História Stamp shirts - Capítulo 6


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Categorias Magnus Chase e os Deuses de Asgard, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Magnus Chase, Nico di Angelo, Will Solace
Tags Fierrochase, Solangelo
Visualizações 60
Palavras 1.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Quem é vivo sempre volta e cá estou eu.
Tudo bem, aceito que taquem pedras.
Quase um mês depois eu finalmente voltei com essa cosinha, e juro que comentários ajudam muito <3 (no minimo me fazem me sentir culpada por não postar dmdmd)
Obrigada mesmo a todos vocês seus maravilindes que tão aqui deixando comentariozinho cheio de amor, amo vocês tudo.
E minhas promessas já devem estar batidas e tals, mas esse capitulo era pra sair no fim de semana (e cá estou eu três da madrugada de uma quinta, sejam legais), então não era pra ser só isso e versão do Nico do cineminha vai sair esse fim de semana siiiiim
Agora fiquem com a rainha, a deusa, a dona do mundo, Alex Fierro

Capítulo 6 - Capitulo Y (aka Cineminha parte 1 e Eu Não Morri)


Alex Fierro estava definitivamente indignado consigo mesmo. Okay que Magnus era um amorzinho, okay que parecia ser em pessoa o raio de sol que tanto usava pra zoar Will, okay que as horas antes do filme tinham sido umas das mais divertidas da vida de Alex e Magnus fosse estupidamente interessante. Com ênfase no “estupidamente”.

Ainda assim.

Alex não acreditava que seus olhos se desviavam do filme para o garoto loiro a cada meio-minuto (eles estavam vendo Homem-aranha, pelo amor da Deusa, Homem-aranha), nem que podia sentir seus dedos tremendo de vontade de se enozarem nos de Magnus. Alex não estava se reconhecendo.

Ele respirou fundo, lembrando a si mesmo quem mandava ali era ele, não hormônios de 16 anos ridículos. Sentiu o impulso de tirar os olhos do filme de novo, mas dessa vez se virou para Nico. “Pelo menos alguém de nós está achando uma maravilhosidade isso aqui, não é mesmo, Lorde das Trevas?”. Nico se encontrava nada mais nada menos que nos braços de Will Solance, sua cabeça encostada no ombro do menino-sol, que o segurava com vontade demais para o gosto de Alex. “É o primeiro encontro isso aqui, criaturas”, ele queria lembrá-los. Estava tudo meloso demais para certos genderfluid de cabelos verdes.

Alex olhou para a tela. “Filme, filme, filme. É o Tom Holand, cara, foco”. Sua cabeça se virou na direção de Magnus, sem que pudesse evitar. Certo, pelo menos Alex podia garantir que não estava ficando maluco. Magnus definitivamente o estava encarando e tinha acabado de virar o rosto para não ser pego. Ótimo. Agora Alex só precisava descobrir por que diabos ele parecia tão acuado se tinha sido o próprio a convidar Alex para vir junto. Ah, dane-se também. Alex não era o tipo de pessoa que esperava na torre pela movimentação do príncipe. Pediu mentalmente desculpas para Tom, mas podia admirar sua adorabilidade no futuro Netflixiano. Alex virou o que pode do seu corpo na direção de Magnus e o encarou tão intensamente que, quando o loiro finalmente o olhou de volta, nenhum dos dois foi capaz de desviar o olhar. E então ele partiu para a ação.

Alex quase pode ouvir seus dedos exclamarem “aleluia” quando finalmente os colocou sobre a mão de Magnus, tamboriando levemente, e passou a subi-los pelo braço. Sua mão contornou o cotovelo, o ombro, passou pela clavícula até se alojar na nuca. Magnus se aproximou de Alex, perdidamente hipnotizado por aqueles olhos heterocromáticos. Foi a vez de Alex sentir os dedos de Magnus no seu antebraço, depois mais acima, enquanto levava sua outra mão à companhia da primeira. Uma realização surgiu como uma choque pela espinha de Alex. Aquele não poderia ser o primeiro beijo de Magnus, podia? Ele começou a pedir por qualquer entidade já criada que não fosse, ou que pelo menos Magnus não se importasse com isso. Alex só tinha certeza que não queria ser o responsável por arruinar o primeiro beijo de alguém, seria uma das ótimas piadas irônicas da vida.

Mas o que parecia uma eternidade para Alex, não passou mais de 0,2 segundos para Magnus. Enquanto Alex cogitava botar os pensamensamentos em ordem e perguntar diretamente para Magnus, o loiro agarrou as mangas da camiseta de Alex e juntou seus lábios nos seus.

Foi um beijo confuso e afobado.

Magnus puxou Alex rápido demais, o que fez seus dentes baterem (ainda que tenha feito Alex mandar um foda-se para seus pensamentos). Suas bocas não conheciam o território alheio e estavam tendo certos problemas com o trabalho em equipe. Alex não sabia se devia colocar a língua ou não e talvez, talvez, tivesse um pouco de saliva demais na mistura.

