História Stand by you - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Outlawqueen, Regina Mills, Robin Hood
Visualizações 144
Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Lembrando mais uma vez que essa história não é de minha autoria, só estou modificando os personagens para que possamos desfrutá-la com o nosso casal mais amado, vulgo OutlawQueen.

Capítulo 13 - Capítulo treze


ROBIN P.O.V

Existe toda uma literatura de estudos científicos sobre o sono – benefícios, efeitos colaterais, melhores formas de dormir, quantas horas, em quais posições, em que tipo de cama e de travesseiro, a melhor temperatura do quarto. Os pesquisadores concordam que é melhor acordar naturalmente – quando seu corpo avisa que já dormiu o suficiente. Se você precisa trabalhar para ganhar a vida, essa provavelmente não é uma opção. A segunda melhor maneira é acordar paulatinamente – e é por isso que existem despertadores com ruídos de ondas do mar, música clássica e sinos tibetanos. Mas, independentemente de qual som, quanto mais suave, melhor. Essa não é a teoria que minha mãe adota.

Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding…

Regina se levanta assustada, cabelos voando, braços sacudindo.

– O que é isso? O que está acontecendo? Onde…? Estamos sob ataque!

Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding…

Não consigo reunir a energia necessária sequer para resmungar.

– É um sino para chamar para a refeição. – O despertador preferido da minha mãe. – Quanto a estar sob ataque, acho que sim.

Merda. Levo a mão à testa, deslizo-a pelos cabelos em busca da picareta que está martelando meu cérebro.

Ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding, ding…

– Está cada vez mais alto… – Regina lamenta antes de envolver o rosto com o travesseiro. – Por que está ficando mais alto? Tento pegar o celular no criado-mudo para ver a hora. Puta que pariu!

– Está cada vez mais alto porque hoje é domingo. – Meu sussurro fere meus próprios tímpanos. – E porque estamos no Mississippi. Ela solta um lado do travesseiro, levanta a cabeça e olha para mim com apenas um olho aberto.

– Isso quer dizer alguma coisa?

– Sim, quer dizer que vamos à igreja. Ela enterra o rosto outra vez no travesseiro.

Sei muito bem como Regina se sente.

 

 

 

 

Nem todas as igrejas batistas do sul dos Estados Unidos são iguais. Existem as contemporâneas, com seus prédios modernos, anfiteatros enormes, rock cristão, sistema de som avançado e fiéis que erguem os braços cantando amém, por vezes aos milhares. E existem as tradicionais, como a Primeira Igreja Batista de Sunshine, Mississippi, construída antes da Guerra Civil, sem ar-condicionado ou sistema de aquecimento, com bancos de madeira e fiéis silenciosos, que aparecem todas as semanas… Igrejas nas quais o que mais se aproxima de um equipamento de som é o órgão. Órgão que é tocado pela senhora Bea, minha professora do nono ano. Sentamo-nos em um banco na parte de trás do salão, ladeados por meus pais, minha irmã Mary (que envia mensagens de texto rapidamente antes de minha mãe ver) e Marshall, que está quase dormindo. Regina atraiu muita atenção logo que entramos. Não por não estar vestida adequadamente, mas porque é um rosto novo – e lindo pra caralho. Seus cabelos estão presos em um coque, seu belo vestido roxo dá destaque a seus olhos escuros e as sandálias de tiras me fazem pensar em amarrar essa mulher deliciosa na cama. Ela vai povoar as fantasias de todos os adolescentes da cidade, e também de muitos de seus pais.

Pouco antes de a cerimônia começar, avisto a cabeça de Ruby e a de Jasmine algumas fileiras à frente… e do homem de cabelos escuros sentado ao lado delas. Minha. Quero gritar, escrever na parede, tatuar na testa dela com letras maiúsculas. Ele se inclina, sussurrando, e Ruby cobre a boca. Rindo, porra. Sinto meus dentes se apertarem e exalo como um dragão furioso, pronto para atravessar o salão e transformar o rabo desse filho da puta em cinzas. Provavelmente sentindo meu olhar, Jasmine se vira e abre um sorriso enorme para mim. Mando um beijo para ela. Trinta segundos depois, minha filha está se aproximando, depois de receber autorização da mãe. Jasmine se senta entre nós e começa a cochichar feliz com Regina, a distração perfeita para afastar meus pensamentos do homem a quem quero agredir. Quando o pastor Thompson dá início à cerimônia, ouço minha filha dizer a Rê:

– Esse é o pastor Thompson… Ele tem 120 anos. Dou risada.

