História Star Wars: Legends (INTERATIVA) - Capítulo 3


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Categorias Star Wars
Personagens Capitã Phasma, Finn, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Ação, Aventura, Darth Vader, Finn, Interativa, Komliu, Neeuq, Rey, Star Wars, Untoward
Exibições 64
Palavras 2.510
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Problemas


Fanfic / Fanfiction Star Wars: Legends (INTERATIVA) - Capítulo 3 - Problemas

            MAR DAS DUNAS

                 TATOOINE

A extensão gigantesca de areia escaldante estava queimando sob os pés do garoto. Ele suportava de forma surpreendente e eficaz, privando-se de tomar água, focando toda sua atenção nos dois sóis, guiando-se por eles. 

Abaixava o capuz negro a todo momento, evitando quaisquer contato visual com algumas criaturas que praticamente se jogavam em tonéis de substâncias aquosas para não morrerem de desidratação, já que o simples feito por trinta minutos causa o desfalecimento imediato do corpo. 

Ele não se importava. Apenas queria friccionar sua concentração nos dois astros luminosos, preferindo ser apontado por eles do que por dispositivos eletrônicos de localizações, até porque desviariam seu treinamento. 

A missão que recebera, tão desprovida de detalhes, estava lhe custando os pés. As botas podiam suportar longos trajetos, mas atravessar o Mar das Dunas por inteiro provavelmente não se incluía nisso. 

Esqueletos dos banthas mortos enfeitavam a paisagem daquele ponto em diante, pois a visibilidade do garoto, mesmo que amplificada pela Força, se limitava a tempestade que deixava apenas cactos e ossos desproporcionais a vista. 

O mascarado não aguentou. Seus joelhos cederam e ele derrapou no chão, mas conseguiu ficar, ao menos, de joelhos. Se manteve silencioso, fixando o palmo na areia dourada que fumegava sob os dedos. 

Ele pôde sentir. Sentiu a Força dominando seu corpo, enquanto canalizava-se por completo no artifício que aprendera em seu treinamento completo a poucos dias pelo mestre. 

Uma vibração percorreu todo seu braço, e o deserto estava mapeado em seu interior. Ele escutava as pessoas vozearem por uma grande parte, inclusive a do local que precisava adentrar. 

Um estampido e seu corpo se deformou na luz dos dois sóis, reduzido a uma massa incorpórea teleportada telepaticamente pelo seu interior; pelo seu poder. 

Estava em um castelo. Todo feito de barro e outra substância, com pilares majestosos ocupando grande parte do salão. Fumigações internas de alguns aparelhos sob dutos enfeitavam e ocultavam grande parte do local pela fumaça espessa. Risos, gritos e murmúrios eram ouvidos ao longe, e o cheiro de álcool misturado com sexo era forte demais para passar despercebido. 

Dois Gamorreanos, ostentando armaduras escuras de cobre e lanças de ferro afiadas, saltaram para a vanguarda do homem misterioso, bloqueando sua passagem com as armas. O líquido viscoso lhes escapava da boca, e frequentemente fungavam para o catarro insistente voltar às narinas.

Ele não esperou. Saltou em um mortal para trás, ativando um cabo prateado que estendeu um laser vermelho fumegante, de frente ao peitoral. O Sith mal permitiu tempo de reação quando, rapidamente, decapitou os humanoides suínos, vendo seus crânios gordos rolarem pelo chão. 

Deu mais alguns passos para a frente, agora se deparando com um caçador de recompensas de traje mandaloriano nas tonalidades de marrom e um verde barrento. Desferiu dois golpes, mas ambos não surtiram efeito ao serem bloqueados pela trava no braço. 

— Não devia ter vindo. — murmurou, jogando o peso no braço e empurrando o Sith para trás, que continuava de cabeça baixa. 

Antes que o míssil da arma do caçador fosse disparada ou o sabre de luz perfurasse o tórax do mandaloriano, uma voz autoritária e rouca surgiu ao fundo, juntamente a uma lesma grotesca sobre um andador. 

Pare, Nate! — ordenou ao caçador que, com pouca aceitação, abaixou sua arma em resposta. — Não sabe recepcionar um convidado, moleque? 

