meu pensamento estava totalmente preso em ‘Jungkook. Como ele poderia saber que está vindo em minha direção se nenhuma pista de onde eu estava ele tinha? Eu não sabia mais o que pensar dele. Segundo o próprio Jeon, era ele quem mandava aqueles bilhetes todos os dias, contendo tanto aqueles dizeres delicados quanto os que mesmo sem querer me deixavam aflita pelo dia inteiro após ler aquilo. Se, e somente se, ele não se identificava antes por não ter “autoconfiança” o bastante, então eu realmente não sabia o que era aquele monstro que ele se revelou ser enquanto estávamos na biblioteca, e, sinceramente, não gostaria de descobrir muito mais sobre si.

 

Eu sentia aos poucos a dor no meu peito se ausentar e olhava para os lados cuidadosamente ao começar esgueirar-me pelas marquises dos prédios, uma vez que o lugar o qual estava era apertado demais para se ficar por muito tempo. Buscaria outro local para ficar por enquanto.

 

– Estou ficando cansado dessa idiotice. Apareça logo, ___________, enquanto eu ainda estou de bom humor.

 

Aquela fala ecoando até mim fora nada mais nada menos do que o suficiente para que me fizesse aumentar o passo mais uma vez. Incrível mesmo era ver como ele não desistia de ir atrás de mim.

 

De fato não foram muitas, mas quando ele havia vindo falar comigo, foram diversas as chances que ele teve de tentar chamar minha atenção de algum modo bom. Não precisava ser nada muito planejado, tampouco extremamente romântico, apenas agradável e que me fizesse gostar de ter essa possível surpresa... Mas não, ele optou pelo modo mais complexo de fazê-lo.

 

Eu começava a tentar abafar o som cada vez que eu espirrava, por conta da friagem que tinha tomado na chuva. O meu agasalho de lã, que agora ficava enorme no meu corpo estava completamente molhado – já não servindo mais para me aquecer –, e que estava mesmo ficando pesado de se ter no corpo.

 

A chuva continuava a cair, e eu estava agora andando sorrateiramente entre as pequenas marquises dos prédios do colégio, tentava não chamar a atenção de quem menos queria. O que seria praticamente impossível, já que o lugar onde eu tinha de ficar era limitado, por ter me distanciado um pouco do prédio principal. Continuava a pensar em algo para escapar, e juro que por um momento pensei mesmo que Jeon não estava mais atrás de mim; que havia desistido, e que eu poderia ficar calma. Todavia, com tudo o que ele disse para mim anteriormente, eu sabia que ele não estava disposto a me deixar ir embora. Sentia como se ele estivesse em meu encalço, muito perto. Já tinha ouvido passos e podia jurar que ele estava apenas a justamente um passo de distância de mim, sentia como se a qualquer momento ele fosse tocar em meu ombro e dizer “game over”.

 

Meus olhos piscavam freneticamente tentando se acostumar com o atual clima nublado e tentar enxergar alguma coisa em minha frente. Eu voltava a tremer apenas por pensar em suas intenções caso me encontrasse. Ele... poderia ser mesmo capaz de me matar se quisesse? Isso é o que mais me apavorava entre todas as possibilidades de algo acontecer comigo em decorrência aos atos alheios.

 

Eu nunca fui uma garota travessa, que praticasse o mal; acredito piamente nas leis de um ser Superior que guia minha vida, e as sigo, então por que eu não podia ver que isso não passava de mais um pesadel-

 

– Um pesadelo... I-Isso é como um pesadelo.. Mas não qualquer um..
Eu conheço esse pesadelo que estava acontecend... Não! Não pode, não deveria, é apenas algo terrível que foi projetado por mim...

 

Mesmo que tudo parecesse confuso ainda e meus pensamentos não passassem de um emaranhado de desconforto e desespero, algo ocorreu-me diferentemente do que geralmente acontecia enquanto eu estava adormecida, eu sentia apenas uma forte intuição, que parecia dizer que eu deveria seguir outro caminho – afinal, naquele sonho ruim, eu ia justamente para a biblioteca, o que era uma possibilidade simples e totalmente fora de cogitação. Meus passos largos instintivamente seguiram para o lado oposto do prédio A, onde também ficava a biblioteca. 

