História Starcrossed – Padackles - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Jared Padalecki, Jensen Ackles
Personagens Jared Padalecki, Jensen Ackles, Personagens Originais
Tags Drama, Jared Padalecki, Jensen Ackles, Lemon, Misha Collins, Padackles, Romance, Sam&dean, Starcrossed, Wincest
Visualizações 122
Palavras 6.571
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ BRASIL.
(e Portugal, vai saber ashuashuas)
Como estão?
Estou atrasado eu sei, mas não tô a fim de desapegar dessa fic <3
Esse é o penúltimo capitulo, gente! :'(
Mas estou feliz, mesmo assim. Varias coisas aconteceram ao decorrer dessa fanfic, inclusive ela ser totalemente movida para uma conta nova.
No ultimo eu choro minhas pitangas e faço meus agradecimentos, por agora...
BOA LEITURA.
Aproveitem, só tem mais um ^^

Capítulo 34 - Reprise


CAPITULO TRINTA E TRÊS – REPRISE

 

Três anos antes

Westchester, Nova York

Grove

 

A água do chuveiro está fria, e me dou conta de que estou há muito tempo com a testa encostada nos azulejos. Saio e me enrolo no roupão, e depois me enfio na cama.

Quase não saí dela nos últimos três dias. Quase não comi.

Ruby está passando a semana no Havaí com o namorado australiano rico, então não tenho nem ela para alugar. Não lhe contei sobre Jared. Não consigo.

Ela me avisou que isso ia acontecer. Eu devia ter escutado.

Meu celular toca, e verifico quem é antes de deixar para lá.

É ele. De novo.

Jared ligou uma centena de vezes, mas não atendi nenhuma vez. Não sei o que ele espera que eu diga. Não é como se eu fosse capaz de mudar a forma dele de pensar.

Não sei nem se ainda quero. Foda-se.

Foda-se, ele e todas as maneiras pelas quais ainda o amo.

Quando para de tocar, ligo para a pizzaria e peço uma pizza grande. Acho que, se vou passar a noite chafurdando, preciso do abastecimento necessário.

Meia hora depois, alguém bate na porta, e meu estômago está roncando.

Graças a Deus por trinta minutos ou menos.

Fico paralisado quando abro a porta e vejo Jared parado ali com a minha pizza. Todos os meus pelinhos se arrepiam ao vê-lo. Queria permanecer duro e não ser afetado por ele, mas não consigo. Meu coração acelera e meu entorpecimento começa a desaparecer.

Ele estende a caixa.

— Paguei o cara por você.

Arranco-a dele com as mãos trêmulas.

— Ah, você pagou minha pizza? Isso compensa por você ser o maior filho da puta do mundo. Obrigado.

Empurro a porta, mas ele a segura com a mão.

— Jensen, por favor...

— Solte.

Ele precisa ir embora. Agora. Antes que eu desmorone.

Ele avança de modo que seu corpo bloqueia a porta.

— Vou embora amanhã. Vim me despedir.

Apenas essa palavra já é o suficiente para me levar à beira das lágrimas.

Despedir.

Não “Até depois” ou “Ligo para você”.

Despedir.

Viro de costas e tento recobrar o fôlego enquanto levo a pizza para a mesa.

Não o convido para entrar, mas ele entra mesmo assim. Quando a porta se fecha com um barulho atrás dele, cerro os dentes tão forte que eles rangem.

Não consigo encará-lo. Se ele tem algo a dizer, pode dizê-lo para as minhas costas. Meu rosto vai revelar tudo.

— Sei que não quer me ver, e sei que machuquei você, é só que... droga, Jen, nunca quis que acabasse assim. Nunca. Há uma quantidade limitada de coisas que você consegue assistir alguém sacrificar antes de se dar conta de que a pessoa está mudando aquilo que é por você, e não de um jeito bom. Você era perfeito como era. Espero que, quando eu for embora, você possa voltar a sê-lo.

Não consigo responder. Jared não entende. Não entende que, ao tentar me tornar melhor, só está me tornando pior.

Inspiro com dificuldade e detesto que haja um soluço contido ali.

— Jen...

Pronto, ele está me abraçando. Não pretendo aconchegar-me no seu peito, mas faço isso, e não estou mais nem um pouco entorpecido. Sou uma mistura confusa de dor e mágoa, e embora não consiga captar de verdade que esse é o fim para nós, meu coração está dizendo que é.

— Jensen... Meu Deus, por favor, não chore. Por favor...

Ele segura meu rosto e enxuga as lágrimas. Os lábios dele pousam na minha testa, na minha bochecha, e fico furioso por sentir que, apesar de tudo, ele ainda me faça tão bem.

— Jen...

Ele me beija de leve nos lábios. Uma vez. Duas vezes. Agarro a camiseta dele. Pressiono meu corpo contra a sua pele. Ele me beija uma terceira vez, e não o deixo se afastar. Beijo-o com violência. Para lhe dar um pouco da minha amargura. Ele me aperta e finge que não sabe o que está acontecendo.

Está.

Estamos.

À medida que ficamos mais brutais e mais desesperados, sabemos que é a única despedida que teremos. Palavras não servem para nós. Nunca serviram.

São úteis apenas para comunicar tudo o que há de errado em nós, mas essa é a única forma de expressar por que somos tão certos.

