História STALKER- Você Despertou O Pior Em Mim - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Original, Sexo, Stalkers, Suspense
Exibições 7
Palavras 3.502
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi gente! Demorei mais cheguei. Quero pedir desculpas pela demora, tive uma semana infernal com Unicamp e logo em seguida Fuvest! Me fuderam e não foi divertido... Mas em fim, capítulo fresquinho para ocês. Espero que goste e Boa leitura!

Capítulo 10 - Capítulo Dez


                                                                    ∞

Abro a janela e deixo a brisa fria do outono entrar, sinto o vento gélido passar pelo meu corpo provocando um arrepio diferente. Isso não é bom. O verde se tornou cinza e a ultima folha do imenso salgueiro do meu quintal caiu como uma pedra ao chão. Algo está errado. Eu conseguia sentir isso dentro de mim, algo de muito ruim estava acontecendo.

- Amor... Está tudo bem? - Jordan envolveu os seus braços em volta da minha cintura e apoia seu queixo no meu ombro. – Eu não sei... Acho que estou com um pressentimento ruim. - digo acariciando seus braços enquanto observo um esquilo subir em um galho. Ele beijou o meu pescoço e suspirou levemente. – Ela vai ligar. - Apoiei minha cabeça na sua e fechei os olhos.   – Uma semana Jordan... Ela nunca se esqueceu de ligar sequer um dia e do nada ela para. - me afastei e fui em direção à cama sentando na beirada. – Sua irmã sabe se virar, ela é durona e se estiver com algum problema ela vai saber resolver. - ele disse. Passei as mãos nos cabelos e respirei fundo. – Isso é diferente amor... O que estou sentindo é a mesma coisa que senti quando houve aquele acidente. - coloco a mão sobre o peito e franzi a testa. Jordan se sentou na minha frente e segurou a minha mão. – Nicole ela tem vinte e três anos, já é adulta e sabe se cuidar. Ela deve ter conseguido algum papel e quando ela tiver certeza ela vai ligar nos dando essa ótima noticia. - ele acariciou a minha bochecha, fechei os olhos e apreciei o seu toque. – Ela vai ligar. - ele sorriu o que fez covinhas se formarem em suas bochechas. Apoiei minha mão sobre a sua e apertei levemente. – Você deve ter razão... Mas quando ela ligar que se prepare... - levantei e fui em direção ao banheiro, peguei o meu roupão de seda preta e o coloquei – Vai ouvir até o que não quer! – digo irritada. - Jordan ri e vai em direção à porta. – Eu não tenho dúvidas.

Olho-me no espelho e sinto a mesma sensação ruim, aquele tipo de incomodo que faz suas entranhas se revirar, sim poderia ser alguma coisa... Ou não. Escovo os meus dentes e abaixo e pego um pouco de água, gargarejo e cuspo. Levanto e encaro o espelho levando o maior susto. Dustin parado a alguns passos atrás de mim, seu rosto parcialmente desfigurado seu braço tinha uma fratura exposta e sangue muito sangue.

-Dustin? - sussurro ainda encarando o espelho como se ele fosse de outo mundo. Seu olhar estava vazio até ele escutar a minha voz, seus olhos focaram em mim lentamente. – Ajude-a! - ele gritou e avançou ferozmente sobre mim, com o susto pulei para trás e acabei esbarrando em algumas coisas na pia, mas que agora estavam no chão, estilhaçados. Faltava-me o ar, ofegante pus a mão sobre o peito e me apoiei na pia. Uma aparição de Dustin! Era quase surreal ver meu irmão após a morte, a sensação ruim aumentou e me sentei no chão, pois minhas pernas estavam bambas e eu poderia cair a qualquer momento. Enquanto juntava desajeitadamente às coisas, sua voz ecoava na minha mente “Ajude-a!” O que ele queria dizer com isso? Ajudar quem? Heloise?  - Está tudo bem ai amor? - Jordan pergunta preocupado. Levo um segundo para pensar em algo coerente para responder. – Sim!... Acabei esbarrando em algumas coisas. Você sabe como sou desastrada. - grito para que ele escutasse. Peguei as coisas do chão e as joguei no lixo, apoiei na pia e me olhei no espelho o que está acontecendo? Amarrei os meus cabelos longos em um coque, lavei o meu rosto com água bem gelada para me recompor. Sai do quarto e desci as escadas, a caminho da cozinha escuto risadas encosto na batente da porta e observo a cena com um sorriso nos lábios. Jordan beijando a barriguinha de Jake provocando as mais gostosas gargalhadas nele. Cruzo os braços, isso era a melhor coisa que alguém poderia ter, esse era o meu pedacinho no céu. Jordan percebe a minha presença e vem em minha direção com Jake nos braços. – Eu iria fazer o café, mas... - ele olhou para Jake que sorriu mostrando suas gengivas. Peguei o meu pequeno no colo. – Você não deixou o papai fazer o café meu amor? -coloquei Jake na cadeirinha e comecei fazer o café da manhã. Depois de alimentar os meus dois monstrinhos, pus Jake no seu andador Pula Pula na sala e fui ajudar Jordan a se arrumar para o trabalho.