 

Parei em frente à porta que dava acesso ao vestiário do ginásio, que por sinal se fazia bem grande, portanto talvez conseguisse esconder-me por um tempo nesse local. Suspirei aliviada por um mísero segundo; mal podia saber o que havia feito mesmo, ou como conseguira de fato chegar aqui, eu sentia mil e uma coisas de uma vez só em mim, pensamentos que me assustavam tomaram minha mente como num passe de mágica.

 

Outra pessoa poderia ter ido para alguma sala de aula, uma que não fosse muito usada e consequentemente mais difícil de ser lembrada, entretanto, eu sabia que tudo poderia estar trancado, e acreditava que Jeongguk não iria me procurar em um lugar como este. Não agora. Quase ninguém permanece aqui por muito tempo, logo, o lugar era considerado um tanto quanto abandonado e assustador. Eu, é claro, mais uma vez achando que isso era idiotice, ao conseguir de alguma forma entrar aqui o mais rápido que pude, olhando para a parede buscando de primeira algum modo de conseguir enxergar bem o que estava em minha frente; imediatamente desistindo da ideia por conta da luz exterior iluminar parcialmente onde estava, possibilitando-me de ter uma mínima chance de conseguir ver algo.

 

Sinto uma última gélida brisa passar por mim antes da porta se fechar sozinha com o vento, dando-me vontade de tossir. Quando tudo isso... acabasse poderia sair daqui em segurança, era tudo o que eu pensava e mais queria.
Estava quase que imediatamente escorregando no chão por meus sapatos estarem molhados e pisar no chão daquele jeito, me fazendo repreender a mim mesma por conta do barulho esganiçado soar quando a sola do sapato e o chão se encontraram. Meu olhar logo se pôs sobre os idênticos armários, os quais possuíam uma cor azul e sua tinta parcialmente desgastada, corroída. Meu único pensamento ao ver vários destes foi correr em direção aos que estavam mais no fundo do local e, consequentemente, mais escondidos, mais difíceis de ver superficialmente. Eu olhava para os dois lados, e então uma outra ideia apareceu.

 

 

Parecia mesmo era que o céu estava prestes a desabar pelo modo como estava agora, e sem que eu pudesse reprimir o susto, um som baixo escapa por meus lábios, tornando o ruído abafado por não sair completamente do armário o qual eu havia entrado e igualmente fechado o trinco da porta sem pensar duas vezes.
Eu estava segura agora. ‘Jungkook não poderia encontrar-me aqui.... Não poderia.

 

Eu estava erroneamente enganada; eu não deveria ter pensado daquela forma.

 

Minutos se passaram e tudo parecia ter ficado sob controle. O som da chuva aos poucos parecia enfraquecer consideravelmente, mesmo que não tivesse parado totalmente. Neste meio tempo, minha respiração já havia conseguido se normalizar, estando agora calma e quase imperceptível. Já estava preparando-me para sair daqui e ir para em outro lugar, ou quem sabe até mesmo ir tentar abrir o portão de alguma forma. ‘Jungkook não poderia estar atrás de mim ainda, sequer poderia saber onde eu estava... além do quê, ele não podia ser persistente dessa forma.... certo?

 

Coloco a mão no trinco do armário, prestes a empurrá-lo para destrancar e então abrir a porta do mesmo, porém, parecia como se tivesse ouvido a maçaneta da porta e, antes que o silêncio tomasse local de novo, um estrondo se faz presente, como se a porta fosse  brutalmente chocada contra a parede. Cautelosamente coloco-me apoiada na parte de trás do armário na esperança de não fazer mais nenhum barulho ao perceber possíveis passos de alguém entrando no vestiário. Passos de quem eu sabia que, indo contra todas as minhas preces de escapar, havia infinitas chances de ser quem eu mais temia que fosse. Arregalo os olhos e levo a mão em frente à boca, tentando abafar qualquer possível ruído quando ouço aquela mesma risada debochada. O pior de fato aconteceu.

 

Ele estava aqui.

Perto. Extremamente perto.

 

– Essa brincadeira é tão divertida... Você se esconde, e eu vou te procurar. É tão infantil, você não acha? – ri, e então mais um barulho soa, o de um um soco acertando um dos armários. – Não adianta se esconder. Eu vou encontrar você, __________. E assim que isso acontecer, nós então poderemos ‘brincar de outra coisa, concorda? Existem diversas opções muito... muito divertidas. – o tom cínico em sua voz ecoa pelo lugar.

 

O modo como ele falava inspirava uma falsa verdade, porém nada me faria acreditar nisso.