Não vai fazê-lo ficar, e não vai fazer com que doa menos. Vai apenas nos dar um último vislumbre do que poderia ter sido, caso nossa história fosse um romance e não uma tragédia.

Agarramos e puxamos um ao outro enquanto cambaleamos pelo corredor até meu quarto. A metade das roupas dele já foi. O resto não demora a ir. Meu roupão cai no chão.

Ele não é gentil ao me jogar na cama e se deitar sobre mim. Somos uma confusão de bocas e mãos apertando tudo que podem, tentando gravar na sua memória o corpo um do outro só mais uma vez, porque essa é a última vez.

Jared beija meus ombros e está tão desesperado que não demora nada para estar me chupando e então acariciando minha entrada com seus dedos.

Eu gemo, e há lágrimas nos meus olhos.

Nessas lágrimas tem de tudo. Prazer, dor, arrependimento, gratidão, saudade, frustração, decepção. Tudo que Jared me faz sentir.

Ele enfia a cabeça entre as minhas pernas e as levanta, me tocando daquele jeito que só ele me tocou na vida. Há um desespero nele que não vejo desde a noite em que rompemos pela primeira vez, e sei que é porque ele já está com um pé do lado de fora.

Fecho os olhos e agarro o lençol da cama, tentando fazer com que as emoções não me destruam. Consigo por um momento.

Ele me faz gozar mas não para seu trabalho com a língua e, agora os dedos também, e eu fico bem. Ele beija meu corpo, e fico satisfeito. Ele se ajeita entre as minhas pernas, e vacilo. Jared olha nos meus olhos e eu posso ver sua dor, mas, nesse momento, acima de tudo, o prazer. Ele segura sua ereção e a lubrifica com a própria saliva, enquanto eu só espero por ele, e então me penetra e uma falha gigante surge no meio da minha vontade. Ele faz tudo tão devagar que parece que não quer que acabe, e me parto em dois. Um lado está vibrante e pulsante de prazer. O outro está murchando e morrendo. A parte confiante. A parte amorosa.

Jared acha que posso voltar a ser quem era depois disso? Impossível. O estrago está feito. Ele envenenou o homem que eu era. Muito depois de ele ter ido embora, ainda estarei envenenado.

Quando ele goza, seu rosto está enterrado no meu pescoço, e ainda que eu tenha me proibido de chorar, choro mesmo assim. Ele se preocupou em me masturbar até eu gozar, antes dele. As lágrimas são silenciosas, mas não sei se ele percebe. Assim como eu percebo o motivo de ele ficar tão imóvel depois. O motivo de seus braços estarem tão apertados em volta de mim, da sua respiração estar tão desigual.

O motivo de ele enxugar o rosto no meu travesseiro antes de sair de cima de mim.

Ele rola de costas. Joga o braço sobre os olhos. Eu não me mexo. Não posso.

Se me mexer, vou quebrar como um cristal.

— Jensen...

— Nada do que disser vai me fazer aceitar que está indo embora. Nada. Nunca.

Ele respira, trêmulo.

— Se tivesse outro jeito...

Viro de costas para ele e encaro a parede. É doloroso demais tê-lo aqui agora.

Só me faz ter vontade de implorar que fique, e isso é algo que meu orgulho não vai permitir.

— Você precisa ir embora.

Ele não se move.

— Agora, Jared.

Tento parecer forte, mas minha voz falha. Não é de admirar. Agora, sou um monte de cacos quebrados que se mantêm unidos pela pura determinação de não deixá-lo me ver desmoronar.

A cama se mexe quando ele levanta, e continuo a fixar a parede enquanto ele junta suas roupas e se veste. Não sei como pensava que iríamos acabar, mas certamente não era assim.

Acho que, em meus devaneios mais estúpidos e otimistas, não acabaríamos nunca.

Que piada.

Consigo senti-lo vagando pelo corredor. Observando-me. Esperando que eu esteja bem.

Não estou. Não consigo nem conceber um tempo em que estarei.

— Jen...

— Vá embora.

— Talvez um dia... nós possamos...

— Vá embora, porra!

Minha garganta aperta quando ouço o suspiro de resignação dele. Fecha completamente quando ele sussurra, antes de ir embora:

— Vou sentir sua falta.

Quando ouço a porta da frente fechar, um soluço escapa de mim. É seguido por outro, e outro, até estar afogado e arquejando em busca de ar.

Por fim me acalmo o suficiente para respirar, e vou em direção ao chuveiro.

Lavo todos os resquícios dele. Enquanto faço isso, juro que nunca mais deixarei um homem me afetar desse jeito.

Também juro que, pelo resto da vida, nunca odiarei alguém tanto quanto odeio Jared Tristan Padalecki.

 

Hoje

Nova York

Apartamento de Jensen Ackles

 

Jared vai embora amanhã, e “agitado” não chega nem perto de descrever como estou me sentindo esta noite. “Subindo pelas paredes” é mais próximo, mas ainda não é frenético o suficiente. Sinto-me desestruturado.

Tudo o que fiz desde que Jared me deixou em casa foi olhar para o relógio e fazer a contagem regressiva até a hora do voo dele. Agora faltam dez horas e quarenta e dois minutos. Olho para minha cama e cogito tentar dormir, mas, mesmo sendo duas horas da manhã, sei que não vai ser possível.