    Não que tudo tivesse sido péssimo. Alex podia dizer que seus dedos enrolando no cabelo de Magnus era uma sensação ótima. Pelo menos, até seus anéis ficarem presos nos fios dourados.

“Se esse for realmente o primeiro beijo dele, eu prometo que nunca mais vou seduzir garotos inocentes. Prometo nunca mais seduzir ninguém”. Alex Fierro estava pronto para declarar sua morte.

Eles se afastaram e Alex tentou desenozar seus anéis do cabelo de Magnus, que parecia ter achado algo incrivelmente interessante no chão. O constrangimento se seguiu até depois dos anéis se soltarem, até depois do filme acabar as luzes se acenderem. Will insistiu em ficar até o último minuto para ver todas as cenas pós-créditos (o que super valeu a pena), e o desconforto de Magnus estava tão palpável que Alex quase começou a se sentir culpado.

Alex deu graças a Deusa quando finalmente saíram do cinema e Will voluntariou Magnus e a si mesmo para irem comprar hamburgueres no Burger King. Nico encarou Alex com o “olhar da morte”, que consistia basicamente em sobrancelhas franzidas e uma extensa aura reprovadora.

— O que você fez com Magnus? Parece que ele sofreu uma lavagem cerebral e passou a noite dentro de um filme de terror, ao mesmo tempo.

    Alex não achava que chegava para tanto, mas.

    — Eu beijei ele. Ele me beijou. Sei lá.

    — “Sei lá”? — Nico não tinha desfeito o olhar reprovador.

    — Foi confuso! — Alex levantou as mão em rendição. — Eu não sei, cara. Foi todo errado. Ele estava a encarnação do nervosismo.

    — Ah — Nico pareceu pensar por um momento — Bem, Will me falou que ele estava muito preocupado com o fato que, sabe, não foi ele que mandou aquela mensagem? Foi Will.   

    Alex  demorou um segundo para processar a informação.

    — E você sabe isso por…?

— Will me disse quando fomos comprar pipoca — Nico deu de ombros. — Ele estava todo empolgado de cupido pra cima de vocês. Mas o ponto é-

Alex não chegou a saber o ponto (e nem a poder comentar como Will e Nico já pareciam demais como se namorassem a milênios), pois naquele momento os raios de sol loiros voltaram com os hambúrgueres. Magnus parecia mais relaxado, mas ainda não encarava Alex nos olhos. Eles comeram majoritariamente em silêncio, exceção de Will que não parava de comentar sobre o filme. Alex se pôs em pé assim que enfiou o último pedaço do seu hambúrguer na boca, alegando que iria buscar sorvete. Pegou no braço de Magnus antes que o garoto pudesse dizer qualquer coisa e saiu marchando, sem nem se prestar a chegar perto de onde se compraria sorvete.

— Honestamente, eu entendo — Alex disse, enquanto soltava Magnus. Ele não soava nem perto de irritado, era quase como se estivesse exausto desse tipo de situação. — Tá tudo bem.

Magnus finalmente se dispôs a olhá-lo frente a frente, uma expressão confusa tomando sua face.

— O que?    

— Eu sei agora que foi Will que me mandou a mensagem. Tá tudo bem se você só seguiu com isso pra não “magoar meus sentimentos” — ele fez aspas com as mãos — ou sei lá.

Magnus apenas ficou parado, o encarando estático. Alex deu um suspiro baixo e continuou.

— Também entendo que você não quisesse me beijar.

— O que? — Magnus repetiu, dessa vez com mais intensidade. — Não! Eu queria muito beijar você!

Alex não pode evitar o total espanto, e Magnus ficou levemente vermelho com o que tinha acabado de dizer.

— Eu… É… Sim, foi Will que te chamou pra sair — Magnus respirou fundo —, que dizer, sim, ele que te chamou pra sair como se fosse eu. Mas é porque eu nunca teria coragem de fazer sozinho. E Will sabe disso. Não é como se eu não quisesse sair com você. Ou… Ou beijar você. Ainda que eu tenha sido um fracasso nisso também.  

Alex deu um sorriso genuíno. Era tudo o que ele precisava ouvir.

— Já tive piores — o que era uma completa verdade — E… a gente pode tentar de novo, qualquer dia desses.  

— Eu ia achar ótimo — Magnus esticou a mão e entrelaçou seus dedos no de Alex.

    Eles poderiam ter tentado de novo naquele exato momento, mas estavam em plena praça de alimentação e ninguém queria levar uma lampadada na cabeça ou morrer espancado. Então Alex apenas firmou ainda mais seus dedos nos de Magnus e perguntou o que não parava de cutucar seu cérebro.

— De qualquer forma, aquele não foi o seu primeiro beijo, certo?

Magnus o olhou confuso pela vigésima vez no dia.

— An, não?

— Ótimo — Alex sorriu e passou a puxá-lo de volta para a mesa, onde Will e Nico os olhavam curiosos.

 


Notas Finais


Quem tá vivo também sempre comenta, né?
Nunca vou cansar de agradecer sus lindes pelo incentivo, vocês não tem noção do quanto significa pra mim, really.
Beijinhos beijinhos e até sábado. Ou domingo.


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