 

Aish... Por que você se esconde de mim, ___________? Eu só quero que você me ame, assim como eu amo você, entende isso? É tão simples... – a voz rouca de Jeongguk, de novo, agora mais alta e com um tom alterado estava me deixando totalmente desnorteada ao lembrar vagamente daquelas mesmas palavras do sonho e mais uma vez pedir aos céus que isso não estivesse mesmo acontecendo.

 

Jungkook parecia ser alguém tão pacífico e normal... Mas eu não sabia mais do que ele era capaz... Ele estava louco e o motivo, ao que tudo indica, sou eu.

 

– Não responder as pessoas enquanto falam com você é falta de educação, sabia? – ele ri soprado. – Diga alguma coisa, eu quero ouvir a sua voz doce dizendo o meu nome mais uma vez!

 

Foi inevitável perguntar a mim mesma milhares de vezes como ele teria me achado em um lugar tão incomum como esse. Como, de que maneira poderia ela ter conhecimento de onde eu estava...

 

– Sabe, pessoas como eu, tendem a ser extremamente persistentes quando querem algo. Alguns até dizem que isso tem a ver com o zodíaco, acredita? Como se uma merda dessas realmente existisse. 

 

A cada palavra que ele desferia apenas me fazia sentir algo que nem sabia mais identificar, apenas sabia que não era bom. Não queria estar aqui, queria acordar desse pesadelo apenas mais uma vez como sempre.

 

‘Além disso, isso foi muito, muito fácil te encontrar, criança ingênua. – comenta simplista. – Como já deve ter percebido, somos os únicos nessa escola. Não que isso seja de extrema importância, mas facilita; afinal, se não fosse por conta de uma certa coisa que está com você, algo que jamais poderia imaginar, essa brincadeira se estenderia um pouco mais. – diz calmo, e eu imediatamente tentei entender do que e falava – Aigoo, eu consigo escutar o seu desespero, querida _________. 

 

Ele diz sem alterar a voz, e eu então posso a ouvir seus passos, transitando pelo vestiário.

 

– Você é inteligente, sabe disso, não sabe? Você realmente supera muitos em diversos pontos. – começa a fungar enquanto falava. – Mas então... Por que cometeu erros tão amadores? Tamanho é o teu medo de mim, que te fez esquecer princípios básicos de como “fugir” de alguém?

 

Dessa vez altera o timbre de voz e logo começa a possivelmente abrir a porta de um armários do lugar com tanta calma, que me deixava em nervosa de novo. 

 

Você provocou quem não devia, tem consciência disso, e agora, não vai ser se esconder na porra de um armário que vai te livrar de mim. – repete seu ato mais uma vez – Haviam milhões de lugares nessa maldita escola para que nós pudéssemos brincar de “pique-esconde”. Como os clubes de atividades, talvez. O de música, por exemplo, eu não pensaria em te procurar lá. Ou quem sabe, se esconder no banheiro por um tempo e depois fugir pela báscula, saindo do colégio pelo portão dos fundos.

 

 Mostrou-me que a minha teoria estava errada, no entanto tentou fazer com que eu acreditasse que que realmente poderia despistá-lo. Eu muito bem sei que os lugares que ele citou seriam os primeiros a ir durante essa minha incansável “busca”. – Mas se escondendo aqui, você apenas me poupou tempo. – se aproximava cada vez mais de onde eu estava. – Está ouvindo isso, Lily? – o barulho de chaves, batendo entre si.

 

Havia conseguido chegar até aqui, sem alguma “dificuldade” por esse motivo... Tudo... Ele sabia de tudo,  previu o que aconteceria e havia planejado isso... – Você não lembrou que além de eu ser o líder do clube de basquete, isso poderia ficar comigo por ser responsável pelo ginásio, certo?

 

Eu mentalmente tentava me acalmar, repetindo os versos de uma música que não recordo-me de quando fora ensinada à mim, porém estava funcionando. Mesmo enquanto em poucos minutos Jungkook já havia executado seu ato de abrir quase todos os armários. A situação era pior do que eu alguma vez imaginei; ele realmente sabia onde eu estava desde o início, logo, pela da quantidade de armários que existiam aqui, ele havia deixado apenas onde eu me encontrava.