O ronco barulhento de Misha ecoa pelo corredor, é o suficiente para me fazer querer gritar. Preciso sair. Tiro o roupão e me visto. Quando desço para a entrada do prédio, me convenço de que vou fazer uma caminhada. Só uma caminhada. Quando chego à rua e aceno para o primeiro táxi que passa, convenço-me de que vou dar uma volta. E quando paro na frente do prédio de Jared, convenço-me de que sou um mentiroso ridículo por não admitir aonde ia nem o que planejava fazer.

Mais especificamente, o que planejava fazer e com quem.

Digito a senha e abro a porta. O prédio está silencioso. Quando o elevador abre no andar dele, quase perco a coragem e vou embora. É provável que esteja dormindo. Está definitivamente tentando evitar o que vou pedir a ele para fazer. É uma ideia tão ruim em tantos níveis, e mesmo assim, agora, parece a atitude mais premente que já tive.

Ando pelo corredor a passos largos e bato na porta dele. Espero ter de aguardar alguns minutos antes que ele abra, de olhos embaçados e meio adormecido. Em vez disso, a porta abre em alguns segundos, e ele parece ainda mais tenso do que eu.

— Caramba, não. — Diz ele, e por um instante acho que vai fechar a porta na minha cara. — Jensen?

— O quê?

— Você está aqui.

— Eu sei.

Ele passa os dedos pelo cabelo.

— Você devia estar no seu apartamento. Longe de mim e dormindo.

— Jared...

— Você entende como lutei para ficar longe de você esta noite? Andei para lá e para cá na sala por horas, tentando resistir à tentação. E agora você aparece aqui, desse jeito?

— Que jeito?

Ele faz um gesto na minha direção.

— Gostoso. Sexy à beça. Incrivelmente lindo. Pode escolher.

Dou um passo à frente, mas ele estende a mão para me parar.

— De jeito nenhum. Se você entrar nesse apartamento, toda aquela conversa que tivemos hoje sobre esperarmos, sobre sua terapia, blá-blá-blá, “Não devemos transar”, vai tudo por água abaixo. Você precisa ir embora.

Paro bem quando meus dedos dos pés encostam na soleira da porta. Quando fantasiei sobre dizer a ele que estava pronto para ir adiante na intimidade física, minha expectativa era que ele fosse um pouco mais receptivo. Quer dizer, sei que está tentando fazer o que é melhor para mim, mas isso sempre foi o problema. Ele é péssimo em identificar o que é melhor para mim.

Dou um passo mínimo.

— Jared, escute...

Ele recua.

— Não faça isso. Eu realmente não vou poder ser responsabilizado pelos meus atos. Três anos, Jen. Três drogas de anos. As coisas que eu faria com você... — Ele balança a cabeça. — Você nem entenderia.

— E se eu entender? E se eu também tiver coisas que desejo fazer com você?

Entro e fecho a porta. Ele abre os olhos.

— Jensen, com isso vamos desfazer tudo.

— Não me importo. — Ponho as mãos no seu peito. — Preciso disso. E, como vive dizendo, você também.

— Não quero ferrar com tudo.

Acaricio seu rosto.

— Qual é a pior coisa que poderia acontecer?

— Você achar a intimidade invasiva demais e entrar em pânico. E aí me trancar do lado de fora. Encerrar nossa relação.

Reviro os olhos.

— Será que eu faria uma coisa dessas?

— Estou falando sério.

— Isso não vai acontecer.

— Está esquecendo que já estive exatamente onde você está agora? Poderia acontecer.

— Jared, amo você, mas você realmente precisa parar de pensar tanto.

Ele fica imóvel. Com os olhos bem abertos.

— O que acabou de dizer?

Dou um passo para trás.

— Bem... o que eu queria dizer era...

— Você disse que me amava.

O pânico dele parece ter desaparecido.

— Sim, disse, mas...

— Não era o que desejava dizer? — Ele chega mais perto para poder acariciar minha bochecha. — Se não era, tudo bem. Mas se era, e se você estiver pronto para admitir isso, tudo bem também. Só... me diga.

Uma estranha sensação de calma me toma, e lembro de algo que ele disse há uns meses: se ele me amava ou não, não dependia de uma palavra. Era um fato, puro e simples. Mesmo se eu não disser, é verdade, então por que ainda me esforço para negar?

— Era o que queria dizer. — respondo baixinho. Espero ser tomado por uma crise de ansiedade, mas, em vez disso, tudo o que sinto é alívio. Um alívio intenso e que demorou a chegar.

O sorriso dele chega aos olhos.

— É?

Respiro fundo e sorrio de volta.

— Definitivamente.

Ele me olha com tanta alegria que tenho vontade de beijá-lo inteiro. Em vez disso, puxo sua cabeça para baixo e me contento com os lábios.

O choque inicial nos imobiliza no caminho. Não é um beijo de cena. Não há emoções coreografadas filtradas através de nossos personagens. Somos nós aqui.

Do jeito que deveríamos ser. Do jeito que nunca achei que poderíamos ser de novo.

Nos afastamos, só um pouquinho, e nos encaramos. Vamos mesmo fazer isso. Depois de todo esse tempo.