- Então meu Xerife... Como se sente? – Jordan colocou sua farda e o ajudei a ajeitar sua camisa, eu tinha que admitir que ele estava extremamente sexy. – Nervoso. – ele suspira e tenta esboçar um sorriso. Segurei seu rosto e me equilibrei nas pontas dos pés para olhar em seus olhos. – Hey você vai se sair bem... Se ti escolherem foi por mérito e eu te amo por isso. – Ele sorriu e me puxou para um beijo calmo e terno. – Não provoca senão não deixo você sair daqui hoje. - sorri maliciosa. Jordan abraçou minha cintura. – Acho que dá para chegar uns minutos atrasado...

- Não! Nem pensar... Seu primeiro dia, sua prioridade. – estendi sua bolsa e o arrastei até a porta.

– Prometo de recompensar hoje à noite. – dei uma piscadela sugestiva. Jordan sorri malicioso.   – Mal posso esperar. - ele sorri malicioso. Ele deu um beijo na testa de Jake me deu um selinho estralado e saiu.

Coloquei no desenho para Jake e enquanto ele ria e se divertia com um garoto que tinha um cachorro amarelo que se esticava cujo nome era “Jake”, eu finalmente pude trabalhar um pouco. Comecei editando algumas fotos do Book de uma cliente, ser fotógrafa é tudo que eu sempre quis, eu enxergo as coisas muito melhor através da lente da câmera, conseguir pegar a essência das sensações e sentimentos e os transformar em belas imagens são para poucos de acordo com o meu ex-professor. Término a edição e envio o arquivo para a cliente aprovar. Depois de arrumar a casa e dar almoço para Jake, decido passar na casa dos meus pais quem sabe a louca da Heloise tenha dado um sinal de vida para o papai. Arrumo o Jake e visto jeans com uma blusa preta de gola alta e jaqueta de couro, botas de saltos razoáveis. Tranco a casa e coloco o meu pequeno na cadeirinha no banco de trás do meu mustang 1967 vermelho com faixas pretas, ganhei do papai de presente de formatura da faculdade, desde então a “Baby” é o meu xodó. Dei partida e o ronronar dela me tranquilizou quase que imediatamente. As ruas de Suphur eram calmas, melhor dizendo, eram monótonas. Havia poucas pessoas que transitavam nas calçadas, olhando ao redor consigo entender porque a Heloise se sentia completamente deslocada aqui, uma garota cheia de vida e sonhos como ela não poderia ficar aqui. Às vezes me sinto deslocada também, em alguns momentos bate uma vontade quase que incontrolável de pegar a minha “Baby” e sair explorando essas incontáveis estradas dos EUA, mas eu olho ao meu redor vejo Jordan e Jake e a vontade passa. Eu tenho tudo que preciso bem aqui. Fui forçada a sair dos meus pensamentos quando uma mulher entrou no meu campo de visão, pisei fundo do freio e o carro parou bruscamente, verifico se Jake está bem. Coloco minha cabeça para fora da janela.

 – Você é maluca?! Depois que morre não sabe o porquê! – gritei brava e apontei para o sinal que estava aberto para mim. A mulher mostrou o dedo do meio e continuou a rebolar seu rabo gordo pela rua.  Vagabunda nojenta! Movida pela raiva acelerei o carro e os pneus gritavam contra o asfalto deixando marcas do seu lamento nele e fui em direção a uma poça da água perto da vaca mal educada, virei o volante bruscamente passando as duas rodas direitas sobre a poça formando um pequeno tsunami sobre a mulher, ela gritou e levantou os braços, demonstrado estar incrédula com o meu ato. Arrumei o meu retrovisor com um sorrisinho de satisfação nos lábios, coloquei o meu braço para fora e formei um belo gesto obsceno com o meu dedo, o rosto da mulher encoberto de raiva foi se afastando até que uma viatura da Polícia entrou no meu campo de visão pelo retrovisor. Merda!  A sirene apitou alertando-me que deveria encostar, bufei irritada e encostei o carro, peguei a minha carteira de motorista e os documentos do carro. – Não foi a minha culpa!... Aquela maluca que provocou...