— Lang! — o mascarado esbravejou, gritando com toda sua fúria. — A Primeira Ordem exige seus serviços, Hutt! 

Acha que eu não sei quem você é? — disse. — Eu sei quem você é. Então, poupe-me o trabalho de o fazer, e retire sua máscara, Dante Conster!

De aparência juvenil, o garoto sob a roupa escura aparentava estar frustrado por motivos desconhecidos. Desativou sua arma, mas manteve-a sob os dedos. 

— Não vou repetir. — rosnou para o Hutt.

Que frustração... — Lang riu. — Até parece que andou comendo, e não dando.

O único serviçal que se atreveu a rir foi despedaçado em três fatias enormes, com a carne ainda pulsando pelo chão, espirrando sangue pelas pústulas formadas.

— O que digo de piadas de baixo calão... — cuspiu um maço de pele enrugada do céu da boca. — São tão baixas e medíocres quanto sua honra, gângster.

O Hutt se manteve quieto, aparentemente enraivecido por não poder xingar alguém com tanta influência política como membros da Primeira Ordem.

— Agora, você vai me ouvir, Hutt... — Dante apontou o dedo para o criminoso. — Se prezar por sua vida.

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           TEMPLO PRINCIPAL

             CORUSCANT

A missão de assassinato a alguns políticos que serviam a rebelião contra a Primeira Ordem estava se complicando mais do que deveria. Era para ser algo simples para os bem treinados Stormtroopeers de elite, mas a cada momento que se passava novos alertas de vários outros casos chegavam em seus comunicadores. 

— KM-7000, o da esquerda! — o líder, KM-6992, com o pseudônimo de "Kaim", ordenava suas tropas a exterminar os fugitivos. 

— Líder, disseram de um outro caso de uma Jedi fugindo do planeta. — uma das milícias falou, apressado. 

— Não deixem-na escapar! — apontou para o soldado. — Quero a 592° Star Corps lá imediatamente! 

— Duas legiões, senhor? — indagou. 

— É uma Jedi! — vociferou, irritado. — Nunca lidou com um? 

O outro não respondeu mais nada quando, acatando a ordem, correu para comandar as tropas designadas para irem exterminar a segunda Jedi encontrada naquele planeta. 

O trooper endireitou seu blaster e disparou em um dos políticos que corriam em meio a balbúrdia de fluxo de pessoas desesperadas por suas vidas, se agachando ou correndo. O homem caiu no chão, deixando um rastro de sangue de sua testa. 

Kaim tinha duas ordens específicas para executar, uma sendo em casos de emergência, como esse. Se ao menos uma de todas as pessoas que estivessem lá saísse, poderia render problemas. E ele tinha certeza que apenas cinco Stormtroopeers de elite não acabariam com todos. 

— Protejam suas cabeças. Alerta vermelho. — informou aos seus soldados, que compreenderam e se abaixaram. 

Kaim retirou uma esfera de platina de seu coldre, regulando o tempo mínimo de dois segundos após o contato. Arremessou o objeto no chão, entre todos num alvoroço, se escondendo atrás da barricada no pilar. 

A bomba explodiu, com área limitada para apenas a construção dos políticos. Todos os que corriam tiveram seus corpos incinerados instantaneamente, reduzidos a uma poeira negra que cintilou pelos ares, levada pela brisa. 

Ele se levantou, contemplando algumas estantes de livros torradas, queimadas nas laterais e diagonais. Os gritos cessaram imediatamente, com exceção de um choro tristonho bem próximo de si. 

Virou-se para contemplar uma twi'lek pequena, agachada. Sua voz estava embargada, soluçando entre os prantos lamuriosos. Sua família fora exterminada por completo nesse genocídio dos troopers, então, infelizmente, seu choro era genuíno.

— Senhor, o que faremos com...

Kaim disparou uma única vez seu blaster reserva, espocando os miolos da pequena e reduzindo seu corpo a um esboço de criança. Desfalcada do crânio, ela tombou no chão, ainda com lágrimas sob os olhos.  

— Exterminar todos. — Kaim disse. — Todos, KM-7002.