Sinto como se devesse estar mais nervoso, mas em seguida me dou conta de que todos os nossos momentos nos trouxeram para este aqui. Mesmo os dolorosos. Busco alguma hesitação nele. Autoproteção ou desconfiança. Em vez disso, vejo preocupação comigo e amor contagiante.

É mais do que o suficiente.

É tudo.

Jared segura meu rosto com as mãos. Ele me beija com mais intensidade.

Há um arrepio de familiaridade no que estamos fazendo, mas em uma base totalmente nova.

A atração continua aí, poderosa como nunca, mas há algo mais profundo. Sopra pelo meu corpo e me ancora a ele. No passado, essa conexão de almas ia e vinha em momentos esparsos e breves, mas agora é onde Jared mora.

Ainda estou apavorado, mas quero morar ali com ele nesse momento.

Torná-lo o primeiro e último homem que terei. Continuamos a nos beijar enquanto tropeçamos pelo corredor até a sala. Puxo a camiseta dele, mas Jared se afasta e tenta recuperar o fôlego.

— Não precisamos ir tão rápido.

— Você não faz sexo há três anos, e quer ir devagar?

— A última vez que fiz sexo, foi com você. Esperei muito por isso. Quero saboreá-lo agora.

— Você vai entrar em um voo em — olho o relógio — nove horas e trinta e oito minutos. Vamos mesmo perder tempo discutindo isso quando poderíamos estar tirando a roupa?

— Você é muito convincente.

Jared tira a camisa e me beija de novo. Céus, como senti falta de beijá-lo, o que é louco, já que nos beijamos todo dia no palco.

Mas não assim. Nunca assim.

Se Jared me beijasse assim durante a apresentação, a cena de sexo não seria simulada. Só prova o quanto ele estava se contendo para não me assustar.

Ele me pressiona contra a parede e aperta todo o seu corpo no meu, fazendo com que eu sinto a sua já enorme ereção e solte um suspiro.

Agarro seus ombros para conseguir ficar de pé e solto um gemido quando ele esfrega nossos membros excitados.

Um calor ardente corre sob a minha pele. Contrai e relaxa em meu estômago, fazendo meu coração pulsar e meu sangue fluir. Todos os lugares em que Jared me toca ardem um pouco mais que o resto.

Todos os homens que já me tocaram esmaecem na minha lembrança. Sempre foi ele. Mesmo quando queria esquecer, meu corpo lembrava.

Jared tira minha camiseta e, quando a boca dele encosta no meu mamilo, enfio as mãos no seu cabelo e empurro-o para baixo. Implorando para que ele prossiga, me possua mais. Eu inteiro. Tudo o que sou é para ele.

Ele me ergue, e eu enlaço minhas pernas na cintura dele. E então ele se move, pressionando, roçando, sem vergonha de estar tão excitado.

O movimento fica mais intenso. Desesperados e impacientes, nos comunicamos em sons baixos e com mãos ávidas. Os gemidos dele são música para os meus ouvidos. A lembrança da última vez que os ouvi é tão distante, mas parece tão próxima agora.

Jared me afasta da parede e me carrega pelo corredor. Quando chegamos à cama, ele mal me deita antes de arrancar o resto das minhas roupas.

Jogo os tênis de lado e ele ataca minha calça jeans. Sua expressão concentrada enquanto puxa minha calça pelas pernas é o que há de mais sexy no mundo. Quando estou apenas de cueca boxer branca, uma comprida com um elástico azul e vermelho bonito que eu tinha comprado na semana passada, ele para e me olha. Estou tão excitado que meu membro marca uma mancha no tecido.

— Meu Deus. — Balança a cabeça. — Não importa o quanto eu fantasie, você de verdade continua tirando meu fôlego.

Me sento e apoio o corpo com os braços para trás. Ele engole com dificuldade.

— Devo tirar isso? — Pergunto, sorrindo e enfiando os polegares no elástico da cueca. — Ou você quer tirar?

A expressão dele torna-se predatória.

— Ah, eu quero tirar. Quero muito tirar.

Jared segura meus tornozelos e me puxa até a beira da cama. Em seguida, ergue minhas pernas sobre seu tórax.

— Essa fantasia era uma das minhas favoritas. — Diz ele enquanto faz minha cueca deslizar e ajoelha-se na minha frente. — Você não tem ideia do quanto eu esperei por isso.

Começa no tornozelo. Beijos leves e tortura lenta enquanto vai subindo. Cada pedacinho de pele que ele não toca fica com inveja e decepcionado. Todo o resto solta fagulhas e fogos de artifício pelas minhas veias. Alimentando uma ânsia profunda, em espiral.

Ele não se apressa, e tudo o que posso fazer é fechar os olhos e agarrar os lençóis. Ele sabe o que faz. Seguro de si. Quando Jared segura meu membro com sua mão enorme e me coloca na boca arqueio o corpo com tanta força que deixo de tocar o colchão.

Falo com Deus. Muitas vezes. Digo o nome de Jared. Muitas vezes. Tudo gira e flutua, e alterno os nomes em suspiros breves.

— Deus... Jared...

Luto por coerência. Não me lembrava do quanto ele era bom. Quer dizer, ele sempre foi incrível, mas isso? É além das palavras. Para um homem que não faz sexo há muito tempo, sua habilidade é... ah, Deus...

