História Star Guardians - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Dubu

Postado
Categorias Fifth Harmony, League Of Legends
Tags Camren
Exibições 18
Palavras 2.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Fantasia, Fluffy, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá
espero que gostem!

Se estiver muito confuso, assistam ao vídeo nas notas finais.

Capítulo 2 - A Rebelde da Bazooka


 

 

Por um momento, pensei que iria colidir com força contra o gramado, mas antes do choque, meu corpo pareceu perder todo o peso e levitou a poucos metros do chão.  Estiquei as pernas e consegui ficar de pé, meu peso havia voltado ao normal. Olhei ao redor de meu corpo e percebi que minhas roupas haviam mudado. De alguma forma,  ainda era o uniforme escolar (saia escura, camisa branca de mangas compridas e gravata vermelha listrada), mas completamente diferente.  Minha saia estava com uma cor rosa meio escuro, a minha blusa tinha a forma de um corpete com gola marinheiro, também era rosa com detalhes em branco e dourado; no lugar da gravata, havia um grande laço rosa claro com uma pedra que parecia ser bem cara no centro. Olhei bem para as minhas mãos, uma grande luva branca se erguia por todo meu antebraço e havia meias na altura do joelho em minhas pernas.

 

— What the hell! Virei um cosplay! — exclamei, chocada com meu visual.

 

— Você tá bem fofa! Hihihi! — quase pulei de susto ao ouvi-la. Atrás de mim estava a Dinah, mas ela também estava usando roupas estranhas.

 

— Hey! Você me drogou! — acusei, apontando para seu rosto, o que era uma cena bem esquisita uma vez que ela era altona e eu uma baixinha.

 

— Eu?! Só porque eu sou do clube de agricultura você está dizendo que planto maconha?! — ela colocou as mãos na cintura. — Pois fique sabendo que quando tentei não deu muito certo com o clima de nossa cidade!

 

— WHAT?! Você tentou?!

 

— Estou no ramo dos morangos agora. — deu de ombros.

 

— O que vocês estão fazendo?! — uma pessoa desconhecida veio andando em nossa direção, ela segurava um cetro que era quase maior que ela. Quando ela chegou perto o suficiente tomei um susto, pois a reconheci como sendo a presidente de classe  nerd  de minha turma.

 

— Vo-cê… — eu não sabia o que dizer.

 

— Me ajudem a achar as outras! Posso senti-las não muito longe daqui. — ela disse. Notei que sua roupa era lilás e a roupa da Dinah era verde.

 

— Espera aí… Por um acaso somos as novas Três Espiãs Demais?!

 

— Claro que não. Somos as Garotas Super Poderosas.

 

— VENHAM LOGO! — gritou a presidente de classe. Ela já se afastava e nós duas estávamos ficando para trás.

 

— Espera aí!

 

Será que não é mesmo um sonho? Quanto mais tempo fico neste lugar, mais penso que fiquei louca de pedra. Será que estou alucinando em algum hospital psiquiátrico por aí?! A presidente de classe era bem louca, pois acabara de se embrenhar em uma floresta escura. Sem falar que ela andava mais rápido que qualquer pessoa que já conheci.  De fato, ela nem parecia estar andando…

 

— OMG! ELA ESTÁ LEVITANDO! — apontei para ela. A presidente de classe olhou para mim com uma expressão irritada.

 

— Eu sei que vocês entraram agora e estão confusas, mas vocês não são as únicas e se as novatas se perderem neste mundo estaremos encrencadas.

 

— Novatas?! — perguntei.

 

— Entramos onde?! Na floresta?! — perguntou Dinah. A presidente de classe balançou a cabeça e colocou a mão na testa.

 

— Que a Estrela me dê paciência para lidar com vocês. Apenas me sigam.

 

— Sem luz fica difícil. — falei, então algo mudou dentro de mim. De fato, a pedra em meu laço começou a brilhar e eu a toquei com medo, então senti algo querendo sair dali. Puxei o objeto e me deparei com uma varinha rosa com estrelas nas pontas. — O QUE É ISSO?!