 

– Eu tive muito tempo, um longo período de anos, para saber cada trejeito, mania e hábito seu, então não se engane quanto à mim, meu amor, eu sei como está agindo. Você realmente não iria acreditar no real porquê de eu ter certeza de onde você está. –  ouço um longo suspiro de sua parte – ...Mas você está machucando o meu coração, se escondendo assim, uma vez que poderia ter aceitado meu pedido de outra maneira... Poderíamos ter evitado tudo isso, __________.

 

“Se você ao menos tivesse um coração, Jeon, talvez isso pudesse acontecer mesmo.”

 

– Já imaginou como seria nossa vida juntos? Você seria.... Não, você é, o meu mundo. Tudo o que faço pode ser relacionado a você, basta dizer um ‘sim’, e eu poderia te dar tudo o que você mais quer.

 

Não entendia como ele poderia mudar o modo de agir dessa forma. Era tão estranho presenciar seu tom de voz de uma forma, e devido algo que eu não consigo explicar, depois mudar completamente. Eu apenas ouvia algo como um gemido de dor quase inaudível, como se estivesse com dor devido alguma coisa.
Depois de alguns segundos de silêncio, Jeongguk começa novamente.

 

– Hhm... Pensando bem, creio que me enganei... não há ninguém aqui, certo? Só falta uma porta a ser aberta... mas acho que não há nada atrás dela. – diz irônico e por impulso puxo o ar para dentro, prendendo a respiração. – Terei que procurar a minha ________ em outro lugar então. – completa ele, e eu ouço o som de passos fortes no chão novamente, e em seguida o som da porta e fechar fortemente e não posso deixar de dizer o quão aliviada havia ficado.

 

Ainda não fazia ideia o que aconteceria daqui para frente, mas ao minimamente aproximar-me da porta do armário e pela fresta deste tento olhar o local externo por esta, não vi ninguém; tudo estava aparentemente “normal” na medida daquelas circunstâncias, e exceto por tudo o que está acontecendo no momento. Depois de vários e vários minutos e de pensar melhor se devia ou não fazer isso nesse momento, abro cautelosamente e bem lentamente a porta para que esta não fizesse nenhum barulho, deixando apenas um espaço para que pudesse enxergar.

 

Não vejo ninguém.

Nenhum sinal de vida além de mim...

 

Ao dar um passo para fora, também com o mesmo cuidado, posso sentir o mesmo ficar mais uma vez encharcado por conta dos momentos em que fiquei parada e posso ver o chão começando um tanto escorregadio ao sair totalmente de onde estava e respiro fundo ao andar sem fazer barulho. Estava me concentrando apenas em sair do local para me afastar Jeongguk de mim novamente, logo me dirigindo para a porta. Vou me esgueirando entre os armários, com o mesmo cuidado sobre andar em silêncio, uma vez que estava sendo sempre difícil, e quando estou prestes a dar a volta do corredor do vestiário... 

 

Sou totalmente surpreendida com um uma coisa tão inesperada que fora digno de me fazer arregalar os olhos e quase gritar; por muito pouco eu não o faço e não chamo a atenção novamente. Mesmo que quisesse, som algum saiu da minha boca, não sabia explicar o porquê de estar tão apavorada daquela forma', apenas levei a mão ao peito, tentando me acalmar e dou um passo para trás, suspirando audível.

 

Era apenas um casaco que fora esquecido no vestiário.

 

Apertei meus olhos, demorando segundos para abri-los novamente, esperando que ao fazê-lo, me encontrasse em outro lugar e em outra situação.

 

Uma vez isso não ocorrendo, volto a fitar a porta, estendendo o braço e tocando a maçaneta. Hesitante, pressionei-a para baixo com o objetivo de abrir a porta lentamente. Nada fora do esperado. Apenas vi a paisagem como deveria acontecer de qualquer modo. Comprimi os lábios, olhando aflita para frente e viro para o lado direito, relutante em fazer o mesmo do outro lado. Também não havia nada anormal desse lado.

 

Saí de onde estava, sentindo novamente a água vinda do céu molhar meu rosto e corpo, e começo andar olhando incansavelmente para trás agradecendo por nada além do esperado ver, mesmo que estivesse com uma sensação estranha.

– O que é qu-

 

Antes que pudesse olhar para frente, antes que pudesse entender o que estava acontecido e o porquê de tudo aparentar estar como apenas em mais um dia de chuva, sinto algo se emaranhar nos fios de meu cabelo – agora praticamente escapando do elástico que o prendia pela umidade deixá-los mais lisos –, e estes serem puxados com violência. Entre todos os sons a minha volta, um facilmente era identificado.