-Nicole? - o policial tinha uma voz familiar, olhei para ele com a testa franzida até que de repente eu o reconheci. – Jason? Oi! - Jason Underwood, amigo de Jordan do trabalho foi o ultimo ex-namorado de Heloise, foi o único que eu aprovei e até hoje eu não entendi do porque eles romperam já que faziam um par perfeito, Heloise nunca me contou essa história direito. – Que coincidência! - ele ajeita seu óculos escuro aviador e sorri. - Nossa há quanto tempo... Como vai? Novidades? – digo. Ele sorri torto e olha para os lados.  – Nada demais... As coisas ficam meio chatas sem a Lizze. - ele diz com um tom de tristeza na voz. Saio do carro e encosto-me à porta. – Não quero parecer intrometida... Mas por que vocês terminaram mesmo? - Pergunto curiosa. Ele ajeita seu coldre e  encosta-se ao carro para observar o movimento. – Para ser sincero... Nem eu sei direto o que aconteceu. Nós estávamos bem, fazíamos planos e éramos muito apaixonados, mas do nada ela disse que não estava feliz... – Ele passou as mãos na nuca. – Eu perguntei se ela achava que estávamos indo rápido demais e se ela quisesse nós poderíamos ir mais de vagar, mas ela disse que não era isso. Ela estava infeliz com ela mesma e que o problema não era eu. - ele suspirou. – Ela não te disse nada? - ele perguntou olhando para mim esperançoso. – Na verdade... Não. Ela só me ligou e disse que estava a caminho de Los Angeles porque não estava se sentindo “bem” aqui... Eu achei loucura da parte dela, mas ela é assim... Imprevisível. - dei de ombros. Jason sorri ao se lembrar de algo. – E é isso que eu mais amo nela... Todo dia era um dia diferente para nós dois. Ela é a mulher mais incrível que tive o prazer de conhecer. - ele diz com admiração na voz. – Você ainda a ama? - pergunto, mas já sabendo a resposta. – Eu nunca deixei de amar a sua irmã Nicole... E pelo jeito eu nunca vou conseguir esquecê-la. – ele diz sincero.

- Você tem noticias dela? - ele pergunta. Suspiro e olho para a rua. – Até a semana passada... Sim, mas do nada parou de me ligar.

- Como assim? - ele pergunta curioso. – Desde o dia que ela resolveu ir embora ela nunca se esqueceu de me ligar... Era praticamente um ritual acordar de manhã e receber uma ligação dela avisando que estava bem... – cruzei os braços sobre o peito. – Mas semana passada ela simplesmente parou! Eu achei estranho porque ela nunca esqueceu.

-Isso está estranho... - Jason franziu a testa preocupado. – Eu também acho... Desde quando ela parou eu estou tendo um pressentimento muito ruim... Estou muito preocupada com ela. - digo. – Eu vou passar na casa dos meus pais agora... Talvez ela tenha mandado algum SMS para o meu pai, senão eu vou até Los Angeles ver se está tudo bem. - termino. Jason assentiu. – Se você tiver alguma novidade... Me liga? - ele me estendeu um pedaço de papel com o numero do seu celular, peguei e guardei no bolso da calça. – Pode deixar. - sorri. Jason acenou para Jake e foi em bora.

Entrei no carro, se Jason que é um policial acha que tem algo de errado é porque vale a pena verificar. Dirijo até a casa dos meus pais, pego Jake e tranco o carro, suspiro e toco a campainha. Depois de alguns segundos a porta se abre.

- Oi mãe

- Oi filha! Que surpresa boa... Vamos entre.

Entrei e fomos direto para sala de estar.  – Senta filha. - se eu sentasse ficaria a tarde inteira falando de como a Heloise é uma filha ruim e eu não tenho tempo a perder.

– Não... Mãe cadê o papai?

– Lá fora consertando aquela lata velha.

– Você pode ficar com o Jake? Preciso falar com o papai. - entreguei Jake a ela e me virei para ir em direção ao quintal dos fundos onde fica a “oficina”. 