 

Antes que alguém dissesse alguma coisa, as estrelas começaram a emitir um brilho muito intenso e ele foi suficiente para iluminar nosso caminho.

 

— QUE LEGAL! — Dinah bateu palmas.

 

— Seu poder se manifesta através de sua necessidade, coragem, vontade e determinação. — disse a presidente de classe.

 

— EU QUERIA VOAR! — gritou Dinah. Então, do nada, apareceu uma varinha em sua mão e ela a montou como se fosse uma bruxa. Preparei-me para rir da queda, mas ela não caiu. Dinah flutuava em cima de sua varinha.

 

— Caramba!

 

— Vamos logo.

Andamos por alguns minutos, até que ouvimos um grande “booooom”. Parei no susto, Dinah me acompanhou, mas a presidente começou a “deslizar” ainda mais rápido.  Corremos atrás dela e quase esbarramos em seu corpo por não perceber que ela havia parado quando chegou a uma clareira.

 

— JÁ FALEI PARA VOCÊ PARAR! TÁ QUEIMANDO AS PLANTAS COM ISSO!

 

— Eu atirei sem querer, fica calma aí, estressadinha. — quase não acreditei quando a vi. Sua roupa era semelhante à minha, mas a cor predominante era vermelho e sua barriga estava totalmente à mostra. Ao invés de saia, ela usava um short minúsculo. Para piorar, ela segurava uma grande bazooka.  — Adorei essa coisa.

 

— Você não deve brincar com seus poderes, Lauren. — falou a presidente. Não sabia que o nome dela era Lauren, mas gostei. Se isso for um sonho, vou acabar chamando a estranha de Lauren pelo resto da vida e vai ser muito estranho, pois aí não seria o nome dela e… — Finalmente estamos reunidas.

 

— Presidente... — a outra garota falou, impressionada. Ela eu conhecia, quem não conhece Normani naquela escola?! A garota é um gênio dos esportes. Campeã estadual de ginástica e a “imbatível” no atletismo! — O que estamos fazendo aqui? E, o mais importante, o que essa louca está fazendo aqui com a gente?!

 

— Sentem-se, não temos muito tempo. — como não tinha nada melhor para fazer naquele lugar desconhecido com aquelas pessoas desconhecidas, obedeci. Lauren não obedeceu, mas escorou-se numa árvore, soltou a bazooka (que desapareceu) e cruzou os braços, parecia estar prestando a atenção. — Eu me chamo Ally Brooke e serei sua mentora. Vou contar o que me foi passado quando eu mesma virei uma guardiã: “No começo de tudo, a Primeira Estrela deu sua luz para criar o universo. Novos mundos nasceram e, com eles, guerreiras contendo a luz da Primeira Estrela. Estas protetoras são supernovas de brilho ofuscante, mas destinadas a desaparecer tão furiosamente quanto queimam. Elas são as Guardiãs Estrelares.” Nossa missão é proteger os mundos.

 

— Você drogou ela também? — cochichei para Dinah.

 

— Isso não é uma brincadeira, Camila. — disse Ally, olhando-me muito séria. Mais ao canto, Lauren deu uma risadinha.

 

— Então o que é tudo isso?! Um sonho?! — perguntei, frustrada. — Dinah, me belisca.

 

— Com prazer! — ela apertou a pele do meu braço com força.

 

— AI! Não precisava ser tão forte!

 

— Deixa eu ver se eu entendi. Somos protetoras não só do universo, como também de todos os universos?! — perguntou Normani, chocada.

 

— Basicamente. Geralmente só uma guardiã é escolhida, mas desta vez foi diferente.

 

— E o que isso significa?

 

— Que algo terrível deve estar para acontecer. — respondeu, senti um calafrio percorrer meu corpo.