                    

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              GRANDE CIDADE

                CORUSCANT

Lily Dan-mark saltava por algumas varandas, tentando escapar dos tiros dos Stormtroopeers que lhe almejavam. Sua colega, Kova Lart, disparava por cima de alguns carros voadores, desviando dos blasters em manobras. 

Lily estava a um tempo refugiando-se no planeta com sua amiga, mas ambas nunca sofreram uma perseguição tão feroz quanto essa estava sendo durante os longos vinte minutos em que tentavam atingir o ápice do leste da Grande Cidade.

Duas X-Wing aguardavam as Jedi's na parte leste, que haviam se comunicado com a Resistência horas atrás. Talvez a interceptação da ligação fosse obra da Primeira Ordem, e fosse o motivo das milícias saberem sua localização. 

Lily sentiu um tiro raspar por seu ombro, incinerando a parte da roupa atingida e deixando uma queimadura considerável em sua pele, o que lhe renderia um tratamento depois. 

— Argh... — arquejou entre os saltos, massageando a parte atingida.

Houve um estouro, um áudio grave e forte ensurdecedor. A garota tombou no vácuo e caiu em cima de um pod, que bruscamente parou e arremessou o motorista longe.

Lily sentiu uma forte dor de cabeça, um estrépido contínuo em sua mente. Quando voltou a enxergar, ainda meio desfalcada da audição, enxergou sua parceira sendo atingida por dois tiros no seio que a jogaram da enorme altura dos carros planadores. 

— Não, não! NÃO! — suplicou, enquanto disparava o pod-car para baixo para desviar dos blasters ionizados da 592° Star Corps.

Ela não podia se abalar. Seu treinamento com Luke não ensinou isso. Não ensinou a ter medo, sentir pânico ou raiva. Mas ela não evitava as lágrimas derradeiras descendo por seu rosto. 

Lily não parou de se sentir aflita mesmo depois dos tiros cessarem e a paisagem voltar a se tornar calma e pacífica. 

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                 CORONET

                  CORELLIA

As Praias Douradas abordavam grande manifestação pública, já que várias milícias da Primeira Ordem estavam invadindo os sistemas de quaisquer setor para a busca aos Jedis, e com o planeta Corellia não estava sendo diferente. 

Com cenários fantásticos, quase como pinturas, aquele mundo estava praticamente decretando a falência, pois todos os mercadores dos mais sujos lugares estavam imigrando para obter recursos únicos somente encontrados nas variações climáticas. 

Perto de algumas estruturas oblíquas, semelhantes a uma única garra fina e pontuda direcionada pro céu, alguns Stormtroopers faziam a revista diária nos civis para permitir que passassem tranquilamente 

Entretanto, em meio a muitas das pessoas que não acatavam essa ordem — e que, eventualmente, eram mortos brutalmente pelos guardas — estava uma das fugitivas Jedi no planeta, Kirara Lightway.

Ela era uma das poucas remanescentes em Corellia, e seu desafio era intensificado por morar exatamente na capital do planeta, o que significa mais buscas que nas demais. 

Estava completamente pressionada pela atitude violenta do soldados. Eles estavam revistando todos a força, mesmo os que não faziam isso desde o início dessas buscas. Algo havia acontecido, pois os Stormtroopers aparentavam estar furiosos.

Kirara tentava não demonstrar receio. Apenas alçou seu capuz para encobrir melhor o rosto, mantendo-se encostada na parede, em um silêncio que incomodava alguns. 

O capacete esférico fora o único objeto que Kirara conseguiu enxergar antes de seu braço ser apertado com força, e seu corpo ser erguido para o trooper lhe olhar com um certo desdém. 

— Ah, vão me dar muito por encontrar uma Jedi... — suspirou, apanhando um objeto retangular negro. 

A Lightway suspirou pesadamente. Estava insone durante alguns dias, então, naturalmente, estava com um certo sono. E como todas as pessoas, sono enche uma ponta de irritação por ser incomodada. 

— Você não sabe que sou Jedi, vai me soltar e pular no mar das Praias Douradas. 

— Vou te soltar e pular no mar das Praias Douradas. — disse a milícia, obedecendo e largando a mulher, marchando elegantemente até a área arenosa. 