 

Fechando os olhos por impulso e franzindo o cenho, sinto o impacto de minhas costas abruptamente contra a gélida parede de algum lugar ainda não identificado.

 

Comprimindo os lábios, com dor, levo as mãos ao lugar onde era aplicada com tal força desnecessária.

 

Abrindo um dos olhos, e em seguida o outro, resisto em olhar para cima e ver quem fazia aquilo.

 

Sentindo de súbito uma mão em frente à minha boca e outra simultaneamente em meu pescoço apertando com força, eu o olho, tentando buscar o ar que me instantaneamente começava a faltar para respirar.
Sim, muito infelizmente, eu sabia quem era e também sabia que provavelmente, agora era o meu fim.

 

– Ah... eu finalmente encontrei você... – comentou baixo, pertondo meu ouvido. – Agora você vai aprender, da maneira mais difícil, a ser uma boa garota e não fugir mais de mim ou ignorar meus sentimentos, ouviu bem? 

 

Não precisava sequer ser nomeado, era o óbvio. Diz ele, e dá uma risada diabólica e seguida, enquanto eu voltava a sentir meus olhos marejados, fitando-o como se imolorasse por piedade –  Ah... Ela está chorando... Tão adorável... – sorri de lado, parecendo nao se importar com os próprio cabelo molhado e com seus fios que agora beiravam a frente do olho esquerdo.

 

Por um breve segundo deixou-me respirar normalmente, apenas continuar a prensar-me no local de tal forma que fazia minhas costas doerem. 

 

– P-Por favor, pa-pare... – pedi abafado, começando a sentir dor em minha cabeça.

 

– Foi tão divertido brincar de pique-esconde com você... – diz cínico, dessa vez começando a tirar a mão dos meus cabelos e ir para meu rosto, e passa o polegar em minha bochecha. – Seria uma pena... Se eu odiasse essa brincadeira, mais que tudo!

 

Riu, voltando se aproximando de mim, com aquele olhar que parecia transmitir o mais puro ódio. Eu me debatia, querendo me soltar, porém ele agora literalmente cola nossos corpos, e em seguida segura meu rosto e me forçando a fita-lo. Devido a esse ato, posso ver o corte não tão profundo que havia se formado em sua testa e também em sua boca, algo que não parecia ser de importância para ‘Jungkook. Ambas partes escorriam sangue e sua mão não estava diferente, tanto que sinto meu pescoço ser tocado com uma das mãos ensanguentadas.

 

Ele por algum motivo deixa de pressionar meu pescoço, fazendo me tentar buscar ar desesperadamente para os pulmões. Uma breve frase surgiu-me, a qual por mais uma vez era semelhante ao pesadelo que me assolava por quase um ano.

 

– Por favor... Me deixa ir embora...  Jeon Jeongguk... – suplico, já sentindo as lágrimas incessantes rolarem novamente sobre meu rosto.

 

Ele parecia gostar de ficar tão próximo à mim, o que, na verdade, causava-me mais aversão a ele, somente.

 

– _________, querida... Não fale coisas assim... Tudo isso apenas acabou de começar, entendeu? – abre um sorriso sádico, me fazendo recordar perfeitamente de quando ouvi isso dele pela primeira vez. – Você entendeu?! – ele repete em um tom alterado, e eu aceno freneticamente para os dois lados, não concordando de maneira alguma.

 

– S-se me deixar... eu juro que não contarei nada à ninguém e nós poderemos esquecer tudo isso que aconteceu! – tento uma última vez, mesmo sabendo que jamais esqueceria esse episódio.

 

– Ah, Lily... Olhe sua condição atual... Você não está em posição de negociar nada. – puxa novamente meu cabelo para trás, fazendo minha cabeça pender para baixo, consequentemente. – Lily, falando coisas desse jeito, você me magoa... Eu não queria ter de ser tão mau com você, mas você me obriga a isso. – chama-me mais uma vez pelo apelido que só os meus pais e minha amiga sabiam e eu arregalo os olhos novamente.

 

– Como você pode saber esse nome?! – digo assustada e o vejo fazer um bico.