– Ele tem 92.

– Está com uma aparência ótima para alguém com 92 – comenta Regina, assentindo.

O pastor Thompson está na comunidade desde que nasci – na verdade, desde que quase todas as pessoas desta igreja nasceram. Sabe nossos nomes, datas de aniversário, esteve por perto para reconfortar aqueles que passaram por situações difíceis e para celebrar nos dias alegres. E, pela primeira vez em muito tempo, o pensamento de ser conhecido por tantas pessoas não me incomoda. A sensação é… boa. Essa coisa de não precisar ficar me apresentando, dizendo de onde sou, onde estive, aonde vou. Simplesmente não é necessário. Eu sou um deles. Todos já me conhecem aqui. E é por isso que, quando o pastor começa seu sermão, ele desliza o olhar pela igreja. E o velho filho da mãe lança uma piscadela para mim antes de abrir a Bíblia e contar a história do Filho Pródigo.

 

 

 

 

Do lado de fora da igreja, avisto, no gramado, Ruby e o cara de cabelos escuros. Quando consigo ver melhor, percebo que ele é alguns centímetros mais baixo do que eu, mais magro, mas, mesmo assim, está em boa forma. Tem uma aparência razoável com seu nariz reto, sobrancelhas pesadas e lábios cheios e afeminados. E tem aquela covinha no queixo, como o John Travolta. Um queixo, digamos, anal. A partir de agora, sempre pensarei nele como Cara de Bunda.

– É ele? – sussurra Regina, seus olhos apontados na mesma direção dos meus.

– É ele – rosno em resposta. Como um cachorro que avista seu osso favorito na boca de outro.

– Nossa! – ela exclama em voz baixa. – O cara é lindo! Poderia ser modelo da Calvin Klein ou da Armani. Franzindo a testa, viro-me para ela.

– Por que está me dizendo isso? Ela olha para mim, sorrindo.

– Quer que eu minta?

– Sim, quero. Ela aponta o olhar outra vez para o Cara de Bunda. Então, cobre os olhos com a mão.

– Meu Deus! Que cara horrível! Não consigo suportar olhar para ele. Vamos, Quasímodo, Jimmy Dean chegou. Suspiro.

– Regina?

– Sim, Robin? – ela diz com uma voz doce. Aproximo-me dela de modo que meus lábios estejam a um fio de cabelo de sua orelha.

– Seja melhor quando tentar mentir. Enquanto o casal feliz se aproxima, viro-me para olhar para eles e pergunto para Regina de canto de boca: – Como devo agir nessa situação? Assustá-lo com ameaças ou simplesmente chutar seu rabo? Por favor, escolha a opção “chutar o rabo”.

– É melhor ser educado. Simpático… Mostre que você é maior. Eu a cutuco com o ombro.

– Maior é melhor… E o apelido dele era Salsichinha, então parece que eu tenho o monopólio do tamanho. Isso a fez rir discretamente.

– Você deve se tornar amigo dele, e o mais rápido que puder. Saia para beber ou caçar, matem algum animal juntos. Mantenha seus amigos por perto, seus inimigos ainda mais próximos.

Não pela primeira vez, dou os parabéns a mim mesmo pela sábia ideia de trazer Regina comigo. Ter uma linha direta de contato com um cérebro feminino é o melhor recurso. Sem ela, eu teria acabado com esse filho da puta – o que aparentemente deixaria Ruby irritada, e não impressionada. E talvez até a fizesse fugir para Las Vegas com o Cara de Bunda. Olho rapidamente para Reginaa e digo com toda a sinceridade do mundo:

– Não sei o que eu faria sem você. Ela me encara como quem está se divertindo e franze o cenho.

E aí eles chegam onde estamos. Fico na frente de Ruby, olhando de lado para o Salsichinha. Ele estende a mão para mim.

– Há quanto tempo, Robin! Que bom vê-lo!

Leio seus olhos, sua expressão, sem saber se esse cara está falando sério. Mas só consigo ver um sorriso amigável e olhos castanhos sem qualquer sinal de estar na defensiva. E então me dou conta: Ruby não contou para ele. Não contou sobre a nossa visita ao rio ontem ou sobre como descobri a existência dele em sua vida. Aperto sua mão. Com força.

– J. D. Ele estremece e o homem das cavernas dentro de mim sorri com dentes apodrecidos. Então, ele abraça Ruby.