– Filha? - virei-me para encará-la. – Sim? - ela me analisou. – Está tudo bem? Você parece nervosa. – tentei esboçar um sorriso convincente. – Está tudo bem mãe... Melhor é impossível. – disse. Ela suspirou balançando Jake nos seus braços. – Como ela está? - ela pergunta. Suspiro impaciente dona Isabel não tem jeito Ela fazia de tudo para não ter que tocar no nome da Heloise, isso me irrita porque ela culpa a Lizze pelo o que aconteceu a Dustin. Bufei irritada dessa merda toda. – Ela está incrivelmente bem. – menti.

–Que bom... - ela diz desanimada, pelo menos foi o que me pareceu. - Abri a porta de vidro que dava acesso ao Jardim dos fundos, andei pelo caminho no meio das flores para chegar até a oficina isolada no meio do amplo espaço verde. Papai estava debaixo do carro.

– Pai?  - ando até a entrada e me encosto-me à viga. Ele saiu debaixo do carro limpando as mãos sujas de graxa em um pano velho. – Oi filha! Tudo bem? - passei as mãos nos cabelos e sorri torto. – ele semicerrou os olhos e me analisou da mesma forma que minha mãe fez, ele cruzou os braços na altura do peito e se se encostou ao velho Cadillac 1959 preto. – O que aconteceu?  – Nada... A Heloise tem ligado para você?  - me esquivei da pergunta dele e fui direto ao ponto. Ele franziu as sobrancelhas formando uma única linha acima dos seus olhos. - Não... Eu ia te perguntar isso agora.  - suspiro Droga Heloise!  Meu pai se aproximou de mim. - Tem alguma coisa acontecendo Nicole?  - me desencosto da viga e vou em direção ao balcão cheio de ferramentas, pego uma ferramenta qualquer e brinco por entre os meus dedos. – Nada não... Ela deve estar ocupada... Só isso.  - pelo menos era o que eu queria acreditar nisso. Sinto que ela precisa de mim e que precisa de ajuda. 

Depois de passar à tarde na casa dos meus pais, volto para casa ainda mais preocupada, o que será que estava acontecendo? Heloise não me deixaria preocupada desse jeito, nunca faria algo do gênero. A aparição de Dustin não me sai da cabeça, ele jamais apareceu para mim assim, não que eu não acredite, pois eu sempre acreditei em vida após a morte, mas ele aparecer assim justamente quando Lizze some ajude-a! Suas palavras ainda ecoavam pelo meu cérebro como ervas daninha.

– Amor? - Jordan segura a minha mão. Coloco a taça de vinho em cima do balcão da cozinha.   – Você está distante... - ele começou a fazer uma massagem gostosa nos meus ombros. – Não é nada... Como foi o seu dia? - ele suspirou e sorriu. – Foi incrível. - ele abraçou a minha cintura e beijou o meu pescoço.  – E Jake? – ele pergunta. Eu me viro e encaro seus olhos verdes brilhantes. – Dormindo feito um anjinho. - sussurrei sugestiva. Cheguei mais perto dos seus lábios. – Acho que estou te devendo alguma coisa... Mas não consigo me lembrar. - coloquei a mão no queixo pensativa, Jordan sorriu malicioso e prensou seu corpo ao meu. – Acho que eu posso refrescar sua memória. - ele sorriu e me puxou para um beijo calmo e lento, suas mãos desceram das minhas costas até a minha cintura me levantou e me pôs sentada em cima do balcão, acabei esbarrando na taça de vinho que caiu no chão, paramos e colocamos a mão na boca um do outro para segurar o riso, esperamos o choro iminente de Jake, mas o silencio foi à única coisa que ouvimos, rimos baixinho e continuamos de onde paramos. Tirei sua camisa e a joguei ao chão, passei a mão pelo seu peitoral ao mesmo tempo espalhei beijos pelo seu pescoço, Jordan puxou a minha blusa desajeitadamente de forma que eu me desequilibrei e quase cai do balcão, rimos passei as minhas pernas entorno da sua cintura e o puxei para mais perto de mim, nós parecíamos dois adolescentes preste a perder a virgindade. Abri o zíper da sua calça que caiu no chão, Jordan tentava tirar o meu jeans apertado em meio a risadas, quando por fim conseguiu jogou para longe e voltou a atacar a minha boca. Fizemos amor durante horas caímos na cama lado a lado exaustos. – Isso foi... – eu disse enquanto tentava recuperar o fôlego. – Incrível!- Jordan completa com um sorriso bobo nos lábios. Jordan me puxa para o seu peito, me aconchego. – Vamos ter mais um? - levanto a minha cabeça para encará-lo. – Ter mais um o que? - ele sorri. – Mais um bebê... Vamos dar mais um irmãozinho para Jake? - ele diz. Engasgo. - Ah não Amor! Eu acho melhor esperarmos um pouquinho... Jake é muito novo ainda. - uma ruguinha formou-se em sua testa, isso acontecia quando ele ficava frustrado.  – Amor, vamos esperar um ano ou dois... Aí eu te prometo encher essa casa de crianças. - segurei o seu rosto e dei-lhe um selinho, Jordan sorri e me abraça. Ficamos deitados durante algum tempo, não demorou muito para Jordan cair no sono, eu fiquei deitada abraçada a ele, pensando em tudo, na minha vida com ele, no meu filho e em Heloise. Passava de 00h40min quando o meu celular toca, me desvencilhei dos braços de Jordan, com cuidado para não acordá-lo, segurando o lençol sobre o peito pego o celular. Chamada restrita brilhava na tela, franzi o cenho e atendi.