Kirara concluiu aquilo como o menor dos problemas. Durante a semana, estava sentindo vários distúrbios na Força, uma distorção abstrata. Isso não estava lhe incomodando, pois lhe parecia mais um sinal de alguma espécie de reunião. 

O problema seria sair do planeta. Não tinha nave, e sair no ônibus espacial não era uma boa ideia, pois poderia ser reportada por qualquer um que percebesse sua origem.

Então, olhou bem para os lados. Enxergou várias pessoas indo e voltando em um fluxo vicioso, ladeados pelas tropas da Primeira Ordem. Porém, uma figura nada discreta entre as milhares lhe chamou a atenção. 

Kirara se aproximou calmamente, apenas movimentando seus dedos para apagar os relatos da memória de quem suspeitasse que ela fosse uma Jedi — o que, naturalmente, renderia muitos créditos.

A mulher estalou os dedos e produziu um estampido que zumbiu nos ouvidos de todos, que ficaram surdos momentaneamente por alguns minutos — com exceção da figura que estava atrás. 

Antes que a pessoa esverdeada virasse para atirar, a qual Kirara admitiu ser uma força de tensão exímia, a Jedi abriu seu palmo e inibiu os efeitos do blaster, que quebrou na mão da caçadora. 

— O que uma Dubravana como você faz aqui? — a encapuzada falou, atenta caso o efeito de surdez passasse em alguma pessoa ao redor. 

— Acho que o mesmo que você. — a caçadora de recompensas se acomodou em uma suspensão de um dos pilares. — E você é uma Jedi que quebrou meu blaster e me abordou de forma estranha. 

— Conversa subdesenvolvida e direta, assim como a abordagem. — suspirou. — Eu pago mil créditos caso você me leve até um planeta da Orla Exterior. 

— Qual? 

— Te digo na nave. — apressou-se ao ver um dos guardas imperiais acordar. — Aceita? 

— Sim. Eu sei quando uma pessoa é realmente bondosa. — a mulher retirou uma espécie de objeto esférico do bolso. — Só um momento. 

Quando lançado ao chão, uma série de implosões ocorreu e apagou a memória de todos, que voltaram da surfe, mas inconscientes do que viram entre ambas. 

— A propósito, sou Ryssa Lithal. — apresentou-se.

— Kirara Lightway. — abaixou o capuz para cumprimentar a nova colega. — Agora, vamos. 

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                     VILAREJO

                    TATOOINE

Damian Klaus Herman, apenas mais um dos vários refugiados Jedi naquele planeta desértico e arenoso. A sobrevivência estava se tornando cada vez mais complicada, e cada vez mais tinha que ficar recluso. 

Como um Sentinela, ele costumava cuidar de assuntos peculiares envolvendo assassinatos ou brigas de bares, ou algo mas sério ou mais leve. Claramente era um dos poucos Jedi's que assumiram a identidade e se esconderam em seus refúgios para meditação. 

Os Tusken Raiders eram a espinha dorsal de sua proteção. Mesmo sendo criaturas hostis, eles tinham um senso ético e eram gratos por alguns problemas que Damian ajudou eles a resolverem. 

Nunca fora treinado por Luke Skywalker, mesmo que tenha ouvido várias lendas sobre o misterioso e exímio Jedi. Ao contrário, seu treinamento tinha sido com um amigo de sua família que tomou sua guarda após os pais do garoto falecerem por exaustão. 

— Hn... — murmurou enquanto despejava várias porções em um receptáculo com água, vendo os objetos dissolverem e se tornarem comestíveis. 

Mesmo com os problemas diários, ele estava levando uma vida calma e pacífica, já que poucos soldados se atreviam a aproximar-se daquelas bandas violentas. 

Mas Damian não sentia-se confortável. Ele, como vários outros sensitivos a Força, estava sentindo uma distorção. Um lapso feroz. Ele precisava saber o que era. 

E era isso que ele iria fazer. 


Notas Finais


Personagens que não apareceram irão aparecer no próximo.

AVISO
Quem não comentar, irei levar como ABANDONO DE FIC e terá seu personagem morto. Obrigado pela atenção.


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