Não consigo nem pensar.

As mãos dele não param de se mover, e cada toque me excita mais. Além de me chupar ele acaricia minha entrada, só incitando, sem realmente me penetrar e me deixa louco. Estou flutuando, tão alto que é como se eu estivesse a quatro palmos do colchão. Ele me mantém ali, pairando à beira da sensação e da satisfação. Em seguida, ergue minhas coxas e me faz segura-las no peito e então com um toque da língua e um gesto dos dedos, me faz desabar, tonto e sem fôlego.

Não consigo me mexer. Meu cérebro desligou. Respirar é um conceito desconhecido. Ele enfia seus dedos em mim. Dois de uma vez, enquanto sua boca continua me beijando atrás. Ele volta sua atenção para o meu membro e me coloca inteiro na boca, enquanto seus dedos tesouram dentro de mim e eu sinto meu corpo se derreter.

Gozo com vontade na boca dele, e Jared engole todo o meu prazer se deliciando e sorvendo até a última gota que consegue.

Jared beija meu corpo, subindo de novo. Consigo juntar energia suficiente para passar os dedos pelo seu cabelo, e ele murmura sobre a minha pele. A voz dele faz comigo o que nem suas mãos conseguem.

— Senti tanta falta de ver isso. — Diz ele. — Você é tão lindo quando goza.

Mantenho os olhos fechados e acaricio seus braços enquanto ele continua a deixar um rastro de beijos sobre mim. Sentir seus músculos me ajuda a me tirar da letargia. E me faz ficar faminto por mais.

É minha vez, então o empurro para que deite de costas. Sou capaz de torturá-lo suavemente tanto quanto ele. Começo pelo pescoço. Jared reage com ruídos que parecem grunhidos de um animal.

Beijo-o por todo o corpo. Toco-o como se fosse a primeira vez, tudo de novo. De certa forma, é. Todas as suas encarnações foram donas de mim, mas esta realmente merece ser.

Quando chego ao cós do jeans dele, passo a língua e mordisco seus quadris.

Ele geme como se sentisse dor. A julgar pela tensão em sua virilha, acho que está sentindo mesmo.

Desabotoo o jeans. Jared murmura coisas que não entendo enquanto puxo a calça e começo a cuidar das pernas. Ele pragueja baixinho e agarra minha cabeça. Meu domínio sobre ele me encanta.

Ele mal consegue se conter. Não o culpo. Se eu não tivesse tido sexo por anos, bastaria um único toque para me desmontar totalmente. Seu controle é admirável.

O tecido escuro da sua cueca boxer adere a todos os centímetros de seu corpo. Passo um dedo pelo volume enorme rígido e sorrio sem que ele veja, todos esses anos quase fizeram eu esquecer do dote dele. Jared fecha os olhos com força e solta um longo suspiro. Faço de novo, e ele bate na cama antes de agarrar as cobertas.

Desço para acariciar suas coxas.

— Quer que eu pare?

Jared mantém os olhos fechados, mas segura minha mão para me puxar até seu rosto.

— Apenas me deixe fazer isso um pouco.

Ele me beija e nos gira para ficarmos ambos deitados de lado. Em seguida, puxa minha perna para cima do quadril dele e pressiona sua ereção contra a minha, que já tinha se formado novamente, tentando ambientar-se a estar comigo de novo.

Nos beijamos e nos roçamos e tudo é tão gostoso. As mãos dele movem-se sobre mim como se nunca tivéssemos nos afastado. O ritmo dele é contagiante.

— Posso tocar você agora? — pergunto. Ele assente.

— Eu ia começar a implorar.

— Você fantasiava isso de eu tocar você enquanto estávamos separados?

— Todo dia. Em alguns casos, várias vezes por dia. Você-na-fantasia era totalmente ninfomaníaco.

Insiro a mão entre nós dois e o aperto. Ele geme, eu sorrio e me arrepio ao senti-lo daquele jeito gostoso na minha palma.

— Então, meio parecido com eu-na-realidade, não é?

Ele desaba de costas.

— É. Bem parecido. Meu Deus, Jensen...

Beijo o pescoço dele. Roço os dentes pela barba malfeita e sinto o gosto de sua pele. Beijo seu pomo de adão enquanto ele emite um ruído longo e baixo. A vibração faz cócegas nos meus lábios. Enquanto isso, eu o acaricio através do tecido que está super esticado para conseguir acomodá-lo. Passo minha mão sobre seus músculos trêmulos.

Jared ofega e alterna entre me olhar descer pelo seu tórax e empurrar a cabeça para baixo na cama, praguejando.

— Você está bem?

— Sim — diz ele com voz tensa. — Mais do que bem. Apenas... tentando evitar algo que me deixe constrangido.

— Impossível.

Puxo a cueca dele, e ele ergue os quadris para me ajudar a tirá-la.

E pronto, aí está ele.

Jared me observa enquanto olho para ele. É tão familiar, mas é como se eu lembrasse dele em um sonho. Desenho o contorno dele. Envolvo os dedos em torno da rigidez perfeita e aperto com força a base, tremulando de tesão e sentindo ele pulsar.