– Ficamos felizes por vocês terem conseguido vir para o casamento… Não seria a mesma coisa sem vocês. Meus olhos encontram o semblante nervoso de Ruby e só consigo abrir um sorriso afetado. Chego até a rir.

– Pode repetir isso? Definitivamente não seria a mesma coisa.

Apresento Regina e o sorriso de Ruby se desfaz. Elas analisam uma à outra, como mulheres – e gatos – fazem, querendo saber se precisam afiar as garras.

– Vamos fazer um churrasco na casa dos Monroe hoje à tarde. Vocês vão, não é? – J. D. pergunta. Ruby abre a boca, mas, antes de conseguir pronunciar uma palavra sequer, eu respondo:

– De forma alguma deixaríamos de comparecer. Vou levar minha linguiça especial. Você sempre adorou o molho, lembra, Ruby? Sempre queria mais. Ela lança um olhar demoníaco para mim. Pisco com um olho em resposta.

– Mamãe – Jasmine se aproxima, saltitando, segurando minha mão. – Posso ir para a casa do vovô e da vovó Locksley com o papai e a senhora Regina? Ruby abre um sorriso caloroso.

– Claro que pode. Mas não vá sujar o vestido. Com um suspiro, Ruby me encara. – A gente se vê mais tarde, então.

– Pode apostar.

 

 

 

 

De volta à casa de meus pais, estou na cozinha tentando fazer meu tempo render, misturando molho inglês, vinagre e açúcar mascavo, embora melado fosse melhor. Molho para churrasco é algo importante na vida de um homem do sul – é uma questão de orgulho. O meu molho tem uma reputação enorme e não quero decepcionar os fãs. Pela janela, vejo Jasmine levar Regina ao canil.

– Este aqui é Bo, esta é Rose… Ah, este aqui é Lucky. Ele foi pisoteado por um cavalo quando era filhote… machucou muito a cabecinha. Está vendo a cicatriz? Ergo o olhar e vejo Regina acariciando o cachorro, depois o beijando com aqueles lábios rosados. Lucky sem dúvida tem sorte. – O vovô queria sacrificá-lo, mas o papai disse para darmos uma chance. Ele parecia um cachorro durão. E sobreviveu.

Quinze minutos depois, as panelas borbulham no fogão como se eu estivesse fazendo uma experiência na aula de química. Regina entra na cozinha enquanto Jasmine brinca no balanço. E observa enquanto eu misturo os ingredientes em um pote retangular.

– Pensei que você tivesse dito que não sabia cozinhar. Aponto para as formas e para a frigideira.

– Isso aqui não é cozinhar… É preparar o churrasco. Totalmente diferente. Ela sorri. E se aproxima.

– Seduzir o júri, salvar cachorrinhos feridos e agora preparar churrasco. Há alguma coisa que você não saiba fazer bem? Abro um sorriso afetado enquanto olho-a nos olhos.

E sou possuído por uma necessidade de beijá-la. Inteira. Mas afasto esse desejo. Beijar na cozinha não é algo que Regina e eu faríamos. Em vez disso, confirmo sua pergunta sobre meus talentos infinitos.

– Nada.

– Por que você não faz churrascos em Washington?

– Não sei. Acho que não sobra tempo. E eu tinha esquecido que é tão legal preparar esses pratos. Mexo mais um pouco a mistura no pote, depois provo com a colher. Regina assiste à minha boca. – Prove – sugiro.

Sua língua suave e rosada saboreia hesitante, seguida pelos lábios que envolvem a ponta da colher. Quando ela geme, Santo Deus, esse gemido vai direto para o meu pau. E me faz pensar em outros gemidos e naquela boca em outro lugar.

– Humm! Eu ficaria muito feliz em lamber esse molho onde quer que você o coloque.

Palavras perigosas.

Agarro o balcão para me conter e não a colocar ali em cima. Talvez beijar na cozinha seja algo que devêssemos começar a fazer.

– Acho que não é uma boa ideia – respondo. – Tem pimenta amassada na mistura. Pode queimar a pele. Com um sorriso diabólico estampado no rosto, ela me passa a colher.

– Acho que teremos que tentar com calda de chocolate, então.

Ela dá meia-volta e, balançando aquele quadril maravilhoso, sai da cozinha.

Hum… Talvez uma leve queimadura valha a pena.


Notas Finais


Até mais! <3


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