– Alô... - ninguém disse nada, mas depois de alguns segundos escutei alguns ruídos, talvez barulhos de alguém, como se quisesse falar, mas não pudesse. Meu coração acelerou, eu sentia algo diferente, sentia que pudesse ser a Heloise. - Heloise? Heloise diz alguma coisa, por favor! Heloise?! – Jordan levantou-se assustado e me encarou, não liguei apenas queria escutar a voz que poderia ser da minha irmã, mas tudo que escutei foi um pequeno gemido feminino e depois a ligação ficou muda. Encarei o celular assustada, Jordan pegou o celular de minhas mãos.        – Quem era Nick?

– Acho que era a Heloise... - ele coçou os olhos. – “Ela” disse alguma coisa? – Olhei de esguelha para ele. – Não, mas eu ouvi um gemido, como se quisesse falar, mas não pudesse. – Jordan bufou e se encostou-se à cabeceira da cama. – Não quer dizer que seja a sua irmã Nicole... Talvez seja apenas um engano.

– Jordan eu sei que isso parece loucura, mas eu sinto que tem alguma coisa errada... - ele revirou os olhos e saiu da cama vestiu sua cueca Box e foi em direção ao banheiro. – Chega! Sua irmã deve estar dando para alguém e achou que seria engraçado ligar para você. – levantei da cama furiosa e fui em direção a Jordan. – Não ouse falar assim dela! Não abra a sua boca para falar assim de novo! - esbravejei. Jordan me olhou assustado, ele passou as mãos nos cabelos. – Me desculpa... Eu não queria falar assim, eu sei que Heloise não é assim e que nunca faria nada parecido. - ele disse arrependido. Suspirei e fui até o closet, peguei uma calça jeans, uma regata preta e uma blusa de moletom preta. Vesti e peguei uma mala de viajem, Jordan olhava confuso para mim e para mala.

– O que você está fazendo?

– Vou para Los Angeles. - disse indiferente. Ele riu. – Você só pode estar brincando né?! – eu o encarei séria.

– Parece brincadeira para você?

 – Isso é loucura Nicole! São 01h00min da manhã... - ele se sentou na cama, indignado. Terminei de arrumar a mala e o encarei. – Eu sei que você está com raiva, mas ela é a minha irmã... E eu sei que tem algo errado. Eu já perdi um... Não vou perder a única que me restou! - ele me olhou com um olhar cansado. – Não vai adiantar eu dizer mais nada? - balancei negativamente a minha cabeça. – Nada que disser vai me fazer mudar de ideia... Eu preciso ver se está tudo bem. - caminhei até ele e o beijei na testa. – Eu te amo... Eu volto daqui a dois dias. Ok – ele assentiu. Peguei a minha mala e fui até a porta, dei uma ultima olhada em Jordan que nem se deu ao trabalho de olhar de volta. Eu sei que ele está com raiva, mas isso passa. Não posso ignorar o que estou sentindo, sei que Heloise precisa de mim e eu farei de tudo para achá-la. 


Notas Finais


Só para avisar que vai ter mais capítulos... E que tem muita coisa a ser contada. Bjus e até o próximo.


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