Ele sempre foi perfeito. No passado, pensava que minha inexperiência tinha formado minha opinião, mas agora tive outros homens, e nenhum deles é comparável. Jared é melhor que todos eles.

Era ingênuo ao achar que poderiam se comparar.

Desço pelo corpo dele e seguro seu pau, puxando a pele para baixo e revelando a glande inchada, tomando-o na boca e lambendo toda a extensão que posso.

Jared geme, e sei que não conseguirá aguentar muito mais disso. Seus músculos do abdômen já estão estremecendo.

Uso a língua, e ele está praticamente vibrando com a contenção. Desço minha boca por ele e solto um gemido com o gosto que sinto. Tanto, tanto tempo e ainda é o mesmo gosto. Gosto de Jared.

Não tenho tempo de apreciar muito mais, pois ele se contrai todo e retira-se da minha boca.

— Por favor... não. Não, não, não, não.

Jared enrijece o maxilar e geme enquanto goza sobre a barriga e o peito e é tanto que escorre sobre todo o corpo dele, criando uma película de esperma.

Observo, fascinado. Será que sempre foi tudo isso? Ou será que é assim que parece a frustração sexual extrema?

Meu Deus.

Quando termina, ele respira em pequenos arrancos ofegantes e cobre o rosto.

— Droga, Jen. Sinto muito.

Afasto as mãos dele e o beijo.

— Não sinta. Foi... impressionante. Como um efeito especial. Podemos fazer de novo?

Ele dá uma risadinha enquanto pego lenços de papel na mesinha de cabeceira. Acho que vou suar a caixa toda.

— Você está pedindo permissão para me fazer gozar assim de novo? Hummm, deixe-me pensar.

Ainda enquanto o estou enxugando, ele reage e volta a ficar orgulhosamente duro sob meus olhos.

— Bem, eu estava apenas sendo educado. Deus sabe o quanto você se aborrece quando faço você gozar contra sua vontade.

— Uma vez. E só porque fiquei constrangido. O orgasmo em si foi incrível.

— Tão incrível quanto esse de agora?

— Não. Acho que nada vai superar esse. Nunca.

Rastejo seu corpo acima e o beijo.

— Vou tomar isso como um desafio.

Agora vejo algum receio.

— Deus me ajude.

Nós nos beijamos e nos tocamos com mais confiança, e mesmo que já tenhamos acalmado a urgência do nosso desejo, ele volta, acelera nossas mãos e torna nossos toques mais intensos. Nossas bocas são delicadas, mas todo o resto está pesado de tesão. Impelindo-nos a dar o último passo para consolidar nosso reencontro.

Essa é a parte que me deixa nervoso. Quero-o mais do que já quis qualquer pessoa, mas, se eu for surtar, vai ser quando ele estiver dentro de mim.

A dor por Jared ter feito amor comigo antes de ir embora está presa a partes da minha memória que ainda doem quando lembro.

É claro que ele vai embora dessa vez também, mas pretende voltar. Me promete que vai voltar. Me acaricia de um jeito que me faz acreditar que, se não voltar, vai sufocar. E eu sou seu oxigênio.

Afasto intencionalmente a ansiedade e me concentro nele. É bastante fácil. Ele é muito talentoso ao me distrair.

Quando ele rola para cima de mim e me beija com mais urgência, enquanto volta a rastejar sobre o meu corpo até ficar cara a cara com a minha ereção e então ergue minhas pernas e faz mágica com os dedos, minha paciência está no ponto mais baixo de todos os tempos. Há uma dor aguda que não vai ser satisfeita por dedos ou ápices vazios. Essa dor exige Jared. Ele inteiro.

— Eu preciso de você todo... hmm, só os seus... só os seus dedos não vão me... ahhh. – Digo em meio aos gemidos enquanto ele me penetra com dois dedos e lambe e beija ao redor do meu ânus, acariciando minhas nádegas e me deixando doido

Ele procura atrapalhadamente uma camisinha na gaveta da mesinha.

Quando se ajoelha para colocá-la, beijo seu peito. Acaricio seus ombros. Parece que não vou conseguir parar de tocá-lo.

Jared geme sua aprovação e me deita de costas, e quando solta seu peso inteiro e me beija, esgueiro a mão entre nós e o incentivo a me penetrar.

Ele fica imóvel quando se dá conta de que está lá, e o prazer, o encantamento e algo que se parece muito com gratidão iluminam seu rosto.

Emoldura meu rosto com as mãos.

— Tem certeza? Não está tarde demais para parar.

— Está sim. — Digo, acariciando as costas dele. — Preciso de você.

— Está dizendo isso só porque estou indo embora?

— Não. Estou dizendo isso porque estou cansado de negá-lo.

Ele me beija suavemente e pressiona mais um pouco. Suspiramos os dois.

— Jen...

— Ah, meu Deus...

Ele baixa a cabeça até meu ombro, e ficamos ali, apenas respirando.

— Tinha esquecido. — Sussurra ele. — Como pude esquecer disso? Céus.

Ele se move para a frente e para trás, em pequenos movimentos que o fazem penetrar cada vez mais fundo. Fecho os olhos e seguro seus ombros. Dói. Ele não é o único que tinha esquecido. Como é que conseguia fazer com que todas essas emoções coubessem em mim? É como se eu estivesse à beira de explodir.