 

— E como eu dou o fora daqui?! — perguntou Lauren. Todas olhamos para ela.

 

— Se sairmos deste mundo sem derrotar o inimigo, estaremos descumprindo as ordens da Primeira Estrela e comprometendo o balanceamento dos mundos.

 

— E eu com isso?! Não quero ter nada a ver com essa estrela ou com vocês. — respondeu amargamente. Apesar de eu não ter a mínima ideia da situação em que eu estava metida (e ainda sem acreditar nela),  Lauren estava me irritando.

 

— Não precisamos de você, querida. Pode ir embora. — rebateu Normani.

 

— Okay. — Lauren disse, então deu as costas e se enfiou no mato de novo.

 

— Deixem-na ir. Não se pode obrigar ninguém a ser uma guardiã. — disse Ally, sua expressão estava um pouco triste.

 

— E o que vai acontecer se ela se recusar para sempre?! — perguntei, pois sabia que nada seria tão simples.

 

— O ato de recusar o destino como protetora irá trazer consequências irreversíveis para todos os mundos.

 

— Até para a Terra?! — perguntou Dinah.

 

— Todos os mundos. — repetiu Ally.

 

ARRRRRRRRRRRRGH! — um rosnado muito alto poderia ser ouvido por toda a floresta.

 

— A criatura maligna está aqui! — disse Ally. — VAMOS!

 

Ela saiu correndo em direção da tal criatura maligna e eu a segui. Como eu iria vencer uma criatura maligna?! Não tinha a menor noção, mas a ideia de ficar sozinha numa floresta à noite me era muito mais assustadora. Chegamos ao pé de uma colina e, lá em cima, avistei uma criatura grande de várias cabeças que parecia estar muito irritada com a vida.

 

— TOMEM CUIDADO! — gritou Ally. Logo seus olhos desapareceram e ela parecia o próprio avatar. Ela levantou os braços (um deles segurava um cetro) e, de repente, começou a ventar ali onde estávamos. Então percebi que um pequeno tornado se formava bem na frente da Ally.  

 

— Como vamos lutar com essa coisa?! Eu só sei voar na vassoura, digo, varinha! — falou Dinah.

 

— Você não precisa saber, você apenas luta. — respondeu Normani. Havia um grande martelo em suas mãos, era bem maior que o martelo de Thor. Ela foi pulando grandes espaços da colina, em direção à criatura.

 

— Okay, vamos lá, Camila. — falei comigo mesma. Então puxei a varinha do rubi em meu laço e segui correndo em direção ao monstro. Para minha surpresa, consegui levitar até uma pedra próxima a ele e, quando cheguei lá, foi como se já soubesse mais ou menos o que tinha de fazer. Apontei a varinha em sua direção e disparei uma esfera de luz em uma das cabeças do monstro. Ele era roxo e parecia ter múltiplos olhos em cada uma das cabeças. Uma gota de sua saliva caiu próximo a meus pés e derreteu a pedra em que eu estava, obrigando-me a pular em outra. Se aquela coisa tivesse caído em mim… Adeus Camilinha. A esfera de luz explodiu em sua cabeça e ele urrou de dor.

 

Não muito longe dali, Dinah lançava pequenos raios junto com (acredite ou não) uma fada que flutuava em cima de sua cabeça. Normani pulava de um lado para outro, acertando o bicho e desviando dos ataques. Nem parecia que ela havia virado uma guardiã há poucos minutos, assim como eu. Um grande tornado se aproximou do monstro e praticamente o derrubou da coluna, ele caiu com uma grande avalanche de pedras no chão. Eu já ia comemorar a vitória, mas o monstro se ergueu e ele parecia ainda mais forte do que antes. Senti o perigo chegando e joguei minha varinha na direção das minhas companheiras e um pequeno escudo de luz foi erguido em volta delas. O monstro então disparou múltiplos raios de ácido gasoso venenoso. O poder era tanto que nos derrubou também da colina  e eu tinha certeza que se fosse a Camila do dia-a-dia aqui tomando este ataque, não teria sobrado nadinha dela.