 

– Eu sei tudo sobre você, dongsaeng. Além do quê, eu sempre pude te ver em qualquer lugar, sabia? Portanto, não adianta querer, você nunca vai ser livre de mim enquanto eu não quiser e... te juro que eu vou te querer até a eternidade. – sorri de modo assustador, rapidamente beijando o canto da minha boca. – Você é minha, _________. Quero que esteja ciente disso. Quando te vi pela primeira vez, já sabia que você me pertencia. Quando te vi em coma no hospital, nunca saí do teu lado, e é assim que me agradece? Fugindo de mim?!

 

Viro meu rosto, continuando a tentar fazê-lo se afastar de mim; me soltar, embora sem sucesso.

 

– Desde o dia que aquele incêndio aconteceu, você deveria saber que nenhum outro homem pode pensar em você, chegar perto de você e muito menos tocar em você. Não admito que algum outro goste de você, assim como eu gosto.

 

Começa a falar perto do meu ouvido, depois beijando o meu rosto, e então me imobiliza em seus braços. – Diga que é minha, só minha, _________. – ordena com a voz firme, e eu nego freneticamente com a cabeça. Não aceitaria isso de maneira alguma. – Ainda diz não? – agora sinto ele apertar meu pescoço sem piedade; diferente das outras vezes, com mais força, me erguendo brevemente do chão e me olhando diretamente nos olhos, como se pudesse ver minha alma.

 

N-não sou sua p-propri..edade... Kook. – digo com uma dificuldade extrema pela falta de ar. Seguro seu braço que me prendia e tento afrouxar o aperto, e inesperadamente, isso de fato ocorreu. Os céus atenderam o meu pedido, e quando sua mão se faz ausente prendendo meu pescoço, eu simplesmente fui ao chão; sem forças para levantar, tossindo diversas vezes.

 

Jeongguk se afasta um pouco enquanto me fitava, com os olhos arregalados e levando a mão à cabeça. – Não... Não.. Não quero... – fecha os olhos com força, voltando a dois passos a frente e a me levantar agora puxando-me pela gola da blusa.

 

Jungkook não estava em seu estado normal definitivamente, não estava mais medindo as consequências de seus atos.

 

– Olhe o que você faz comigo, _________! Você é minh... – algo o fazia parar sempre que queria dizer alguma frase. – E-Espere eu não quero iss... – me olha daquela mesma forma penetrante, segurando meus ombros, enquanto eu sentia minha visão vacilar. – Eu te quero muito, Lily. Diga que eu sou seu dono e que você pertence à mim!

 

Não sabia o que iria acontecer caso continuasse a dizer não numa situação dessas. Eu não iria aceitar de forma alguma, mas tinha medo do que me aconteceria.

 

– E-Eu pertenço à v-você, J-Jungkook... – digo com a voz falhada e instantaneamente ele deixa de apertar meu corpo. Ele volta sua mão agora livre à cabeça parecendo sentir dor mas depois sorri como se nada tivesse acontecido.

 

– Veja só. Você mesma admitiu que pertence somente à mim, e não há nada que eu não saiba sobre ti. Agora só falta você saber mais sobre mim, para sermos um verdadeiro casal apaixonado.

 

– Não! Jeongguk, eu te odeio. ODEIO! – a última parte saiu por impulso e ele arregalou os olhos, surpreso e eu tento desesperadamente socar seu peito para me soltar.

 

– Eu entendo. Para você isso está sendo muito novo e ainda não se acostumou, certo? Mas quando age assim... Parece que você não quer que eu seja bonzinho com você, não é mesmo? – me pergunto o que ele quis dizer com isso.

 

Quando eu menos esperava, ele me beija uma última vez e sussurrando algo em meu ouvido. 

 

Amo você, _________... 

 

E essa foi a última coisa que escutei antes vê-lo tirar algo do bolso e com força, colocar em frente ao meu nariz. Minha visão ficou embaçada, o que eu via começou a ficar distorcido logo e ficar escuro.

 

Só tinha certeza de uma coisa. Eu não tinha morrido, e esse ainda podia ser o pior de tudo.


Notas Finais


POSTEI, PRONTO :V

Peço desculpas se não ficou bom, mas é isso que essa autora aspirante a dramaturga escreveu ;–;

Entonces? Opiniões? Críticas construtivas? Elogios? (parei -qq)
Comentem se gostaram, amo saber o que vocês acham da história.
Nem que seja um “continua”, isso me dá inspiração e vontade de escrever.

EU CONSEGUI. MENOS DE 6K DE PALAVRA (consegui? noa sei, não vi ainda)

Obs.: Desculpem os erros :3

↬ See you soon


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...