Seus quadris continuam a avançar e recuar, e cada movimento me deixa um pouco mais repleto dele. Observo, fascinado, seu rosto se transformar, passando da descrença à admiração, à determinação e finalmente ao amor. Mais do que jamais houve. Como vivi por tanto tempo sem que ele me olhasse assim?

Quando os quadris dele por fim descansam sobre os meus, enrosco minhas pernas em torno dele e apenas o mantenho imóvel. Consigo sentir meu pânico borbulhando e subindo, mas não quero que isso acabe, porque então ele vai embora. Ele vai embora, e eu ficarei vazio, e não consigo mais viver assim.

— Ei — diz ele, acariciando meu rosto. — Está tudo bem.

— Eu sei.

— Amo você. Não tenho nem palavras para dizer o quanto.

Puxo-o para baixo para me beijar. Ajuda a aliviar a tensão. Quando ele move os quadris, alivia-a mais ainda.

Deus, como é bom. Não sei como vivi tanto tempo sem isso.

Ele me beija para me distrair enquanto me penetra, longa e lentamente.

Também não está com pressa de acabar. Pela primeira vez em anos, sinto como é fazer amor. Tudo parece intenso demais, mas ele me guia através de todo o processo. Me acalma com as mãos e com a boca. Me inflama com o ritmo regular e determinado. O tempo todo, fala sussurrando de arrependimentos, de desculpas, de amor, de futuro. Diz que sou lindo. Quanto tempo esperou por isso. Como não pode esperar para voltar para mim e poder fazer isso, muitas vezes, sem parar.

Não sei por quanto tempo fazemos amor, mas ele me leva até a beira do clímax várias vezes, até perco a conta. Quando finalmente o atinjo, é como um ataque intenso, que parece durar muito tempo, sujando o meu peito e o dele como ele próprio tinha feito consigo mesmo mais cedo. Quando ele por fim goza com um longo gemido, nunca me pareceu mais lindo.

Permanecemos enroscados um no outro por bastante tempo. Apenas respirando. Mais satisfeitos do que estivemos por anos.

Acho que adormeço, porque, quando abro os olhos, o sol está brilhando através das janelas.

Ele está apoiado no cotovelo, olhando para mim. Demoro um instante para lembrar onde estou e por que estou com ele. Quando lembro, não consigo segurar o sorriso.

— Ei.

Ele me beija.

— Bom dia.

— Que horas são?

— Tarde. Preciso ir embora daqui a pouco.

— Vou até o aeroporto com você.

— Não. Fique aqui.

— Mas...

— Jen. — Ele acaricia meu rosto. — Por favor. Quero que a última imagem seja de você nu na minha cama, não chorando em um aeroporto. Fique aqui enquanto eu estiver fora. Coma minha comida. Use meu chuveiro. Esfregue-se nos meus lençóis. Isso me faria incrivelmente feliz.

Empurro-o até que deite de costas e aconchego-me no seu peito. Só quero abraçá-lo. Tê-lo por quanto tempo conseguir.

Ficamos deitados ali e cochilamos. Mais tarde, quando ele sai de debaixo de mim para tomar uma ducha, abraço seu travesseiro e respiro seu cheiro.

Fico de olhos fechados quando o ouço movendo-se pelo quarto. Como se não vê-lo preparando-se para ir significasse que não vai acontecer.

Só que precisa acontecer. E vai.

Uns lábios roçam minha bochecha, e abro os olhos. Ele está segurando um pacote de veludo com um bilhete. Franzo a testa.

— O que é isso?

— Um presente. Comprei quando estive na Itália, há anos, mas nunca tive coragem de dar a você. Acho que tenho agora.

Quando ele se inclina para me beijar, contenho-me para não puxá-lo de volta para a cama e implorar que fique.

— Vejo você na semana que vem — diz ele, acariciando meu rosto. — Eu te amo.

Respiro profundamente.

— Também te amo.

Ele sorri.

— Amo que você me ame. Você não tem ideia.

— Acho que tenho. Lembra quando você me mandou aquele e-mail com centenas de “Te amo”? Tenho quase certeza que me senti naquele momento como você está se sentindo agora.

— Amo isso, também.

— Você está cheio de amor hoje, não é?

Ele se inclina e roça seus lábios sobre os meus antes de sussurrar:

— O eufemismo do século.

O interfone toca, e ele resmunga antes de se erguer e de se ajeitar.

— É meu táxi. Preciso ir.

Jared me beija de novo, devagar e intensamente, antes de apanhar sua mochila.

— Ligo pra você quando chegar.

— Certo.

Ele vai em direção à porta, mas, antes de chegar lá, para e volta-se para mim.

— Será que pode baixar esse lençol por um instante?

Sorrio e afasto as cobertas.

Ele geme e morde o lábio.

— Caramba. A melhor Polaroide cerebral que existe.

Rio, e ele vai para a porta.

— Preciso ir antes que esqueça por que não posso agarrar você de novo.

— Agarrar? — Digo, fingindo estar horrorizado. — O que aconteceu com “fazer amor”? Você é tão grosso, Jared Tristan Padalecki!

— Não esqueça que sou comprido também! — Grita ele do corredor. — E você adora quando eu agarro você como se fosse uma almofadinha!