 

— Ele é muito forte… — comentou Ally, ela estava muito machucada, todas as pedras da avalanche de antes haviam caído próximo a ela/ou nela.

 

— Precisamos dela… — comentou Dinah.

 

— Ninguém precisa dela!  — Normani levantou-se e correu, mais uma vez, na direção do monstro.

 

— Não! — Ally gritou, mas já era tarde demais. Normani não iria voltar.

 

Mais uma vez, joguei minha varinha na direção de Normani, para tentar protegê-la. Assim que a peguei de volta, preparei uma grande quantidade de poder. Era estranho, eu podia senti-lo, mas não era tão fácil assim manipulá-lo. Dinah jogou um brilho de luz em Normani e ela ficou ainda maior e mais forte, Ally a envolveu em um escudo de vento também e, quando meu ataque ficou pronto, deixei-o sair na direção do monstro. Um grande e largo feixe de luz saiu de minha varinha e atingiu o centro da criatura. Ela gritou de dor, Normani batia como podia, mas era difícil acertá-lo e desviar dos ataques ao mesmo tempo.  O bicho não desaparecera e eu já me sentia fraca… Aquele seria o nosso fim.

 

Que irônico, morrer no mesmo dia que vira-se uma guardiã. Quem foi o louco que me escolheu para ser uma guardiã? Deixar o destino de todos os mundos em minha mão não era lá muito confiável e ali estava a prova. Contudo, antes do monstro voltar a nos atacar, uma bala gigante passou zunindo por nossas cabeças e se chocou com o monstro, produzindo uma explosão digna de cinema.  Olhei para trás e ali ela estava com uma bazooka nas mãos, um olhar meio insano e um sorriso gigante por ter acertado.

 

O monstro desintegrou-se e sumiu.

 

— VENCEMOS! — Dinah pulou em mim em um abraço daqueles que apenas amigos dão. Eu não tinha amigos naquela manhã, mas agora, ao que parece, ao menos uma eu havia ganho.

 

— É, acho que sim. — respondi, sem jeito.

 

— Acho que no fim, precisaram de mim. — Lauren disse, nas nossas costas. Normani olhou feio para ela e estava pronta para xingá-la, eu podia sentir. — Não se preocupe, eu não vou ficar.

 

Antes que alguém pudesse dizer alguma coisa, senti-me ser puxada pela escuridão. Acho que isso significa que estou voltando à Terra. Senti-me cair, mas então segurei em algo firme e frio. Era a grade do portão da escola. As pessoas estavam indo para casa, felizes e eu estava tentando me manter de pé na grade.

 

“Será que estou ficando louca?!”

 

Então ela passou. Gravata frouxa, a pasta sendo segurada nas costas, na altura dos ombros, cabelos soltos e um meio sorriso no rosto, me encarando.

 

— Até mais, Camila. — disse e então se dirigiu a uma moto vermelha estacionada no estacionamento em frente à escola. Ela colocou o capacete escuro e foi embora fazendo tanto barulho quanto podia.

 

— Foi real… — murmurei, sem acreditar.

 

— CAAAAAAAAAAAAAAAAAAAMZ! — uma pessoa saiu gritando de sei lá onde. Olhei para trás e havia uma garota com luvas de jardinagem e terra no rosto correndo em minha direção. Tive um ímpeto de correr na direção oposta, pois se ela me abraçasse, eu me sujaria de terra, mas fiquei.

 

— Oi… — ela parou antes de qualquer contato humano.

 

— Venha provar os meus morangos! — falou, sorrindo. Nem parecia que há minutos atrás estávamos quase morrendo para um bicho de sabe-se-lá-quantas-cabeças.

 

 

 


Notas Finais


Para quem não conhece o contexto da história: https://www.youtube.com/watch?v=oorajmbSJUM

E aí? O que acharam?


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