E com isso a porta da frente se fecha atrás dele. Largo-me de volta no travesseiro e suspiro.

Já estou com saudade.

Fico pensando em como ele foi incrível à noite, quando meu celular apita na mesinha de cabeceira. Pego-o e leio a mensagem.

 

Já está com saudade, não é? O sentimento é mútuo e eu ainda estou no elevador. Não se esqueça de abrir o presente. Te amo.

 

Sorrio e abro o pacotinho de veludo. Quando o viro, um pesado coração de ouro em uma corrente cai na minha mão. Parece velha. Antiga. E, para ser sincera, um pouco gasta. Abro o bilhete.

 

Querido Jensen,

Estou querendo dar isso a você há muito tempo, e depois do presente incrível que me deu na noite passada, achei que era a hora certa. Encontrei-o em uma lojinha de antiguidades em Milão durante a turnê pela Europa. Não sei por que atraiu meu olhar, mas tive de comprá-lo para você. A questão é: não é perfeito. Teve muitas proprietárias, algumas das quais não foram carinhosas com ele, ficaram as marcas para provar. De certa forma, ele me representa. Infelizmente, acho que representa você também.

O que me ocorreu foi que, apesar de todas as marcas, ainda é lindo. Na verdade, acho que é ainda mais lindo porque não é perfeito. Demorei muito tempo para entender que, apesar de algo não ser impecável, ainda tem valor. Você me ensinou isso, mesmo que eu tenha resistido em acreditar.

Quando penso em nós, muitas vezes me pergunto o que teria acontecido se nunca o tivesse encontrado. Será que teria motivação para mudar? Para lidar com as confusões do meu passado?

A verdade é que não foi só encontrar você que me fez entender que precisava mudar. Foi encontrar você e perder você. Duas vezes. Ficar longe de você me fez enfrentar a feia verdade sobre mim mesmo, e, depois do acidente, voltar para você era a única motivação de que precisava para lidar com as questões que me prejudicaram por anos. Você também me fez querer ser melhor, e mesmo que o tenha feito por mim, também o fiz para merecer você.

Então acho que isso sou eu dando meu coração para você. Brega, hein?

Também meio redundante, já que você é dono dele desde o dia em que nos conhecemos.

Parece que fizemos um desvio tão grande para chegar onde estávamos na noite passada, e sei que é minha culpa. Mas, apesar de todas as coisas que eu teria mudado na nossa trajetória, nunca ia querer um destino diferente. Sempre foi você. Lindo, incrível, talentoso e amoroso como você é.

Obrigado por me dar essa última chance. Prometo, você não vai se arrepender.

Quando olho para você agora, realmente não tenho ideia de por que fui embora. Obrigado por me salvar. E por me perdoar.

Aliás, uma observação paralela: você fica absurdamente lindo quando está dormindo. Sabia disso? Não consigo parar de olhar para você.

Falando nisso, tirei algumas fotos de você com meu celular. Fofo ou assustador? Espero que você penda para o lado fofo. Apenas precisava de algo para trazer comigo. Já sinto sua falta.

Bem, é melhor eu concluir, porque você vai acordar daqui a pouco, e quero estar ao seu lado quando acontecer. Na verdade, quero estar perto de você toda manhã quando acorda, mas acho que essa é uma conversa mais longa, para outra hora.

Amo você, Jensen. Sempre amei. Sempre amarei. Mantenha a cama quente para mim enquanto estou fora. Prometo ajudar você a fazer bom uso dela quando voltar.

Jared.

 

Fico olhando as palavras dele. Depois de relê-las uma dúzia de vezes, passo o colar pela cabeça. O coração se aninha no meu peito. Nada que eu já tenha tido jamais pareceu tão perfeito.

Jurei que não iria chorar quando ele me deixasse dessa vez, mas ele está tornando isso bem difícil. Pelo menos agora são lágrimas de alegria.

Pego o celular e mando uma mensagem.

 

Amei o colar. Estou usando-o agora. Amei ainda mais a sua carta. Suas palavras foram lindas. Mas, mais do que tudo, amo você. Ligue quando pousar.

 

Puxo as cobertas sobre mim e respiro o que sobrou do cheiro dele. Se você me dissesse há três anos que um dia eu pararia na cama de Jared Tristan Padalecki, mandando mensagens de amor para ele, provavelmente teria lhe dado um soco na cara.

Agora, não consigo imaginar estar em nenhum outro lugar.

Lembro do cartão que Jared me deu na noite de estreia. Dizia: As pessoas são como vitrais. Cintilam e brilham quando o sol está alto, mas, quando a escuridão se instala, sua verdadeira beleza se revela apenas se houver luz por dentro.

Ele pretendia que fosse sobre mim, mas me pergunto se sabe como descreveu a si mesmo com precisão.

Ele, agora.

Adormeço com imagens de nós dois, sorrindo e envolvido em luz.

Continua...


Notas Finais


Eaí, o que acharam
Comentem!
Percebi que os comentários tem diminuído por aqui.
Não estão gostando?
Me contem o que estão achando, ficarei mt grato ^^
Ah, e eu estou respondendo a todos os comentários, mas tenham paciencia cmg! A preguiça me consome uashauauhaus
Beijos, e até semana que vem com o FINALE


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